PMA apreende carreta carregada com cigarros contrabandeados do Paraguai
Campo Grande (MS) – Policiais Militares Ambientais do Grupamento de Porto Primavera, em Anaurilândia, realizavam fiscalização na altura do Km 18 da rodovia MS 418, ontem (9), no final da tarde, e apreenderam um veículo Tractor com placas de Barueri (SP), com carreta acoplada, com placas de Itajaí (SC), transportando cigarros contrabandeados do Paraguai. Os policiais realizavam bloqueio, quando abordaram o veículo, que seguia sentido à divisa com o estado de São Paulo.
O motorista apresentou aos Policiais uma nota fiscal de farinha de trigo, de uma empresa de Dourados. Ao descer do caminhão e perceber que a equipe iniciaria uma fiscalização no caminhão e faria a retirada da lona, o homem empreendeu fuga em uma mata fechada e não foi encontrado.
A carreta estava carregada com 922 caixas de cigarros, contrabandeadas do Paraguai e foi apreendida e encaminhada à delegacia da Receita Federal em Ponta Porã. A PMA mantém uma equipe em diligências no local, na tentativa de prender o contrabandista.
Tenente Mense, do Choque, durante coletiva nesta manhã. – Foto: Valdenir Rezende
O depósito com 1,7 tonelada de entorpecentes desmantelado ontem pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar, em Campo Grande, era entreposto da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). O grupo usou o imóvel localizado na Vila Albuquerque para armazenar carregamento adquirido na fronteira com o Paraguai, onde domina o tráfico de drogas e armas, com o objetivo de preparar o despacho para a região de Goiás.
Durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira, na sede do Choque, no Parque dos Poderes, o segundo-tenente Leonardo Luis Mense Rodrigues explicou que sete pessoas foram presas, entre elas Enilson de Souza Vieira, Elisom de Souza Vieira, Lúcio Peralta, Reginaldo Teixeira Bastos, William Santos Sales, José Carlos Malheiros Acosta e Luis Alberto Ferreira. Todos foram detidos a partir da ação no galpão localizado na Rua Monte Santo.
Foram apreendidos ainda dois automóveis Fiat Uno, uma picape Strada e um Hyundai Tucson, além de R$ 16 mil em espécie, duas armas de fogo, cartões bancários, balança, nove celulares e diversos documentos falsos. Elisom estava evadido do sistema prisional e, conforme apurado, seria o principal elo com a facção. “Os presos foram encaminhados à Delegacia de Atendimento Comunitário (Depac) a Vila Piratininga”, disse Mense.
FLAGRANTE
De acordo com o segundo-tenente, denúncia anônima informava ao Choque que dois automóveis Uno seriam batedores de grande quantidade de entorpecente na região da Vila Albuquerque. Por volta das 13h30, os militares avistaram um Uno cinza, ocupado por Elisom, parando em frente ao depósito e fazendo sinal para que a picape Strada entrasse no local. Diante da ação suspeita, a equipe iniciou abordagem.
Elisom, Reginaldo, Willian e Lúcio estavam no local e foram surpreendidos. No interior da picape havia 319,5 quilos de maconha. Na Tucson, que estava estacionada ao lado, havia mais 1.360,6 quilos de maconha. Em um dos cômodos do local foram encontrados mais 24,4 quilos da droga separada e pesada. Na casa de Elisom, que fica em frente ao galpão, havia um revólver calibre 38 com cinco munições, uma espingarda calibre 22 e mais R$ 15 mil escondidos em uma caixa de ferramentas.
Junto com Luis Alberto havia mais R$ 1.074. Enilson, identificado como batedor, foi preso em casa. Reginaldo assumiu a propriedade da maconha na Tucson e disse que tinha comprado a carga em Bela Vista, por R$ 150 o quilo. Ele também informou que o veículo era roubado e que tinha plano de entregar o material em Goiânia (GO). Elisom, por sua vez, disse que os 24,4 quilos que estavam no galpão eram seus e que iria revender na Capital por R$ 300 o quilo.
Em seguida, a equipe foi para uma residência no Rita Vieira, onde encontrou José Carlos. Ele inicialmente negou envolvimento nos fatos, porém, o aparelho de celular que portava estava registrado como produto de roubo, motivo pelo qual foi autuado em flagrante por receptação. A droga e os veículos foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico.
PM de Bela Vista prende indivíduo por Porte Ilegal de Arma de Fogo
Bela Vista (MS)– Dia (06), os Policiais Militares da 2ª Companhia de Bela Vista prenderam um indivíduo por porte ilegal de arma de fogo.
Durante policiamento ostensivo e preventivo no perímetro urbano de Bela Vista, a equipe policial visualizou, no interior de um bar, um indivíduo em atitudes suspeitas, o qual, ao perceber a presença policial, esboçou bastante nervosismo.
Diante da fundada suspeita, os policiais procederam a abordagem do mesmo, sendo localizado no bolso de seu casaco um revólver calibre .22, com capacidade para 10 tiros, com três munições intactas.
Como o indivíduo, de 33 anos, não possuia os documentos de registro e porte da referida arma, foi dada voz de prisão ao mesmo, que foi encaminhado à Delegacia de Polícia para procedimentos cabíveis.
Senado aprova projeto de Moka que obriga preso a pagar gastos na prisão
Os números do Atlas da Violência 2018, constatando que o Brasil chegou à taxa de 30 assassinatos por 100 mil habitantes em 2016, índice 30 vezes superior ao da Europa, impulsionaram a aprovação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), nesta terça-feira (6), do projeto de lei 580/2015, que obriga o preso a ressarcir o Estado pelos gastos com sua manutenção no presídio.
De autoria do senador Waldemir Moka (MDB-MS), o PLS 580 altera a Lei de Execução Penal (LEP) para prever que o ressarcimento é obrigatório, independentemente das circunstâncias, e que se não possuir recursos próprios, ou seja, se for hipossuficiente, o apenado pagará com trabalho.
“Quero combater a ociosidade, que tem levado os condenados a serem presas fáceis das facções que estão hoje infestando nossos presídios”, afirmou Moka, após a votação. “É um dinheiro malgasto. São bilhões em recursos que deveriam estar sendo destinados à saúde e educação, por exemplo”.
O relator, senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), lembrou que o objetivo da proposta é fazer com que o Estado seja realmente ressarcido dos gastos que hoje estão sobre os ombros de toda a sociedade brasileira a um custo médio de mais de R$ 2.440,00 por mês.
Duas sugestões de melhoria foram apresentadas pela senadora Simone Tebet (MDB-MS) e acolhidas por Caiado. Pelo texto aprovado, quando o preso tem condições financeiras, mas se recusa a trabalhar ou pagar, será inscrito na dívida ativa da Fazenda Pública. Além disso, o hipossuficiente que, ao final do cumprimento da pena, ainda tenha restos a pagar por seus gastos, terá a dívida perdoada ao ser colocado em liberdade.
A LEP já determina que o preso condenado está “obrigado” ao trabalho, na medida de suas aptidões e capacidade, com uma jornada que não poderá ser inferior a seis nem superior a oito horas e com direito a descanso nos domingos e feriados. A proposta detalha essa forma de cumprimento e “não inventa a roda”, como frisou Simone.
Os senadores Ana Amélia (PP-RS), Lasier Martins (PSD-RS) e Magno Malta (PR-ES) destacaram a importância do projeto. Na opinião dos parlamentares, a medida corrige distorção que existe no sistema prisional brasileiro em que um preso custa mais que um estudante da rede pública.
O projeto recebeu 16 votos favoráveis e cinco contrários. O PT encaminhou voto contrário ao texto. Se não houver recurso para que seja votado em Plenário, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados.
Um homem de 51 anos foi autuado em flagrante sob suspeita de ter molestado sexualmente uma menina de três anos de idade na terça-feira (5), em Três Lagoas. Ele foi agredido por populares e acabou preso pela Força Tática de Polícia Militar.
Segundo o site Patrulha News, por volta das 23h10, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu denúncia de que um homem estava sendo agredido por um grupo de pessoas no Residencial Novo Oeste. Uma equipe da Força Tática foi enviada ao local para verificar o caso.
Chegando à rua Quixeramobin, próximo ao condomínio Ema, os policiais encontraram o suspeito e ouviram o relato dos pais da menina de 3 anos.
A mãe contou aos policiais que no fim da tarde de ontem, ela foi dar banho na menina, mas a menor pediu que a mãe não tocasse no órgão genital, pois ela estava sentindo dores. Assustada a mãe perguntou a menina o que tinha acontecido e a criança relatou o abuso por parte do homem de 51 anos.
Desesperada ao ouvir o que a filha disse, a mãe foi até a casa de uma amiguinha que teria presenciado o abuso e a criança de 6 anos confirmou o que teria acontecido e apontou o homem de 51 anos como sendo a pessoa que abusou da menina de três anos.
O suspeito fugiu e ficou escondido até o fim da noite e ao retornar ao residencial, acabou sendo cercado pelo grupo de pessoas que começaram a agredir o homem até achegada da polícia.
O homem negou os fatos, mas acabou sendo levado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e foi autuado em flagrante pela delegada de Polícia Civil de Plantão. Ele permanece preso em uma das celas da delegacia.
Mato Grosso do Sul é o 5º Estado do país com menos homicídios, aponta Atlas da Violência
Campo Grande (MS) – O Atlas da Violência 2018 lançado nesta terça-feira (5.5), pelo Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (IPEA) e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) com base nos dados entre os anos de 2006 e 2016, mostra que Mato Grosso do Sul possui a quinta menor taxa de homicídios do Brasil com 25,0 casos a cada 100 mil habitantes. Abaixo apenas a de São Paulo, Santa Catarina, Piauí, e Minas Gerais.
O Atlas destaca que foram registrados em Mato Grosso do Sul em 2016, total de 671 homicídios, enquanto em 2006 foram 683 ocorrências, o que significa uma queda de 1,8%. A pesquisa também mostra que o Estado há dois anos contabilizou a terceira menor taxa de homicídios de jovens, entre 15 e 29 anos, entre todas as unidades da federação. O indicador aponta que em Mato Grosso do Sul foi de 40,6 por 100 mil habitantes, acima de Santa Catarina e São Paulo.
De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antonio Carlos Videira, apesar dos números apontarem um pequeno crescimento dos casos de homicídios em 2016 em relação a 2015, aproximadamente 5,8%, mais de 65% das ocorrências foram esclarecidas.
“É importante destacar ainda que os dados do Atlas estão desatualizados, uma vez que já temos as estatísticas fechadas de 2017, que mostram que a taxa de homicídios por 100 mil habitantes é de 21.5. Apesar de fazermos fronteira com dois países e enfrentar diariamente o tráfico de drogas, todos os crimes contra a vida sofreram redução no ano passado, na comparação com 2016. Os roubos seguidos de morte, por exemplo, tiveram queda de 41 para 22 casos. A Sejusp também registrou queda em homicídios dolosos (-9%), feminicídios (-21%), homicídios culposos (-43%) e homicídios culposos no trânsito (-10%)”, explica Videira.
O titular da Sejusp, também enfatiza que as forças de segurança tem intensificado o trabalho da polícia nas ruas, com a realização de diversas operações, além do intercâmbio entre as agências de inteligência de outras forças de segurança, com outros estados e países para combater o crime, principalmente aqueles causam mais danos e provocam morte.
Regiane Ribeiro, da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp)