São 78 reservas indígenas contempladas dentro da área de atuação do DOF, que compreende 53 municípios do Estado
No segundo semestre de 2023, o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) intensificou o policiamento nas 78 áreas indígenas que estão dentro de sua área de atuação. Os policiais militares cumprem ordens de serviço quanto ao policiamento ostensivo e preventivo, bem como o registro de contatos diretos com as lideranças locais e a população ameríndia.
São realizadas ações diuturnas e permanentes, com o objetivo de prevenir e coibir crimes que ocorrem nas referidas aldeias indígenas. Os militares visitam escolas, conversam com as pessoas e registram o levantamento das principais demandas da segurança pública nas comunidades.
As ações policiais ocorrem dentro do Programa Guardiões da Fronteira, no contexto da Operação Hórus, com o emprego operacional de equipes ordinárias e extraordinárias conforme planejamento da Coordenação de Operações do DOF.
Entre os 11 municípios da faixa de fronteira, que são atendidos pelo DOF, estão: Aral Moreira, Antônio João, Bela Vista, Coronel Sapucaia, Corumbá, Japorã, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho e Sete Quedas.
Na linha de fronteira a atuação do DOF abrange: Amambai, Anastácio, Aquidauana, Bodoquena, Bonito, Caarapó, Caracol, Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Douradina, Dourados, Eldorado, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi, Itaporã, Itaquiraí, Jardim, Jateí, Jutí, Ladário, Laguna Caarapã, Maracaju, Miranda, Naviraí, Nioaque, Novo Horizonte do Sul, Rio Brilhante, Sidrolândia, Tacuru, Taquarussu e Vicentina.
Já Angélica, Anaurilândia, Bataguassu, Bataiporã, Brasilândia, Ivinhema,
Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina e Santa Rita do Pardo são considerados municípios vulneráveis aos impactos dos crimes transfronteiriços e, por isso, contam com a presença ostensiva do DOF.
Dos 53 municípios que compreendem a área de atuação do DOF, 28 não possuem áreas indígenas. São eles: Mundo Novo, Bodoquena, Bonito, Caracol, Deodápolis, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi, Itaporã, Itaquiraí, Jardim, Jateí, Ladário, Naviraí, Novo Horizonte do Sul, Rio Brilhante, Taquarussu, Vicentina, Angélica, Anaurilândia, Bataguassu, Bataiporã, Brasilândia, Ivinhema, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Santa Rita do Pardo.
As informações sobre as áreas indígenas, por municípios, estão disponíveis no site da SETESCC (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania e no livro “Povos Indígenas em Mato Grosso do Sul: história, cultura e transformações sociais” publicado pela Editora da UFGD em 2019.
O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.
Cinco homens são presos por produzirem e divulgarem vídeo contendo cenas de sexo explícito com menor de idade, em Ponta Porã, a 334 quilômetros de Campo Grande, nesta terça-feira (19).
Segundo a polícia, a investigação começou quando mãe de uma menor compareceu à delegacia e disse que sua filha havia desparecido. Ela contou aos policiais que havia recebido alguns vídeos, e que ela acreditava que sua filha estava sendo violentada por três maiores de idade.
Nas investigações, a polícia descobriu que a pessoa no vídeo era, na verdade, outra menina desaparecida, de 14 anos. A residência que aparecia no vídeo foi localizada na região do Kamel Saad.
A adolescente, apesar de alegar que a relação foi consentida com um dos autores, afirmou que os outros envolvidos entraram no local e começaram a praticar o ato contra a sua vontade, apesar de seus apelos para pararem.
Além da produção do vídeo, os autores também forneceram drogas para a adolescente. Todos os envolvidos foram identificados pela Polícia Civil e presos em função dos crimes sexuais cometidos.
A terça-feira (19) amanheceu sangrenta em Mato Grosso do Sul e no Paraguai, com a morte de 13 bandidos durante operação e confronto.
A SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai desencadeou na manhã de hoje uma grande operação contra uma organização criminosa que seria liderada por Santiago Acosta Riveros, o “Macho”. A operação é realizada próxima à cidade de Salto de Guairá, na fronteira com o Mato Grosso do Sul.
Nove homens da facção foram mortos no confronto e outros nove foram presos.
A SENAD não informou se o principal alvo da operação, Santiago Acosta, foi preso ou morto no confronto. Acosta seria responsável por crimes como tráfico de drogas, formação de quadrilha e assalto a bancos e outras instituições.
Policiais civis de Chapadão do Sul realizaram uma operação para o cumprimento de 30 mandados de prisão na cidade.
Conforme informações do site O Correio News, em uma das casas onde houve a operação teve confronto e um traficante morreu.
Já em Porto Murtinho, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), atirou e matou dois criminosos durante abordagem policial.
Os agentes do Bope foram ao local onde estavam sendo monitorados os criminosos e durante abordagem houve troca de tiros.
Com os mortos foram encontradas duas armas, sendo uma pistola 9 mm e um revólver calibre 38.
“Houve troca de tiros entre os bandidos e o efetivo policial. As vítimas foram socorridas até o hospital da cidade, porém, não resistiam aos ferimentos”.
Ainda conforme apurado pela reportagem, os criminosos eram membros de facção criminosa e um deles cometeu um assassinado recentemente.
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, na tarde de sábado (16) próximo ao assentamento Itamaraty, em Ponta Porã, um Renault Logan carregado com 550 pacotes de cigarros e 45 pneus adquiridos no Paraguai, sem a documentação legal exigida no Brasil.
Os militares realizavam um patrulhamento ostensivo em uma estrada vicinal, que dá acesso à rodovia MS-164, área rural do município de fronteira, quando visualizaram o veículo abandonado com uma das portas abertas.
A ocorrência foi registrada e entregue, juntamente com o veículo e material apreendidos, na Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), para posterior encaminhamento à Receita Federal de Ponta Porã.
Com objetivo de identificar e retirar celulares como forma de combater a comunicação ilícita, a Unidade Penal Ricardo Brandão, em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, está recebendo, nesta sexta-feira (15), a 2ª Fase da Operação Mute, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), em todo o país.
A 2ª Fase Mute está sendo realizada em todos estados desde a última segunda-feira. Em Mato Grosso do Sul, os trabalhos são coordenados pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), por meio da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e sua Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário). Também foram vistoriadas unidades prisionais de Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas.
Em Ponta Porã, o pente-fino teve início às 7h55, e conta com a participação de policiais penais do COPE (Comando de Operações Penitenciárias) que atuam na retirada e contenção dos internos, enquanto as revistas são realizadas por policiais penais da unidade.
A operação inédita é a maior realizada pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) no contexto de combate ao crime organizado, pelo número de estados participantes, quantidade de policiais penais estaduais e federais envolvidos e unidades prisionais estaduais.
“Essas comunicações proibidas configuram um problema nacional com sérios impactos sociais, psicológicos e econômicos. Por isso, a Senappen está dedicando esforços juntamente com as administrações penitenciárias dos estados e do Distrito Federal para o desenvolvimento de ações que fortaleçam o sistema penal, bem como ações para combater todas formas de ilícitos”, destaca o secretário Nacional de Políticas Penais, Rafael Velasco, sobre os celulares no crime.
O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, reforça que, além da integração com essa operação nacional, a instituição tem realizado constantemente inspeções para este sentido, bem como implantação de tecnologia na revista de visitantes e monitoração constante para coibir e punir casos de corrupção.
Um dos principais problemas enfrentados são os arremessos externos de ilícitos. Nesse sentido, a próxima fase da Operação Mute, conduzida pela Senappen, será o telamento superior de todos os presídios, o que vai ajudar a impedir a entrada de ilícitos por drones e arremessos e, assim, contribuir com o objetivo do sistema prisional de Mato Grosso do Sul que é zerar as comunicações ilícitas nas unidades prisionais.
Primeira Fase
Em Mato Grosso do Sul, a primeira fase da Operação Mute ocorreu em outubro, resultando na apreensão de 187 celulares, com vistorias em sete presídios da capital e interior, com a participação de 161 policiais penais, sob coordenação da Gisp e Diretoria de Operações da Agepen. Durante a ação, foram transferidos 16 internos.
Conforme a Senappen, no país, foram apreendidos 1.166 aparelhos celulares, um revólver, armas brancas e substâncias análogas a entorpecentes. A revista geral ocorreu em 68 penitenciárias, de 26 estados. Ao todo, foram movimentados 55.919 presos.
“Lembramos o grande potencial que cada celular apreendido significa no enfraquecimento das redes de atuação do crime organizado, uma vez que essa comunicação externa é vital à manutenção da cadeia de comando das facções. Então, quando nós apreendemos, num período curto, 1.166 celulares, isso significa que também é uma diretriz perene, permanente”, afirma o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, sobre a Operação Mute.