No dia seguinte do enterro do filho, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, no cemitério do Murundu, em Realengo, Monique Medeiros da Costa e Silva foi a um salão de beleza no Shopping Metropolitano, na Barra da Tijuca. No estabelecimento, que fica a cinco minutos de carro do condomínio Majestic, no Cidade Jardim, onde ela morava com o menino e o namorado, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, a professora realizou os serviços de manicure, pedicure e escova.
Ela foi atendida por três profissionais, totalizando R$ 240 em serviços. Monique frequenta o local desde que se mudou, em novembro do ano passado, dois meses após conhecer o vereador durante um almoço profissional no Village Mall. Eles começaram a namorar em setembro e logo escolheram o apartamento 203 do bloco I do Majestic para dividir com a criança.
Em depoimento prestado na delegacia, Monique contou que, às 3h30 do dia 8, ela e Jairinho encontraram Henry caído no chão com mãos e pés gelados e olhos revirados. Ela disse acreditar que o filho pode ter acordado, ficado em pé sobre a cama, se desequilibrado ou até tropeçado no encosto da poltrona e caído no chão.
O menino Henry Foto: Reprodução
O casal então teria se arrumado e o levado ao Hospital Barra D’Or. Médicas pediatras que atenderam o menino na emergência, no entanto, garantem que ele já chegou morto e com as lesões descritas no laudo de necropsia. Os documentos apontam hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente, e que seu corpo apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões.
As micro e pequenos empresas rurais do setor de gado de corte conseguiram aumentar seu faturamento em até 17%, com a verticalização da cadeia produtiva. A tendência já é vista em diversos estados brasileiros: os produtores de pequeno porte se unem em cooperativas e conseguem, além de produzir, abater, cortar e vender a carne. O movimento de união entre os pecuaristas possibilitou a redução dos custos com o encurtamento da cadeia e o aumento da qualidade da carne produzida, gerando mais valor ao produto e mais lucro para os participantes.
O analista de competitividade do Sebrae, Victor Ferreira, afirma que o Sebrae acompanhou recentemente duas cooperativas que apresentaram resultados animadores. “O apoio dado para esses pequenos produtores é fundamental para a força que eles ganham no mercado. Nós incentivamos desde melhorias no manejo do pasto e na genética dos animais, além das boas práticas de produção até a aproximação e negociação com o mercado. É incrível como o fato deles ganharem independência no processo de beneficiamento da carne faz diferença na competitividade deles”, observa.
De acordo com Victor, esse processo de assumir alguns processos da cadeia da pecuária de Corte foi beneficiada também com o fato de ter aumentado a procura no mercado por carnes de maior valor agregado. “Através das cooperativas, esses produtores conseguiram assumir o controle dos processos na cadeia produtiva que ele mesmo alimenta. Somado a isso, há um crescente movimento de busca no mercado por cortes especiais de carne. Brasileiro ama churrasco, e agora, tem procurado mais informações sobre como foi o processo de criação do gado. Além dos grandes supermercados e açougues, existem outros canais de comercialização como boutiques de carnes e empórios especializados que compram a produção”, afirma.
Apesar dos resultados serem animadores, o analista acrescenta que ainda há produtores que necessitam de acesso a tecnologias de produção e organização para aderir ao movimento. “Os pequenos pecuaristas brasileiros enfrentam uma concorrência muito forte em relação aos produtores de carne em escala industrial. Historicamente, os pequenos ficam presos às vendas a apenas um canal de comercialização como os frigoríficos que realizam todo o processo de abate, corte e venda. Quando eles encurtaram esse ciclo, assumindo a responsabilidade do corte e embalagem da carne, após o abate inspecionado, as negociações com o varejo, aumentaram competitividade e consequentemente o faturamento. Com as cooperativas ganham força e volume de produção para atender o mercado”, analisa Victor Ferreira.
A Boi de Engenho é uma dessas cooperativas que já virou marca registrada no segmento de carnes especiais em Alagoas. O grupo de pequenos produtores nordestinos ilustra bem a nova roupagem da produção e da venda de carnes no país. Com pastos nas cidades de Paulo Jacinto, Quebrângulo, Viçosa, Pão de Açúcar, União dos Palmares e Porto Calvo, a Boi de Engenho abastece os consumidores com carne de qualidade, investindo em sustentabilidade. “Nossa carne é diferenciada a partir da melhoria da fazenda, da nutrição animal, aplicando um manejo sustentável, com o gado bebendo água de alta qualidade em bebedouros, sem maus-tratos, utilizando pré-requisitos como o bom acabamento, utilização de gados jovens de 24 a 26 meses, trazendo uma carne mais macia”, explica um dos criadores Amarílio Monteiro.
Finalidade é verificar como estão as condições de trabalho desses profissionais para atualizar cenário obtido na primeira fase do estudo, promovido no início do distanciamento social; preenchimento de formulário pode ser feito entre 5 e 30 de abril
São Paulo, 03 de abril de 2021 – Compreender a situação de trabalho dos comunicadores brasileiros após um ano de enfrentamento da Covid-19 no país é o objetivo dos pesquisadores do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).
O estudo ocorre exatamente um ano após a realização de investigação inicial, que diagnosticou o momento vivido pelos comunicadores ainda no começo da pandemia. O relatório desta pesquisa, feita no primeiro semestre de 2020 e transformado em e-book, pode ser consultado aqui.
“Queremos verificar nesse momento, passado um ano em que o Brasil sofre com o agravamento cada vez maior da Covid-19, como está a situação de trabalho dos comunicadores que, muitas vezes, a exemplo dos jornalistas, ocupam o pelotão de frente do combate à doença ao assumir o árduo papel de informar corretamente a sociedade sobre os riscos e tentar dissimular, infelizmente, as fake news e o negacionismo que ainda perduram nessa terrível fase da doença”, afirma a professora Roseli Figaro, coordenadora do CPCT.
O formulário da pesquisa Como trabalham os comunicadores no contexto de um ano da pandemia da Covid-19?, que pode ser acessado aqui, ficará disponível entre os dias 5 e 30 de abril no site do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho e de entidades parceiras. Os respondentes poderão participar anonimamente, de modo a ter seu sigilo preservado.
Até o momento, 18 instituições fecharam parceria para divulgação do levantamento: Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ), Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), Sindicato dos Publicitários, Agenciadores de Propaganda e Trabalhadores em Empresas de Publicidade do Estado do Rio Grande do Sul (SINPAPTEP-RS), Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas 2ª Região (CONRERP 2ª Região – SP/PR), Sindicato das Agências de Propaganda de Minas Gerais (Sinapro-MG), Associação Mineira de Propaganda (AMP), Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e de Publicidade no Estado da Bahia (SINTERP/BA), Sindicato dos Jornalistas no Ceará (Sindjorce), Associação Cearense de Agentes Digitais (ACADi), Oboré Projetos Especiais, Jornalistas&Cia, Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) e Associação Profissão Jornalista (APJor).
COVID-19 EM 2020 – O estudo inicial do CPCT sobre o tema foi promovido no começo do distanciamento social e reuniu 557 participantes de todo o país e do exterior. O relatório final evidenciou o aumento da jornada e do volume de trabalho, que tornou bem mais estressante a rotina dos comunicadores, que tiveram de conciliar a profissão com os cuidados da casa e dos filhos.
“A isso se soma também a sensação de cansaço sentida diariamente por esses trabalhadores, que ainda tinham de usar, na maioria das vezes, seus próprios instrumentos para trabalhar, como computador, celular e conexão à internet”, aponta Roseli Figaro.
Na ocasião, 70% dos profissionais reclamaram que o ritmo de trabalho estava bem mais intenso tanto para quem atuava na modalidade home office quanto para quem se mantinha em atividade presencial. Além disso, a pesquisa também destacou que as rotinas de produção sofreram muito com o distanciamento social, já que o contato com as fontes de informação, empresas e clientes ficou limitado, o que exigiu mais atenção e rigor na organização do trabalho.
“Pelo modo totalmente errático com que o governo federal tratou e vem tratando a pandemia, cujos casos de contaminação e de mortes só vem aumentando, nossa suspeita é a de que as condições de trabalho dos comunicadores pioraram, haja vista a grande quantidade de pessoas sem trabalho no país. Entender a situação desses trabalhadores, passado um ano da chegada da Covid-19 ao Brasil, ainda mais nesse momento de agravamento, pode auxiliar a diagnosticar os problemas advindos do quadro de precarização do trabalho e, a partir disso, cogitar possíveis alternativas para combater os graves impactos na área da comunicação”, conclui Roseli Figaro.
Jornalista mineira Maíra Lemos falará sobre empreendedorismo e novas possibilidades na carreira
Nesta quarta-feira (07), às 19h, o Sebrae/MS realiza o Sebraejor 2021, evento totalmente on-line para jornalistas e profissionais da Comunicação. Os interessados devem se inscrever em bit.ly/Sebraejor2021 e, após a inscrição, o link para a transmissão ao vivo do evento será enviado.
O destaque do Sebraejor é a realização do talk-show “Da cobertura tradicional a novos projetos em comunicação: Insights para jornalistas”, com Maíra Lemos, jornalista mineira que após anos na imprensa tradicional, decidiu empreender. “Irei falar da minha experiência de mais de 15 anos nos maiores canais de TV do Brasil e como decidi empreender, já que hoje, depois de uma grande mudança de carreira, vivo do digital”, destaca a palestrante.
Maíra Lemos já trabalhou como repórter e apresentadora de televisão em programas de comportamento, entretenimento e esportes, nas TVs Globo, Record, SBT e Cultura. Cobriu grandes eventos como Olimpíada, Copa das Confederações, Copa do Mundo e Libertadores. Em 2017, ela criou o canal Maíra Lemos, no Youtube, onde conta histórias inspiradoras.
Além do talk-show com a palestrante, o Sebraejor contará com depoimentos de jornalistas de Mato Grosso do Sul que estão, cada um a seu jeito, buscando empreender, seja com a produção de conteúdo para a internet, criação de veículo segmentado ou agência de comunicação, entre outros.
Em 2021, o encontro dos jornalistas promovido pelo Sebrae/MS chega à 4ª edição, sendo realizado pela primeira vez em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19.
Dia do Jornalista
O Sebraejor 2021 acontece no Dia do Jornalista (07 de Abril), com a proposta de apresentar as tendências do mercado para os profissionais, incentivá-los a empreender e buscar novas possibilidades na carreira, conectadas ao ambiente digital.
O evento é voltado para redatores, social mídias, editores, produtores, repórteres, estagiários, assessores de imprensa, donos de veículos de Mato Grosso do Sul, estudantes, entre outros interessados na área de Comunicação. Mais informações pelo telefone 0800 570 0800.
O cantor, compositor e político Agnaldo Timóteo morreu aos 84 anos de idade, vítima da Covid-19. Ele estava internado desde o dia 17 de março no Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
“É com imenso pesar que comunicamos o falecimento do nosso querido e amado Agnaldo Timóteo. Agnaldo Timóteo não resistiu as complicações decorrentes do COVID-19 e faleceu hoje às 10:45 horas. Temos a convicção que Timóteo deu o seu Melhor para vencer essa batalha e a venceu! Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos corações! A família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha. A Família informa que a Corrente de Fé, com pensamentos positivos e orações, permanecerá, em prol de um mundo melhor! #LuzTimóteo!”, diz a nota enviada à imprensa.
Internado na UTI, Agnaldo estava em estado grave, segundo seu sobrinho e assessor de imprensa, Timotinho. “Ele vem respondendo positivamente ao tratamento, porém, seu quadro clínico é considerado regular”, disse Timotinho no último dia 20 de março. Agnaldo chegou a tomar a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus.
No dia 19 de março, Timotinho tinha avisado que Agnaldo teria deixado a UTI e estava melhor. “Ele está bem, tomou café da manhã e almoçou há pouco. Ele está melhorando, claro que tem algumas complicações po causa da idade, mais o AVC que ele teve um tempo atrás. Mas está tudo sob controle, não está intubado e nem em estado grave”, disse o sobrinho do cantor na ocasião.
Em 2019, Agnaldo ficou três meses internado após sofrer um acidente vascular cerebral, no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Na época, ele foi internado depois de apresentar um quadro de pressão arterial alta, mas o quadro também foi compatível com um Acidente Vascular Cerebral (AVC), em uma região mais específica, o cerebelo.
Agnaldo Timóteo Pereira nasceu em Caratinga (MG) em 16 de outubro de 1936. Começou a carreira cantando no Grêmio Literário Nossa Senhora das Graças. Em seguida, passou a apresentar-se nos programas da Rádio Sociedade Caratinga.
De origem humilde, Agnaldo mal pôde cursar a sétima série do primeiro grau, porque a profissão de torneiro mecânico lhe impedia de prosseguir os estudos. Trabalhou também em Governador Valadares (MG) por dois anos, e, nas horas livres, cantava nas emissoras locais educando a voz.
A grande oportunidade surgiu através do animador Aldair Pinto, que o encaminhou às emissoras da capital, onde começou a ser conhecido na área de abrangência da Guarani e da Inconfidência.
Mudou-se para o Rio de Janeiro, passando a trabalhar como motorista da cantora Ângela Maria, que morreu em setembro do ano passado, aos 89 anos. Paralelamente, continuava sua carreira e aos poucos tornou-se conhecido nacionalmente pela sua voz.
Ficou famoso ao gravar a canção “Meu Grito”, de Roberto Carlos. Depois disso vieram vários sucessos românticos, como “Ave-Maria”, “Mamãe” e “Os Verdes Campos De Minha Terra”. Gravou mais de 50 discos e permaneceu por muito tempo nas paradas de sucesso.
Polêmico e sem papas na língua, iniciou sua atuação como político a partir de 1982, quando foi o deputado federal mais votado da história do Rio de Janeiro. Foi reeleito deputado federal em 1994. Em 1996 foi eleito vereador na cidade do Rio de Janeiro. Tentou se reeleger em 2000, sem sucesso, e, em 2004, foi eleito vereador em São Paulo.
Em 2010, concorreu a deputado federal de São Paulo, mas não se elegeu. Em 2012, tentou uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo, mas não foi eleito. Dois anos depois, tentou se eleger como deputado federal no Rio de Janeiro, mas não foi eleito. Em 2016, tentou se eleger vereador no Rio, mas também não foi eleito. Sua paixão pelo time de futebol Botafogo é conhecida nacionalmente.
Em 2017, aos 81 anos, Agnaldo contou, no documentário Eu, pecador, de Nelson Hoineff, já ter tido relações amorosas com homens. O filme mostra as histórias de sua carreira, que se dividia entre shows impecáveis e uma campanha para tentar se eleger vereador no Rio de Janeiro.
O Governo Federal divulgou, nesta sexta-feira (02), a relação de trabalhadores que receberão o novo auxílio emergencial. A nova rodada de pagamentos começa no dia 6 de abril, terça-feira, e pagará quatro parcelas com valores de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375, dependendo da composição familiar.
A consulta é feita pelo site do Dataprev – acesse aqui. O beneficiário deverá informar o CPF, nome completo, nome da mãe e data de nascimento.
Também é possível consultar pelos canais da Caixa: pelo auxilio.caixa.gov.br ou pelo telefone 111.
Quem recebe
O governo federal não abriu possibilidade de novos cadastros esse ano. Então, só estarão entre os selecionados os que já estavam cadastrados no ano passado. Podem receber beneficiários do Bolsa Família, inscritos no CadÚnico e trabalhadores que haviam recebido o pagamento no ano passado.
Veja o calendário do auxílio emergencial 2021:
Já para os integrantes do Bolsa Família, o governo disponibilizou outro calendário. Para este grupo, os pagamentos começam apenas no dia 16 de abril, para o NIS final 1. Até final do mês todos receberão a ajuda federal. O pagamento será como no ano anterior: o beneficiário do Bolsa Família irá receber o que for de maior valor.
Veja o calendário do auxílio emergencial do Bolsa Família:
Conforme o ministro da Economia, Paulo Guedes, 45,6 milhões de famílias devem ser beneficiadas pelo novo auxílio emergencial. O novo auxílio emergencial será pago ao longo de quatro meses, de abril a julho. Nesse período, o governo ainda pode avançar com a vacinação contra a covid-19 dos trabalhadores informais, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, para que, passado o período de pagamento do auxílio, esses brasileiros possam retomar suas atividades de forma segura, imunizados do novo coronavírus.