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Bela Vista-MS Sábado, 12 de Setembro de 2026
Ministro do Trabalho aposta na qualificação para manutenção do emprego

Ministro do Trabalho aposta na qualificação para manutenção do emprego

Ministro do Trabalho aposta na qualificação para manutenção do emprego Ao divulgar os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) durante visita a Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (19/06), o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, destacou a importância da qualificação profissional oferecida pelo Sistema Fiems, por meio do Sesi, Senai e IEL, para a manutenção do emprego e alavancar a geração de novos postos de trabalho. “O desafio não é só manter os empregos, mas também como melhorá-los. Por isso, temos de investir agora, como prioridade, na qualificação profissional, na melhoria da qualidade do emprego”, declarou em entrevista coletiva realizada na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, em Campo Grande (MS).

Manoel Dias criticou ainda a campanha exagerada de pessimismo com relação ao momento em que o País está passando. “Precisamos ressaltar o que estamos realizando de bom, investindo muito na qualificação para criar competitividade”, afirmou, citando que, nos últimos meses, o setor da indústria é um dos que mais vem demitindo e por isso precisa urgentemente de políticas que busquem sua modernização e inovação para poder competir.

Nesse sentido, ele anunciou que, na próxima semana, será instaurado um comitê interministerial, composto pelo MTE, MDIC e Ministério da Fazenda, para iniciar um processo de discussão da modernização do parque industrial brasileiro. “Vamos discutir a desburocratização dos entraves e a modernização, além da NR 12, que é uma das reclamações recorrentes do setor industrial”, apontou.

Caged

Pelos dados do Caged, o País voltou a perder vagas de empregos formais no mês de maio e teve uma redução de 115.599 postos de trabalho. Esse é o pior resultado para meses de maio desde o início da série histórica do indicador, em 1992. No acumulado do ano, a queda registrada no emprego atingiu o montante de 243.948 postos de trabalho, ou seja,0,59% e, nos últimos 12 meses, ocorreu a redução de 452.835 empregos.

Os setores que registraram as maiores perdas foram da indústria da transformação, com baixa de 60.989 postos, o setor de serviços com queda de 32.602 empregos e o setor da construção civil com menos 29.795 postos. O desempenho do setor da indústria da transformação originou-se da queda de todos os ramos com destaque para a indústria de produtos alimentícios (-8.604 postos), indústria mecânica (-8.373 postos), indústria metalúrgica (-7.861 postos) e indústria de material de transporte (-7.715 postos).

Apesar da crise, Mato Grosso do Sul foi um dos Estados que apresentou desempenho positivo em relação ao comportamento do emprego, seguido por Goiás, Acre e Piauí. Em contrapartida, os Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os principais responsáveis pela perda do emprego no mês de maio.

Setor industrial de MS

O emprego formal na indústria sul-mato-grossense encerrou mais um mês com redução liquida de postos de trabalho. Em maio, o conjunto das atividades industriais (indústria de transformação, indústria da construção, indústria extrativa e SIUP) apresentou saldo negativo de 453 vagas. No acumulado do ano, o total de vagas encerradas nas atividades industriais do Estado sobe para 1.012. Por fim, nos últimos 12 meses, o resultado é de 9.998 postos de trabalho fechados.

Com o resultado o conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou maio de 2015 com um contingente de 132.603 trabalhadores formalmente empregados, queda de 0,31% em relação a abril. Os segmentos industriais com pior desempenho em 2015 são indústria da construção (-1.194), indústria metalúrgica (-191), indústria de produtos alimentícios e bebidas (-186) e indústria do vestuário e têxtil (-145).

“O resultado do Caged, infelizmente, só confirma o cenário de ajuste recessivo pelo qual a economia brasileira passa em 2015. Outros levantamentos como a Sondagem Industrial e Índice de Confiança do Empresário da Indústria já adiantam há algum tempo a fragilidade e a falta confiança existentes no ambiente econômico nacional e estadual”, analisou Ezequiel Resende Martins, coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Ainda de acordo com Ezequiel Resende, o nível de atividade não deve apresentar uma melhora de desempenho no curto prazo em Mato Grosso do Sul. “Especialmente no atual cenário, marcado pelo crescente desemprego, queda da renda do trabalhador, maiores restrições em relação ao crédito e, para finalizar, inflação em alta mesmo com a atividade em queda”, afirmou.

Reportagem – Daniel Pedra  

Longen destaca esforço do Governo de reduzir alíquota do ICMS em prol da competitividade

Longen destaca esforço do Governo de reduzir alíquota do ICMS em prol da competitividade

Longen destaca esforço do Governo de reduzir alíquota do ICMS em prol da competitividade Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a entrega do projeto de lei que reduz a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a comercialização do óleo diesel de 17% para 12% à Assembleia Legislativa e a intenção de encaminhar outros projetos de lei para atender os demais setores com o benefício da redução tributária são sinais claros do Governo do Estado de promover as mudanças necessárias para fazer o setor produtivo sul-mato-grossense mais competitivo.

“Ao tomar essas medidas, o Governo do Estado demonstra preocupação com o desenvolvimento econômico do Estado. Um posicionamento que já tinha ficado evidente com a adesão ao Movimento Brasil Competitivo (MBC), que viabilizou um acordo de cooperação técnica entre o Estado e o Movimento para garantir uma gestão comprometida em alcançar resultados expressivos, desenvolver a atuação das secretarias estaduais, recuperar a situação econômica e melhorar os serviços básicos prestados à sociedade”, recordou Sérgio Longen.

Ao avaliar a redução da alíquota do ICMS sobre o óleo diesel e a possibilidade de estender o benefício a outros setores, o presidente da Fiems reconhece o esforço do Governo do Estado. “Acreditamos que caminha para ser atendida a nossa proposta de reduzir de 17% para 12% a alíquota do ICMS sobre a energia durante a vigência do sistema de bandeiras tarifárias, que indica se a energia custa mais ou menos em virtude das condições de geração de eletricidade”, analisou.

Pela proposta do setor produtivo, representado pela Fiems, Famasul, Fecomércio, Faems e FCDL, entregue no dia 10 de março deste ano ao governador Reinaldo Azambuja, a alíquota do ICMS seria reduzida de 17% para 12% sobre a tarifa de energia elétrica durante o período de bandeira tarifária vermelha para a agropecuária, indústria, comércio e serviços. A solicitação feita pelas federações representativas do setor produtivo é respaldada pelas conclusões que demonstram estudo onde ficaram evidenciadas as graves consequências para as quais caminha o setor produtivo em decorrência da alta de até 46,27% para os consumidores de alta e média tensão.

Reportagem – Daniel Pedra    

Alunos da Rede E-TEc de Dourados vivenciam prática em aula realizada no projeto Fazendinha

Alunos da Rede E-TEc de Dourados vivenciam prática em aula realizada no projeto Fazendinha

O encontro presencial está previsto no cronograma do curso Técnico em Agronegócio oferecido pelo Senar/MSAs três turmas de alunos do curso Técnico em Agronegócio, oferecido pelo programa Rede e-Tec, do Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, finalizam este mês o primeiro semestre de estudos. O curso é oferecido na metodologia EaD – Ensino à Distância e conta com polos presenciais nos municípios de Dourados, Inocência e Maracaju onde acontecem as aulas e plantões de dúvidas.

No sábado (13), os alunos de Dourados participaram da primeira aula prática sobre “Técnica de Produção Vegetal”, no espaço Fazendinha, localizado no Sindicato Rural e puderam vivenciar como são feitas as etapas produtivas de plantio, sistemas de cultivo, análise e interpretação do solo.

Para Fernando Cazarin Mendes, 30 anos, que é funcionário de uma usina sucroalcooleira da região, a aula ofereceu uma oportunidade de complementar o conteúdo teórico e demonstrar na prática alguns segmentos de trabalho do setor. “Já atuei na área comercial de agricultura e hoje trabalho em uma usina, mas ainda não tinha tido este contato inicial do sistema produtivo. Por isso, fiquei satisfeito em aprender mais informações que me auxiliarão na escolha do segmento no qual poderei investir profissionalmente”, analisa.

O administrador de empresas, José Carlos Méda, 58 anos, revela que este é o segundo curso que frequenta na modalidade EaD, na qual já possui experiência. “Trabalho há 35 anos na agropecuária e resolvi participar da qualificação, depois de fazer outros cursos oferecidos à distância pelo Senar. Como meu trabalho exige muitas viagens foi a maneira que encontrei para estar sempre atualizado, tendo a opção de horários flexíveis”, argumenta.

Na opinião da estudante Denise Rafaele Gzik, 23 anos, o curso oferecido pelo Senar/MS foi a oportunidade que encontrou para aliar o interesse pela agropecuária, com uma qualificação que ampliasse as opções de trabalho no setor. “Meu objetivo é trabalhar no setor e atualmente concilio a faculdade de Administração de Empresas com Técnico em Agronegócio, ambos à distância. Confesso que o curso profissionalizante superou minhas expectativas e o aprendizado tem sido gratificante”, revela.

Avaliação profissional – O engenheiro agrônomo e instrutor do Senar/MS, Dorly Scariot Pavei, ressalta que a exposição prática terá mais uma etapa, mas, os alunos já demonstraram no primeiro encontro dedicação e interesse pelo trabalho no campo. “A participação foi ativa e a turma teve oportunidade de sanar dúvidas e questionar temas que não conheciam. O que mais me chamou a atenção foi o desejo de aprender e a experiência de alguns, que compartilharam suas experiências profissionais”, pontua.

Pavei comenta que o espaço colaborou bastante para o sucesso da aula, pois, como foi realizado no Sindicato Rural, localizado no Parque de Exposições de Dourados, propiciou ainda o contato com algumas máquinas utilizadas no manejo da lavoura. “Mostramos aos participantes algumas máquinas como as semeadeiras e plantadeiras e ainda, no espaço Fazendinha, analisamos algumas culturas como milho e fruticultura”.

De acordo com o superintendente regional do Senar, Rogério Beretta, a tecnificação do segmento rural comprova porque o agronegócio continua a ser o setor mais produtivo do país e aponta para uma mudança na oferta de vagas de trabalho. “O estabelecimento e importância do agronegócio são comprovados por resultados na economia nacional, já que foi o único setor a apresentar crescimento no PIB – Produto Interno Bruto no primeiro trimestre do ano, de 4,7%, segundo dados divulgados pelo IBGE. Em razão disso, o resultado não poderia ser diferente e muitas pessoas que saíram da área rural para estudar e construir uma profissão estão voltando para o campo, por perceber a oportunidade de conseguirem melhores opções de trabalho”, considera.

No cronograma do curso com carga horária de 1.200 horas/aulas e dois anos de duração estão previstas aulas práticas realizadas conforme a disciplina oferecida na plataforma online, ministradas por profissionais do Senar/MS e de instituições reconhecidas no setor.

Sobre o Sistema Famasul – O Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) é um conjunto de entidades que dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representam os interesses dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul. É formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) e pelos sindicatos rurais do Estado.

O Sistema Famasul é uma das 27 entidades sindicais que integram a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Como representante do homem do campo, põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização do homem do campo. O produtor rural sustenta a cadeia do agronegócio, respondendo diretamente por 17% do PIB sul-mato-grossense.

Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul

Atividade industrial continua sem sinais de expansão, aponta Sondagem da Fiems

Atividade industrial continua sem sinais de expansão, aponta Sondagem da Fiems

A Sondagem Industrial, realizada em maio deste ano pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas sul-mato-grossenses, aponta que a atividade industrial continua sem sinais de expansão em curto prazo e segue ritmo moderado. “No comparativo com o mês imediatamente anterior, maio de 2015 marcou o 12º resultado sem aumento da produção industrial no Estado. Ou seja, há um ano a atividade industrial em Mato Grosso do Sul se mantém, na média, no mesmo nível”, destacou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Ele acrescenta que a utilização da capacidade instalada segue persistentemente abaixo do usual. “Em maio, a ociosidade média em Mato Grosso do Sul atingiu 35%. O índice marcou 36,6 pontos em maio, queda de 7,9 pontos no comparativo com abril de 2014, mantendo o resultado muito abaixo do patamar considerado adequado para o mês, que é alcançado quando o indicador se situa em torno dos 50 pontos. Por fim, a utilização média da capacidade instalada nas indústrias pesquisadas foi de 65%”, afirmou.

Ezequiel Resende reforça que seguem fracas as expectativas do industrial sul-mato-grossense. “Os índices que medem a expectativa em relação à demanda por seus produtos, quantidade exportada, número de empregados e compras de matérias-primas ficaram, mais uma vez, abaixo dos 50 pontos, indicando que os empresários da indústria estadual não acreditam em melhoras significativas para estas variáveis nos próximos seis meses a partir de maio”, analisou.

ICEI e Intenção de Investimento

Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial em Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) segue nos mais baixos patamares da série histórica com o mês de junho de 2015, sendo o 11º mês consecutivo com o índice inferior aos 50 pontos. “O ICEI marcou 38,6 pontos em junho. O resultado permanece abaixo da linha divisória dos 50 pontos, principalmente, pelo pessimismo apresentado em relação às atuais condições da economia brasileira, sendo a variável de pior desempenho, marcando somente 22,7 pontos. Na comparação com igual mês do ano passado, o Índice apresenta queda de 14,8 pontos”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Em junho, para 88,6% dos respondentes as condições atuais da economia brasileira pioraram, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, a piora foi apontada por 84,7% dos participantes. Com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 56,7% dos respondentes, enquanto para 38,3% elas não se alteraram. Para os próximos seis meses, 62,3% dos respondentes mostraram-se pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto no caso da economia estadual o pessimismo foi apontado por 57,6% dos participantes da pesquisa. Com relação ao desempenho da própria empresa, considerando os próximos seis meses, 32,2% dos respondentes mostraram-se pessimistas, patamar ainda próximo aos dos que acham que a situação permanecerá igual, que chegou a 39%.

Na média, a intenção de investimento do empresário industrial de Mato Grosso do Sul segue sem apresentar melhora. “O industrial sul-mato-grossense mostra-se pouco confiante em relação aos investimentos para os próximos seis meses. O indicador de intenção de investimento marcou 39,6 pontos em junho, recuo de 38,9% sobre igual mês do ano passado. Por fim, 73,8% dos respondentes disseram que não pretendem realizar investimentos nos próximos seis meses a partir de junho.

 Reportagem – Daniel Pedra 

Longen destaca investimentos de R$ 33,73 bilhões das indústrias em MS

Longen destaca investimentos de R$ 33,73 bilhões das indústrias em MS

Nos últimos 30 dias pelo menos 13 indústrias anunciaram investimentos da ordem de R$ 33,73 bilhões em Mato Grosso do Sul a partir deste ano e que juntos devem gerar até 50 mil empregos diretos e indiretos no Estado. As informações foram repassadas pelo presidente da Fiems, Sérgio Longen, durante entrevista ao Programa Bom Dia MS, da TV Morena, nesta sexta-feira (12/06).

Segundo Sérgio Longen, o montante são oriundos de projetos de ampliação e de implantação da Eldorado Brasil (R$ 8 bilhões), CRPE Holding (R$ 8 bilhões), Fibria (R$ 7,7 bilhões), CCR MS Via (R$ 5,5 bilhões), BBCA Group (R$ 1,2 bilhão), International Paper (R$ 900 milhões), ADM           Brasil (R$ 750 milhões), CPX (R$ 567,7 milhões), BioUrja (R$ 420 milhões), Grupo Asperbras (R$ 304 milhões), Cargill (R$ 240 milhões), Frigorífico Aurora (R$ 120 milhões) e Latasa (R$ 30 milhões), entre outras indústrias que estão em processo de instalação no Estado.

“Graças a esses investimentos, a situação das indústrias de Mato Grosso do Sul é menos preocupante que as de outras empresas do setor em nível nacional. Temos muitos pontos positivos no Estado e é nessa linha de atuação que estamos tocando os grupos de trabalho criados pelo CMC (Comitê de Monitoramento da Crise). Temos investimentos dos mais variados segmentos da indústria em todo o Estado, superando a casa dos R$ 33 bilhões em projetos identificados com grande potencial e que se iniciam ainda neste ano”, garantiu o presidente da Fiems.

Ele destaca que esses projetos estão sendo implantados e gerarão até 50 mil empregos diretos e indiretos, o que trará uma estabilidade para todo o Estado. “A indústria, para se ter uma ideia, deve apresentar um crescimento nominal do PIB Industrial entre 9 e 12% neste ano, saindo de R$ 12,6 bilhões em 2014 para até R$ 14,2 bilhões em 2015, ou seja, são números bastante significados e é nessa direção que o CMC vai trabalhar, também levando para os municípios do interior ações de desenvolvimento executadas pela Fiems, Fecomércio-MS, Famasul, Faems e Sebrae/MS, para que tenhamos o resultado menos impactante da crise financeira nacional aqui no Estado”, projetou.

Empregos

Sérgio Longen acrescente que a edificação das duas novas plantas da Fibria e Eldorado em Três Lagoas devem reaquecer a indústria da construção civil na região, que foi uma das que mais sentiram com a crise, registrando um número expressivo de demissões. “Essas duas novas plantas trarão um sossego aos trabalhadores da construção na região da costa leste do Estado. No entanto, não é somente em Três Lagoas que os bons ventos começam a soprar, várias indústrias anunciaram investimentos em Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Maracaju, Bela Vista, Chapadão do Sul, Água Clara, São Gabriel do Oeste e Paranaíba. Isso deve contrabalancear as demissões registradas nos últimos meses”, analisou.

O presidente da Fiems reforça que os anúncios de investimentos no Estado podem ser creditados à localização privilegiada de Mato Grosso do Sul e aos incentivos fiscais oferecidos pelo Governo. “O empresário preza muito o fato de o Governo do Estado buscar mais agilidade na concessão dos incentivos, bem como as prefeituras com oferecimento de benefícios. Além disso, é levado em consideração o apoio disponibilizado pelo Sistema Fiems, por meio do Sesi, Senai e IEL, com serviços técnicos e tecnológicos e qualificação profissional”, exemplificou.

Ele destaca que, de certa forma, o setor industrial, com esses investimentos, contribuem positivamente para a economia estadual, gerando mais emprego e melhor renda para os trabalhadores. “Porém, para garantir uma boa colocação no mercado que se abre, o trabalhador precisa de qualificação, que é importante e somente nessa linha vamos supera a crise no Estado. O trabalhador deve procurar se qualificar e se requalificar para zelar pelo emprego até porque os benefícios sociais oferecidos pelo Governo Federal já estão sendo revistos. Nós entendemos que só vamos conseguir vencer a crise com trabalho e planejamento das nossas ações”, finalizou.

MONTANTE DOS INVESTIMENTOS NO ESTADO

 

INDÚSTRIA

INVESTIMENTO

CIDADE

Eldorado

R$ 8 bilhões

Três Lagoas

CRPE Holding

R$ 8 bilhões

Ribas do Rio Pardo

Fibria

R$ 7,7 bilhões

Três Lagoas

CCR MS Via

R$ 5,5 bilhões

Ao longo da BR-163

BBCA Group

R$ 1,2 bilhão

Maracaju

International Paper

R$ 900 milhões

Três Lagoas

ADM

R$ 750 milhões

Campo Grande

CPX

R$ 567,7 milhões

Bela Vista

BioUrja

R$ 420 milhões

Chapadão do Sul

Asperbras

R$ 304 milhões

Água Clara

Cargill

R$ 240 milhões

Três Lagoas

Aurora

R$ 120 milhões

São Gabriel do Oeste

Latasa

R$ 30 milhões

Paranaíba

Total – R$ 33,73 bilhões

 Reportagem – Daniel Pedra 

Alta cotação do bezerro segue desafiando mercado de recria e engorda 

Alta cotação do bezerro segue desafiando mercado de recria e engorda 

Na contramão da economia brasileira, os pecuaristas que se dedicam a cria comemoram diariamente o cenário positivo que se firma com a valorização dos bezerros. Em Mato Grosso do Sul, recordes consecutivos de comercialização são batidos e chegam a atingir R$ 2,8 mil no animal de 8 a 10 meses de idade. Essa valorização tem colocado em cheque a rentabilidade dos ciclos de recria e engorda e desafiado o pecuarista brasileiro.

O valor alcançado pelos bezerros da Fazenda 3R, em Figueirão (MS), representam um ágio de 100% em relação ao valor de mercado anunciado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). “A cria passou de patinho feio para o ciclo produtivo mais rentável da pecuária nos últimos anos”, afirma o pecuarista Rubens Catenacci, que desenvolveu um manejo próprio para estimular as cotações dos seus bezerros, em relação aos praticados no mercado, e com isso tem superado valores nacionais.

Por outro lado, o valor da arroba do boi gordo, que bate à porta da indústria frigorífica e coloca os executivos em cautela, apesar de mais valorizado do que nunca, não é só motivo de comemoração para o produtor rural, mas também preocupação para quem opta pela engorda, já que quanto maior tempo o gado permanecer na propriedade até atingir o peso de abate, maiores serão os custos com o animal. “É sem dúvida um desafio para o mercado, principalmente para o pecuarista, que está colocando na ponta do lápis seus resultados e decidindo pelos ciclos mais rentáveis para a propriedade”, enfatiza o gerente da Fazenda 3R, Rogério Rosalin.

A solução para Catenacci está no investimento no animal precoce. O criador reúne genética, nutrição e manejo próprio, aumenta seus invesimentos que chegam a atingir 50% do valor do bezerro, mas dimensiona também o faturamento com a cria.

Para se manter acima das cotações e oferecer ao mercado carne de maior qualidade em sua propriedade, Catenacci desafiou o rebanho e desenvolveu o Creep Confinatto 3R, técnica semelhante ao creep feeding, em que se disponibiliza uma suplementação alimentar aos bezerros. Na adaptação do criador foi necessário o desenvolvimento de uma ração específica, com nutrientes capazes de desenvolver significativamente o rúmen dos animais, o que contribui para a velocidade no ganho de peso.

No sistema desenvolvido pelo produtor rural os bezerros são apartados das matrizes e ficam fechados por três horas se alimentando da ração, enquanto que as matrizes voltam para o pasto e se alimentam do capim. Em seguida todo os animais são encaminhados para um novo piquete, onde os bezerros vão amamentar e se alimentar de um novo capim por três dias, até retornarem o contato com a ração.

“Tecnologia não está necessariamente atrelada à queda de custos, mas a técnicas que aumentam a lucratividade de forma efetiva. Acreditamos que a ciência está ai para agregar e a utilizamos para um bem coletivo, atendendo um mercado exigente com produção de qualidade, não pensamos apenas na receita, apesar de estar bastante satisfatória”, pontua Catenacci.

Como comercializar

Entre as opções mais vantajosas para comercialização de de bezerros, segundo Catenacci, que trabalha sob a meta de disponibilizar ao mercado 3 mil animais para reposição por ano, está o formato de leilão. “Leilão tornou-se uma indústria sem dimensão que atinge produtores rurais em diferentes regiões por meio da TV e internet. Além de apresentarmos maior volume de animais de uma única vez, democratizamos a genética e os compradores competem nos preços, o que pode somar muito ao valor final”, destaca.

A meta da Fazenda 3R neste ano já foi superada em mil animais e no dia 20 de junho, juntamente com outros criadores outros três 3 bezerros serão comercializados em Figueirão. Os lotes destaques que têm atingido valores bastante significativos são comportos por bezerros nelores pintados, que chama a atenção pelo potencial e beleza racial que agregam ao plantel.

Diego Silva