set 2, 2025 | Bonito
Os impactos positivos na economia local, gerando um movimento financeiro estimado em R$ 23,22 milhões, comprovam que a realização do Festival de Inverno em Bonito em agosto é a melhor data para o evento, prolongando a alta temporada de julho em um mês de frequência média de turistas ao destino.
A avaliação é do trade turístico de Bonito e região, integrantes da Rota Bonito Serra da Bodoquena, considerando o sucesso de público — cerca de 20 mil pessoas circularam pelas múltiplas atividades do festival em cinco dias — e o fluxo de visitantes, que deve superar indicadores dos anos anteriores. A taxa de ocupação hoteleira foi de aproximadamente 80%, com grande parte das opções de hospedagem registrando lotação próxima da capacidade.
“Agosto deixou de ser um mês morno e passou a garantir boa ocupação e faturamento. Isso dá regularidade e previsibilidade aos negócios”, afirmou a empresária Silvia Schmidt, da Associação Bonitense de Hotelaria (ABH). “É um movimento que mantém o turista mais tempo na cidade, visitando lojas e consumindo. O festival gera alegria cultural, mas também segurança econômica.”
Destino gastronômico
O chef Sylvio Trujillo, do restaurante Bacuri, destacou que a semana do festival se equipara aos períodos mais fortes do ano, como Natal ou Réveillon. Segundo ele, as vendas chegam a aumentar 80% em comparação aos períodos de baixa temporada. “Antes da mudança da data do festival, agosto era um mês em que dávamos férias a funcionários. Hoje, precisamos contratar temporários e reforçar estoques. O festival mudou a lógica da cidade.”
Os empresários de Bonito reforçam que o evento ajuda a gerar empregos que, muitas vezes, se tornam permanentes, ampliando a renda das famílias e projetando a região nacionalmente como destino gastronômico de qualidade. De acordo com Observatório do Turismo de Bonito, o festival atraiu visitantes com média de três dias de permanência e gasto diário de R$ 387 por pessoa.
Um marco histórico
O sucesso do FIB foi além dos números econômicos e da programação diversificada, que encantou moradores e turistas. Marcou história ao se tornar oficialmente Carbono Neutro e Lixo Zero. A startup socioambiental Ciclo Azul implantou coleta seletiva, reciclagem e compostagem em diferentes pontos do evento, garantindo o destino correto dos resíduos.
O processo, com a participação ativa das lideranças políticas e empresariais e da comunidade, envolveu o mapeamento das emissões de gases de efeito estufa e medidas de neutralização, como o plantio de árvores no Balneário Estrela do Formoso. “Bonito respirou cultura e sustentabilidade. A população, as escolas, as famílias, os turistas, todos participam”, disse o prefeito Josmail Rodrigues.
Mais informações:
www.bcvb.com.br
www.turismo.bonito.ms.gov.br
(Assessoria de Imprensa da Rota Bonito Serra da Bodoquena)
set 1, 2025 | Bonito
Localizado a 260 km da capital sul-mato-grossense Campo Grande, o município de Bonito tornou-se conhecido internacionalmente por sua beleza exuberante e como um dos principais roteiros ecológicos do País. A partir da próxima semana, Bonito também passará a receber voos regulares da Latam Airlines, que se junta a Gol e Azul na operação do aeroporto regional.
Com a novidade, o município passa a ser atendido pelas três maiores companhias aéreas brasileiras, ampliando a conectividade de um dos destinos turísticos mais procurados do País. Agora a malha aérea será diversificada com partidas dos três principais aeroportos do Estado de São Paulo: Viracopos, Congonhas e Cumbica, o que deve facilitar o acesso de turistas vindos de diversas regiões do Brasil e do exterior.
A expectativa é de que a movimentação de passageiros no terminal cresça significativamente. De janeiro até 14 de agosto deste ano, já foram contabilizados 38.125 passageiros. Com a chegada da nova frequência da Latam, o Governo de Mato Grosso do Sul projeta que o número ultrapasse os 60 mil até dezembro.
“Agora Bonito se conecta diretamente a Guarulhos, que é o principal ponto de entrada internacional do Brasil”, afirma Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur).
Aeroporto passou por ampliação e modernização
Desde que passou a ser administrado pelo governo estadual, em 2018, o Aeroporto de Bonito vem recebendo uma série de investimentos para ampliação e modernização da infraestrutura. De 2023 até agosto de 2025, já foram aplicados R$ 2 milhões em obras de melhoria, manutenção, compra de equipamentos e contratação de serviços técnicos.
O terminal também está em processo de expansão. A área atual, de 783 m², passará para 1.709,88 m², em um projeto estimado em R$ 13 milhões, que visa atender à crescente demanda de passageiros e alinhar a estrutura aos padrões da Anac e do Decea.
O superintendente logístico viário da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Seilog), Derick Machado, destaca a importância estratégica do terminal para o Estado.
“O aeroporto de Bonito é fundamental para o turismo de Mato Grosso do Sul. Com a Latam, passamos a ter conectividade aérea plena com os principais centros do Brasil, e isso é reflexo direto dos investimentos que o Estado vem fazendo nos últimos anos para transformar a infraestrutura da região”, explica.
Conforme Machado, além das melhorias físicas, a classificação do aeroporto foi elevada em 2020, saindo da categoria 3C VFR (Visual) para 3C IFR (Instrumento), o que garante maior segurança nas operações e possibilita a recepção de aeronaves maiores, mesmo em condições adversas de tempo.
Região em destaque no turismo nacional
Localizada no sudoeste do Estado, Bonito é o principal ponto de entrada para turistas que desejam explorar o Parque Nacional da Serra da Bodoquena e os atrativos naturais da região, como rios transparentes, cachoeiras e grutas. As novas rotas aéreas devem beneficiar não só a cidade, mas também os municípios vizinhos de Jardim, Miranda e Bodoquena.
Turistas que passaram pelo destino também comemoram a novidade. A secretária de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, Danielle Barros, que também preside o Fórum Nacional de Secretários de Cultura, esteve recentemente no município e destacou a importância da nova rota:
“Bonito já é um dos roteiros mais simbólicos do Brasil. Ter uma nova ligação aérea com o Sudeste amplia o alcance do destino e mostra como é possível aliar turismo e conservação ambiental de maneira exemplar”.
Em sua primeira visita à cidade, o músico Marcelo Dai, integrante da banda que acompanhou o cantor Samuel Rosa no Festival de Inverno de Bonito ressaltou a importância da região. “Superou tudo o que esperava. E agora, com mais voos, vai ser muito mais fácil voltar com a família. Isso democratiza o acesso a um lugar que é incrível”.
Com infraestrutura renovada e novas rotas aéreas, Bonito se consolida como destino turístico de destaque no Brasil, mirando também o público internacional que busca natureza, sustentabilidade e experiências singulares.
Opções de voos disponíveis em Bonito:
- Latam Airlines: saindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), com voos às quartas e sábados, operados em Airbus A319 e A320;
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- Gol Linhas Aéreas: partindo do Aeroporto de Congonhas (CGH), com frequência às terças e sábados, em Boeing 737;
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- Azul Linhas Aéreas: com origem no Aeroporto de Viracopos (VCP), voando às terças, quintas e domingos, em Embraer E195 e E295.
Alexsandro Nogueira, Comunicação Seilog
Débora Bordin, Comunicação Fundtur
ago 25, 2025 | Bonito
O deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) reafirmou, nesta sexta-feira (22), seu compromisso com a preservação ambiental, destacando a importância do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para que Mato Grosso do Sul neutralize suas emissões de carbono até 2030.
Autor da lei que instituiu a iniciativa, Corrêa ressaltou que o programa é um marco na valorização de quem protege a natureza.
“O PSA é um programa inovador, que remunera proprietários rurais que preservam suas áreas. É uma forma de reconhecer quem cuida e garantir que o desenvolvimento aconteça aliado à sustentabilidade. Essa é a nossa missão: pensar no crescimento do Estado sem comprometer o futuro das próximas gerações”, afirmou.
Além do PSA, o parlamentar também é autor da Lei das Águas Cristalinas, sancionada em 1998, que protege 150 metros de cada lado das margens dos rios Formoso, da Prata e de seus afluentes, assegurando a conservação de alguns dos principais cartões-postais de Bonito.
O governador Eduardo Riedel reforçou a importância de políticas públicas que unem produção e preservação.
“Nosso compromisso é crescer com responsabilidade, aliar produção e preservação e mostrar que é possível desenvolver o Estado sem abrir mão do nosso patrimônio natural”, disse.
O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, reafirmou a importância desse equilíbrio. “Bonito é um exemplo de que é possível gerar emprego e renda sem descuidar do meio ambiente. É assim que o turismo sustentável se fortalece”, destacou.
Como parte da agenda, Corrêa, Riedel e Josmail estiveram no balneário Estrela do Formoso, que recentemente recebeu a certificação Lixo Zero por dar destinação ambientalmente correta a todos os resíduos gerados. O atrativo, que aderiu ao PSA, tornou-se referência em sustentabilidade e modelo de turismo responsável.

Corrêa parabenizou o proprietário, Lucas Alves Ferreira, pela conquista. “Essa iniciativa precisa servir de inspiração para todo Mato Grosso do Sul. Bonito mostra que quando preservamos, ganham o turismo, a economia e o futuro das próximas gerações”, finalizou.
ago 25, 2025 | Bonito
O Festival de Inverno de Bonito 2025 confirma sua posição como um dos maiores símbolos de transformação cultural e social de Mato Grosso do Sul. Mais do que uma celebração artística, o evento se consolida como modelo de desenvolvimento integrado, alinhado aos quatro pilares que norteiam o Governo do Estado: Próspero, Verde, Digital e Inclusivo.
Organizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Setesc (Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura) e da Fundação de Cultura, em parceria com a Prefeitura de Bonito, o festival se tornou vitrine de políticas públicas, práticas sustentáveis e experiências inclusivas que apontam para o futuro do Estado.
A acessibilidade ganhou protagonismo em 2025. Foram mais de 25 atividades com intérpretes de Libras e diversas atrações protagonizadas por pessoas com deficiência.
“O foco não foi apenas garantir acesso, mas promover protagonismo. Artistas com deficiência participaram de oficinas, palestras e apresentações. A inclusão foi feita por pessoas e para pessoas com deficiência”, explicou Felipe Sampaio, coordenador de acessibilidade do FIB.
Entre os destaques, o DJ Cabi, pessoa com deficiência visual, se apresentou no Palco Lua. Na Galeria de Artes Visuais, obras de Juliano Varela, artista com síndrome de Down, e Nestor Pereira, no espectro autista, encantaram o público com recursos de acessibilidade como audiodescrição e visitas guiadas.

O festival também marcou história ao se tornar oficialmente Carbono Neutro e Lixo Zero. A startup socioambiental Ciclo Azul implantou coleta seletiva, reciclagem e compostagem em diferentes pontos do evento, garantindo o destino correto dos resíduos.
O processo envolveu o mapeamento das emissões de gases de efeito estufa e medidas de neutralização, como o plantio de árvores no Balneário Estrela do Formoso. Natural de Bonito, Lucas Fernando Magalhães, 19 anos, colaborador da Ciclo Azul e pessoa com deficiência visual, destacou o impacto da experiência.
“Foi um desafio novo e marcante. A equipe me acolheu, me incluiu e me ajudou a participar ativamente. É uma vivência que vou levar para a vida toda”.
Na dimensão da prosperidade, os números de 2025 falam por si. O Festival atraiu cerca de 20 mil visitantes, com média de três dias de permanência e gasto diário de R$ 387 por pessoa. O impacto direto é estimado em R$ 23,22 milhões injetados na economia de Bonito em hospedagem, alimentação, passeios, transporte e comércio.
A rede hoteleira registrou ocupação total. Restaurantes ampliaram equipes e estoques, com vendas até 80% maiores que em dias normais. O comércio e o artesanato também tiveram alta, com crescimento de 20% a 70% durante o evento.
Histórias como a de Elsa Nunes Ribeiro, 46 anos, reforçam esse poder transformador. Após participar de uma oficina de bordado em folhas secas em 2023, ela transformou o aprendizado em negócio próprio e hoje exporta suas peças.
“Desde janeiro já vendi mais de 50 bordados, alguns até para o Japão. O Festival abriu um novo caminho pra mim, mudou minha vida”, contou.
A inovação também teve espaço garantido. Oficinas de cultura geek, jogos digitais e experiências tecnológicas aproximaram novos públicos e estimularam a formação em inclusão digital.
Campeonatos de FIFA, Super Smash Bros e Street Fighter reuniram jovens e famílias na Praça da Liberdade. O Lounge Geek apresentou ainda um escape room interativo que desafiou a criatividade do público.
Ao unir inclusão, sustentabilidade, prosperidade e inovação, o Festival de Inverno de Bonito 2025 demonstra que cultura e políticas públicas caminham lado a lado. O evento se transforma em um laboratório vivo de cidadania, reafirmando a visão do Governo do Estado de que a cultura é vetor de desenvolvimento, geração de oportunidades e transformação social.
Bel Manvailer, Ascom FIB 2025
Fotos: FIB 2025
ago 25, 2025 | Bonito
Bonito viveu cinco dias intensos de cultura, emoção e celebração coletiva. O Festival de Inverno de Bonito 2025, realizado de 20 a 24 de agosto, reuniu um público estimado em 120 mil pessoas. A cada dia, cerca de 24 mil pessoas circularam entre palcos, oficinas, estandes, feiras de artesanato e demais ações culturais, confirmando a força de um dos maiores eventos culturais do Centro-Oeste brasileiro.
Bonito viveu cinco dias intensos de cultura, emoção e celebração coletiva. O Festival de Inverno de Bonito 2025, realizado de 20 a 24 de agosto, reuniu um público estimado em 120 mil pessoas. A cada dia, cerca de 24 mil pessoas circularam entre palcos, oficinas, estandes, feiras de artesanato e demais ações culturais, confirmando a força de um dos maiores eventos culturais do Centro-Oeste brasileiro.
A programação diversificada encantou moradores e turistas, com shows de nomes consagrados como Elba Ramalho, Maestro Spok, Titãs, Samuel Rosa, Jorge Aragão e Guilherme & Santiago. Oficinas de capoeira, literatura, dança, moda, cultura geek, artes visuais, teatro, além de apresentações infantis e feiras de artesanato completaram a experiência. O Bonito Flui, eixo temático deste ano, uniu arte, cultura e natureza em um só movimento.
O festival também abriu espaço para públicos variados. O Festival Bonitinho trouxe programação voltada às crianças e famílias, com atividades lúdicas, oficinas e espetáculos infantis. Já o projeto Catedral Erudita levou música clássica e chorinho para diferentes igrejas da cidade, aproximando a comunidade da música erudita em experiências de contemplação e sensibilidade.
Os números mostram a dimensão do impacto. De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, o festival atraiu visitantes com média de três dias de permanência e gasto diário de R$ 387 por pessoa. O impacto direto na economia de Bonito chegou a R$ 23,22 milhões, movimentando hotéis, restaurantes, bares, lojas, transportes e serviços. A taxa de ocupação hoteleira foi total, com mais de 100 opções de hospedagem lotadas. Restaurantes registraram crescimento de até 80% nas vendas, e no comércio o aumento de movimentação foi de até 70% durante os dias do evento.
Para o secretário de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, o Festival reafirma a estratégia do Governo do Estado. “Mais do que um evento cultural, o FIB é uma política pública que promove desenvolvimento regional, gera renda e inclusão. Ele se conecta com os quatro pilares que guiam Mato Grosso do Sul: um Estado próspero, verde, digital e inclusivo. Fechamos esta edição com orgulho de ver a cultura transformando a vida das pessoas”, afirmou.
O presidente da Fundação de Cultura, Eduardo Mendes, ressaltou a entrega coletiva. “Este festival é construído a muitas mãos: artistas, servidores, empreendedores, comunidade. É uma grande engrenagem que mostra como a cultura gera impacto real. Encerramos com a sensação de dever cumprido e com a responsabilidade de manter esse legado vivo”, destacou.
O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, celebrou a parceria e o fortalecimento da cidade como destino. “O Festival coloca Bonito em evidência no Brasil inteiro. Mostra nossas belezas, movimenta a economia e dá oportunidade para a população viver experiências culturais inesquecíveis. A cidade agradece ao Governo do Estado pela realização e à Fundação de Cultura por esse trabalho de excelência”, disse.
Entre os personagens que viveram o festival intensamente está Maria Antônia da Silva, 38 anos, comerciante de Bonito, que viu suas vendas dobrarem durante o evento. “Tenho uma pequena loja de artesanato e o Festival muda tudo. Além do movimento, traz alegria e orgulho de morar aqui. É a prova de que a cultura também alimenta nossa economia”, contou emocionada.
Já o turista Carlos Henrique Souza, 52 anos, de Goiânia, destacou o impacto pessoal. “É minha primeira vez em Bonito e confesso que estou emocionado. Passei o dia nos passeios de natureza e à noite pude assistir a Titãs e Samuel Rosa de graça, na praça, junto com milhares de pessoas. Esse acesso à cultura, misturado com as belezas naturais, é algo único. Vou voltar com certeza”, disse.
Ao longo de cinco dias, o Festival reafirmou também seu compromisso com a inclusão e a sustentabilidade. Foram mais de 25 atividades com intérpretes de Libras, artistas com deficiência em destaque na programação, ações de Carbono Neutro e Lixo Zero conduzidas pela Ciclo Azul, além do passaporte cultural, que estimulou a visita a pontos históricos da cidade.
O saldo é de celebração. O Festival de Inverno de Bonito 2025 mostrou que a cultura é motor de desenvolvimento e cidadania, unindo pessoas, movimentando a economia e projetando Mato Grosso do Sul como um Estado próspero, verde, digital e inclusivo.
Texto: Karina Vilas Boas – Ascom FIB 2025
Fotos: Asscom/FIB
ago 25, 2025 | Bonito
Festival de Inverno de Bonito mostra que só é possível fluir de verdade quando a cultura é acessível a todos os públicos
O Festival de Inverno de Bonito 2025 mostrou, em sua 24ª edição, que a arte só flui plenamente quando alcança todas as pessoas. Com o tema “Fluir”, o evento, realizado de 20 a 24 de agosto, apostou em uma série de ações de acessibilidade que permitiram a participação de diferentes públicos, reforçando o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com a inclusão cultural.
Logo na abertura, o DJ JK, natural de Porto Murtinho e deficiente visual, emocionou o público ao se apresentar antes do show de Elba Ramalho. Para ele, a experiência foi única: “Não se trata apenas de rampas ou piso tátil. Falo de estar incluído no meio cultural e social. A equipe da Fundação de Cultura foi impecável. Foi o melhor tratamento que já tive em qualquer lugar do estado”, destacou.
Outro depoimento importante veio da artesã bonitense Neire Mendonça Mancuelho, cadeirante. “Esse ano achei a acessibilidade bem mais tranquila. As rampas ajudaram muito, mas ainda falta um banheiro mais adequado. O que queremos é independência, porque somos pessoas normais, apenas nos movimentamos de outra forma”, afirmou.
Além da infraestrutura, a programação trouxe intérpretes de Libras em shows e espetáculos teatrais e circenses. Com acesso prévio ao repertório dos artistas, os intérpretes transmitiram não apenas o conteúdo, mas também a emoção das apresentações. “Nunca vi um festival tão aberto a todos os públicos. A comunidade surda participa ativamente. É inclusão real”, relatou a intérprete Karem Martins.
O festival também promoveu ações específicas, como a Oficina de Literatura Surda, a palestra “Conexões Atípicas” sobre direitos da comunidade autista, e a pintura ao vivo com artistas da Instituição Juliano Varella, referência no trabalho com pessoas com deficiência intelectual.
Para o coordenador das ações de acessibilidade, Felipe Sampaio, o impacto vai além do evento: “A acessibilidade não é apenas um recurso técnico, mas uma ferramenta de cidadania. É o que garante participação, pertencimento e reconhecimento de diferentes identidades e corpos”.
O secretário de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, reforçou que a iniciativa faz parte da política estadual: “Democratizar o acesso à cultura só é possível com acessibilidade. É uma diretriz do programa MS Mais Acessível, que está presente em todas as ações do governo. Nós trouxemos essa preocupação com o Festival já desde a primeira edição que organizamos, em 2023, seja através da tradução de Libras, seja através do acesso a todos os espaços, uma área reservada para idosos, neuro divergentes e PCDs. Para democratizar o acesso à cultura, a gente precisa da acessibilidade às pessoas com deficiência”.
Com áreas reservadas próximas ao palco, rampas de acesso, Libras, obras com descrições acessíveis e protagonismo de artistas com deficiência, o Festival de Inverno de Bonito consolidou um caminho sem volta: o da cultura que flui para todos.
Para saber mais sobre tudo que aconteceu no Festival de Inverno de Bonito em 2025, acesse o site https://mscultural.ms.gov.br/
texto: Daniel Rockenbach – Asscom/FIB
Fotos: Diego Cardoso – Asscom/FIB