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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2026
Com foco nos pacientes da Capital, Governo de MS assina convênio de R$ 15 milhões com a Santa Casa

Com foco nos pacientes da Capital, Governo de MS assina convênio de R$ 15 milhões com a Santa Casa

Para contribuir com os pacientes e a saúde pública da Capital, o governador Eduardo Riedel assinou convênio no valor de R$ 15 milhões com a Santa Casa de Campo Grande. O repasse será feito em três parcelas de R$ 5 milhões.  A solenidade ocorreu nesta terça-feira (24), no Auditório Carroceiro Zé Bonito, que fica no hospital.

Uma decisão técnica e extremamente importante. A Santa Casa mostrou a necessidade destes recursos. O Governo do Estado tem olhado com muita atenção para estrutura de saúde dos municípios e entendeu que era o momento de socorrer o hospital, que tem serviço prestado para população do Mato Grosso do Sul”, afirmou o governador.

Riedel ressaltou que o convênio assinado é importante principalmente para resguardar a população e o atendimento a quem precisa. “Estamos muito atentos a toda rede de saúde pública no Estado e a Santa Casa tem feito seu dever de casa. Neste momento era necessário este suporte. A decisão foi rápida, o hospital sempre terá nossa atenção, carinho e olhar especial”.

Governador assinou convênio durante solenidade

O objetivo é manter a qualidade no atendimento aos pacientes que procuram a unidade de saúde. “Este hospital tem seu potencial e muitas vezes não atinge o máximo da sua capacidade porque ele se superlota de processos e procedimentos de pequena e média complexidade, que atenção primária nos municípios falham”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões.

Ele destaca que a Santa Casa é o maior e melhor hospital do Mato Grosso do Sul em termos de resolutividade.  “Aos servidores desta Casa peço que não esmoreçam, porque o nosso desafio é muito grande e longo. Digo sempre que a saúde não funciona sem paciente e sem o servidor da saúde”.

Parceria

A presidente da Santa Casa, Air Terra Lima, ressaltou que esta contribuição do Governo do Estado é essencial ao hospital. “O valor mais importante é o cuidado com as pessoas. Temos uma gestão estadual que é o responsável pela saúde em grau menor, mas que comparece de uma forma rápida, pensando no bem-estar da população. Mostra que é um governo municipalista”.

Ela reconheceu que o hospital tem dificuldades financeiras e que a superlotação faz com que o hospital tenha que contratar mais profissionais para que as pessoas não tenham desassistência, o que agrava ainda mais a situação. “Este recurso do Estado será usado para manutenção do hospital, apesar da gestão plena da saúde é do município de Campo Grande”.

Evento sacramentou apoio do Estado a Santa Casa

O Governo do Estado já repassou neste ano R$ 83 milhões para o hospital, sendo R$ 9.047.314,70 mensais referente ao repasse financeiro para custeio e manutenção de leitos UTI Neo, assim como R$ 2 milhões em convênios e R$ 200 mil advindos de emendas parlamentares estaduais.

A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande é uma instituição privada, a mais antiga da área da saúde na Capital, e que atende também pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).

O repasse de mais recursos do Estado ao hospital visa contribuir para manutenção de serviços de referência, em áreas como neurocirurgia, urgência e emergência, transplantes, cirurgias cardíacas, ortopedia, gestação de alto risco, UTI (Especial e Neonatal), tratamentos a grandes queimaduras e oncologia, além do Pronto-Socorro.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm

Segov realiza nova rodada de reuniões para planejamento dos contratos de gestão 2025

Segov realiza nova rodada de reuniões para planejamento dos contratos de gestão 2025

A Segov (Secretaria de Governo e Gestão Estratégica) começou a semana dando continuidade às reuniões de planejamento para a elaboração dos contratos de gestão de 2025. O secretário Rodrigo Perez se reuniu na segunda-feira (23) com os titulares e adjuntos das secretarias de Fazenda (Sefaz), Educação (SED) e Assistência Social e Direitos Humanos (SEAD) para discutir e definir as prioridades e metas para o próximo ano.

Ele destacou a importância de alinhar o orçamento com a elaboração das ações e programas. “É essencial prever investimentos para realizar as adequações necessárias, garantindo a efetividade no cumprimento das metas e atender às necessidades da população”, afirmou.

Durante as reuniões, foram revisadas as ações dos contratos de gestão de 2024, atualmente em execução, com o objetivo de fortalecer os projetos e programas e ampliar os resultados para 2025. “A ideia é otimizar os processos internos para melhorar os programas existentes e intensificar as entregas e resultados”, acrescentou Perez.

Na reunião com a Sefaz, destacou-se o potencial de apoio às demais áreas do governo na melhoria de processos operacionais e estratégicos. Utilizando dados fazendários e financeiros, busca-se aprimorar a aplicação de recursos públicos e alcançar melhores resultados. A prioridade permanece em manter um ambiente econômico competitivo e consolidar a solidez fiscal, garantindo o equilíbrio das contas públicas.

Para a área da Educação, uma das metas para 2025 é mapear as necessidades da cadeia produtiva para oferecer capacitações que preencham as vagas de trabalho. Também foram ressaltados como prioridades projetos de melhoria da aprendizagem e da infraestrutura física das escolas.

Na Assistência Social e Direitos Humanos, a ideia é fortalecer os programas existentes para ampliar o alcance das pessoas que mais precisam. Todos os esforços serão direcionados para uma transformação social que reduza ao máximo a pobreza extrema no Estado, por meio de melhorias dos programas sociais e da inclusão produtiva da população de baixa renda.

Perez destacou ainda a necessidade de sincronizar a estratégia do governo com o momento em que Estado está vivendo e também criar políticas públicas cada vez mais alinhadas as necessidades da população para não deixar ninguém para trás.

O secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Castro Nogueira, comentou que o direcionamento das prioridades tem por base o plano de governo, o planejamento de médio prazo e os indicadores estratégicos de governo.

O objetivo central da reunião foi mapear novas ações para incluir no contrato de 2025 e no orçamento, visando à execução já no início do ano. Esses encontros marcam a última etapa do ciclo de planejamento para o próximo ano, iniciado com a elaboração da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), a revisão do PPA (Plano Plurianual) 2024-2026 e a elaboração da LOA (Lei Orçamentária Anual). A finalidade é criar contratos de gestão mais consistentes, permitindo a execução desde os primeiros dias do ano e fortalecendo o orçamento público como uma peça definitiva de gestão, garantindo que apenas o que tiver previsão orçamentária esteja no contrato de gestão.

Além das secretarias reunidas na segunda-feira, já foram realizadas reuniões com a PGE-MS (Procuradoria-Geral de Mato Grosso do Sul), SES (Secretaria de Estado de Saúde), Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), SEC (Secretaria de estado de Cidadania), SAD (Secretaria de estado de Administração), CGE (Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul) e Sejusp (Secretaria de estado de Justiça e Segurança Pública). Ainda serão feitas reuniões com Casa Civil e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) e planejar as ações da própria Segov (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica).

Contratos de Gestão

Instituídos em 2015 sob a liderança do então secretário de Governo, Eduardo Riedel (atualmente governador do Mato Grosso do Sul), os contratos de gestão definem as metas de cada secretaria, autarquia e fundação para o ano, tendo como foco melhorar as entregas de serviços públicos aos cidadãos, estabelecendo compromissos reais com a sociedade.

Neste ano, 38 contratos de gestão foram assinados pelas unidades gestoras. No total foram elaborados 278 projetos que serão desdobrados em 813 entregas. Todas as iniciativas, entre elas capacitações, editais de licitação, desenvolvimento de parcerias, adequação a leis e projetos de investimentos, têm alinhamento com plano estratégico de governo, PPA (Plano Plurianual) e com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).

Em 2023, o programa “Contrato de Gestão” foi um dos vencedores do Prêmio de Excelência de Competitividade, promovido pelo CLP (Centro de Liderança Pública), na categoria “Destaque Boas Práticas”, sendo escolhido entre mais de 150 políticas públicas de 27 estados.

Renata Brum, Comunicação Segem

Fotos: Bruno Rezende e Saul Schramm

Rose Modesto assina protocolo de Intenções da Arquidiocese de Campo Grande

Rose Modesto assina protocolo de Intenções da Arquidiocese de Campo Grande

A candidata à prefeita de Campo Grande, Rose Modesto (União Brasil), se reuniu com o Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, para assinatura do Protocolo de Intenções com treze pontos concernentes à dignidade humana e ao bem comum. “Muitas das propostas apresentadas aqui já estão no meu plano de governo. Nossa gestão será feita com a parceria das instituições, inclusive da Arquidiocese que faz um trabalho fundamental a sociedade”, destacou Rose.

Intitulado “Pacto pela vida e por Campo Grande”, o documento contém compromissos com aspectos relevantes da vida em sociedade e os critérios éticos para o comportamento político dos candidatos no desempenho de suas funções.

Dom Dimas explicou que o protocolo de intenções estabelece princípios fundamentais ao bem comum da sociedade. “Nosso objetivo é que os eleitos possam efetivamente cumprir aquilo que prometeram, como um grande bem ao povo campo-grandense. Como diz o Papa Francisco, a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum”, completou.

O termo de compromisso proposto pela Arquidiocese contempla diversas áreas da vida civil como Ética, Defesa da Vida, Família, Povos Indígenas, Saúde Pública, Assistência Religiosa, Saúde Mental, Agricultura e Economia Familiar, Terceiro Setor, Criança e Adolescente, Juventude, Educação, Saneamento Básico, Segurança Pública, Favelas, População de Rua, Migrantes, Urbanização, Prestação de contas do mandato.

MS avança na construção de Plano de Transição Energética visando tecnologias de captura de CO2

MS avança na construção de Plano de Transição Energética visando tecnologias de captura de CO2

Com mais de 90% de sua matriz elétrica oriunda de fontes renováveis, Mato Grosso do Sul caminha para servir de modelo nacional na implementação de uma política sólida e abrangente de transição energética convergindo com os objetivos de mitigação das causas das mudanças climáticas estabelecidas pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Em 2023 a capacidade instalada de geração de energia no Estado foi de 7,236 milhões de quilowatts (kW), segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), sendo que as usinas de energia solar responderam por 49,30% desse total, as usinas de biomassa por 37,21% e as centrais hidrelétricas por outros 5,51%.

Apenas 7,98% da energia gerada no Estado no ano passado resultou de fontes não renováveis, como as termelétricas movidas a gás ou óleo diesel.

Esse potencial coloca Mato Grosso do Sul numa situação estratégica para se tornar, por diversos fatores, o grande campo de implementação de tecnologias para conduzir o país à transição energética, apontou o secretário executivo de Meio Ambiente da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Artur Falcette.

“Não basta só converter a matriz energética, para cumprir as metas de descarbonização precisamos avançar em tecnologias para captura e armazenamento do C02 se temos intenção de atingir os objetivos globais para a segunda metade desse século”, completou.

Estudos

Nesse sentido, servidores da Semadesc e membros da Câmara Técnica de Energias Renováveis do Estado participaram de um simpósio sobre o tema, na semana passada, no auditório LivingLab do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas).

A explanação foi feita pela engenheira de Petróleo Nathalia Weber, professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa de São Paulo) e co-fundadora da CCS Brasil, associação que pesquisa a captura e armazenamento de carbono no País, além de fazer a representação institucional de empresas do setor.

Weber argumenta que a transição energética de fontes poluentes e finitas para fontes renováveis e limpas é a grande meta do Planeta, entretanto se apresenta improvável diante dos custos que essa transformação demanda, o que pode elevar em até sete vezes o preço final da energia ao consumidor.

Dessa forma, uma medida viável e mais prática seria descarbonizar as fontes de energia existentes com a utilização de filtros que capturem o CO2 emitido no processo de produção. O segundo passo seria armazenar esse gás, já condensado, em camadas de rochas subterrâneas localizadas a quilômetros de distância da superfície, onde ficariam permanentemente.

Mato Grosso do Sul desponta com potencial enorme nesse quesito. Weber calcula que só o C02 emitido a partir da produção do Etanol soma 5 milhões de toneladas ao ano. Esse C02 pode ser capturado facilmente porque já sai puro das chaminés das usinas, não sendo necessário filtros para fazer a separação e purificação do gás, o que encareceria o processo.

O setor de bioenergia tem investido na melhoria de eficiência e em novos produtos em Mato Grosso do Sul, afirma o diretor técnico da Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul) e membro da Câmara Técnica de Energias Renováveis, Érico Paredes.

“Vale observar que são tecnologias desafiadoras em relação à escala de produção, infraestrutura e custo de implementação, por exemplo. Dependem de parcerias estratégicas entre empresas, governos e instituições de pesquisa. Por isso, as políticas públicas de incentivos fiscais são fundamentais”, frisou.

Metas e soluções

As metas de descarbonização do ar do Planeta para as próximas décadas são ambiciosas e sem o processo de captura de carbono não serão atingidas, alerta Weber. Em 2020, a capacidade de captura de carbono do mundo era de 40 milhões de toneladas de C02.

A meta para 2030 é de 1.6 bilhão de toneladas de C02 e em 2050 precisa saltar para 7,6 bilhões/ton/C02. Só com reflorestamento, redução do consumo, aumento da eficiência das usinas, substituição de fontes energéticas isso não seria possível.

Falcette concorda com essa premissa, entendendo que a transição energética é um processo amplo e complexo que se dará pela combinação de diferentes processos de mitigação e uso de tecnologia que, ao se somarem, permitirão o avanço da temática.

Ele ainda salienta que Mato Grosso do Sul está atento às inovações no setor visando construir uma política estadual de transição energética que ofereça viabilidade econômica, eficiência operacional e segurança ao empreendedor e à população.

“Estamos acompanhando a regulamentação da matéria pelo Congresso Nacional. Recentemente foi aprovado o Projeto dos Combustíveis do Futuro que traz as diretrizes para captura e armazenamento de carbono. Esse projeto deve ser sancionado no início de outubro pelo presidente da República e vai orientar a elaboração do regramento dos Estados sobre o tema”, frisou.

O secretário acredita que discussões como essa conduzida por Nathalia Weber são de extrema importância para esclarecer o corpo técnico que se encarregará de elaborar a legislação estadual sobre transição energética. Por isso mesmo, devem acontecer outros encontros com especialistas nesse sentido.

“Estamos convencidos de que é preciso mais do que medidas de proteção ambiental para frear as mudanças climáticas. Temos que ir além da redução das emissões e procurar capturar e dar a destinação adequada ao C02”, finalizou.

João Prestes, Comunicação Semadesc
Fotos: Mairinco de Pauda

Beto Pereira quer transformar Campo Grande em destino turístico de referência nacional

Beto Pereira quer transformar Campo Grande em destino turístico de referência nacional

Plano do candidato foca na modernização, inovação e promoção do turismo como um dos motores do desenvolvimento econômico

Candidato à Prefeitura de Campo Grande pelo PSDB, Beto Pereira, traz uma visão ousada e ambiciosa para o setor turístico da capital sul-mato-grossense. Reconhecendo o imenso potencial turístico da cidade, ele apresenta um plano estratégico focado na modernização, inovação e promoção do turismo como um dos motores do desenvolvimento econômico local.

Beto destaca que a sua gestão vai modernizar o Plano Municipal de Turismo, ampliando e diversificando as opções de lazer e negócios na cidade. “Campo Grande tem um imenso potencial turístico. Minha gestão vai modernizar o Plano Municipal de Turismo, criar atrativos turísticos no centro e nos bairros, e colocar a infraestrutura da Capital para promover ações em benefício do comércio e dos serviços, especialmente nos corredores gastronômicos”, afirma. Para ele, o turismo é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento econômico: “Turismo potente é sinônimo de geração de renda, novos postos de trabalho e de desenvolvimento.”

A capital sul-mato-grossense já desponta como uma cidade estratégica, tanto por sua localização quanto por sua diversidade de atrações naturais e culturais. Situada na rota para o Pantanal e Bonito, a cidade possui um cenário único que une urbanização com a proximidade da natureza. A ampliação do turismo local contribuirá para consolidar Campo Grande como um destino complementar para os visitantes da região.

Beto Pereira quer transformar Campo Grande em um Destino Turístico Inteligente reconhecido pelo Ministério do Turismo. Este conceito, que envolve a adoção de tecnologias inovadoras e sustentáveis para melhorar a experiência dos turistas, seria uma forma de modernizar a oferta turística da cidade e atrair visitantes com perfis diversos. Além disso, o candidato planeja fomentar o turismo rural, de aventura, de observação de pássaros, de eventos e negócios, segmentos que estão em franco crescimento em nível nacional e que têm tudo para prosperar no município.

Grandes eventos como propulsores do desenvolvimento

O plano de Beto Pereira inclui a captação de grandes eventos nacionais e internacionais, fortalecendo o papel de Campo Grande como um ponto de referência no setor de eventos corporativos e culturais. Ele propõe a criação de um Centro Municipal de Convenções, que se tornaria um polo de atração para congressos, feiras e festivais, dinamizando ainda mais a economia local.

Aliado a isso, o candidato planeja fortalecer os atrativos turísticos do centro da cidade e mapear o potencial turístico dos bairros, promovendo o desenvolvimento do turismo de forma descentralizada. Isso incluirá a valorização dos tradicionais corredores gastronômicos, áreas que Beto pretende qualificar ainda mais para se tornarem vitrines da cultura local, gerando novas oportunidades para o comércio e serviços.

Infraestrutura e capacitação

Para garantir que a infraestrutura da cidade atenda à crescente demanda turística, Beto Pereira propõe a modernização dos Centros de Atendimento ao Turista, pontos fundamentais para receber e orientar os visitantes. Além disso, a formação e capacitação de agentes turísticos será uma prioridade, preparando profissionais aptos a oferecer serviços de excelência, melhorando a experiência dos turistas e fortalecendo a imagem da cidade como um destino de qualidade.

A revisão do Plano Municipal de Turismo, com incentivo fiscal para empresários do setor, é outro pilar fundamental de sua proposta. Este conjunto de medidas visa incentivar o investimento privado, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de novos empreendimentos turísticos e à geração de empregos no setor.

Importância do turismo para a economia de Campo Grande

O turismo é uma das indústrias mais dinâmicas do mundo e, em Campo Grande, possui um potencial ainda subexplorado. Com a implementação das propostas de Beto Pereira, o setor poderá se tornar uma das principais fontes de renda e geração de empregos na cidade. A ampliação da oferta turística, aliada à promoção de eventos de grande porte, traria um fluxo constante de visitantes, aumentando o movimento no comércio, nos hotéis e nos restaurantes, além de estimular o desenvolvimento de novos negócios em torno do setor.

A visão de Beto é clara: fazer do turismo uma alavanca para o crescimento econômico de Campo Grande. “Campo Grande vai ser palco de grandes eventos, e o turismo será um dos principais pilares para o desenvolvimento da nossa cidade”, conclui o candidato, apostando que a transformação do setor trará benefícios para toda a população, gerando oportunidades e consolidando a capital como um importante destino turístico no Brasil.

Governos discutem incêndios florestais e MS recebe destaque por integração no trabalho contra o fogo

Governos discutem incêndios florestais e MS recebe destaque por integração no trabalho contra o fogo

Governadores e vices de 10 estados brasileiros, entre eles o de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, se reuniram nesta quinta-feira (19) em Brasília (DF) para discutir a situação dos incêndios florestais no país com ministros do Governo Federal. Durante a reunião o trabalho realizado pelo Governo sul-mato-grossense foi elogiado pela integração existente nas frentes de campo contra o fogo e também na coordenação de ações estratégicas.

Desde o início do enfrentamento aos incêndios florestais no Pantanal neste ano, algo que já vem sendo planejado desde dezembro de 2023 devido ao prognóstico de intensa seca em 2024, Mato Grosso do Sul busca atuar em parceria com a União e com o apoio de outros estados para reforçar e ampliar a efetividade do trabalho contra o fogo.

Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva participou do evento e elogiou esse trabalho integrado encabeçado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, o que para o governador Eduardo Riedel é apenas fruto de ações focadas em atingir objetivos em comum.

“Se tivermos alinhados em torno do objetivo, facilita muito atingir o objetivo, que é o que temos feito. Talvez a referência da ministra seja nesse sentido, pois nós trabalhamos juntos sob uma única coordenação, todos focados em minimizar os efeitos dos incêndios florestais no Pantanal e combater esses incêndios”, frisa Riedel, completando ainda que apesar de estar chegando proximo do fim da temporada do fogo, o trabalho segue no bioma.

O governador também comenta que a União tem feito a parte dela no apoio contra o fogo, e assim os resultados têm se concretizado. “Não queremos politizar a situação em nenhum momento. Pelo contrário, queremos focar no resultado dessas ações”, complementa.

Planejamento para 2025 e audiência no STF

Os ministros Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Simone Tebet (Orçamento) também participaram do encontro com os governadores, vices e representantes da CNM (Confederação Nacional de Municípios) e da ABM (Associação Brasileira de Municípios), onde foi abordado a inclusão dos municípios no planejamento de ações para o ano que vem, iniciando desde já tais tratativas.

“Já estamos pensando no ano que vem para que Estado, União e os municípios, no nosso caso em especial da região pantaneira, possam ter um programa de prevenção – algo que já estamos trabalhando para 2025 – independente do que ocorra. Assim ficamos cada vez mais preparados para as situações que possam ocorrer, seja de seca, seja de cheia”, explica Eduardo Riedel.

Além do governador de Mato Grosso do Sul, os chefes do Executivo do Pará, Goiás, Mato Grosso, Amazonas, Acre, Distrito Federal, Tocantins e Roraima se sentaram à mesa, fora os vice de Rondônia e do Amapá – todos são estados pariticpantes do Norte ou Centro-Oeste.

A presença sul-mato-grossense em debates sobre o fogo foram além do encontro com os ministros. Em audiência com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck, a procuradora-geral do Estado, Ana Ali Garcia, o procurador Ulisses Viana e o tenente-coronel dos Bombeiros e assessor da Semadesc, Leonardo Congro, entregaram o relatório sobre os incêndios florestais no Estado.

O documento elencou ações diversas, como plano de manejo, programa de brigadas, sistemas de comando, criação da sala de situação, monitoramento, prevenção e investimentos no combate aos incêndios florestais, além da recuperação da fauna e flora.

Conciliação para conflitos agrários

Outro tema debatido pelo governador Eduardo Riedel em Brasília nesta quinta foi a busca de soluções para os conflitos fundiários em Mato Grosso do Sul, envolvendo indígenas que reivindicam áreas como parte de seu território original e os atuais proprietários dessas terras. A situação foi discutida em audiência com o ministro do STF, Gilmar Mendes.

Acompanhado pelo secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, e pela procuradora-geral Ana Ali, Riedel expôs a posição do Governo do Estado em avançar rumo a soluções concretas. “Ninguém ganha com isso [os conflitos]. É uma situação extremamente ruim para o Estado, para as comunidades indígenas, para a Polícia Militar que age em determinação da Justiça”, lamenta o governador, acrescentando em seguida.

“Conversei quarta com o presidente Lula sobre o conflito e ele reiterou o desejo de buscar soluções nessas áreas em que dois princípios constitucionais estão em conflito: o direito a propriedade, pois são títulos legais, a cadeia dominial está ok, e a demarcação de áreas indígenas por parte de antropólogos. Então vamos buscar a solução através da indenização dos proprietários nas áreas onde isso couber”, conclui Eduardo Riedel.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS

Foto de capa: Henrique Raynal/Casa Civil BR