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Bela Vista-MS Sábado, 06 de Junho de 2026
Festival de Inverno de Bonito é Lixo Zero: tudo se transforma, nada se perde

Festival de Inverno de Bonito é Lixo Zero: tudo se transforma, nada se perde

Pela primeira vez, o Festival de Inverno de Bonito adota integralmente a metodologia Lixo Zero, garantindo que todo o resíduo gerado durante o evento tenha destinação correta. O gerenciamento é de responsabilidade da Ciclo Azul, empresa de Bonito especializada em soluções ambientais, que envolve trabalhadores do próprio município e gera renda local.

Para que o Festival seja, de fato, Lixo Zero, é necessário que todos respeitem as lixeiras e façam o descarte correto. A diretora executiva e sócia-fundadora da Ciclo Azul, Lívia Medeiros Cordeiro, explica que o desafio é transformar a coleta em oportunidade de reciclagem e compostagem.

“Esse ano a empresa está com o desafio de fazer o melhor gerenciamento de resíduos sólidos do Festival, para destinar a maior parte desses resíduos orgânicos à compostagem e os materiais recicláveis serão doados às famílias e às pessoas que são os agentes de reciclagem que trabalham e vivem desse comércio na cidade. Nós estaremos com uma tenda no CMU, na Praça do Peixe e na Praça do Rádio. Nós teremos uma equipe passando em todos os locais, inclusive nos locais onde estão tendo oficinas, para fazer essa sensibilização sobre o descarte correto dos resíduos. A equipe vai estar circulando pelo Festival, esvaziando e coletando esses resíduos, todo o resíduo coletado será pesado e registrado a sua destinação. Então nós já temos uma rede de recicladores que ao final do dia estarão levando essas bags para os seus depósitos”.

O apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Bonito é essencial para complementar a ação, com serviços de varrição, limpeza da praça durante as madrugadas e retirada dos rejeitos, materiais que não podem ser reciclados ou compostados.

“A Prefeitura de Bonito, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ficará responsável pela retirada dos rejeitos — materiais que não podem ser reciclados ou compostados. Já a Ciclo Azul vai instalar bombonas específicas nos pontos de alimentação para o descarte de resíduos orgânicos, garantindo que cada tipo de lixo tenha o destino adequado. O Lixo Zero é uma metodologia para a qual somos credenciados e que tem como princípio básico a separação na fonte. Para que o Festival seja, de fato, Lixo Zero, precisamos que cada pessoa faça a sua parte: respeitar as lixeiras e descartar corretamente seus resíduos. Nossa meta é destinar mais de 70%, 80% e, quem sabe, ultrapassar os 90% de reaproveitamento. Mas esse resultado só será possível com o engajamento de todo o público”, reforça Lívia.

O coletor Jhonathan Sánchez Ferreira, que integra a equipe da Ciclo Azul, destaca a importância da separação. “A gente está separando em três tipos. O não reciclável, reciclável e o orgânico. É bom porque ajuda a direcionar o lixo direito no seu devido lugar, para não acabar com o Bonito, né? Porque o Bonito é muito bonito para ter um acúmulo de lixo, para a natureza”, ressalta.

A fotógrafa Eveline Cássia Larrea Rocha, moradora de Bonito, vê no projeto uma oportunidade de conscientização.

“Eu acho que não tem nada mais legal de mostrar do que o exemplo. Então as crianças verem acontecendo na prática é muito importante. A gente recicla nosso lixo em casa, separa o lixo seco do úmido. No meu bairro passa duas vezes por semana o caminhão que recolhe o reciclado. Então a gente faz esse trabalho em casa, separando plásticos, vidros, papelão. Durante o Festival é ainda mais importante, porque aumenta o volume de pessoas e, consequentemente, o lixo na cidade. Bonito é uma cidade pequena, então ter essa coleta consciente ajuda diretamente o meio ambiente”, enfatiza.

O administrador de empresas Carlos Eduardo Silva, visitante de Cuiabá, acredita que o Lixo Zero tem efeito multiplicador.

“Eu gosto muito desse tema, eu acho que as pessoas precisam ter essa responsabilidade. E o Festival, endossando isso, é maravilhoso. Acho que as pessoas se conscientizam e, se isso puder multiplicar, que Bonito seja o Bonito do Brasil para falar sobre isso. Ter o Lixo Zero durante o Festival é significativo, em primeiro lugar, pela educação das pessoas e por mostrar que é possível a responsabilidade do lixo. Em segundo lugar, e não menos importante, pela possibilidade de retorno financeiro para quem vive da reciclagem. E o lixo orgânico, quando vai para o destino certo, significa menos gastos e menos despesas para a prefeitura. O espaço fica bonito e é benefício para todo mundo. Isso é incrível”, disse.

Já a engenheira civil Isabela Vieira, de Campo Grande, reforça que o Festival pode inspirar mudanças no hábito das pessoas.

“No Brasil ainda temos muito pouco de coleta seletiva. Lá em casa a gente separa o lixo, não tem coleta seletiva, mas levamos em local de coleta. É necessário, porque produzimos muita quantidade de lixo. Durante o Festival essa coleta é muito interessante, faz as pessoas verem com outros olhos. Também é simples, não é nada de outro mundo, todo mundo pode fazer. A cidade fica mais limpa e, futuramente, as pessoas não vão ter essa preocupação. Vai ser algo natural, parte do dia a dia”, conclui.

Descarbonização: legado verde para Bonito

Além da gestão de resíduos, o Festival também assume o compromisso da descarbonização. O objetivo é neutralizar as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo evento, desde transporte, até energia e alimentação.

O processo funciona de forma simples: durante o Festival, o público é convidado a escanear um QR Code disponível nas telas e materiais de comunicação do evento. Cada participação registrada ajuda a contabilizar o número de árvores nativas que serão plantadas em Bonito para compensar as emissões de carbono.

Essa prática não apenas reduz os impactos ambientais do Festival, mas também deixa um legado duradouro para a cidade, fortalecendo a biodiversidade local, contribuindo para a captura de carbono e criando áreas verdes que beneficiam toda a comunidade.

Karina Lima, Ascom FIB 2025
Fotos: Ascom FIB 2025

De Bonito para Bonito: Festival de Inverno fortalece a economia local e garante renda e oportunidades

De Bonito para Bonito: Festival de Inverno fortalece a economia local e garante renda e oportunidades

O Festival de Inverno de Bonito, desde sua primeira edição, contribui para a geração de renda e cria oportunidades dentro da própria cidade. Profissionais de Bonito estão tendo a chance de trabalhar diretamente nos eventos, enquanto empreendedores e empresários locais ampliam vendas e movimentam seus estabelecimentos durante o período do Festival.

É o caso de Kalu Carvalho, morador de Bonito há 16 anos. Ele é um dos idealizadores do projeto Canta Bonito e foi contratado pela Fundação de Cultura para apoio logístico na produção e no palco. Para ele, a contratação de profissionais locais é fundamental.

“A inclusão do bonitense no Festival de Inverno é de suma importância e a gente está conseguindo fazer, está conseguindo trabalhar. Até para algumas coisas que o pessoal de fora não sabe muito bem onde consegue, nós sabemos, temos os contatos certos, a melhor forma de fazer. Então, com certeza, é muito importante termos essa oportunidade”.

Silvio César Soares dos Santos, guia de turismo e morador de Bonito, foi contratado para trabalhar na produção do Palco Sol com a equipe da Fundação de Cultura.

“Quando tem um evento desse porte na cidade, a gente também tem mão de obra para atender. Claro que falta um pouco de especialização, mas temos muita gente para trabalhar. É muito importante na geração de renda e de conhecimento. Eu me sinto prestigiado sim. Gosto de participar da produção de eventos e já trabalho em outros grandes eventos em Bonito e em cidades do Estado. É um orgulho estar no Festival”, disse.

No setor de hospedagem, os reflexos são positivos. Bruno Magalhães Mamédio, gerente de reservas de um grande hotel, afirma.

“O Festival de Inverno é muito bom para a cidade, principalmente para quem atua na hotelaria. Durante o evento, chegamos em torno de 100% de ocupação. Para nós é muito bom, ficamos felizes em receber esse público e esperamos que o Festival continue todos os anos garantindo esse movimento”, ressalta.

No setor de hospedagem, os reflexos são positivos. Bruno Magalhães Mamédio, gerente de reservas de um grande hotel, afirma.

“O Festival de Inverno é muito bom para a cidade, principalmente para quem atua na hotelaria. Durante o evento, chegamos em torno de 100% de ocupação. Para nós é muito bom, ficamos felizes em receber esse público e esperamos que o Festival continue todos os anos garantindo esse movimento”, ressalta.

O empresário Gustavo Diniz Romeiro, proprietário de uma agência de turismo em Bonito, ressalta que o Festival já faz parte do calendário da cidade. “É um evento aguardado todos os anos. A divulgação antecipada dos shows ajudou a atrair turistas e aumentou bastante a procura. Apesar de a maioria do público ser sul-mato-grossense, também recebemos visitantes de fora do Estado. A expectativa é que, no final de semana, o movimento cresça de 40% a 50%”, enfatiza.

No comércio, o impacto também é sentido. Marcio Carvalho, gerente de uma grande farmácia em Bonito, explica. “O Festival atrai um bom público para os shows nacionais e esse público consome na cidade. O movimento sempre é bom para o comércio local. Fortalece o giro de capital e leva o nome de Bonito para todo o país”, afirma.

No setor de moda, os efeitos são percebidos por Elisandra da Silva Leite, responsável por uma loja de roupas. “Acredito que durante o Festival as vendas aumentam em 50%. É ótimo, muda o ambiente e a energia da cidade. Para nós é excelente esse movimento. O Festival é esperado todo ano”, explica.

Na gastronomia, a empresária Veruska Esguissardi, dona de uma pastelaria, reforça.  “O Festival é sensacional. Atrai um público com bom gosto, disposto a usufruir da cidade e respeitar nossos empreendimentos e rios. Para o meu negócio, o reflexo é muito positivo. Agosto é um mês mais calmo e, com o Festival, conseguimos aumentar as vendas em pelo menos 70%”, conclui.

O Festival de Inverno de Bonito reafirma sua vocação de fortalecer a economia local e valorizar sua própria gente, movimentando cultura, turismo e comércio em um dos principais destinos do País.

Karina Lima, Ascom FIB 2025
Fotos: Diego Cardoso e Altair Santos/Ascom FIB 2025

Elba Ramalho e Maestro Spok transformam abertura do Festival de Inverno em show contagiante

Elba Ramalho e Maestro Spok transformam abertura do Festival de Inverno em show contagiante

Na noite de quarta-feira (20), Bonito deu início ao seu aguardado Festival de Inverno com uma programação que misturou tradição, cultura local e grandes nomes da música brasileira.

Depois da abertura oficial no palco Sol, o palco Lua recebeu às 21h o projeto Canta Bonito, que apresentou quatro bandas sul-mato-grossenses antes da consagrada parceria entre Elba Ramalho e o Maestro Spok.

Idealizado pelo músico e produtor cultural Kalu Carvalho, o Canta Bonito busca dar visibilidade à produção autoral do Estado. Nesta edição, subiram ao palco as bandas Rock SellersAs Máquinas do Seu AntônioMataguew e Mulheres de Quinta.

Cada grupo levou ao público sua identidade musical, passando por clássicos regionais, um tributo a Ney Matogrosso e um show vibrante de percussão para arrematar a abertura.

“O Festival tem tomado uma proporção muito legal não só para as bandas locais, mas no geral da cidade, favorecendo o comércio local, o turismo e a cultura. O Canta Bonito vem atender uma demanda por espaços para os músicos locais apresentarem seus trabalhos e o festival proporciona isso para um público ainda maior”, destacou Kalu Carvalho.

Entre os presentes, a emoção tomava conta das famílias. Ernando Jaques, pai do baterista Eduardo Fernando, da Rock Sellers, afirmou: “Acho emocionante ver meu filho tocar em um palco como esse, ainda mais pelo tamanho do evento. É bom participar, dar um incentivo a mais para o filho que sonha ser músico”.

A mãe, Rute Savalo, completou: “Estou ansiosa, emocionada, feliz de saber que meu filho vai se apresentar no palco. A expectativa é muito grande”.

Frevo, forró e emoção

Após a participação das bandas locais, o Maestro Spok, um dos maiores nomes do frevo contemporâneo, incendiou o palco com sua orquestra. Natural de Recife, o músico trouxe uma fusão vibrante entre frevo, jazz e MPB, convidando a plateia a dançar e cantar.

Na sequência, o público vibrou com a entrada de Elba Ramalho, que voltou a Bonito pela quarta vez. A cantora paraibana revisitou sucessos como ‘Gostoso Demais’, ‘Eu Só Quero Um Xodó’, ‘De Volta Pro Aconchego’, além de interpretar clássicos de Alceu Valença, Zé Ramalho e Luiz Gonzaga.

A parceria com Spok ainda rendeu uma homenagem a Chico Science, com ‘A Praieira’, um belo aceno ao movimento manguebeat de Recife e um de seus maiores criadores.

Sobre a emoção de retornar a Bonito, Elba declarou: “Bonito é um lugar mágico, cheio de história, cheio de belezas naturais. Estar em um festival com a orquestra do maestro Spok Frevo com uma expressão cultural tão forte, nós temos uma sincronicidade grande, eu faço parte dessa história do carnaval de Pernambuco. Para mim é uma honra enorme estar numa cidade que eu admiro e acompanhada por um grupo tão fantástico”.

Amor e celebração no festival

Entre o público, também havia histórias de celebração. O casal Rui Rubim e Tânia Cyles, de Campo Grande, aproveitou a ocasião para comemorar os 45 anos de namoro. Eles trouxeram cadeiras para acompanhar o show de Elba e aproveitar a noite em clima de festa. “Quando a gente soube do festival, a gente começou a se programar pra vir pra cá e comemorar a data”, contou Tânia. Já Rui reforçou: “A expectativa é alta, é um evento muito importante para a cultura do estado”.

A abertura do Festival de Inverno de Bonito mostrou a força da música regional aliada a grandes nomes da cena nacional, reforçando a proposta do evento de celebrar a diversidade cultural brasileira em uma noite de festa, dança e alegria.

O Festival de Inverno de Bonito continua até o dia 24 de agosto, em Bonito. Para mais informações sobre a programação completa do evento, acesse o site: https://mscultural.ms.gov.br.

Daniel Rockenbach, Ascom FIB 2025
Fotos em solo: Altair Santos/FIB 2025
Fotos aéreas: Gabriel Marchese/FIB 2025

Reunião nacional da Rede Federal de Educação movimenta o turismo de Bonito em setembro

Reunião nacional da Rede Federal de Educação movimenta o turismo de Bonito em setembro

Bonito recebe de 2 a 5 de setembro um dos maiores eventos já realizados no Estado, a Reditec 2025 (Reunião Anual dos Dirigentes das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica), com expectativa de reunir cerca de 1,2 mil pessoas, entre reitores, pró-reitores, diretores-gerais e representantes de empresas de inovação e soluções em educação para discutir políticas e diretrizes do ensino profissional e tecnológica.

Movimentando a cidade depois de um Festival de Inverno, que acontece de 20 a 24 de agosto, a Reditec está sendo aguardada com muita expectativa pelos empresários da cadeia produtiva do turismo na Rota Bonito Serra da Bodoquena, com reflexos diretos no aumento da taxa de ocupação hoteleira, em número de visitantes e visitações nos atrativos, na demanda do transporte aéreo e impactos no comércio (restaurantes, lojas de souvenirs, etc).

O encontro nacional será realizado no Centro de Convenções de Bonito, com atividades também no Campus do Instituto Federal de Jardim, cidade distante 60 km. Além do papel estratégico de captação do evento para fomento do turismo na região, a associação Bonito Convention & Visitors Bureau oferece apoio local. Uma das ações é adesivar o comércio, divulgando e sinalizando os estabelecimentos que estarão oferecendo algum tipo de desconto aos participantes.

Inspiração local

“Realizar a Reditec em Bonito é unir a excelência da educação profissional e tecnológica à valorização de um dos destinos de ecoturismo mais reconhecidos do Brasil, símbolo de conservação ambiental e de potencial econômico sustentável. Ao reunir gestores de todos os cantos do país neste cenário, colocamos Mato Grosso do Sul no centro de discussões estratégicas da Rede Federal, fortalecendo a conexão entre políticas públicas, inovação, cultura e preservação”, declarou a reitora Elaine Cassiano, do IFMS (Instituto Federal de MS), que sedia o evento pela primeira vez em Mato Grosso do Sul.

A Capital do Ecoturismo, segundo a reitora, será palco de uma programação intensa, com painéis, palestras, mesas-redondas, feira de economia solidária e muito mais. “Estamos preparando cada detalhe com muito cuidado para que todos tenham uma experiência completa de formação, troca e reconhecimento da força da nossa rede. Assim, traduzimos na prática o tema desta edição, mostrando que a inspiração que vem do local pode gerar impacto e alcance globais”, completou.

Manoel de Barros

Com o tema ‘A Rede Federal é maior do que o mundo: inspiração local, alcance global’, a 49ª Reditec é inspirada na obra do poeta sul-mato-grossense Manoel de Barros e reafirma o papel da rede como agente de transformação social a partir dos territórios. A programação inclui mais de 50 atividades. Além de painéis, palestras e mesas-redondas, serão realizadas conferências, feira de economia solidária, tenda temática, apresentação das experiências exitosas selecionadas, atrações culturais e um espaço permanente de interação entre os participantes.

A identidade visual da reunião foi cuidadosamente concebida com base em três pilares: geometria, grafismo e inspiração indígena. O resultado é uma marca que traduz a riqueza cultural e ambiental do território sul-mato-grossense. O uso das cores azul, laranja e verde se remete às obras do artista plástico corumbaense José Ramão Pinto de Moraes (Jorapimo), que preenchia seus quadros com a luminosidade do Rio Paraguai, rodeado pela arquitetura do Casario do Porto de Corumbá e as belezas naturais do Pantanal.

Promovido pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif, a Reditec tem o apoio institucional do Ministério da Educação, Governo de Mato Grosso do Sul e prefeituras de Bonito e Jardim. A Rede Federal de Educação é formada por 41 instituições – 38 institutos federais, dos quais dez em Mato Grosso do Sul, dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e o Colégio Pedro II.

Mais informações:

www.bcvb.com.br

https://reditec2025.org.br/

(Assessoria de Imprensa da Rota Bonito Serra da Bodoquena)

Morre Hormínio Antunes, pioneiro que deu nome à icônica “Ponte do Hormínio” em Bonito

Morre Hormínio Antunes, pioneiro que deu nome à icônica “Ponte do Hormínio” em Bonito

Faleceu nesta sexta-feira (15), em São Paulo, de causas naturais, aos 94 anos, Hormínio Antunes de Souza — figura marcante na história de Bonito e imortalizado no nome da antiga “Ponte do Hormínio”, sobre o Rio Formoso.

Na década de 1980, Hormínio foi muito mais do que desportista: era empreendedor visionário, madeireiro e proprietário da Fazenda Rio Formoso, com 2.500 hectares. A ponte que cortava sua propriedade, oferecendo vista para uma belíssima cachoeira e sendo cenário de milhares de fotos e banhos de turistas, acabou ficando conhecida como “Ponte do Hormínio”. Ao lado dela, outra ponte na Rodovia do Turismo completava a ligação por onde passam hoje mais de 300 mil visitantes por ano.

A icônica Ponte do Hormínio onde os turistas param pras fotos hoje Ponte Dona Rosita

Em março de 2024, após intensa discussão na Câmara Municipal e um abaixo-assinado de moradores, o prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues (PSDB), sancionou leis que alteraram os nomes das duas pontes. A sobre o Rio Formoso, antes “Ponte do Hormínio”, passou a se chamar “Ponte Rosita Ovando Rodrigues”, homenageando a vizinha de propriedade e também pioneira do turismo. Já a ponte sobre o Córrego Bonito, antes “Ponte do Mateus”, foi renomeada “Ponte Professor Waldemar Martins”.

As homenagens, propostas pelo vereador Ilson Casanova (União Brasil), reconheceram figuras fundamentais no desenvolvimento do turismo local. Pela legislação, não é possível batizar logradouros com o nome de pessoas vivas, razão pela qual Hormínio não foi oficialmente homenageado na ocasião.

Rosita Ovando Rodrigues, nascida em 1927, foi responsável por transformar o Recanto Poliana em um ponto histórico do turismo local, abrindo espaço para camping, acolhendo viajantes e cedendo área para a construção da igreja e da escola que deram origem à Ilha do Padre, hoje o Eco Park Porto da Ilha.

O professor Waldemar Martins, por sua vez, foi precursor do turismo rural e defensor da preservação do Rio Formoso. Criou o primeiro hotel-fazenda da região em 1997 e liderou o movimento pelo asfaltamento da estrada até a Ilha do Padre, além de viabilizar a chegada da rede elétrica — marco decisivo para o crescimento turístico.

Para o jornalista e cidadão bonitense Bosco Martins, Hormínio merece reconhecimento equivalente:

A icônica Ponte do Hormínio onde os turistas param pras fotos hoje Ponte Dona Rosita

“Quando chegamos, na década de 1990, para construir o primeiro Hotel Fazenda Rural do Formosão, a energia elétrica ainda era produzida por uma pequena usina hidrelétrica, construída pelo Hormínio, que usava a força do Rio Formoso. Ele era uma figura correta e ao mesmo tempo exótica. Lembro-me de quando o conheci, ao lado do irmão Nilson. Até então, só ouvia histórias sobre aquele homem de 1,90m de altura, cabelos compridos até a cintura, que logo se tornou grande amigo meu e de meu pai, Waldemar. Bonito deve a ele muito do que é hoje.”Hormínio Antunes parte, mas a correnteza do Rio Formoso seguirá levando sua história adiante. À filha, Pedrina, familiares e amigos, ficam os mais profundos sentimentos e a certeza de que o nome de Hormínio permanecerá vivo na memória e no coração de Bonito,” finalizou Bosco Martins.

Com investimentos em esporte e infraestrutura, Paulo Corrêa articula novo pacote de obras para Bonito

Com investimentos em esporte e infraestrutura, Paulo Corrêa articula novo pacote de obras para Bonito

Bonito, a capital do ecoturismo brasileiro, deve ganhar um novo pacote de obras que reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida da população. Os investimentos, que chegam como parte das comemorações pelos 77 anos do município, celebrado no dia 2 de outubro, são fruto de articulação do deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), em parceria com o prefeito Josmail Rodrigues e o governador Eduardo Riedel.

Em julho, Corrêa esteve na cidade para o lançamento de R$ 55 milhões em investimentos, que contemplaram pavimentação, drenagem, reforma de Unidades Básicas de Saúde, construção de equipamentos turísticos e melhorias em diversos bairros. Agora, o parlamentar trabalha para viabilizar um segundo pacote de obras, com foco em infraestrutura e esporte.

“Bonito é, há 18 anos, o melhor destino de ecoturismo do Brasil, e isso exige que cada passo do desenvolvimento seja dado com responsabilidade. Nosso compromisso é crescer preservando, pensar a cidade para o futuro e melhorar, a cada dia, a vida de quem vive no município. Temos orgulho de ser o deputado de Bonito e dessa parceria sólida que construímos com o prefeito Josmail e com o governador Eduardo Riedel”, destacou Paulo Corrêa.

Entre as prioridades discutidas em reunião realizada na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (13), está a conclusão da reforma geral do ginásio de esportes, com investimento de R$ 2,4 milhões — recurso do Governo do Estado com contrapartida do município. Também estão na pauta a reforma geral da rodoviária, o recapeamento de ruas no bairro BNH e da rua Pércio Shaman, e a construção da ponte de vão livre sobre o Rio Formoso (Ponte do Hormínio), que segue um projeto específico para garantir a preservação ambiental.

“A construção dessa ponte é um exemplo de como estamos aliando progresso e conservação. É fruto da nossa articulação com o governador Riedel e respeita a importância do Rio Formoso, protegido pela Lei das Águas Cristalinas, uma lei que propus e aprovamos em 1998 para preservar nossas riquezas naturais”, explicou Corrêa.

O encontro também tratou da pavimentação e drenagem do bairro Portal do Rio Formoso e da construção do rodoanel, obra de R$ 51,2 milhões que vai retirar o tráfego pesado da área urbana e impulsionar o turismo. O anel viário terá 7,6 quilômetros, pista dupla no acesso à cidade, redutores de velocidade, passarelas de pedestres, passagens de fauna e pista elevada sobre a estrada Boiadeira.

O prefeito Josmail Rodrigues reforçou a importância do apoio parlamentar para a concretização de grandes obras.

“O Paulo é o deputado de Bonito. Está sempre disposto a articular melhorias para nossa cidade, nunca mediu esforços e, de longe, é o que mais trabalha por nós. Foi graças à atuação dele que tiramos do papel projetos importantes, e continuamos avançando. Agradeço também ao governador Eduardo Riedel, que tem um olhar diferenciado para Bonito e entende nossa necessidade de crescer preservando”, finalizou Josmail.