O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, confirmou que devolveu ao Executivo a Medida Provisória (MP) 1068/2021, que limitava a remoção de conteúdos publicados nas redes sociais. Com a decisão de Pacheco, as regras previstas na MP deixam de valer e não serão analisadas pelo Congresso Nacional. Ele disse considerar que as previsões da MP são contrárias à Constituição de 1988 e às leis, caracterizando exercício abusivo do Executivo, além de trazer insegurança jurídica.
— Há situações em que a mera edição de Medida Provisória é suficiente para atingir a funcionalidade da atividade legiferante do Congresso Nacional e o ordenamento jurídico brasileiro – apontou Pacheco, durante a ordem do dia desta terça-feira (14).
De acordo com o presidente Pacheco, a MP traz dispositivos que atingem o processo eleitoral e afetam o uso de redes sociais. Ele destacou que parte da matéria já é tratada no PL 2630/2020, que visa instituir a Lei Brasileira de Liberdade e Transparência na Internet. A matéria já foi aprovada no Senado, em junho do ano passado, e agora está em análise na Câmara dos Deputados.
A MP cria novas regras para a moderação de conteúdos nas redes sociais, estabelecendo garantias aos usuários e dificultando a remoção de publicações ou a suspensão de contas. Um dos pontos mais polêmicos é a necessidade de sempre haver justa causa e motivação para que ocorra cancelamento ou suspensão de funcionalidades de contas ou perfis nas redes sociais pelas plataformas ou provedores. A previsão, em tese, dificultaria a remoção de informações falsas da internet.
Constituição
Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que a decisão de Pacheco é uma “resposta à altura” ao teor da MP. Antonio Anastasia (PSD-MG) afirmou que a devolução de uma MP não é uma decisão “singela”, mas apontou que a matéria é inconstitucional. Ele classificou a decisão como correta e tecnicamente perfeita. Álvaro Dias (Podemos-PR) e Izalci Lucas (PSDB-DF) destacaram que a decisão preserva as prerrogativas do Congresso.
Jean Paul Prates (PT-RN) saudou “a grandeza e a firmeza do ato”, que reforçaria o papel do Senado e do seu presidente. Para o senador, a edição da matéria mostra “o uso abusivo e oportunista” do governo do recurso da MP. Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Marcelo Castro (MDB-PI) e Fabiano Contarato (Rede-ES) elogiaram a postura do presidente Pacheco. Segundo Contarato, a liberdade não pode ser usada como desculpa para a prática de crimes.
— A democracia é o melhor terreno para semear e colher direitos. Não podemos admitir nenhum ataque – registrou o senador.
Para o senador Esperidião Amin (PP-SC), a decisão é correta e a comunicação de Pacheco ao Congresso foi “serena”. Amin disse que o ato visa proibir transgressões ao texto da Constituição. Eliziane Gama (Cidadania-MA) destacou o zelo de Pacheco pela Constituição. Segundo a senadora, a MP dificultaria a investigação de fake news.
— Bolsonaro estava legislando em causa própria. O Brasil ganha e ganham aqueles que combatem as fake news – comemorou a senadora.
Ofício e STF
Vários outros senadores já vinham se manifestando pela devolução da MP desde a semana passada. O senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPI das Fake News, enviou um ofício ao presidente do Senado, defendendo a devolução da MP. Otto Alencar (PSD-BA) e Zenaide Maia (Pros-RN) também cobraram a devolução da matéria. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), outro crítico da MP, chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a imediata suspensão da vigência da norma.
— A liberdade de expressão não permite a divulgação de notícias falsas – alertou Alessandro Vieira.
Ainda na noite desta terça-feira, a ministra Rosa Weber, do STF, anunciou sua decisão de suspender a MP. Além de Alessandro Vieira, vários partidos e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também pediram no Supremo a suspensão da matéria. Em sua liminar, Rosa Weber ainda pediu que a decisão seja examinada pelo Plenário do STF.
Referência mundial no ecoturismo, o município de Bonito terá conexão aérea direta com São Paulo a partir de 2 de dezembro de 2021. Nesta segunda-feira (13), na Governadoria, o governador Reinaldo Azambuja recebeu a diretoria executiva da Gol Linhas Aéreas para o anúncio de dois novos voos semanais ligando os aeroportos de Congonhas (CGH) e de Bonito (BYO), sempre às quintas-feiras e domingos.
O novo trecho é inédito na história do Mato Grosso do Sul. Em Congonhas, a decolagem está prevista para às 12h40, e a aterrissagem em Bonito, às 13h40. A saída do novo destino acontecerá às 14h20, com pouso na capital paulista às 17h10 (horários locais). Os voos serão operados com o jato Boeing 737-700, que tem capacidade para 138 passageiros. As passagens já estão à venda no site da empresa.
Anúncio de nova rota reuniu autoridades estaduais na Governadoria
Segundo Reinaldo Azambuja, a nova rota da companhia aérea, que já opera em Campo Grande e Dourados, se torna possível graças ao programa “Decola MS”, lançado em 2017 para reduzir a cobrança de impostos sobre o combustível da aviação e facilitar a abertura de novos voos comerciais em Mato Grosso do Sul.
“O ‘Decola MS’ veio para baratear o ICMS do querosene, prospectando novos voos, como o anunciado hoje entre Congonhas-Bonito. Temos esse programa que potencializa a abertura de novos voos para vários destinos. Com ele, abrimos mão de tributo para gerar movimentação econômica, com hotéis, passeios, bares e restaurantes cheios”, destacou o governador.
Presidente da Gol, Paulo Kakinoff falou da experiência da companhia em modelar novos destinos no Brasil, com base na redução do ICMS. “Nosso histórico de pelo menos oito anos de expansão da malha aérea apoiada na redução de ICMS é muito positivo. Não há nenhum destino que deixou de ser operado por uma decisão do governo local, por uma avaliação de que o impacto financeiro total foi negativo”, contou.
Para o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), Bruno Wendling, a nova rota turística, aguardada há muitos anos, potencializa o ecoturismo do Estado. “Para crescer, o turismo precisa de competitividade. Bonito, naturalmente, já é por causa de suas belezas e atrativos naturais, mas o acesso ainda era algo que precisávamos destravar – o que está sendo feito agora”, falou.
Presidente da Gol, Paulo Kakinoff deu detalhes da nova operação em MS
Estruturação de Bonito
Bonito recebe mais de R$ 300 milhões de investimentos do Governo do Estado em obras de infraestrutura. Para o governador Reinaldo Azambuja, a cidade passa por um processo de reestruturação que beneficiará não só os moradores mas também o fluxo turístico, que deve crescer após o início da operação da Gol.
Bonito recebe R$ 300 milhões em novos investimentos de infraestrutura, disse o governador
“Teremos Corpo de Bombeiros, grandes eixos rodoviários, infraestrutura urbana, minianel, acesso rodoviário de Bonito a Anastácio, pelo 21, e pavimentação da Estrada do Turismo, que liga a cidade até a Ilha do Padre e outros passeios, além da reconstrução da estrada de Guia Lopes até Bonito. São mais de R$ 300 milhões só naquela região. Vamos criar essas novas estruturas para dar mais conforto e segurança”, ressaltou.
Conforme o prefeito da cidade, Josmail Rodrigues, o movimento turístico pode crescer mais de 300% apenas com os novos voos da Gol. “Vai alavancar muito o nosso ecoturismo. Hoje, Bonito recebe em média 1.200 pessoas por mês. Calculando em números, vamos crescer para 4 ou 5 mil pessoas por mês. Agradeço o empenho do Governo do Estado e de todos que se dedicaram para esse novo voo acontecer. Isso é um presente para Bonito”, falou.
Já o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, disse do “grande trabalho” realizado pelo Governo do Estado na região para facilitar os acessos a todos os atrativos turísticos. “Bonito está se preparando para esse aumento efetivo do fluxo de turistas que teremos. O Estado se volta aos destinos de Bonito, Jardim e também Pantanal com esse olhar de infraestrutura e integração”, avaliou.
Vacinação e retomada do turismo
Ao anunciar a nova rota turística, o presidente da Gol destacou o trabalho do Governo de Mato Grosso do Sul no incentivo à vacinação contra à covid-19, fomentando a retomada econômica antes do fim da pandemia. “Baseada em planejamento e execução altamente profissional, a condução da vacinação é motivo de reconhecimento, registro e agradecimento de todos nós. Dificilmente estaríamos aqui hoje se o Estado estivesse lidando com patamares muito baixos de vacinação. Não é por acaso que Bonito seja o primeiro destino que a gente anuncia a abertura de voos”, afirmou Paulo Kakinoff.
Presidente do Programa de Saúde e Segurança na Economia (Prosseguir), Eduardo Riedel, ressaltou que o desempenho do Estado na condução da pandemia reflete na movimentação econômica. “Um dos fatores que possibilita essa ampliação dos voos para Mato Grosso do Sul passa pela atuação do Governo do Estado em relação ao combate à pandemia e isso inclui o processo de vacinação estratégico que adotamos. O resultado dessa notícia, da vinda de voos da Gol para cá, é que teremos um volume maior de turistas em Bonito, com uma pegada ecológica, gerando uma economia positiva para nosso Estado, o que vai proporcionar mais emprego e renda para nossa população. É uma grande conquista”, disse.
Também participaram do anúncio da nova rota aérea da Gol o secretário estadual de Fazenda, Felipe Mattos; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa; vereadores de Bonito; e representantes do trade turístico local.
Movimento turístico será ampliado com voo direto entre São Paulo e Bonito
As bebidas geladas estão ganhando mais adeptos com as temperaturas em alta nas últimas semanas. Tipicamente brasileira, a caipirinha é uma companhia bem-vinda nos dias quentes. Seu preparo à base de cachaça é considerado simples e a combinação adequada de cada ingrediente pode ser o segredo para o sucesso do drinque. Em alusão ao Dia Nacional da Cachaça, comemorado em 13 de setembro, que tal aprender a fazer aquela caipirinha perfeita? Para essa missão, contamos com a ajuda dos sommeliers Irving Gimenes de Paulo e Hamilton Mello.
Irving conta que toda cachaça pode fazer caipirinhas. “É uma bebida nacional que ganha sabor genuíno ao ser misturada com frutas. A caipirinha tradicional pode ser feita tanto com limão tahiti ou com limão rosa. Mas os dois juntos deixam o drinque altamente refrescante”, diz o sommelier.
De acordo com Hamilton Mello, a cachaça é específica para preparar drinques refrescantes com elegância e baixo custo. “Para fazer uma caipirinha em casa não tem segredo. Precisa de limão, açúcar, gelo e o principal ingrediente: a cachaça”, brinca.
Na celebração do Dia Nacional da Cachaça os profissionais indicam opções com sabor mais cítrico. As sugestões para a data são duas: caipirinha de limão tahiti com toque de limão siciliano, e caipirinha de lima da Pérsia com toque siciliano. Apesar de parecidas, as receitas têm suas diferenças, que podem ser notadas no paladar.
Confira as receitas:
Caipirinha de limão tahiti com toque de limão siciliano
Ingredientes:
01 limão tahiti inteiro
½ limão siciliano
60 ml de cachaça de sua preferência
50 ml de xarope de açúcar
02 rodelas de limão (opcional)
01 galho de hortelã para decorar (opcional)
Gelo à vontade
Modo de Preparo:
Corte os limões, retirando o miolo (parte branca do meio que amarga), sem descascar. Já sem as partes brancas, pique em pedaços menores, retire as sementes e coloque em uma coqueteleira. Adicione à coqueteleira 50 ml de xarope de açúcar e amasse bem com o macerador até extrair todo o suco. Coloque 60 ml de cachaça da sua preferência, 06 cubos de gelo, tampe a coqueteleira e bata por 10 segundos ou até gelar. Coe a mistura e sirva em um copo de 400ml. Complete com gelo, decore com rodelas de limão e o galho de hortelã, adicione um canudo e sirva em seguida.
Caipirinha de lima da Pérsia com toque siciliano
Muito parecida com a receita anterior, porém com citrinos mais suaves e adocicados e um aroma que remete à flor de laranjeira.
Ingredientes:
½ lima da Pérsia
½ limão siciliano
60 ml de cachaça de sua preferência
50 ml de xarope de açúcar
Gelo à vontade
02 rodelas de lima da Pérsia ou limão siciliano para decorar (opcional)
02 galhos de hortelã para decorar (opcional)
O modo de preparo é o mesmo do anterior, apenas substitua as frutas. Caso não queira fazer com xarope de açúcar, substitua-o por um adoçante da sua preferência.
Preparo do Xarope de Açúcar por ml:
No caso da utilização do xarope, a mistura fica mais homogênea na doçura, sem necessidade de bater na coqueteleira por muito tempo ou ficar resíduo de açúcar no fundo do copo. Para cada 100 ml de água, acrescente 150 gramas de açúcar. Adicione a água em uma panela e leve ao fogo para aquecer, sem ferver. Antes de ferver a água, desligue o fogo, adicione o açúcar cristal e mexa até dissolver. Quando esfriar, coloque em uma garrafa para ficar fácil de servir. Guarde em geladeira fechado para conservar. Caso não queira produzir o xarope, para cada 50 ml, utilize 01 colher de sopa de açúcar refinado.
O Brasil finalizou, neste domingo (5), a sua participação na Paralimpíada de Tóquio-2020 com o melhor desempenho na história do maior evento esportivo do mundo. No total, foram 72 medalhas, igualando o recorde alcançado na Rio-2016, mas com número superior de ouros (22 contra 14). Os paratletas de Mato Grosso do Sul foram determinantes para o país chegar a este feito, subindo quatro vezes ao pódio, todas no lugar mais alto.
A delegação verde e amarela faturou ainda 20 medalhas de prata e 30 de bronze em solo japonês, o que a fez fechar o quadro geral de medalhas na sétima posição – mesma colocação de 2012, em Londres. No Rio de Janeiro, quatro anos depois, foram 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes, terminando em oitavo lugar.
Rei dos recordes e 100º ouro do Brasil
Yeltsin Ortega Jacques foi o primeiro sul-mato-grossense a colocar medalha no peito e fez história na capital japonesa, com dois recordes quebrados. O contemplado pelo Bolsa Atleta, programa do Governo do Estado, administrado pela Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), garantiu o primeiro ouro do Brasil no paratletismo e o seu primeiro em Jogos Paralímpicos.
O paratleta de Campo Grande venceu com larga vantagem os 5.000 metros rasos da classe T11 (atletas com deficiência visual, com baixa ou nenhuma visão), ao bater o tempo de 15min13s12, melhor marca das Américas e a dois segundos do recorde mundial. Detalhe: a condecoração dourada foi um presente para a Cidade Morena, já que foi obtida exatamente no dia de 122º aniversário, comemorado em 26 de agosto.
E o nome de Yeltsin estará para sempre nos livros de história que retratem o esporte paralímpico brasileiro: o sul-mato-grossense foi o responsável por conquistar a 100ª medalha de ouro do Brasil nos Jogos. O memorável ouro, seu segundo na Tóquio-2020, veio nos 1.500 metros rasos T11 e com direito a novo recorde mundial estabelecido. O fundista terminou a prova em 3min57s60 – a melhor marca do planeta era de 3min58s37, atingida pelo queniano Samwel Kimani na Paralimpíada de Londres-2012.
Guerreiro nas pistas, o campo-grandense de 29 anos ainda tentou a terceira medalha na Tóquio-2020, na maratona da classe T12. No entanto, devido ao cansaço, Yeltsin desistiu na metade da prova, quando completou 21 quilômetros pelas ruas da capital japonesa. Na competição, o corredor teve como atletas-guia Laurindo Nunes Neto e Carlos Antonio dos Santos (Bira).
Estreia dourada
Quem também será lembrado por muito tempo é Fernando Rufino de Paulo. O “Cowboy de Aço” chegou ao Japão para brilhar e alcançou o maior feito da paracanoagem brasileira até hoje em Jogos Paralímpicos, conquistando a tão esperada medalha de ouro. Esta foi a primeira vez que Rufino remou numa Paralimpíada e faturou o ouro nos 200 metros da classe VL2 (canoa havaiana para atletas com deficiência física).
Além do ouro, o paratleta, nascido em Eldorado e criado em Itaquiraí, fez o melhor tempo da história da prova, com a marca de 53s077, disputada nas raias do Sea Forest Waterway. No mesmo local, o sul-mato-grossense também remou os 200 metros KL2 (caiaque) e acabou na sexta posição, finalizando com 43s217.
O sonho de vestir as cores do Brasil em Jogos Paralímpicos poderia ter sido realizado em 2016, no Rio de Janeiro, porém o paracanoísta, contemplado pelo Bolsa Atleta, programa de incentivo do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, foi cortado da seleção tupiniquim por problemas cardíacos.
Bicampeã no salto
A três-lagoense Silvânia Costa de Oliveira confirmou o favoritismo e se tornou bicampeã paralímpica do salto em distância, na classe T11 (pessoas com deficiência visual). Assim como na Rio-2016, a medalha veio com emoção. Na edição brasileira dos Jogos, a paratleta de Mato Grosso do Sul só assegurou o ouro na sexta e última tentativa. Agora, o lugar mais alto do pódio foi alcançado no quinto salto, ao atingir cinco metros cravados, sua melhor marca na temporada.
Silvânia também competiu na prova dos 400 metros (classe T11), mas abandonou a segunda classificatória alegando dores na parte posterior da coxa, por conta do esforço físico nos seis saltos, e ficou de fora das finais.
Em 2016, a paratleta de 36 anos não tinha ideia de que estava grávida e competiu com três meses de gestação, quando faturou sua primeira medalha de ouro paralímpica. Três anos depois, foi punida por doping e ficou fora de competições nos últimos dois anos, incluindo os Jogos Parapan-Americanos de Lima e o Mundial, ambos em 2019. A pandemia foi outro fator desfavorável à preparação para Tóquio-2020. Ela retornou à rotina de treinamentos regulares apenas nos últimos cinco meses.
Também integraram a delegação brasileira os sul-mato-grossenses Fabrício Júnior Barros Ferreira (paratletismo), Débora Raiza Ribeiro Benevides (paracanoagem) e o estafe Vilmar Roberto Dias, natural Fátima do Sul, que atuou como um dos guias da maratonista baiana Edneusa de Jesus.
Pesquisa do Sicredi envolveu a criação de índices que buscam identificar, por exemplo, a atratividade de municípios para se instalar uma agência por instituições financeiras de diversos perfis
O cooperativismo de crédito vem desenvolvendo papel relevante para proporcionar acesso a serviços financeiros completos à população de municípios considerados menos atrativos para manutenção de agências para bancos atuarem. É o que mostra o terceiro estudo da série“Benefícios do Cooperativismo de Crédito”, organizada pelo Sicredi. O trabalho avaliou a atuação dos bancos privados, públicos federais e regionais, e instituições financeiras cooperativas entre 2010 e 2018, gerando índices que mostram o nível de dificuldade para a atuação física das instituições em cada município e como elas se comportam nesse cenário.
Partindo da constatação de que que os municípios brasileiros possuem características sociais, econômicas e territoriais diferentes, e, portanto, tendo diferentes níveis de atratividade para a inserção física de uma instituição financeira com portfólio completo de soluções, o estudo buscou quantificar e tornar comparável o esforço necessário para a atuação nas localidades. Para isso, a equipe de economistas do Sicredi desenvolveu oÍndice de Presença Bancária (IPB), que reflete a probabilidade de não se ter uma agência em determinada cidade, e os Índices Municipais de Bancarização (IMB) relativo e absoluto, que conseguem, a partir do IPB, demonstrar o nível de penetração das instituições em municípios de difícil atuação, assim como mostrar acontribuição agregada da presença.
Os resultados trouxeram evidências de que, comparada às demais,a rede de atendimento cooperativo está em locais de mais difícil bancarização, ou seja, em regiões que sãomais complexas para a rede bancária conseguir operar.
“Tendo em vista a necessidade ainda grande de bancarização dos brasileiros, mesmo com todos os avanços proporcionados pela digitalização, desenvolvemos um estudo para quantificar e tornar comparável o esforço das cooperativas de crédito em atuar em locais mais adversos. Os resultados reafirmam a capacidade do cooperativismo de crédito como um meio diferenciadopara levar serviços financeiros completos para a população dessas cidades”, explica Pedro Ramos, economista-chefe do Sicredi.
O economista também ressalta características do cooperativismo de crédito que favorecem a bancarização. “Ao atuar em locais de difícil acesso para a rede bancária, as cooperativas acabam sendo uma solução para atender as necessidades de pequenos e micros empresários nessas regiões, contribuindo com o desenvolvimento local. Além disso, trata-se de um modelo de negócio que se diferencia pela proximidade com os associados, oferecendo atendimento completo, com ampla gama de produtos e serviços financeiros, mas tendo um papel consultivo junto a cada um deles”, afirma Ramos, que ainda destaca o fato de os sistemas cooperativos terem hoje todas as principais soluções digitais disponíveis.
“O conceito de relacionamento que empregamos é fisital, no qual o atendimento está disponível por meio dos canais móveis eos nossos associados têm a alternativa de utilizar a agência para necessidades específicas e conforme sua conveniência, fortalecendo a relação dos nossos colaboradores com as comunidades onde estamos inseridos”, explica César Bochi, diretor de Administração do Sicredi.
Metodologia inovadora: um pouco mais sobre os indicadores
Para chegar às conclusões mencionadas acima, a equipe do Sicredi criou indicadores inéditos. O IPB,que se baseia em dados socioeconômicos de cada município, do período entre 2010 e 2018, indica a probabilidade de não se encontrar uma agência física nele. Para isso, confere uma nota à cada cidade avaliada, que varia entre 0 e 1 e representa a dificuldade de manutenção de uma agência bancária naquela localidade de acordo com as suas características socioeconômicas. Os IPBs mais elevados, próximos de 1, indicam locais mais adversos para a instalação e permanência de uma agência física.Assim, foi possível detectar, por exemplo, que embora possam ser encontrados em todo o território nacional, há uma concentração maior de municípios com alto IPB nas regiões Norte e Nordeste.
Também foram criados dois indicadores analíticos, com o objetivo de avaliar o papel dos modelos de negóciodas instituições financeiras (bancos privados, bancos públicos federais, bancos públicos regionais e sistemas cooperativos) na cobertura de municípios de maior dificuldade de manutenção de redes físicas de atendimento, ou seja, com IPB elevado. Foram atribuídos a estes indicadores os nomes de Índice Municipal de Bancarização Relativa (IMB-R) – quanto mais elevado, mais o modelo de negócio se concentra em municípios de difícil manutenção- e Índice Municipal de Bancarização Absoluta (IMB-A) – quanto mais elevado, maisforte é a atuação daquela categoria de instituição financeira na expansão da fronteira de atendimento bancário brasileiro.
Estudos anteriores
O estudo recém-lançado vai ao encontro de outra pesquisa, desenvolvida em 2020 a pedido do Sicredi pelo especialista em Microeconomia Aplicada e Desenvolvimento Econômico, Juliano Assunção, pesquisador do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Na ocasião, foi constatado que, enquanto bancos tradicionais têm em média um limite mínimo de 8 mil habitantes para abrir uma agência, uma cooperativa de crédito tem capacidade de abertura em municípios a partir de 2,3 mil habitantes. A comparação em termos de renda também chamou atenção, apontando que as cooperativas conseguem operar em cidades com PIB a partir de R$ 79 milhões, enquanto para os bancos públicos é necessário um PIB mínimo de R$ 146 milhões e para um banco privado, de R$ 220 milhões.
Outro levantamento, de autoria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apresentado em 2019avaliou dados econômicos de todas as cidades brasileiras com e sem cooperativa de crédito, entre 1994 e 2017, e cruzou informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evidenciando que o cooperativismo de crédito incrementa o PIB per capita dos municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando o empreendedorismo local.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).
*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Com passe livre no backstage, o maior influencer sertanejo do Brasil, Renato Sertanejeiro foi convidado para acompanhar presencialmente, entre os dias 26 a 29 de agosto, a edição virtual da Festa do Peão de Barretos, de onde fará cobertura do evento através de suas redes sociais, mostrando conteúdos exclusivos, com o ponto de vista de um amante do segmento e especialista no mercado.
O influencer, apresentador e empresário, comanda os canais no Youtube “Sertanejeiro” (590 mil inscritos) e “Prosa do Sertanejeiro” (187 mil inscritos), onde transmite entrevistas diferenciadas e exclusivas, realizadas de forma descontraída com diversos envolvidos no segmento, como cantores consagrados, produtores musicais, compositores e empresários, rendendo inúmeras histórias totalmente desconhecidas pelo público, provável segredo do sucesso dos seus conteúdos atingirem a impressionante marca de aproximadamente 42 milhões de views. Por lá já passaram Jorge (da dupla Jorge e Mateus), Fernando e Sorocaba, Marcos e Belutti, Thierry, Rionegro e Solimões, Roberta Miranda, César Menotti e Fabiano entre outros, além de Rafael Vannucci (produtor musical de Cristiano Araújo) e a grande compositora Fátima Leão.
O perfil oficial no Instagram (@renatosertanejeiro) já ultrapassa 300 mil seguidores, com as novidades e informações mais relevantes do ritmo musical. E não para por aí. Renato Sertanejeiro também é sócio da empresa “Fábrica de Hits”, responsável pelo marketing digital artístico, gestão de redes sociais e lançamentos musicais de nomes como Xand Avião, Gusttavo Lima, Grupo Pixote e Thiago Brava, além de comandar ainda o projeto “Sertanejeiro Records”, uma agregadora de distribuição digital, focada em artistas que estão iniciando suas trajetórias e não possuem acesso aos relacionamentos necessários. Como um apaixonado pelo estilo musical e diante da dificuldade encontrada em adquirir produtos usados pelos ídolos, como botas, chapéus, camisas, calças, criou uma linha de roupas exclusivas: “Sertanejeiro Clothing”.
Com toda essa expertise, não faltarão conteúdos especiais que serão produzidos e compartilhados com seus seguidores, valendo destacar que na sexta-feira, dia 27, haverá apresentação de César Menotti e Fabiano + convidados. No sábado, o espetáculo ficará por conta de Wesley Safadão e seus convidados Simone e Simaria, César Menotti e Fabiano e Matheus e Kauan. E no domingo ocorrerá a gravação do DVD de Lucas & Luan. Já a programação esportiva – com montarias em touros e cavalos e provas cronometradas – tem início na quarta-feira, dia 25 e segue até domingo, 29.