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Bela Vista-MS Segunda-Feira, 22 de Junho de 2026
COP26: Áreas Úmidas como principais agentes contra o aquecimento do planeta 

COP26: Áreas Úmidas como principais agentes contra o aquecimento do planeta 

Foto: Sesc Pantanal

Frequentemente chamadas de “rins da terra”, as áreas úmidas auxiliam na regulação das águas e no sequestro de carbono da atmosfera , o que ajuda na redução do efeito estufa.

Nos cinemas, um local sombrio e hostil para as pessoas. Fora dos roteiros, um ecossistema abundante de vida ameaçado pela ação humana. É em meio a essa trama de contradições que as áreas úmidas se destacam, no mundo real, como uma das principais protagonistas com o potencial de vencer aquela que, talvez, seja a maior batalha para a manutenção da nossa espécie: o aquecimento global. Pauta amplamente discutida na COP 26 – Conferência das Partes – evento da ONU, realizado até sexta-feira (12), em Glasgow, na Escócia.

A data, 12 de novembro, em que é celebrado o Dia do Pantanal, é por coincidência a mesma do encerramento da COP 26, ou seja, um momento propício que nos convida à reflexão sobre a importância e o futuro das áreas úmidas para a humanidade, considerando que há muitos desafios a serem superados.

Foto: Sesc Pantanal

É que se não bastasse a visão distorcida que muitos têm das áreas úmidas (pântanos, mangues, turfeiras, etc), imagem que é potencializada em filmes, com sucesso de bilheteria. Atualmente, a formulação das políticas e acordos mundiais levados à Conferência – cujo objetivo é manter a temperatura do planeta longe dos 2ºC – há um obstáculo maior a ser superado: o olhar das lideranças globais voltados restritamente às florestas, como alternativa para frear as mudanças climáticas.

Comportamento que acaba por negligenciar as áreas úmidas, nas quais 40% de todas as espécies de plantas e animais vivem ou se reproduzem, embora elas ocupem apenas 6% da superfície da Terra. E essas áreas também armazenam duas vezes mais carbono do que todos os tipos de vegetação do planeta, além de serem grandes defensoras contra eventos extremos – enchentes, secas, ressacas, tsunamis, etc – que desencadeiam no surgimento dos refugiados do clima.

“A ciência demonstra que as áreas úmidas são as melhores neutralizadoras de carbono, que protegem bilhões de vidas das tempestades e secas exacerbadas pelas mudanças climáticas, mas, que ainda não são centrais nas discussões políticas de como lidar com a crise climática. As áreas úmidas – incluindo águas doces, manguezais e turfeiras – fornecem uma oportunidade coletiva para o setor privado e público acertar as contas em termos de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C. Porém, elas estão sendo perdidas silenciosamente, mais rápido do que qualquer outro ecossistema”, alerta Jane Madgwick, CEO da Wetlands International – uma das principais instituições parceiras do Pavilhão das Turfeiras (Peatlands Pavilion) e do Pavilhão da Água (Water Pavilion) na COP26.

 Áreas Úmidas pra quê? 

Em todo o globo, as áreas úmidas são três vezes mais devastadas do que as florestas. Daí a importância em mobilizar os países na COP para compromissos contínuos que incluam investimentos e políticas para a manutenção dos diversos biomas existentes, como destaca Rafaela Nicola, diretora executiva da Wetlands International Brasil, que atua no Pantanal.

“Ecossistemas como as áreas úmidas não vêm recebendo a mesma atenção das autoridades mundiais dentro das estratégias para controle das mudanças climáticas. É como se não estivessem cientes do grau de importância dessas áreas para a redução de emissões de gases de efeito estufa. Em consequência, as áreas úmidas estão cada vez mais drenadas, queimadas, degradadas. A intensificação desses processos, coloca em risco a oferta de água doce no planeta e vulnerabiliza a produção de alimentos e os sistemas econômicos”.

E não é preciso cruzar o Atlântico para comprovar este cenário. No Brasil, há um exemplo bem alarmante: o Pantanal. Em 2020, o bioma foi destaque na imprensa internacional devido aos incêndios descontrolados. Um estudo divulgado este ano pelo MapBiomas apontou que o território, conhecido como a maior área úmida de água doce do planeta, já perdeu 29% de água e campos alagados em 30 anos, quase 1% ao ano. Neste ritmo, se nada for feito, o bioma estará seco em no máximo 70 anos.

Considerado o pior incêndio das últimas décadas, o fogo assolou a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, que tem 108 mil hectares, o equivalente à área da cidade do Rio de Janeiro. Deste total, 101 mil hectares, ou seja, 93% da área foi atingida. Conforme dados preliminares da pesquisa que avalia os impactos do fogo da fauna da reserva, do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS), estima-se que só de animais mortos tenham sido 20 mil, entre espécies de grande e médio porte.

“A recuperação é um processo longo e embora a vegetação primária vinda após as primeiras chuvas traga a falsa impressão de que tudo está se recuperando rápido, sabemos que vai levar muito tempo para que o bioma se restabeleça. Por isso, as ações de conscientização são necessárias para que o desastre vivenciado em 2020 não se repita. O Pantanal é resiliente, mas essa resiliência tem limite e não suporta incêndios consecutivos”, argumenta a superintendente do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Christiane Caetano.

Sem “blá blá blá” 

E, na tentativa de repor essas perdas, instituições estão somando forças (Sesc, Wetlands International, Mupan, CPP e INAU) para recuperar a RPPN por meio do Projeto Aquarela Pantanal. A meta é atender 46 hectares da RPPN. Uma ação considerada inédita já que nunca foi preciso uma ação de reflorestamento no local.

“O Pantanal é uma área grande e complexa, por isso a resposta quanto a resiliência não é igual em todo o bioma. Tivemos que analisar as áreas que tiveram pouco ou nenhum dano para mapear as plantas que pudessem ser doadoras de mudas, já que não há viveiro no Brasil que dispunham de espécies únicas do Pantanal”, frisou a pesquisadora Cátia Nunes, do INAU/UFMT.

Conjuntura que só reforça a necessidade de atingir as metas propostas com os dois pavilhões na COP 26: que é a de elevar a conscientização sobre o papel das áreas úmidas como uma solução para as mudanças climáticas e incluí-las nas tratativas do Acordo de Paris. A intenção é mobilizar financiamento para a restauração e conservação das áreas úmidas, de fontes públicas e privadas e apoiar os países (em desenvolvimento) a atingir seus PADs.

Na última terça-feira (9), um consórcio de diversas ONGs apresentou um ranking anual de ações pelo clima, no qual a Dinamarca saiu no topo com 30% da sua energia oriunda de fontes renováveis. Do lado oposto, a Austrália ficou com o pior posto, com 92% da fonte energética vinda de combustíveis fósseis. Outro que não está bem é o Brasil que caiu 8 posições, ficando em 33º lugar e recebendo críticas pelo desmatamento e falta de políticas públicas para diminuir as emissões de carbono.

Assim, seguimos como em um filme minutos antes do fim, no qual o desfecho vai depender do posicionamento dos países, ou seja, se manterão o mesmo discurso ou irão assumir o protagonismo para alcançar metas líquidas de zero carbono, com o desenvolvimento sustentável.  Enquanto esse desfecho ainda é uma incógnita, as organizações seguem com os seus trabalhos na Conferência em busca de respostas concretas.

ENEM 2021: Crise e demissões no Inep preocupam os estudantes

ENEM 2021: Crise e demissões no Inep preocupam os estudantes

Uma série de dispensas voluntárias nas semanas anteriores à aplicação do exame preocupam os participantes do ENEM 2021. Visto que, já existem duas datas de aplicação para o exame deste ano, sendo a primeira delas nas próximas semanas.

Os últimos dias têm sido bastante movimentados no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e não de uma forma positiva.

Na semana passada, funcionários do órgão apresentaram denúncias de assédio moral contra o presidente Danilo Dupas.

Além disso, como se já não fossem ruins as denúncias, uma série de demissões voluntárias ocorreu desde a última sexta-feira, 5.

Desse modo, pessoas do alto escalão do INEP, associados ao ENEM 2021, entregaram o cargo dentro do órgão.

Demissões no INEP afetam o ENEM 2021?

De acordo com as instruções do ministro da Educação Milton Ribeiro em sua rede social, a aplicação do Enem 2021 no próximo dia 21 de novembro está garantida.

“O Ministério da Educação informa que o cronograma de execução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 está mantido e não será afetado pelos pedidos de exoneração de servidores do Inep”, afirmou ele.

Os alunos inscritos no exame, já demonstraram preocupação com a aplicação do teste. Porém, Ribeiro assegurou a continuidade da aplicação.

Segundo Ribeiro, a prova já se encontra com a empresa responsável pela aplicação, ou seja, a prova está na fase final.

“As provas do exame já se encontram com a empresa aplicadora e o Inep está monitorando a situação para garantir a normalidade de sua execução”, continuou ele na nota.

Além disso, Milton Ribeiro afirmou ter recebido os pedidos de demissões, mas ainda não aceitou.

Portanto, os funcionários do INEP continuam no desempenho de suas funções. O que deve continuar até que a demissão seja publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Aplicação do ENEM 2021

A edição do exame deste ano tem duas datas de aplicação, sendo a primeira nos dias 21 e 28 de novembro. Entretanto, a segunda data apenas será nos dias 9 e 16 de de janeiro do próximo ano.

Até o momento o cronograma se manteve inalterado, em novembro serão aplicados os exames impressos e digitais. Porém, em janeiro serão aplicados apenas os exames impressos.

Educação Financeira: Sicredi participa da 8ª edição da Semana ENEF  

Educação Financeira: Sicredi participa da 8ª edição da Semana ENEF  

Ações terão como principal pilar o Programa “Cooperação na Ponta do Lápis”, que busca levar educação financeira para público de todas as idades 

Tendo a educação financeira como uma das bases para gerar impacto positivo na sociedade, o Sicredi marca presença na 8ª edição da Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), uma iniciativa do Fórum Brasileiro de Educação Financeira (FBEF), que será realizada entre os dias 8 e 14 de novembro. No período, a instituição irá intensificar suas ações voltadas ao tema em todo o país, buscando ampliar o impacto nas pessoas e comunidades. 

Para iniciar a Semana ENEF deste ano, o Sicredi promove a live “Vida Financeira Sustentável”. Com apresentação da jornalista Paula Valdez, e os convidados Vera Rita de Mello Ferreira, orientadora técnica do Programa Cooperação na Ponta do Lápis, e Eduardo Amuri, autor dos livros “Dinheiro sem Medo” e “Finanças para Autônomos”. A live abordará a nossa relação com o dinheiro, com dicas práticas sobre como podem ser desenvolvidos comportamentos que ajudem a alcançar uma vida financeira sustentável. A apresentação acontece no dia 08 de novembro, às 19h30 horas (horário de Brasília) no canal do Sicredi no YouTube 

Para finalizar a semana, no domingo, 14, a partir das 18h o Sicredi em conjunto com a Mauricio de Sousa Produções promoverá a live Turma da Mônica e Educação Financeira, a ação tem como principal objetivo falar com as crianças sobre a importância da educação financeira e também será transmitida no canal da instituição no YouTube. Além das apresentações, durante toda a Semana ENEF, as cooperativas que integram o Sicredi realizarão inciativas locais e regionais em prol do tema. 

“Entendemos a educação financeira como um elemento fundamental para se ter uma vida financeira sustentável, pois o uso consciente do dinheiro é fundamental para a conquista de objetivos pessoais e profissionais. O Programa Cooperação na Ponta do Lápis materializa o nosso objetivo de apoiar a construção de uma sociedade mais próspera financeira e socialmente”, afirma João Tavares, presidente executivo do Banco Cooperativo Sicredi e diretor presidente da Fundação Sicredi.

 A participação do Sicredi na edição deste ano será norteada pela temática “Juntos a gente desenha uma vida mais próspera” mote do programa “Cooperação na Ponta do Lápis”. Implementado em 2020 de maneira conjunta entre as cooperativas, centrais e a Fundação Sicredi, a iniciativa busca levar educação financeira para os mais de 1,5 mil munícipios em 26 unidades federativas onde o Sicredi atua, apoiando diretamente os associados e as comunidades locais. 

Em 2021 foi iniciada a segunda fase do Programa, desenvolvida para auxiliar as pessoas a conquistarem uma vida financeira sustentável por meio de oficinas que focam no contexto e interesses dos participantes, traduzindo os conceitos em práticas do dia a dia. Por meio do Programa, também foi lançada a Jornada da Educação Financeira nas Escolas, com diversos materiais pedagógicos, que serão utilizados nas salas de aula por profissionais habilitados pelo Sicredi a desenvolverem a metodologia e auxiliar os educadores a integrar a temática ao currículo escolar. 

Durante a Semana ENEF 2020, o Sicredi foi responsável por 43% do total de ações realizadas no Brasil, impactando mais de 4,3 milhões de pessoas em todo o país. Foram cerca de 1,4 mil iniciativas em mais de 370 municípios de todas as regiões do país.  

Corpo de Marília Mendonça chega a Goiânia para velório

Corpo de Marília Mendonça chega a Goiânia para velório

O avião que leva os corpos de Marília Mendonça e Abicieli Silveira Dias Júnior saiu de Caratinga (MG) na manhã deste sábado (6/11) e já chegou em Goiânia (GO)(foto: Divulgação/PCMG)

Os corpos de Marília Mendonça e do tio e assessor dela, Abicieli Silveira Dias Júnior saíram de Caratinga, na Região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, na manhã deste sábado (6/11). O avião que carrega os corpos já chegou ao Aeroporto Internacional Santa Genoveva, na capital goiana.

Fonte: Estado de Minas

Marília Mendonça morre em queda de avião em Minas Gerais

cantora Marília Mendonça e mais duas pessoas morreram na queda de um avião de pequeno porte na tarde desta sexta-feira (5), em uma cachoeira na serra da cidade de Piedade de Caratinga (MG).

Em nota, o Corpo de Bombeiros mineiro confirmou a queda do avião, bem como a morte da cantora sertaneja, de 26 anos.

Segundo o empresário da cantora, Wander Oliveira, outras quatro pessoas estavam a bordo do avião fretado por Marília. Além da cantora, havia dois assessores, piloto e copiloto.

Marília faria um show em Caratinga. Ela postou em redes sociais dentro do avião nesta sexta.

 

NOTA DE REPÚDIO: Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais

NOTA DE REPÚDIO

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e o Programa Residência Pedagógica (RP) são ações que integram a política Nacional de Professores do Ministério da Educação e objetivam proporcionar aos discentes, formação prática promovendo integração da educação básica e do ensino superior.

Destaca-se o impacto dos programas na formação inicial e continuada de professores, no fortalecimento das ações de valorização do magistério e na qualidade do processo ensino e aprendizagem na educação básica. Com isso, torna-se prioritário investimentos financeiros e garantia de recursos para continuidade dos programas. Contudo, no dia 07 de outubro os integrantes dos programas foram surpreendidos com uma nota de esclarecimento da Capes que informou que “os pagamentos relativos aos programas PIBID e Residência Pedagógica serão adiados para os próximos dias”, justificando que o pagamento estava condicionado à aprovação do Projeto de Lei 17/2021, em trâmite na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional. Com uma previsão de pagamento para semana seguinte, até o momento essas bolsas não foram pagas.

O atraso no pagamento das bolsas vem causando transtornos para milhares de estudantes que necessitam desse benefício para o desenvolvimento das ações previstas nos programas. Para muitos discentes essa é a única fonte de renda e recurso que garante a manutenção destes na universidade.

Essa situação gera incerteza e compromete a qualidade no desenvolvimento das atividades dos subprojetos que buscam implementar com compromisso e responsabilidade social, ações educativas que contribuem para melhorar a qualificação profissional dos licenciandos, bem como, a aprendizagem de estudantes da educação básica. O atraso no pagamento das bolsas é desmotivador, desqualifica o trabalho dos bolsistas que se empenham na realização das suas tarefas, causando enormes prejuízos.

Neste sentido, a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), por meio de seus associados, se solidariza e se junta aos mais de 60 mil bolsistas que fazem parte dos programas, bem como, repudia os atrasos e é contrária aos cortes nas áreas da educação e ciência.

A Abruem conclama a imediata aprovação do PLN 17/2021 e que a situação seja normalizada como garantia de manutenção dos programas e qualidade dos projetos educacionais.

Rodrigo Bruno Zanin Presidente da Abruem Reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso