maio 16, 2018 | Polícia

10 policiais militares já estão presos em operação contra a Máfia dos Cigarreiros em MS
Dez policiais militares de Campo Grande já estão presos e foram levados para a Corregedoria da Polícia Militar da Capital com a deflagração da Operação Oiketikus contra a Máfia dos Cigarreiros no estado.
A ação, deflagrada nesta quarta-feira, teve ainda outros policiais presos de cidades do interior do Estado, Bonito, Guia Lopes de Laguna e Jardim. Eles devem ser trazidos para a Capital. foram alvos da operação, que cumpriu 66 mandados sendo 21 de prisão e 45 de busca e apreensão.
A Corregedoria de Polícia Militar atua junto na operação. Entre os alvos estão oficiais e praças da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, incluindo comandantes de unidades em municípios do interior.
Máfia dos cigarreiros
Em abril deste ano, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra o contrabando de cigarros. A ação foi batizada de “Homônimo”, e ocorreu nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. Em Mato Grosso do Sul foram cumpridos mandados em Naviraí e Iguatemi. Foram expedidos pela Justiça 35 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 45 mandados de busca e apreensão, 32 de bloqueios de bens.
A investigação teve início em agosto de 2017, e apontou que a quadrilha sonegava mais de R$ 14 milhões em impostos e faturava R$ 2 milhões com a venda da mercadoria ilegal.
Em fevereiro deste ano, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu carga com 700 mil maços de cigarros contrabandeados em Coxim, cidade distante a 260 quilômetros de Campo Grande. A carga foi avaliada em R$ 3,5 milhões. O motorista informou que pegou o carregamento no Paraguai e levaria para a cidade de Goiânia (GO), onde receberia o pagamento pelo transporte.
Prisões
Em dezembro de 2017 no Estado, sete policiais militares foram presos por envolvimento na chamada “Máfia do Cigarro”. O esquema envolvia suposta cobrança de propina por policiais de Mato Grosso do Sul para permitir a ação contrabandistas de cigarros. Na data, o grupo era suspeito da cobrança de R$ 150 mil para a “liberação” de um caminhão com carga de cigarros contrabandeados do Paraguai.
Em 22 de dezembro, o juiz da Auditoria Militar, Alexandre Antunes, recebeu a denúncia do Ministério Público contra o terceiro sargento Alex Duarte de Aguir, de 38 anos, os cabos Rafael Marques da Costa, de 28 anos, Eduardo Torres de Arruda, 37 anos, João Nilson Cavanha Vilalba, 40 anos, Felipe Fernandes Alves, 31 anos, e os soldados Lucas da Silva Moraes, 28 anos, e Walgnei Pereira Garcia, de 34 anos.
(Foto: Marcos Ermínio)
maio 11, 2018 | Polícia

PMA autua sete pescadores em R$ 6,5 mil por transporte de pescado ilegal e apreende 78 kg de peixes
Campo Grande (MS) – Policiais Militares Ambientais do Grupamento do Distrito de Águas do Miranda, em Bonito, autuaram ontem (10) sete pescadores com 78 kg de pescado ilegal. Durante bloqueio na rodovia MS 345, naquele Distrito pertencente ao município de Bonito, os Policiais abordaram um veículo Toyota Hilux, onde estavam três turistas, residentes em Indaiatuba, Ourinhos e Ribeirão Preto e apreenderam 38 kg pescado, que eram transportados sem a licença ambiental.
Os pescadores, respectivamente, de 35, 54 e 75 anos, retornavam de uma pescaria no rio Miranda, onde tinham capturado os peixes. Os policiais efetuaram auto de infração administrativo e aplicaram multa no valor de R$ 900,00 contra dois autuados que estavam com 10 kg de pescado e R$ 1.080,00, para um que tinha 18 kg.
Pelo mesmo motivo, um turista paranaense, de 51 anos, residente em Santa Helena, que estava em um veículo WV Saveiro, foi autuado administrativamente e multado em R$ 900,00. Com ele foram apreendidos 10 kg de pescado.
Em seguida, os Policiais abordaram um veículo Chevrolet S10, onde estavam três campo-grandenses, de 29, 39 e 61 anos, que transportavam 30 kg de pescado, também sem licença. O pescado foi apreendido e os policiais efetuaram auto de infração administrativo e aplicaram multa no valor de R$ 900,00 contra cada autuado.
Todo o pescado será doado para instituições filantrópicas.
maio 10, 2018 | Polícia

PMA apreende quatro veículos carregados de pneus e brinquedos advindos do Paraguai e prende seis por contrabando
Campo Grande (MS) – Policiais Militares Ambientais da seção de operações de Campo Grande realizavam fiscalização ambiental, no município de Ponta Porã, em apoio ao Pelotão da cidade de Dourados ontem (8) pela madrugada e, quando foram abordar um veículo suspeito, em uma estada vicinal na região do vilarejo conhecido como Cabeceira do Apa, este empreendeu fuga.
Os Policiais perseguiram o veículo e conseguiram abordá-lo já na rodovia BR 267. Tratava-se de um Chevrolet Corsa, com placas de Terenos, onde estavam dois homens e os bancos traseiros e porta-malas estavam lotados de pneus e brinquedos contrabandeados.
Em seguida, os Policiais abordaram mais um veículo Chevrolet Monza, um WV Voyage e outro WV Gol, todos com placas de Campo Grande, também lotados de pneus e brinquedos contrabandeados. Em todos os veículos estavam seis pessoas que foram detidas e afirmaram que estavam juntos e contrabandeavam os produtos para venda em Campo Grande.
Os veículos foram apreendidos, bem como 154 pneus e vários brinquedos de diversos tipos. Os infratores, de 43, 29, 24, 38, 20 e 35 anos, residentes em Campo Grande, foram encaminhados, juntamente com o material apreendidos, à Polícia Federal de Dourados e responderão por crime contrabando.
maio 9, 2018 | Polícia

Motorista é flagrado com carga de cigarros avaliada em R$ 2 milhões
Denúncia anônima levou a Polícia Militar de Brasilândia a flagar um caminhão transportando 1.500 pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai.
A carga avaliada em R$ 2 milhões saiu de Bataguassu e seguia na rodovia MS-395 quando aconteceu a abordagem.
Na ocasião da interceptação, o condutor passava pelo perímetro urbano de Brasilândia. Questionado sobre o destino, informou que a carga seria entregue em São Paulo. Junto com o motorista foi encontrada a quantia de R$ 5 mil em espécie.
Conforme apuração do JP News junto a Polícia Militar (PM), o caminhão possui registro de furto datado de abril deste ano e, ao desviar a rota, passou a ser rastreado pela empresa de segurança da transportadora.
*Com informações do JP News
maio 8, 2018 | Polícia

Durante operações PM recupera 53 veículos e prende 85 foragidos da Justiça
Campo Grande (MS) – Com objetivo de prevenir a prática de crimes e proporcionar maior segurança à população sul-mato-grossense, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio de suas unidades, realizou de 30 de abril a 6 de maio diversas operações, que resultaram na abordagem de 12.309 pessoas e 7.691 veículos, na prisão de 85 foragidos da Justiça, recuperação de 53 veículos furtados ou roubados e apreensão de 88 quilos de entorpecentes.
Durante a ação também foram retiradas de circulação oito armas de fogo, 514 pessoas foram conduzidas para delegacias da Polícia Civil, 180 veículos removidos para o pátio do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), confecção de 790 Autos de Infração de Trânsito e sete notificações ambientais.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Waldir Ribeiro Acosta, ao falar das ações realizadas em todo o Estado, destacou o empenho de todos os integrantes da corporação no combate à criminalidade e na garantia da tranquilidade aos cidadãos. “Os nossos policiais estão sempre atuando para melhorar a qualidade de vida, bem como proporcionar uma maior sensação de segurança para os cidadãos”, afirmou.
Confira os resultados do Balanço Semanal.
Regiane Ribeiro da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública
Foto: PMMS
maio 7, 2018 | Polícia

Servidor apontado como responsável pelo desaparecimento de R$ 6 milhões mudou de Estado por temer ameaça de morte
Ex-chefe de secretaria da 3ª Vara Federal, em Campo Grande, Jedeão de Oliveira, mudou-se de Mato Grosso do Sul, vive noutro Estado, já há pelo menos seis meses logo depois de receber ameaças de morte.
Ele foi exonerado do cargo que exerceu por 21 anos, em julho de 2016, por suspeitas de ter desviado em torno de R$ 6 milhões, dinheiro confiscado de réus em processos que tratam de lavagem de dinheiro e tráfico de droga.
À época que exercera a função de chefe de secretaria, Jedeão de Oliveira era comandado pelo então juiz Odilon de Oliveira, que se aposentou em outubro do ano passado e hoje é pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul.
Jedeão não prestou concurso público. Ele foi nomeado pelo magistrado assim que concluíra o curso de Direito e ocupava cargo de confiança com salário médio de R$ 10 mil.
Oliveira, por meio do advogado que o defende, Jeyancarlo Xavier B. da Luz, nega ter arredado dinheiro da seção judiciária e diz que o controle dos recursos sequestrados era mexido por mais servidores do setor onde atuava e que era guardado em dois cofres cujas chaves não eram de domínio seu.
Ou seja, Oliveira não tinha as chaves dos cofres.
O advogado Jeyancarlo não quis comentar nem confirmou a mudança de cidade do ex-chefe de secretaria da 3ª Vara Federal. “Prefiro não entrar nesse assunto por tratar-se de segurança pessoal”, afirmou o defensor.
A reportagem do TopMidiaNews apurou que Jedeão de Oliveira foi ameaçado em 2017, meses depois da denúncia de desvio de dinheiro da Vara Federal.
Oliveira estaria no pátio do shopping Campo Grande quando dois homens se aproximaram do ex-servidor. Um deles teria dito “para tomar cuidado com que estava falando” e que isso seria um risco se continuasse.
No caso, o “recado” do homem, um desconhecido de Jedeão de Oliveira, teria a ver com depoimentos do ex-servidor acerca do processo judicial que discorre sobre desvio de dinheiro.
Depois desse encontro, Oliveira e a família mudaram-se de Estado. Ainda segundo a fonte ouvida pela reportagem, que faz parte do círculo de amizades do ex-servidor, Oliveira enfrentou dificuldades financeiras ao ponto de recorrer a ajuda da família e de amigos. Por temer eventual ataque não é intenção dele voltar a morar em Campo Grande.
PROCESSOS
Corre contra Oliveira ações judiciais na 1ª Vara, 2ª Vara, 4ª Vara e 5ª Vara Federal, em Campo Grande. Enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e improbidade administrativa são os crimes supostamente praticados por ele.
O volume de dinheiro desviado por ele teria alcançado a cifra de R$ 6 milhões, mas a conta não é exata. É uma estimativa. Num dos processos que Jedeão de Oliveira é acusado por desvio de dinheiro, o qual o TopMidiaNews teve acesso, suspeita que motivou sua demissão, é revelado que o sumiço do recurso ocorreu no dia 13 de novembro de 2003.
Ou seja, o desvio só foi descoberto em julho de 2016, 12 anos e oito meses depois.
O processo que corre a partir do desaparecimento do dinheiro, em 2003, envolve Antônio Piovezane, que seria dono, à época, da empresa Campo Grande Câmbio e Turismo.
A Polícia Federal, numa operação contra crime financeiro, apreendeu na empresa quantias em dólares, libras, euros e reais.
O montante foi levado para a Justiça Federal e, diz o processo, entregue a Jedeão de Oliveira.
Ocorre que a importância sumida e hoje cobrada do ex-chefe de secretaria da 3ª Vara Federal soma R$ 125.435,86, quantia reajustada na segunda metade do ano passado.
Jeyancarlo Xavier B. da Luz, advogado de Oliveira, disse que seu cliente não era o único da secretaria da 3ª Vara Federal a ter acesso às cifras apreendidas em operações policiais.
O dinheiro e bens tomados de pessoas implicadas em crimes de lavagem de dinheiro ou tráfico de drogas, por regra, é levado para a 3ª Vara Federal.
Dali o importe é depositado numa conta bancária. Com o desfecho do processo, a soma vira moeda da União ou retorna ao réu, se ele for considerado inocente, no caso.
Da Luz contou também que o controle do dinheiro era missão exclusiva de Jedeão de Oliveira.
“Às vezes ele [Oliveira] ficava muito atarefado. Tinha dia que ocorria muitas operações e todo o dinheiro era entregue de uma só vez. Não havia um controle ideal capaz de proteger o dinheiro”, disse o advogado.
O defensor afirmou ainda que havia dia que pacotes de dinheiro ficavam em cima da mesa de Oliveira, que retomava o serviço na manhã seguinte.
Outro detalhe revelado pelo advogado: as importâncias, depois de conferidas, eram levadas aos cofres da Vara Federal, que contava com dois deles para, em seguida, ser depositado em conta bancária.
“E não ficava com ele as chaves dos cofres. Isso era atribuição de outro servidor”, argumentou o advogado.
Na secretaria chefiada por Oliveira, numa sala, ao menos dez servidores cumpriam expediente, segundo o advogado.
“O serviço de Jedeão era sobrecarregado e ele não tinha como ser, sozinho, o responsável pelo dinheiro apreendido”, revela o advogado Jeyancarlo. Ele afirmou que tais argumentos têm sido usado para defender o ex-servidor.
PUNIÇÕES
Neste mês de abril, a 2ª Vara Federal concordou com a denúncia do Ministério Público Federal, que acusa Jedeão por improbidade administrativa. A seção judiciária pede que o ex-servidor pague a conta de R$ 125 mil. Em março passado, ele havia sido sentenciado pela 4ª Vara Federal a devolver R$ 40 mil. Seus bens foram bloqueados.
Pelos processos que correm na Justiça Federal, Jedeão Oliveira teria sumido com dinheiro confiscado de réus por 26 vezes.
DÚVIDA
Por seguir em segredo de Justiça, não há como saber o motivo do desaparecimento de dinheiro da 3ª Vara Federal ter demorado quase 13 anos para ser descoberto.
Extraoficialmente, teria sido a juíza federal Monique Machioli Leite, quem viu primeiro a irregularidade. À época, ele atuava como substituta e teria levado ao então titular da Vara, o juiz Odilon de Oliveira.
O magistrado comunicou a Corregedoria da Corte, em São Paulo, que investigou o caso.
A apuração também foi feita em sigilo. Relatório emitido pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região teria comprovado que o ex-secretário da Vara Federal de Campo Grande cometeu crimes como o de improbidade administrativa, inserção de dados falsos no sistema de informação e ainda falsidade ideológica.