Foi publicado sexta-feira (17), no Diário Oficial do Estado, a convocação de mais 50 projetos selecionados no Pictec 4, programa da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS) que fomenta projetos de pesquisa científica e tecnológica propostos por professores do ensino médio ou técnico integrado de escolas públicas de Mato Grosso do Sul.
Com a nova convocação, o número de propostas contempladas passa de 200 para 250 e o número de bolsistas pode chegar a 1.250. Cada projeto é coordenado por um professor que receberá uma bolsa mensal de R$ 800 e poderá orientar até quatro estudantes da mesma escola, com bolsas de R$ 400 mensais, durante 12 meses.
Dos projetos selecionados, 175 são da Rede Estadual de Ensino, 65 deles de Campo Grande e 110 de 31 municípios do interior. As escolas públicas federais, Colégio Militar e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), tiveram 75 projetos aprovados, em 10 municípios.
Professores-orientadores com projetos selecionados terão do dia 3 a 28 de fevereiro para indicar os estudantes bolsistas. Confira aqui as etapas para a contratação das propostas aprovadas no Pictec 4.
PICTEC
Coordenado pela Fundect, órgão do Governo do Estado responsável por gerenciar os investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação, vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o Pictec objetiva despertar a vocação científica e tecnológica ainda na Educação Básica, incentivando talentos potenciais entre professores e estudantes do ensino médio da Rede Estadual de Ensino, do Instituto Federal e do Colégio Militar.
A quarta edição bateu recorde com 500 propostas inscritas, com projetos de pesquisas nas áreas de Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana, Tecnologias Sociais e Assistivas.
O programa vem gerando impactos positivos, principalmente na qualificação dos estudantes para prosseguirem seu aprendizado de modo continuado. Cerca de 60% dos bolsistas de edições anteriores ingressaram no Ensino Superior e 30% estão no mercado de trabalho.
O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), participou nesta quinta-feira (16) da entrega de 23 novas viaturas para a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) e da recepção de 29 médicos-veterinários aprovados em concurso público, que atuarão como fiscais estaduais agropecuários.
A nova frota de veículos e o reforço no quadro de servidores têm o objetivo de fortalecer a fiscalização agropecuária e contribuir para que Mato Grosso do Sul continue a receber o reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação.
Corrêa destacou que o agronegócio de MS é exemplo para o Brasil e o mundo
Durante o evento, Paulo Corrêa destacou o papel do agronegócio para o desenvolvimento sustentável do Estado. “Esse investimento em infraestrutura e em recursos humanos é essencial para garantir que o nosso Estado continue sendo referência mundial em sanidade agropecuária. O agronegócio é um pilar da economia de Mato Grosso do Sul, gera emprego e renda, e é um exemplo de desenvolvimento sustentável para o Brasil e o mundo”, afirmou o deputado.
Com um investimento de R$ 6 milhões, as novas viaturas serão distribuídas entre as 11 regionais da Iagro, com o objetivo de melhorar a eficiência das operações de fiscalização, especialmente em regiões mais remotas, como o Pantanal. Com a nova frota, a Iagro contará com um suporte logístico adequado para a execução de seu trabalho, garantindo maior agilidade e segurança.
“Os novos veículos são ferramentas fundamentais para o trabalho dos nossos técnicos. Com eles, a Iagro terá uma frota moderna e preparada para chegar a qualquer lugar do nosso Estado, garantindo que o monitoramento e a fiscalização aconteçam com eficiência”, afirmou o governador Eduardo Riedel.
Além das viaturas, a recepção aos 29 médicos-veterinários aprovados em concurso público reforça a fiscalização agropecuária e amplia a presença da Iagro em 25 municípios de Mato Grosso do Sul. A chegada dos novos profissionais permitirá um acompanhamento mais próximo das atividades agropecuárias e contribuirá para o desenvolvimento sustentável da região.
Os municípios que serão atendidos pelos novos fiscais incluem: Amambai, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Corumbá, Dois Irmãos do Buriti, Bodoquena, Camapuã, Sidrolândia, Paranaíba, Inocência, Coxim, Pedro Gomes, Rio Negro, Rio Verde, Deodápolis, Itaquiraí, Juti, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Bela Vista, Porto Murtinho, Água Clara e Santa Rita do Pardo.
O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, explicou o impacto positivo dessas ações. “Hoje, temos um sistema de vigilância que cobre todo o estado, monitorando os quadrantes de risco e direcionando onde a fiscalização precisa ser mais intensa. O trabalho dos novos médicos-veterinários será essencial para fortalecer ainda mais nossa capacidade de monitoramento”, finalizou Ingold.
Relatório sobre as condições de desenvolvimento das lavouras da soja feito por técnicos do Projeto Siga/MS na segunda semana de janeiro mantém a expectativa de produção aproximada em 14 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, com produtividade média de 51,7 sacas por hectare. Em média, as lavouras de soja em Mato Grosso do Sul estão em condições boas (70,9%) de desenvolvimento, enquanto 17,7% foram consideradas regulares e 11,4% ruins.
A Região Norte está em melhor condição, com 93,5% das lavouras em situação boa e 6,5% regular. Já as lavouras da região Sul apresentam as piores condições de desenvolvimento, com 39,5% consideradas boas, 34,6% regulares e 25,6% ruins. No total, foram cultivadas 4.501 milhões de hectares com soja na safra atual.
A escassez de chuvas impactou a Agricultura especialmente a região Sul do Estado, com cerca de 24 municípios considerados abaixo da produtividade média estadual estimada. Em 30 dias de seca moderada, ocorreram poucas chuvas variando entre 1,4 milímetro e 66,6 milímetros, e 10 dias de seca severa sem precipitações na região.
Entretanto, nos últimos dias foram registradas chuvas importantes em todo Estado. Observou-se um acumulado de chuva em 72 horas de 54,6 milímetros em Fátima do Sul, 76,6 milímetros em Cassilândia e 40 milímetros em Rio Verde de Mato Grosso. De qualquer forma, a estiagem entre setembro e meados de outubro afetou consideravelmente as lavouras da região Sul, que estavam na fase de desenvolvimento das plantas. Em dezembro, essas lavouras iniciaram o período de enchimento de grãos e, agora, em janeiro, estão no período de maturação e colheita.
Os técnicos do Siga/MS estimam que as próximas semanas serão decisivas para a região Sul. Nesta semana é previsto o retorno das chuvas em alguns municípios. Se a previsão de 16 dias se confirmar, espera-se volumes de até 203 milímetros para a região, “o que ainda pode salvar muitas lavouras que não iniciaram o período de enchimento de grãos, especialmente aquelas implantadas em outubro e novembro”, avaliam.
O Projeto Siga/MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) é coordenado pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) em parceria com a Aprosoja/MS (Associação de Produtores de Soja de MS) e Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul).
João Prestes, Comunicação Semadesc Foto: Bruno Rezende/Secom
A mineração em Mato Grosso do Sul tem apresentado crescimento significativo nos últimos anos, consolidando-se como um setor estratégico para a economia estadual. Entre 2020 e 2024, o Valor da Produção Mineral (VPM) do Estado atingiu R$ 11,8 bilhões, refletindo a expansão do setor.
Em 2024, Mato Grosso do Sul posicionou-se como o 10º estado brasileiro em arrecadação de royalties da mineração, totalizando R$ 69,1 milhões. O montante é 16,3% inferior a 2023. O motivo da queda seria a escassez hídrica da hidrovia do rio Paraguai.
Nos últimos quatro anos, de 2020 a 2024, o Estado arrecadou R$ 375,05 milhões, com destaque para o município de Corumbá, onde as empresas mineradoras, Lhg Mining, Vetria Mineração, 3A Mining, que juntas com outras mineradoras de argila, calcários, areias e cascalhos, produziram de valor de produção a importância de R$ 1.434.410.637,24 e pagaram de CFEM no ano de 2024, a importância de R$ 46.206.590,72, 3,22% do valor de produção mineral.
Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck a mineração em Mato Grosso do Sul tem se destacado por investimentos robustos, aumento na produção e arrecadação, além de esforços contínuos para garantir a segurança ambiental e promover práticas sustentáveis. “O resultado de queda no ano de 2024 se deu por conta da escassez hídrica na hidrovia que afetou a navegabilidade e o envio de minérios pelo rio”, explicou Verruck.
Mesmo assim o minério continua saindo pela rodovia BR-262. Estima-se que mais de 700 caminhões, cada um carregando cerca de 50 toneladas de minério de ferro, trafegam diariamente pela rodovia. Esse aumento no fluxo de veículos preocupa o Governo do Estado que busca alternativas para mitigar os danos na infraestrutura da estrada.
“A crise na hidrovia do Rio Paraguai e a consequente sobrecarga da BR-262 têm gerado desafios significativos para o escoamento de minérios em Mato Grosso do Sul, com impactos econômicos e ambientais que demandam soluções urgentes e equilibradas entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental”, acrescenta Verruck.
Corumbá é a 23ª cidade do Brasil em produção mineral. As maiores empresas de mineração, em arrecadação no estado estão nas cidades de: Corumbá, Ladário, Bela Vista, Miranda, Bonito, Bodoquena, Terenos, Campo Grande, Dourados, Itaporã, Naviraí, Três Lagoas, Paranaíba, Inocência e Ribas do Rio Pardo.
Investimentos Significativos
O Grupo J & F (Lhg Mining) anunciou um investimento de R$ 5,5 bilhões na mineração de ferro e manganês nas cidades de Corumbá e Ladário, visando impulsionar a produção e fortalecer a economia local.
A Mineradora Vetorial, instalada em Corumbá, tornou-se a primeira empresa do Centro-Oeste a produzir gusa verde, um ferro-gusa fabricado a partir de carvão vegetal de florestas renováveis, reduzindo significativamente as emissões de carbono e promovendo práticas sustentáveis. Além disso, as mineradoras de ferro e manganês em Corumbá e Ladário têm investido em práticas sustentáveis para minimizar impactos ambientais e melhorar a gestão dos recursos naturais.
O coordenador de Mineração da Semadesc, Eduardo Pereira, destacou a importância desse momento de crescimento do setor mineral no estado, especialmente em Corumbá e Ladário.
“Estamos vivenciando um boom da mineração, que traz oportunidades econômicas significativas. No entanto, é fundamental que essa expansão ocorra de maneira sustentável, garantindo a preservação ambiental e a segurança das operações. Além disso, é essencial que o governo federal priorize a navegabilidade da hidrovia do Rio Paraguai, que é vital para o escoamento da produção mineral e o desenvolvimento da região”, afirmou.
egurança em Barragens e combate a incêndios
O governo estadual, através da SEMADESC e IMASUL, em parceria com a Agência Nacional de Mineração, tem realizado vistorias e apresentado relatórios sobre as barragens de rejeito de minério, assegurando o controle e a segurança dessas estruturas.
Segundo o coordenador de Mineração, no ano de 2024, no mês de junho, representantes da Coordenadoria de Mineração e Polícia Militar Ambiental (PMA) realizaram visitas técnicas às mineradoras de Corumbá e Ladário, visando fortalecer medidas de prevenção e combate a incêndios.
“A visita reforçou a importância da prevenção de incêndios no setor mineral. Empresas e órgãos estaduais demonstraram o compromisso com boas práticas ambientais, garantindo a segurança das operações e a preservação do meio ambiente”, concluiu.
O governador Eduardo Riedel voltou de férias nesta segunda-feira (13) e recebeu o ‘bastão’ do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que ficou à frente do Estado nos últimos 10 dias. Eles destacaram a importância de manter a agenda municipalista, de entregas e investimentos nas 79 cidades, assim como a linha de trabalho de buscar o desenvolvimento e crescimento do Mato Grosso do Sul.
“Agradeço ao Barbosinha por assumir o Estado nos últimos 10 dias e dar prosseguimentos as entregas nos municípios. Temos tranquilidade para sair de férias porque deixamos alguém preparado e capacitado para conduzir a agenda do Estado, alguém que conhece tudo do Mato Grosso do Sul. Ele fez um trabalho excepcional. Agora vamos seguir juntos porque temos muito trabalho pela frente em 2025”, afirmou Riedel.
Riedel mencionou que o Estado não para e que o Governo segue com várias obras em andamento em todas as regiões. “Temos a boa notícia que Mato Grosso do Sul é o estado que mais vai crescer em 2025, segundo a projeção do Banco do Brasil. Por isto é muito bom ter um vice-governador que trabalha junto com a gente, no dia a dia, em sintonia com as demandas do Estado”, concluiu.
Durante a reunião realizada no Gabinete do Receptivo, Barbosinha deu às boas-vindas ao governador e destacou que o Estado segue de vento em polpa, com rumo e direção bem definidos. “Fiquei muito feliz pela oportunidade e por cumprir esta missão. Neste período (governador em exercício) fizemos muitas visitas aos municípios, recebemos prefeitos e vereadores e conversamos com a população em geral. Estado está com indicadores positivos e obras importantes em andamento, que 2025 seja de muita prosperidade”.
Barbosinha ficou como governador em exercício de 2 a 12 de janeiro. Neste período entregou pacote de obras na região do Cone Sul, nas cidades de Itaquiraí, Japorã, Mundo Novo e Eldorado. Também inaugurou delegacia da Polícia Civil em Figueirão, assim como o Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (NUIAM) em Rio Brilhante.
Com foco na infraestrutura, entregou a nova ponte de concreto sobre o Rio Dourados, no distrito de Porto Vilma, divisa entre Dourados e Deodápolis e ainda inaugurou a Base Operacional da Polícia Militar Rodoviária em Ipezal, distrito de Angélica. Na Capital promoveu reuniões com prefeitos vereadores de diferentes cidades.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Saul Schramm
Começa nestaa segunda-feira (13) o período destinado à 2ª Etapa de pré-matrículas da REE (Rede Estadual de Ensino) e segue até doa dia 17. São os últimos dias para quem deseja garantir a vaga em uma das 348 unidades escolares da Rede para o Ano Letivo de 2025.
O período de pré-matrículas é válido para estudantes que já fazem parte de REE ou para aqueles que desejam ingressar na Rede Estadual.
De acordo com o coordenador de informações educacionais da SED (Secretaria de Estado de Educação), Alciley Lopes, a partir do dia 13 de janeiro, quem ainda não fez a pré-matrícula, poderá fazer presencialmente, por telefone ou pelo site.
“No dia 13 vamos abrir novamente a pré-matrícula com as vagas remanescentes, então quem ainda não garantiu a vaga poderá fazer, porém apenas para as escolas que tiverem vaga”, pontua Alciley.
O preenchimento dos dados pode ser realizado de três maneiras: pelo portal www.matriculadigital.ms.gov.br, pelos telefones 0800-647-0028 (fixo) e 3314-1212 (celular) ou de forma presencial na sede da Central de Matrículas, em Campo Grande, na rua Joaquim Murtinho, nº 2.612 – Itanhangá Park. O preenchimento dos dados também pode ser realizado de forma presencial em qualquer unidade escolar da Rede Estadual.
Após a divulgação da lista de designação que aconteceu neste domingo, 12 de janeiro, a segunda etapa disponibiliza as vagas remanescentes da REE/MS.
Jackeline Oliveira, Comunicação SED Foto: Ricardo Agra/SED