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Bela Vista-MS Sábado, 20 de Junho de 2026
Leia Coluna Amplavisão: ‘Voto de carona’ está perto do fim

Leia Coluna Amplavisão: ‘Voto de carona’ está perto do fim

PÉROLA:  O ex-prefeito de Dourados Ari Artuzzi  e seu rico legado folclórico.  Em meio às dificuldades para resolver o problema da residência médica dos acadêmicos da Universidade Federal junto aos hospitais, Artuzzi falou na bucha à imprensa: “Só vou construir casa para pobre. Não vou dar casa para médicos – eles já ganham bem, podem comprar casa.”

DE BRASÍLIA:  Ricardo Noblat (Portal Metrópole) diz que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) é quem dá corda as pretensões do ex-ministro Luiz H. Mandetta em concorrer ao Planalto.  ACM já indicou um marqueteiro baiano para cuidar da imagem dele com recursos do fundo partidário.  Se o projeto naufragar restaria a candidatura ao Senado. E tem espaço?

PROVISÓRIAS?: A cada eleição novas leis! Quem se beneficia destas mudanças? Não houve dois pleitos consecutivos, desde 1990, com as mesmas regras. Enfraquece as instituições e favorece a impunidade de políticos corruptos. A propósito: porque não  copiar os americanos: Eles mudaram a Constituição só 27 vezes desde 1789. Mudamos as leis como se troca de roupas.

O DESAFIO: A volta das coligações passou fácil na Câmara, mas no Senado será difícil!  Azar dos pequenos partidos (sem ideologia)  tidos como de aluguel e dos políticos neles abrigados. Os reflexos serão vistos nas eleições estaduais. Assim deve diminuir a quantidade das siglas partidárias. Aqui no MS. não será diferente.

FIM DE FESTA: Antes o eleitor votava num candidato e sem saber acabava elegendo outro que não o representava. Era como atirar num passarinho e matar outro: votar num candidato a favor do aborto e eleger um contrário. Pelo visto teremos uma eleição nacional sem coligações. É o fim do voto de carona. Quem não tiver voto próprio suficiente – não levará!

DEPUTADOS & AÇÕES:  Paulo Corrêa (PSDB): prestigiou a posse do novo presidente da Famassul e o lançamento de obras em Ribas do Rio Pardo. José Teixeira (DEM): pede recursos federais para reforma do Ginásio de Esportes do ‘Água Boa’; reitera pedido de ‘quebra molas’ na capital. Lucas de Lima (Sol): Presente com o governador Reinaldo e o Ministro da Justiça Anderson Torres na inauguração da Penitenciária Gameleira’; tem proposta de opções do consumidor inadimplente de água e luz antes do corte dos serviços. Marçal Filho (PSDB); projeto seu institui o Dia da Bíblia em MS; destaca importância das obras da rua Cel Ponciano  em Dourados. Mara Caseiro  (PSDB): pede reforma de escolas estaduais de Selvíria, Deodápolis, Camapuã e São Gabriel d’Oeste; asfaltamento da rodovia Inocência a Aparecida do Tabuado.

ELEIÇÕES 2018: A lei ajudou candidatos de partidos menores. Veja: Mara Caseiro (PSDB) obteve 23.813 votos e Dione Hashioka (PSDB) 21.754 votos, mas não se elegeram. A lei beneficiou João Henrique (PR) eleito com 11.010 votos; Lucas de Lima (SOL) (12.391 votos); Antônio Vaz (PRB) 16.224 votos, dentre outros vitoriosos; mas todos com méritos.

SAÍDAS: Claro, vários deputados eleitos – beneficiados pela lei que vigorava estão atentos e já planejam mudança partidária caso o Senado não aprove a lei.  Eis a questão:  Ir para qual partido? Nesta hora é preciso ter muita intimidade com o quadro partidário no Estado para não errar na avaliação e contar com a sorte. Aliás, na política  o azarado não vai a lugar algum..

CALMA!   Independentemente da votação do Senado, os candidatos  à deputado irão esperar as definições na área federal. Aí sim terão a visão definitiva do cenário estadual,  com as  candidaturas majoritárias já postas. Mas os flertes já começaram nos bastidores, num ambiente de muitas dúvidas e poucas certezas. Isso é política!

FAZ PARTE:  Nas eleições você sabe como entra, mas a saída é imprevisível.  Na edição anterior falei de candidatos a vereança prejudicados pela lei. Claro que todos os eleitos (com poucos votos) não tinham certeza da vitória. Mas tiveram a coragem de enfrentar a disputa em condições estruturais e partidárias inferiores comparativamente as grandes siglas concorrentes.

DO CONTRA:  Os grandes partidos não gostaram de ver seus candidatos à vereança bem votados, mas derrotados em 2020. Perderam os cabos eleitorais para 2022. Agora, temendo a repetição do desastre, também se posicionarão contra lá no Senado para as coligações não voltarem. É a reação natural em nome da sobrevivência política dos grupos e partidos.

DEPUTADOS EM AÇÃO:  Antônio Vaz (Rep): presidente da Comissão de Saúde recebendo pedidos pela 3ª. dose da vacina contra o Covid-19; tramita seu projeto em pról da preservação do Cerrado. Amarildo Cruz (PT): presente (em memória do ex-deputado cabo Almi PT) ao evento de entrega de melhoramentos na sede da Colônia Paraguaia. Lídio Lopes ( Patri):  prestigiou a inauguração da Penitenciária Gameleira  com o governador Reinaldo  e o ministro  Anderson Torres, da Justiça; em sintonia com prefeitos do Cone Sul sobre a vacinação anti Covid-19.  José C. Barbosa (DEM); enalteceu o bom padrão de serviços da Sec. de Segurança Pública;  garante com emendas recursos para escolas de Dourados; após seu pedido, candidatos ao concurso Agepen são convocados. João H. Catan (PL): em tramite seu pedido de adoção do regime de urgência ao seu projeto pedindo a aplicação da 3ª. dose da vacina contra o Covid-19

CARTA MARCADA: Ex-presidente Fernando Henrique (PSDB) suja a biografia: flertou com Lula, incentivou a candidatura do gaúcho Eduardo Leite a concorrer às previas do PSDB e agora diz que votará em João Dória. Mas FHC ignora a enorme rejeição de Dória em São Paulo, onde está boa parte dos delegados tucanos nas prévias de 28 de novembro.

É O CARA? Ele só disputou duas eleições: Câmara em 2014, Senado em 2018 e já chegou a presidência da Casa. Aliás, o último mineiro a ocupar o cargo foi Magalhães Pinto (1975). Diante dos obstáculos dos pretendentes para liderar a terceira via, aflora o nome de Rodrigo Pacheco (DEM) detentor de duas qualidades bem mineiras: astúcia e moderação. De repente…

MAIS UM 10:  Referência nacional na vacinação contra o Covid-19 e no crescimento econômico em plena crise, nosso Estado é elogiado também por reduzir o ICMS nas faturas de energia elétrica de todos contribuintes  durante a bandeira vermelha da Aneel.  O Estado atravessa excepcional fase com investimentos em várias áreas, quer  da iniciativa privada, dos cofres estaduais e do Governo Federal.

MISTÉRIO: O episódio da deputada Joice Hasseimann caminha para o esquecimento. Esperava-se reações de indignação de algumas bancadas parlamentares, especialmente de deputadas ativas nos casos dos direitos humanos e defesa das mulheres. Talvez um dia surja a verdade. Até aqui, pelas contradições dos relatos dela, não convenceu.

AÇÕES & DEPUTADOS: Evander Vendramini (PP): Questionando o atraso dos salários dos funcionários da Santa Casa de Corumbá; mantém-se em alerta sobre os incêndios no pantanal. Gerson Claro (PP):imprime rapidez na apreciação das matérias em pauta da CCJ e Redação; atento a vacinação dos municípios de sua região. Neno Razuk (PTB): aprovada sua lei do cadastro do 1º emprego aos estudantes; quer nominar trevo rodoviário próximo ao DOF de ‘Capitão Franco’; CCJR aprova sua proposta de inserção de aviso consciente nas contas de água e luz. Pedro Kemp (PT): cobra do Governo aplicação da 3ª. dose da vacina anti Covid-19 e  a abertura de concurso para professores de Educação Especial.  Capitão Contar (PSL: pede transparência nos critérios da fila de atendimento do SUS; aprovado seu projeto reconhecendo restaurante como atividade essencial.

ALERTA: Não há como separar a economia das urnas. Azar de Bolsonaro que perde a popularidade e terá problemas de caixa em 2022. Inflação alta, muita conta para pagar  (precatórios), os gastos com seu novo programa social e as sequelas financeiras do Covid-19. Os analistas advertem, mas o turrão Bolsonaro insiste em não ouvir.

CONCORRENTES?  Difícil dizer o que acontecerá  no DEM de MS até Abril do ano que vem. Se o ex-ministro Mandetta vai ocupando espaço na mídia nacional, a ministra Tereza Cristina vai se fortalecendo com presença efetiva na capital e interior. Essa vinda recente – por exemplo – do ministro Tarcísio G. de Freitas dos Transportes mostrou  o quanto ela é prestigiada. Mas o desafio dela é popularizar sua imagem nas classes mais baixas. Que desafio!

SEM FIM?  Realmente as redes sociais continuam sendo um campo de batalha para todos – de mau gosto. O pior é que a tendência é de piorar até as eleições de 2022, com fakes, agressões e uso de vocabulário chulo. O espaço chamado de democrático da internet infelizmente está sendo usado de forma errada e que só piora as coisas.

 

.DROPS DIGITAIS:

Aquele que não tiver pedra atire o primeiro pecado. ( Carlos Castelo)

Há em Minas uma disposição subliminar permanente para a conciliação subterrânea.

Nem conservadores, nem humoristas acreditam que o homem é bom. Mas os esquerdistas acreditam. (Patrick Jake O’Rourke)

A retrospectiva do SBT sobre os 40 anos da emissora deveria se chamar ‘Todos os presidentes do homem’.

Se todos quisessem poderíamos fazer do Brasil uma grande nação. (Tiradentes)

Todos criticam esse governo, mas é preciso reconhecer: hoje estamos melhores do que semana que vem.

Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete. (Francisco Azevedo – em ‘Arroz de Palma’)

A vida não é Tyson bondoso…. (Roberto Prado)

A difícil arte da empatia! Por Wilson Aquino*

A difícil arte da empatia! Por Wilson Aquino*

Em obediência ao segundo grande mandamento de Deus, de amarmos nosso próximo como a nós mesmos, é preciso que sejamos solidários a ele. E não tem como fazermos isso se não nos colocarmos em seu lugar para podermos compreender seu sofrimento, sua limitação, seu sentimento e necessidade.

A empatia é necessária para podermos mensurar o grau de ajuda que devemos empreender para alcançarmos êxito na ajuda ao próximo. Para que ele possa ser auxiliado naquilo que realmente precisa.

Além de fortalecer nossa relação com aqueles necessitados, esse exercício proporciona também elevado grau de crescimento e desenvolvimento moral e espiritual de quem o pratica.

E foi praticando que compreendi a profunda dor de muitos parentes, amigos e desconhecidos. Muitos deles submetidos às mais diversas situações de debilidade física, mental e espiritual. O desespero de quem está inerte em uma cama hospitalar, com suas forças e resistência exauridas é comoventemente triste.

Quem já não chegou à beira de uma cama durante uma visita a um enfermo e viu nos olhos dele esse desespero? um lento e inaudível pedido de socorro para ajudá-lo a sair dali? E como o desespero é recíproco, nos disfarçamos e procuramos criar um clima de esperança, alegria e fé de que tudo, muito breve, voltará à normalidade. Isso, mesmo diante da gravidade da doença. Mas é o que fazemos e o que realmente precisamos fazer. Afinal, se exercemos a “fé” em sua plenitude, é possível sim ajudá-lo a se recuperar, se levantar e andar. Deus nos dá esse poder de fazermos milagres pelo nosso próximo. Só precisamos acreditar e fazer.

Ainda me lembro da dor, primeiro pela minha mãe e anos depois, pelo meu pai, num leito hospitalar, em seus últimos dias de vida. Quão profunda dor nos corrói por todo interior. Muito jovem, não tinha ainda a segurança e a fé necessários para, quem sabe, confortá-los. Porém, tinha a certeza apenas de que trocaria com eles de lugar. Não me importaria em assumir suas dores e debilidades, desde que voltassem a ficar bem. Morreria até por eles.

Mas hoje entendo que todos temos nossos próprios fardos que devemos carregá-los. Portanto, não haveria como tomar-lhes seus lugares. O que podemos fazer pelos que sofrem é dar-lhes esperança de que tudo pode ficar bem e que é preciso confiar em Deus o tempo todo, mesmo que nossas orações e desejos não se realizem. Jamais podemos perder a fé Nele e devemos transmitir isso aos que estão em desespero, enfrentando as piores tempestades.

Mesmo que a cura ou a melhor saída não venham, quando confiamos no Senhor, Ele nos dá a segurança necessária para tudo suportar. Entendemos também que Seu plano para cada um de nós é muito maior que absolutamente qualquer coisa material ou emocional das quais conhecemos.  Ele nos quer para a Eternidade, como Seus filhos. Daí a necessidade de todos, mesmo aqueles nos leitos hospitalares, confiarem Nele e seguirem em obediência a Seus mandamentos para que um dia todos possamos ser dignos de viver na Sua presença. No final, é apenas isso o que realmente importa na vida de absolutamente todos nós.

Jesus Cristo é nosso maior exemplo de empatia. Ele se colocou no lugar de muitos de nós que sofriam de variadas maneiras. Vivenciou indiretamente os pecados, as tristezas, os problemas e as lágrimas de toda a humanidade. Suportou todos esses fardos desde Adão e Eva até o fim do mundo.

Ele espera que cada um de nós siga Seu exemplo e também demonstre empatia, que é a capacidade de compreender os sentimentos, os pensamentos e a condição de outra pessoa sob a ótica dela e não a nossa.

Conheci a história de um membro da igreja tímido que costumava se sentar sozinho na última fileira da capela. Quando um membro do Quórum de Élderes faleceu repentinamente, o bispo deu bênçãos do Sacerdócio para consolar os familiares. As irmãs da Sociedade de Socorro foram levar comida. Ao conversarem com a família, amigos e vizinhos, bem intencionadas diziam: “Se precisarem de ajuda, é só avisar”.

Por outro lado, aquele homem tímido visitou a família no fim do mesmo dia, tocou a campainha e, quando a viúva atendeu, ele simplesmente anunciou: “vim limpar seus sapatos”. Cerca de duas horas depois, todos os calçados da família estavam limpos e engraxados, prontos para o funeral. No domingo seguinte, a família do Élder falecido se sentou ao lado do homem tímido na última fileira.

Ali estava alguém que conseguiu suprir uma necessidade não atendida. Tanto a família quanto ele foram abençoados por essa ajuda guiada pela empatia.

*Jornalista e Professor

CRÔNICA GUARANI: Pois não?!

CRÔNICA GUARANI: Pois não?!

Josyel Ribeiro Carvalho

Antes de entrar no estabelecimento eu parei na porta, ajeitei a máscara, lambuzei as mãos com álcool em gel, dei dois passos e um bom dia. Acho que a atendente só escutou os passos, porque me olhou de esgueio. Segui, perambulei pelo corredor até achar o que procurava; peguei-o e me dirigi a moça sem sorriso para tirar uma dúvida. Parei a sua frente, mas, tadinha, não quis importuná-la, afinal ela assistia algo no celular que durou pouco mais de três minutos. Esperei. Foi o tempo em que também descobri que ela sabia sorrir.

O sorriso parece ser um grande problema para boa parte de comerciantes e funcionários; experimente chegar a esses estabelecimentos e esfregar-lhes na cara o seu melhor sorriso. Soa como um tapa. Não há reciprocidade; pelo contrário, fecham a tramela para evitar que escape qualquer fresta de simpatia e as respostas transformam-se em pequenas vozes monossilábicas. E o bom atendimento também não está sempre disponível no WhatsApp; outro dia minha esposa reclamou da demora na entrega de um cachorro-quente e quem latiu foi a atendente.

Às vezes a fidelização de um cliente a algum estabelecimento nem é tanto pelo preço, mas, muito mais pelo bom atendimento, um ‘produto’ que não cabe em códigos de barras, mas tem espaço fiel na prateleira da consciência do consumidor. É uma relação simples, mas que muitos complicam: você quer, deseja ou precisa de algo ou alguma coisa, e para isso existe uma intermediação. E ela precisa acontecer com educação e sorriso. Apenas. Eis o segredo!

O bom atendimento será sempre atraente. Uma tendência eterna. Mas, aqui segue uma dúvida: vocês também já tiveram a impressão, ao entrarem em um estabelecimento comercial, de estar incomodando? Sendo inconveniente, chato? Por vezes eu quase pedi desculpas por estar ali, importunando o dia da pessoa que não desejava me atender. O mau atendimento fideliza a ausência, que acaba, sempre, se tornando o pior dos investimentos

Leia Coluna Amplavisão: O furacão de Agosto: só dúvidas e preocupações

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PORTA ABERTA: A volta das coligações partidárias (extintas em 2017), permitirá a união das siglas num único bloco nas eleições proporcionais já em 2022. Democráticas, favorecem os partidos nanicos, representantes de grupos sociais menores, na participação  da política (nas cidades, estados e país). Detalhe: a matéria precisa ser aprovada no Senado.

VEJA BEM:   O espírito das coligações veio da Europa pelo desejo e necessidade de algumas corporações ou classes sociais em  participar da política e do poder – até então privilégio exclusivo da nobreza. A Maçonaria teria tido influência nesta ação de dar maior diversidade ao poder, até então apenas das elites, tornando-o menos injusto socialmente.

CHORORÔ: Em 2020 tivemos eleições  sem as coligações partidárias, o que gerou reclamações e críticas. Um exemplo: para a vereança da capital a candidata Luiza Ribeiro (PT) obteve 2.030 votos, mas não se elegeu. Já o coronel Villassanti  foi eleito com apenas 1954 votos – votação menor que da candidata do PT e de outros 16 concorrentes.

ALIANÇAS:  Vitais em qualquer eleição. Com as coligações o total de votos de cada um dos candidatos do mesmo grupo de legendas é somada e dividida pelo quociente eleitoral (relação entre o número de votos e o número de vagas). O interessante é que essa coligação não precisa ser replicada pelos partidos em todos os níveis ( federal, estadual e municipal).

DISTRITÃO: Felizmente dançou. Azar dos caciques partidários e dos políticos com maior visibilidade em cada Estado. É visto como uma espécie de reserva de mercado ( ou de curral?) que tira as chances de candidatos com menor potencial na campanha. Com o ‘distritão’ seria fácil identificar quais candidatos locais teriam maiores chances   de vitória em 2022.

DEPUTADOS & AÇÕES:  Paulo Corrêa (PSDB); Antenado com as questões legislativas e das relações com os outros poderes e a sociedade. José Teixeira (DEM): reivindica melhorias para Dourados e Jardim; intercede por policiamento no Parque dos Poderes.  Lucas de Lima (Sol): Em ‘live’ arrecadou 7 toneladas de alimentos e 3 mil agasalhos/ cobertores doados à carentes; em tramitação projeto contra mau trato de animais; é seu projeto que viabiliza espaço para animais em albergues . Mara Caseiro  (PSDB): pede pulverizador para agricultores de Jatei; viatura para a Polícia Militar de Rochedo; reforma do Museu do índio em Miranda; sala para coral musical de Amambai.  Marçal Filho (PSDB): seu projeto denomina ‘Devarci da Silva’ base comunitária de Segurança Pública em Nova Andradina; ativo nas sessões legislativas.

GOVERNISTAS. A oposição ao Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) é mínima. Impressiona, por exemplo, a fidelidade dos deputados do MDB em suas manifestações e ações. Até parecem integrar o PSDB. Mas antevejo a incoerência deles nas eleições  em 2022. Irão criticar esse governo do qual são aliados e beneficiados. Isto é política.

SAIA JUSTA? O MDB não tem osso. Prisões, escândalos e traições não intimidam os ânimos de suas lideranças que trocam proteção política por vantagens e verbas para suas bases eleitorais.  Portanto, não exclua a hipótese do MDB apoiar o PT mesmo após a postura de Michel Temer (MDB) no impeachment de Dilma Roussef (PT). Toma lá – dá cá!

‘AUTONOMIA’: O que se viu na votação da PC do voto impresso na Câmara foi deputados do ‘centro’ ouvindo seus eleitores.  O percentual das ‘traições’: PSDB 47% – PSD 57% – DEM 46% – MDB 45%, mostra que a orientação dos comandos partidários contrariou as bases eleitorais. Sinal de que hoje a terceira via seria inviável. Disse hoje!

EXEMPLOS: O deputado de ‘centro’ lá do Nordeste não vive a mesma situação do deputado do Sul. Ora! Quem elegeu os deputados federais daqui do PSD, PSDB – são eleitores que não comungam com a esquerda. Mas ainda é prematuro avaliar eventuais reflexos negativos em 2022 por conta desta votação na Câmara Federal.

AÇÕES & DEPUTADOS: Evander Vendramini (PP): emenda sua garante bicicletas  elétricas para Nioaque; comemora investimentos do Governo em Porto Esperança e entrega de cartões do Mais Social em Corumbá. Gerson Claro (PP): zeloso no endereçamento das suas emendas aos municípios e entidades diversas; com segurança tem pautado matérias vitais na CCJR da Assembleia. Neno Razuk (PTB): Cuida de emendas destinadas à entidades e prefeituras; participante  ativo das sessões remotas  Pedro Kemp (PT): pede a volta das cirurgias eletivas, consultas e exames especiais; focado na obediência ao cronograma da vacinação anti Covid.  Capitão Contar (PSL): questiona a terceirização na distribuição de medicamentos no MS; insiste no pedido de informações dos gastos públicos; expressou sua indignação com os deputados contrários a PEC 135/2019.

PATRULHAMENTO: Nas redes sociais há postagens raivosas de internautas  contra os votos dos deputados do PSD (Fábio Trad) e PSDB (Beto Pereira).  Na cabeça destes eleitores, os dois tiveram postura da esquerda  porque o PT, PSOL, PC do B, Rede  votaram contra a PEC do voto impresso. Mas é natural que o parlamentar possa votar  por convicção pessoal ou seguindo a orientação partidária.

CALMA! Apesar do intenso movimento  nas redes sociais e de fake news, o ideal é adotar a filosofia mineira quando se trata de eleições. Um amigo alertando: o jogo não começou; não se pode queimar etapas. E o dia a dia da política tem novidades às vezes surpreendentes que influenciam na cotação de nomes que compõem o cenário político.

BOLSONARO: Incontrolável. Instável. Todos os dias morde a língua, cria arestas, afasta companheiros e atrai antipatias gratuitas. Parece um neófito na política e na vida pública. Não sabe relevar certas situações e prefere o enfrentamento com saldo devedor. Esse episódio do desfile das tropas em Brasília foi apenas mais um. Infelizmente, outros virão.

O FREGUÊS: João Filgueiras foi prefeito de Três Lagoas e deputado estadual. Na Revolução era tido como ‘suspeito’ e sempre levado a ‘prestar esclarecimentos’ ao Major Daltro Prates. Contam que quando o ‘jeep’ do Exercito estacionava em frente a sua casa, ele saia levando a mala de roupas já arrumada dizendo.  “Estou pronto”. Um bom freguês!

DEPUTADOS EM AÇÃO:  Lídio Lopes ( Patri): comemora a escolha de Campo Grande para sediar conferência da Unale em novembro; presidiu sessão em homenagem aos advogados; entregou implementos agrícolas na Aldeia Porto Lindo.  Antônio Vaz (Rep): aprovado seu projeto de incentivo aos produtores rurais; sancionada lei de sua autoria beneficiando deficientes físicos em competições esportivas. Amarildo Cruz (PT): em curso seu projeto classificando as feiras livres como atividade essencial; defende a inclusão da Educação Fiscal nos currículos escolares. José C. Barbosa (DEM); já  recuperado do Covid-19 retornou às sessões legislativas; homenageou colegas advogados com Medalha do Mérito João H. Catan (PL); critico, repudiou a fala do ministro Luis R. Barroso (TSE), classificando-a uma afronta a democracia.

MARQUINHOS: Cumpre o mandato de prefeito de Campo Grande ou integra o plano nacional do PSD de disputar inclusive o Palácio do Planalto e o Governo de vários Estados? Pela fala do presidente Gilberto Kassab (PSD)  MS. está no radar. O candidato à sucessão de Bolsonaro pode ser o atual presidente do Congresso Rodrigo Pacheco, que aproveitaria a janela partidária para deixar o DEM e ingressar no PSD. Quem viver, verá!

A RODA GIRA: É baixo o índice do eleitorado com memória política, A maioria não sabe – por exemplo –  quem foi Fernando C. da Costa, Arnaldo Estevão Figueiredo,  Vespasiano Martins, Olívia Enciso e Antônio Mendes Canale. A tendência na atual conjuntura cultural, é que personagens históricos se tornem ‘ilustres desconhecidos’ desta geração.

MELHOROU?  Irônico, o ex-presidente Jânio Quadro definiu o Congresso Nacional: “Metade são incapazes e a outra metade, capazes de tudo”.  Após 60 anos, o ‘Data Folha’, 38% considera a atuação do Congresso ruim, 14%  boa e ótima. É o 2º mais caro do mundo, custo de US$ 7,4 milhões per capta ao ano (6 vezes mais do que na França, com 925 congressistas e apenas 67 milhões de habitantes).

PORTO ESPERANÇA: A referência ao distrito de Corumbá era restrita a sua citação  em músicas regionais.  Agora, seus 130 moradores terão água tratada e nova estrada rumo a BR-262. Fim do atraso por décadas,  graças ao dedo do deputado Vendramini (PP) junto ao governo estadual. Porto Esperança, tão falada, sai do imaginário para adentrar a nova realidade regional.

NO FACEBOOK:

Valorize seu advogado! Depois de sua mãe, ele é a única pessoa capaz de te defender mesmo sem acreditar em você.

No fundo do baú, tem sempre um Silvio Santos

Após o desfile das Forças Armadas em Brasília, o Paraguai começou a pensar em invadir o Brasil.

Voto impresso é um retrocesso! José Lucas da Silva*

Voto impresso é um retrocesso! José Lucas da Silva*

É lamentável tamanha polêmica em torno do sistema eleitoral brasileiro e ainda mais a insistência em trazer de volta o voto impresso que é um retrocesso. Devemos lembrar que esse sistema eleitoral, com o uso de papel, saiu de cena exatamente porque havia muita fraude em torno dele. Sempre soubemos que nas décadas anteriores ao voto digital, que candidatos pagavam para ser eleitos e a corrupção ocorria devido às falhas do voto impresso em papel.

Quem não se lembra também que a contagem dos votos era longa? Demorava dias para efetuar toda contagem. Esse método sim era passível de corrupção, pois trazia uma grande insegurança tanto para o eleitor como também para os candidatos.

Houve uma grande evolução tecnológica nesse processo e as urnas eletrônicas foram implantadas em todo o país. São invioláveis. Hackers não conseguem violar porque não são ligados à internet.

Então, esse negócio de que a contagem é fraudulenta, é uma grande mentira, pois não entra na cabeça das pessoas que as equipes de fiscalização e o próprio Tribunal Superior Eleitoral, o TSE e Ministério Público Federal – MPF, estariam envolvidos em corrupção para favorecer esse ou aquele candidato.

Além disso, depois da contagem de votos as urnas ficam à disposição de candidatos e dos partidos políticos para fazer a aferição.

Quem não se lembra das eleições de 2014, quando o PSDB do candidato Aécio Neves, que perdeu as eleições, promoveu uma intensa e profunda aferição das urnas para saber se houve fraude ou não. No final, constatou que não houve nenhuma irregularidade e que o resultado não foi, de forma alguma, manipulado.

Agora, para as eleições de 2022, o presidente da República insiste em dizer que houve sim fraude naquelas eleições e que as urnas são violáveis. Ele está fazendo isso certamente é porque teme uma possível derrota.

O grande problema do Governo é que o presidente ganhou as eleições mas continua fazendo campanha. Até parece que levou Lula para debaixo de sua cama e só fala dele, se esquecendo de administrar o país. Ele só fala em Lula e no Partido dos Trabalhadores.

Será que devemos lembrar ao presidente que o PT deixou US 380 bi em caixa? Agora é muito fácil dizer que o PT roubou o povo. Ora, entre um PT “ladrão” e um honesto como ele, eu prefiro o PT.

Estamos testemunhando também, agora mesmo, uma grande manobra do governo e do Congresso Nacional que aprovou um orçamento secreto de R $3 bilhões, para beneficiar emendas  de deputados e senadores. E como se não bastasse os gastos desnecessários, temos também a aprovação do orçamento de campanha política que aumentou três vezes mais, passando para R $5,7 bilhões. Um absurdo em tempos de pandemia e de desemprego de milhares de trabalhadores em todo Brasil.

Tudo isso é lamentável e esse quadro precisa mudar, levando em consideração a vontade do povo que cansou de absurdos dessa natureza. Então, vamos parar com esse negócio de voto impresso e tocar o país rumo ao desenvolvimento.

*Presidente da Feintramag MS/MT e coordenador regional da Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB/MS.

Princípios que não podem ficar apenas nas Igrejas : Por Wilson Aquino*

Princípios que não podem ficar apenas nas Igrejas : Por Wilson Aquino*

O mundo está doente. Além de danos irreparáveis à natureza, como a extinção de milhares de espécies da fauna e flora e drásticas mudanças climáticas, o homem, seu principal ocupante, está perdido. Precisa, mais do que nunca, de luz e orientação para encontrar o caminho para viver em segurança e alegria.

A ausência de solidariedade é o principal problema da sociedade. Aqueles que muito têm preferem juntar cada vez mais, sem dividir e pensar nas necessidades do próximo que sofre e morre tanto por falta de ajuda material como espiritual.

Longe de pregar qualquer forma de governo que não seja a Democracia, onde todos têm a liberdade de lutar para conquistar melhores condições de vida, econômicas inclusive. Porém, nada impediria de estender as mãos a quem mais precisa. Isto, sem contar que muitas riquezas são formadas à base de pagamentos miseráveis de salários àqueles que os servem.

Muito embora seja “legal” o pagamento de salário mínimo para um servidor seu, a questão é: – É moralmente legal pagar valores irrisórios quando se sabe que o trabalho que lhe é prestado lhe rende 10, 100, 1000 vezes mais?

Quantas pessoas não conhecemos que juntaram fortunas imensuráveis e pagam salários miseráveis àqueles que os servem? Espiritualmente falando, isso é certo? Como é isso aos olhos de Deus?

Se refletirmos profundamente, veremos que o segundo grande mandamento do Senhor, o de “Amar ao próximo como a ti mesmo” implica dizer que devemos promover sim pagamentos generosos à altura do que recebemos em termos de trabalho e dedicação de nosso próximo.

Pergunto: – É justo um homem rico pagar um salário mínimo para uma empregada de sua casa que cuida de seus filhos, que os alimenta, os educa e os protege no dia a dia? Qual é o verdadeiro valor dessas ações desempenhadas por aqueles que os servem tão bem?

E o que dizer então do grande conhecimento da Palavra de Deus, que conduz a todos ao verdadeiro caminho da vida onde, todos aqueles que o seguem, experimentam a plena felicidade e alegria, ganhando força e sabedoria para enfrentar os obstáculos da vida com a cabeça erguida e sem nunca entrar em desespero?

Partilhar isso é dever de todos aqueles que encontraram o caminho. Não basta ao homem tornar-se Cristão apenas nos finais de semana. No sábado e no domingo, quando vai para a igreja, onde aprende e se enche do Espírito Santo de Deus. É preciso ser digno de permanecer assim durante toda a semana e ser solidário com seu próximo, mostrando-lhe a luz, sempre que necessário.

Ao contrário disso, é lamentável dizer que muitos Cristãos, quando deixam os cultos e reuniões nas igrejas, tratam logo de ir para casa e mergulhar na sua rotina, alheios ao compromisso de “ide e pregai meu evangelho” estabelecido pelo Senhor.

– Quem já não testemunhou na saída da igreja, membros com seus automóveis, com vários espaços para caronas, passar ligeiro em meio às pessoas que caminham a pé pela mesma direção?

Os princípios da solidariedade e da espiritualidade, que são alicerçados pelo amor, irmandade, fraternidade, empatia, compaixão…  precisam ser incorporados por todos cidadãos especialmente aqueles que renovam suas energias nos templos sagrados, para que possam fazer mais pelo próximo em toda e qualquer oportunidade, de domingo a domingo.

*Jornalista e Professor