dez 9, 2016 | Esporte

Dirigentes e Oswaldo já discutem a utilização dos atletas (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
O atacante Jô, que treina com o elenco do Corinthians há quase dois meses, foi liberado antecipadamente para curtir as férias e já não trabalhou na manhã desta sexta-feira. O atleta já está garantido no planejamento do ano que vem, em meio à incerteza sobre a manutenção dos principais atletas do elenco, assim como o técnico Oswaldo de Oliveira, parte integrante da montagem do grupo de atletas de 2017.
“Meu destino está selado, tenho contrato até dezembro do ano que vem. Quanto ao restante, é preciso esperar. Isso é previsão, projeção, nada concreto. As coisas precisam acontecer para que tomem corpo e aconteça. Vai ser como tem sido até agora, temos trabalhado todos os dias nessa situação e depois vou dar continuidade em contato com o Flavio, o presidente, o Alessandro e nós vamos continuar tendo o que fazer”, avaliou.
O treinador já disse à diretoria que pretende contar com o volante Maycon, emprestado para a Ponte Preta, e o lateral esquerdo Moisés, que jogou a Série B e subiu de divisão com o Bahia. Além deles, nomes como o atacante colombiano Stiven Mendoza também podem aparecer no elenco, apesar de pessoas da diretoria corintiana admitirem ter propostas pelo estrangeiro, dono de vínculo até dezembro de 2018 com o Timão.
Com os retornos, a aquisição de Jô e a já acertada contratação do jovem Luidy, do CRB-AL, o Corinthians agora corre para tentar fechar negócio com o meia Wagner. Já com bases salariais acertadas e tempo de contrato, ele espera uma liberação do Tianjin Teda, seu ex-clube na China, para assinar com o Alvinegro. O negócio chegou a esfriar recentemente, mas o clube do Parque São Jorge ainda é prioridade para o armador.
Na semana seguinte ao término do Brasileiro, a cúpula pretende intensificar também as negociações pelo volante Rithely, do Sport. Como os pernambucanos ainda brigam contra o rebaixamento, a diretoria preferiu esperar a definição da situação do Leão para tentar assegurar a chegada do meio-campista. Ele é o plano A do Corinthians para a função de primeiro volante, que hoje conta apenas com Cristian.
Depois disso, a prioridade seria a chegada de um zagueiro de renome para a retaguarda, com capacidade para chegar e ser titular. Apesar de elogiar Vilson e Balbuena, além de acreditar no potencial de Pedro Henrique e Léo Santos, Oswaldo considera essencial um nome de peso para o setor.
Gazeta esportiva
dez 9, 2016 | Esporte

Zé Roberto vestirá a camisa do Palmeiras até completar 43 anos de idade (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
São Paulo (SP) – Aos 42 anos de idade, o versátil Zé Roberto acertou a renovação de seu contrato com o Palmeiras por mais um ano nesta sexta-feira. Animado pelos títulos conquistados nas últimas duas temporadas, o jogador já pensa na disputa da Copa Libertadores 2017.
“É um título que falta na minha carreira, que falta nesse período de mudanças no clube. Agora vou descansar bastante nas férias, o ano foi muito desgastante. Parecia que carregávamos nas costas o peso de 22 anos que o clube não conquistava esse título do Brasileiro. O ano que vem promete”, disse.
Contratado pelo Palmeiras em 2015, Zé Roberto foi vice-campeão paulista e ergueu a taça da Copa do Brasil. Em 2016, teve participação importante no título do Campeonato Brasileiro, performance que motivou o veterano lateral esquerdo a assinar um novo vínculo até o fim de 2017.
Leia também: Jailson renova o contrato e fica por mais dois anos no Palmeiras
“Minha motivação maior sempre foi o projeto. Os objetivos foram alcançados: no ano passado conseguimos o título da Copa do Brasil e agora o do Brasileiro. Quando cheguei, falei que viria não para passar um tempo, mas para entrar na história desse clube, para ver minha foto estampada no vestiário. Isso foi concretizado e estou muito feliz”, afirmou.
Experiente, Zé Roberto ensaiou encerrar a carreira no final das duas últimas temporadas, mas mudou de ideia. Com a camisa da Sociedade Esportiva Palmeiras, o jogador acumula um total de 98 partidas e nove gols, números que aumentarão em 2017.
“Seguirei mais um ano porque sei que fiz a melhor escolha para a minha carreira. A última impressão é a que fica, então a melhor impressão da minha carreira está sendo essa. Sempre fui motivado por desafios, vou jogar mais um ano para ir em busca de mais conquistas”, disse.
Gazeta Esportiva
dez 9, 2016 | Esporte

Vagner Mancini assinou contrato de um ano com a Chapecoense (Foto: Divulgação/Chapecoense)
A Chapecoense começa a trabalhar na reconstrução do clube após o acidente aéreo que vitimou 71 pessoas de sua delegação que voava rumo à Medellín, no último dia 29 de novembro. Nesta sexta-feira, a nova diretoria apresentou nomes que comandarão a comissão técnica e o departamento de futebol da equipe catarinense, entre eles o técnico Vágner Mancini, que estava sem clube e chega para o ser o treinador nesta retomada da Chape após a tragédia.
Honrado com a oportunidade, Vagner Mancini enalteceu o fato de poder ser treinador de uma equipe que vinha encantando o Brasil e fazendo um grande trabalho. “Gostaria de destacar minha satisfação de ser escolhido como técnico de uma equipe que estava encantando o Brasil. Todos acompanharam o crescimento da Chapecoense, a campanha neste último ano. Fico feliz poder dar continuidade ao trabalho que meu amigo Caio Júnior vinha fazendo aqui”, exaltou.
Além de Vagner Mancini, a diretoria da Chapecoense anunciou também os nomes de Rui Costa para a função de diretor-executivo de futebol, de João Carlos Maringá, para a função de diretor de futebol, do ex-goleiro Nivaldo, novo gerente de futebol, e Marquinhos, que retorna à Chape para ser preparador físico da equipe.
A coletiva contou com diversos membros da nova diretoria, mas foi comandada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Plínio David de Nês Filho, que comentou sobre o motivo das escolhas dos nomes. “Nós não teríamos condições de levar essa Chapecoense de hoje sem a presença destas pessoas. Por isso fomos buscá-las, porém, nunca esquecendo as nossas origens. Nós mesclamos. Trouxemos gente de fora, mas não deixamos de pensar naqueles que estiveram conosco”, afirmou.
Plínio Filho ainda comentou especificamente sobre a escolha por Vagner Mancini. “Eu e o Ivan Tozzo (presidente em exercício) tivemos uma conversa. A escolha pelo Vagner está embasada naquilo que sempre fomos. Nós tínhamos quatro nomes, mas escolhemos ele por sua juventude e vigor físico. Estamos assumindo este risco, que é calculado. Mas temos experiência nisso”, declarou.
Ivan Tozzo aproveitou para se pronunciar e garantir que a Chapecoense voltará a disputar os torneios com força total. “Nós confiamos plenamente nesta equipe. No ano de 2017 teremos muitos campeonatos, começando pelo Estadual e pela Primeira Liga. Vamos dar todo o apoio a eles e com certeza a Chapecoense irá voltar a ser grande e forte como foi no Campeonato Brasileiro e na Sul-Americana”, completou.
Gazeta Esportiva
dez 9, 2016 | Esporte

Rogério Ceni é apresentado técnico do São Paulo: “Em busca da glória”
São Paulo (SP) – Causa estranheza, é difícil não escrever “goleiro Rogério Ceni” depois de 25 anos, mas foi o técnico que se apresentou no início da tarde desta quinta-feira, no CT da Barra Funda. Com pose e postura de quem terá a missão de orientar, comandar, ensinar e conduzir o São Paulo, em 2017, a dias melhores.
Não que Ceni já não fizesse isso antes. Debaixo da trave, opinava, sugeria mudanças, era quase um auxiliar de seus treinadores. Agora ele estará no banco de reservas. Ídolo e maior vencedor da história tricolor, terá contrato de dois anoscom multa rescisória que pode desaparecer caso ele não atinja certos patamares. Bem como conquistas e metas renderão a ele bonificações em seu salário.
– Meu coração disse que se o São Paulo me chama, eu jamais poderia recusar. A profissão de técnico não se traz somente em relação ao conhecimento, mas sim à gestão de pessoas. Por isso que é preciso ter uma simbiose entre todas as áreas. Quando as partes caminham do mesmo jeito, tudo pode dar certo. O que me move são os grandes desafios – falou Ceni.
Trabalharão com Rogério o inglês Michael Beale, que deixou o comando do time sub-23 do Liverpool, e o francês Charles Hembert, profissional ligado à logística que já auxiliou a seleção brasileira. O novo técnico foi recebido por sócios-torcedores, apresentado pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva e representa a esperança de um ano melhor para os são-paulinos.
– O São Paulo será comandado por um são-paulino. Mais do que qualquer coisa, quero dar as boas vindas e desejar toda sorte na sua nova trajetória, seguro de que ele está totalmente preparado para essa função. Ele traz consigo uma marca vitoriosa. Ele é um vencedor, a história no São Paulo diz isso – comentou o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.
A Era Rogério Ceni começou. E recomeçou.
#FORÇACHAPE
– Antes de responder qualquer questão, quero agradecer as palavras do presidente, a presença dos outros dirigentes e que também foram importantes para estar aqui e dar prosseguimento à minha história de 26 anos. Talvez não fosse o dia mais indicado, devido a essa tragédia recente. Tudo aqui é secundário perto do que aconteceu na semana passada. Quero expressar minhas condolências. A vida, infelizmente com essas perdas, ela tem de continuar. Mas sempre fica um pouco de tristeza. Isso será eterno.
IMPORTÂNCIA DA TORCIDA
– O torcedor é sempre importante. A mudança de formatação do Campeonato Paulista nos traz seis jogos no Morumbi. Acho que o anel superior (arquibancada) deveria continuar com preço popular para que tenhamos sempre 40 mil pessoas. O apoio do torcedor sempre foi e sempre será fundamental.
ESTUDOS
– Eu tive o segundo semestre fora. No primeiro, aproveitei para descansar e ver a Libertadores. Vi um primeiro semestre promissor do São Paulo, por detalhes não chegou na final. No segundo semestre, fui para a Inglaterra, passei vários dias, foram 128 horas de curso na Inglaterra para aprimorar o inglês e para o aprendizado que o curso oferece. A minha intenção era fazer o curso completo, mas apareceu essa oportunidade e não podia deixar passar. Interrompi os cursos, segui minha paixão que é o São Paulo. Foi um ano de muito aprendizado, pude estar no Liverpool, no Chelsea, no Southampton, no West Ham… Depois, por último tive uma semana proveitosa com o Sampaoli, no Sevilla. Essas experiências foram importantes.
NOVA CARREIRA
– Meu coração disse que se o São Paulo me chama, eu jamais poderia recusar. A profissão de técnico não se traz somente em relação ao conhecimento, mas sim à gestão de pessoas. Por isso que é preciso ter uma simbiose entre todas as áreas. Quando as partes caminham do mesmo jeito, tudo pode dar certo. O que me move são os grandes desafios.
AGORA, O TÉCNICO
– No São Paulo, passei por todos os tipos de situações, de glórias aos fracassos. Não espero ser julgado como atleta, e sim como treinador. Vou montar uma equipe de trabalho muito boa. Vamos fazer o máximo para ter um elenco mais forte. Será um desafio preocupante e, ao mesmo tempo, fascinante. Coisas pequenas não trazem emoção. Foi o que me trouxe de volta aqui. Vim aqui em busca da glória.
RELAÇÃO COM O ELENCO
– Objetividade, lealdade, honestidade. Te dou o exemplo do Mário Sérgio, que infelizmente faleceu. Ele me chamou em 1998 e disse que não gostaria que eu batesse faltas. Entendi a colocação dele, respeitei. No tempo que ele trabalhou aqui, não bati falta. Mas ele foi sincero. Quando você é sincero, nem sempre você vai agradar, mas acredito na meritocracia. Precisamos ter um grupo forte e numeroso e vou tratar os atletas como homens. Desse jeito, você nunca terá problemas, será sempre correto com todos.
GOLEIRO OU TÉCNICO?
– Honestamente, eu gostaria que a confusão do Maicon fosse verdadeira e pudesse jogar. Não há problema nenhum. É um jogador que representou muito bem o São Paulo neste ano. Não tenho como avaliar o percentual de importância de um treinador porque ainda não trabalhei como. Eu me considero uma parte de um clube. Prefiro me sentir importante no grupo.
MADE IN COTIA
– Acredito que pelo investimento que é feito em Cotia, não podemos deixar de aproveitar os jogadores. Acompanhei treinos do sub-15 até o sub-20. Vi jogos. Temos profissionais altamente qualificados. Será dada oportunidade aos jogadores da base. O Lucas ainda não está pronto, o Neres foi para a Seleção, o Pedro vem participando. Além deles, tem o Lucas Perri e o Lyanco. Fora os mais experientes como Rodrigo Caio, Lucão, João Schmidt. Já temos um alto percentual da base no profissional, mas ainda acho que é momento de aproveitar mais gente. Casos do Lucas Kal e do Tormena, mas tenho muitos zagueiros. Vejo o Foguete, o Artur, o Araruna, o Júnior. Na maioria das posições, vão subir jogadores.
DENIS, RENAN, SIDÃO…
– Provavelmente, o Sidão está contratado. Trabalhei com os dois (Denis e Renan Ribeiro) muito tempo, os acho capacitados. Falhas acontecem com quem está no campo de jogo. O Renan teve poucas oportunidades, o Denis fez a maioria das partidas. Sei o potencial do Denis, sei o que ele pode render. Foi o goleiro que mais jogou na minha ausência. Vai ser uma disputa saudável. A chegada do Sidão vai aumentar a competição e isso é muito importante.
PERFIL DO CENI TREINADOR
– Sempre fui exigente comigo mesmo, antes de ser exigente com qualquer outro jogador. A alma precisa estar inserida dentro de cada profissional. Existe na grande maioria. Exista talvez um ou outro problema que foge do meu conhecimento, mas não tenha dúvida de que gostaria que todos pensassem o futebol como eu pensei. Se for necessário, vamos trabalhar isso.
TRABALHARIA NOS RIVAIS PAULISTAS?
– Não consigo me ver como treinador de um desses times. Sempre manifestei o desejo de treinar o São Paulo. Também acho que não me veriam como uma opção. Existe uma incompatibilidade. Espero ficar muito tempo aqui, embora a gente saiba como funciona a questão do treinador no Brasil. E falo isso sobre os rivais com o maior respeito.
ESQUEMA TÁTICO
– Dependo muito das peças que estarão disponíveis, mas não descarto a opção de jogar com três zagueiros. Basta que você tenha os jogadores necessários para isso. Vou me adaptar ao elenco que tiver. Minha intenção é jogar ofensivamente, pressionando, buscando o gol. É claro que em alguns jogos podemos fazer ajustes diferentes. Mas vou me adaptar ao que tiver à disposição.
LIÇÕES DA EUROPA
– Pude ver, pesquisar bastante e acompanhei treinos bem diferentes do que eu fazia. Quem mais se aproximou do que eu vi lá fora foi o Osorio. Acredito na intensidade do treinamento. Na pré-temporada, os trabalhos terão 60 a 70 minutos por período quando tivermos dois períodos. E 90 minutos quando for um período só.
O QUE APRENDEU COM OS TÉCNICOS?
– Garanto que aprendi com todos eles. Convivi com 23 treinadores ao longo da minha vida e aprendi o que se deve fazer, o que não se deve fazer. Tento tirar uma mescla para o meu trabalho futuro. Você tenta puxar características de todos. Todos fizeram parte da minha formação como treinador.
OS AUXILIARES
– Michael: já sabia da qualidade dele como profissional. Pude conhecer o local da base do Liverpool e ele, durante uma hora, me mostrou como funcionava a base. Depois fui ver os treinos dele, vi um cara pronto para lidar com profissionais do mais alto nível. Ele está estudando português três horas por dia. Tenho certeza de que desenvolverá rapidamente.
– O Charles trabalhou junto com a seleção brasileira na Copa América. Na Copa do Mundo, trabalhou com Camarões. Ele me acompanhou na Inglaterra, fez os mesmos módulos de curso que eu. Ele será uma sombra do Michael em campo na comunicação. Os trabalhos serão setorizados. Eu posso trabalhar com uma parte e os outros serão tocados por eles, que são altamente capacitados.
DESAFIO DE MUDAR O FUTEBOL BRASILEIRO?
– Seria muito pretensioso da minha parte falar isso. Não estou trazendo novos conceitos. Tenho os meus conceitos. Passei ao Michael e a nossa ideia bateu. O treino será montado no dia anterior, usarei dois campos por treinamento. Eles (Michael e Charles) têm muito a acrescentar. Sempre vou delegar funções, desde que as pessoas tenham competência.
Gazeta Esportiva
dez 6, 2016 | Esporte

Símbolo da Chape foi feito por artista de rua que anda pelo bairro Tiradentes. (Foto: Alcides Neto)
Campo Grande (MS) – O cruzamento das ruas Bela Cintra e Avalon, no Tiradentes, em Campo Grande, ganhou homenagem dos moradores à Chapecoense. Na última sexta-feira, um artista de rua e que costuma andar pelo bairro, conhecido apenas como “Ed”, fez a pintura. O brasão da Chape está ao lado de vários times: São Paulo, Corinthians, Flamengo e Vasco, desenhos que vem sendo feitos por ele há anos.
Na região, os moradores têm receio de falar e se identificar. Ed mesmo é amigo de longa data, mas andarilho pelo bairro e não conseguimos encontrá-lo. Servente, Ângelo Gabriel Moreira, de 19 anos, é quem apresenta a história.
“Foi na sexta-feira que nós pediu pra ele fazer. Todo mundo mesmo, a gente deu um dinheiro, cada um deu 10zão”, conta. Morador há quatro anos na região, Gabriel diz que desde que chegou ali, já conhece o trabalho de Ed nos times e também no muro próximo ao cruzamento.
O motivo para a homenagem, é claro, o luto. “Depois que aconteceu, nós mandou fazer, porque nós ficou em luto também. Um time e um monte de pessoas, não é? Colocamos até um lacinho lá”, aponta para o sinal, em preto, de luto.
Segundo Gabriel, a vizinhança mostrou uma imagem e mais do que depressa Ed pegou os traços e começou a pintura que levou em média 30 minutos para ficar pronta. “Ele só olha assim e já desenha. As pessoas que veem, tiram foto, falam”, comenta.
Outro morador da região, que prefere não se identificar, explica que a mobilização foi no sentido de todos ali “serem humanos”. “A gente queria que eles fosse campeão e que erguesse a taça. Já que não vão estar lá, o restante da turma ergue e comemora por eles”, diz.
Nas palavras dele, o artista de rua também se comoveu com a queda do avião que levava a delegação da Chapecoense e que matou 71 pessoas na madrugada de terça-feira passada. “Ele se comoveu e providenciou na hora. E ficou bonito, não é? Uma homenagem do lado de cá do bairro, não é do lado de lá não”, frisa o rapaz.
Campo Grande News
dez 6, 2016 | Esporte

No aguardo de Rogério Ceni, jogadores buscam vitória em última rodada para deixar boa impressão ao novo treinador (Foto: Sergio Barzaghi/ Gazeta Press)
Após tirar cinco dias de folga, os jogadores do São Paulo se reapresentam ao técnico interino Pintado às 16 horas (de Brasília) desta terça-feira, no CCT da Barra Funda. Sem grandes aspirações no Campeonato Brasileiro, o elenco Tricolor inicia sua última semana de trabalhos da temporada na expectativa da apresentação oficial de Rogério Ceni como novo técnico da equipe.
A primeira entrevista coletiva do ex-goleiro como treinador aconteceria na última terça-feira, mas foi adiada em função da tragédia envolvendo a delegação da Chapecoense, na Colômbia. Desta forma, a apresentação acabou sendo remarcada para esta quinta, a partir das 12 horas (de Brasília).
Ceni, contudo, não vai comandar o São Paulo na derradeira partida do time no ano: contra o Santa Cruz, neste domingo, no Pacaembu. Quem estará à beira do campo é o auxiliar Pintado, que dirigiu a equipe na vitória por 2 a 1, de virada, sobre o Atlético-MG, em Belo Horizonte, no dia 27 de novembro.
Enquanto Rogério Ceni não comanda os treinos do Tricolor – o que deve acontecer só na pré-temporada de 2017 -, os atletas iniciarão a preparação para o confronto com os pernambucanos. Apesar de o duelo não receber grandes atenções por conta da situação de ambos os times na competição, o São Paulo tem mais motivações para conquistar a vitória.
O clube não conta com grande aporte financeiro para fazer uma reformulação em seu elenco para o ano que vem. Por isso, os jogadores querem desempenhar um bom futebol a fim de impressionar o futuro treinador e buscar um espaço na equipe titular.
Pelo terceiro cartão amarelo, o lateral esquerdo Eugenio Mena, que dificilmente permanecerá no São Paulo, é o único desfalque de Pintado para essa partida. Situação semelhante vive Kelvin. O meia-atacante não está suspenso, mas sequer treinará e será relacionado para o jogo, já que vem de contusão e dificilmente a agremiação do Morumbi conseguirá negociá-lo junto ao Porto (POR).
Com 49 pontos, o São Paulo ocupa o 11º lugar do Brasileiro e não tem mais chances de se classificar à próxima Copa Libertadores da América. Por outro lado, com o título da Sul-Americana confirmado pela Chapecoense, o Tricolor já garantiu para o ano que vem uma vaga na segunda competição continental em importância. O Santa Cruz, por sua vez, é o 19º e penúltimo colocado, com 31 pontos, e já está rebaixado à Série B.
Gazeta Esportiva