jul 10, 2023 | Polícia
Dados disponibilizados pelo Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) mostram que o ano de 2023, com dados até 1 de julho, já registra recorde nas apreensões de anabolizantes nos últimos anos, com 7.737 unidades retidas. No ano de 2022, no mesmo período, foram 660 unidades. Tais informações chamam atenção pois outras forças policiais deflagraram, nos últimos três meses, uma série de operações pelo Brasil que revelaram esquemas milionários de produção e venda de anabolizantes.
No dia 26 de abril, por exemplo, a Polícia Civil desarticulou uma fábrica clandestina que funcionava em uma casa em Anápolis, região metropolitana de Goiânia. Segundo a investigação, era o maior esquema de falsificação de anabolizantes do país. No dia 28 de junho, em Mossoró (RN), um homem que vendia ilegalmente anabolizantes foi autuado por “falsificar, corromper, adulterar e alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais”, crime previsto no Artigo 273 do Código Penal.
No dia 10 de junho, a Polícia Federal e a Receita Federal fizeram uma apreensão milionária de matéria-prima para anabolizantes na aduana da Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR). O material foi periciado e foi constatado que se tratava de, aproximadamente, 3.195g de hormônio masculino puro, matéria-prima utilizada para a fabricação de anabolizantes na forma injetável, avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão. Em abril, em Minas Gerais, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu anabolizantes que estavam em um caminhão.
Este perfil de apreensões se espalha por todas as regiões do país e a fronteira tem sido a porta de entrada de tais produtos. Segundo a Nutricionista e Doutora em treinamento desportivo de alto nível, Sônia Bordin, é um problema recorrente, pois no Paraguai há a oferta do produto em diversas lojas e farmácias e eles são vendidos sem restrições. “O culto ao corpo no Brasil é exacerbado, portanto, há um mercado que é estimulado por alguns profissionais que receitam de acordo ao desejo do indivíduo”.
Dentre os mais comuns, identificados nas apreensões, são o Nandrolona (Decanoato de Nandrolona), Fluoximetil testosterona, Landerlan Stanozolol, Stanozoland e Oxitoland, além de substâncias sem identificação que provavelmente são utilizadas como matéria prima para produção de anabolizantes em fábricas clandestinas no Brasil. “É importante destacar que a maioria dos que usam esteróides anabólicos, são os não atletas profissionais, visto que são monitorados pelo comitê antidoping (WADA), e a maior procura acaba sendo dos usuários de academia, dentro das salas de musculação”.
Luciano Stremel Barros, Presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), comenta que é necessário que as pessoas tenham conhecimento dos danos que tais produtos, que são proibidos no Brasil, causam. “O grande problema desses produtos é a procedência. Não há registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e, além disso, pouco se sabe que tipo de substância os compõem”.
O médico Walid Safadi, Especialista em Clínica Médica e Endocrinologia, reforça que “o uso de esteroides androgênicos anabolizantes são terminantemente proibidos para performance esportiva, tanto de atletas profissionais e amadores, pois não há estudos científicos de segurança de uso para esta finalidade, porém, as mesmas substâncias podem ser usados para as seguintes condições clínicas: deficiência congênita e adquirida da produção de testosterona (hipogonadismo) ou tratamento de mudança de sexo em homens trans (tratamento hormonal cruzado)”. Safadi também esclarece que, no Brasil, existem quatro esteroides androgênicos anabolizantes autorizados para venda nas farmácias.
“Os esteróides androgênicos anabolizantes podem ser prescritos pelo médico endocrinologista e médico urologista. O paciente deve comprar apenas nas grandes redes de farmácias, evitar comprar fora desse ambiente, pois os esteróides anabolizantes disponíveis nas farmácias são aprovados para uso pela Anvisa”.
Luis Eduardo Beiger da Luz, Policial Militar que faz parte do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), detalha que o trabalho integrado com outras forças policiais tem colaborado com o aumento nas apreensões. No caso do BPFron, que atua principalmente na prevenção e repressão à prática de crimes transfronteiriços na fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina, as apreensões têm ocorrido com mais frequência em ônibus de turismo e também no Lago de Itaipu, na região entre as cidades de Guaíra e Altônia.
“Nas ocorrências atendidas pelo BPFRON no ano de 2023, foram visualizados diversos casos de pessoas utilizando ilegalmente de rotas turísticas rodoviárias (como é o caso de ônibus de linha) para transporte de ilícitos como anabolizantes escondidos em bagagens. Há ainda casos em que as substâncias são escondidas na estrutura de bancos de ônibus de linha, para dificultar ainda mais a ação dos policiais. Grande parte desses ilícitos foram apreendidos no prolongamento da BR-277. Os principais componentes apreendidos foram o Stanozolol, Oxandrolona e mais recentemente Tadalafila”.
Beiger também destaca que o transporte de anabolizantes pode ser entendido como “crime de contrabando (Art. 334 do Código Penal), crime contra a saúde pública (Art. 273 do Código Penal) e o crime de tráfico de drogas (art. 33 da Lei Antidrogas)”.
Apreensões de anabolizantes – comparativo 2021 a 2023
01/01/2021 – 01/07/2021: 0 unidades
01/01/2022 – 01/07/2022: 660 unidades
01/01/2023 – 01/07/2023: 7737 unidades
Em relação ao acumulado do ano, em 2021 foram apreendidas 675 unidades e em 2022, 47.285 unidades.
Legenda da foto: Das operações realizadas pelo Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), as apreensões de anabolizantes têm ocorrido com mais frequência em ônibus de turismo.
Foto: BPFron.
jul 7, 2023 | Polícia
Apreensões de armas de fogo pela unidade também subiram mais de 60% nesse mesmo período
O DOF (Departamento de Operações de Fronteira) divulgou nesta semana os resultados alcançados no primeiro semestre do ano, que apontam um crescimento expressivo na recaptura de foragidos da justiça e apreensões de armas de fogo, em 2023.
Somente nestes primeiros seis meses a Unidade registrou aumentos de 350% na recaptura de foragidos da justiça e 60% nas apreensões de armas de fogo.
De acordo com o diretor do DOF, Coronel PM Everson Antônio Rozeni, a unidade tem intensificado as ações voltadas ao combate aos crimes contra o patrimônio, além da execução de operações pontuais em cidades estratégicas na fronteira com o Paraguai e Bolívia.
Somente este ano três fases da Operação DOF em Ação já foram executadas em municípios fronteiriços ao Paraguai. Uma quarta fase está em andamento na região de Corumbá, fronteira com a Bolívia.
NÚMEROS
No primeiro semestre de 2022 o DOF efetuou a recaptura de oito foragidos da Justiça. Já em 2023 foram retiradas de circulação 36 pessoas que estavam com mandados de prisão em aberto.
Outro crescimento registrado neste mesmo período foi nas apreensões de armas, que pularam de 15, em 2022, para 24 armas de fogo em 2023.
“O enfrentamento direto ao cumprimento de mandados de prisão e apreensões de armas de fogo possuí um caráter preventivo e repressivo bastante eficiente, pois de modo direto retira de circulação possíveis infratores e armas para o cometimentos de crimes, além do efeito positivo frente à comunidade local, visto que demonstra uma ação de presença naquela localidade, já que o combate a diferentes crimes transfronteiriços, muitas vezes produzem maiores efeitos em outros estados da Federação”, enfatizou o diretor do DOF.
DOF EM AÇÃO
Este ano o DOF tem intensificado o enfrentamento aos crimes contra o patrimônio voltados, principalmente, para a recuperação de veículos assim como a retirada de circulação de foragidos da Justiça e armas de fogo.
Em 2023, três fases da Operação DOF em Ação já foram executadas em cidades estratégicas na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Uma quarta fase está em execução na região de Corumbá, fronteira do Brasil com a Bolívia, sem previsão para o encerramento.
jul 7, 2023 | Polícia
Nos primeiros seis meses de 2022 foram recuperados pela unidade 39 veículos com registro criminal. Já em 2023, o número de recuperações aproxima-se do volume apreendido em todo ano passado.
O número de veículos apreendidos pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) dobrou nos primeiros seis meses do ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. A unidade registrou, neste primeiro semestre de 2023, um crescimento de mais de 107%.
Em 2022 foram apreendidos pela unidade 39 veículos com registro criminal nos primeiros seis meses do ano. Já em 2023 o DOF recuperou 81 automóveis neste mesmo período.
Dos veículos apreendidos até agora 17 estavam carregados com drogas e 13 com materiais de contrabando ou descaminho. Somente neste mês de junho 16 veículos foram recuperados pela unidade.
O DOF também registrou este ano, um aumento significativo na utilização de veículos de locadoras pelos criminosos. Em todo ano de 2022 foram recuperados oito automóveis dessas empresas, enquanto somente nos primeiros seis meses de 2023 já foram recuperados 25 veículos empregados em alguma prática criminosa na fronteira.
VEÍCULOS NO CONTRABANDO
O DOF também registrou nesses primeiros meses um crescimento expressivo na utilização de veículos com registro por roubo ou furto por contrabandistas de cigarros e defensivos agrícolas.
Em todo ano passado foram apreendidos, pelo DOF, 14 veículos com registro criminal sendo empregados no transporte desses materiais ilegais. Já em 2023, a unidade recuperou 13 veículos a ‘serviço’ dos contrabandistas.

Dobra número de veículos recuperados pelo DOF no primeiro semestre do ano
OUTROS NÚMEROS
Ainda neste primeiro semestre o DOF realizou a apreensão de mais de 37 toneladas de drogas em Mato Grosso do Sul, que resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 84,4 milhões de reais aos traficantes.
Já no enfrentamento ao contrabando o DOF retirou de circulação 260 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai, um prejuízo de mais $ 13 milhões ao crime na fronteira.
Durante esse primeiro semestre de 2023, quase 270 pessoas foram presas envolvidas em algum tipo de crime transfronteiriços. Com essas apreensões, somente o DOF causou um prejuízo este ano de aproximadamente R$ 129,4 milhões ao crime na fronteira.
DOF EM AÇÃO
Este ano o DOF tem intensificado o enfrentamento aos crimes contra o patrimônio voltados, principalmente, para a recuperação de veículos assim como à retirada de circulação de foragidos da justiça e armas de fogo.
Em 2023 três fases da Operação DOF em Ação já foram executadas em cidades estratégicas na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Uma quarta fase está em execução na região de Corumbá, fronteira do Brasil com a Bolívia, sem previsão para o encerramento.
jul 6, 2023 | Polícia
CRIME: A Polícia Civil confirmou a prisão do acusado de assassinato de Gilber Maciel Nogueira, 60 anos, no começo da noite dessa quinta feira (06). Ele foi levado a 1° delegacia de polícia cívil de Jardim, para prestar depoimento e posteriormente ao presídio.
Relembre o CASO:
O crime aconteceu na manhã de sexta-feira (30), na chácara onde a vítima morava em Jardim, e o suspeito, também empresário, Adão Viapiana, está sendo procurado.
Gilber estava com diversas marcas de agressão no corpo e, a princípio, a polícia teria dito que ele havia sido morto a tiros. No entanto, a informação não foi confirmada.
O dono de malharia teria assassinado o empresário após descobrir um suposto relacionamento entre a vítima e sua esposa, com quem estaria em processo de divórcio.
Conforme apurou o CGN®, a esposa do suspeito e outras testemunhas foram ouvidas. Adão é empresário em Bonito, distante 297 quilômetros da Capital, para onde teria voltado logo após o crime.
A polícia também fez buscas nas duas cidades no mesmo dia da morte. O suspeito não foi encontrado e ainda não se apresentou em nenhuma das duas delegacias. A autoria já teria sido confirmada.
jul 4, 2023 | Polícia
A ex-namorada de Hugo Vinicius Skulny Pedrosa foi presa, nesta terça-feira (4) pela Polícia Civil, que investiga o assassinato do jogador, encontrado esquartejado, no rio Iguatemi, em Sete Quedas (MS). De acordo com a investigação, o atleta, de 19 anos, foi morto na casa dela.
A delegada responsável pela investigação, Lucelia Constantino de Oliveira, afirmou que a ex-namorada de Hugo é a “peça-chave” para que o crime seja esclarecido. A identidade da suspeita não foi divulgada pela polícia. Em depoimento, a jovem negou participação no crime.
“A jovem de 21 anos é peça-chave para que o caso seja esclarecido. O jogador apareceu na casa dela e foi executado lá, algum tipo de envolvimento ela pode ter no caso. Durante todo depoimento a jovem negou. Hoje estamos fazendo novas buscas e perícia em objetos envolvidos com o crime”, comentou a delegada.
A delegada informou que o jovem foi morto com três tiros e para a ocultação do corpo os suspeitos teriam utilizado uma serra elétrica e uma serra fita para cortar o corpo.
Crime passional
De acordo com a Polícia Civil, o jogador Hugo Vinicius Skulny Pedrosa, de 19 anos, desaparecido por sete dias após ter ido a uma festa em Pindoty Porã, no Paraguai, foi vítima de um crime passional – crime que é cometido motivado por uma grande emoção ou sentimento de posse em relação à vítima.
“Ele já havia levado 3 tiros, utilizaram instrumentos para ocultação do corpo”, disse a delegada.
As investigações ainda apontam que o corpo foi esquartejado em pequenos pedaços. Nesta manhã de terça-feira (4), parte da cabeça do jogador foi encontrada.
“Estão tentando conseguir todas as partes, mas como as partes foram muito pequenas, estão ainda em busca; é provável que hoje, no máximo amanhã, terminem de encontrar. Nos três primeiros dias, as buscas são submersas, após isso, por conta da tendência dessas partes do corpo em boiar, seguem desde então em buscas na superfície”, informou o Corpo de Bombeiros.
Entenda o caso
O atleta de 19 anos desapareceu na madrugada do dia 25 de junho, após sair de uma festa no município vizinho de Pindoty Porã, no Paraguai e ser deixado por amigos próximo a casa da ex-namorada.
O sumiço do jovem foi registrado na segunda-feira (26), pela mãe de Hugo, Eliana Skulny.
Após sete dias de muitas buscas e mobilização até da cantora Ana Castela, para encontrar o jogador, partes do corpo de Hugo foi encontrado no domingo (2), no rio Iguatemi, em Sete Quedas (MS).
Os restos mortais foram encontradas durante uma operação de força-tarefa envolvendo as polícias Civil, Militar, Corpo de Bombeiros e Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).
O reconhecimento foi feito a partir de uma tatuagem que o Hugo tinha no braço, com o nome do pai, falecido há cerca de 2 anos. As partes do corpo foram levadas para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) e ainda não foram liberadas.
jul 4, 2023 | Polícia
Pesquisadores e trabalhadores da imprensa denunciaram nesta segunda-feira (3) o aumento do número de casos de violência contra profissionais de comunicação no Brasil. Eles participaram de audiência pública promovida pelo Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional.
A conselheira Maria José Braga, representante dos jornalistas no CCS, disse que a violência contra profissionais da imprensa “é cotidiana”.
— Os profissionais de comunicação sofrem cotidianamente violências no exercício da profissão. Violências que se caracterizam como tentativas de impedimento do exercício profissional e cerceamento da livre circulação da informação jornalística. São, portanto, tentativas de cerceamento do direito dos cidadãos à informação, que é essencial para o exercício da cidadania — afirmou.
Para Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Brasil experimentou “um ápice de violência” contra profissionais de comunicação nos quatro anos de mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apenas em 2022, segundo a dirigente, houve 376 casos de agressão.
— Em 2022, tivemos o encerramento de um ciclo em que a violência foi perpetrada principalmente pelo Poder Executivo central, com a descredibilização da imprensa. A partir de 2019, foi inaugurado um novo tipo de violência, que constitui na estigmatização da imprensa e da atividade jornalística. Para alguns, pode parecer que a descredibilização da imprensa se confunde com a crítica ao jornalismo. Mas ela é mais grave: ela nega todos os fundamentos da atividade — disse.
O professor Rogério Christofoletti, da Universidade Federal de Santa Catarina, classifica a violência contra profissionais de comunicação como “diversificada, repetitiva, constante e permanente”. Para o pesquisador, o mandato de Jair Bolsonaro foi marcado por “uma violência de Estado” contra jornalistas.
— Ela foi exercida não só pelo presidente da República, mas também por outros órgãos do Estado, como a Advocacia Geral da União e a Polícia Federal. Quando você tem aparatos de Estado tentando enquadrar, constranger e impedir o trabalho dos jornalistas, há uma violência do Estado. É uma violência impune, e a impunidade é o combustível do crime — afirmou.
Para Christofoletti, a violência contra jornalistas não é um problema corporativo, mas uma ameaça à sociedade.
— Toda vez que jornalistas são interpelados, impedidos, xingados, ofendidos ou agredidos por uma autoridade ou por um poderoso empresário, lá na ponta da cadeia cidadãos são impedidos de saber o que se passa. Esse é um problema de todos nós. O jornalismo é o instrumento social para o debate, para a fiscalização dos Poderes e para a busca de soluções coletivas e pacíficas da sociedade — disse.
O radialista Ricardo Ortiz, dirigente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão (Fitert), avalia que o aumento da violência em 2022 “foi mortal para membros da imprensa”. Ele lembrou que, segundo a organização Repórter Sem Fronteiras, o Brasil está em nono lugar no ranking de países mais violentos contra profissionais de imprensa. Das 1.688 mortes no exercícios da profissão registradas ao redor do mundo entre 2003 e 2022, o Brasil responde por 42 casos.
— Entre as múltiplas formas de violência usadas para ameaçar jornalistas, estão desaparecimentos forçados, sequestros, detenções arbitrárias, assédio e violência digital, principalmente contra mulheres. É fato. Precisamos agora chegar nas soluções — cobrou.
A advogada Taís Gasparian é fundadora e diretora do Instituto TornaVoz, entidade que arca com despesas de defesa judicial para jornalistas processados na área cível. Ela disse que, além das agressões físicas, os profissionais de comunicação no Brasil são vítimas de “violência processual”: o uso de processos judiciais para impedir que jornalistas apurem e publiquem reportagens.
— O assédio judicial se verifica quando há um abuso do direito de ação, com a finalidade específica de cercear a crítica. Isso constitui uma agressão extremamente difundida: processos movidos por indivíduos ou empresas poderosas que intimidam jornalistas e comunicadores, forçando-os a abandonarem suas investigações. Em alguns casos, só a ameaça de processo já é suficiente para provocar o efeito desejado: impedir a divulgação de uma matéria jornalística — explica.
A reunião do CCS foi presidida pela conselheira Patrícia Blanco, representante da sociedade civil. Na tarde desta segunda-feira, o órgão analisa uma proposta para realização de audiência pública sobre os impactos da inteligência artificial na comunicação social.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) – Foto:
Pedro França/Agência Senado – Fonte: Agência Senado