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Bela Vista-MS Sábado, 07 de Março de 2026
Edital de Notificação sobre inicio de Regularização Fundiária – REURB

Edital de Notificação sobre inicio de Regularização Fundiária – REURB

Notificamos terceiros interessados\ ou proprietários da área onde esta determinado no lote n. 35, parte 06, Rua Adolfo Morel esquina com Rua das Flores, com área de 3.047,78 m2 (três mil e quarenta e sete metros, setenta e oito metros quadrados), devidamente matriculado no Cartório de Registro de Imóveis na matricula n. 6.860, nos termos do artigo 31, parágrafos 1º e 4º, da Lei n. 13.465\2017, que o Sr. Helvio Morels, brasileiro, trabalhador rural, portador, inscrito no CPF n. 001.323.441-22, residente e domiciliado no endereço Vila Erva Mate, Rua Adolfo Morel, n. 300, Bairro Erva Mate, Bela Vista – MS, CEP 79.260.000.

Conforme determina no artigo 31, parágrafo  1°, vossa senhoria tem 30 dias para, querendo, apresentar impugnação, contado da data da publicação da notificação, e o parágrafo 6° também do artigo 31, adverte que a ausência de manifestação será interpretado como concordância com a REURB.

 

Edital de Notificação sobre inicio de Regularização Fundiária – REURB

Edital de Notificação sobre inicio de Regularização Fundiária – REURB

Notificamos terceiros interessados\ ou proprietários da área onde esta determinado no lote n. 35, parte 05, Rua Adolfo Morel esquina com Rua das Flores, com área de 3.601,72 m2 (três mil e sessenta e um, e dois metros quadrados), devidamente matriculado no Cartório de Registro de Imóveis na matricula n. 6.860, nos termos do artigo 31, parágrafos 1º e 4º, da Lei n. 13.465\2017, que o Sra. Sonia Aparecida dos Santos, brasileira, casada, trabalhadora rural, portadora do RG n° 1.695.3959 SSP\MS, residente e domiciliado no endereço.

Conforme determina no artigo 31, parágrafo  1°, vossa senhoria tem 30 dias para, querendo, apresentar impugnação, contado da data da publicação da notificação, e o parágrafo 6° também do artigo 31, adverte que a ausência de manifestação será interpretado como concordância com a REURB.

 

“O silêncio protege os culpados”: A luta solitária da viúva do jornalista Leo Veras contra 6 anos de impunidade

“O silêncio protege os culpados”: A luta solitária da viúva do jornalista Leo Veras contra 6 anos de impunidade

Em uma carta aberta dilacerante, a viúva de Leo Veras denuncia a inércia do Estado, as ameaças que ainda sofre e o medo de criar os filhos sob a sombra da injustiça. “Ser vítima em nosso país parece ser uma condenação adicional”, desabafa.

Por Lile Corrêa*

Seis anos. Para as instituições de justiça, talvez seja apenas o tempo de um processo acumulando poeira em uma prateleira. Para a viúva do jornalista Leo Veras, assassinado brutalmente em 12 de fevereiro de 2020, cada dia desses seis anos foi uma batalha pela sobrevivência — não apenas emocional, mas física.

Nesta semana, em uma Carta Abierta (Carta Aberta) assinada pela Dra. Cintia Gonzalez endereçada à Procuradoria, ao Poder Judiciário e à opinião pública, ela quebrou o silêncio para expor uma realidade cruel: a de que a violência contra o jornalismo não termina no disparo de uma arma. Ela se prolonga na negligência do Estado.

Uma ferida que não fecha

Leo Veras foi morto por exercer sua profissão. Seis anos depois, a investigação é descrita pela família como lenta e insuficiente. Mas o que choca no relato não é apenas a falta de culpados na prisão, mas a revitimização constante.

“Tenho tido que viver com medo, criar nossos filhos no meio da insegurança e sustentar a memória do meu esposo praticamente sozinha, sem o amparo efetivo do Estado que deveria nos proteger”, diz um trecho da carta.

Ameaças em vez de proteção

O relato atinge um ponto ainda mais alarmante quando a viúva revela que, ao exigir respostas, recebeu em troca novas ameaças. Ela afirma ter denunciado formalmente estas pressões às autoridades, mas o resultado foi o mesmo de sempre: silêncio e falta de garantias.

Para ela, a mensagem que o sistema envia é clara e perigosa: matar um jornalista e ameaçar sua família “sai de graça”.

As 5 exigências por justiça

A carta encerra com um apelo que é, na verdade, um ultimato às autoridades. A família exige:

Avanços reais e verificáveis na investigação.

Identificação e punição de todos os responsáveis (materiais e intelectuais).

Garantias de segurança para a família.

Investigação imediata das ameaças recentes.

O fim da utilização política desta tragédia.

Por que isso importa para todos nós?

O assassinato de um jornalista é um ataque direto à democracia e ao direito de cada cidadão de ser informado. Quando o Estado se cala diante da morte de um comunicador, ele permite que o medo paute a sociedade.

A viúva de Leo Veras encerra seu manifesto com uma promessa de resistência: “Eu seguirei falando. Seguirei denunciando. A memória de Leo Veras não se apaga. E minha busca por justiça, tampouco.”

 

Decisão Judicial reconhece perseguição politica em Rio Brilhante, prefeitura terá que indenizar servidor

Decisão Judicial reconhece perseguição politica em Rio Brilhante, prefeitura terá que indenizar servidor

​A Justiça Estadual condenou o Município de Rio Brilhante a indenizar um servidor de carreira por práticas abusivas da atual gestão. A sentença aponta que a prefeitura utilizou sua estrutura para punir o funcionário logo após o período eleitoral.

​O que aconteceu?

O servidor, com mais de 20 anos de serviços prestados, foi removido de sua função de origem sem a devida motivação legal. A justiça entendeu que a transferência não visava o interesse público, mas sim uma retaliação política, configurando o chamado “desvio de finalidade”.

​O impacto financeiro:

A manobra ilegal da gestão Lucas Foroni resultou em uma redução salarial drástica para o trabalhador na época. Agora, o juiz determinou que a Prefeitura pague R$ 49.228,40 (mais juros e correções) para reparar as perdas salariais do servidor.

​Quem paga a conta?

O valor da condenação sai diretamente dos cofres municipais. Ou seja: o cidadão de Rio Brilhante acaba pagando por atos administrativos anulados pela Justiça.

​Esta decisão reforça que a Administração Pública deve ser pautada pela impessoalidade e pela lei, e não por cores partidárias.

 

Lenita Suzana Kalife, a Cuiabana que virou Bela-vistense com muito orgulho 

Lenita Suzana Kalife, a Cuiabana que virou Bela-vistense com muito orgulho 

Câmara Municipal de Bela Vista aprovou uma moção de pesar pelo falecimento de Lenita Suzana Kalife, manifestando sentimentos de profundo pesar aos familiares e amigos e desejando que Deus conforte os corações enlutados.

História de vida

Natural de Cuiabá, Lenita Suzana Kalife construiu uma trajetória marcada pelo trabalho, dedicação à família e forte atuação social. Em 1968, mudou-se para Campo Grande e, posteriormente, passou a viver em Bela Vista, cidade que adotou com orgulho e onde consolidou sua história.

Sua trajetória pessoal também foi marcada pela união com João Kalife. O fruto do relacionamento, nasceu, Maruo Kalife, Denise Kalife, Dica Kalife e Helenice Kalife.

Inicialmente, a mudança para Bela Vista seria temporária, por um período de dois anos, mas a família decidiu permanecer definitivamente no município, onde prestou relevantes serviços por mais de décadas.

Atuação e contribuição para a comunidade

A família sempre esteve diretamente envolvida no desenvolvimento social e econômico da cidade. Houve participação ativa em atividades esportivas, sociais e comunitárias, incluindo atuação no grêmio, na liga esportiva e em outras iniciativas de interesse público.

Lenita também se destacou pela constante participação em ações sociais, sendo lembrada pela solidariedade e pelo acolhimento. Sua residência era conhecida como um espaço de apoio e ajuda ao próximo, refletindo seu espírito generoso e comprometido com a comunidade.

Além disso, a família contribuiu para o crescimento econômico local com iniciativas pioneiras no município, como a implantação da primeira autoescola Alvorada, do primeiro escritório de contabilidade e do primeiro açougue, fortalecendo o comércio e gerando oportunidades para a população.

Reconhecimento

A moção de pesar aprovada pelo legislativo municipal reconhece a relevância da trajetória de Lenita Suzana Kalife e sua contribuição para a história e o desenvolvimento de Bela Vista, destacando o legado de dedicação, trabalho e compromisso com a comunidade.

Ademir Mendonça – Fronteira News

 

 

 

Documentário retrata Campo Grande sobre os olhos de Roberto Higa

Documentário retrata Campo Grande sobre os olhos de Roberto Higa

Após um ano de produção, o documentário “A Campo Grande de Roberto Higa” foi lançado na noite desta sexta-feira (13). O curta-metragem apresenta a Capital sob a ótica do fotojornalista que registrou fatos históricos e momentos marcantes de Campo Grande, de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul ao longo de seis décadas.

Com 30 minutos de duração, o documentário foi produzido ao longo de um ano pelos diretores Marineti Pinheiro e Israel Miranda e mostra um passeio afetivo e histórico pela cidade que viu nascer e crescer o fotógrafo Roberto Suei Higa, hoje com 74 anos.

Segundo Marineti a ideia do filme nasceu da admiração pelo trabalho do fotógrafo. “Eu sempre fui muito apaixonada pelo trabalho do Higa, sempre fui muito fã dele. Também sou uma memorialista assumida, amo produções que trabalham com acervo e personagens históricos”, pontua.

A cineasta explica ainda que o documentário não é apenas uma biografia tradicional. “É a Campo Grande desse fotógrafo. Embora traga aspectos da história familiar e da trajetória profissional, o foco está na relação dele com a cidade que ele nunca deixou de fotografar”, destaca..

A produção do filme coincidiu com um momento delicado da vida do fotógrafo. Logo após o início do projeto, Higa descobriu um câncer na garganta. Por isso, parte das gravações foi feita durante o tratamento, incluindo sessões de quimioterapia.

“Ele me disse que não poderia morrer e deixar essa dívida comigo. Em vários momentos, as filmagens precisaram ser interrompidas para respeitar o processo de recuperação. Inclusive, em algumas cenas, ele aparece com sonda nasal”, afirma Marineti.

Para Higa, o documentário representa um reconhecimento raro e em vida. “Fizeram uma coisa que ainda não tinha feito porque essa é a minha história. Eu só tenho a agradecer”, comentou.

Durante as gravações, ele revisitou memórias da infância na região da Calógeras com a Maracaju, área próxima à antiga estação ferroviária e rodoviária, onde começou a trabalhar ainda menino, engraxando sapatos e circulando pelo centro que concentrava o comércio, da cidade.

“Ali era meu reduto, eu fui criado ali”, relembra. As histórias detalham uma Campo Grande que já não existe mais, mas que segue viva em suas imagens.

Filho de imigrantes japoneses, Higa começou a carreira no fim da década de 1960, no extinto Diário da Serra. Em 1972, participou, ao lado de Almir Vilela Rolland, da primeira Exposição de Fotojornalismo de Campo Grande. Desde então, trabalhou em diversos veículos regionais e nacionais, além de agências de publicidade.

O acervo pessoal, considerado um dos mais completos do Estado, reúne registros da divisão de Mato Grosso, da criação de Mato Grosso do Sul, da chegada das universidades, do crescimento urbano e das transformações sociais.

Ao longo das décadas, Higa sempre usou a fotografia como ferramenta de denúncia. Em 1980, a exposição “O Povo do Sorriso” chamou atenção para a situação das comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.

Mesmo com todo o reconhecimento, ele mantém a simplicidade e não abandonou a câmera. “Hoje eu fotografo gente na rua. Pessoas no dia a dia. Com isso retrato detalhes da roupa, cabelo, nos gestos que revelam o espírito de cada época”, conta..

Sobre a cidade que ajudou a documentar, Higa demonstra gratidão. “Olha, eu acho Campo Grande uma cidade maravilhosa. E eu sou um partícipe desse progresso. Eu lembro de quando só tinham 80 mil habitantes e hoje é essa metrópole. Campo Grande te oferece tudo, te dá tudo”, finaliza.

Fonte: campograndenews