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Bela Vista-MS Sábado, 06 de Junho de 2026
Prefeitura de Bonito entrega títulos definitivos aos moradores do Assentamento Santa Lúcia

Prefeitura de Bonito entrega títulos definitivos aos moradores do Assentamento Santa Lúcia

A Prefeitura de Bonito, por meio do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e com apoio da Câmara dos Vereadores, entregou no sábado (26), títulos definitivos aos moradores do Assentamento Santa Lúcia.

Durante a entrega dos títulos, o  prefeito Josmail Rodrigues também reforçou que vai buscar projetos de leis para isenção do ITBI para os assentados o mais urgente possível, recebendo apoio dos vereadores que participaram da cerimônia, realizada na Câmara Municipal de Bonito.

 

Trio Parada Dura não perde o DNA e encerra o Festival de Inverno de Bonito com chave de ouro

Trio Parada Dura não perde o DNA e encerra o Festival de Inverno de Bonito com chave de ouro

Sucessos que não saem de moda são entoados pelo público fiel a um dos estilos musicais mais tocados do Brasil. O chapéu, a bota ou botina, junto ao jeans e camisa xadrez são uma identidade que faz parte da alma brasileira, em especial ao nosso Centro-Oeste. Com o agro em alta, Mato Grosso do Sul não podia encerrar um dos seus principais eventos culturais sem o sertanejo subir ao palco.

Leonito, Xonadão e Creone são os nomes da atual formação do consagrado Trio Parada Dura, o responsável por fazer dançar quem é de dança, cantar quem é do canto e chorar quem tem aquele sentimento preso na garganta e precisava soltar a sofrência guardada no coração – e não há palco melhor do que o Festival de Inverno de Bonito 2023 para isso.

“Cantamos músicas que marcaram. Procuramos tirar um sucesso de cada disco. Claro que tem os clássicos Telefone Mudo, Andorinhas, Fuscão Preto, entre outros, mas não deixamos de fora sucessos mais recentes como Aceita que Dói Menos e músicas de amigos nossos que são hinos da música sertaneja”, comenta o sanfoneiro Xonadão, integrante do grupo desde 2005.

O tempo de carreira e os sucessos emplacados nas rádios e nas lojas de discos – que outrora ditaram o ritmo da indústria fonográfica – colocam o trio como um dos grupos musicais de maior sucesso do país, uma espécie de The Rolling Stones do interior brasileiro com quase 1,5 milhões de ouvintes mensais na plataforma de streaming Spotify – fora 11 discos de ouro e cinco de platina, além de um DVD de ouro. São 100 milhões de discos vendidos desde 1972, quando foi criado.

“O segredo é justamente o repertório, graças a Deus sempre rico, desde o início. Usufruímos até hoje”, explica Creone, que integra o Trio Parada Dura desde sua fundação, “junto a Arca de Noé”, conforme brinca Xonadão sobre o tempo de estrada de um dos melhores grupos do país.

Em sua sexta formação, o Trio Parada Dura mantém a mesma qualidade de outrora, conseguindo renovar públicos e seguir sem perder a essência da raiz sertaneja. “A marca Trio Parada Dura é muito forte, então tivemos a felicidade de, apesar dos amigos terem partido, os que colocamos no lugar darem certo e estão aí até hoje”, diz Creone, no alto dos seus 84 anos.

“Sempre mantemos a qualidade do show e quem caminha conosco tem o DNA do trio. Quando o Parrerito – falecido por causa da covid-19 em 2021 – se foi, várias pessoas famosas quiseram entrar para o trio, mas não tem o DNA. Eu tenho, o Leonito também, e por isso estamos aqui”, conclui Xonadão.

O Festival em 2023

Diferente dos outros anos, em 2023 o Festival de Inverno de Bonito teve um dia a mais, começando na quarta-feira (23) com diversas atividades e apresentações. O show principal foi de Fafá de Belém, enquanto na quinta quem subiu no palco foi Paulinho Moska e Maria Gadú. Na sexta, o show principal foi de Iza, com Emicida se apresentando no sábado no Palco das Águas.

Nyelder Rodrigues, Ascom FIB 2023
Fotos: Marithê do Céu

Plural, Festival de Inverno de Bonito recebe 100 mil pessoas em cinco dias

Plural, Festival de Inverno de Bonito recebe 100 mil pessoas em cinco dias

Muito além dos shows musicais, o FIB (Festival de Inverno de Bonito) 2023 teve um pouco de tudo: teatro, dança, cinema, oficinas, grafite, contação de histórias/literatura, gastronomia, artesanato, circo, economia criativa, esportes, programação infantil, inclusão, tecnologia e sustentabilidade.

Durante cinco dias (de 23 a 27 de agosto), a cidade de 23.659 habitantes (IBGE 2022) viu o número de pessoas se multiplicar: aproximadamente 100 mil prestigiaram as atrações, espalhadas por toda a cidade, inclusive na periferia e em escolas públicas (https://www.festivaldeinvernodebonito.ms.gov.br/festival-de-bonito-leva-o-carinho-da-contacao-de-historias-para-escola-da-periferia-da-cidade/).

Pessoas de todos os lugares vieram a um dos destinos mais prestigiados do Brasil aproveitar o Festival e visitar as belezas naturais (https://www.festivaldeinvernodebonito.ms.gov.br/turistas-estrangeiros-prestigiam-belezas-naturais-e-atividades-culturais-no-festival-de-bonito-2023/). Hotéis e pousadas trabalharam com lotação máxima.

Entre os shows, Paulinho Moska e Maria Gadú, Fafá de Belém, Iza, Emicida, Trio Parada Dura e Emicida. O slogan deste ano foi “onde a arte inspira a natureza respira”.

Novidades

Uma das novidades deste ano foi o Festival Bonitinho, que promoveu a participação das famílias por meio de uma programação voltada para as crianças, como Palavra Cantada (https://www.festivaldeinvernodebonito.ms.gov.br/palavra-cantada-traz-alegria-ao-publico-de-todas-as-idades-com-cancoes-que-remetem-a-realidade-das-criancas/) e Mundo Bita (https://www.festivaldeinvernodebonito.ms.gov.br/festival-de-inverno-de-bonito-combina-diversao-infantil-do-mundo-bita-e-cultura-refinada-da-danca-contemporanea/).

Inclusão

Outro foco do FIB 2023 foi a inclusão, com um espaço dedicado exclusivamente a pessoas com deficiência em frente ao palco e Libras (Língua Brasileira de Sinais) durante as apresentações (https://www.festivaldeinvernodebonito.ms.gov.br/festival-de-inverno-de-bonito-promove-inclusao-por-meio-de-atracoes-com-acessibilidade/).

Paulo Fernandes, Ascom FIB 2023

Fotos: Bruno Rezende / Saul Schramm

Emicida transcende a melodia e deixa seu recado no palco do Festival de Inverno de Bonito: música com contexto social

Emicida transcende a melodia e deixa seu recado no palco do Festival de Inverno de Bonito: música com contexto social

Os ponteiros marcavam a casa das dez horas e trinta minutos quando Leandro subiu as escadas de camiseta aberta. Atrás das cortinas, andava de um lado ao outro enquanto o apresentador animava o público – ao ouvir o pedido de boas energias, ergueu e agitou a mão direita, enquanto a esquerda segurava a flauta. Caminhando em círculos, fez o sinal da cruz e cumprimentou um segurança.

“Falta pouco, Leandro”, deve ter pensado. Anunciado, passou pelas cortinas e finalmente entrou. O show começou ali. Emicida no palco. A penúltina noite de Festival de Inverno de Bonito 2023 foi marcada pela presença e som de um dos principais nomes da cena musical brasileira e negra.

Quinze anos após estourar nos hits nacionais, Emicida – o Leandro Roque, de 38 anos – fez no sábado (26) sua quarta apresentação em Mato Grosso do Sul. A primeira vez em nosso solo aconteceu há 13 anos, quando o então jovem rapper, de camisa branca surrada, foi desafiado em batalha na antiga sede da Torcida Garra Operariana. Não deu pra trás e seguiu firme mesmo sendo ‘forasteiro’.

Assim como o single que o fez ganhar o Brasil em 2008, a carreira de Emicida é um triunfo. Aclamado pela revista Rolling Stones por reunir agressividade das batalhas e fome de vitória na canção, repetiu ao longo dos anos o comportamento, não sendo diferente no show em Bonito.

Misturando a pegada MPB contemporânea que o consolidou no mainstream com batidas típicas da sua origem no rap e hip hop, Emicida falou de amor, de superação, falou de violência, de preconceito, de racismo, falou da vida. Emicida fez crítica social e não deixou de passar o seu recado. “De joelhos clamamos: nos tirem tudo, menos a vida, menos a música”, incendeia no palco. “Eu vou continuar esse show até os caras me mandarem embora”, completa em alto tom.

Já passando da meia-noite, chega ao fim a apresentação que estourou uma hora e meia de duração. Ele não queria ir embora. Fila indiana na porta do camarim. Atendidos, com fotos, abraços e rápidas trocas de palavra, cerca de 120 pessoas. Na plateia, pista e camarote, 20 mil fãs.

Para casa, o paulistano Leandro Roque levou de presente um quadro grafitado em sua homenagem e uma camisa do Operário – esta última entregue por um dos principais nomes do rap sul-mato-grossense, Mano Cley, do histórico Falange da Rima. Agora, acabou. Obrigado, Emicida. Volte sempre.

Confira as fotoshttps://www.festivaldeinvernodebonito.ms.gov.br/show-emicida/

Nyelder Rodrigues, Ascom FIB 2023
Fotos: Saul Schramm

Festival de Inverno de Bonito combina diversão infantil do Mundo Bita e cultura refinada da dança contemporânea

Festival de Inverno de Bonito combina diversão infantil do Mundo Bita e cultura refinada da dança contemporânea

A ponta do pé esquerdo sustenta esse lado do corpo em movimento sincronizado com o calcanhar do pé direito, única parte do membro a tocar o solo. De passo em passo Tita, como Maria Eugênia é conhecida, acelera o ritmo e transforma a oficina em uma verdadeira casa de dança antes de sair por aí como o boneco Cabeção, causando diversas reações em que é abordado por ela, de crianças a adultos, no espaço do Festival de Inverno de Bonito 2023 montado no CMU (Centro de Múltiplo Uso).

No mesmo espaço horas depois, crianças de todas a idades, adolescentes e seus pais se aglomeram perto do palco em busca do melhor lugar para acompanhar a apresentação do Mundo Bita, consagrado projeto de entretenimento infantil que foi criado em 2011 e desde então ganhou o Brasil.

Entre tantas atividades distintas, houve ainda o Batucando Histórias (projeto campo-grandense que une educação, teatro e música com brincadeiras, humor, folclore e cantigas), oficina de breaking e suas vertentes e as tradicionais atividades de desportivas, como vôlei de areia, futmesa, chute a gol, entre outras tantas opções disponibilizadas no local.

“Claro que o show [do Mundo Bita] foi o que nos trouxe aqui, principalmente. Mas não foi só isso. Minha irmã veio ontem e nos avisou que haviam outras atividades, então cheguei antes para que que meu filho pudesse aproveitar”, destaca Ivone Santos, ao lado do pequeno Luiz Neto, de seis anos.

Já Guilherme Santos, sobrinho de Ivone, tem oito anos e dançava, como conseguia, ao ritmo do breaking enquanto aguardava com ansiedade a entrada do Mundo Bita no palco. “Eu gosto de dançar. Gostei dessa música e então estou dançando”, diz o garoto, entre um pulo e outro.

Mas, e a Maria Eugênia? Tita foi a responsável por abrir as atividades desta sexta-feira (25) no CMU, levando a essência da dança para quem quisesse ali acompanhar, e depois usou desses elementos na intervenção do Cabeção, arrancando o riso fácil de quem fosse abordado.

“Trabalho as danças tradicionais brasileiras. Na oficina a gente vivencia alguns passos, alguns ritmos e trejeitos corporais que vem dessas danças, mas a gente procura experimentar eles do nosso modo, de como cada um incorpora esse vocabulário e reproduz a sua maneira”, explica.

Quanto ao Cabeção, o objetivo é o mais legítimo e ingênuo de todos: dar risada. “É um boneco que tem formato curioso e faz movimentos que as pessoas não entendem como é o mecanismo, e não é mesmo mecanismo nenhum. Ele gosta muito de brincar com todo mundo. Mesmo com aqueles que não estão muito preparados para brincar, ele vai cedendo e acaba brincando”, conclui.

Nyelder Rodrigues, Ascom FIB 2023
Fotos: Bruno Rezende

Pela primeira vez em MS, Iza canta sucessos para 24 mil pessoas

Pela primeira vez em MS, Iza canta sucessos para 24 mil pessoas

O Festival de Inverno de Bonito trouxe a Mato Grosso do Sul o fenômeno chamado Iza, que fez o show com maior público: 24 mil pessoas, um verdadeiro mar de pessoas que curtiram sucessos como “Ginga”, “Dona de Mim”, “Meu talismã” e “Fé nas maluca” (sic).

Ela cativou e encantou o público em um show cheio de dança, luzes e sensualidade. Em um dos vários momentos de interação com o público, chamou casais para dançar em cima do Palco das Águas.

“É minha primeira vez em Mato Grosso do Sul, primeira vez em Bonito. Estou muito feliz de encontrar os meus fãs daqui. É um encontro que está sendo esperado por mim há bastante tempo. Para mim, essa vinda para cá já começou como uma festa, sabe? Parece que o show já começou desde a hora que cheguei porque estou já feliz e grata por encontrar a galera daqui e por participar de um festival maneiro, que é incrível, que movimenta a cidade, que traz artistas que a galera fica pedindo nas rádios”, contou antes de subir ao palco.

Iza afirmou que o Festival de Inverno é uma oportunidade de aproximar o público dos artistas. “Quanto mais festivais, melhor para a música, melhor para os nossos artistas, mais pessoas se sentem inspiradas a trabalhar, não só em cima do palco, mas em vários palcos do festival, e acabam fomentando muito a economia da cidade, da galera que trabalha com o atendimento ao público”, disse.

“É muito especial socialmente falando o festival acontecer. E é sempre muito bom que as pessoas tenham acesso direto aos artistas que elas consomem. É muito bom que as pessoas tenham acesso direto à música, que elas se sintam tocadas pela arte. A arte mudou a minha vida e eu tenho certeza que hoje a noite vai ser especial porque são várias pessoas juntas com o mesmo motivo, que é curtir a música”, finalizou.

Com o slogan “onde a arte inspira e a natureza respira”, o Festival de Inverno acontece até domingo em um dos destinos turísticos mais premiados do Brasil.

Silveira

O show de abertura foi do corumbaense Silveira, que apresentou o projeto “Afroafetos”. O artista, que canta desde os 13 anos, fez uma apresentação autoral, que celebra sua ancestralidade, com samba e soul.

Confira as fotos:https://www.festivaldeinvernodebonito.ms.gov.br/show-iza/.

Paulo Fernandes, Ascom FIB 2023
Fotos: Bruno Rezende