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Bela Vista-MS Sábado, 24 de Outubro de 2026
Operação humanitária aos ribeirinhos do Pantanal vai atender 230 famílias nesta semana

Operação humanitária aos ribeirinhos do Pantanal vai atender 230 famílias nesta semana

A operação de assistência humanitária aos ribeirinhos do Pantanal, promovida pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, teve início neste domingo (25) com a saída de mais de 20 integrantes da Defesa Civil, de Campo Grande rumo a cidade de Corumbá. Durante a próxima semana, 230 famílias serão atendidas na região do Taquari, com entrega de cestas básicas e água potável, além de assistência médica e social.

A ação é realizada pela Defesa Civil do Estado e foi planejada durante dois meses. “Neste domingo seguimos com uma equipe de 20 pessoas, que envolve agentes da Defesa Civil, da área de saúde e assistência social, assim como voluntários, para a partir de segunda (26) ir para região do Alto Taquari”, afirmou o capitão Maxwelbe de Moura Fé, chefe do Departamento de Gestão de Riscos e Desastres da Defesa Civil.

Ele explicou que a equipe formada por um total de 30 pessoas, ficará instalada em uma base avançada dentro do Pantanal, na região do Taquari, onde vai percorrer durante a semana, as seis comunidades do Corixão, Cedrinho, João Banana, Escola Nazaré, Porto Rolon e Fazenda Santa Aurélia.

Serão oferecidos atendimentos médicos com especialistas, enfermeiros, assistência social, além da entrega de cestas básicas e água mineral.

“Também vamos identificar o que cada comunidade necessita, já que o objetivo é voltar em outras oportunidades, para que estas operações sejam perenes, até pela dificuldade de acesso a estas comunidades, que têm carências em todos os aspectos”, descreveu o capitão.

Planejamento

Esta é a primeira edição desta operação humanitária no Pantanal, começando pela região do Alta Taquari. As atividades seguem até o dia 31 de agosto.

Para o mês de setembro estão previstas mais três ações no Alto Pantanal, Baixo Pantanal e Taquari. Assim como o retorno nas mesmas regiões em outubro e novembro.

ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com imagens da saída das equipes de Campo Grande e sonora do capitão Maxuelbe de Moura Fé.

Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
Imagens: Ewerton Pereira

Agosto Lilás: Combate à violência contra a mulher é pauta permanente na ALEMS

Agosto Lilás: Combate à violência contra a mulher é pauta permanente na ALEMS

Estamos no “Agosto Lilás”, mês em que se reforça o combate contra a violência contra as mulheres e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) realiza o encerramento dessa campanha na próxima quarta-feira (28). A atividade vai acontecer após a sessão plenária e foi anunciada hoje pelo deputado e presidente Gerson Claro (PP). “Quero registrar e fazer um convite a todos os deputados, especialmente às nossas deputadas. A deputada Mara Caseiro [PSDB] está organizando e no dia 28 próximo, quarta-feira, faremos o encerramento do ‘Agosto Lilás’, campanha que é um sucesso no Mato Grosso do Sul e já foi copiada por vários estados, haverá uma apresentação de teatro após a sessão, muito emocionante, para o encerramento da Campanha Agosto Lilás. Convido todos, especialmente os homens, pois essa é uma política pública que chama muita atenção sobre o comportamento humano, principalmente dos homens, então vamos lotar esse plenário aqui no dia 28”, ressaltou.

O presidente Gerson Claro (PP) também destacou a participação da Assembleia Legislativa na Campanha #TodosPorElas. “A Campanha Todos Por Elas envolve os três Poderes: a Assembleia Legislativa, o Poder Judiciário e o Poder Executivo, e foi idealizada pela desembargadora Jaceguara Dantas, pelo Poder Executivo, e a primeira-dama Mônica Riedel, junto às nossas deputadas, Kátia Claro e todos os gabinetes envolvidos”, ressaltou.

A campanha Todos Por Elas tem o objetivo de combater, prevenir e erradicar o feminicídio, utilizando o poder da comunicação para sensibilizar e mobilizar Instituições e sociedade, através de um movimento solidário de responsabilidade social. Entre as ações do Poder Legislativo está a aprovação da lei, encaminhada pelos três Poderes, para instituir a Campanha “Todos por Elas pelo Fim do Feminicídio” como política pública de Estado de enfrentamento da violência de gênero e de prevenção e combate do feminicídio.

Alguns lemas que reafirmam o combate à violência contra as mulheres: “O meu coração bate pelo fim do feminicídio, una suas vozes e corações nesta campanha e ajude a salvar vidas”; “Não pode: Insistência física ou verbal contra mulheres. Violência física ou verbal contra mulheres”, “Os estabelecimentos estão comprometidos a prestarem a assistência necessária para a mulher que esteja sofrendo qualquer tipo de violência ou perturbação”. No dia 31 de agosto, sábado, está prevista a 1ª Caminhada #TodasPorElas pelo Fim do Feminicídio. O objetivo da atividade é conscientização da sociedade sul-mato-grossense acerca do tema, com a união de vozes e corações pelo fim do feminicídio e todas as formas de violência contra a mulher.

ALEMS E Elas

Arte: Luciana Kawassaki

Produzido pela Gerência de Site e Mídias Sociais, vinculada à Secretaria de Comunicação Social Institucional da ALEMS, a página multimídia ALEMS e Elas reúne a legislação estadual que beneficia as mulheres em diversos âmbitos, incluindo o combate à violência familiar e de gênero. O conteúdo completo é uma homenagem às mulheres sul-mato-grossenses e reúne, além da legislação, textos, fotos, infográficos, vídeos e áudios que mostram a relevância delas para a sociedade e também os desafios que enfrentam para igualdade e exercício de seus direitos. Confira a página, clicando aqui. 

Por: Christiane Mesquita   Foto: Wagner Guimarães

 

Bioparque Pantanal atrai olhares do mundo e projeta Campo Grande no cenário turístico

Bioparque Pantanal atrai olhares do mundo e projeta Campo Grande no cenário turístico

Se José Antônio Pereira, fundador da cidade de Campo Grande, vivesse nos dias atuais, com certeza estaria orgulhoso do maior aquário de água doce do mundo, localizado na capital sul-mato-grossense. Mais de um século depois, a cidade morena se consolida como um destino desejado por aqueles que visitam o Estado.

O empreendimento turístico, que recebe aproximadamente 2 mil pessoas por dia, reforça a conservação do bioma pantaneiro por meio do lazer e da educação ambiental. Além disso, com o programa “Bioparque para Todos – Iguais na Diferença”, pessoas com deficiência recebem um atendimento acessível e humanizado.

A cidade morena é moldada por diversas influências e é lar de imigrantes japoneses, bolivianos, paraguaios, turcos, entre outros, que aqui encontraram um recomeço. Esse mosaico cultural também se reflete no Bioparque Pantanal, onde as águas de cinco continentes se encontram e se unem com um único objetivo, informar as pessoas sobre a conservação ambiental.

Para Carmen Lucia Ferreira, de 64 anos, o ponto turístico ajuda na preservação do ecossistema brasileiro. A visitante falou emocionada: “É muito importante para Campo Grande. Foi um ápice para nós que moramos aqui. É o Pantanal em vida, e estou muito grata por tudo isso. Agradeço ao Bioparque e ao Pantanal por existirem”.

Uma das potencialidades que o ponto turístico oferece para os campo-grandenses é a pesquisa e o incentivo à ciência, sendo um laboratório vivo que estuda as 396 espécies de água doce com uma equipe multidisciplinar. Maria Fernanda Balestieri, diretora-geral do empreendimento, comenta que o local vai além da contemplação e agrega conhecimento para todos que por ele passam.

“Sustentado por importantes pilares, como a Educação Ambiental, Pesquisa, Conservação, Inovação, Inclusão, Cultura e Lazer, o Bioparque busca, a cada ano, reforçar o trabalho desenvolvido em cada área. Hoje, nos destacamos com reproduções de espécies inéditas no Brasil e no mundo, firmamos parcerias com universidades nacionais e internacionais, recebemos visitas de mais de 890 mil pessoas do Brasil e de 129 países. Tudo isso é reflexo de uma gestão pensada para garantir um espaço que vai além do lazer e projeta o empreendimento de forma positiva”, afirma.

Famosos que já passaram por aqui

Em dois anos e meio de funcionamento, o complexo de aquários já recebeu autoridades e famosos da música, esporte, TV e internet. Todos se encantaram com as belezas subaquáticas do empreendimento. Luan Santana foi a primeira celebridade a visitar o Bioparque, projetando ainda mais o nome do local para seus milhares de fãs.

Após esse acontecimento, o maior aquário de água doce do mundo se tornou um referencial turístico para os artistas que passam pela região. Do esporte ao humor e da música às telenovelas, diversas celebridades encontraram um tempo na agenda para visitar o complexo de aquários.

Famosos como Luan Santana, Lulu Santos, Oscar Schmidt, Márcia Sensitiva, Almir Sater, Munhoz e Mariano, Richard Rasmussen, Cristiana Oliveira, Lars Grael, Diego (da dupla Henrique e Diego), Zico, Matheus (da dupla Matheus e Kauan) e Maria Cecília e Rodolfo já contemplaram as espécies do bioma pantaneiro nos aquários do Bioparque.

Bioparque em números

A quantidade de visitantes que já passou pelo Bioparque Pantanal já ultrapassa o número de moradores da capital. Até agosto de 2024, o complexo de aquários recebeu mais de 890 mil visitantes e turistas de 129 países.

O local também recebeu 127 visitas técnicas, ofereceu 59 capacitações e foi palco de 177 eventos no Centro de Convenções. Já o plantel conta com 396 espécies, totalizando mais de 42 mil indivíduos.

Gabriel Issagawa, Bioparque Pantanal
*matéria supervisionada
Foto: Eduardo Coutinho

Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul completa 25 anos de história

Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul completa 25 anos de história

Neste mês de agosto, a CET/MS (Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul) celebra 25 anos de atuação, marcados por uma trajetória de dedicação, inovação e, sobretudo, esperança. Autorizada em 1999, a instituição surgiu em resposta à demanda por transplantes de órgãos no Estado, com a missão de coordenar todas as atividades relacionadas à doação, captação e transplante de órgãos e tecidos, além de prestar assistência aos pacientes em fila de espera.

Parte desta história, a gerente de Acompanhamento e Controle de Doação/Transplantes de Órgãos, Células e Tecidos da CET/MS, Célia Cristina Moro Medina Lopes, primeira servidora da Central de Transplantes do Estado, relembra o quão gratificante é fazer parte da história da CET/MS, desde o seu nascimento até os dias de hoje.]

“Em janeiro de 1999 ingressei na CET/MS, sendo a primeira servidora a fazer parte do quadro de funcionários da Central juntamente com um médico. Ocupávamos uma pequena sala no 5º andar da Santa Casa de Campo Grande. Já em agosto de 1999, a CET foi autorizada para funcionamento pelo Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, nesta época éramos três profissionais atuando na Central de Transplantes. Nesta longa trajetória, enfrentamos e vencemos diversos desafios, cumprindo a nossa missão e sempre tendo como objetivo prestar um serviço de excelência aos pacientes que aguardam na fila por um transplante, aos familiares dos doadores de órgãos e tecidos e a população em geral, buscando sempre a melhoria do serviço prestado”, recorda.

Ao longo dos anos, a CET/MS tem desempenhado um papel fundamental na conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos. Campanhas educativas, ações em parceria com hospitais e a mobilização de profissionais de saúde são fundamentais para aumentar o número de doadores e, consequentemente, salvar vidas. A sensibilização da sociedade, aliada ao aprimoramento dos processos de captação e distribuição, auxilia no número de transplantes realizados no estado.

Conforme a coordenadora da CET/MS, Claire Carmen Miozzo, nesses 25 anos de história, foram realizados inúmeros transplantes e isso só foi possível graças às famílias enlutadas que expressam a solidariedade em sua forma mais pura, através de um comprometimento emocional e social em assistir desconhecidos

Desde a criação da CET/MS, foram realizados em Mato Grosso do Sul 19 transplantes de coração, 3.886 transplantes de córneas, 1 transplante de fígado, 762 transplantes de rim, 64 de tecido músculo esquelético e 10 transplantes de medula óssea autogênico.

“Inúmeros desafios foram vencidos ao longo desses anos, mas temos muitos ainda para superar e vencer. Um dos maiores desafios é aumentar o número de doadores de órgãos e tecidos para transplantes. Temos uma negativa familiar bastante expressiva, temos que orientar, esclarecer e divulgar para a população o processo de doação e transplante no nosso estado, para que as famílias entendam a importância de dizer SIM a doação de órgãos e tecidos, e dar uma nova chance para quem está na fila única aguardando um transplante de órgão e/ou tecido”, destaca Claire.

O trabalho desenvolvido pela Central vai além da simples gestão logística. A instituição se destaca pelo acolhimento humanizado dos pacientes e familiares, oferecendo suporte desde o momento da inclusão na fila de espera até o pós-transplante.

Para a servidora pública estadual, Josiane Pereira Lima, o trabalho desenvolvido pela CET/MS é fundamental para garantir que pessoas como ela tenham uma nova chance e possam continuar suas vidas com mais esperança. Josiane, desde os 13 anos de idade, convive com uma alteração nas córneas chamada Ceratocone, que trouxeram desafios significativos para sua visão.

“Graças ao trabalho diligente e à dedicação dessa equipe, minha qualidade de vida e independência melhoraram de maneira notável. Embora as dificuldades visuais na escola tenham sido amenizadas com cirurgias e o uso de lentes corretivas, a verdadeira transformação em minha vida aconteceu com a oportunidade de receber um transplante de córnea. Após três transplantes de córneas e com a perspectiva de um próximo, posso falar com conhecimento de causa sobre a qualidade do trabalho realizado pela Central de Transplantes”, elogia.

A servidora pública municipal, Eliete Gonçalves, também é exemplo do trabalho realizado pela central. Aos 45 anos, descobriu que teria que entrar na fila para transplante de fígado. A época, o estado ainda não realizava o procedimento, mas Eliete recebeu todo o suporte necessário dispensado pela CET/MS até o momento em que foi inserida na fila para transplante de fígado do estado do Paraná.

“Eu sou muito grata por toda atenção e suporte que a CET/MS me deu. Para quem está doente, eu acho que nunca deve desanimar, tem que lutar até conseguir realizar o transplante. E para as famílias que fazem esse gesto de amor tão grande, que em um momento de dor, ter uma atitude como essa, não tem preço, não tem como pagar porque só Deus mesmo para cuidar dessa família. Doação salva vidas e muitas vidas de pessoas novas, mais velhas e que poderiam, se houvesse mais doações, se as pessoas fossem mais esclarecidas como acontece em Curitiba, aqui poderíamos salvar muito mais vidas. Às vezes, o órgão não permanece aqui no estado, mas ele vai salvar a vida de alguém em outro estado”, contou emocionada.

O impacto da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul na vida dos pacientes é inegável. Cada transplante realizado representa uma nova chance de vida, uma vitória sobre a adversidade. Ao longo dos anos, a instituição se tornou um símbolo de esperança para milhares de pessoas que aguardam ansiosamente por um órgão compatível.

“A CET/MS tem grandes projetos para aumentar o número de transplantes no estado, mas para que isso aconteça precisamos aumentar a doação de órgãos e córneas”, alerta Claire.

O médico transplantador de córneas credenciado pelo Ministério da Saúde, Marcos Rogério Mistro Piccinin, ressalta que a Central Estadual de Transplantes é de fundamental importância para que aconteça de forma satisfatória os transplantes aqui no estado.

Médico transplantador e parceiro da CET/MS, Marcos Rogério Mistro Piccinin

“Fui diretor do Banco de Olhos, ajudei na sua estruturação e conseguimos avançar. Tinha uma fila grande pacientes aguardando para transplantes de córnea e conseguimos avançar rapidamente. Em 2010 fomos o primeiro estado do país a conseguir zerar a fila de transplantes de córnea e foi uma felicidade, porque de 2010 até 2017 a nossa fila era ‘0’, praticamente todos os pacientes que chegavam para fazer transplantes de córnea eram transplantados quase que imediatamente, às vezes mal saía da consulta e já tinha córnea disponível para disponibilizar para o paciente realizar o transplante de córnea. Então a CET/MS sempre foi muito parceira. O trabalho que eles realizam aqui no estado é algo que não vemos acontecer em qualquer outra central de transplantes pelo Brasil afora”, enaltece Piccinin.

Esses 25 anos também foram marcados por desafios. A lista de espera por transplantes ainda é uma realidade para muitos e a Central enfrenta o constante desafio de equilibrar a demanda crescente com a disponibilidade limitada de órgãos. Neste aniversário, a Central reafirma seu compromisso de continuar salvando vidas e oferecendo um atendimento cada vez mais eficiente e humanizado. O futuro reserva novos desafios, mas também muitas oportunidades para que, com o apoio da sociedade e o trabalho incansável de seus profissionais, mais vidas possam ser transformadas por meio da doação de órgãos.

“Quem trabalha com transplante aprende de maneira definitiva que não há nenhuma atividade que agregue tanta qualificação do hospital que se propõe ao desafio, nem nenhum exercício profissional que coloque o médico em contato tão direto e permanente com o sofrimento, a proximidade da morte, a esperança, a generosidade e a superação. Durante todos esses anos, a CET/MS enfrentou e venceu vários obstáculos e dificuldades, sempre com o propósito de prestar o melhor atendimento aos pacientes que aguardam em fila de espera por um transplante”, completou Claire.

Comemorando seus 25 anos de história, a Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul se consolida como um pilar essencial para a saúde e a esperança no estado. A trajetória da CET/MS é um testemunho do impacto transformador da doação de órgãos e da dedicação de seus profissionais, que enfrentaram desafios com coragem e persistência.

“Quando entrei na Central de Transplantes não tinha ainda uma dimensão exata de quão nobre e belo é este trabalho, passei a ter contato direto com dois opostos que é a ‘morte’ e a ‘vida’, adquiri uma consciência maior da nossa finitude, deparei com muitas situações que me ensinou que não devemos perder a esperança, aprendi que, mesmo em momentos em que estamos mais fragilizados somos capazes de atos de grande generosidade”, refletiu Célia.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: Divulgação

Imasul recebe filhotes de gato palheiro, mais dois animais resgatados do fogo

Imasul recebe filhotes de gato palheiro, mais dois animais resgatados do fogo

O Hospital Veterinário Ayty, vinculado ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS), do Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), acolheu na sexta-feira (23) dois pequenos felinos, filhotes de gato palheiro que foram resgatados dos incêndios florestais que atingem a região pantaneira.

A história desses filhotes começou com o Gretap (Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal), associado à Semadesc. Durante os combates contra o incêndio na região de Miranda, uma equipe do Corpo de Bombeiros encontrou esses dois pequenos felinos lutando pela sobrevivência em meio às chamas intensas.

Imediatamente a Polícia Militar Ambiental (PMA) se mobilizou para garantir a segurança dos filhotes, levando-os ao pelotão PMA, onde receberam o exame minucioso dos veterinários do Ibama. Após a liberação, os filhotes foram transportados para o CRAS.

No CRAS, os filhotes de gato palheiro encontraram um refúgio de esperança. Eles receberão cuidados intensivos, com uma dieta inicial baseada em leite e, conforme crescem, serão introduzidos a alimentos sólidos, como carne.

A gestora do hospital, explicou que um dos felinos é um animal raro. “Um dos gatos é melânico, que é uma condição genética que pode ocorrer esporadicamente em alguns animais, desenvolvendo um padrão de pelagem totalmente preto.”

O CRAS também iniciará um treinamento essencial de caça, preparando-os para um eventual retorno ao seu habitat natural.

Recentemente, o CRAS também acolheu dois lobinhos, com apenas duas a três semanas de vida, resgatados após um incêndio, em Dourados. A Guarda Municipal localizou os filhotes e os entregou à Polícia Militar Ambiental, que os levou ao Hospital Ayty. No centro, passaram por exames clínicos detalhados para assegurar seu bem-estar.

Além dos lobinhos e dos gatos palheiros, o CRAS está cuidando de um filhote de veado-catingueiro, resgatado durante um incêndio na Aldeia Alves de Barros. “As equipes do Hospital estão sempre prontas para fazerem o atendimento. Temos um hospital preparado e avançado que pode proporcionar acolhimento seguro para esses animais”, explicou André Borges.

Anualmente, o CRAS acolhe cerca de 2.500 animais, principalmente aves, mas também mamíferos e alguns répteis. O compromisso do CRAS com a recuperação e proteção da fauna silvestre é essencial, garantindo que cada vida, tratada com dedicação, possa retornar ao seu lar hábitat natural.

Gustavo Escobar, Comunicação Imasul

Reforço: bombeiros gaúchos estão a caminho de MS para ajudar no combate aos incêndios florestais

Reforço: bombeiros gaúchos estão a caminho de MS para ajudar no combate aos incêndios florestais

O combate aos incêndios em Mato Grosso do Sul receberá um novo reforço vindo do governo gaúcho que anunciou o envio de equipes em apoio à luta contra as chamas.

Ao todo 11 bombeiros militares especializados no enfrentamento desse tipo de ocorrência devem chegar à região pantaneira neste fim de semana. Junto com eles virão quatro picapes e diversos equipamentos.

Durante ligação telefônica feita ao colega Eduardo Riedel, o governador gaúcho destacou: “O Rio Grande do Sul recebeu muita ajuda no momento de calamidade e agora, na medida de nossa possibilidade, nós também enviamos ajuda para aqueles que estão precisando”. Em vídeo publicado nas redes sociais Eduardo Leite reforçou que a assistência é uma forma de retribuir a ajuda recebida em decorrência das enchentes de maio.

O secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, disse que as equipes permanecerão em terras sul-mato-grossenses por duas semanas inicialmente, com a possibilidade de prorrogação, se necessário. “Essa ação é um exemplo da integração entre os estados, semelhante ao apoio que recebemos”, destacou.

Mato Grosso do Sul está em situação de alerta máximo. Além do bioma pantaneiro, os focos de incêndio avançam em áreas de Cerrado e Mata Atlântica. Já são 143 dias de Operação Pantanal com 474 ações de combate e 448 de prevenção.

A condição climática aumenta o risco por conta das altas temperaturas com registros que chegam a 41°C, umidade relativa do ar em 10% e rajadas de vento de 50 km/h, favorecendo a propagação do fogo.

Desde o começo do ano até 6 de agosto, a área queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul chega a 1.495.475 hectares, o que representa aumento de 114% em relação ao mesmo período de 2020, quando foram queimados 696 mil hectares (considerada até então, a pior temporada de incêndios na região pantaneira de MS). Os números são do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Focos de calor detectados via satélite chegam a 6.026, ou seja 38% a mais que no mesmo período de 2020, quando foram registrados 4.352, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Atualmente, a Operação Pantanal possui 516 profissionais envolvidos, com um efetivo de 128 bombeiros militares de Mato Grosso do Sul atuando em diferentes localidades como Campo Grande, Corumbá, Anastácio, Miranda, Bonito e Porto Murtinho.

A operação ainda conta com 82 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública, da Marinha do Brasil, 12 militares do Exército e 2 da Força Aérea. O reforço também inclui 4 policiais militares de Mato Grosso do Sul, 1 policial federal e 273 agentes do IBAMA, ICMBio e brigadistas do PrevFogo.

Helicópteros dos governos estadual e federal estão à disposição para o combate por ar, assim como 38 veículos aquáticos e terrestres.

Danielly Escher, Comunicação Governo de MS
Foto de capa e galeria: Corpo de Bombeiros RS