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Bela Vista-MS Terça-Feira, 23 de Junho de 2026
CORONAVÍRUS: Pesquisa da Univates apoiada pela BRF identifica 109 mutações em genomas do vírus Sars-CoV-2 

CORONAVÍRUS: Pesquisa da Univates apoiada pela BRF identifica 109 mutações em genomas do vírus Sars-CoV-2 

Descoberta é importante para a melhor compreensão sobre o comportamento do vírus da Covid-19

Oito meses depois de a BRF doar R$ 100 mil à Universidade do Vale do Taquari – Univates, de Lajeado (RS), como apoio a pesquisas e projetos relacionados à Covid-19, entre os estudos da Instituição estão a identificação de mutações no genoma do vírus Sars-CoV-2 e a busca por compostos que possam inibir a replicação viral. O primeiro passo foi analisar 627 sequenciamentos genômicos do Sars-CoV-2 recolhidos a partir de amostras em diferentes regiões do País. A equipe identificou 109 mutações no vírus, que não significam novas variantes da doença, mas são uma descoberta importante para a melhor compreensão sobre o comportamento do Sars-CoV-2. O estudo também fornece suporte para um melhor entendimento sobre a eficácia das vacinas, perseguindo o objetivo de identificar compostos que possam ser utilizados para o enfrentamento da pandemia.

Os resultados dessa primeira fase da pesquisa foram compartilhados em uma plataforma à disposição de pesquisadores de todo o mundo para ajudá-los na busca coletiva pela cura e submetidos a uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, a Scientific Reports, do grupo Nature. A equipe é formada por seis pesquisadores, entre professores e alunos da Univates, dos quais uma bolsista de doutorado e uma pós-doutoranda. O professor Luís Fernando Saraiva Macedo Timmers, doutor em Biologia Celular e Molecular, coordenou a análise das mutações nos genomas, realizada de junho a dezembro do ano passado. Os dados para este estudo foram obtidos por meio do banco de dados público GISAID, da Alemanha, que inclui amostras recolhidas no Brasil e sequenciadas em um trabalho colaborativo envolvendo cientistas de todo o mundo.

Para avaliar a presença de mutações no genoma de Sars-CoV-2, os pesquisadores da Univates combinaram técnicas computacionais como a bioinformática estrutural e a genômica comparativa, com o objetivo de demonstrar quais são e onde, na estrutura do vírus, estão as mutações prevalentes. O estudo é destacado pela Univates como uma expansão no conhecimento sobre a interação do vírus da Covid-19 com o organismo humano.

“Nós concluímos a parte computacional e agora estamos iniciando a parte experimental”, explica Timmers, acrescentando que, com base nas descobertas desse trabalho, a doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec) Débora Bublitz Anton concentrará a pesquisa em uma das proteínas do vírus, a 3CLpro, em busca de potenciais inibidores. “A pesquisa contribui para a comunidade científica, ao mostrar as mutações presentes no vírus, suas localizações nas estruturas das proteínas virais, abrindo caminho para a busca de novos compostos no combate ao vírus. É também um sinal de alerta para a sociedade, pois reforça a percepção de que se trata de um vírus com alto risco de mutação. Por isso são importantes as medidas protetivas”, destaca o pesquisador. Esta etapa de desenvolvimento de novos fármacos contra o vírus Sars-CoV-2 é encabeçada pelos professores doutores Márcia Inês Goettert e João Antônio Pêgas Henriques, que coordenarão os testes de cultivo celular dos compostos mais promissores.

Os esforços contaram com a colaboração de mais seis instituições: a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e a Universidade de Tübingen (Alemanha).

Outras pesquisas

Esse não é o único projeto da Univates em desenvolvimento que utiliza recursos doados pela BRF.

Diagnóstico mais rápido e barato – Em um projeto sob o título Detecção do vírus da Síndrome Respiratória Corona Vírus-2 por Espectroscopia no Infravermelho com Transformada de Fourier, a professora Daiane Heidrich, doutora em Medicina, procura um exame mais rápido e barato, e com menor impacto ambiental, para detectar o vírus pela saliva, em vez da secreção coletada do nariz e da garganta utilizada pelo RT-PCR. O objetivo é desenvolver uma tecnologia alternativa que possa ser utilizada pela população do Vale do Taquari, por meio do apoio e interesse das redes municipais de saúde, e mesmo fora da região onde se situa a Univates.

Ozônio para a desinfecção e sanitização – A diretora de Inovação e Sustentabilidade da Univates, professora Simone Stülp, doutora em Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais, coordena um projeto, em conjunto com uma startup instalada no Tecnovates, a Alvap, que investiga a adoção do ozônio para a desinfecção e sanitização. O manejo do ozônio, pela Alvap, é usado para a limpeza de frutas, purificação de água, principalmente na indústria e na agricultura. A professora Simone Stülp ressalta que o investimento da BRF para o Tecnovates é uma aproximação com o Hub de Inovação da BRF, conectado com as áreas prioritárias do Parque Tecnológico, e bem-vindo em área de extrema necessidade neste momento de emergência sanitária. O BrfHub é o braço de inovação aberta da BRF, que procura diariamente conectar a empresa com novos estudos e tecnologias.

As doações no combate à Covid

A doação para a Univates faz parte de um conjunto de R$ 50 milhões anunciados pela BRF em abril de 2020, utilizados em distribuição de alimentos, insumos médicos e apoio a fundos de pesquisa e desenvolvimento social, para contribuir com os esforços de combate aos efeitos da pandemia. A iniciativa alcança hospitais, organizações de assistência social e profissionais de saúde nos estados e municípios em que a empresa possui operação. Dentre os contemplados, além da Univates, estão a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o Instituto Butantan e o Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Há menos de um mês, em 31 de março, a BRF, anunciou a doação de mais R$ 50 milhões, que contempla ações em 15 estados brasileiros e em países onde a BRF tem unidades produtivas, centros de distribuição e escritórios corporativos. Os alimentos serão entregues a hospitais, organizações sociais e iniciativas de apoio a populações em vulnerabilidade. Insumos hospitalares e equipamentos médicos, como ventiladores, usinas de oxigênio e leitos de UTI, serão destinados a secretarias municipais, estaduais e entidades de saúde. Também está previsto o fomento a outras ações de desenvolvimento social e na área da saúde, bem como apoio a novas pesquisas científicas, visando contribuir com soluções para os desafios impostos pelo agravamento da pandemia.

As doações e demais ações da BRF no combate ao Coronavírus podem ser acompanhadas pelo site www.brf-global.com/sobre/seguranca/comunicado-coronavirus

Especialistas discutem cenário atual do Mercado Imobiliário 

Na intenção de refletir sobre o mercado imobiliário, a SBS Empreendimentos recebe em suas redes sociais durante as quintas-feiras do mês de abril, às 18h, um especialista do segmento imobiliário. Cada convidado traz um ponto de vista a partir da sua área de atuação e compartilha dicas e orientações de como avaliar imóveis e empreendimentos, buscando a rentabilidade dos seus investimentos, além de analisarem as transformações do setor provocadas pela pandemia.

O terceiro entrevistado desta semana é o Sócio Diretor na Brain Inteligência Estratégica, Fábio Tadeu. Com mais de 15 anos de empresa e uma história de sucesso no setor, Fábio traz uma visão atual, com dicas e insights importantes para quem pensa em investir em imóveis em Mato Grosso do Sul.  A entrevista completa pode ser assistida no Facebook e também pelo Instagram @sbsempreendimentos,ms.

SOBRE A EMPRESA

A SBS Empreendimentos nasceu em Campo Grande (MS), em 1996. É uma empresa familiar comandada pelo engenheiro civil, Celso Spengler. Tem forte atuação também na região Norte do Brasil, com um portfólio de mais de 250 mil metros quadrados em área construída, forte investimento em tecnologia, sustentabilidade e qualidade com certificação nível A do PBQPH. Confira mais em nosso site www.vistaempreendimento.com.br.

Sistemas agroflorestais biodiversos conservam e melhoram a qualidade do solo

Sistemas agroflorestais biodiversos conservam e melhoram a qualidade do solo

Sistemas agroflorestais biodiversos (SAFs) compreendem formas de uso da terra que envolvem arranjos de espécies de árvores e de arbustos implantados ou já existentes nas áreas, integrando-as a cultivos agrícolas e/ou criação de animais, preferencialmente ao mesmo tempo, utilizando-se princípios agroecológicos.

Além de garantirem segurança alimentar e nutricional às famílias agricultoras, bem como obtenção de renda contínua e com menos riscos de frustrações, outro aspecto de grande relevância é a elevada capacidade desses sistemas produzirem grande diversidade de serviços ambientais, evidenciando o potencial para recuperação de áreas degradadas, inclusive Áreas de Reserva Legal (ARLs) e Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Além da diversidade de espécies vegetais, busca-se a supressão do uso agroquímicos, ao mesmo tempo que se privilegiam processos naturais, como: ciclagem de nutrientes, fixação biológica de nitrogênio, equilíbrio biológico, elevada produção de material orgânico para o solo, grande sequestro de carbono na biomassa vegetal e no solo, favorecimento da infiltração de água no solo, entre outros.

Há diversidade de espécies de árvores, arbustos e espécies rasteiras (herbáceas), cujas raízes possuem características diferentes e penetram no solo e vão até grandes profundidades absorvendo nutrientes que estavam sendo perdidos e trazem novamente para a camada superficial do solo, ao caírem folhas, flores, galhos e frutos.

Esses materiais orgânicos, que são produzidos continuamente, são triturados e decompostos pelos organismos do solo e parte destes formam a matéria orgânica do solo. A melhoria da matéria orgânica, aliada às ações dos organismos do solo e das raízes das plantas, recupera a estrutura física do solo, bem como a sua fertilidade.

A melhoria física do solo, aliada à sua boa cobertura viva e morta proporcionada pelas plantas, favorece a infiltração da água no solo, alimentando o lençol freático, que, por sua vez, fortalece as nascentes e, consequentemente, os mananciais superficiais de água (córregos e rios). Em várias situações, esse processo favorece o ressurgimento de mananciais de água que haviam desaparecido em função de práticas inadequadas de manejo da vegetação e do solo, em função da agricultura intensiva, predominantemente monocultural.

A presença de espécies leguminosas nos SAFs, que se associam a diversas espécies de microrganismos, possibilita a fixação biológica de nitrogênio, ou seja, a captação de nitrogênio que está presente no ar circulante no solo, transformando-o para que as plantas possam utilizá-lo na sua nutrição e posteriormente o enriquecimento do solo com esse nutriente.

A boa diversidade de espécies vegetais, que forma diferentes estratos em altura, proporciona grande quantidade de microambientes para o estabelecimento de inimigos naturais de pragas e doenças, controlando-os naturalmente, mantendo o equilíbrio biológico.

Ressalta-se que essas melhorias da qualidade do solo, dentre outros processos naturais que também são fortalecidos, melhora a capacidade de produção e geração de renda, proporcionando maior segurança aos agricultores.

Como pode ser envolvida uma grande diversidade de espécies vegetais, há inúmeras possibilidades de se fazer diferentes arranjos de produção. Ou seja, não há um “modelo ideal”, pois depende, principalmente, dos objetivos dos agricultores, as demandas e proximidade de mercado consumidor, disponibilidade de mão de obra, das características de cada localidade e dos próprios conhecimentos acumulados pelos agricultores ao longo do tempo sobre esses sistemas e as múltiplas possibilidades.

A Embrapa Agropecuária Oeste desenvolve pesquisas para identificar e propor arranjos com elevada capacidade de melhoria ambiental e com viabilidade econômica para áreas de produção, ARLs e de APPs.

Sicredi expande programa de formação de jovens lideranças para todo Brasil

Sicredi expande programa de formação de jovens lideranças para todo Brasil

Além de agora ser nacional, Programa Comitê Jovem Sicredi passa a ter o processo de formação realizado em 18 meses

Os jovens são protagonistas nas transformações sociais e cada vez mais têm se relacionado com organizações que sejam alinhadas com seus valores. Para auxiliar na construção de um futuro próspero e conectado às novas gerações, a Fundação Sicredi uniu as melhores práticas e ações das cooperativas realizadas com os jovens associados e institucionalizou o programa Comitê Jovem Sicredi.

A iniciativa surgiu em 2015 em algumas cooperativas do Sicredi, para fomentar o surgimento de jovens lideranças cooperativistas entre os colaboradores e associados. Desde então, foi replicado em outras regiões do país e rendeu reconhecimentos internacionais aos jovens participantes, como premiações no WYCUP (World Council Young Credit Union People), iniciativa global de estímulo a formação de jovens lideranças e que premia projetos com potencial de impactar globalmente o cooperativismo de crédito com uma bolsa anual de estudos concedida pelo WOCCU (sigla em inglês para Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito).

Entre as novidades do Programa está a metodologia para a formação dos integrantes, que agora será realizada em 18 meses e contempla uma série de encontros e atividades baseadas em quatro perspectivas: linguagem acessível, pílulas de conteúdo, desafios reais e colaboração entre os membros. Esta formação se dá por meio de uma jornada que contempla workshops, minicursos em uma plataforma gamificada, desafios reais, desenvolvimento de projetos com benefício social, mentoria e Summits. Tudo isso com uma linguagem adaptada ao público jovem

“Temos colhido muitos frutos a partir do trabalho com os jovens, os quais têm se engajado e liderado iniciativas que não só beneficiam as comunidades onde são realizadas, como também servem de exemplo e inspiração para o mundo todo. A ampliação e o aperfeiçoamento da metodologia de formação dos jovens cooperativistas darão ainda mais impulso para que sejam plantadas novas sementes que, com certeza, gerarão mais prosperidade à sociedade”, ressalta Manfred Alfonso Dasenbrock, conselheiro da Fundação Sicredi, diretor do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU na sigla em inglês) e da Fundação WOCCU.

Para estimular nos participantes a criação de projetos que gerem benefício à sociedade, a grade curricular é alinhada ao perfil dos jovens associados e explora temas como cooperativismo e educação financeira, liderança e protagonismo, exploração e prototipagem, autoconhecimento e propósito, sustentabilidade e impacto positivo, empreendedorismo e inovação e voluntariado. O programa conta com a parceria da Jr. Achievement, por meio da iniciativa JA Startup, para apoiar os participantes na construção de projetos com impacto social para as comunidades onde residem.

Outra novidade do programa, agora institucionalizado, é a mentoria. A partir dos encontros com mentores voluntários, que podem ser colaboradores do Sicredi, coordenadores de núcleo ou associados membros da comunidade, a expectativa é que os jovens desenvolvam habilidades para transformar suas ideias em projetos que beneficiem a comunidade, econômico e ambiental nas suas regiões. Já reconhecidos por proporcionarem a troca de conhecimentos e práticas entre cooperativistas de diferentes comunidades, os Summits regionais de jovens serão mantidos como ações do Programa Comitê Jovem Sicredi. 

Referência mundial

Os projetos desenvolvidos com os jovens pelo Sicredi no Brasil são referência para cooperativas de todo o mundo e isso foi reforçado na edição 2020 do Fórum do WYCUP, que contou com a presença de centenas de profissionais do setor, em diversos países. Um dos destaques foi a premiação do associado Vinícius Mattia, de 26 anos, com o projeto “Agricultura Familiar e Alimentos Sustentáveis“, que ficou entre as três melhores iniciativas apresentadas.

Outro destaque foi o reconhecimento do trabalho de apoio ao desenvolvimento de jovens lideranças desenvolvido pelo Sicredi por representantes de cooperativas de outros países. O polonês e também vencedor no WYCUP Piotr Palka, contou como uma visita técnica feita ao Sicredi em 2019, durante o Summit Jovem organizado pela instituição no Brasil, lhe proporcionou importantes conhecimentos sobre boas práticas, as quais ele tem levado para sua cooperativa na Polônia, entre elas a própria criação de comitês jovem.

Na edição 2020 do WYCUP, o Sicredi concorreu também com outros seis cases de jovens cooperativistas. As iniciativas foram lideradas por colaboradores e associados em municípios do Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia, Tocantins e uma delas no Haiti, país do Caribe. Os projetos tiveram foco em temas como relacionamento das cooperativas com a comunidade local, educação financeira, agricultura familiar, geração de oportunidades para mulheres, entre outros que buscam apoiar no desenvolvimento de uma sociedade mais sustentável e próspera. 

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). 

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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UEMS e ITAIPU protagonizam com Mundo Novo o 3º lugar em Sustentabilidade em MS

A UEMS comemora com o município de Mundo Novo e a Itaipu Binacional o terceiro melhor desempenho entre todos os municípios de Mato Grosso do Sul no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC) segundo avaliação do Instituto Cidades Sustentáveis (ICS).

Ao longo dos últimos anos, através dos cursos de Tecnologia em Gestão Ambiental e Ciências Biológicas – Licenciatura da Unidade de Mundo Novo, iniciativas na área ambiental foram amplamente desenvolvidas pelos docentes e acadêmicos por meio de projetos de ensino, pesquisa e extensão em parceria com o poder público municipal de Mundo Novo e Itaipu Binacional.

 

PARCERIA

Dentre as atividades de extensão podemos citar algumas iniciativas desenvolvidas pelos discentes e docentes em parceria com a Prefeitura:

  • Ações relacionadas ao saneamento municipal, especialmente nas áreas relacionadas a vigilância sanitária, Plano de Resíduos Sólidos, Plano Municipal de Coleta Seletiva, Plano Municipal de Saneamento Básico; Epidemiologia, Controle de zoonoses; Comissão Municipal de ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti;
  • Ações relacionadas à conscientização e educação ambiental, tais como atividades alusivas ao “Dia Mundial da Água”, “Dia da Árvore”, “Dia do Meio Ambiente”, Programa “Rio Mais Limpo”, Programa “Cultivando Água Boa” e “Encontros e Caminhos” em parceria com a ITAIPU Binacional, eventos de educação ambiental tais como palestras, capacitações, bem como oficinas;
  • Eventos em escolas tais como palestras sobre solo, conservação de nascentes, qualidade da água, importância de recuperação de áreas degradadas;
  • Participação em eventos de proposição de novas medidas ambientais tais como Reuniões do Conisul, reuniões do Coletivo Educador, Conselho Municipal de Meio Ambiente, Conselho de Turismo; Conselho Municipal de Monitoramento e Avaliação do Plano Municipal de Educação e Formação de Educadores Ambientais – FEA;
  • Realização de eventos de divulgação científica e de ações de educação ambiental voltada ao público, tais como “Noite dos Morcegos”, visitas técnicas a unidades de tratamento de resíduos, unidades de conservação, ações práticas de recuperação de nascentes, Feira de Profissões e Encontro de Integração de Gestores Municipais;
  • Ações relacionadas a implementação da coleta seletiva no município, tais como elaboração de cartilhas e folders educativos, além de palestras e reuniões com lideranças;

Além disso, a parceria proporcionou a realização de estágios dos alunos de graduação voltados a atividades na área ambiental, desenvolvidos na secretaria de Meio Ambiente. Destacam-se também a realização de trabalhos de pesquisa nas mais diferentes áreas relacionadas a sustentabilidade ambiental, como:

– Análise sobre o gerenciamento de resíduos sólidos produzidos na área urbana e áreas rurais do município;

– Conscientização sobre animais errantes;

– Recuperação de nascentes (avaliação da vegetação e qualidade do solo);

– Análise do perfil socioeconômico e sustentabilidade de pescadores artesanais no Rio Paraná;

– Trabalhos que englobam a questão do manejo, preservação e conscientização ambiental sobre as Unidades de Conservação presentes no município;

– Sustentabilidade das áreas cultivadas com Sistema Plantio Direto;

– Levantamentos de fauna e flora em fragmentos florestais urbanos;

– Potencial de Ecoturismo do município de Mundo Novo;

– Destinação adequada dos resíduos de saúde pública;

– Caracterização e sustentabilidade do sistema de abastecimento de água do município;

– Índice de salubridade ambiental de Mundo Novo;

– Compostagem de resíduos orgânicos;

– Plantas Medicinais;

– Coleta seletiva;

– Ecologia Aquática em Unidades de Conservação do Município;

– Reciclagem de resíduos eletroeletrônicos;

– Importância do ICMS Ecológico.

O Gerente da UEMS Mundo Novo, Prof Dr. Leandro Marra, credita a conquista a importante e robusta parceria com o Município de Mundo Novo e a Itaipu Binacional. Parceiras estas que possuem “via de mão dupla” contribuindo com a formação dos acadêmicos dos cursos de Ciências Biológicas e Tecnologia em Gestão Ambiental, por meio das atividades de ensino, pesquisa e de extensão. É a UEMS exercendo sua missão institucional e contribuindo com a melhoria da qualidade de vida da população sul-mato-grossense. “Parabenizamos a Gestão Municipal de Mundo Novo pela conquista”, finaliza o professor.

 

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) é uma ferramenta para estimular e monitorar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em diversas cidades brasileiras. Elaborado com base em mais de 80 indicadores, o índice atribui, para cada município, uma pontuação específica por objetivo e outra, a pontuação final de classificação das cidades, para o conjunto dos 17 ODS. Estes índices apresentam uma avaliação dos progressos e desafios dos municípios.

Mundo Novo ocupou a 399º posição na classificação geral brasileira, e o 3º lugar no Estado de Mato Grosso do Sul, sob critérios que envolvem vários trabalhos desenvolvidos no Município, como nas áreas de Educação, Saúde, Infraestrutura, Finanças, e, principalmente, Meio Ambiente.

Com a iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis, no âmbito do Programa Cidades Sustentáveis (PCS), espera-se gerar um movimento de transformação efetiva nas cidades brasileiras, orientar a ação política municipal e definir referências e metas com base em indicadores de gestão. É uma oportunidade para as cidades se integrarem a mais avançada agenda global de desenvolvimento sustentável, a Agenda 2030.

Desde 2015, esse Acordo Global passou a existir e foi assinado por autoridades dos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo o Brasil, e seu propósito se confirma em promover a prosperidade econômica, desenvolvimento social e proteção ambiental, o que requer participação ativa dos governos, sociedade civil e setor privado. Depois de passar pela revisão dos pares, também foi auditada pelo corpo científico da Comissão Europeia, o Centro Comum de Pesquisa (JRC, na sigla em inglês), confirmando a credibilidade do Acordo Global.

A UEMS/Mundo Novo desenvolveu também vários outros projetos com a Prefeitura de Mundo Novo a partir da parceria com a Itaipu Binacional e o Conselho dos Municípios Lindeiros, além de já ter implantado vários programas de cunho sustentável na Cidade. Dentre os projetos, um novo, a implantação da Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR) está em andamento. Alguns dos trabalhos na parceria com a Itaipu são:

– Coleta Seletiva;

– Lixo Eletrônico;

– Escola Flores;

– Recuperação de Nascentes;

– Plantio de Mudas;

– Receitas Saudáveis (aproveitamento total dos alimentos);

– Adote sua caneca (substituição dos copos de plástico);

– Corrente do bem;

– Hortas Comunitárias;

– Implantação de Cisternas;

– Oficina de Grafite;

– Limpeza dos Rios (Paraná e Iguatemi);

– Levantamento de curva de nível;

– Cascalhamento das estradas.

Para o Superintende de Gestão Ambiental da Itaipu Binacional, Ariel Scheffer da Silva, o desempenho de Mundo Novo é fruto de um bom planejamento de ações voltadas à gestão ambiental territorial e à segurança hídrica, e, também, da qualidade dos parceiros que executaram as ações. Segundo Ariel, as parcerias contemplaram vários aspectos estruturantes que trouxeram resultados sólidos, tais como a formação humana, desde a educação ambiental à formação acadêmica, a pesquisa e a extensão, e ações práticas no território do Município como a estruturação da gestão de resíduos sólidos. O Superintendente destaca a relevância desta conquista: “sinal de um futuro sustentável para Mundo Novo”.

Rosária de Fátima Ivantes Lucca Andrade, vice-prefeita de Mundo Novo, destaca que é momento de alegria e sensação de dever cumprido. “Esta conquista simboliza o esforço e dedicação dos servidores municipais para o tema Desenvolvimento Sustentável. Não temos medidos esforços para avançar nesta área”. Rosária, reconhece e agradece o apoio da UEMS e Itaipu Binacional.  É a UEMS formando profissionais capacitados e a Itaipu contribuindo com os convênios são protagonistas nesta conquista.

Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza terá início na próxima segunda-feira 

Ministério da Saúde não recomenda vacinar contra Influeza e Covid-19 simultaneamente  

Na próxima segunda-feira (12) terá início a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A meta do Governo Federal é imunizar, pelo menos, 90% dos grupos prioritários até o dia 9 de julho, data de encerramento da campanha. Ao todo serão distribuídos 80 milhões de doses da vacina influenza trivalente, produzida pelo Instituto Butantan, para imunização do público-alvo.

Confira o calendário:

Primeira etapa (12/4 a 10/5) – Crianças (6 meses a < de 6 anos) Gestantes Puérperas Povos indígenas Trabalhadores da saúde

Segunda etapa (11/5 a 8/6) – Idosos com 60 anos e mais Professores

Terceira etapa (9/6 a 9/7) – Comorbidades Pessoas com deficiência permanente Caminhoneiros Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso Trabalhadores portuários Forças de segurança e salvamento Forças Armadas Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade População privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas

Imunologista e cooperada da Unimed Campo Grande, Dra. Maria das Graças de Melo Teixeira Spengler, afirma que as vacinas são poderosas ferramentas para controlar e eliminar doenças infecciosas que ameaçam a vida e explica que com a pandemia da Covid-19, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda, e alerta, sobre a importância de manter em dia a vacinação de rotina. “A descontinuidade com o calendário vacinal pode aumentar o número de indivíduos suscetíveis à doença, e a probabilidade de surtos por doenças evitáveis por vacinas. Isso acarretaria em uma sobrecarga ainda maior no sistema de saúde”.

Dra. Maria ainda diz “as vacinas estimulam a produção de nossas defesas, por meio de anticorpos específicos. Assim, elas ensinam o nosso organismo a se defender de forma eficaz, e quando o “ataque” de verdade acontece, a defesa é reativada por meio da memória do sistema imunológico. É isso que vai fazer com que a ação “inimiga” seja muito limitada ou, como acontece na maioria das vezes, totalmente eliminada, antes que a doença se instale”.

Vale ressaltar que a vacina contra influenza não tem eficácia contra o novo coronavírus, porém, neste momento de pandemia, previne o surgimento de complicações decorrentes da doença, óbitos, internações e a sobrecarga nos serviços de saúde, além de reduzir os sintomas que podem ser confundidos com os da Covid-19.

Covid-19 

O Ministério da Saúde não recomenda a aplicação das vacinas Influeza e Covid-19 simultaneamente. A orientação do órgão é que pessoas dos grupos prioritários para a vacinação contra influenza e que ainda não foram vacinadas contra a Covid-19, priorizem a dose contra o coronavírus e agende a vacina contra a Influenza, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas.

Para se vacinar, basta procurar o posto de saúde mais próximo, munido de documento oficial com foto, cartão do SUS e sua carteira de vacinação.

Importante nesse momento continuar com todas as medidas de biossegurança, como o distanciamento social (1,5m), a higiene adequada das mãos e o uso constante de máscaras, medidas fundamentais de cuidado.