nov 26, 2021 | Brasil
No Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, comemorado em 25 de novembro, a líder da bancada feminina do Senado, Senadora Simone Tebet (MDB-MS), ressaltou o avanço dos últimos anos na legislação relacionada ao tema e defendeu a capacitação feminina e a garantia de independência econômica como ferramenta para interromper o ciclo da violência.
“Sei que os números são vergonhosos, nós também sofremos na pele algum tipo de violência, se não física, psicológica, política, institucional”, disse durante sessão solene do Congresso Nacional em homenagem a data. Para Simone, é preciso dar visibilidade à chaga da violência contra a mulher. Ela lamenta que poucas pessoas reconhecem o machismo estrutural e a misoginia na sociedade brasileira, mas se diz otimista com o avanço da legislação, especialmente neste ano, em que diversas matérias importantes viraram leis, como a criminalização da violência política; a tipificação da violência psicológica; da perseguição (stalking); e a alteração na legislação eleitoral para incentivar candidaturas femininas.
“No Brasil nós alteramos leis, temos políticas públicas de assistência social, garantimos assistência jurídica, psicológica nas Casas da Mulher Brasileira”, disse se declarando otimista ao comparar o avanço da legislação na época da sua avó aos dias de hoje. “Estamos aqui para isso. As filhas do Brasil vão ver, diariamente, avanço nessa pauta e viver num mundo menos desigual, numa sociedade que respeita a mulher”
Simone foi a primeira presidente da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher, em 2015. Ela ressaltou o papel da Secretaria da Mulher, das Procuradorias da Mulher da Câmara e do Senado, e da Liderança Feminina do Senado, instituída em março deste ano e dirigida por ela. “Talvez nos 10 meses deste ano tenhamos conseguido avançar na legislação mais do que nos últimos 3, 4 anos. Fruto da nossa ação”, disse, reforçando que não bastam leis punitivas contra a violência, é preciso, também, garantir a independência profissional e econômica da mulher para que o ciclo de violência possa ser interrompido.
Veto absorventes
Simone Tebet também defendeu a derrubada do veto à distribuição gratuita de absorventes para mulheres e meninas de baixa renda, lembrando que muitas delas chegam a perder 40 dias de aula por ano devido à falta do produto. Para ela, a redução da desigualdade começa na escola. Ela também citou o trabalho de assistência para a evitar gravidez precoce. “São medidas da ordem econômica que também nos movem. O futuro dessas meninas será muito melhor que o nosso porque estamos unidas, ao lado de homens que acreditam na nossa pauta, sabem que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações não só na lei, mas no dia a dia, na vida concreta”, finalizou.
nov 25, 2021 | Brasil
Ela apresentou quatro emendas ao texto
A senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse que o relatório apresentado pelo senador Fernando Bezerra (MDB-PE) à PEC dos Precatórios (PEC 23/21), nesta quarta-feira (24), na Comissão de Constituição e Justiça, está “muito aberto”. Para ela, é preciso evitar que o espaço fiscal aberto pelas mudanças nas regras dos precatórios possibilite a ampliação das emendas de relator ao orçamento e permita abertura para “todo tipo de negociação não republicana”. Os senadores pediram vista coletiva e a votação foi adiada.
Simone defende aprovar a PEC para viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400, desde que “com responsabilidade, sem aumentar as emendas dos parlamentares, o que seria absurdo num momento em que a população brasileira está passando fome. Nós do Congresso Nacional sabemos da nossa responsabilidade, mas não podemos dar com uma mão e tirar com as duas. Qualquer ‘graça’ aumenta o dólar, o risco Brasil, a inflação. O aumento da inflação vai para conta da energia, do gás de cozinha, da gasolina, da comida”.
A senadora sul-mato-grossense defende clareza para que seja garantido apenas “o que precisa ser feito, que é olhar para a população mais carente. O texto veio da Câmara com o objetivo não só de resolver o problema do Auxílio Brasil e de precatórios, mas, claramente, abrindo o espaço fiscal para quase dobrar as emendas de relator”, criticou. Para ela, é possível o Senado corrigir “esta falha”.
Simone informou que o relator-geral do orçamento tem à sua disposição um montante maior do que o conjunto de todas as emendas coletivas e individuais dos 594 parlamentares ao orçamento-geral da União. “Abre espaço para que ele (relator-geral do Orçamento) tenha mais poder e possa dividir com meia dúzia (de parlamentares) estes recursos (para destinar aos estados e municípios). Isso é uma afronta à República brasileira, ao povo, ao dinheiro, que é do povo, e aos parlamentares éticos”.
Emendas de Simone Tebet
A senadora Simone Tebet apresentou quatro emendas que buscam aprimorar o texto. Uma delas permite que situações específicas sejam excetuadas da regra de teto de gastos de forma permanente. Pela sugestão, precatórios que tenham como objeto de discussão receitas originadas do Fundef/Fundeb, FPE, FPM e royalties, dentre outros, deverão ser pagos sem impactar a higidez do Teto de Gastos. O objetivo é dar ao pagamento desses precatórios o mesmo tratamento dado aos recursos originários, que já são considerados fora do teto por expressa previsão constitucional.
Outra emenda propõe a inclusão de dispositivo para evitar o uso oportunista das transferências emergenciais de renda, ao contornar o teto de gastos com fins eleitoreiros. A emenda estabelece que qualquer aumento de recursos advindos de mudanças no teto de gastos seja destinado, exclusivamente, ao pagamento das transferências emergenciais de renda e de precatórios, prevenindo eventuais desvios com finalidades diversas. “Desta forma, qualquer manobra para mudar a fórmula do teto não terá como resultado a abertura de espaço para qualquer outra despesa senão essas duas finalidades emergenciais”, define Simone Tebet.
Ela também propôs excluir dispositivos que limitariam o poder de atuação do Judiciário. Para evitar a ingerência institucional entre poderes. A senadora Simone propôs retirar a limitação imposta à Justiça para a expedição de precatórios, conforme texto incluído pela Câmara. Para ela, “a medida tem o condão de esvaziar a forma das ordens emanadas do Judiciário, provocando um enfrentamento institucional desaconselhável, além de piorar a transparência relativa aos valores que seriam rolados”.
A última emenda da senadora propõe a supressão de dispositivos que tratam da securitização da dívida ativa, tema que foge do escopo da PEC dos Precatórios e deve ser debatido separadamente. “O tema não se relaciona com o assunto geral da PEC – teto de gastos e expedição de precatórios, e podemos acabar avançando na direção errada, com todo o peso que o dispositivo constitucional carregaria”, disse em sua justificativa. Para Simone, o tema da securitização da dívida ativa deve ser amplamente debatido separadamente no âmbito de norma infraconstitucionais, ouvindo, inclusive, especialistas no assunto.
nov 22, 2021 | Brasil
Junto à alemã DEG e à francesa Proparco, instituição financeira cooperativa captou R$ 438 milhões para destinar a pequenas e médias empresas lideradas por mulheres
O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 5 milhões de associados e presença em 25 estados e no Distrito Federal – buscou recursos fora do país destinados a micro, pequenas e médias empresas brasileiras lideradas por mulheres. Com linha de crédito de US$ 80 milhões (cerca de R$ 438 milhões), a iniciativa inclui o fator gênero como critério para o uso dos recursos, assim como outros fatores sociais e ambientais.
O acordo de parceria foi firmado junto à DEG, Instituição de desenvolvimento financeiro alemã, subsidiária do Banco de Desenvolvimento Alemão (KFW), e à agência de fomento francesa PROPARCO subsidiária do Banco de Desenvolvimento Francês (AFD), instituições financeiras de desenvolvimento (DFIs sigla em inglês) que possuem o objetivo de prover financiamento e capital de longo prazo a empresas privadas em países emergentes e em desenvolvimento.
O financiamento será destinado para aquelas empresas com faturamento anual de até R$ 6 milhões e que tenham mulheres como donas ou sócias detendo mais de 50% do capital social. Os recursos estarão disponíveis a partir da segunda quinzena de novembro às associadas ao Sicredi.
“Essa captação é muito relevante, pois, além de ser a primeira internacional com viés social realizada pelo Sicredi, inaugura a parceria com duas importantes instituições, que realizam um trabalho já reconhecido em fomentar o crescimento em países emergentes. A partir disso, aumentamos nossa capacidade de apoiar os pequenos e médios empreendimentos liderados por mulheres no Brasil”, contextualiza Alexandre Barbosa, superintendente de Tesouraria do Sicredi.
“DEG e Proparco tem o prazer de trabalhar com um parceiro como o Sicredi. Nós, como DFIs europeias, estamos orgulhosos em concluir uma parceria ambiciosa com um importante ator do setor. Ao fornecer um instrumento direcionado ao impacto social a um renomado participante do mercado na maior e mais populosa economia da América Latina, DEG e Proparco demonstram seu compromisso em promover o financiamento voltado pequenas e médias empresas lideradas por mulheres, reduzindo a desigualdade de gênero, fomentando a economia inclusiva bem como a criação de mais e melhores empregos, e contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, comenta Gudrun Busch, diretora de Instituições Financeiras para a América Latina da DEG.
Participação em desafio global
Por meio da parceria, o Sicredi também passou a contribuir com o 2X Challenge – Finance for Women, desafio global lançado pelas instituições financeiras de desenvolvimento do G7 e que possui o objetivo de destinar recursos à geração de oportunidades de empreendedorismo e liderança a mulheres em países emergentes. A linha de crédito da instituição financeira cooperativa foi aprovada como elegível ao desafio, que busca destinar mais de USD 15 bilhões em novos financiamentos para as mulheres empreendedoras entre 2021 e 2022.
Integrante do Pacto Global proposto pela Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), o Sicredi é comprometido com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Na operação de fomento ao empreendedorismo feminino está sendo atendido o objetivo número 5, que trata sobre Igualdade de Gênero.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 25 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).
*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
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nov 22, 2021 | Brasil
A primeira edição do encontro Mulheres Unidas foi um grande sucesso e recebeu até propostas para edições internacionais. Promovido pela Influ Brasil, empresa de marketing digital, a reunião de mulheres aconteceu em Alphaville, São Paulo, na última quarta-feira (17) e promete ser só a primeira de muitas, segundo a CEO da Influ Brasil, Patrícia Ribeiro. “Sonhamos muito, idealizamos, mas o Mulheres Unidas foi ainda melhor do que eu podia imaginar. Estou recebendo inúmeros feedbacks”, conta.
Houve momentos de crescimento espiritual, sentimental e o pilar de tudo foi a promoção do resgate de sentimentos de amor-próprio e família, ajudando a reconectar mulheres aos seus sentimentos mais íntimos. Sem deixar de abordar temas pertinentes como empreendedorismo, moda, beleza e maternidade.
Mulheres de várias regiões do Brasil se reuniram para um momento de muito conhecimento, conexão e crescimento mútuo, onde tiveram amplo espaço para compartilhar sobre suas experiências pessoais e profissionais. Dentre elas, Andréa Sorvetão, Pra. Sara Rafaela, Dra. Aline Lamaita e tendo a presença de mulheres notáveis como Mama Maluf, Dani Batistela, Pâmela Ewbank e outras influenciadoras.
Nas redes sociais não faltaram elogios para esse projeto. A psicóloga Vanessa Malinverni, mora em Curitiba e esteve no encontro. “Mulheres Unidas é um movimento, uma oportunidade de crescimento e fortalecimento do importante papel da mulher em todos os aspectos, destacando seu sucesso profissional no mercado de trabalho”, conta.
nov 19, 2021 | Brasil
World Bank International Symposium, organizado pelo Centro de Excelência (CoE) do Banco Mundial discutiu, entre outros temas, a importância do engajamento desses públicos no cooperativismo de crédito
O Sicredi participou do World Bank International Symposium, evento organizado pelo Cooperative Financial Institution (CFI) por meio do Centro de Excelência (CoE) do Banco Mundial. Realizado de 2 a 11 de novembro, o encontro reuniu representantes de cooperativas de crédito de diferentes países para debater iniciativas para a modernização e o fortalecimento do empreendedorismo social. A participação da instituição financeira cooperativa foi marcada pelo incentivo ao aumento da participação de mulheres e jovens no segmento.
O Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, na tradução da sigla em inglês), do qual o Sicredi é integrante, foi responsável pelo painel “Envolvendo Mulheres e Jovens Rurais no Fortalecimento e Expansão das CFIs (Instituições Financeiras Cooperativas)”. Entre os participantes estiveram Manfred Alfonso Dasenbrock (Presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ), Ivete Schoffen (membro do Conselho de Administração e do Comitê Mulher da Sicredi Aliança PR/SP) e Vinicius Mattia (associado e membro do Comitê Jovem da Sicredi do Vale do Piquiri ABCD PR/SP).
No painel, foram trabalhados os seguintes temas: como a participação e liderança das mulheres da zona rural nas cooperativas é fundamental para promover o empoderamento econômico; a promoção, relevância e engajamento dos jovens; e os desafios e oportunidades na ampliação da participação de mulheres e jovens para o desenvolvimento das instituições financeiras cooperativas.
“Somos um sistema composto por 108 cooperativas, todas comprometidas com os princípios e valores do cooperativismo e entendemos a abordagem da diversidade e inclusão como uma questão de cidadania e perenidade do negócio, o que faz com que estejamos atentos para novas oportunidades e para a lapidação de novas lideranças para o segmento”, afirmou Manfred Dasenbrock. “Procuramos potencializar a participação e presença das mulheres, reconhecendo sua importância e representatividade para o cooperativismo, assim como estimular a proximidade dos jovens com o nosso modelo de negócio. Esses e outros fatores contribuíram para a criação dos programas Comitê Mulher e do Comitê Jovem, que são pilares fundamentais para a caminhada do Sicredi neste tema”, explica.
Diversidade e Inclusão no Sicredi
A inclusão e a diversidade são temas importantes para o Sicredi, além disso são impulsionados pela agenda 2030 do Pacto Global da ONU – do qual a Instituição Financeira Cooperativa é membro desde 2020, e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O programa Comitê Mulher atende a três dos ODS, sendo: “Educação de Qualidade” (ODS 4), que visa assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos; “Igualdade de Gênero” (ODS 5), alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; “Trabalho Decente e Crescimento Econômico” (ODS 8), promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos.
A associada Ivete Schoffen, que faz parte do Conselho de Administração e do Comitê Mulher local entende que é fundamental as mulheres ocupem cargos de influência, com poder de decisão, facilitando o desenvolvimento e a implementação de soluções para as cooperativas de crédito. Segundo ela, a proximidade com o segmento ainda na infância também foi um estímulo para se apropriar da causa e contribuir na difusão de ações.
“O cooperativismo está presente na minha vida desde cedo, por meio dele pude participar de comitês voltados aos jovens e, na sequência, fiz parte de um comitê feminino, o que ajudou ao longo da minha jornada. A presença da mulher nas cooperativas ratifica o discurso de um espaço democrático, de aprendizado e desenvolvimento pessoal e focado na formação de lideranças, visando uma sociedade mais próspera”, disse.
Membro do Comitê Jovem do Sicredi e reconhecido pela WYCUP (World Council Young Credit Union People) com projeto que busca incentivar a agricultura familiar e a produção de alimentos sustentáveis, Vinicius Mattia destacou o modelo colaborativo proposto pelo Sicredi. “Temos acesso a inúmeras informações, o que nos ajuda na compreensão do programa e no que ele pode propagar. Discutimos educação financeira, a estrutura do cooperativismo, realizamos ações voluntárias e que também impactam o nosso meio, e com isso vamos consolidando conhecimento e construindo relacionamento com os gestores para assumir cargos de liderança no futuro. Hoje, após o reconhecimento do meu projeto, compartilho minha experiência com jovens de todo o mundo, cito a importância de se integraram às cooperativas e a contribuição que o movimento cooperativista tem ao pode trazer aos jovens acesso, garantindo perenidade do negócio”, contou.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 25 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).
*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
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nov 18, 2021 | Brasil
O principal objetivo do Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, comemorado no dia 19 de novembro, é incentivar o ingresso de mulheres no mundo dos negócios. Este estímulo é muito importante para que mais mulheres líderes e empreendedoras sejam incentivadas a iniciar startups e impulsionar o crescimento econômico.
A data foi criada pela ONU, que afirma que a iniciativa é um esforço para ampliar ainda mais as oportunidades para as mulheres em meios corporativos, atingindo não só as empreendedoras como também profissionais de diversas áreas e cargos de comando em grandes empresas.
Neste contexto, a Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia está constantemente participando e liderando iniciativas que fomentam o empreendedorismo feminino. Uma das propostas que a cooperativa está à frente é no projeto Dona do Meu Negócio, uma iniciativa inovadora desenvolvida em parceria com o IFC (International Finance Corporation) para apoiar e estimular o empreendedorismo feminino, consolidando a instituição cooperativa de crédito como referência para a mulher empreendedora no Brasil, estimulando o poder de transformação socioeconômico nas comunidades.
Composto por 21 colaboradores, o grupo de trabalho conta com mais de 60% de seu quadro composto por mulheres. Em outubro, o grupo de trabalho esteve reunido pela primeira vez de forma presencial, em Campo Grande/MS, e participou de um workshop para construção da oferta de valor voltada às mulheres empreendedoras.
Dentro da construção da proposta holística, está sendo dada atenção especial à concessão de crédito. De acordo com uma rodada de entrevistas, 53% das mulheres empreendedoras vão precisar de crédito nos próximos seis meses.
Ainda na rodada de entrevistas, finanças (87%), gestão (80%) e tributos (33%) são os tópicos nos quais o público empreendedor feminino mais gostaria de receber apoio.
Para dezembro deste ano, está agendada a implantação do piloto nas agências selecionadas: Avenida Bandeirantes (em Campo Grande/MS), José de Brito (em Araguaína/TO) e Porto Nacional.
“O objetivo é tornar a nossa cooperativa de crédito referência para a mulher empreendedora no Brasil e estimular o poder de transformação socioeconômico em suas comunidades. O Sicredi é um agente de desenvolvimento dos negócios para este público. A inclusão financeira, por meio desse trabalho, irá gerar uma proposta de valor sólida, reforçando o papel relevante da Cooperativa”, afirma o presidente da Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia, Celso Régis.
O trabalho começou ano passado com a realização do Diagnóstico da Mulher Empreendedora, com avaliação da estrutura de atendimento a esse público e da carteira de associadas e produtos à luz das melhores práticas internacionais. O relatório trouxe os pontos fortes e oportunidades de atuação para posicionar a Cooperativa na agenda de gênero do país, oferecendo atendimento para o público feminino com soluções e serviços financeiros e não financeiros.
O diagnóstico mostrou que as associadas mulheres e os negócios de propriedade de mulheres representam um segmento que pode ser ainda mais impulsionado através de uma oferta de valor assertiva e customizada.