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Bela Vista-MS Sábado, 20 de Junho de 2026
CRÔNICA GUARANI: E aí, cara?!

CRÔNICA GUARANI: E aí, cara?!

Outro dia comprei um barbeador igual ao que o senhor usava. Modelo antigo, estilo ‘borboleta’, aquele em que se utiliza uma lâmina inteira. Adquiri só para guardar e recordar do guri que o observava, encantado, fazer a barba numa coreografia típica dos super heróis. Talvez nunca tenha prestado atenção, mas eu o olhava, sorria e pensava: esse meu pai é foda! E era. Fez da falta de oportunidades uma aula de como aprender a fazer de tudo um pouco. E em tudo era bom.

Seu corpo não vive mais; mas vivemos tempos em que romantizam tudo aquilo que o senhor já fazia e nós admirávamos: construía sua própria casa; ‘fazia’ o motor do carro, era o eletricista, arrumava os eletrônicos, consertava nossas bicicletas, plantava sua lavoura, cuidava dos nossos bichos, confeccionava meus trompos, queimava cal, fabricava tijolos e tinha um caminhão amarelo que transportava nossos melhores sonhos e fabricava ‘homens de verdade’, como se orgulhava em dizer.

Gostava de modas sertanejas tradicionais e ainda rasqueava o violão apenas o suficiente para galantear sua prenda. E para minha alegria, nos últimos anos de vida virou um exímio e apaixonado leitor. E a sua especialidade em arroz carreteiro?! Ainda hoje tenho em mente o sabor e o cheiro dos nossos tempos. Era o melhor carreteiro, talvez, porque precisava ser ‘bem moiadinho’.

Cresci engolindo o choro, porque qualquer reação além da voz embargada e olhos lacrimejando era um fiasco. E eu respeitava o silêncio tão educadamente solicitado (rsrsrs). Seu humor era ácido até para nos educar; e hoje virou uma memória boa que me faz sorrir. Mas, quando o senhor partiu, levou também um pedaço de mim. Naquele dia percorri cerca de mil quilômetros chorando em desespero, e o que mais eu implorei ouvir, foi “Engole esse choro guri!” Impossível!

Te amo! E hoje vou lembrar do senhor, pai, e sorrir! Minha maior homenagem!

Leia Coluna Amplavisão: Os políticos precisam avaliar o humor do eleitor

Leia Coluna Amplavisão: Os políticos precisam avaliar o humor do eleitor

ECOS POSITIVOS: A coluna anterior elogiada. Políticos antigos – lembrados. Caso do ex-governador Cassio Leite de Barros, de tradicional família, irmão do poeta Manoel de Barros e Abílio Leite de Barros. Nos últimos 7 meses do Mato Grosso uno, governou com o equilíbrio num cenário nervoso; saiu de cabeça erguida e voltou a rotina discreta. Imune a mosca azul.

MARKETING: Importante nas eleições. À propósito, nunca é tarde para lembrar dos equívocos na campanha do ex-juiz Odilon em 2018 quanto a sua postura gestual frente às câmeras. Faltou-lhe orientação adequada de profissionais da área, além de aulas de fonoaudiologia para melhorar a sua expressão e a dicção. Política e amadorismo não combinam.

GUILHOTINA: Vendo um documentário sobre o luxo dos governantes africanos e as condições do seu povo lembrei dos nossos prédios públicos e da opulência dos poderes. Seria necessário tanto luxo assim?  O pior é que essa afronta não acaba nunca, pois tem a proteção de leis viciadas. Nestas horas eu lembro da Revolução Francesa. ‘Não sei por quê…’

MANIA:  A adoção ao luxo se espalhou também pelas cidades do interior. Um festival de gastos. Há câmaras municipais mais suntuosas que a Câmara Alta do Parlamento do Reino Unido. São os excessos nas instalações, da parafernália eletrônica e  o mobiliário personalizado (inclusive talheres), mas que nada acrescentam ao desempenho das suas ‘excelências’ engravatadas.

SENSATEZ: Se você analisar por esse ângulo, o ex-governador Pedrossian agiu com   praticidade e prudência na escolha do estílo dos prédios do Poder Executivo no Parque dos Poderes. O prédio da Governadoria, por exemplo, é desprovido de luxo, mas atende as necessidades, mesmo decorridos tantos anos de sua construção. Concorda?

DEPUTADOS & AÇÕES:  Paulo Corrêa (PSDB): À frente do poder e vigilante às demandas sociais do Estado. José Teixeira (DEM): atento aos projetos rodoviários em regiões rurais produtoras; pediu investimentos em várias áreas para Batayporã e Itaporã.  Lucas de Lima (Sol): ativo nas sessões; além de lives, tem ações solidárias nas feiras livres arrecadando alimentos/roupas aos mais carentes.  Marçal Filho (PSDB): Destaca a campanha de prevenção à violência contra a mulher; encaminhando suas emendas em várias áreas. Mara Caseiro  (PSDB): pede recuperação asfáltica entre Anastácio-Terenos; espaço multicultural em Rio Verde de MT; novo prédio do quartel da PM. de Chapadão do Sul; várias demandas para Caracol.

OBSERVAÇÃO  de um amigo sobre a sucessão de 2022. Seria a primeira vez  do ex-governador Puccinelli (MDB) candidato sem as benesses da maquina oficial.  Além desta falta de proteção, outros fatores notórios podem pesar. Convenhamos – não se toca uma campanha deste porte só com grana do ‘fundão’. Uai… e os candidatos  a deputado exigem ajuda.

FATORES: Vereador é excelente cabo eleitoral, mas sem fidelidade partidária. Sem ‘incentivo$’ faz corpo mole. Ex-prefeito é outro cabo eleitoral, mas com cacife menor. Difícil acompanhar a evolução dos fatos. Exemplo: O eleitor que votará pela1a. vez em 2022, só tinha 8 anos de idade em 2014, quando Reinaldo foi eleito pela primeira vez. Eleitor sem vínculo, sem tradição.

SENADO:  Em 2018 a eleição foi apertada: Nelsinho Trad (PTB) 18,37%; Soraya Thronicke 16,19%; Waldemir Moka (MDB) 15,48% e Marcelo Miglioli (PSDB) 15,07%.  Cenário diferente em relação a moleza de 2014 quando Simone Tebet (MDB) ( apoiada por Puccinelli) venceu com 52,61%  contra 23,09% de Ricardo Ayache (PT) e 16,78% de Alcides Bernal (PP).

IMAGEM: Pesa! Em 1990 Pedro Pedrossian iniciou a campanha ao Governo em Três Lagoas. O ex-deputado Valdomiro Gonçalves abriu o comício dizendo: “Estamos aqui de volta dr. Pedro, de cabelos brancos…”. Grande mancada!  Valdomiro esquecera que Pedrossian  (aos 62 anos) já tingia os cabelos de preto exatamente  para aparentar  mais jovem.

DEPUTADOS EM AÇÃO:  Antônio Vaz (Rep): Destinou R$60 mil para a saúde de Bataguassu; Cr$40 mil à Aral Moreira; aprovado  seu projeto de conscientização da epilepsia.  Amarildo Cruz (PT): foi a entrega da emenda de R$50 mil à Glória de Dourados para aquisição de ambulância; recebeu a visita do prefeito de Miranda para  tratar de questões indígenas. Lídio Lopes ( Patri): destinou R$690 mil em emendas para a saúde de 7 cidades do Cone Sul; priorizou com sua lei a vacinação dos religiosos.  José C. Barbosa (DEM); Dnit atende seu pedido e vai melhorar a BR-463; exalta o programa de recuperação econômica de MS. João H. Catan (PL): presente a audiência pública na Câmara  Municipal da capital relatando suas ações em prol da causa animal.

É COVARDIA!  Cultural! Na cabeça tupiniquim só vale se vencer.  É como se o pódio definisse quem é quem. Os pedidos de desculpas dos nossos atletas sensibilizam.  Ora! Há de se levar em conta diferença com a concorrência. Não vamos medir os atletas  apenas pela medalha. Há gente valorosa, além do pódio, que merece aplausos e respeito. Heróis sem medalhas!

‘CUSTO & BENEFÍCIO’:  Fabio Trad (PDS) é o deputado de MS que menos gastou (R$16.888,28) da cota disponível neste 1º semestre. Líder em proposições (174), figura no quinteto dos deputados que menos usaram desta verba. Ao seu estilo, Fabio pondera: “ É possível dinamizar o mandato com economia e racionalidade nas despesas.”

CONVÉM SABER: 2022 com o ensino médio renovado: a redução da carga horária do currículo obrigatório. O aluno poderá escolher o restante da grade obrigatória em outros horários pela sua área de interesse e condições da escola. Duas críticas: nem todas as escolas tem estrutura para atender as demandas e os alunos não estariam prontos para definir o curso ou profissão.

.SEM FIM?  CPI da Covid, o Fundo Eleitoral, Bolsonaro versus STF, o poder do ‘Centrão’ e o voto impresso são as polêmicas na mídia em ano véspera de eleições.  Esse confronto de ações e ideias está deixando o brasileiro confuso e indignado. Pelo visto esse 2º semestre será ainda mais complicado sob todos os aspectos.  Portanto, apertem os cintos!

AÇÕES & DEPUTADOS: Evander Vendramini (PP): comemora projeto do Governo em construir estrada com duas pontes de Porto Esperança. Gerson Claro (PP): presidiu reunião da CCJR na apreciação de vários propostas.  Neno Razuk (PTB): comemora as ações do Governo Estadual na reconstrução da rua Coronel Ponciano, em Dourados.  Pedro Kemp (PT): pediu o fim da gestão terceirizada do Hospital Regional de P. Porã.  Capitão Contar (PSL): apoiou atos públicos pelo voto impresso; pede informações sobre contrato de programas sociais do Governo junto ao B. do Brasil; pede inclusão da escola especial nos concursos  do magistério.

CONSELHO: Os pretensos candidatos em 2022 precisam avaliar bem o humor do eleitor nestes tempos bicudos. Intoxicado, desiludido com tantos escândalos a sua volta, ele não anda acreditando em contos de ficção, em falsos heróis de bons propósitos. O cenário, na verdade, não anda nada animador. O eleitor pode ter chegado no limite!

DESAFIO:  Para os futuros postulantes aos cargos majoritários não será fácil buscar novos nomes e com potencial nas eleições estaduais de 2022. O pessoal da iniciativa privada anda cético, luta para sobreviver e sem reserva financeira para gastar. Restariam os profissionais liberais, com muito mais vaidade do que estrutura para investir na política.

‘APAGÃO’: São Paulo, a locomotiva do país sem representantes à altura de seu poder. Quem já teve Franco Montoro, Mario Covas, Michel Temer, Paulo Maluf, Ulysses Guimarães, Alckmin e outros, hoje está nas mãos de políticos sem expressão.  João Dória manda apenas no seu PSDB, não tem capilaridade, não encanta o eleitorado.

DELÍRIOS:  A grande mídia até que se esforça dando espaço, mas as possibilidades de êxito da 3ª. via vão se esvaindo semana por semana. Não sei por exemplo até onde o ex-ministro Luiz H. Mandetta (DEM) perseguirá seu sonho. Parece-nos que o seu discurso   peca pela mesmice – ao mesmo tempo em que perde espaços no cenário local. As pesquisas dizem isso.

“Em política nada se perde e nada se transforma – tudo se corrompe.” ( Millor Fernandes)

Bombou nas redes: Onça caçando capivara viraliza em perfil de MS

Bombou nas redes: Onça caçando capivara viraliza em perfil de MS

Um dos símbolos mais bonitos do Pantanal, a onça pintada viralizou em uma das redes sociais mais utilizada dos últimos tempos, o Tik Tok. Um vídeo da rainha pantaneira caçando uma capivara chegou a alcançar mais de 10 milhões de visualizações no perfil ‘Pantanal Oficial’.

Aquele frase “na selva sobrevive o mais forte”, nem sempre é verdade, mas no Pantanal vacilou, virou presa fácil. O vídeo feito por Eduardo Fragoso não mostra o desfecho da história, mas é possível ver a onça pintada faminta, abaixada e rastejando sorrateiramente em busca de seu alimento.

E sem perceber o perigo, uma capivara se alimenta tranquilamente, sem se preocupar com os perigos que estão no Pantanal.

O vídeo tem poucos segundos, e deixa as pessoas aflitas, tanto torcendo para a capivara fugir, quanto torcendo para a onça não perder o banquete. As imagens tiveram um grande alcance no número de visualizações e tem mais de 282 mil curtidas e 1.624 comentários. O vídeo do Pantanal tem quase cinco mil compartilhamentos, mostrando o quanto as pessoas se orgulham da região cheia de belezas.

Segundo o Projeto Onçafari, a onça-pintada (Panthera onca) que habita regiões da Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga é o maior felino das Américas, sendo um predador do topo da cadeia alimentar, e o terceiro maior do mundo, ficando atrás apenas do tigre (Panthera tigris) e do leão (Panthera leo). Ela se alimenta de animais como tatus, cutias, jacarés e antas.

Sigam a rede social: https://vm.tiktok.com/ZMd3pU5YC/ e vejam esse e outros vídeos interessantes do Pantanal e suas belezas naturais.

Confira Link direto: https://bit.ly/3lxYcQc

CRÔNICA GUARANI: Pré-visão! Por Josyel Ribeiro Carvalho

CRÔNICA GUARANI: Pré-visão! Por Josyel Ribeiro Carvalho

Houve um tempo em que o homem da lida lidava naturalmente com os sinais da natureza. A terra que dava a comida era tratada e cuidada com todos os sentidos que ajudavam a planejá-la para o amanhã e os muitos depois. O clima, a chegada da chuva, do frio, da seca, tudo era previsto pelos sentidos de quem mais sentia a necessidade da antecipação. Tudo era válido, desde uma olhada no sol, uma espiada na fase da lua, uma prestada de atenção nas nuvens; tudo era um pouco de previsão!

O amanhã sempre será um mistério; gostemos ou não. Entretanto, o tempo e a temperatura do dia seguinte já deixaram de ser misteriosos. Não há mais o romantismo em desconhecer se teremos frio, chuva ou sol exageradamente quente nos dias ainda em construção. A tecnologia banalizou as informações que eram privilégios apenas de nossos avós, que tinham nos sentidos humanos a resposta para o que nós sentiríamos nos dias que ainda iriam chegar.

Eu sei que é saudosismo meu, e que a previsão possibilita planejamento e evita perdas em muitos setores. Mas perdemos nós também com a morte da surpresa de adormecer no calor e acordar numa manhã gelada e inesperada. Morte do imprevisto com um dia de chuva ou com os lamentos com a seca que se nega a ir embora. Esses últimos dias de frio rigoroso, por exemplo, nós já esperávamos há semanas. Tudo muito sem graça; mataram os abraços inesperados de inverno!

E assim, os antigos olhares minuciosos que dominavam as informações do tempo, viverão apenas nos nossos saudosismos e nas nossas memórias afetivas. Um ou outro ainda mantém a capacidade de ler o tempo; a grande maioria de nós apenas continuará lendo as previsões nas memórias de celulares e outras ferramentas sem carne, osso ou sangue nas veias. Nunca mais seremos surpreendidos. E o futuro, alguém tem uma pré-visão?

Leia Coluna Amplavisão: Eleições de 1970 e 1974: personagens e reflexos

Leia Coluna Amplavisão: Eleições de 1970 e 1974: personagens e reflexos

SAUDADES: Quem chegou ao nosso Estado após 1978 naturalmente desconhece os nomes da constelação política da época e dos fatos agregados. Neste recesso parlamentar  aproveito para abordar as duas últimas eleições  havidas antes da criação do MS. A pauta visa também publicitar os protagonistas do período em que o Sul do antigo Mato Grosso tinha a maioria da população e da representação política como se pode verificar dos quadros abaixo.

DEU ARENA!: Mato Grosso (uno) – 1970 – a Arena elegeu 16 deputados estaduais e o MDB 2: Cecílio Jesús Gaeta (4.952 votos) e Cleómenes da Cunha (4.244).  Os demais (Arena) por ordem de votação:  Maçao Tadano (10.476 votos); Vicente Vuolo (10.436); Nelson Almeida (9.283); Benedito Canelas (8.987); Oscar Soares (8.842); Alexandrino Marques (7.970); Ruben Figueiró (7.408); Valdomiro Alves Gonçalves (7.381); Ivo Cersósimo (6.767); Levy Dias (6.525); Joaquim Nunes Rocha (6.438); Venício da Silva (6.421); Antônio Lins (6.226); Afro Stefanini ( 6.056); Carlos Albanese (6.043) e Londres Machado (5.826).

DEPUTADOS FEDERAIS (6)  eleitos naquela eleição ( a penúltima antes da divisão do Mato Grosso): José Garcia Neto –Arena – (32.390 votos); Ubaldo Barem – Arena – ( 23.592 votos); Marcílio Lima – Arena – (22.942 votos); Emanuel Pinheiro – Arena – (21.476 votos); Gastão Muller – Arena – (17.325 votos); João (Totó) da Câmara – Arena – (14.741 votos).

SENADO:  Eram 543.670 eleitores no pleito de 1970, apurados apenas 397.073 votos. Eleitos: Filinto Muller  – Arena – (Suplente Italívio Coelho) com 170.365 votos e Saldanha Derzi – Arena – (Suplente João Ponce de Arruda) com 146.257 votos.  Derrotados: Plínio Martins – MDB – (Suplente Bezerra Neto) com 80.451 votos.  Com a morte de Filinto em 11/07/1973, assumiu Italívio Coelho, exercendo o mandato até final de 1978.

ELEIÇÕES ESTADUAIS-1974: Eleitos (24) por ordem de votação: Ruben Figueiró  (Arena) (18.022 votos) ; Cecílio Gaeta (MDB) 12.222; Londres Machado (Arena) 11.240; Nelson Ramos (Arena) 11.240; Sergio Cruz (MDB) 11.148; João Filgueiras (Arena) 10.686; Oscar Soares (Arena) 10.206; Antônio C. da Costa (Arena) 10.189; José Amando (Arena) 9.832; Oscar Ribeiro (Arena) 8.990; Paulo Saldanha (Arena) 8839.

CONTINUANDO: Horácio Cersósimo (Arena) 8.838; Milton Figueiredo (Arena)  8.793; Leite Schimidt (Arena) 8.735; Afro Stefanini ( Arena)  8.351;  Cristino Cortes ( Arena) 7.899; Airton dos Reis (Arena) 7.100; Edson Pires (Arena) 7.066; Henrique P. de Freitas (MDB) 7054; Ari L. de Campos (Arena) 6;919; Carlos R. Albanese (Arena) 6.889; Valter Pereira (MDB) 6.136; Cleomenes da Cunha (MDB) 5401; Carlos Bezerra (MDB) 4.144.

CÂMARA E SENADO -1974:  Eleitos por ordem de votação: Ubaldo Barém (Arena) 24.838 votos; Benedito Canelas (Arena) 24.521; João Nunes Rocha (Arena) 24.414; Valdomiro Gonçalves (Arena) 23. 077; Vicente Vuolo (Arena) 22.544; Valter de Castro (MDB): 21.676; Gastão Muller (Arena) 21.610; Antônio Carlos de Oliveira (MDB) 19.731. Para a única vaga do Senado foi eleito Antônio Mendes Canale (Arena) derrotando Vicente Bezerra Neto – MDB – assumindo assim o mandato em fevereiro de 1975.

PRESIDENTES  da A. Legislativa de Mato Grosso – de 1947 – até a criação de Mato Grosso do sul: 1947 – Virgílio Alves Correa Neto; 1948/49 – Valdir dos Santos Pereira; 1950 – Jary Gomes; 1951 – Clóvis Ribeiro; 1952 – Rosário Congro; 1953 – Benedito Vaz Figueiredo; 1953 – Júlio Mario Abbot de Castro Pinto – 1954; Antônio Célio M. Spinelli – 1955; Rachid Mamed – 1956/57; Vicente Bezerra Neto – 1958; Wilson Dias de Pinho – 1959/60; Manoel de Oliveira Lima – 1961/63; Licínio Monteiro da Silva.

CONTINUANDO: 1962; Edyl Pereira Ferraz – 1964; Walderson Moraes Coelho – 1965; Renê Barbour – 1969; José Cerveira – 1970; Nelson Almeida – 1970/71; Waldomiro A. Gonçalves – 1973/75; Nelson Almeida – 1975/77; Paulo Saldanha – 1977/79 e Cleómenes da Cunha (vice presidente) que assumiu a presidência em dezembro de 1979 devido a renúncia de Paulo Saldanha, já eleito deputado estadual no MS.

GARCIA NETO: Natural de Rosário do Catete (SE); Prefeito de Cuiabá (1955/58) (UDN); vice governador de Fernando C. da Costa (1961/66) (UDN); deputado federal em 1967 e 1970 (Arena); eleito governador em 1974 (Arena); em 1978 renunciou e concorreu ao Senado pelo MDB, derrotado por Benedito Canelas (PDS). Em 1982 tentou de novo o Senado pelo MDB e perdeu para Roberto Campos (PDS). Nomeado diretor da Eletronorte em 1983, exerceu o cargo até 1988, quando encerrou o ciclo político desfiliando do MDB. Faleceu em Cuiabá em 2009 aos 87 anos de idade.

ANTONIO M. CANALE:  Natural de Miranda (MS); Deputado estadual (PSD) 1950 e 1954; nas eleições de 1958 ficou na suplência de deputado federal;  prefeito de Campo Grande de 1963/67(vice Nelson Trad); Senador em 1975 a 1982; Suplente ao Senado em 1983; presidente da Sudeco em 1985; tomou posse  no Senado em 1987 na vaga de Marcelo Miranda; foi o 1º Secretário e não concorreu a reeleição; de 1991 a 1995 ele foi Consultor Geral do Senado , Faleceu em 2006 aos 83 anos de idade.

JOSÉ FRAGELLI:  Natural de  Corumbá (MS), ex-promotor de justiça, professor, deputado estadual entre 1947 a 1953, deputado federal de 1955 a 1959, governador  de Mato Grosso de 1970/74 e senador de 1980 a l987 ( no lugar de Pedrossian nomeado governador), presidindo o Senado nos dois últimos anos de mandato. Ocupou a presidência da República por 9 dias no Governo Sarney. Nos 40 anos de política integrou a UDN, Arena, PDS, PP e MDB. Faleceu em 30/04/2010 em Aquidauna aos 94 anos de idade.

ITALÍVIO COELHO:  Natural de Rio Brilhante (MS); filho de Laucídio Coelho,  irmão do ex-prefeito Lúdio Coelho, cunhado do ex-senador Saldanha Derzi e tio do ex-deputado Flavio Derzi. Advogado, eleito  deputado estadual em 1947 pela UDN;  retirou-se da política e assumiu a vice presidência do Banco Financial.  Em 1964 filiou-se filiou a Arena, elegendo-se suplente do Senador de Fillinto Muller. Com a morte de Filinto em 1973 assumiu o cargo. Em 1982 tentou o Senado pelo PDS e foi derrotado por Marcelo Miranda (MDB). Veio a falecer em 21/09/2005, aos 87 anos, em Campo Grande.

CASSIO L. BARROS: Pela fidelidade a UDN, atuação na política local e na defesa do Pantanal, o advogado corumbaense (nascido em 1927) foi escolhido vice de Garcia Neto. Assumiu o Governo em 15/08/1978 devido a renúncia do titular para disputar o Senado. Governou neste turbulento período de transição até 14 de março de l979, dando posse a Frederico Campos. Morreu aos 77 anos de idade, em 21/04/2004 na sua Corumbá.

WALDOMIRO GONÇALVES: O deputado por Cassilândia e região do Bolsão foi o único parlamentar a ocupar a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (  1973 a 1975) e de Mato Grosso do Sul no biênio 1981/82.  Ele também foi deputado federal entre 1975/78 e procurador do Ministério Público Estadual. Waldomiro faleceu em 2016 na capital do nosso Estado.

REGISTROS:  Londres Machado é o único político remanescente do antigo Estado  de Mato Grosso que ainda detém mandato eletivo (deputado estadual). Por outro lado seus ex-colegas contemporâneos  de MS. – Antônio Carlos de Oliveira, Cecílio Jesus Gaeta, Cleomenes da Cunha, João Leite Schimdt, Paulo Saldanha, Levy Dias, Sergio Cruz e Valter Pereira não estão exercendo mandados parlamentares ou executivos. Os demais, falecidos.

ARREMATE: Eram outros tempos; longas distâncias, energia elétrica, rodovias e comunicações ruins.  A economia primária, dependente do Governo Federal. Viajar  de automóvel da divisa do Paraná a Cuiabá, por exemplo, era uma epopeia. Atender aos municípios, sem estrutura, exigia sacrifícios dos governantes e políticos. O Mato Grosso saltou dos 38 (na divisão) para 141 municípios. Já o nosso MS. contava com 56 cidades.

ESCOLHAS… O ex-deputado Edson Giroto (PL) (62) decidiu optar pelo anonimato; sai da política para virar agricultor. Uma saída ajuizada.  Já o ex-governador Puccinelli (73) (MDB) pretende  disputar o governo em 2022. Pelo visto, a experiência  humilhante das prisões  não o conduziu a necessária reflexão dos reais valores da vida. Fazer o que?

INSISTO: A engenharia da montagem dos quadros regionais (Estados)  depende, como sempre, das definições em nível federal. De cima para baixo! Há as hipóteses viáveis  e as alucinações.  Mas essa reforma ministerial no Planalto poderá refletir na conjuntura política e influenciar em candidaturas – transformando coadjuvantes em protagonistas inclusive.

CAFÉ AMIGO com Walter Carneiro Jr. ‘cap’ da Sanesul. MS. entrará na história  ao universalizar o sistema de esgoto sanitário.  A meta da empresa é atender em 10 anos cerca de 60 cidades e distritos com a rede coletora de esgoto em casa para que seja possível a destinação correta do resíduo coletado. Vamos ter mais saúde a custo menor. Parabéns Waltinho!

NA INTERNET: 

Sem hipocrisia: Não há nada mais perigoso do que a aglomeração de – 81 senadores, 515 deputados e 11 ministros do STF.

Na política é sempre é bom deixar um osso para a oposição roer.

Se a segunda dose é a que garante a imunização, então deveriam dar a segunda dose primeiro ( Dilma Roussef).

O problema é que no Brasil há gente mais americana que os próprios americanos. (Lula)

Todos nós vamos morrer um dia. (Jair Bolsonaro)

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre. (Rubem Alves)

Uma mentira repetida mil vezes torna-se música eletrônica. (Carlos Castelo)

Cada religião tem suas vantagens: o céu, pelo clima; o inferno, pela vida social. (Max Nunes)

Caso o amanhã nunca chegue: Por Wilson Aquino*

Caso o amanhã nunca chegue: Por Wilson Aquino*

Nesses tempos de pandemia, em que da noite para o dia perdemos parentes e amigos, um dos sentimentos que mais afligem as pessoas, além da tristeza e dor pelas perdas, é o do arrependimento por não dizerem àqueles entes queridos o quanto eles eram importantes para  suas vidas.

As pessoas tendem a protelar a tomada de decisão de enaltecer os valores do próximo, inclusive daqueles que gostam. Sentem uma dificuldade enorme de reconhecer e dizer: “Eu te amo”.

Quantos maridos e esposas, pais e filhos, vivem juntos durante toda uma vida e se esquivam de revelar, olho no olho, sobre os mais profundos sentimentos que nutrem um pelo outro? Muitos deles, quando cobrados por terceiros sobre isso, respondem com a já famosa frase: “Ora, ela sabe que eu a amo”.

A esses que pensam e dizem assim, garanto: Não basta! Pois o amor precisa ser exercitado com exemplos e ações e também com palavras sinceras, sempre. Faz muito bem para ambos a revelação desse poderoso sentimento que fortalece o relacionamento de pais e filhos, marido e mulher, namorado e namorada…

O amor fortalece todos aqueles que manifestam esse sentimento inclusive pela própria vida, pois o indivíduo ganha mais força e segurança para vencer todo e qualquer obstáculo que encontrar no caminho.

O arrependimento, que dá origem ao remorso, é real e profundo na vida de todos aqueles que se recusam a obedecer e explorar os mais nobres sentimentos que brotam do segundo grande mandamento de Deus, que é o de amar ao próximo como a nós mesmos.

Se o Senhor nos ordena que amemos até os nossos inimigos, deixando de lado toda mágoa, rancor e revolta, é porque Ele bem sabe que, como bons juízes que somos de nós mesmos, mais cedo ou mais tarde seremos cobrados por negligenciarmos a esse sagrado e sábio mandamento.

O indivíduo precisa desacelerar sua correria cotidiana, normalmente em busca de conquistas pessoais e materiais, e refletir sobre tudo isso. Sobre o verdadeiro sentido da vida que é a busca do crescimento e do fortalecimento espiritual.

Pois de nada adianta chegar ao fim da vida para descobrir que trilhou o mais longo e espinhoso caminho que não gerou bons frutos.

Quantos de nós já não se lamentou no presente, por ações e atitudes que não tomou no passado?

Quantos de nós já não fechou os olhos para tudo de belo existente à nossa volta para se voltar apenas a coisas que sequer estão à vista?

Quantos de nós já não olhou para trás e viu quantas grandes oportunidades perdeu porque não parou, não pensou, não refletiu?

Quantos de nós já não se olhou no espelho e descobriu o quanto envelheceu e quantos sorrisos e alegria perdeu?

Quantos de nós já não se deu conta de que as coisas materiais que juntou ao longo da vida não valeram a pena porque custaram a negligência de valores verdadeiros como o acompanhar o crescimento, educação e formação de um filho?

Quantos de nós “Devia ter amado mais

Ter chorado mais

Ter visto o sol nascer

Devia ter arriscado mais

E até errado mais

Ter feito o que queria fazer…”

Essas palavras da letra da música Epitáfio (Titãs) são oportunas pela profundidade de seu significado em relação ao arrependimento do ser humano quando este não vive intensamente o verdadeiro sentido da vida.

Então, caso o amanhã nunca chegue, melhor sermos   hoje, autênticos, honestos, alegres e verdadeiros e nunca deixarmos passar a oportunidade de dizer, especialmente aos pais, aos filhos e ao cônjuge: Eu Te Amo!

*Jornalista e Professor