Eduardo Riedel saía de uma agenda noturna no Centro de Campo Grande quando de longe percebeu dois garis gritando por seu nome: eram Jonatan Nascimento e Diego Oliveira, que aproveitam a oportunidade para conhecer o candidato a governador pelo PSDB, escolha de ambos nas urnas no primeiro turno e que vai se repetir no segundo.
“Escolhemos ele por ser o mais preparado”, frisam os dois trabalhadores, atendidos por Riedel em plena avenida Fernando Corrêa da Costa após uma breve corrida, arrastando junto sua equipe de campanha para registrar o momento de apoio dos eleitores e agradecimento de Riedel. “Fico feliz em receber essas manifestações, espontâneas”, afirma o candidato.
A demonstração de Jonatan e Diego mesmo que em momento de trabalho é um exemplo claro do quanto o nome de Eduardo Riedel, figura que por muito tempo foi atrelada aos bastidores da gestão estadual, ganhou o cenário público em Mato Grosso do Sul, que reconhece o trabalho feito por ele nas pastas que liderou.
“Mato Grosso do Sul precisa de gestores igual ao Riedel, pois ele já provou que é capaz, é o mais preparado, e como governador vai fazer muito mais para o nosso esporte, saúde, educação e até para a segurança pública. Acredito que ele seja o melhor para o nosso Estado”, destaca Jairo Cesar, mantenedor do projeto Escolinha Bola de Ouro.
Jairo participou da agenda em que o candidato a governador estava pouco antes de ir conversar com Jonatan e Diego, e fez questão de ter seu carro adesivado com material da campanha de Riedel. “Também o presenteei com uma lembrancinha, um chaveiro que fizemos na nossa escolinha em alusão à Copa do Mundo no Catar”, explica.
Pastores e outros líderes evangélicos, de várias denominações, participaram do evento que contou com a presença de Tereza Cristina e Luiz Ovando, além de Riedel e família
Pensando em debater a política mais profundamente em todas as esferas da sociedade, o candidato a governador Eduardo Riedel (PSDB) vem participando ativamente de várias ações em Mato Grosso do Sul. O pontapé inicial de uma dessas ações foi dado na sexta-feira (7) à noite com o lançamento da Frente Evangélica Pró Riedel e Bolsonaro.
O ato inaugural da frente aconteceu na igreja Mar no Brasil, em Campo Grande, e reuniu pastores e líderes de várias denominações. Também estiveram presentes o deputado federal reeleito Luiz Ovando (PP) e a ex-ministra e senadora eleita Tereza Cristina (PP).
“Existe a necessidade de pessoas boas, com propósito, participarem da política. Se isso não acontecer, a sociedade perde o controle”, frisa Riedel, completando que as alianças ali firmadas não são efêmeras, de ocasião. “São alianças de propósito por Mato Grosso do Sul”, destaca Eduardo Riedel, que foi ao evento com a esposa Mônica e seus dois filhos.
Tereza Cristina, que ocupa espaço especial na campanha ao governo, tendo caminhado sempre ao lado de Riedel, agora coordena a campanha a presidente de Jair Bolsonaro (PL) em Mato Grosso do Sul e destacou a boa oportunidade de estar nesse mesmo grupo.
“Tenho muito prazer em estar nessa caminhada ao lado do Riedel pois o conheço, sei da pessoa que ele é, sei do seu interesse em trabalhar por um projeto para Mato Grosso do Sul. Não é um projeto de poder, é algo realmente voltado para nossa gente, para servir ao sul-mato-grossense. Essa é uma aliança que fizemos lá atrás”, destaca Tereza.
Um dos líderes do movimento é o presidente estadual do Republicanos, Wilton Acosta. Ele destaca em sua fala que o fortalecimento dos princípios da igreja na sociedade é uma missão em que a política é uma das frentes de atuação, como um “campo missionário”.
“Negligenciamos por muitos anos essa participação na política, e agora vemos uma sociedade onde a violência contra as crianças cresceu, houve avanço das drogas. Acredito que isso ocorreu por omissão. Temos que reverter isso”, aponta Acosta.
Outro membro da Frente é o deputado estadual Herculano Borges (Republicanos), que relembrou o apoio de Riedel para articular junto à Assembleia Legislativa a inclusão das igrejas como atividade essencial, podendo assim seguir aberta mesmo em períodos de crise sanitária – como ocorreu no auge da pandemia de covid-19.
“O que começamos aqui hoje com essa Frente é um ato de chamamento, enfrentamento ao perigo que se aproxima de nossas famílias. Não podemos ceder mais, nós somos responsáveis em esclarecer as coisas dentro de nossas igrejas”, afirma o deputado Luiz Ovando.
Justiça Eleitoral determinou que o candidato ao governo do Estado, Renan Contar (PRTB), tire da propaganda eleitoral gratuita fala de Jair Bolsonaro (PL), ainda no primeiro turno, em que apoiava a sua candidatura. O entendimento é de que o presidente se manteve neutro, posteriormente, entre apoiar Contar ou Eduardo Riedel (PSDB) para a eleição estadual.
O magistrado avaliou que isso criava “artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais desforme da realidade atual”. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) entendeu que o eleitor deve ser devidamente informado sobre o apoio do candidato à reeleição presidencial no segundo turno da disputa estadual.
A decisão foi proferida pelo juiz José Eduardo Chemin Cury. A Justiça avalia que o apoio de Bolsonaro, que tem “peso enorme na escolha dos eleitores de Mato Grosso do Sul”, tem duplo apoio no segundo turno – tanto a Contar e Riedel.
“[Bolsonaro] tendo escolhido a neutralidade para angariar suporte político de ambos os disputantes do segundo turno estadual, continuar utilizando a sua fala do debate, não encontra mais escora factual, pelo que as propagandas impugnadas incidem nas vedações legais”.
Como Riedel e Contar apoiam e são apoiados por Bolsonaro, conforme vídeo divulgado e amplamente viralizado nas redes sociais, o próprio presidente da República, ao lado da senadora eleita por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP), e pelo deputado federal reeleito, Dr. Luiz Ovando (PP), declara, “por lealdade”, neutralidade no 2º turno no Estado.
Candidato ao Governo, ele avisa: “Vamos enfrentar as Fake News com a verdade e projetos”
Eduardo Riedel venceu o primeiro turno em 51 dos 79 municípios do Estado. Um resultado surpreendente, contrariando todas as pesquisas antes da votação. Este resultado já se reflete nas primeiras análises para o segundo turno, onde Riedel já aparece na frente de Contar.
“Chegamos ao 2º turno. Com a sua força! Com o seu apoio! Mas a maior batalha vai começar agora. Eu convoco cada um de vocês a ser a nossa voz. O nosso escudo contra as Fake News e os ataques injustos. Ser um defensor do melhor projeto para Mato Grosso do Sul. Eduardo Riedel é um gestor testado e aprovado. É ficha limpa, nunca respondeu a nenhum processo. Riedel é um empresário bem-sucedido, uma liderança do Agro muito antes de ser candidato”, diz a senadora eleita, Tereza Cristina, ex-ministra do presidente Jais Bolsonaro e parceira de primeira hora de Riedel.
Para ela, Riedel é o candidato com mais capacidade para trabalhar em parceria com o presidente Bolsonaro. Pra trazer mais investimentos pro nosso Estado. “Riedel é a escolha certa pra todos nós”, reforçou.
Eduardo Riedel afirmou que está profundamente grato pelos apoios recebido nos últimos dias. “Meu sentimento é de profunda gratidão. Milhares de sul mato-grossenses escolheram a honestidade, o conhecimento, uma vida melhor. Vestiram a nossa camisa, porque acreditam em projetos reais. Com prazo pra entregar e recursos garantidos. Agora é hora de redobrar as energias e, mais do que nunca, lutar pelo nosso estado”, afirmou.
Ele também avisou que está preparado para as Fake News que, infelizmente, lhe serão endereçadas, mas avisou que não as teme. “Quem carrega a verdade não tem o que temer. Nós vamos vencer. Pelas pessoas, pelo Mato Grosso do Sul. Vou Governar pra todos, sem exceção. Por isso, a nossa vitória será a vitória de todo o Mato Grosso do Sul”.
Ao lado de Tereza Cristina, ele também reforçou seu apoio a Bolsonaro. “Eu quero reafirmar o meu compromisso com a reeleição do Presidente Bolsonaro. Por lealdade e convicção. Estamos alinhados com o projeto para o Mato Grosso do Sul e o Brasil. Com fé em Deus e esperança em uma vida melhor pra todos”.
Contra o bolsonarismo, o PT de Mato Grosso do Sul vai liberar a militância para a campanha de segundo turno do Estado. O partido vai continuar a campanha pedindo votos para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
Algumas vertentes cogitam o voto útil em Eduardo Riedel (PSDB), mesmo ele se declarando apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) para resultar “em um mal menor”.
O presidente estadual do PT, Vladimir Ferreira, afirma que o partido já mobiliza a militância em prol de Lula. E destaca que nunca votaria em Capitão Contar (PRTB), figura viva do bolsonarismo raiz. “Com Contar de jeito nenhum”.
“Estamos nos organizando. Foi feita reunião na quarta-feira e vamos fazer outra no sábado. Vamos distribuir material e mobilizar nossa base e militância em todos os municípios”, disse.
Ainda sobre o segundo turno em MS, o deputado eleito Zeca do PT já havia declarado voto a Riedel, antes mesmo do primeiro turno. Assim como ele, outros petistas agiram da mesma maneira.
Ainda assim, a candidata pelo partido, Giselle Marques, teve 9,42%, com 135.556 votos. Ela disse que vai se manter neutra.
“Ante ao fato de que os dois candidatos ao governo do Estado de Mato Grosso do Sul declararam apoio ao Bolsonaro, eu sigo me dedicando exclusivamente à campanha do Lula.”
O líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara, deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), apresentou um projeto de lei para punir os institutos de pesquisas eleitorais que fizerem levantamentos cujos resultados não se confirmam.
Na visão do parlamentar, se as sondagens não conseguem captar tendências ou mudanças de pensamento dos eleitores, elas não deveriam ser publicadas às vésperas das eleições. A medida foi apresentada por Barros na quinta-feira 6.
Pelo projeto, o crime terá sido cometido, caso haja intenção de publicar uma sondagem que já se saberia que pode não ser condizente com os resultados das eleições ou mesmo se não houver má-fé. O erro estará configurado se a votação na urna for diferente, além da margem de erro, do que constava no estudo.
O texto prevê que as penalizações serão aplicadas nos casos das pesquisas eleitorais divulgadas nos 15 dias que antecedem as eleições. A pena prevista é de quatro a dez anos de prisão, mais o pagamento de multa.
De acordo com a proposta, serão responsabilizados pelos eventuais erros o estatístico responsável pela sondagem divulgada, o responsável legal do instituto de pesquisa e o representante legal da empresa contratante. (Revista Oeste)