Valdemir Campos Barbosa, 38 anos, assassinado no final da noite dessa quinta-feira (5), no Jóquei Clube, em Dourados, pode ter sido morto por vingança, segundo os primeiros levantamentos investigativos da Polícia Civil.
Conforme o Dourados News, ele estava em regime condicional condenado por homicídio contra Joaquim Francelino Pereira, 50 anos, vulgo Nezão, no dia 27 de janeiro de 2023, também no Jóquei Clube, próximo à Linha do Potreirito.
Valdemir chegou a ser preso pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) e estava em liberdade.
Por volta das 23 horas de ontem, ele bebia em um bar na Rua Alice Light Martins, quando uma pessoa se aproximou e desferiu pelo menos três disparos de arma de fogo.
A vítima foi atingida no pescoço e no rosto, falecendo antes da chegada de equipes de resgate.
Valdemir havia sofrido um atentado e vinha sofrendo ameaças, ainda segundo a investigação. O caso segue apurando pela Polícia Civil.
Na última quarta-feira (04), a PMA de Jardim recebeu uma ligação na qual informaram que havia um filhote de anta, provavelmente machucado, em uma estrada vicinal do município de Nioaque. Diante disso, a equipe policial deslocou-se até o local e realizou a captura do animal.
Em virtude dos ferimentos, a anta foi encaminhada ao Recinto de Amparo e Reabilitação de Animais Silvestres – RARAS para receber os devidos cuidados médicos-veterinários.
Na tarde desta quinta-feira, a equipe do SIG – Setor de Investigações Gerais da DP Bela Vista cumpriu um mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem de 59 anos, o qual é suspeito de praticar crimes de estupro de vulnerável contra ao menos 5 vítimas diferentes.
No final do mês de setembro, a Polícia Civil foi comunicada pelo Conselho Tutelar que algumas crianças teriam relatado, à diretora de uma escola estadual, que vinham sofrendo reiterados abusos sexuais por parte do investigado, que residia de favor na residência de parentes das crianças.
Com a repercussão do caso, outras famílias que tiveram contato com o investigado foram comunicadas pelo Conselho Tutelar e mais vítimas teriam sido identificadas. Até agora, são 5 vítimas já confirmadas. Uma das crianças chegou a relatar ter sido abusada mais de 10 vezes, sendo que os fatos ocorreram pela última vez no final do mes de setembro.
Diante da gravidade dos fatos e do risco que a liberdade do indivíduo representava às vítimas, a Autoridade Policial representou pela prisão preventiva do investigado, tendo esta sido deferida pelo Poder Judiciário e cumprida na data de hoje.
Julia Quintino, de 21 anos, morreu, na manhã desta quinta-feira (5), após passar implante de prótese de mama em um hospital particular de Juína (720 km de Cuiabá). Depois da cirurgia plástica, ela foi transferida para Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, mas não resistiu.
A cirurgia da jovem durou seis horas. Após o procedimento, ela apresentou parada cardiorrespiratória (PCR), foi intubada e transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de uma unidade de saúde em Juína.
O estado de saúde dela agravou e, por isso, precisou ser transferida para Cuiabá, na terça-feira (3). No entanto, na manhã desta quinta ela morreu.
Após a confirmação da morte, policiais da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foram à unidade de saúde para liberar o corpo.
O caso será investigado pela Polícia Civil de Juína. Os investigadores não informaram qual foi a equipe médica que realizou o procedimento.
A prisão de uma quadrilha especializada em furtos de Hilux, em Campo Grande, no último domingo (1°), trouxe à tona a agilidade do grupo que se aproveita da vulnerabilidade das caminhonetes da Toyota e usam codificadores e “gambiarras” para ligar os veículos e levá-los até a fronteira. O aparelho pode ser adquirido no mercado paralelo e faz o veículo ligar em poucos minutos. Lá, a encomenda vale cerca de R$ 30 mil e o dinheiro é distribuído entre os integrantes, de acordo com a polícia.
Atualmente, conforme apurado pela reportagem, estes veículos da Toyota já estão com sistema antifurto mais moderno, porém, em anos anteriores existe esta possível falha, o que atraiu e continua atraindo muitos bandidos a “estudarem” o sistema e assim praticarem estes crimes.
A fabricante, no entanto, que recentemente foi questionada sobre um suposto ímã para dar partida no carro, ressaltou que “não registrou falhas relacionadas a este sistema, amplamente utilizado por várias marcas automotivas em todo o mundo, e que está sempre em busca de constantes melhorias para seus veículos”.
“Eu acredito ser um defeito de engenharia da própria Toyota, porque até em veículos mais novos soubemos que os bandidos conseguiram furtar, no caso um de 2022, usando a central mais antiga, de 2018. Eles conseguem levar o carro fazendo a gambiarra na central. O segundo caso é um aparelho chinês, um scanner da Toyota, falsificado, em que o bandido acessa e grava a chave virgem. É um aparelho vendido em diversos sites, como o AliExpress, por exemplo”, comentou ao Jornal Midiamax o técnico em eletrônica embarcada, que atua no ramo há dez anos.
Recentemente, na oficina mecânica onde trabalha, o técnico diz que duas caminhonetes Hilux, vendidas em leilão, foram levadas até ele. “Eles estavam com um botão, que nem é do carro e, provavelmente, foram colocados por bandidos que o ligaram nesta central. Estes veículos chegaram todo depenados e um delas castanhava, que é quando chamamos quando falha. Só que compramos todo o kit com chave, central e coyote, por exemplo, daí ligou a Hilux”, explicou.
Quadrilha furtou cerca de 20 caminhonetes (Divulgação PM)
Nestes casos, com o codificador em mãos, a técnica fala que é possível ligar uma caminhonete Hilux em cerca de dois minutos. “Pra falar a verdade, nenhum carro é muito seguro quando se falar em abrir. No caso destas caminhonetes, quebram a maçaneta, instalam o aparelho e, em torno de dois minutos, já levam. O terceiro jeito é um equipamento mais caro, que clona a chave do cliente e, a partir daí, capta o sinal, fazendo uma chave igual só pelo fato de estar perto do cliente”, disse.
No caso de outras caminhonetes, como as da Ford e a Amarok, que é da Volkswagen, o técnico fala em um “sistema mais avançado”. “A Ford tem um sistema bem avançado, em que o ABS ara de funcionar e a Amarok já tem uma chave toda criptografada. Quando alguém pede pra gente aqui, para se ter ideia, demora cerca de duas semanas para ficar pronta, porque é uma parte inteira do carro, seis módulos ao todo e pedimos direto com o fabricante, na Alemanha”, falou.
Um chaveiro experiente, que trabalha há 17 anos no ramo, sendo 13 como profissional, diz que é chamado constantemente para ligar caminhonetes e acredita que existe sim “uma fragilidade”. “Algumas, de anos anteriores, não possuem este sistema antifurto, um sistema de codificação que imobiliza. No entanto, temos a informação de carros, desde 1995, que já possuem, então, isto inibe os bandidos”, disse.
Quadrilha furtou cerca de 20 caminhonetes (Divulgação PM)
Nestes casos, ainda de acordo com o profissional, o imobilizador não tem o reconhecimento do sistema antifurto. “É um conjunto completo, que vai desde a central de comando do carro e pega todas as funções elétricas na chave, na ignição, interligado também com a bomba de combustível, então, tem todo este aparato e a maioria veio” ressaltou ele, que trabalha no ramo há 17 anos e profissionalmente há 13″, argumentou.
Um engenheiro mecânico e proprietário de uma oficina, em Campo Grande, diz que a facilidade em dar partida nesta caminhonetes fez algumas pessoas tomarem medidas mais drásticas.
“Soube que quem estava deixando Toyota lá no estacionamento do aeroporto estava colocando uma trava, um dispositivo na roda, para evitar problemas. E também tivemos clientes que são policiais federais e falaram que voltaram a furtar Hilux aqui, então, fica o alerta”, finalizou.
Quadrilhas agem por encomenda, afirma delegado de MS
O atual delegado da Defurv (Delegacia Especializada em Repressão ao Furto e Roubo de Veículos), Ricardo Meirelles, diz que não dá detalhes da investigação contra a quadrilha, a qual age por encomendas.
No entanto, ressalta que “nenhum carro está blindado” e por isso não há que se falar em uma fragilidade estrutural, por ser uma questão secundária. Além disso, comentou que a apuração contra o grupo está sendo aprofundada, com várias linhas de investigação.
Ladrão explica como usou codificador em caminhonete:
A Comissão de Esporte (CEsp) aprovou nesta quarta-feira (4) projeto que dobra as atuais penas de reclusão previstas na Lei Geral do Esporte (LGE – Lei 14.597, de 2023) para quem se envolver em fraude de resultados esportivos. A análise do PL 2.667/2023, do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), segue agora à Comissão de Constituição e Justiça (CAE).
A LGE prevê hoje entre dois a seis anos de reclusão para quem der, prometer, solicitar ou aceitar vantagem patrimonial ou não patrimonial para qualquer ato ou omissão destinado a alterar ou falsear o resultado de alguma competição esportiva, loteria e até site de aposta. A mesma pena é prevista para quem praticar ou contribuir com a fraude.
Como o projeto dobra a pena, a punição vai de 4 a 12 anos de reclusão para quem praticar os crimes, fora a multa a ser determinada no processo judicial.
O relator foi o presidente da CEsp, senador Romário (PL-RJ), para quem a manipulação de resultados fere a essência do esporte. Ele apresentou emendas para atualizar o projeto de Kajuru, que foi apresentado ainda na vigência da Lei 10.671, de 2023, revogada em junho com a sanção da nova LGE.
— É odiosa a manipulação de resultados visando obter vantagens em apostas e jogos de azar. Isso retira a credibilidade do esporte, provocando gradual perda de interesse e a desvalorização não somente econômica, mas especialmente moral. É enorme a indignação a cada vez que se tem notícia de casos envolvendo a manipulação de resultados. Manipulações e trapaças são completamente opostas aos valores do esporte — disse.
Aposta on-line
Também presente à votação, Kajuru afirmou que o objetivo da proposta é coibir esquemas de manipulação de resultados em sites de apostas, chamados bets, no mercado brasileiro. Na justificativa do projeto, senador cita a Operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás, que desvendou esquemas de organizações criminosas aliciando atletas na manipulação de jogos, especialmente no futebol.
“Os aliciadores tinham altos lucros em jogos dos campeonatos brasileiros, séries A e B, e dos campeonatos gaúcho e goiano em sites de apostas. Mais de 15 pessoas, entre jogadores, aliciadores, investidores e apostadores, já foram denunciadas à Justiça pela prática dos crimes de associação e organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. Alguns dos acusados estão presos e outros fizeram colaboração premiada”.