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Bela Vista-MS Sábado, 07 de Março de 2026
Em Bonito, Paulo Corrêa reforça compromisso com meio ambiente e destaca programa de pagamento por serviços ambientais

Em Bonito, Paulo Corrêa reforça compromisso com meio ambiente e destaca programa de pagamento por serviços ambientais

O deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) reafirmou, nesta sexta-feira (22), seu compromisso com a preservação ambiental, destacando a importância do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para que Mato Grosso do Sul neutralize suas emissões de carbono até 2030.

Autor da lei que instituiu a iniciativa, Corrêa ressaltou que o programa é um marco na valorização de quem protege a natureza.

“O PSA é um programa inovador, que remunera proprietários rurais que preservam suas áreas. É uma forma de reconhecer quem cuida e garantir que o desenvolvimento aconteça aliado à sustentabilidade. Essa é a nossa missão: pensar no crescimento do Estado sem comprometer o futuro das próximas gerações”, afirmou.

Além do PSA, o parlamentar também é autor da Lei das Águas Cristalinas, sancionada em 1998, que protege 150 metros de cada lado das margens dos rios Formoso, da Prata e de seus afluentes, assegurando a conservação de alguns dos principais cartões-postais de Bonito.

O governador Eduardo Riedel reforçou a importância de políticas públicas que unem produção e preservação.

“Nosso compromisso é crescer com responsabilidade, aliar produção e preservação e mostrar que é possível desenvolver o Estado sem abrir mão do nosso patrimônio natural”, disse.

O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, reafirmou a importância desse equilíbrio. “Bonito é um exemplo de que é possível gerar emprego e renda sem descuidar do meio ambiente. É assim que o turismo sustentável se fortalece”, destacou.

Como parte da agenda, Corrêa, Riedel e Josmail estiveram no balneário Estrela do Formoso, que recentemente recebeu a certificação Lixo Zero por dar destinação ambientalmente correta a todos os resíduos gerados. O atrativo, que aderiu ao PSA, tornou-se referência em sustentabilidade e modelo de turismo responsável.

Corrêa parabenizou o proprietário, Lucas Alves Ferreira, pela conquista. “Essa iniciativa precisa servir de inspiração para todo Mato Grosso do Sul. Bonito mostra que quando preservamos, ganham o turismo, a economia e o futuro das próximas gerações”, finalizou.

 

Festival de Inverno de Bonito 2025 reforça Mato Grosso do Sul próspero, verde, digital e inclusivo

Festival de Inverno de Bonito 2025 reforça Mato Grosso do Sul próspero, verde, digital e inclusivo

O Festival de Inverno de Bonito 2025 confirma sua posição como um dos maiores símbolos de transformação cultural e social de Mato Grosso do Sul. Mais do que uma celebração artística, o evento se consolida como modelo de desenvolvimento integrado, alinhado aos quatro pilares que norteiam o Governo do Estado: Próspero, Verde, Digital e Inclusivo.

Organizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Setesc (Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura) e da Fundação de Cultura, em parceria com a Prefeitura de Bonito, o festival se tornou vitrine de políticas públicas, práticas sustentáveis e experiências inclusivas que apontam para o futuro do Estado.

A acessibilidade ganhou protagonismo em 2025. Foram mais de 25 atividades com intérpretes de Libras e diversas atrações protagonizadas por pessoas com deficiência.

“O foco não foi apenas garantir acesso, mas promover protagonismo. Artistas com deficiência participaram de oficinas, palestras e apresentações. A inclusão foi feita por pessoas e para pessoas com deficiência”, explicou Felipe Sampaio, coordenador de acessibilidade do FIB.

Entre os destaques, o DJ Cabi, pessoa com deficiência visual, se apresentou no Palco Lua. Na Galeria de Artes Visuais, obras de Juliano Varela, artista com síndrome de Down, e Nestor Pereira, no espectro autista, encantaram o público com recursos de acessibilidade como audiodescrição e visitas guiadas.

O festival também marcou história ao se tornar oficialmente Carbono Neutro e Lixo Zero. A startup socioambiental Ciclo Azul implantou coleta seletiva, reciclagem e compostagem em diferentes pontos do evento, garantindo o destino correto dos resíduos.

O processo envolveu o mapeamento das emissões de gases de efeito estufa e medidas de neutralização, como o plantio de árvores no Balneário Estrela do Formoso. Natural de Bonito, Lucas Fernando Magalhães, 19 anos, colaborador da Ciclo Azul e pessoa com deficiência visual, destacou o impacto da experiência.

“Foi um desafio novo e marcante. A equipe me acolheu, me incluiu e me ajudou a participar ativamente. É uma vivência que vou levar para a vida toda”.

Na dimensão da prosperidade, os números de 2025 falam por si. O Festival atraiu cerca de 20 mil visitantes, com média de três dias de permanência e gasto diário de R$ 387 por pessoa. O impacto direto é estimado em R$ 23,22 milhões injetados na economia de Bonito em hospedagem, alimentação, passeios, transporte e comércio.

A rede hoteleira registrou ocupação total. Restaurantes ampliaram equipes e estoques, com vendas até 80% maiores que em dias normais. O comércio e o artesanato também tiveram alta, com crescimento de 20% a 70% durante o evento.

Histórias como a de Elsa Nunes Ribeiro, 46 anos, reforçam esse poder transformador. Após participar de uma oficina de bordado em folhas secas em 2023, ela transformou o aprendizado em negócio próprio e hoje exporta suas peças.

“Desde janeiro já vendi mais de 50 bordados, alguns até para o Japão. O Festival abriu um novo caminho pra mim, mudou minha vida”, contou.

A inovação também teve espaço garantido. Oficinas de cultura geek, jogos digitais e experiências tecnológicas aproximaram novos públicos e estimularam a formação em inclusão digital.

Campeonatos de FIFA, Super Smash Bros e Street Fighter reuniram jovens e famílias na Praça da Liberdade. O Lounge Geek apresentou ainda um escape room interativo que desafiou a criatividade do público.

Ao unir inclusão, sustentabilidade, prosperidade e inovação, o Festival de Inverno de Bonito 2025 demonstra que cultura e políticas públicas caminham lado a lado. O evento se transforma em um laboratório vivo de cidadania, reafirmando a visão do Governo do Estado de que a cultura é vetor de desenvolvimento, geração de oportunidades e transformação social.

Bel Manvailer, Ascom FIB 2025
Fotos: FIB 2025

Festival de Inverno de Bonito 2025 encerra com 120 mil pessoas e R$ 23 milhões movimentados em Bonito

Festival de Inverno de Bonito 2025 encerra com 120 mil pessoas e R$ 23 milhões movimentados em Bonito

Bonito viveu cinco dias intensos de cultura, emoção e celebração coletiva. O Festival de Inverno de Bonito 2025, realizado de 20 a 24 de agosto, reuniu um público estimado em 120 mil pessoas. A cada dia, cerca de 24 mil pessoas circularam entre palcos, oficinas, estandes, feiras de artesanato e demais ações culturais, confirmando a força de um dos maiores eventos culturais do Centro-Oeste brasileiro.

Bonito viveu cinco dias intensos de cultura, emoção e celebração coletiva. O Festival de Inverno de Bonito 2025, realizado de 20 a 24 de agosto, reuniu um público estimado em 120 mil pessoas. A cada dia, cerca de 24 mil pessoas circularam entre palcos, oficinas, estandes, feiras de artesanato e demais ações culturais, confirmando a força de um dos maiores eventos culturais do Centro-Oeste brasileiro.

A programação diversificada encantou moradores e turistas, com shows de nomes consagrados como Elba Ramalho, Maestro Spok, Titãs, Samuel Rosa, Jorge Aragão e Guilherme & Santiago. Oficinas de capoeira, literatura, dança, moda, cultura geek, artes visuais, teatro, além de apresentações infantis e feiras de artesanato completaram a experiência. O Bonito Flui, eixo temático deste ano, uniu arte, cultura e natureza em um só movimento.

O festival também abriu espaço para públicos variados. O Festival Bonitinho trouxe programação voltada às crianças e famílias, com atividades lúdicas, oficinas e espetáculos infantis. Já o projeto Catedral Erudita levou música clássica e chorinho para diferentes igrejas da cidade, aproximando a comunidade da música erudita em experiências de contemplação e sensibilidade.

Os números mostram a dimensão do impacto. De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, o festival atraiu visitantes com média de três dias de permanência e gasto diário de R$ 387 por pessoa. O impacto direto na economia de Bonito chegou a R$ 23,22 milhões, movimentando hotéis, restaurantes, bares, lojas, transportes e serviços. A taxa de ocupação hoteleira foi total, com mais de 100 opções de hospedagem lotadas. Restaurantes registraram crescimento de até 80% nas vendas, e no comércio o aumento de movimentação foi de até 70% durante os dias do evento.

Para o secretário de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, o Festival reafirma a estratégia do Governo do Estado. “Mais do que um evento cultural, o FIB é uma política pública que promove desenvolvimento regional, gera renda e inclusão. Ele se conecta com os quatro pilares que guiam Mato Grosso do Sul: um Estado próspero, verde, digital e inclusivo. Fechamos esta edição com orgulho de ver a cultura transformando a vida das pessoas”, afirmou.

O presidente da Fundação de Cultura, Eduardo Mendes, ressaltou a entrega coletiva. “Este festival é construído a muitas mãos: artistas, servidores, empreendedores, comunidade. É uma grande engrenagem que mostra como a cultura gera impacto real. Encerramos com a sensação de dever cumprido e com a responsabilidade de manter esse legado vivo”, destacou.

O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, celebrou a parceria e o fortalecimento da cidade como destino. “O Festival coloca Bonito em evidência no Brasil inteiro. Mostra nossas belezas, movimenta a economia e dá oportunidade para a população viver experiências culturais inesquecíveis. A cidade agradece ao Governo do Estado pela realização e à Fundação de Cultura por esse trabalho de excelência”, disse.

Entre os personagens que viveram o festival intensamente está Maria Antônia da Silva, 38 anos, comerciante de Bonito, que viu suas vendas dobrarem durante o evento. “Tenho uma pequena loja de artesanato e o Festival muda tudo. Além do movimento, traz alegria e orgulho de morar aqui. É a prova de que a cultura também alimenta nossa economia”, contou emocionada.

Já o turista Carlos Henrique Souza, 52 anos, de Goiânia, destacou o impacto pessoal. “É minha primeira vez em Bonito e confesso que estou emocionado. Passei o dia nos passeios de natureza e à noite pude assistir a Titãs e Samuel Rosa de graça, na praça, junto com milhares de pessoas. Esse acesso à cultura, misturado com as belezas naturais, é algo único. Vou voltar com certeza”, disse.

Ao longo de cinco dias, o Festival reafirmou também seu compromisso com a inclusão e a sustentabilidade. Foram mais de 25 atividades com intérpretes de Libras, artistas com deficiência em destaque na programação, ações de Carbono Neutro e Lixo Zero conduzidas pela Ciclo Azul, além do passaporte cultural, que estimulou a visita a pontos históricos da cidade.

O saldo é de celebração. O Festival de Inverno de Bonito 2025 mostrou que a cultura é motor de desenvolvimento e cidadania, unindo pessoas, movimentando a economia e projetando Mato Grosso do Sul como um Estado próspero, verde, digital e inclusivo.

Texto: Karina Vilas Boas – Ascom FIB 2025
Fotos: Asscom/FIB

Quando a arte flui para todos: FIB 2025 aposta em acessibilidade como essência da inclusão

Quando a arte flui para todos: FIB 2025 aposta em acessibilidade como essência da inclusão

Festival de Inverno de Bonito mostra que só é possível fluir de verdade quando a cultura é acessível a todos os públicos

Festival de Inverno de Bonito 2025 mostrou, em sua 24ª edição, que a arte só flui plenamente quando alcança todas as pessoas. Com o tema “Fluir”, o evento, realizado de 20 a 24 de agosto, apostou em uma série de ações de acessibilidade que permitiram a participação de diferentes públicos, reforçando o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com a inclusão cultural.

Logo na abertura, o DJ JK, natural de Porto Murtinho e deficiente visual, emocionou o público ao se apresentar antes do show de Elba Ramalho. Para ele, a experiência foi única: “Não se trata apenas de rampas ou piso tátil. Falo de estar incluído no meio cultural e social. A equipe da Fundação de Cultura foi impecável. Foi o melhor tratamento que já tive em qualquer lugar do estado”, destacou.

Outro depoimento importante veio da artesã bonitense Neire Mendonça Mancuelho, cadeirante. “Esse ano achei a acessibilidade bem mais tranquila. As rampas ajudaram muito, mas ainda falta um banheiro mais adequado. O que queremos é independência, porque somos pessoas normais, apenas nos movimentamos de outra forma”, afirmou.

Além da infraestrutura, a programação trouxe intérpretes de Libras em shows e espetáculos teatrais e circenses. Com acesso prévio ao repertório dos artistas, os intérpretes transmitiram não apenas o conteúdo, mas também a emoção das apresentações. “Nunca vi um festival tão aberto a todos os públicos. A comunidade surda participa ativamente. É inclusão real”, relatou a intérprete Karem Martins.

O festival também promoveu ações específicas, como a Oficina de Literatura Surda, a palestra “Conexões Atípicas” sobre direitos da comunidade autista, e a pintura ao vivo com artistas da Instituição Juliano Varella, referência no trabalho com pessoas com deficiência intelectual.

Para o coordenador das ações de acessibilidade, Felipe Sampaio, o impacto vai além do evento: “A acessibilidade não é apenas um recurso técnico, mas uma ferramenta de cidadania. É o que garante participação, pertencimento e reconhecimento de diferentes identidades e corpos”.

O secretário de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, reforçou que a iniciativa faz parte da política estadual: “Democratizar o acesso à cultura só é possível com acessibilidade. É uma diretriz do programa MS Mais Acessível, que está presente em todas as ações do governo. Nós trouxemos essa preocupação com o Festival já desde a primeira edição que organizamos, em 2023, seja através da tradução de Libras, seja através do acesso a todos os espaços, uma área reservada para idosos, neuro divergentes e PCDs. Para democratizar o acesso à cultura, a gente precisa da acessibilidade às pessoas com deficiência”.

Com áreas reservadas próximas ao palco, rampas de acesso, Libras, obras com descrições acessíveis e protagonismo de artistas com deficiência, o Festival de Inverno de Bonito consolidou um caminho sem volta: o da cultura que flui para todos.

Para saber mais sobre tudo que aconteceu no Festival de Inverno de Bonito em 2025, acesse o site https://mscultural.ms.gov.br/

texto: Daniel Rockenbach –  Asscom/FIB

Fotos: Diego Cardoso – Asscom/FIB

 

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Festival de Inverno de Bonito

Festival de Inverno de Bonito é Lixo Zero: tudo se transforma, nada se perde

Festival de Inverno de Bonito é Lixo Zero: tudo se transforma, nada se perde

Pela primeira vez, o Festival de Inverno de Bonito adota integralmente a metodologia Lixo Zero, garantindo que todo o resíduo gerado durante o evento tenha destinação correta. O gerenciamento é de responsabilidade da Ciclo Azul, empresa de Bonito especializada em soluções ambientais, que envolve trabalhadores do próprio município e gera renda local.

Para que o Festival seja, de fato, Lixo Zero, é necessário que todos respeitem as lixeiras e façam o descarte correto. A diretora executiva e sócia-fundadora da Ciclo Azul, Lívia Medeiros Cordeiro, explica que o desafio é transformar a coleta em oportunidade de reciclagem e compostagem.

“Esse ano a empresa está com o desafio de fazer o melhor gerenciamento de resíduos sólidos do Festival, para destinar a maior parte desses resíduos orgânicos à compostagem e os materiais recicláveis serão doados às famílias e às pessoas que são os agentes de reciclagem que trabalham e vivem desse comércio na cidade. Nós estaremos com uma tenda no CMU, na Praça do Peixe e na Praça do Rádio. Nós teremos uma equipe passando em todos os locais, inclusive nos locais onde estão tendo oficinas, para fazer essa sensibilização sobre o descarte correto dos resíduos. A equipe vai estar circulando pelo Festival, esvaziando e coletando esses resíduos, todo o resíduo coletado será pesado e registrado a sua destinação. Então nós já temos uma rede de recicladores que ao final do dia estarão levando essas bags para os seus depósitos”.

O apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Bonito é essencial para complementar a ação, com serviços de varrição, limpeza da praça durante as madrugadas e retirada dos rejeitos, materiais que não podem ser reciclados ou compostados.

“A Prefeitura de Bonito, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ficará responsável pela retirada dos rejeitos — materiais que não podem ser reciclados ou compostados. Já a Ciclo Azul vai instalar bombonas específicas nos pontos de alimentação para o descarte de resíduos orgânicos, garantindo que cada tipo de lixo tenha o destino adequado. O Lixo Zero é uma metodologia para a qual somos credenciados e que tem como princípio básico a separação na fonte. Para que o Festival seja, de fato, Lixo Zero, precisamos que cada pessoa faça a sua parte: respeitar as lixeiras e descartar corretamente seus resíduos. Nossa meta é destinar mais de 70%, 80% e, quem sabe, ultrapassar os 90% de reaproveitamento. Mas esse resultado só será possível com o engajamento de todo o público”, reforça Lívia.

O coletor Jhonathan Sánchez Ferreira, que integra a equipe da Ciclo Azul, destaca a importância da separação. “A gente está separando em três tipos. O não reciclável, reciclável e o orgânico. É bom porque ajuda a direcionar o lixo direito no seu devido lugar, para não acabar com o Bonito, né? Porque o Bonito é muito bonito para ter um acúmulo de lixo, para a natureza”, ressalta.

A fotógrafa Eveline Cássia Larrea Rocha, moradora de Bonito, vê no projeto uma oportunidade de conscientização.

“Eu acho que não tem nada mais legal de mostrar do que o exemplo. Então as crianças verem acontecendo na prática é muito importante. A gente recicla nosso lixo em casa, separa o lixo seco do úmido. No meu bairro passa duas vezes por semana o caminhão que recolhe o reciclado. Então a gente faz esse trabalho em casa, separando plásticos, vidros, papelão. Durante o Festival é ainda mais importante, porque aumenta o volume de pessoas e, consequentemente, o lixo na cidade. Bonito é uma cidade pequena, então ter essa coleta consciente ajuda diretamente o meio ambiente”, enfatiza.

O administrador de empresas Carlos Eduardo Silva, visitante de Cuiabá, acredita que o Lixo Zero tem efeito multiplicador.

“Eu gosto muito desse tema, eu acho que as pessoas precisam ter essa responsabilidade. E o Festival, endossando isso, é maravilhoso. Acho que as pessoas se conscientizam e, se isso puder multiplicar, que Bonito seja o Bonito do Brasil para falar sobre isso. Ter o Lixo Zero durante o Festival é significativo, em primeiro lugar, pela educação das pessoas e por mostrar que é possível a responsabilidade do lixo. Em segundo lugar, e não menos importante, pela possibilidade de retorno financeiro para quem vive da reciclagem. E o lixo orgânico, quando vai para o destino certo, significa menos gastos e menos despesas para a prefeitura. O espaço fica bonito e é benefício para todo mundo. Isso é incrível”, disse.

Já a engenheira civil Isabela Vieira, de Campo Grande, reforça que o Festival pode inspirar mudanças no hábito das pessoas.

“No Brasil ainda temos muito pouco de coleta seletiva. Lá em casa a gente separa o lixo, não tem coleta seletiva, mas levamos em local de coleta. É necessário, porque produzimos muita quantidade de lixo. Durante o Festival essa coleta é muito interessante, faz as pessoas verem com outros olhos. Também é simples, não é nada de outro mundo, todo mundo pode fazer. A cidade fica mais limpa e, futuramente, as pessoas não vão ter essa preocupação. Vai ser algo natural, parte do dia a dia”, conclui.

Descarbonização: legado verde para Bonito

Além da gestão de resíduos, o Festival também assume o compromisso da descarbonização. O objetivo é neutralizar as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo evento, desde transporte, até energia e alimentação.

O processo funciona de forma simples: durante o Festival, o público é convidado a escanear um QR Code disponível nas telas e materiais de comunicação do evento. Cada participação registrada ajuda a contabilizar o número de árvores nativas que serão plantadas em Bonito para compensar as emissões de carbono.

Essa prática não apenas reduz os impactos ambientais do Festival, mas também deixa um legado duradouro para a cidade, fortalecendo a biodiversidade local, contribuindo para a captura de carbono e criando áreas verdes que beneficiam toda a comunidade.

Karina Lima, Ascom FIB 2025
Fotos: Ascom FIB 2025

De Bonito para Bonito: Festival de Inverno fortalece a economia local e garante renda e oportunidades

De Bonito para Bonito: Festival de Inverno fortalece a economia local e garante renda e oportunidades

O Festival de Inverno de Bonito, desde sua primeira edição, contribui para a geração de renda e cria oportunidades dentro da própria cidade. Profissionais de Bonito estão tendo a chance de trabalhar diretamente nos eventos, enquanto empreendedores e empresários locais ampliam vendas e movimentam seus estabelecimentos durante o período do Festival.

É o caso de Kalu Carvalho, morador de Bonito há 16 anos. Ele é um dos idealizadores do projeto Canta Bonito e foi contratado pela Fundação de Cultura para apoio logístico na produção e no palco. Para ele, a contratação de profissionais locais é fundamental.

“A inclusão do bonitense no Festival de Inverno é de suma importância e a gente está conseguindo fazer, está conseguindo trabalhar. Até para algumas coisas que o pessoal de fora não sabe muito bem onde consegue, nós sabemos, temos os contatos certos, a melhor forma de fazer. Então, com certeza, é muito importante termos essa oportunidade”.

Silvio César Soares dos Santos, guia de turismo e morador de Bonito, foi contratado para trabalhar na produção do Palco Sol com a equipe da Fundação de Cultura.

“Quando tem um evento desse porte na cidade, a gente também tem mão de obra para atender. Claro que falta um pouco de especialização, mas temos muita gente para trabalhar. É muito importante na geração de renda e de conhecimento. Eu me sinto prestigiado sim. Gosto de participar da produção de eventos e já trabalho em outros grandes eventos em Bonito e em cidades do Estado. É um orgulho estar no Festival”, disse.

No setor de hospedagem, os reflexos são positivos. Bruno Magalhães Mamédio, gerente de reservas de um grande hotel, afirma.

“O Festival de Inverno é muito bom para a cidade, principalmente para quem atua na hotelaria. Durante o evento, chegamos em torno de 100% de ocupação. Para nós é muito bom, ficamos felizes em receber esse público e esperamos que o Festival continue todos os anos garantindo esse movimento”, ressalta.

No setor de hospedagem, os reflexos são positivos. Bruno Magalhães Mamédio, gerente de reservas de um grande hotel, afirma.

“O Festival de Inverno é muito bom para a cidade, principalmente para quem atua na hotelaria. Durante o evento, chegamos em torno de 100% de ocupação. Para nós é muito bom, ficamos felizes em receber esse público e esperamos que o Festival continue todos os anos garantindo esse movimento”, ressalta.

O empresário Gustavo Diniz Romeiro, proprietário de uma agência de turismo em Bonito, ressalta que o Festival já faz parte do calendário da cidade. “É um evento aguardado todos os anos. A divulgação antecipada dos shows ajudou a atrair turistas e aumentou bastante a procura. Apesar de a maioria do público ser sul-mato-grossense, também recebemos visitantes de fora do Estado. A expectativa é que, no final de semana, o movimento cresça de 40% a 50%”, enfatiza.

No comércio, o impacto também é sentido. Marcio Carvalho, gerente de uma grande farmácia em Bonito, explica. “O Festival atrai um bom público para os shows nacionais e esse público consome na cidade. O movimento sempre é bom para o comércio local. Fortalece o giro de capital e leva o nome de Bonito para todo o país”, afirma.

No setor de moda, os efeitos são percebidos por Elisandra da Silva Leite, responsável por uma loja de roupas. “Acredito que durante o Festival as vendas aumentam em 50%. É ótimo, muda o ambiente e a energia da cidade. Para nós é excelente esse movimento. O Festival é esperado todo ano”, explica.

Na gastronomia, a empresária Veruska Esguissardi, dona de uma pastelaria, reforça.  “O Festival é sensacional. Atrai um público com bom gosto, disposto a usufruir da cidade e respeitar nossos empreendimentos e rios. Para o meu negócio, o reflexo é muito positivo. Agosto é um mês mais calmo e, com o Festival, conseguimos aumentar as vendas em pelo menos 70%”, conclui.

O Festival de Inverno de Bonito reafirma sua vocação de fortalecer a economia local e valorizar sua própria gente, movimentando cultura, turismo e comércio em um dos principais destinos do País.

Karina Lima, Ascom FIB 2025
Fotos: Diego Cardoso e Altair Santos/Ascom FIB 2025