Em pleno emprego, Mato Grosso do Sul é terra de oportunidades para homens e mulheres que buscam no trabalho uma mudança de vida. Com cenário favorável criado pelo Governo do Estado, as indústrias empregam cada vez mais. Atualmente são 159 mil pessoas, ficando atrás apenas do setor de serviços que tem 256 mil trabalhadores, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego).
Entre abril de 2023 e março deste ano foram criados 27.560 postos de trabalho no Estado. Com destaque para indústria de transformação, transportes e setor florestal.
Na onda de contratações Maycon Willian Lopes, de 31 anos, saiu do desemprego para ser operador de adega em uma fábrica de bebidas de Campo Grande. A busca pela oportunidade veio depois dos comentários de amigos que trabalham na empresa.
“Disseram que era um local tranquilo e é muito perto da minha residência, cinco minutos de veículo. Então eu falei: ‘Vou tentar’. Entreguei o currículo, marcaram entrevista, dois dias depois eu estava fazendo exame e consegui entrar”, conta.
Maycon Lopes comemora as vantagens do novo emprego (Foto: Álvaro Rezende)
Prestes a completar quatro meses na nova função, ele deu um salto na qualidade de vida já que classifica a antiga profissão de atendente de telemarketing como muito estressante. O que também mudou para melhor foi a parte financeira. O salário subiu de R$ 1.300 para R$ 1.900.
“Eu consegui terminar de pagar o meu carro com o salário do período de experiência e fui efetivado, então vai melhorar. Eu pretendo conquistar mais coisas ainda”, diz.
O Grupo RFK, onde Maycon trabalha, tem hoje 27 vagas abertas. Em uma década de existência a empresa passou de 30 funcionários para 330 na unidade da Capital. E diante da demanda por mão de obra no mercado, o foco é a qualificação.
Guilherme Assumpção faz seleção de novos funcionários (Foto: Álvaro Rezende)
“Hoje a gente prioriza não só o primeiro emprego, mas formar internamente. Contratar como primeiro nível que é auxiliar de produção e capacitar, treinar para ocupar posições diferentes da produção. A gente se preocupa mais com formação interna do que captação de pessoas já prontas, que é difícil de encontrar”, explica Guilherme Assumpção Siqueira, responsável pelo setor de recursos humanos.
A geração de empregos é reflexo da confiança do empresariado e da política de redução de impostos para impulsionar a economia. Paralelamente à atração dos investimentos, o Governo do Estado incentiva a qualificação profissional por meio do programa MS Qualifica.
Governador Eduardo Riedel prioriza a geração de emprego e renda (Foto: Saul Schramm)
Na avaliação do governador Eduardo Riedel, esta é a maneira mais eficiente de melhorar a vida das pessoas.
“Mato Grosso do Sul é o Estado que cresceu 6,6% no ano passado e que em função desse crescimento trouxe uma das menores taxas de desemprego do Brasil, tem a 3ª menor taxa de pobreza do País e essa fórmula de crescimento e educação é que nós devemos perseguir no dia a dia das nossas ações”, afirmou.
Segundo a Fiems são cerca de 25 mil vagas abertas hoje dentro do setor industrial em todo o Estado. “É difícil encontrar um estabelecimento comercial sem a necessidade de contratação de pelo menos uma pessoa e a maior demanda não é nem mais o trabalhador qualificado. É a pessoa que tenha interesse em trabalhar. As empresas estão se organizando, montando cada uma em sua área a condição de qualificar esta pessoa para aquela atividade”, diz Sérgio Longen, presidente da Federação.
Bianca Nunes buscou função dentro da área onde pretende se formar (Foto: Álvaro Rezende)
No ano passado, a estudante Bianca Nunes de 24 anos, buscou uma vaga no setor de qualidade por conta da faculdade de engenharia de produção: “Eu quero ser uma gerente industrial no futuro”. E a jovem já comemora conquistas pessoais com o atual salário. “Atende as minhas necessidades. Eu consigo pagar minha faculdade, minha casa, meu condomínio”, conta.
Douglas Rodrigues quer repassar conhecimento dentro da empresa (Foto: Álvaro Rezende)
Colega de Bianca na mesma indústria, Douglas Rodrigues Martins também tem muitos planos para a carreira dentro da fábrica onde está há dois meses.
“Hoje eu estou como operador 1. A minha perspectiva é chegar a um posto de liderança. Ajudar, ensinar outras pessoas a fazer um bom serviço. Mostrar que é possível quem está do lado de fora entrar e conseguir uma carreira, alcançar a estabilidade financeira”, detalha.
Comprar um carro, viajar de férias e mobiliar a casa estão entre os planos de Douglas para os próximos anos.
Mecânico e eletricista industrial, Rogério dos Santos participou recentemente de um feirão de empregos na Fundação do Trabalho, em Campo Grande, e garantiu uma vaga como técnico em manutenção. De acordo com ele, em anos anteriores ao procurar a Funtrab era mais difícil conseguir oportunidades. Durante as entrevistas mais recentes foi diferente.
“Sempre vinha com uma, duas cartinhas [de propostas]. Inclusive deu até para escolher uma vaga legal para mim onde eu ficasse bem mais contente”.
Rogério dos Santos está otimista com o atual cenário econômico (Foto: Arquivo pessoal)
Rogério percebeu que as empresas estão crescendo muito e as chances para se recolocar no mercado não poderiam ser melhores.
“O momento é tão bom que não está tendo limite de idade. Veja bem, eu tenho 55 anos e não estou com dificuldade para me colocar no mercado de trabalho. Estou vendo as empresas contratarem bastante gente de 55 anos pra cima. Tá uma maravilha para poder arrumar emprego. Oportunidade à vontade”, detalha.
Há pouco mais de três meses o técnico em segurança do trabalho, Rodrigo Ribeiro, de 36 anos, veio do Paraná para ficar mais perto da família. Logo que chegou entregou currículos, recebeu propostas e foi contratado por uma construtora da Capital.
“Estou realizado profissionalmente. Dá para fazer muitos planos. Hoje auxilio na contratação de técnicos em segurança do trabalho para nossas obras”, detalha.
Rodrigo Ribeiro faz planos com o novo emprego (Foto: Bruno Rezende)
No ritmo que Mato Grosso do Sul vai muita gente ainda poderá aproveitar a situação de pleno emprego pelos próximos anos. São 12.500 novas vagas previstas até 2028.
Oportunidades criadas por um cenário de crescimento que inclui ampliação da produção de minério de ferro e manganês em Corumbá, reativação da usina sucroenergética (antiga Aurora) em Anaurilândia, além de unidades neste mesmo setor em Paranaíba, ampliação e instalação de usinas de etanol de milho em Sidrolândia, Maracaju e Dourados.
Na lista de investimentos ainda estão fábricas de celulose em Ribas do Rio Pardo e Inocência, uma nova unidade industrial de processamento de soja em Naviraí, ampliação da capacidade de abate de suínos em frigoríficos de Dourados e São Gabriel do Oeste.
Histórico positivo – No 4º trimestre de 2023, o número de empregados no setor privado do Estado atingiu o maior patamar desde o início da série histórica em 2012, totalizando 743 mil trabalhadores, um aumento de 28% em 11 anos. É o que mostram os dados da PNADC-T (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral) divulgados pelo IBGE e compilados pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Trabalhadores em fábrica de bebidas em Campo Grande (Foto: Álvaro Rezende)
Em 2007 eram 3.361 empresas industriais com pelo menos 1 empregado em Mato Grosso do Sul. Agora são 7.850. O salário nominal médio na indústria local é de R$ 3.262, considerado o quarto melhor do país neste setor.
Nos últimos 15 anos, o crescimento da indústria de transformação no Estado foi de 921%. É o maior do Brasil. São mais de R$ 60 bilhões em investimentos na ampliação ou construção de novas fábricas.
Danielly Escher, Comunicação do Governo de MS Fotos: Álvaro Rezende
No terceiro dia do MS Day Internacional, em Nova Iorque, o governador Eduardo Riedel se reuniu com empresas e bancos que podem ter interesse em investir no Mato Grosso do Sul e no setor de infraestrutura. Entre os projetos está a concessão das rodovias BR-262, BR-267, MS-040, que vão a leilão no segundo semestre deste ano.
Governador durante agenda em Nova Iorque
“Tivemos mais um dia intenso aqui em Nova Iorque em uma série de reuniões com empresas e bancos. Apresentamos os projetos de infraestrutura que vão a leilão, entre elas as rodovias que já terminamos o estudo e devem seguir para leilão no segundo semestre. São investimentos diretos no Brasil e Mato Grosso do Sul”, afirmou o governador.
Riedel destacou também se reuniu com empresas que podem investir no Estado em diferentes setores. “Elas tiveram a oportunidade de conhecer melhor o Estado, que somente neste ano recebe R$ 33 bilhões de investimento privado. Vamos sair daqui certamente com este número ampliado. No final da viagem faremos um balanço sobre os resultados obtidos na semana. Muito trabalho e dedicação, que está valendo a pena”.
Sobre a concessão das rodovias, o governador sempre enfatiza que o Estado não pode olhar elas de forma isolada, mas como um conjunto que precisa de investimentos para qualificar a infraestrutura e logística, já que são importantes para rota econômica do Mato Grosso do Sul.
Oportunidades
Com um cenário positivo para atrair novos negócios, o Governo de Mato Grosso do Sul realiza o MS Day Internacional, que acontece em Nova Iorque entre os dias 12 e 17 de maio de 2024.
O evento faz parte da Brazilian Week, semana com discussões sobre desafios do cenário internacional e da economia brasileira. Foram quatro meses de preparação para a agenda formada por reuniões com instituições bancárias, fundos de investimento, empresários globais e câmaras de comércio. A apresentação de projetos gira em torno principalmente das áreas de meio ambiente e infraestrutura, incluindo rodovias e ferrovias.
Nesta edição o governador já realizou reuniões com empresas e instituições financeiras, que podem investir nos projetos do Estado, assim como financiar novos negócios de empresas que desejam vir para Mato Grosso do Sul. O objetivo principal é abrir novas oportunidades para gerar empregos e aumentar a renda da população.
O primeiro resultado em Nova Iorque foi o anúncio da vinda de um empreendimento inovador na produção de colágeno orgânico. A empresa, focada no mercado dos EUA, já possui planta no interior paulista, mas agora vai apostar em Mato Grosso do Sul.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Divulgação
Primeiro resultado do MS Day em Nova Iorque (EUA), o Estado irá receber um empreendimento inovador na produção de colágeno orgânico. A empresa, focada no mercado dos EUA, já possui planta no interior paulista, mas agora vai apostar em Mato Grosso do Sul.
De acordo com o presidente da empresa, Felipe Chaluppe, Mato Grosso do Sul se mostrou apto a receber o investimento na “planta inovadora de colágeno”, como ele mesmo classifica, pois mostrou ser um local que se alinha ao plano de negócios da empresa – além da PeptPure, Felipe também está à frente da InterGanics, do ramo de alimentos, bebidas e nutracêuticos.
“O evento que participamos (MS Day) foi de bastante impacto e, agora, confirmamos nossa transferência, nosso novo investimento”, destaca Chaluppe, acrescentando ainda que é uma grande satisfação poder fechar este novo negócio, recebendo todo o suporte do Governo do Estado.
Atrativos e o produto
Entre os atrativos sul-mato-grossenses destacados, está a política pública de desenvolvimento econômica dentro de preceitos de sustentabilidade. Projetos como o MS Carbono Neutro e a Lei do Pantanal fazem parte dessa política, tanto que a pecuária pantaneira, conhecida por ser sustentável e orgânica, foi um dos principais alicerces nessa atração.
O colágeno orgânico é extraído do couro do animal e, assim, quanto mais ‘verde’ a produção, maior o índice de sustentabilidade e a probabilidade de atração de investidores de olho nessa tendência global de mercado. Outro aspecto que favoreceu na atração do negócio foi a cadeia produtiva do boi, por exemplo, com ampla rede de frigoríficos.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento, Jaime Verruck, o próximo passo para chancelar a chegada da PeptPure ao Mato Grosso do Sul está nas tratativas com relação a incentivos fiscais, licenciamento e busca de área adequada no município de Terenos para a fábrica ser erguida.
MS Day
Duzentos empresários dos mais diversos ramos participaram em Nova Iorque, o berço da economia norte-americana e mundial, de um jantar temperado pela troca de expertise e a apresentação de oportunidades em solo sul-mato-grossense.
Após o jantar, outro encontro de negócios reservado com Chaluppe foi realizado pela comitiva sul-mato-grossense, que é encabeçada pelo governador Eduardo Riedel, definindo a instalação da empresa em Mato Grosso do Sul.
A agenda do MS Day em Nova Iorque prossegue durante esta semana, com diversos encontros importantes para consolidar o objetivo do evento, que é atrair investimentos para Mato Grosso do Sul. A primeira edição do evento ocorreu em agosto de 2023, em São Paulo (SP), ganhando em 2024 ares internacionais, ocorrendo em paralelo ao Brazilian Week.
O Governo de Mato Grosso do Sul está à frente do MS Day junto à Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul). “O primeiro evento já foi um sucesso pelo número de empresários de diferentes segmentos. Isso já demonstra um pouquinho o que está se desenhando para essa semana”, frisa Eduardo Riedel.
Já o presidente da Fiems, Sérgio Longen, destaca que durante toda a semana, serão realizados encontros com empresários, investidores e fundos de investimentos. “Nesse dia a dia, Mato Grosso do Sul será evidenciado e conhecido de forma diferente, de forma inteligente”.
O governador Eduardo Riedel participou nesta sexta-feira (10) da abertura da Expoagro, tradicional feira agropecuária de Dourados. No evento ele destacou a importância do agronegócio no desenvolvimento do Estado e que o setor fez o dever de casa para enfrentar os momentos difíceis.
“Uma alegria participar deste evento, que é uma das maiores feiras agropecuárias do Estado. Uma festa tradicional que é um sucesso e importante para Dourados”, afirmou o governador.
Riedel lembrou o momento difícil que o agro está vivendo, mas pediu para que os produtores acreditem no Estado. “Temos que olhar para frente, pois o agro do Mato Grosso do Sul fez o dever de casa, apostando em tecnologia e entregando o que o mundo pede em produção. Diversificando cadeias e aumentando as oportunidades, em um Estado onde a ordem é mantida”, completou.
O evento começa hoje (10) e segue até o dia 19 de maio. Na abertura teve um minuto de silêncio em solidariedade aos moradores do Rio Grande do Sul, em função das tragédia em função das enchentes. Também houve o anúncio de campanha de arrecadação de alimentos.
A Expoagro terá atrações regionais e artistas nacionais consagrados como Gustavo Lima, Léo Santana, Dj Alok, além das duplas Bruninho e Davi, Jads e Jadson e a cantora Ana Castela. A expectativa da organização é receber 70 mil pessoas durante os dez dias de festa.
“Nesta 58° edição da Expoagro teremos grandes shows, palestras, inovações, novas tecnologias e soluções para o dia a dia no campo. Desejamos repetir o volume de negócios do ano passado e um bom público. Uma festa tradicional, que até na pandemia nós fizemos, com uma edição digital”, afirmou o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Ângelo Ximenes.
Para o prefeito de Dourados, Alan Guedes, o evento é um ato de coragem do setor produtivo. “Encarou o desafio de lançar mais uma edição da Expoagro, que é uma festa não apenas do Sindicato Rural, mas de toda cidade. Evento que vai além do entretenimento, com ações robustas”.
Estrutura e negócios
A expectativa da organização é que o movimento de negócios da Expoagro 2024 supere os R$ 948 milhões do ano passado.
Realizado no Parque João Humberto de Carvalho, o evento mostra a força do agronegócio na maior cidade do interior do Estado.
O evento tem o apoio do Governo do Estado, que destinou R$ 1 milhão para realização da festa, que conta com 80 estandes. Vai ter programação técnica, exposição de maquinários e veículos, praça de alimentação, parque de diversão, palestras e estações práticas de dias de campo. Setores da agricultura, horticultura, avicultura, suinocultura, ovinocultura, psicultura, entre outros farão parte da exposição.
Haverá espaço para discussão de assuntos econômicos, encontro técnicos sobre insumos, gastronomia, assim como o “espaço fazendinha” dentro do parque.
O evento ainda vai ter uma campanha de arrecadação para ajudar os moradores do Rio Grande do Sul, com pontos para doações de alimentos perecíveis.
“Vamos ajudar nos irmãos gaúchos, unirmos forças para ajudar o Rio Grande do Sul. Muitos agricultores do Estado vieram de lá”, descreveu Ximenes.
O Mato Grosso do Sul, mais especificamente a região leste do Estado, consolida ainda mais sua posição de polo mundial de celulose. Representantes do governo do Estado e da multinacional Arauco, se reuniram nesta sexta-feira (10) para discutirem o início da instalação da fábrica no município de Inocência, e para entrega da licença de instalação do empreendimento.
Considerado um dos principais empreendimentos do setor agroindustrial e de celulose no mundo, a unidade em Inocência da multinacional de origem chilena Arauco impulsiona e transforma positivamente a região, a partir do desenvolvimento sustentável e planejado. A chegada da fábrica convida a região como ‘Vale da Celulose’.
Executivos da Arauco estiveram com o governador Eduardo Riedel e com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, apresentaram as novidades relativas ao negócio e receberam a licença de instação da unidade, o primeiro passo para a materializar a operação e consolidar a liderança de Mato Grosso do Sul como um polo mundial de produção desse componente, base de uma ampla cadeia.
Com previsão de investir R$ 15 bilhões em Mato Grosso do Sul, a Arauco pode dar início ao serviço de terraplanagem – prevista para iniciar em julho – da área que abrigatá o complexo do Projeto Sucuriú. A fábrica, que deve iniciar a operação em 2028.
“A obtenção da licença de instalação é um marco fundamental para o Projeto Sucuriú, já que nos permite avançarmos às próximas etapas determinantes para, finalmente, iniciarmos a construção da planta. Isso tudo é resultado da sinergia e do esforço em conjunto tanto da empresa como dos governos estadual e municipal, que acreditaram, acima de tudo, no legado que a Arauco vai deixar para a cidade de Inocência e para Mato Grosso do Sul”, afirma o CEO da Arauco no Brasil, Carlos Altimiras.
Já o governador Eduardo Riedel frisa que a instalação da Arauco em Mato Grosso do Sul é uma transformação, do ponto de vista socioeconômico e estrutural, atendendo as expectativas de crescimento que o Estado tem atualmente.
“Sem começar a construção da fábrica, a atividade econômica já tem mais de mil funcionários na região. Com o início a partir de julho, e com o cronograma das obras, eu não tenho dúvidas que nos próximos quatro anos, quando está previsto para iniciar a atividade industrial, haverá grandes oportunidades. A gente celebra o dia de hoje entregando a licença de instalação, é um marco importante nesse processo de crescimento”, destaca Riedel.
Celulose
O grupo chileno Arauco é um dos maiores conglomerados industriais no mercado global nos setores de celulose, produtos de madeira, reservas florestais e bioenergia. A fábrica de celulose no Mato Grosso do Sul, no município de Inocência, deve investimentos estimados de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 15 bilhões). Com operação programada para o primeiro trimestre de 2028, a fábrica terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose ao ano.
Denominado ‘Projeto Sucuriú’, a nova fábrica de Mato Grosso do Sul terá capacidade para produzir sozinha quase a metade da atual capacidade instalada de celulose do Grupo Arauco, que é equivalente a 5,2 milhões de toneladas, passando o conglomerado chileno a produzir 7,7 milhões de toneladas/ano a partir de 2028.
A empresa opera no setor de celulose no Chile, Argentina e Uruguai, com cinco plantas de celulose instaladas nesses países. No Brasil a Arauco está presente no Brasil desde 2002, e possui hoje quatro plantas destinadas à produção de painéis de madeira nos estados do Paraná e no Rio Grande do Sul.
A Arauco é a primeira empresa florestal do mundo a ser certificada como carbono neutro, e tem previsão de contar com autossuficiência energética na fábrica de celulose de Inocência, com a produção em fontes renováveis. A geração de energia seria a partir do reaproveitamento de biomassa (cascas, lignina, entre outros insumos) não utilizada no processo da fabricação da celulose.
“É uma das indústrias [de celulose] mais limpas do planeta, tem a capacidade de fixar carbono e gerar um balanço positivo”, diz Riedel.
Infraestrutura
Para acompanhar o crescimento de Inocência e o aumento populacional, o Governo de Mato Grosso do Sul tem como prioridades de infraestrutura a construção de um acesso rodoviário à fábrica, pela MS-377, além da instalação de terceira faixa em pontos estratégicos da mesma rodovia.
Também está prevista a pavimentação de 38 quilômetros da MS-316, entre Inocência e Paraíso das Águas e a implantação de um aeroporto na cidade, entre outras obras. Essas e outras medidas estão previstas no Plano Estratégico de Organização de Territorial (PEOT) do município e parte dos projetos já está em andamento.
O Projeto Sucuriú trará cerca de 12 mil trabalhadores no pico das obras de construção da fábrica, que em operação tem previsão de gerar 500 empregos.
O vice-governador José Carlos Barbosa, os secretários Hélio Peluffo (Infraestrutura), Rodrigo Perez (Segov) e Eduardo Rocha (Casa Civil), além do prefeito de Inocência, Antônio Ângelo, e outras autoridades do município e representantes da Arauco, também participaram da solenidade de entrega da licença de instalação, realizada na Governadoria, em Campo Grande.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS Fotos: Saul Schramm
Mato Grosso do Sul vai receber uma nova produção de citricultura, desta vez na cidade de Três Lagoas. Produtores de São Paulo anunciaram o plantio de laranja em uma área de 5,1 mil hectares, com a intenção inclusive de instalar uma fábrica no futuro. Os empresários se reuniram nesta sexta-feira (10) com o governador Eduardo Riedel.
A nova produção mostra o cenário de expansão da citricultura no Estado, com a chegada de mais produtores que encontraram aqui um ambiente de negócios propício, apoio e parceria com o Governo do Estado, além de clima que favorece esta nova fronteira agrícola.
O empresário Jamil Buchalla Filho, um dos responsáveis pela nova produção, revelou que este investimento em citricultura vai começar com o plantio em uma área de 760 hectares em Três Lagoas, que vai chegar depois a 5 mil hectares. Ela será feita com irrigação e o objetivo do grupo é fazer um fábrica na região.
“Vamos fazer esta nova produção de citricultura no Estado e por isso viemos aqui conversar com o governador. Saímos satisfeitos com a receptividade e portas abertas do Estado. Já estamos com as licenças prontas e vamos começar o projeto, em uma cultura que vai gerar empregos, já que precisa de uma mão de obra maior”, contou Buchalla.
Ele adiantou ainda que na área será feito um viveiro, com as mudas de dentro do próprio Estado. “Resolvemos fazer neste modelo até para garantia de não trazer de outros estados em função da doença de greening. Já compramos uma parte da irrigação para começar o plantio”, completou.
A coordenadora da horticultura da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Karla Nadai, destacou que com o anúncio desta nova produção no Estado, a previsão é que o plantio da citricultura no Mato Grosso do Sul chegue a 15 mil hectares. “Uma grande evolução no setor, que antes contava apenas com 2 mil hectares plantados”.
Ambiente positivo
Para contribuir com este novo cenário positivo, o Governo de Mato Grosso do Sul tem feito sua parte dando todas as condições possíveis para o investimento robusto no setor. Questões importantes para viabilizar o negócio, como infraestrutura, logística, escoamento da produção e até mediação na questão energética estão tendo o apoio dos órgãos estaduais.
Isto contribuiu para vinda de novos investidores de São Paulo, que encontraram no Estado uma alternativa segura da produção, em função da expansão da doença greening no estado paulista, que já afetou a produção que é a maior do país. Mato Grosso do Sul tem uma legislação rígida, com ‘tolerância zero’ a doença. Aqui se a planta estiver doente deve ser erradicada e o pomar monitorado.
A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) inclusive emitiu um alerta aos produtores rurais e a população geral sobre o perigo da compra de mudas irregulares, que podem trazer graves problemas aos pomares do Estado, principalmente os urbanos e domésticos em função da doença.
Gigante do setor, o Grupo Cutrale, por exemplo, faz parte deste novo momento de Mato Grosso do Sul. Eles anunciaram o investimento de R$ 500 milhões no plantio de 5 mil hectares de laranja no Estado, que serão produzidos na Fazenda Aracoara, que fica às margens da rodovia BR-060, nos limites entre Sidrolândia e Campo Grande.
Os investimentos seguem em outras cidades. O Grupo Junqueira Rodas começou em abril o projeto de citricultura em Paranaíba, com a intenção de plantar em 1,5 mil hectares, e já anunciaram que vão produzir em Naviraí no segundo semestre, com mais 2,5 mil hectares.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Saul Schramm