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Bela Vista-MS Terça-Feira, 23 de Junho de 2026

Exército abre seleção para contratação de médicos temporários em MS

O Comando da 9ª Região Militar do  Processo Seletivo para a contratação de oficiais médicos temporários nos estados de Mato Grosso e .

Para participar, é necessário que os candidatos sejam brasileiros natos ou naturalizados, tenham ensino superior em medicina, registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), estejam em dia com as obrigações perante o Serviço Militar e a Justiça Eleitoral, tenham boa saúde física e mental, além de não pertencerem à ativa ou à reserva remunerada de qualquer Força Armada ou Auxiliar, entre outros requisitos que podem ser consultados no documento oficial.

Os médicos recém-formados e revalidados deverão seguir o calendário de eventos, presente na página 4 do edital, que consta as etapas e locais de realizações.

Já os médicos formados em anos anteriores em débito com o serviço militar (caráter obrigatório) devem seguir as especificações presentes no calendário de eventos da página 5 do edital.

Por fim, no período de 2 de julho de 2020 a 1º de julho de 2021, os médicos quites com o serviço militar e médicas, ambos de caráter voluntário, poderão se inscrever nesta seleção, presencialmente na Comissão de Seleção Permanente das  (CSPFA), sito à rua Gen Nepomuceno Costa, nº 168, Vila Alba, Campo Grande – MS.

Confira o edital completo

Polícia Militar Ambiental de Cassilândia autua paulista em R$ 10 mil por maus tratos ao deixar cavalos sem alimento até mortes de animais

Polícia Militar Ambiental de Cassilândia autua paulista em R$ 10 mil por maus tratos ao deixar cavalos sem alimento até mortes de animais

Polícia Militar Ambiental de Cassilândia autua paulista em R$ 10 mil por maus tratos ao deixar cavalos sem alimento até mortes de animais

Campo Grande (MS) – Policiais Militares Ambientais de Cassilândia receberam denúncias de possíveis maus-tratos a animais, em virtude de abandono de cavalos sem pastagem ou outros alimentos e sem cuidados, em uma fazenda no município de Paranaíba, margeando a BR 158 na altura do km 90. A PMA foi ao local hoje (5) e verificou tratar-se de uma fazenda pertencente a um homem de 53 anos, residente em São José do Rio Preto (SP). A equipe verificou que a pastagem estava totalmente degradada e os cavalos não conseguiam mais retirar alimento.

Todos os animais estavam extremamente debilitados, alguns não conseguiam mais se levantar e três teriam morrido por desnutrição. Havia inclusive éguas em período de gestação (prenhes), também desnutridas, e era evidente a agonia dos animais. O único estoque de alimentos que havia não era suficiente.

A Polícia Militar Ambiental apreendeu os cavalos e acionou a Agência Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO) para as providências relativas aos animais. O infrator foi autuado administrativamente e foi multado em R$ 10.000,00 por maus tratos. O autuado também responderá por crime ambiental de maus-tratos, com pena de três meses a um ano de detenção.

Usando nome ‘do ‘diabo, pastor estuprava menina de 13 anos

Usando nome ‘do ‘diabo, pastor estuprava menina de 13 anos

O pastor suspeito de estuprar uma adolescente de 13 anos foi preso após se apresentar à Polícia Civil de Jaru (RO), a 290 quilômetros de Porto Velho. Para cometer o estupro, o religioso ameaçava a vítima usando o nome do “diabo” caso ela não aceitasse manter relações sexuais com ele.

Conforme o G1, o pastor procurou a delegacia de Jaru na tarde de quarta-feira (4) depois da denúncia ganhar repercussão.

No fim do mês de outubro, duas ocorrências distintas registradas por uma família denunciaram o homem por estupro.

Ao ir à casa da adolescente de 13 anos, a Polícia Militar (PM) descobriu que o suspeito ameaçava a menor, dizendo que, se ela não o obedecesse, a mesma seria levada pelo “diabo” ao inferno.

A garota disse ainda que os abusos ocorreram mais de uma vez e, devido à frequência, contou sobre o que estava acontecendo aos pais.

A PM seguiu até a casa do pastor, mas ele não foi localizado naquele dia e desde então o caso vinha sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil.

Prisão e aparição de novas vítimas
O pastor se apresentou à Delegacia acompanhado de advogado e negou os estupros. Ele recebeu voz de prisão e deve ficar detido por 30 dias, enquanto a investigação segue. Ele saiu da delegacia segurando uma bíblia e depois foi colocado em uma viatura.

Segundo uma fonte ouvida pela reportagem, o pastor será interrogado após as oitivas com as vítimas, testemunhas e entrega do laudo.

Depois da denúncia o pastor, outras vítimas apareceram. Outra adolescente da mesma idade também relatou recentemente ser sido vítima do suspeito, de acordo com a polícia. A menina contou à mãe que o pastor a ameaçava com o mesmo discurso e a obrigava a manter relações sexuais com ele.
Candidata a vereadora é presa por trocar votos por sexo

Candidata a vereadora é presa por trocar votos por sexo

Uma candidata a vereadora da cidade de Presidente Dutra, no Maranhão, foi presa acusada de trocar votos de eleitores por sexo.

A investigação da Polícia Civil estava sendo feita ha cerca de um mês, após pessoas fazerem denúncias alegando terem sido assediadas por ela, conforme o site Sete Lagoas.com.

De acordo com testemunhas, além de cometer o ato ilícito de obtenção de votos por meio de favores sexuais, a mulher ainda gravava as suas relações com os eleitores para que servissem como garantia de que os envolvidos realmente fossem votar nela.

Na delegacia, a mulher negou que tenha tido relação com essas pessoas em troca de votos ou qualquer outro tipo de troca.

A polícia estima, após conferir os vídeos salvos na galeria do celular da mulher, que possam ser mais de 250 pessoas envolvidas nesse “negócio”, incluindo homens e mulheres.

Queimadas e recursos hídricos: efeitos das cinzas sobre os ecossistemas aquáticos

Queimadas e recursos hídricos: efeitos das cinzas sobre os ecossistemas aquáticos

Queimadas e recursos hídricos: efeitos das cinzas sobre os ecossistemas aquáticos

A presença do fogo é um evento frequente, particularmente no Cerrado brasileiro, onde faz parte, inclusive, da ecologia de várias espécies. Logicamente, o fogo provocado por queimadas descontroladas tem se tornado um problema, principalmente em função do aumento excessivo de ocorrências, em sua maioria, provocada pela ação humana.

Além das perdas de animais e vegetais terrestres, outras inúmeras consequências são verificadas após o término da queimada, quando a totalidade dos estragos podem ser melhor contabilizados. Todavia, nem todos os efeitos são facilmente visíveis. Quando o fogo acaba, ainda restam o calor, a fumaça, o vazio vegetal e as cinzas, que trazem vários problemas.

Com a incidência das chuvas nas áreas queimadas, grande quantidade dos elementos químicos presentes nas cinzas são transportados para rios e águas subterrâneas, causando alterações nas características naturais desses ecossistemas. Sobre esse tema, tanto na Europa como no Brasil, poucas pesquisas têm investigado os impactos decorrentes das queimadas sobre os recursos hídricos.

Os estudos sobre as queimadas no Cerrado, em sua maioria, abordam os efeitos sobre a vegetação e, em menor proporção, sobre o solo. No entanto, para o completo entendimento do funcionamento dos ecossistemas após as queimadas, assim como as possíveis recomendações para o manejo, são necessárias investigações nos diferentes compartimentos ambientais, incluindo os ambientes aquáticos.

Para entendimento do problema causado pelas cinzas sobre os recursos hídricos, primeiramente é importante saber o que são as cinzas e de que são formadas. As cinzas são remanescentes da vegetação presente na área queimada e, desse modo, são formadas por elementos químicos componentes tanto desses vegetais como do respectivo solo queimado.

A composição química das cinzas tem fundamental importância nos efeitos ambientais que elas podem provocar. Por isso é importante conhecer a vegetação e o solo do local onde ocorreu a queimada, já que esses têm um papel preponderante nessa composição. Nossos estudos mostram que há pequena diferença qualitativa nas cinzas de diferentes áreas em relação ao tipo de vegetação. Já o quantitativo desses elementos e compostos presentes nas cinzas parecem ser o aspecto de maior relevância para caracterizar essas diferenças.

Ao se comparar a composição das cinzas com a do solo, é possível observar quantidades bem maiores de alguns elementos nas cinzas, entre eles alguns não existentes naquele solo. Esse dado ressalta a capacidade acumuladora das plantas, que mantêm em sua composição não só elementos necessários à sua sobrevivência, como também alguns que estão disponíveis em quantidades mínimas ou mesmo transitórias no solo.

Foto –  Cerrado / Sertão Veredas: Rogério Assis/Greenpeace

Também são encontrados diversos micronutrientes (metais), além de macronutrientes, como potássio, fósforo e nitrogênio. Essa caracterização traz resultados relevantes para o contexto do impacto sobre os ecossistemas aquáticos. Ao entrarem na água, parte desses elementos se dissolve, ocasionando transformações em vários parâmetros físico-químicos.

Durante a pesquisa, observamos que a presença de grande quantidade de potássio (K) em cinzas de determinados tipos de vegetação de Cerrado pode ocasionar efeitos tóxicos sobre algumas espécies aquáticas. O mesmo ocorre com os compostos nitrogenados, mais especificamente o amônio existente nos solos hidromórficos da região de veredas, assim como a grande quantidade de matéria orgânica, característica desse tipo de solo.

Esses compostos ocasionam alterações químicas nos ambientes aquáticos, sobretudo nos parâmetros de pH e oxigênio dissolvido, fatores que são limitantes para a sobrevivência de espécies aquáticas. Com a interferência causada pelas cinzas, o pH da água tende a aumentar, chegando a patamares não suportáveis por algumas espécies. Ao contrário do oxigênio dissolvido, que é drasticamente reduzido, e causa a mortalidade de organismos dependentes da sua concentração na água.

A partir desses resultados, também é possível inferir que ambientes com baixa vazão ou fluxo de água, como no caso dos ambientes lênticos (lagos, lagoas, reservatórios ou charcos), por exemplo, poderão ser atingidos de forma bem mais acentuada à entrada de resíduos de queimadas em seu meio.

Mas não são só as águas superficiais são atingidas pelas cinzas. Nosso estudo também observou a contaminação de águas subterrâneas na área queimada. Os compostos nitrogenados, principalmente o nitrato, bem como os elementos potássio, fósforo, cálcio e magnésio, foram encontrados na água subterrânea em patamares acima dos normais, quando comparados a uma área controle. Essa elevação se manteve pelo período de doze meses após a ocorrência da queimada, quando finalmente retornou aos quantitativos iniciais.

A contaminação observada, tanto na água superficial quanto na subterrânea, pode sem dúvidas trazer prejuízos ao próprio ser humano. Além da utilização dos recursos hídricos para irrigação, os indivíduos também estarão sob o risco de consumirem água contaminada. O nitrato, se ingerido em grandes quantidades, pode causar toxicidade aguda em mamíferos. Mas o produto que surge a partir da sua degradação e transformação, o nitrito, é ainda mais tóxico. O cálcio e o magnésio em excesso na água, além de prejudicar os processos de irrigação, principalmente pelo entupimento dos bicos de equipamentos, podem causar problemas digestivos em mamíferos. Todas essas informações evidenciam que há potencial risco quanto ao uso de águas superficiais e subterrâneas contaminadas com cinzas de queimadas.

As causas das queimadas são em muitos casos objeto de dúvidas e investigação. Dados de nossas pesquisas mostram que, em parte, elas podem ser derivadas a partir de um descontrolado uso do fogo. O que muitas vezes teria finalidade doméstica pode ser disseminado e se tornar um problema público. Todavia, os resultados indicam que o uso errôneo do fogo pode ser minimizado, principalmente se houver maior envolvimento dos órgãos públicos, sobretudo com a oferta de atividades informativas, instrucionais e de educação ambiental junto às comunidades rurais.

Todas as informações produzidas a partir de nossas pesquisas nos levam a concluir que os recursos hídricos também são atingidos pelas queimadas e, desse modo, todos os seres vivos que fazem uso ou vivem integrados aos ambientes aquáticos também tendem a sofrer com as queimadas, particularmente pelas consequências da contaminação pelas cinzas derivadas.

* Eduardo Cyrino Oliveira-Filho é pesquisador da Embrapa Cerrados

   
Desafio da pecuária: É hora de produzir comida boa  e barata para enfrentar a seca

Desafio da pecuária: É hora de produzir comida boa e barata para enfrentar a seca

Com valorização da arroba e do bezerro, produção e estoque de volumoso eficiente e de baixo custo durante o período chuvoso é estratégia para manter o ganho de peso dos animais e botar dinheiro no bolso quando parar de chover.

Durante a última e intensa estação seca que castigou o Brasil, muitos pecuaristas lamentaram o fato de não terem feito estoque suficiente de silagem para o gado. Com isso, muitos animais não atingiram estágio de conformação de carcaça na recria para dar entrada na terminação confinada ou semiconfinada. O resultado foi uma oferta extremamente restrita de animais justamente em um momento de preços generosos.

Mas parece que o aprendizado foi válido. Por todo o país muitas propriedades se preparam para investir no plantio de alternativas ao milho (cujo preço do grão – R$ 78/saca em Castro, PR em 03 de novembro – não justifica seu cultivo para uso em cocho de recria) como forma de produção de comida boa, eficiente e barata para fornecer aos animais ao longo dos meses de estiagem (de março a setembro, em boa parte do País).

“Muitas fazendas em Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará e em vários estados do Nordeste estão investindo em volumoso de baixo custo e de alta produtividade a base da capim mombaça, capim capiaçu, sorgo gigante boliviano ou mesmo com a cana, apesar de sua maior dificuldade em digestibilidade”, avisa o técnico Luis Caires, (Caires Consultoria, de Goiânia, GO), especialista em integração lavoura-pecuária (ILP) e recuperação de pastagem. Ele mostrou esta tendência e números durante painel apresentado no final de outubro em Maceió, AL, durante o Encontro da Pecuária de Corte do Nordeste (Encorte 2020).

Caires defende uma estratégia de seca que garanta custos menores e ganho de peso suficiente para que o animal fique o menor tempo na fazenda. “É possível trabalhar com volumoso mais barato e obter um ganho de 1 kg/animal/dia, que não é tão alto quanto o milho pode dar (até superior a 1,5 kg/dia) garantindo desempenho na seca e fluxo para a terminação”, observa.

Ele cita como exemplo a Fazenda Lageado, em Goiás que já trabalhou neste sentido este ano: “Na recria ao longo da seca, a propriedade manteve média de 15 garrotes de 11 a 12 arrobas por hectare, obtendo ganho médio diário (GMD) de 1 kg/animal/dia fornecendo 20 kg/animal/dia de sorgo, cujo custo de produção pode variar de R$ 0,03 a R$ 0,04/kg”.

Outro exemplo vem do Nordeste, região onde a seca sempre foi um limitador para a pecuária. “Agora não é mais. Veja só o que fez, por exemplo, a Fazenda Timbaúba, em Quixadá, no Ceará. Muito conhecida na região pela produção de genética – vende touros – manteve nos meses secos todas as categorias (machos e fêmeas PO) a base de silagem de sorgo gigante boliviano no cocho a uma média de 20 kg/animal/dia e que lhe custou R$ 38/tonelada, representando um custo de R$ 24/animal/mês, obtendo um GMD de 1,65 kg/animal/dia. Considerando a suplementação mineral, a fazenda não desembolsou mais do que R$ 1,50/animal/dia em nutrição em pleno período de pasto zero”.

Caires acredita que esta tendência de alimentar a recria no cocho durante a seca se acentue nos próximos ciclos produtivos da pecuária. Ele avisa, entretanto, que este modelo necessita de planejamento: “Com a valorização do bovino de corte é preciso produzir mais rápido e diminuir custos para atender a demanda e garantir um bom retorno financeiro. Isso é feito disponibilizando volumoso barato, de alta qualidade e em boa quantidade. O restante fica por conta da suplementação mineral, que vai depender da estratégia traçada pelo produtor.”

A adoção desta alternativa pode ser mensurada pela demanda por plantio do sorgo gigante boliviano, híbrido (Agri 002E) que chegou ao Brasil em 2017, fruto de 10 anos de melhoramento genético trabalhado em Santa Cruz de La Sierra pela multinacional sul-americana Agricomseeds. Considerando apenas o Nordeste, a área plantada saiu de 2.500 ha na safra 2018/2019 para 9.000 ha no ciclo 2019/2020. A projeção da Latina Sementes, empresa que representa a genética Agricomseeds no Brasil, para 2020/2021 é de que o sorgo gigante passe a ocupar área de 40.000 hectares nos estados nordestinos.