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Bela Vista-MS Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026
Investidores reconhecem Mato Grosso do Sul como grande destino global de empreendimentos

Investidores reconhecem Mato Grosso do Sul como grande destino global de empreendimentos

“Mato Grosso do Sul mostrou seriedade e profissionalismo que contrasta com a burocracia de outros lugares do mundo onde nós atuamos. Aqui encontramos um ambiente profissional sem burocracia e que criou o cenário favorável de negócios que prometeu. Quando nós juntamos competência e excelência com certeza nesse Estado pode ser desenvolvido qualquer negócio global”.

A afirmação acima é do CEO global da Arauco, Cristián Infante, no lançamento da pedra fundamental da quinta fábrica de celulose em solo sul-mato-grossense, no município de Inocência. O evento aconteceu nesta semana e foi onde ele fez esse reconhecimento ao protagonismo do Estado como um destino global de grandes investimentos.

A capacidade de aliar segurança jurídica, oferta de matéria-prima e políticas públicas confiáveis reforça a imagem do Mato Grosso do Sul como polo de investimentos. Celulose, cana-de-açúcar, avicultura, suinocultura, amendoim e a citricultura são apenas algumas das atividades que mudaram o perfil do Estado, antes inserido no binômio soja e boi.

Esta explosão de investimentos mais precisamente no setor de celulose foi abordada pelo secretário de Estado, Jaime Verruck, durante a palestra do Fórum Agro Lide, na Expogrande, na quinta-feira (10). Ele citou a fala do CEO da Arauco para ilustrar o momento favorável que o Estado vem passando.

“Muitos de vocês já viram, a gente se autodesignou Vale da Celulose, no Mato Grosso do Sul. Isso já pegou no mundo. As pessoas perguntam: por que Vale da Celulose? E a gente explica: temos o Estado da arte da tecnologia em celulose, da clonagem de eucalipto, da produtividade e da sanidade florestal. Estamos avançando agora na logística, com investimentos em ferrovias para ampliar a competitividade. Quando se fala em celulose no mundo, se fala em Mato Grosso do Sul”, comentou Verruck.

Já o governador Eduardo Riedel, que participou da abertura do Fórum, destaca o processo de desenvolvimento do Estado a partir da premissa de que o Estado possui potenciais que devem ser explorados, sendo eles o fator de competitividade local no mercado.

“Uma fortaleza gigante e global que temos aqui é a transição energética, a produção de alimentos e a sustentabilidade. Essas são nossas fortalezas. o Governo do Estado apostou alto na atração, diversificação e na completude da cadeia produtiva de todas essas áreas”, frisa.

Riedel continua ainda afirmando que a Arauco já está com 3,8 mil funcionários ativos trabalhando na construção de sua fábrica em Inocência, um impacto que que gera oportunidades para os produtores da região, e para a população como um todo, com emprego e qualificação.

“Isso faz girar a nossa economia, e por tudo isso que vem acontecendo é que a gente tem expectativa de ser o estado que mais vai crescer”, destaca, lembrando ainda do trabalho de captação de empresas para o Estado, em áreas diversas como piscicultura, suinocultura, entre outros.

“O capital privado vem sendo bem alocado no Estado. Para isso a gente tem que ter esse bom ambiente de negócios que criamos, infraestrutura, atratividade tributária, e segurança jurídica. Não aceitamos desordem, invasão, confusão, estrago. Não tem como um ambiente produtivo ser fértil, onde a gente fica negociando algumas coisas que não cabem mais nos dias de hoje. Tem uma ou outra demanda que a gente pode tratar de outra forma, mas não dessas que citei”, conclui o governador.

Para reforçar esta vocação para a celulose, Verruck apresentou durante sua palestra dados sobre o setor. O secretário salientou que Mato Grosso do Sul é o segundo maior produtor nacional de madeira em tora para papel e celulose, responsável por 24% da produção brasileira do setor, com mais de 1,6 milhão de hectares de florestas plantadas e 30 indústrias de base florestal instaladas.

“Temos o maior parque industrial do Brasil nesse segmento e mais de 26 mil empregos gerados direta e indiretamente pela cadeia florestal”, reforçou.

Durante sua fala, o titular da Semadesc também ressaltou que Mato Grosso do Sul já realizou sua transição energética e hoje possui a matriz mais limpa do Brasil, destacando-se como um estado agroambiental que alia desenvolvimento econômico com responsabilidade climática.

“Nós escolhemos três setores: o florestal, a proteína animal — bovinos, aves, suínos e peixes — e, por fim, o setor da biodiversidade. Confirmamos a estratégia de posicionar o Estado como referência em sustentabilidade. Somos um Estado que contribui para a segurança ambiental do mundo”, afirmou.

A apresentação trouxe ainda dados que colocam Mato Grosso do Sul entre os líderes nacionais em crescimento do PIB (com projeção de 4,2% para 2025), investimentos públicos (15,3% do orçamento) e geração de empregos com alta qualificação técnica, além da terceira menor taxa de pobreza extrema do país.

Suinocultura de eficiência

Outro setor que destaca Mato Grosso do Sul como polo de empreendimentos é a suinocultura. Isso foi destacado durante o evento 3° Encontro de Lideranças da Suinocultura da ASUMAS, realizado na Expogrande. Para 2025 a projeção é de um crescimento de 49% no plantel de matrizes, alcançando 152 mil fêmeas e fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva.

Esse avanço se dá graças a programas de incentivos como o Leitão Vida, além da eficiência e a biosseguridade da atividade no Estado, que atraiu inúmeros investimentos na indústria de suínos de grandes empresas como a Seara, em Dourados, e a Aurora, em São Gabriel do Oeste.

De acordo com o gerente regional de agropecuária da Seara em Dourados, Márcio Polazzo, que participou de mesa redonda no evento junto com secretário Jaime Verruck, o compromisso do Estado em fomentar o setor acabou por atrair o interesse da empresa.

“A posição de mercado, a nossa estratégia de mercado da JBS, é uma estratégia pensando sempre no longo prazo. A consciência que a gente tem de qualquer crescimento econômico é pensando nos momentos de mercado que tem agora e nas projeções que a gente pode ter no futuro. Em Mato Grosso do Sul nós ‘startamos’ tendo um projeto ambicioso de ampliar a nossa unidade de Dourados. Elevando a uma produção que estava em cerca de 4 mil suinos dia para 10 mil suinos por dia”, explicou o gerente, completando.

“Nós traçamos esse plano lá em meados de 2019, 2020. De lá para cá, muita coisa aconteceu. Tivemos a covid e uma crise terrível na suinocultura. Mas acreditamos que esses são ciclos e a gente precisa muito aprender com eles. Isso nos tornou convictos e crentes na continuidade desse crescimento, de tal modo que ao final desse ano ou do ano que vem, talvez a gente já conclua essa nossa planta de abate em Dourados, que é um dos nossos principais polos, o maior polo de suínos do nosso grupo no Brasil”.

Para finalizar, Polazzo ainda afirmou que o crescimento da empresa no Estado precisa ser sustentável e pautado na performance produtiva, “trabalhando cada vez mais com qualidade dentro dos nossos produtos, com custos competitivos”.

O secretário Verruck reforçou que Mato Grosso do Sul deve crescer este ano cerca de 3,4% neste ano, sendo o estado que mais avança na economia do país em 2025. “Essa força do crescimento vem do equilíbrio fiscal, do domínio constitucional adequado, do investimento privado, da tecnologia, e da modernização”, disse, complementando em seguida.

“Eu acho que a gente pode apresentar isso aqui. A gente apresentou tantas cadeias produtivas novas: soja, florestas, citrus. Já somos os líderes do país na produção de amendoim. Mais uma indústria na área de florestas foi anunciada na semana passada. Então, essa composição faz realmente com que o Mato Grosso do Sul consiga mostrar ao país um modelo que vai do equilíbrio fiscal à parceria público-privada, ao desenvolvimento das pessoas”,

Antes do término da palestra, Verruck ainda ressaltou que o governador tem uma visão estratégica muito clara de onde quer levar o Mato Grosso do Sul, desenvolvendo sua economia a um patamar nunca antes alcançado.

“Queremos levar este Estado adiante, assumindo uma visão estratégica, uma missão de cumprir toda a questão da produção, da sustentabilidade ambiental, da agricultura familiar, da ciência, da tecnologia e da inovação. Isso tudo está muito interligado, e a gente realmente encara isso como uma missão”, concluiu.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fotos: Saul Schramm/Secom

Oficina de chipa de mandioca e serviços essenciais marcam a 6ª edição do MS em Ação

Oficina de chipa de mandioca e serviços essenciais marcam a 6ª edição do MS em Ação

Contribuindo para a promoção da igualdade e da justiça social, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) e da Secretaria de Estado de Cidadania (SEC), realizou a sexta edição do programa “MS em Ação: Segurança e Cidadania”, levando diversos serviços essenciais à população indígena da Aldeia Porto Lindo, em Japorã.

Com mais de 3 mil atendimentos realizados, o mutirão começou com grande adesão da comunidade. Entre os primeiros a chegar estavam Claudio Norvera, de 32 anos, e Nilce Laderme, de 31. Juntos há cerca de dez anos e pais de dois filhos, o casal aproveitou a oportunidade para oficializar a união e solicitar a certidão de casamento civil. “Estamos juntos há bastante tempo. Hoje estamos dando entrada no registro de casamento. Isso é muito importante para nós e para nossa família”, disse Nilce.

Já Cristóvão Lopes, de 45 anos, buscou a emissão da certidão de nascimento civil. Até então, ele contava apenas com o Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (RANI), emitido pela Funai. “Tem que ter os documentos certinhos, em dia. Isso é importante. Às vezes a gente não consegue ir até a cidade, e aí, quando vem aqui, facilita muito”, afirmou.

Os atendimentos coemçaram sábado (5) seguiram até o domingo (6). Dona Ovalda Vilharva, de 55 anos, garantiu sua consulta odontológica. Algo que, segundo ela, não fazia há anos. “Estamos todos felizes, arrumando os dentes. Agradeço a Deus e a vocês que trouxeram isso para nós”, comemorou.

A vacinação contra a gripe também foi ofertada. Carlita Romero, de 51 anos, aproveitou para se imunizar. “É bom quando o doutor vem atender aqui. Às vezes é difícil ir para a cidade. Esse movimento do governo facilita muito”, avaliou.

Além dos serviços de saúde e documentação, a ação ofereceu capacitação. Uma das oficinas mais procuradas foi a de produção de biscoito ximango ou popularmente chamada de chipa de mandioca, realizada pelo Senai, um dos parceiros do programa.

Dona Agripina Lopes, de 52 anos, participou com entusiasmo. Ela já produz bolos e salgados para complementar a renda da família e agora pretende incluir a chipa no cardápio.

“Temos a matéria-prima aqui. Esse curso ajuda nós, mulheres, que não temos renda própria. É uma renda extra para a gente. Hoje em dia, a mulher precisa de uma profissão. Esse curso é para isso: gerar renda e ajudar a família”, destacou.

Parceria e inclusão

O secretário-executivo de Segurança Pública da Sejusp-MS, coronel Wagner Ferreira da Silva, que representou o secretário Antonio Carlos Videira, ressaltou a relevância do apoio da comunidade e de demais parceiros para a realização da ação.

“Este evento não seria possível sem o apoio da comunidade e da Prefeitura Municipal. Agradeço também às instituições parceiras que, durante esses dois dias, prestaram atendimento aos moradores da Aldeia Porto Lindo e região. O apoio de todos é essencial para alcançarmos nosso objetivo: garantir o acesso a serviços essenciais e melhorar a qualidade de vida”, afirmou.

A secretária de Estado de Cidadania, Viviane Luíza, que representou o governador Eduardo Riedel, reforçou a importância da ação como ferramenta de inclusão social.

“O Governo do Estado tem se dedicado incansavelmente à transformação social nas comunidades indígenas. Acreditamos que essa mudança só será possível por meio da integração de todos, trabalhando juntos para construir um estado mais inclusivo. Somente assim conseguiremos alcançar um desenvolvimento pleno para todos”, afirmou.

Para o cacique Onésio Dias, que preside o Conselho Comunitário de Segurança da Aldeia Indígena Porto Lindo, o mutirão reforça o cuidado do Governo do Estado com a população local. “Quero agradecer pela oportunidade de acompanhar o desenvolvimento dessa comunidade. De uma forma geral ela mudou muito para melhor, graças ao apoio do governo. Hoje estamos no caminho certo”, enfatizou.

O prefeito de Japorã, Vitor da Cunha Rosa (Malaquias), também enalteceu o esforço coletivo. “Estamos em busca constante por melhorias para nossa comunidade. Continuaremos ao lado do governador, reivindicando benefícios para nossa aldeia e município, sempre com foco no social”, declarou.

O vice-presidente da Câmara de Vereadores, Dorival Velasquez, agradeceu o empenho das equipes envolvidas. “É fundamental que o governo esteja atento às demandas específicas da população indígena, especialmente nas regiões de fronteira. O atendimento diferenciado que está sendo promovido hoje é um passo importante nesse sentido”, pontuou.

Posse do Conselho Comunitário de Segurança

Durante o evento, também foram empossados os novos membros do Conselho Comunitário de Segurança da Aldeia Indígena Porto Lindo. Criado em agosto de 2022, o conselho atua na mediação de conflitos e no fortalecimento do diálogo entre a comunidade e as forças de segurança pública. Ele é composto por representantes indígenas e por membros da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, com o objetivo de promover um ambiente mais seguro e participativo.

MS em Ação

Na Aldeia Porto Lindo, foram realizados 3.164 atendimentos, dos quais 1.076 relacionados à emissão de documentos diversos, como RG, CPF, Carteira de Trabalho, certidões de nascimento e casamento, entre outros.

Desde sua criação, no início de 2023, o programa MS em Ação: Segurança e Cidadania já beneficiou mais de 33,5 mil indígenas em todo o Estado e emitiu mais de 7,5 mil documentos, a maioria de primeiras vias. As ações já passaram por aldeias nos municípios de Dourados, Amambai, Paranhos, Miranda, Caarapó e Japorã.

Participaram do programa diversas instituições, entre elas: Defensoria Pública de MS, Funai, Receita Federal, UEMS, Programa Mulher Segura (Promuse/PMMS), MPMS, Instituto de Identificação, DEAM, TJMS, Detran-MS, Cetran-MS, Funtrab, INSS, DSEI-MS, DOF-MS, Corpo de Bombeiros Militar, Senai e PMA.

Comunicação Sejusp
Fotos: Matheus Carvalho/SEC

Terceiro município gerador de empregos em MS, Inocência inaugura Casa do Trabalhador da Funtrab

Terceiro município gerador de empregos em MS, Inocência inaugura Casa do Trabalhador da Funtrab

Com 1.385 admissões e saldo de 730 vagas abertas somente neste ano, o município de Inocência agora conta com uma Casa do Trabalhador.

A 36º unidade de atendimento da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) foi inaugurada na última quarta-feira (9) e busca facilitar a intermediação de mão de obra no município, que já está absorvendo o impacto da construção da indústria de celulose da empresa chilena Arauco, um investimento de R$ 28 bilhões.

Atualmente Inocência ocupa o 3º lugar no ranking estadual de contratações no Estado.

A nova unidade da Casa do Trabalhador é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Semadesc e da Fundação do Trabalho (Funtrab), e a Prefeitura Municipal de Inocência. A iniciativa integra o programa MS Qualifica, que visa fortalecer a empregabilidade e a qualificação profissional em todo o Estado.

A unidade é estratégica para atender à crescente demanda por mão de obra no município, impulsionada por grandes investimentos como o Projeto Sucuriú – o maior projeto de celulose do mundo em uma única etapa, da empresa Arauco.

A solenidade de inauguração contou com a presença do secretário de Estado da Casa Civil, Eduardo Rocha, da diretora-presidente da Funtrab, Marina Dobashi, do vice-prefeito de Inocência, Henrique Alves, do secretário municipal de Indústria e Comércio de Inocência, Ademilson Junqueira além de servidores que vão atuar na unidade.

Com atuação já iniciada no município de Inocência, o Projeto Sucuriú, da Arauco, terá um ápice de 14 mil trabalhadores no período das obras da indústria de celulose, que serão contratados pelas empresas parceiras do grupo chileno.

Após concluída e em operação, a fábrica terá capacidade de produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose branqueada por ano, gerando cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos na região.

Diretora-presidente da Funtrab, Marina Dobashi na inauguraçao da Casa do Trabalhador

A Casa do Trabalhador oferecerá serviços de intermediação de mão de obra, emissão de carteira de trabalho digital, acesso ao seguro-desemprego e orientações para qualificação profissional.

“A chegada da Casa do Trabalhador em Inocência representa um avanço significativo para o município, garantindo que a população tenha acesso a oportunidades de emprego e qualificação. Nosso papel é conectar os trabalhadores às vagas disponíveis, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região”, comenta a diretora-presidente da Funtrab, Marina Dobashi, presente à inauguração da Casa nesta semana. Ela salientou a alegria e satisfação de inaugurar o local que vai atender a população em busca da melhor colocação no mercado de trabalho. “Esta é a primeira unidade da Casa do Trabalhador inaugurada na minha gestão. Sinto muita alegria em poder participar deste momento tão importante para o crescimento de Inocência”, enfatizou Marina Dobashi.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ademilson Junqueira, se emocionou ao compartilhar sua visão sobre o impacto do espaço na vida da população.

“Aqui, as pessoas encontrarão muito mais do que serviços; encontrarão apoio para recomeçar, coragem para empreender e dignidade para continuar”, salientou. Ao seu lado, o vice-prefeito Henrique César reafirmou a missão da Casa do Trabalhador de ser um “farol para quem precisa de orientação, capacitação e emprego. Mas também teve espaço para as histórias das pessoas da comunidade que se aproximaram para celebrar e agradecer”.

Estratégica

“A Casa do Trabalhador tem uma finalidade estratégica essencial, especialmente em um município como Inocência, onde já contamos com mais de 4 mil empregos formais gerados pelo projeto da Arauco. Estamos falando de uma cidade com 8 mil habitantes, na qual metade da população já está empregada neste projeto. Com a execução da obra, o número de trabalhadores pode chegar a 14 mil, o que demandará uma grande oferta de mão de obra. Nesse contexto, a primeira função da Casa do Trabalhador é oferecer um espaço para que as empresas parceiras da Arauco possam divulgar suas vagas de emprego”, afirmou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

O diretor de Relações de Emprego e Atendimento ao Trabalhador da Funtrab, Luiz Eduardo Rocha, ressaltou a necessidade de estruturar o mercado local para o impacto que o projeto trará.

“Sabemos que empreendimentos desse porte transformam uma cidade. Com a Casa do Trabalhador, queremos garantir que os moradores de Inocência e região tenham prioridade no preenchimento das vagas e que essa expansão econômica seja também uma oportunidade de crescimento para todos”, completa.

O secretário Jaime Verruck acrescentou que “a Casa do Trabalhador será responsável pela triagem e encaminhamento adequado dos candidatos para as empresas envolvidas no projeto. Outro ponto importante é a integração com o programa MS Qualifica, que permite que pessoas de outras localidades interessadas em trabalhar em Inocência participem da pré-seleção de vagas sem a necessidade de deslocamento”.

A unidade da Funtrab em Inocência é parte da estratégia do Governo do Estado de ampliar a rede de atendimento ao trabalhador em municípios que estão recebendo grandes investimentos industriais.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Juliane Zanlorenzi, Comunicação Funtrab
Fotos: Mairinco de Pauda

Para promover e ampliar inclusão, Governo de Mato Grosso do Sul lança projeto ‘Laços da Cidadania’

Para promover e ampliar inclusão, Governo de Mato Grosso do Sul lança projeto ‘Laços da Cidadania’

Com objetivo de promover inclusão e ampliar o apoio as pessoas com deficiência, o governador Eduardo Riedel assinou convênio com a Acrissul e mais três municípios para realizar o projeto “Laços de Cidadania: Equoterapia e Inclusão”. Esta iniciativa é conduzida pela SEC (Secretaria Estadual de Cidadania).

Os municípios de Naviraí, Paranaíba e Campo Grande fazem parte do projeto, que tem investimento de R$ 1,4 milhão, para implementar três polos de equoterapia nessas cidades. A intenção é ampliar o acesso a serviços terapêuticos especializados e gratuitos para pessoas com deficiência e pessoas idosas com baixa mobilidade.

“Somos a favor do processo de inclusão de todas as formas. Este projeto de equoterapia nos três municípios faz parte das ações que estamos buscando dentro do Estado. A nossa participação não consegue alcançar a todos, por isso seremos sempre parceiros das instituições. O minimo que podemos fazer é dar este apoio”, afirmou o governador.

O projeto vai trabalhar especialmente nas regiões do Estado ainda não tem este tipo de atendimento. Atualmente, o serviço é dirigido a 17% da população com deficiência no Estado. As cidades escolhidas foram selecionadas com base em mapeamento da ausência de serviços, alto número de pessoas com deficiência e demandas reprimida.

“Celebramos mais um passo de uma política pública com afeto, saindo na frente dos demais estados com foco na inclusão. Projeto pioneiro que está fazendo história em Mato Grosso do Sul. Não há desafios grandes quando há propósito”, afirmou a secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza da Silva.

Pequenos produtores

O governador ainda participou do ato de isenção da taxa de auditoria do protocolo precoce para pequenos produtores rurais do Estado. A medida tem validade por prazo indeterminado e representa um avanço estratégico na valorização da produção em pequena escala.

“Temos que pensar e executar políticas públicas no Mato Grosso do Sul que reduzam barreiras e potencializem a competitividade aos produtores rurais e em especial, nesse caso, aos pequenos produtores tão importante na cadeia da agropecuária ”, destacou Eduardo Riedel.

A Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Novilho Precoce foi quem conduziu a oficialização, durante ato na Expogrande.

Para ter acesso ao benefício, deve ter a comprovação de abate de até 100 animais por ano e a regularização junto aos órgãos competentes. A isenção se aplica exclusivamente às auditorias
realizadas para verificar a conformidade da produção.

A iniciativa tem como principal objetivo reduzir barreiras de entrada para os pequenos produtores, ampliando sua participação no programa e assegurando a rastreabilidade e qualidade da carne de Mato Grosso do Sul.

“Oportunidade ao pequeno produtor, temos que agradecer ao governador por esta medida, vai aumentar a produção e ajudar a todos neste processo”, afirmou Rafael Gratão, presidente da Associação Novilho Precoce.

Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom

Frente Parlamentar do Leite debate legislação e crescimento econômico na Expogrande

Frente Parlamentar do Leite debate legislação e crescimento econômico na Expogrande

Com a proposta de fortalecer a atividade leiteira no Estado e debater legislação que regulamente o descarte de embalagens de produtos veterinários, a Frente Parlamentar do Leite da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) realizou, na tarde desta quarta-feira (9), uma reunião ordinária na 85ª Expogrande. O evento aconteceu na Casa do Leite, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, e congregou integrantes do grupo de trabalho, produtores, especialistas e representantes das instituições parceiras da cadeia produtiva.

Para o coordenador da Frente Parlamentar, deputado estadual e 1º vice presidente do Legislativo, Renato Câmara (MDB), o grupo de trabalho tem conseguido ao longo da sua atuação na Assembleia Legislativa, conquistar vários avanços aos produtores de leite. “Nós temos na pauta de hoje a apresentação do Proleite MS que foi iniciado por meio de uma discussão na frente parlamentar e agora se transformou em um programa estadual que inclusive será apresentado amanhã pelo governador do Estado, Eduardo Riedel. E neste momento debateremos de forma mais técnica sobre esse lançamento, que é uma ação muito importante pra resgatar a produção de leite do nosso Estado, pois ao longo da última década perdeu espaço, muitos produtores saíram da atividade e diversos laticínios fecharam suas portas. Por meio do programa genético que está embutido nesse projeto acontecerá um avanço grandioso para a cadeia produtiva do leite” explicou o parlamentar. Em relação à destinação final de embalagens o deputado salientou a importância desta questão, que considera crucial para a proteção do meio ambiente e da saúde pública. “Os materiais utilizados na pecuária, desde uma simples agulha ou seringa, precisam ser descartados de maneira correta. Você imagine um vidro de antibiótico que é muito pequeno caindo em um rio e contaminando aquele micro lugar. Então hoje você tem essa perspectiva de poder organizar uma atuação no Estado do Mato Grosso do Sul, onde todos aqueles que utilizam essas embalagens possam ter local adequado para a entrega dos produtos”, evidenciou.

Durante o evento foi explanado acerca desse descarte adequado de embalagens de produtos veterinários e também sugerida a criação de uma lei estadual de regulamentação de recolhimento ou entrega de embalagens de pesticidas e antimicrobianos. O engenheiro ambiental Karyston Adriel Machado da Costa, analisou os benefícios para a segurança ambiental e produção rural de uma lei que regulamente o descarte. “Os pontos positivos para uma lei alinhada com a logística reversa das embalagens de medicamentos utilizados no campo é fundamental para garantirmos a qualidade dos produtos, bem como a questão das resistências microbianas das bactérias relacionadas a esses recipientes que realmente são utilizadas no campo, principalmente dos medicamentos como antibióticos que acabam sendo descartados nos leitos dos rios, até mesmo nas margens dos rios ou no campo de forma em geral, que acaba acarretando num impacto direto ao meio ambiente. E para o Estado de Mato Grosso do Sul consolidar o avanço agrícola no agro, é necessário que tenhamos uma lei que venha solidificar a sustentabilidade e o descarte correto dessas embalagens. Em relação à cadeia leiteira, é imprescindível buscarmos pela qualidade do produto e o desenvolvimento sustentável, além da segurança ambiental das nossas áreas rurais. Então, isso vem colaborar não só para qualidade, mas garantir uma cadeia eficiente e de sustentabilidade para o nosso Estado”, mencionou o engenheiro ambiental.

A criação de um fundo e como beneficiará a cadeia produtiva do leite foi exposto na reunião. Apresentado pelo zootecnista e coordenador da Assistência Técnica e Extensão Rural/Bovinocultura da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer), José Carlos Gasperoni de Oliveira, a proposta demonstrada nesta tarde para a Frente Parlamentar do Leite é a criação do Agrofundo MS. “O nome que escolhemos para identificar esse projeto é Agrofundo MS e a ideia nasceu da experiência de outros casos fora do Estado. A intenção é instituir um fundo específico ou destinação de parte de um fundo já existente para que possamos alavancar o financiamento por parte dos produtores rurais de tecnologia, melhoramento genético e de pastagens para, de forma sustentável, trazer um desenvolvimento para a cadeia leiteira do Estado”, destacou.

Conforme o coordenador da Câmara Setorial do Leite de Mato Grosso do Sul, Eder Souza de Oliveira, o Vale Leite vai incentivar a produção e o consumo da bebida. “Escrevemos o projeto através da Associação de Produtores de Leite do Assentamento Itamaraty, junto com o Instituto da Agricultura Familiar e trouxemos para a frente parlamentar e a secretaria de Assistência Social, com o intuito de colocar o leite barriga mole dentro do programa Mais Social. A medida vai melhorar um pouco a renda do produtor com a questão desse aumento de produção. Trabalharemos primeiro com as cooperativas e associações de produtores que trabalham já com o leite barriga mole e o excedente na entrega, dentro do projeto Mais Social, ficaria com os laticínios, em uma parceria com os produtores para agregar valor nessa produção”, pontuou.

Segundo dados da secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a capacidade de produção da atividade leiteira em Mato Grosso do Sul é de 1,34 milhões de litros por dia, mas sofre com redução de 47% no volume desde 2016, caindo de 388 para 174 milhões de litros por ano. No momento o setor vive uma estabilização na produtividade e o rebanho varia de 150 a 160 mil cabeças.

Representando a Semadesc, o gestor de Desenvolvimento Rural, Orlando Serrou Camy Filho, explicou o panorama geral dos programas de melhoramento genético e as açoes que visam melhorar a situação do setor. Ele abordou as linhas gerais a respeito do Programa de Desenvolvimento da Bovinocultura de Leite (Proleite MS), além dos programas de incentivo inseridos neste contexto, como o programa de melhoramento genético. O gestor também explanou sobre outros programas para a indústria e detalhou instituições que são parceiras e que estão trabalhando neste plano.

Renato Câmara proporcionou um espaço para sugestões sobre a programação do Seminário do Leite e a Manhã do Leite, previstos para acontecer na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ainda neste ano. “Estamos muito contentes com a reunião acontecer aqui na Casa do Leite porque valoriza o nosso homem do campo e prestigia a exposição de Campo Grande”, disse. Para o parlamentar, o encontro foi extremamente produtivo. “Conseguimos abranger no debate propostas e programas que beneficiam os pequenos produtores e que promovem o desenvolvimento econômico do campo, objetivando reduzir os impactos ambientais, garantindo mais segurança à produção rural”, finalizou o deputado estadual Renato Câmara.

Por: Aline Kraemer   Foto: Wagner Guimarães

“CCR presta um desserviço à MS e não podemos sofrer por mais 30 anos”, alerta Paulo Corrêa

“CCR presta um desserviço à MS e não podemos sofrer por mais 30 anos”, alerta Paulo Corrêa

O clima foi de revolta e frustração na audiência pública realizada nesta quarta-feira (9), em Mundo Novo, para discutir o descaso da concessionária CCR MSVia com a duplicação da BR-163. Presente no evento, o 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa (PSDB), foi enfático: “A CCR presta um desserviço à população de Mato Grosso do Sul. A empresa lucra, mas é o consumidor quem paga a conta”.

Apesar das inúmeras denúncias já feitas ao longo dos anos, a situação segue sem solução. Contratada para duplicar 806,3 quilômetros da rodovia, a concessionária entregou até agora apenas 150,4 km. O contrato original previa investimentos proporcionais à arrecadação com pedágios, mas os dados mostram um desequilíbrio gritante: foram R$ 3,6 bilhões arrecadados, contra apenas R$ 1,9 bilhão investido em melhorias. E mais: desde 2019, os usuários pagaram cerca de R$ 947,6 milhões a mais em tarifas, mesmo diante do claro descumprimento contratual.

População penalizada e prefeitos de mãos atadas

“A BR-163 corta 21 municípios de Mato Grosso do Sul, e a CCR está sendo sacana com o consumidor. Ela cobra o pedágio desde o começo, mas não entrega os investimentos prometidos. Estamos de mãos atadas”, disparou Corrêa. “Ela chega nas cidades, instala guard-rails por toda parte e impede que prefeitos e vereadores abram até mesmo acessos simples, que poderiam melhorar a vida da população.”

Para o parlamentar, o cenário se agrava ainda mais diante da postura da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que aprovou a reestruturação do contrato da BR-163/MS, autorizando a realização de um novo leilão para a concessão da rodovia.

A proposta, embora apresentada como uma solução para contratos defasados, levanta preocupações quanto ao risco de beneficiar novamente a CCR — justamente a empresa que descumpriu as obrigações originais. O novo leilão está marcado para o dia 22 de maio, na B3, em São Paulo, com previsão de mais de R$ 17 bilhões em investimentos ao longo de 29 anos.

Mato Grosso do Sul exige respeito

“É inadmissível imaginar que a mesma empresa possa permanecer responsável pela BR-163 por mais três décadas. Obras inacabadas, trechos perigosos, população desassistida. O Mato Grosso do Sul não pode continuar sendo ignorado. O contrato existe, e o povo exige respeito”, afirmou o deputado.

Como encaminhamento das audiências públicas realizadas nos municípios cortados pela rodovia, a Assembleia Legislativa vai protocolar denúncia junto ao Ministério Público Federal, com pedido de providências urgentes. A comissão temporária que acompanha o caso é presidida pelo deputado Júnior Mochi.