ago 16, 2024 | Política
Se números mostram a solidez do desenvolvimento de Mato Grosso do Sul para o Brasil e o mundo, o discurso explica o motivo para isso acontecer: nosso posicionamento estratégico. Alinhado à agenda global econômica atual, o Governo sul-mato-grossense apresentou nesta sexta-feira (16) na 23ª edição do Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro (RJ), os principais aos avanços do Estado para uma plateia de empresários, governadores e demais líderes nacionais.
O governador Eduardo Riedel mais uma vez trouxe ao debate como é fundamental, não só ao Mato Grosso do Sul, mas para todo o país, esse alinhamento com a agenda global, que se pauta nos temas segurança alimentar, transição energética e sustentabilidade ambiental.
“É uma oportunidade que o Brasil tem quando fala de transição energética, pois nisso damos aula em qualquer lugar do mundo por ter desenvolvido ao longo dos anos uma matriz altamente sustentável diante da demanda cada vez maior”, frisa o governador de Mato Grosso do Sul, lembrando que além do etanol de cana e do milho, há agora o surgimento e avanço da produção de biogás a partir da vinhaça, novidade que abre grandes oportunidades.
Riedel seguiu a mesma linha de raciocínio ao lembrar que 9% do território brasileiro é ocupado pela agricultura e o país é capaz de alimentar, sem agressão às reservas ambientais, 800 milhões de pessoas, fora a capacidade tecnológica garantida na produção, podendo inclusive fixar carbono no solo pobre o cerrado e assim aumentar matéria orgânica do mesmo.
“Quando se fala de sustentabilidade não precisa nem dizer, pois falamos de água, balanço de carbono e preservação de biomas. Podemos ir de cabeça erguida discutir esses tema também, e em todos esses temas Mato Grosso do Sul também está de cabeça erguida”, diz, completando.
“Os números apresentados aqui são importantes, essenciais para mostrar o desenvolvimento, mas o mais importante é o nosso posicionamento estratégico, como estamos diante dessa agenda global para atrair a esfera privada, junto com os desafios da esfera pública que cada um dos estados temos. Mato Grosso do Sul está fazendo o dever de casa”, conclui o governador.
E o MS cresce
Com crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 6,6% no ano passado, Mato Grosso do Sul criou um ambiente de negócios tido como “absolutamente amigável” para atrair o capital privado, explica Eduardo Riedel, que revela ainda um investimento público de 18% da RCL (Receita Corrente Líquida) principalmente em infraestrutura.
“Este é o foco pois é o que dá competitividadade para o Estado, que está lá no extremo do Brasil, a fronteira com o Paraguai e com a Bolívia, e que tem um Mississipi à disposição”, argumenta, fazendo referência ao rio Mississipi, onde está instalada a principal hidrovia dos Estados Unidos, escoando grande parte da produção primária daquele país.
Toda essa aposta em infraestrutura visa justamente criar um ambiente cada vez mais atrativo e competitivo para quem tem o capital para investimento, gerando assim emprego, renda e bem estar. “Por isso chegamos a 3,8% de desemprego no Estado. Agora precisamos atrair gente, capacitar pessoas, educar, formar uma rede de escola e capacitação que dê condição de elevar a renda média e assim conquistar melhores números ainda”, diz Riedel, dando sequência.
“Nosso dever de casa é criar esse ambiente, é garantir que dentro da estrutura pública consigamos deixar nossos estados mais leves, mais ágeis, menos onerosos para toda a sociedade, que é quem paga essa conta. Mato Grosso do Sul é um estado que tem alçançado esses número, buscado a todo instante atração de investimento onde ele é competitivo, e a competitividade está naquela agenda global no momento”, finaliza o governador.
Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Fotos: Divulgação/Lide
ago 14, 2024 | Política
Um importante eixo de exportação para Mato Grosso do Sul e estados e países vizinhos, dando viabilidade ao transporte da produção de minério de Corumbá para diferentes mercados no planeta e garantindo desenvolvimento e uma conexão entre o Estado e o Uruguai, que é a porta de saída desta rota sul-americana para o restante do mundo.
O parágrafo acima é uma breve descrição da Hidrovia Paraguai-Paraná, que tem início no Brasil e segue pelo Paraguai, Argentina e Uruguai, passando pelas principais cidades e capitais de ambos. E foi no ponta final dessa via, a capital uruguaia Montevidéu, que o governador Eduardo Riedel acompanhou o embarque de mais uma produção de minério de ferro produzido em Corumbá pela subsidiária do grupo J&F Mineração, a LHG Mining.
Nesta quarta-feira (14), ao lado dos secretários Rodrigo Perez (Gestão Estratégica) e Desenvolvimento (Jaime Verruck), Riedel conheceu o porto flutuante – onde é feita a transferência do mninério de ferro – e toda a estrutura da embarcação, incluindo a casa de máquinas e sala de controle. O governador ainda pode observar de perto toda a operação de transbordo do navio para o porto, e depois para a embarcação que leva o minério para a China e Europa.
“Estamos na Zona Alpha, a 40 km de Montevidéu, onde está acontecendo o transbordo de minério de ferro que sai de Corumbá. O produto desce por barcaça até Nova Palmira, no Uruguai, depois é carregado num navio de 50 mil toneladas, que é transbordo para um maior ainda, de 200 mil toneladas”, explica Riedel, que completa em seguida.
“A grande discussão é a navegabilidade do rio Paraguai, que vai dar total condição do Mato Grosso do Sul conseguir aumentar as exportações de minério e também fazer a navegação o ano inteiro de soja, milho e qualquer outro produto que tenha origem no Estado”, finaliza.
Em março de 2023, a LHG Mining inovou ao realizar a primeira operação de transbordo de minério de ferro para a China em um único navio, com capacidade de 175 mil toneladas do produto, na zona de alto mar do porto Nueva Palmira. As barcaças carregadas de minério de ferro saem mensalmente do porto Gregório Curvo, em Corumbá, seguindo então pela hidrovia Paraguai-Paraná até o Uruguai. Dali o produto é exportado em um único navio.
“Viemos conferir essa operação, discutir com as autoridades uruguaias toda a ação que teve um grande envolvimento. Agradeço ao governo uruguaio por ter permitido esta capacidade de operação, que foi inédita no país. Vejo com bons olhos a construção dessa navegabilidade o ano inteiro, envolvendo Mato Grosso do Sul, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, especialmente no porto. É um acesso fantástico para o crescimento e desenvolvimento”, frisa Riedel.
Além da comitiva sul-mato-grossense, o secretário nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério dos Portos e Aeroportos, Dino Batista e o diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Eduardo Nery, acompanharam o trabalho de embarque no Uruguai.
“A grande discussão que nós temos é a logística, como retirar este minério de maneira competitiva para atingir os mercados internacionais, especialmente a Europa e a China que são os grandes destinos. Houve mais de R$ 5 bilhões de investimentos nos últimos três anos na área da mineração, em Corumbá e Ladário, o que praticamente triplicou a produção”, revela Verruck.
O secretário ainda afirma que constatou uma inovação na área do uso da hidrovia. “Foi importante estarmos aqui inclusive com agentes do Governo Federal, a Antaq e a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, que tem todo um planejamento”, disse Verruck.
A produção consolidada do minério de ferro e manganês passou de 4,5 milhões de toneladas para 8 milhões neste ano. O Governo de Mato Grosso do Sul quer dar competitividade para a hidrovia Paraguai-Paraná, que pode operar com grãos e minério, além da função social que ela representa no Pantanal, como o transporte de ribeirinhos.
“A hidrovia é o modal mais barato em comparação com os demais modais. A operação pode potencializar a competividade do Mercosul e gerar um processo de integração que interessa a todos, favorece toda a América do Sul”, afirma Verruck, diante da ideia de que investimento no transporte fluvial significa mais capacitação, emprego e renda para os cidadãos em Mato Grosso do Sul e também nos demais países e locais envolvidos no processo.
Dino Batista foi mais além e declarou que a Hidrovia do Paraguai é a mais nova fronteira econômica do Brasil. “Essa operação hoje representa a vontade e luta muita grande para trazer algo fundamental, que é a inovação. Pensar maneiras diferentes de fazer as coisas, em soluções, mostra a criatividade que a iniciativa privada sempre traz nas operações, não só portuárias, mas de navegação”, frisa o representante federal, que complementa.
“Conhecer uma operação dessas mostra, para nós do Poder Público, que temos que conseguir acompanhar e tentar estar à frente do processo para trazer facilidades para a iniciativa privada poder investir, gerar renda e trabalho para os nossos cidadãos. Foi fundamental para conhecer e ver como nosso pessoal é criativo e vai atrás das soluções necessárias”, conclui.
O fluxo logístico da mineração envolve duas minas em Corumbá, transporte de caminhão e trem por 12km até Porto Gregório Curvo, no rio Paraguai. O material – 4 milhões de toneladas – é levado por 400 barcaças por 2,5 mil km até o Uruguai, em uma viagem que dura aproximadamente 32 dias, e chega até Porto Nova Palmira, onde está instalado o porto flutuante.
Todo o processo também expandiu as vagas de emprego diretos, passando de 790 para 2.520 no Brasil, de 120 para 319 no Paraguai, e com a criação de 218 frentes no Uruguai. Desde a saída de Corumbá até a chegada aos mercados mundiais, o transporte demora em média 80 dias para a China e 50 dias para a Europa.
“Nós tivemos uma oportunidade de conhecer uma operação que é realizada em águas marítimas, na costa do Uruguai, em que embarcações transportando minério de ferro, navios de 45 mil toneladas, e são carregados em embarcações maiores de até 180 mil toneladas”, explana Eduardo Nery.
O representante da Antaq segue afirmando que “as embarcações seguem para a costa da Ásia, da Europa, para transportar minério de ferro, que é extraído no Mato Grosso do Sul. Por não ter profundidade suficiente, é preciso fazer todas essas operações de transbordo de carga, mas que elas são muito importantes, são essenciais para reduzir custos logísticos e tornar as nossas exportações competitivas. Então isso é mais uma prova da necessidade que temos de transformar a nossa Hidrovia do Paraguai numa grande rota hidroviária”, conclui.
Natalia Yahn e Bruno Chaves, Comunicação Governo de MS
Fotos: Bruno Chaves
ago 14, 2024 | Política
A SES (Secretaria de Estado da Saúde), por meio da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, através da Gerência de Doenças Endêmicas, confirmou nesta quarta-feira (14) um caso de Febre do Oropouche autóctone em Mato Grosso do Sul. O caso foi registrado em abril. O indivíduo, homem de 52 anos, reside em Itaporã e já está recuperado.
Conforme a gerente técnica estadual de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener Lemos dos Santos, desde a notificação do primeiro caso importado positivo no Estado, em junho, uma série de ações complementares foram desenvolvidas em conjunto com os municípios, como sistematizar as informações dos casos suspeitos e confirmados (deslocamentos, sintomas, quadro clínico etc.), coleta de amostras de outros pacientes para testagem pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul), com o objetivo de fortalecer a vigilância da doença.
Os casos autóctones são aqueles que têm origem no local em que foi feito o diagnóstico. “A transmissão autóctone significa que o caso diagnosticado teve sua origem no mesmo local de residência do indivíduo. A doença não foi trazida por pessoas de fora como no caso anterior, está acontecendo na própria região”, explica Jéssica.
Caso registrado
O indivíduo de 52 anos procurou unidade de saúde em 04 de abril, no município de Itaporã, relatando sintomas de cefaleia e mialgia. A amostra de sangue foi coletada no dia 5 do mesmo mês e enviada ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), sendo o resultado negativo para ZDC (Dengue, Zika e Chikungunya).
No dia 21 de julho, como parte dos esforços implementados após o diagnóstico do primeiro caso em MS, a amostra coletada foi submetida a estratégia de detecção guarda-chuva, tendo resultado positivo para a arbovirose Oropouche.
Logo após a confirmação, a Vigilância Municipal realizou uma busca ativa para a coleta de mais informações a respeito do caso, como: histórico de viagem, se adentrou em área de mata ou recebeu visitas de pessoas que tenham viajado. Depois da investigação finalizada e com todas as respostas negativas para os questionamentos, fechou-se o relatório com o apontamento de transmissão autóctone.
“Não há motivo para pânico da população, a confirmação do caso com transmissão autóctone veio através da série de medidas implementadas pelo Estado para vigilância da arbovirose. Desde junho, 818 amostras que deram negativo para o protocolo ZDC foram testadas pelo LACEN e apenas duas apresentaram o resultado positivo”, reforça Jéssica.
O que é Febre Oropouche?
A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus, que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).
Como é transmitida?
A transmissão da Febre Oropouche é feita principalmente por vetores. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do vetor por alguns dias. Quando esse pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.
Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:
Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.
Sintomas
Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático, hidratação e acompanhamento da rede de saúde.
Casos no país
O Brasil tem observado um grande aumento do número de casos de Febre Oropouche. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, já são 7.653 casos em 2024 com dois óbitos relacionados a Oropouche. Em 2023, foram 831 casos.
Prevenção
A orientação é similar aos casos de dengue, que a população, ao observar os sintomas, procure por uma unidade de saúde.
Não há tratamento específico disponível. As medidas de prevenção consistem em evitar áreas com a presença de maruins ou minimizar a exposição às picadas dos vetores, seja por meio de recursos de proteção individual (uso de roupas compridas e de sapatos fechados) ou coletiva (limpeza de terrenos e de locais de criação de animais, recolhimento de folhas e frutos que caem no solo, uso de telas de malha fina em portas e janelas).
Nota Informativa – Febre Oropouche
Marcus Moura, Comunicação SES
*Com informações do Ministério da Saúde
Imagem ilustrativa
ago 14, 2024 | Política
Durante um encontro promovido pelo Conselho Regional dos Representantes Comerciais de Mato Grosso do Sul (Core-MS), o deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) reafirmou seu compromisso com o fortalecimento do setor de representação comercial no Estado. O evento, realizado ontem (13) no Bioparque Pantanal, reuniu líderes e especialistas para discutir estratégias de inovação, capacitação e o papel fundamental do setor no crescimento econômico de Mato Grosso do Sul.
Em seu discurso, o 1º secretário da Assembleia Legislativa destacou a importância da representação comercial para o desenvolvimento do Estado, ressaltando que o setor é responsável por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB).
“A representação comercial é o elo essencial entre quem produz e quem consome, sendo um motor que impulsiona o crescimento das empresas e gera emprego e renda para nossa população”, declarou Corrêa.
O deputado reafirmou seu compromisso com a criação de políticas públicas que promovam o crescimento do setor e enfatizou a necessidade de fortalecer o diálogo entre a categoria e o Governo do Estado. “Eu venho da iniciativa privada e entendo a importância desse diálogo. Na Assembleia Legislativa, faço questão de manter essa ponte aberta com o Governo, e meu gabinete está à disposição para mediar as demandas do setor”, explicou.
Corrêa também destacou a relevância da capacitação e do treinamento contínuo para os profissionais da área. “Vivemos em uma era onde a inovação e a capacitação são determinantes para a competitividade. Precisamos investir no aprimoramento dos nossos profissionais e garantir que estejam sempre preparados para enfrentar os desafios do mercado”, frisou.
O parlamentar afirmou que o fortalecimento do setor de representação comercial está entre suas principais prioridades e que continuará trabalhando em prol de políticas que incentivem o desenvolvimento da categoria. “Nosso objetivo é criar um ambiente favorável para que esses profissionais possam atuar de maneira eficiente e sustentável, contribuindo para o avanço econômico de Mato Grosso do Sul”, concluiu.
ago 14, 2024 | Política
Para aproximar os 184 mil estudantes da REE (Rede Estadual de Educação) de Mato Grosso do Sul da participação ativa das ações e decisões da comunidade escolar e permitir o exercício da cidadania, o Governo do Estado realizou o curso de formação “Grêmio Estudantil: Cidadania Ativa”.
O governador Eduardo Riedel participou na manhã desta terça-feira (13) do encerramento do curso, que foi oferecido desde maio para os alunos das 347 escolas da REE em todos os municípios do Estado. Como parte do evento, Riedel participou de uma roda de conversa com dez representantes de grêmios estudantis de Campo Grande e também dos municípios do interior.
“É uma alegria poder presenciar as lideranças de grêmio estudantil de todas as escolas, o desempenho deles. Interessante ver como esses representantes estão se formando, as expectativas, perspectivas e cobranças legítimas. A Cidadania e a Educação proporcionaram um momento inédito, colando os presidentes de grêmios estudantis para uma conversar aberta, é enriquecedor e faz parte da formação como cidadãos, a discussão política e a liderança dentro da escola”, afirmou Riedel.
Entre os questionamentos, o governador respondeu sobre os investimentos em tecnologia nas escolas, a formação dos estudantes para o mercado de trabalho, a oferta de modalidades esportivas e culturais para os alunos, além de falar de forma mais pessoal sobre os desafios da vida pública e também orientar os alunos no desempenho do cargo de presidente de grêmio estudantil.
“Com o curso da cidadania ativa foi deixado claro que o grêmio é um órgão muito representativo nosso, para os estudantes”, disse Mateus Gleiser, presidente do grêmio estudantil da Escola Estadual Professor Alberto Elpídio Ferreira Dias (Prof. Tito), no Jardim Anache, em Campo Grande.
Para os estudantes, o aprendizado adquirido contribui para a defesa dos direitos individuais e coletivos dentro e fora da sala de aula.
“Eu decidi participar da eleição para o grêmio, porque precisava melhorar minha comunicação, não conseguia falar com as pessoas. Agora eu adquiri essa coragem. E para a escola a gente tem conseguido avançar nos pedidos que fazemos para a direção, com mais gincanas e aulas de informática, foi uma conquista este ano”, afirmou a aluna Gabriela Borges Gomes, 16 anos, vice-presidente do grêmio estudantil da EE Sidronio Antunes de Andrade, em Sidrolândia.
Além das solicitações para melhoria física da escola, Gabriela também conseguiu incluir informações importantes sobre os povos indígenas, para que os demais alunos pudessem ter acesso. “Meu pai é indígena terena, e eu poderia estudar em uma escola indígena, mas preferi uma que eu pudesse propagar mais a cultura. Eu consegui isso, a direção da escola foi parceira para que a gente tivesse troca de informações sobre isso”, explicou a estudante.
Durante três meses, os estudantes que compõem a chapa dos grêmios nos 79 municípios receberam formação sobre marcos legais e históricos das agremiações, além de compartilharem experiências inspiradoras sobre a importância da participação ativa e democrática nas escolas e comunidades. Dividida em módulos, a formação debateu o que é ser um cidadão ativo, a legislação e o papel do grêmio estudantil na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, fortalecendo a consciência cidadão, promovendo o bem-estar emocional e o protagonismo juvenil.
Hoje (13) ocorreu o encerramento com a certificação dos participantes e o lançamento da capa do 1º e-book do Grêmio Estudantil. O espaço de aprendizado e reflexão promoveu o engajamento dos estudantes, com formação abrangente – palestra magna, mini palestras sobre cidadania ativa, propósito e saúde mental, intervenções culturais e diálogo interativo.
O curso de formação foi uma iniciativa da SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subjuv (Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude), em parceria com SED (Secretaria de Estado de Educação) e Fabeb/MS (Fundação de Apoio e Desenvolvimento à Educação Básica de Mato Grosso do Sul), com apoio do Conjuv/MS (Conselho Estadual da Juventude de Mato Grosso do Sul), Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e outras instituições estudantis.
O evento contou com participação de autoridades do setor de Educação do Estado e representantes dos grêmios estudantis eleitos.
Educação em MS
Desde o início da atual gestão, a continuidade das reformas nas escolas da REE é uma das prioridades. Por isso, 30% das unidades já estão com obras concluídas – parciais ou gerais –, outras 30% aguardam para receber intervenções e 40% estão com algum tipo de intervenção em andamento.
Até agora, foram investidos cerca de R$ 800 milhões em infraestrutura e com a conclusão de todas as reformas, o valor deve chegar a R$ 1,2 bilhão.
No ano passado, o Governo do Estado passou a oferecer o ensino em tempo integral em todos os municípios, em 210 unidades, alcançando a meta de universalização da oferta – com 60% as escolas e 40 mil estudantes atendidos em todas as regiões.
Segurança nas escolas
Além das reformas, todas as unidades escolares urbanas de MS contam com sistema de monitoramento de vídeo controlado pelo COSI (Centro de Operações de Segurança Integrado). O local trabalha com equipes de resposta em diferentes regiões do Estado, conexão direta com os órgãos de segurança pública, além de agilidade em caso de situações de emergência e reposição de materiais furtados das unidades escolares.
A REE conta também com o Nise (Núcleo de Inteligência e Segurança Escolar), que opera dentro da central de monitoramento, com atuação voltada para a prevenção e resposta às situações que coloquem em risco a segurança dos estudantes e profissionais. Criado em 2023, o núcleo possui atuação multidisciplinar e conta com profissionais da segurança pública e também da psicologia educacional.
Outra iniciativa, em parceria com o Corpo de Bombeiros, é o Nuppae (Núcleo de Pesquisa e Prevenção de Acidentes nas Escolas), que tem foco na orientação e treinamento das equipes e leva formações para os profissionais da REE para uso correto dos itens de prevenção contra incêndio, ações de primeiros socorros e evacuação predial, em caso de incidentes.
A REE conta com 25 mil servidores, 17 mil deles são professores. E o MS tem o maior salário para professor do Brasil, na educação básica, que é de R$ 12,8 mil para professor efetivo com carga horária de 40 horas semanais.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm
ago 14, 2024 | Política
O Conselho de Administração do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul) se reuniu na terça-feira, 13 de agosto, para aprovar a prestação de contas referente ao segundo trimestre de 2024. O período, que abrange os meses de abril a junho, registrou a aplicação de quase R$ 276 milhões em obras de infraestrutura, conforme os dados apresentados.
No acumulado do primeiro semestre de 2024, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 470 milhões dos R$ 1,7 bilhão previstos para o ano, seguindo o Plano de Aplicação de Recursos elaborado anualmente. Sob a administração da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), foram destinados aproximadamente R$ 128 milhões aos municípios, R$ 183 mil para pavimentação e implantação de rodovias, mais de R$ 33 mil para pavimentação asfáltica, restauração e drenagem urbana, além de R$ 122 milhões para restauração, conservação e manutenção de rodovias. Também foram aplicados R$ 17,9 mil na construção, reforma e manutenção de pontes.
Os investimentos no primeiro semestre foram distribuídos da seguinte forma: 54% em pavimentação e implantação de rodovias, 36% em restauração, conservação e manutenção de rodovias, e 5% em construção, reforma e manutenção de pontes. Outros 5% foram destinados a obras urbanas, despesas do exercício anterior, manutenção de equipamentos e equipes de trabalho, além de projetos, licenciamentos ambientais e apoio técnico para fiscalização e controle de qualidade.
A reunião contou com a presença do secretário Rodrigo Perez, de Governo e Gestão Estratégica; Mauro Azambuja Rondon, diretor-presidente da Agesul; Elisa S. Aquino Saravi, superintendente de Administração da Seilog (Secretaria de Infraestrutura e Logística) e diretora de Administração da Agesul; além de representantes do Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Sicadems (Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados do Estado) e Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul).
Luciana Bomfim, Comunicação Seilog/Agesul
Foto: Chico Ribeiro