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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 24 de Junho de 2026
“MS está perto de erradicar extrema pobreza”, destaca governador na abertura do ano legislativo

“MS está perto de erradicar extrema pobreza”, destaca governador na abertura do ano legislativo

Ao discorrer a respeito das expectativas e grandes desafios de Mato Grosso do Sul em 2024, no início do ano legislativo, o governador Eduardo Riedel ressaltou as iniciativas implementadas para melhorar a vida das pessoas, reduzindo o custo de vida e oferecendo oportunidades para todos por meio da movimentação econômica, geração de empregos e renda, qualificação e transferência de renda. Ele lembrou ainda que especialistas colocam Mato Grosso do Sul como o estado brasileiro mais próximo de erradicar a pobreza extrema.

“Nesta direção, registro minha grande alegria ao testemunhar o movimento dos primeiros beneficiários dos programas de transferência de renda devolvendo o Cartão Social ao Estado, porque conquistaram empregos ou melhores salários e já não precisam mais deles”, afirmou Riedel, nesta segunda-feira (5).

“Esse é o nosso sonho coletivo: queremos que as próximas gerações de sul-mato-grossenses se libertem da pobreza extrema, assumam uma nova cidadania e assim exerçam um novo protagonismo. Isso é, na prática, crescer e desenvolver sem deixar ninguém para trás. Por isso, o nosso foco em crescimento é tão relevante, porque é libertador”.

Entre as pessoas que abriram mão do benefício estão Vera Leite, de 57 anos, e Odair Silva, de 54 anos, ambos de Naviraí. Eles fizeram o uso do Mais Social em momentos de dificuldade, mas hoje podem abrir mão da ajuda para que outras pessoas recebam. Hoje, 155 mil famílias em situação de vulnerabilidade recebem apoio do Governo do Estado por meio de programas como o Conta de Energia Zero e o Mais Social, que neste ano foi reajustado em 50%, para R$ 450 por mês.

A notícia da devolução dos cartões vem na esteira de um crescimento econômico do Estado, que gera oportunidades. “Só no ano passado, registramos o ingresso de 17 bilhões de reais em novos empreendimentos, que elevaram nossa carteira de novos negócios para 76 bilhões de reais acontecendo agora no Mato Grosso do Sul. Desse esforço, surgiram 33 mil novos empregos, que nos elevaram à honrosa posição de 4ª menor desocupação entre todos os Estados brasileiros”, lembrou o governador.

Sessão solene de abertura da 2 sessão legislativa da 12 Legislatura Foto Saul Schramm
Governador Eduardo Riedel; primeira-dama Mônica: presidente da Assembleia Legislativa de MS, Gerson Claro; e a esposa Katia (foto: Saul Schramm)

Novo municipalismo

Eduardo Riedel contou ainda estar finalizando “um grande e cuidadoso programa de novas parcerias com os 79 municípios”. Segundo ele, será um poderoso instrumento de transformação que vai além das obras já programadas. “É nosso desejo avançar  agora em metas e resultados, nas áreas dos serviços essenciais, como saúde, educação e desenvolvimento econômico – grandes desafios que precisam ser enfrentados e superados”.

Infraestrutura

O governador também prestou contas das entregas e realizações que estão sendo feitas nas mais diversas áreas e antecipou investimentos para 2024. Na área de infraestrutura, foram R$ 1,8 bilhão no ano passado e R$ 3,4 bilhões são planejados para este exercício financeiro, considerando o programa de concessões de rodovias, portos, aeroportos e ferrovias.

Educação e Saúde

Na Educação, ele destacou a abertura de 18 mil vagas na Rede Estadual de Educação e o programa de modernização das escolas, que serão beneficiadas com a Infovia Digital. E na Saúde, o Governo repassa R$ 44 milhões para os municípios poderem reequipar unidades de atenção básica e proporcionar atendimentos no período noturno.

Assembleia Legislativa

Já o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, defendeu a manutenção do ambiente de maturidade, diálogo, estabilidade econômica e transparência em 2024. “Os interesses do Estado estão acima de qualquer divergência política. Superamos com responsabilidade os desafios, consolidando uma Assembleia moderna e aberta à população, promovendo eventos e audiências públicas que fortalecem nosso diálogo com a sociedade. Mantemos firmes nossos princípios, afastando-nos do debate ideológico superficial, pautando nosso trabalho com foco nos resultados para a população”, afirmou.

“Que este ano legislativo seja marcado pelo diálogo constante, pela formulação de legislação sábia e, acima de tudo, por uma atuação conjunta na construção de um Mato Grosso do Sul mais moderno, próspero, inclusivo e sustentável. Estamos cientes dos desafios e confiantes no progresso que juntos podemos alcançar”, finalizou.

Confira a mensagem do governador na íntegra:

Senhor presidente,

Senhoras e senhores deputados,

Para atender um preceito constitucional imprescindível, de prestação de contas sobre o primeiro ano do nosso governo e, ainda, lançar um breve olhar sobre as expectativas e grandes desafios do Mato Grosso do Sul neste novo ano, compareço perante esta Casa de Leis com as melhores esperanças e o otimismo renovado.

Acredito que este sentimento floresce da densa experiência vivenciada por todos nós à bordo de um novo modelo de governança implantado, que transformou estes primeiros meses de gestão em um ano extremamente produtivo e gratificante.

Como é natural na sucessão entre governos, foram feitos rearranjos administrativos, mudanças de equipes e instalação de novos projetos e programas, considerando os conceitos e compromissos que defendemos nas ruas, hoje já transformados em um vigoroso plano prático de trabalho.

E não custa reiterar: mantenho intocada minha convicção de governar, o tempo todo, com o nosso plano de governo sobre a mesa, sinalizando a busca obsessiva por cumprir, um a um, todos os compromissos que assumi com a população.

Mas mesmo sendo uma etapa de transição, nem por isso resultados e avanços importantes deixaram de acontecer.

Com um gigantesco esforço fiscal, conseguimos posicionar o estado entre os mais baratos do Brasil – que trabalham com menor alíquota de ICMS do país, além de reduzir a carga tributária para diversos segmentos produtivos, com destaque para a isenção total de 24 mil micro e pequenas empresas do nosso estado.

Tomamos esta decisão a partir da nossa crença de que, quanto menos oneroso o estado for, mais competitivo será! E quanto mais competitivo, mais gerador de forte crescimento sustentado e sustentável.

Decidimos por este caminho sem abrir mão um segundo sequer da imprescindível responsabilidade gerencial – somos o 5º estado em solidez fiscal; o 2º que mais investe e o 1º em investimentos por habitante, no Brasil.

Desta forma, com austeridade, qualificação no manejo dos gastos públicos, inovação e foco nas prioridades, acreditamos em uma nova e intensa energia criativa, que se soma à nossa vocação para o trabalho –  matéria prima fundamental para encontramos novas saídas para antigos problemas e também para atrair cada vez mais capital produtivo e, com ele, mais oportunidades de desenvolvimento.

Para que as senhoras e os senhores tenham uma ideia, apenas no ano passado contabilizamos a abertura de 10 mil 117 novas empresas, um recorde em toda a série histórica da Junta Comercial.

Essa alta performance é resultado do compromisso com a modernização do nosso processo de crescimento. O Programa Balcão Único é um bom exemplo: a abertura de empresas de baixo risco é, hoje, totalmente automática, digital e gratuita e, por isso, demanda apenas 10 minutos para ser consumada.

Só no ano passado, registramos o ingresso de 17 bilhões em novos empreendimentos, que elevaram nossa carteira de novos negócios para 76 bilhões de reais acontecendo neste momento, no nosso Estado.

Desse esforço, surgiram 33 mil novos empregos, que nos elevaram à honrosa posição de 4ª menor desocupação entre todos os Estados brasileiros.

Destaco que os indicadores nesta área sinalizam que estamos muito próximos à condição do pleno emprego, uma vitória da eficiência e do aprimoramento permanente do ambiente de negócios.

Não é por mero acaso que temos a indústria de transformação mais vigorosa do país.

Mas não foi só isso.

O processo de crescimento robusto e progressivo também impactou positivamente a renda média no estado – um acréscimo substantivo de 8%. Temos o 5º maior rendimento médio do trabalhador, agora alcançando 3.300 reais.

E para que os cidadãos e cidadãs sul-mato-grossenses possam aproveitar melhor as novas oportunidades de trabalho que vêm sendo geradas, o grande esforço emparceirado de qualificação da mão de obra chegou para transformar a vida de 144 mil trabalhadores e trabalhadoras.

Se a inclusão produtiva sempre foi nosso ponto de chegada, não descuidamos dos nossos deveres no campo social: os programas de transferência de renda hoje apoiam cerca de 155 mil famílias vulneráveis em nosso estado, como o Mais Social e o Conta de Energia Zero.

Importante lembrar que, este ano, cumprimos o compromisso de reajustar o Mais Social para 450,00 reais por mês, um aumento de 50% no valor do benefício.

Além disso, eliminamos distorções e aperfeiçoamos o programa, para que ele pudesse chegar àqueles que dele realmente precisam para viver.

Para tanto, instalamos um inovador processo de busca ativa, através do qual identificamos cerca de 40 mil famílias ainda invisíveis aos diversos programas  e esforços sociais no nosso estado.

Recalibramos a capacidade de financiamento do Fundo Estadual de Assistência Social, presente em todos os 79 municípios e lançamos novos programas, como o Cuidar de quem Cuida, que tem como tarefa essencial apoiar os agentes sociais que, com o seu trabalho diuturno, chegam aonde a mão do estado não alcança.

Isso explica porque também praticamente triplicamos os repasses para as instituições do terceiro setor, essenciais ao campo social.

Aqui faço um parêntesis para lembrar as indicações dos especialistas de que Mato Grosso do Sul é o estado brasileiro mais próximo da desafiadora fronteira de erradicação da pobreza extrema – e poucos objetivos de médio prazo carregam, ao nosso ver, uma dimensão tão relevante.

Nesta direção, registro minha grande alegria ao testemunhar o movimento dos primeiros beneficiários dos programas de transferência de renda devolvendo o Cartão Social ao Estado, porque conquistaram empregos ou melhores salários e já não precisam mais deles.

Esse é o nosso sonho coletivo: queremos que as próximas gerações de sul-mato-grossenses se libertem da pobreza extrema, assumam uma nova cidadania e assim exerçam um novo protagonismo.

Isso é, na prática, crescer e desenvolver sem deixar ninguém pra trás.  Por isso o nosso foco em crescimento é tão relevante, porque é libertador. 

Para que ele tenha o seu curso e se dinamize ainda mais, o estado vem fazendo a sua parte: em 2023 foram 1,8 bilhão em infraestrutura – considerando os investimentos da Seilog Agesul, Agehab e Sanesul, dos quais 1,5 bi  na melhoria e ampliação da malha viária.

Olhando para frente, a nossa disposição é trabalhar duro para fazer muito mais e em diferentes frentes.

Na área de infraestrutura serão 3,4 bi em 2024, investimento reforçado por um grandioso programa de concessões de rodovias, portos, aeroportos e ferrovias, além de outras áreas de serviços sob estudo.

Testemunharemos, passo a passo, a transformação da rota Bioceânica em realidade, sonho acalentado por diferentes gerações de sul-mato-grossenses.

E estamos finalizando um grande e cuidadoso programa de novas parcerias com os 79 municípios – um poderoso instrumento de transformação da realidade e da qualidade de vida em todo o nosso estado, a partir das nossas cidades. É um novo municipalismo…!

Além das centenas de obras já programadas, é nosso desejo avançar  agora, em metas e resultados, nas áreas dos serviços essenciais, como saúde e educação e desenvolvimento econômico, grandes desafios que precisam ser enfrentados e superados.

A ideia é um novo pacto de governança entre o estado e os municípios, para agregar mais qualidade em áreas de atendimento direito aos cidadãos e cidadãs.

Além disso, na educação, abrimos 18 mil novas vagas na rede escolar e vamos tocando em frente um poderoso programa de modernização das escolas, com a chegada das infovias – esforço que reflete a nossa crença neste caminho transformador.

Na saúde, o esforço continuado é para reduzir drasticamente a fila por exames complexos e cirurgias. E, na outra ponta, reformas estruturais na gestão do sistema, para superar gargalos e melhorar a eficiência e a resolutividade, em especial na rede de atenção básica.

E já começamos este ano agindo:  autorizei o repasse de 44 milhões de reais para reequipar as unidades de atenção básica e financiar o seu funcionamento noturno em cada uma de nossas cidades, ampliando, assim, a capacidade de atendimento.

É nossa convicção que o resultado final só será, de fato, transformador, se trabalharmos juntos.

Lembro que este também é o primeiro ano de vigência da nova Lei do Pantanal, resultado do trabalho complexo e dedicado desta Casa na formação de consensos entre os diferentes atores e setores envolvidos com o desenvolvimento daquela região.

Nossa expectativa é que o Pantanal sul-mato-grossense se transforme em uma autêntica vitrine, uma referência nacional e internacional sobre manejo sustável, aliando preservação e crescimento responsável.

Senhores parlamentares,

Em grande parte dessas iniciativas, trabalhamos de forma cooperada também com o governo federal e este é o dever de quem tem a responsabilidade de governar.

Este compartilhamento de responsabilidades não pode depender e hoje não depende das cores partidárias, desta ou aquela preferência política, ou mesmo de questões de posicionamento ideológico. E sim de uma relação respeitosa, desprendida e produtiva, para buscar o maior apoio possível às causas do nosso estado.

Em alguns campos onde ainda existe muita polêmica, como o social e as políticas públicas de apoio e proteção aos povos originários, precisamos olhar para frente, em busca de soluções práticas, factíveis, ao atendimento de demandas históricas nessas áreas.

Poderia, senhoras e senhores deputados e deputadas, permanecer aqui o dia inteiro falando de centenas de diferentes projetos, programas, inovações, metas e resultados esperados para este ano.  Porque literalmente em todas as áreas estaremos investindo fortemente na modernização o Estado e na sua capacidade prática de resolver problemas.

O mais importante, no entanto, é reiterar aqui o nosso compromisso com a grande convergência que se estabeleceu em Mato Grosso do Sul.

Tudo que aqui falei – e que está presente na nossa prestação de contas-, mereceu ajustes, aperfeiçoamentos e o apoio dos parlamentares estaduais.

É com esta mesma disposição que vamos seguir adiante, para que, nesse novo tempo, a expectativa do grande salto para um novo futuro se torne realidade, com mais oportunidades de crescimento, equidade e justiça social.

Agradeço o apoio solidário, a capacidade de diálogo e o bom debate que esta Casa tem sido capaz de promover, como parceira preferencial do nosso governo.

Desejo uma legislatura dialogante e produtiva, para que possamos juntos avançar muito mais.

Muito obrigado.

 

Paulo Fernandes, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm e Álvaro Rezende

Paulo Corrêa pede e Riedel assina convênio de R$3,6 milhões para obras em Coronel Sapucaia

Paulo Corrêa pede e Riedel assina convênio de R$3,6 milhões para obras em Coronel Sapucaia

Recursos serão direcionados para drenagem e pavimentação

Atendendo a mais um pedido do deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), o governador Eduardo Riedel assinou, nesta segunda-feira (5), convênio de R$3,6 milhões para execução de obras de drenagem e pavimentação em Coronel Sapucaia. Além de Corrêa, participaram da assinatura o prefeito Rudi Paetzold e a vereadora Sebastiana Rodrigues.

Na avaliação do 1º secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o investimento em pavimentação e drenagem, principalmente em pequenos municípios, como Coronel Sapucaia, é crucial para melhorar a infraestrutura local.

“Contribui para o desenvolvimento econômico, facilita o acesso a serviços básicos e reduz problemas como alagamentos, aumentando a qualidade de vida da população”, afirmou. “Essa é mais uma demonstração da gestão municipalista do governador Eduardo Riedel. É ouvir os prefeitos, os vereadores, para traçar as políticas públicas que vão de fato melhorar a vida das pessoas”, completou.

Segundo o prefeito Rudi Paetzold, asfalto é a demanda número um dos moradores do município de pouco mais de 14 mil habitantes, na fronteira com o Paraguai.

“A gente sai na rua e o que o povo mais pede para gente fazer é asfalto, porque quando chove é barro, quando está seco é poeira. E para uma cidade pequena do interior fazer isso com recursos próprios é muito difícil, então a gente precisa de ajuda do governo e, graças a Deus, tivemos”, narra.

E para que esse “momento histórico para Coronel Sapucaia” saísse do papel, o apoio do deputado Paulo Corrêa foi fundamental, lembra Rudi. “O Paulo sempre foi um avalista dos trabalhos em Coronel Sapucaia. Ele tem nos ajudado nesse diálogo com o Governo do Estado sendo um intermediário dos assuntos que são do nosso interesse. O Paulo Corrêa faz as coisas acontecerem e a população sapucaiense é muito grata por sua dedicação”, agradece.

“Este é o Governo municipalista do Eduardo Riedel. Estamos fazendo esta parceria com todos os municípios e hoje assinando aqui com Coronel Sapucaia. Todas as cidades vão receber apoio do Estado para fazer pavimentação”, afirmou o secretário Eduardo Rocha, chefe da Casa Civil.

Também participaram da reunião os secretários Jaime Verruck, titular da Semadesc, e João César Mattogrosso, adjunto da Casa Civil, entre outras autoridades.

Jamilson Name inicia ano legislativo renovando seu compromisso com a população sul-mato-grossense

Jamilson Name inicia ano legislativo renovando seu compromisso com a população sul-mato-grossense

O comprometimento de trabalhar no fomento das ações que visam o bem comum foi reafirmado pelo deputado estadual Jamilson Name (PSDB). A sessão solene pontua a instalação da 2ª Sessão Legislativa da 12ª Legislatura e foi realizada nesta segunda-feira (05) no Palácio Guaicurus, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).

A cerimônia contou com a participação do governador do Estado, Eduardo  Riedel e de representantes  dos outros poderes e de órgãos estaduais.  Na ocasião, o parlamentar destacou a importância do trabalho com união entre os deputados e o governo do Estado. “Meu trabalho seguirá pautado por melhores serviços públicos para a população: saúde, segurança, educação, habitação e assistência social, sempre atento a parcerias que sejam positivas para a população e reflitam em benefícios e novos investimentos para o nosso Mato Grosso do Sul: buscando o necessário alinhamento positivo entre o Executivo e Legislativo nessa parceria, que visa melhorias para nossa população”, afirma Jamilson Name.

Na solenidade, o chefe do Poder Executivo passou em revista à tropa formada pela Polícia Militar. Na sequência, ocorreu o hasteamento das bandeiras do Brasil, Mato Grosso do Sul e Campo Grande.

A atuação de Jamilson se destaca também pelo incentivo às práticas esportivas e questões ligadas à saúde pública e assistência social.

Assessoria de Imprensa

Legislativo retoma trabalhos com foco em regulação das plataformas digitais

Legislativo retoma trabalhos com foco em regulação das plataformas digitais

O Congresso Nacional retoma os trabalhos nesta segunda-feira (5), depois do recesso legislativo, com a regulação das plataformas digitais e da inteligência artificial no centro das discussões dos deputados e senadores em 2024.

A medida provisória do governo Luiz Inácio Lula da Silva que reonerou a folha de pagamento de 17 setores da economia e a limitação das atuações dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) também devem ser debatidos pelos parlamentares ao longo do ano.

Além disso, o Legislativo volta do recesso com 27 vetos presidenciais pendentes de análise. Desses, 12 já estão trancando a pauta, ou seja, precisam ser apreciados antes de outras propostas que não possuem a mesma urgência.

A regulação das plataformas digitais é prevista no projeto de lei conhecido como PL das Fake News, cuja votação na Câmara foi adiada diversas vezes pela falta de acordo entre os parlamentares e diante da resistência da oposição e das proprietárias de plataformas digitais. Já o projeto de lei da inteligência artificial tramita na comissão temporária criada para analisar o tema, sob a relatoria do senador Eduardo Gomes (PL-TO).

Regulamentação das plataformas digitais

Aprovado pelo Senado em 2020, o PL das Fake News prevê regras de uso, gestão e punições no caso de divulgação de informações falsas. O texto estabelece prisão de um a três anos e multa a quem promover ou financiar a disseminação em massa de mensagens que contenham “fato que se sabe inverídico” e que possa comprometer a “higidez” do processo eleitoral ou causar dano à integridade física de agentes públicos. Além disso, as plataformas terão de publicar regularmente relatórios semestrais de transparência, com informações sobre a moderação de conteúdo falso.

Na proposta, há ainda um capítulo específico sobre segurança infantil. O texto obriga as plataformas a estabelecer níveis de proteção de dados e impedir o acesso a determinados serviços, além de proibir o uso dos dados desse público para a criação de conteúdos personalizados. Outro trecho do PL aprovado prevê a remuneração do conteúdo jornalístico profissional replicado pelas plataformas digitais, como já ocorre na Austrália.

Supremo

As propostas de emenda à Constituição (PECs) que limitam os poderes de ministros do STF devem estar entre os temas prioritários do Congresso após o recesso legislativo. O assunto tem o apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que prometeu avançar na discussão de pautas que podem mudar o cenário político nos próximos anos.

Duas PECs tratam da limitação dos poderes dos ministros da Suprema Corte. Uma delas limita decisões monocráticas e pedidos de vista nos tribunais superiores. Em linhas gerais, a proposta impede que decisões tomadas por um ministro do STF suspendam a vigência de leis ou atos dos presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados.

Apesar da insatisfação declarada de ministros do Supremo, Pacheco tem defendido a aprovação da proposta sob o argumento de que ela ajuda a equilibrar os Poderes, e, em mais de uma ocasião, disse que ter posto a matéria em pauta não indica “retaliação” do Congresso às recentes decisões do STF. O texto recebeu aval dos senadores em novembro e seguiu para a Câmara.

A outra PEC tem a ver com a elevação da idade mínima e a instituição de mandato com prazo fixo para ministros do STF. Pela proposta, seriam fixados oito anos para o mandato de ministros do Supremo, sem direito à recondução. Atualmente, para ser indicado à vaga, é necessário que o candidato tenha entre 35 e 70 anos, sendo que pode ficar no cargo até completar 75 anos, que é a idade máxima para a aposentadoria no serviço público.

Uma terceira proposta tem a ver com a limitação do acesso ao Supremo por parte de partidos políticos. A ideia já foi defendida pelo presidente da Câmara e tem a simpatia do ministro Gilmar Mendes, do STF. Por isso, é vista como a proposta mais viável nas duas Casas.

Reoneração da folha de pagamento

Na semana passada, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, declarou que o Executivo pretende apresentar ao Legislativo até o Carnaval as prioridades do governo federal no Congresso. Entre os temas, divididos em quatro tópicos, está a reoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, presente em medida provisória apresentada aos parlamentares pelo titular da Fazenda, Fernando Haddad.

O ministro, responsável pela articulação do governo com o Congresso, também afirmou que o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão no Orçamento de 2024 será debatido com os parlamentares. Apesar da restrição do petista, esse tipo de investimento vai direcionar R$ 11 bilhões. Segundo Padilha, o veto às emendas parlamentares foi feito para não prejudicar áreas como saúde, segurança pública e educação.

A prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia até 2027 foi aprovada pelo Legislativo em outubro do ano passada, mas foi vetada pelo presidente integralmente menos de um mês depois. Em dezembro, o Congresso derrubou o veto de Lula.

As entidades representantes dos 17 setores desonerados, dos trabalhadores e de organizações da sociedade civil fizeram coro pela derrubada do veto do presidente. As centrais sindicais estimavam que ao menos 1 milhão de vagas seriam perdidas se a desoneração deixasse de valer.

A medida provisória editada por Lula contém diversas propostas para aumentar a arrecadação da União e alcançar a meta do déficit zero. A principal delas é retomar o imposto sobre a folha de pagamento gradualmente.

A desoneração beneficia os 17 setores que mais empregam, responsáveis por 9 milhões de empregos. Em vez de o empresário pagar 20% sobre a folha do funcionário, o tributo pode ser calculado com a aplicação de um percentual sobre a receita bruta da empresa, que varia, conforme o setor, de 1% a 4,5%.

(Foto: Agência Câmara)

Governo de MS abre inscrições para programa que paga 1 salário mínimo para estudantes

Governo de MS abre inscrições para programa que paga 1 salário mínimo para estudantes

Estudantes de cursos de graduação ou ainda de cursos de educação profissional técnica, presenciais ou a distância já podem concorrer, a partir da próxima segunda-feira (5) a uma das 1.300 vagas ofertadas pelo Governo do Estado por meio do programa MS Supera. No novo programa, o estudante recebe R$ 1.412,00 por mês. Gerenciado pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), as inscrições devem ser realizadas no site www.sead.ms.gov.br.

Até 30 de novembro é possível realizar a inscrição no MS Supera. A possibilidade de inscrição, praticamente durante todo o ano de 2024 apoia os estudantes em vulnerabilidade social que passem a estudar em qualquer mês. O MS Supera concede o benefício social aos estudantes de baixa renda visando estimular a permanência e a conclusão da formação técnica ou acadêmica.

“É uma grande oportunidade que o Governo de MS abre para nossos estudantes e apoia, de fato, a permanência e conclusão dos estudos de muitas pessoas que não conseguiriam sem esse programa. No MS Supera também pensamos na população indígena do estado, reservando mais de 400 vagas só para esse público”, explica a titular da Sead, Patrícia Cozzolino.

Conforme resolução da Sead, disponível no DOE/MS (Diário Oficial do Estado) 11.403, dentre outros critérios, o MS Supera permite a inscrição de estudantes que comprovem renda individual de até um salário mínimo ou renda familiar não superior a três salários mínimos. As condicionalidades completas para inscrição também podem ser conferidas neste link.

A lei 6.135/2023, que institui o MS Supera, também traz que verificada qualquer irregularidade na documentação apresentada ou a violação aos critérios para a concessão do benefício previsto na lei ou no regulamento, o pagamento do benefício será suspenso.

Leomar Alves Rosa, Comunicação Sead
Foto: Leandro Benites/UEMS
Arte: Laucymara Ajala

Precisamos de mais conciliação e de menos litígios, diz Presidente do TJMS

Precisamos de mais conciliação e de menos litígios, diz Presidente do TJMS

Ano passado, Judiciário julgou 522 mil processos e ultrapassou a meta proposta pelo CNJ

O presidente do Tribunal de Justiça de MS, desembargador Sérgio Martins, aproveitou a inauguração de duas salas do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) no prédio da Defensoria Pública, em Campo Grande, para defender a necessidade de mais decisões judiciais por conciliação do que por litígio.

Ano passado, informou, o Judiciário de Mato Grosso do Sul conclui mais de 522 mil processos em primeira e segunda instâncias, desempenho que superou a meta do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). “Mas eu gostaria que esses números fossem menores e que houvesse mais acordos e soluções de conflitos por conciliações entre as partes, o que eu chamo de justiça de união”.

Hoje existem dez salas do Cejucs no Estado e o presidente do TJMS já anunciou mais uma para Paranaíba, “podendo abrir outras se houver necessidade”, afirmou.

As novas salas inauguradas estão localizadas no Cejusc/Defensoria Pública – Unidade Belmar Fidalgo, localizado na Rua Arthur Jorge n. 779, 5º andar – centro. Nesta unidade do Cejusc, outras duas salas já prestam atendimento gratuito à população via parceria com o Tribunal.

Precisamos de mais conciliação e de menos litígios, diz Presidente do TJMS

JUSTIÇA MAIS PRÓXIMA

Além dos investimentos em solução de conflitos pela via da conciliação nos Cejucs, o Judiciário de Mato Grosso do Sul presta serviços nessa mesma direção através dos atendimentos feitos pela Justiça Itinerante e pela Carreta da Justiça.

Iniciativas como o programa Lar Legal MS atendem um problema crônico em todo Estado: a regularização da posse dos imóveis que traz segurança jurídica e dignidade às pessoas, evitando que demandas sobre a posse venham bater na porta dos juizados e Tribunal.

522 MIL PROCESSOS

Os números de 2023 indicam que o Poder Judiciário julgou mais de 522 mil processos, sendo 423.922 processos julgados pelos juízes no 1º Grau, divididos entre a Justiça Comum (283.387) e os Juizados Especiais 140.535.

Na segunda instância foram concluídos 98.336 processos, dos quais 81.870 decididas por colegiado. Por conta desse desempenho o TJMS alcançou 102,92% da Meta 01 estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com um desempenho acima do esperado.

“Estamos no caminho certo mas podemos avançar mais em decisões compartilhadas pelas partes e diminuir o litígio”, concluiu o presidente, desembargador Sérgio Martins.