ago 6, 2015 | Economia

Inflação sobe na Capital e atinge 0,51%
Depois de cinco meses registrando quedas consecutivas, a inflação de Campo Grande voltou subir. O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) de julho, divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Universidade Anhanguera-Uniderp, fechou o mês em 0,51%, bem acima da inflação de junho, que foi de 0,31%, a menor de 2015. O índice do mês passado superou em 0,29% julho de 2014, quando o indicador registrado foi de 0,22%.
Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza, a conduta da inflação registrada no mês passado revela um cenário preocupante na Capital. “O retorno da inflação ao centro da meta estabelecido pelo CMN, que é de 4,5%, só deverá ocorrer em meados de 2016, se as medidas tomadas pelas autoridades responsáveis forem bem-sucedidas, já que as taxas mensais de inflação do ano de 2014 foram muito baixas se comparada com as atuais. Podem-se citar como exemplos, a inflação do mês de julho do ano passado foi de 0,22%, a do mês de agosto 0,23%, a de setembro 0,25%, índices muito difíceis de serem alcançados neste ano em Campo Grande”, revela o pesquisador.
Neste mês de julho a capital foi beneficiada com uma redução significativa nos preços dos combustíveis, com promoções da gasolina e do etanol e uma redução do ICMS do diesel, que impactou em média -6,6% no preço, fazendo com que o grupo Transportes, com deflação de (-2,37%), com uma contribuição negativa de (-0,35%), propiciando uma menor taxa de inflação na capital. Outro grupo que registrou queda foi Educação, com -0,02%.
Por outro lado, no mês de julho aconteceu um reajuste na taxa de água/esgoto da capital, em média de 8,21%, fazendo com que o índice do grupo Habitação atingisse 1,26%, contribuindo com 0,41% para o índice de inflação.
Outros grupos pesquisados que registraram alta foram: Despesas Pessoais (2,67%), Alimentação (0,75%), Saúde (0,65%) e Vestuário (0,19%).
Inflação acumulada – A inflação acumulada nos últimos doze meses, em Campo Grande, é de 9,39%, muito acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 6,5%. As maiores inflações no período, por grupo, foram: Alimentação com 12,08%, Habitação com 12%, Despesas Pessoais com 11,30% e Transportes com 9,69%. O grupo Vestuário está com deflação de -0,24%.
O professor Celso Correia compartilha que ainda há tendência de aumento da inflação acumulada. “O índice está se aproximando perigosamente de atingir os dois dígitos, ou seja, se tornar maior que 10%, que, certamente, terá uma grande repercussão negativa por parte da comunidade campo-grandense”, considera.
Ponderando os sete meses de 2015 a inflação acumulada já ultrapassou o teto da meta, chegando a de 7,24%. Destacam-se com as maiores inflações acumuladas os grupos: Habitação com 11,49%, Despesas Pessoais com 9,48% e Educação com 7,69%. No período o grupo Vestuário registra deflação acumulada de -0,96%.
Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação do mês de julho foram: Taxa de água/esgoto (0,32%), pescado fresco (0,07%), acém (0,07%), papel higiênico (0,04%), leite pasteurizado (0,03%), blusa (0,03%), paleta (0,02%), aluguel apartamento (0,02%), aluguel de casa (0,02%) e batata (0,02%).
Já os dez itens que mais ajudaram a segurar a inflação nesse período com contribuições negativas foram: diesel (-0,18%), gasolina (-0,14%), etanol (-0,06%), vestido (-0,04%), alcatra (-0,03%), tomate (-0,02%), frango congelado (-0,02%), óleo de soja (-0,01%), maçã (-0,01%), milho para pipoca (-0,01%).
Segmentos
O grupo Habitação apresentou elevação de 1,26% em relação ao mês anterior. Alguns produtos/serviços deste grupo que sofreram majorações de preços foram: taxa de água/esgoto (8,21%), vela (3,78%), esponja de aço (3,17%), entre outros com menores aumentos. Quedas de preços neste grupo ocorreram com: limpa vidros (-2,69%), carvão (-2,37%), saponáceo (-1,99%), entre outros.
O índice de preços do grupo Alimentação apresentou alta de 0,75%. Os maiores aumentos que ocorreram em produtos desse grupo foram: pescado fresco (11,56%), limão (9,86%), cebola (9,62%), paleta (8,89%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com tomate (-11,10%), repolho (-8,09%), abóbora (-7,80%), entre outros.
O pesquisador da Anhanguera-Uniderp explica os motivos da variação. “O grupo Alimentação sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes. Alguns produtos aumentam de preços ao término da safra, outros diminuem de preços quando entram na safra. Quando o clima é desfavorável há aumentos de preços, ocorrendo quedas quando o clima se torna favorável”, diz Souza.
Dos quinze cortes de carnes bovinas pesquisados, sete tiveram quedas nos preços, oito sofreram elevações. As reduções foram identificadas com: alcatra (-2,37%), cupim (-1,67%), fígado (-1,21%), costela (-1,11%), picanha (-0,95%), contra filé (-0,61%), vísceras de boi (-0,14%). Os maiores aumentos de preços ocorreram com: paleta (8,89%), acém (8,81%), músculo (3,27%), filé mignon (2,75%), peito (2,72%), patinho (2,09%), coxão mole (1,70 %) e lagarto (-0,90%).
“Percebe-se que está existindo a migração do consumidor para os cortes de segunda, de menores preços, fazendo com que esses cortes subam de preços. Com a expressiva alta do dólar, que poderá favorecer a exportação da carne bovina, a tendência é de que o valor do produto não recue a curto prazo, pois, estamos na entressafra, com redução da oferta de boi gordo para o abate”, analisa o pesquisador da Uniderp.
No mês passado, o frango resfriado teve redução de preço de 2,40% e miúdos, queda de 1,19%. Quanto à carne suína, o aumento foi de 2,97% na bisteca e a diminuição de ocorreu com pernil (-3,63%) e costeleta (-2%).
“Com o alto preço da carne bovina, o consumidor pode migrar para cortes mais baratos resultando em novos aumentos. As carnes de frango e suína, com valores já bastante baixos, continuam sendo boas opções para a substituição à carne bovina”, observa o professor Celso.
Com relação ao grupo Transportes houve uma forte queda, da ordem de -2,37%, devido à redução de preços de combustíveis. O diesel registrou -6,60%, gasolina -4,01% e etanol -3,22%. Altas de preços ocorreram com passagens de ônibus interestadual (7,47%), de ônibus intermunicipal (1,69%) e automóvel novo (0,53%).
O grupo Despesas Pessoais apresentou uma forte elevação em seu índice: 2,67%. Alguns produtos/serviços desse grupo que tiveram aumentos de preços foram: papel higiênico (8,94%), creme dental (5,21%), xampu (3,42%), entre outros. Queda de preço ocorreu somente com produto para limpeza de pele (-0,03%).
O grupo Saúde registrou alta de 0,65% e não houve nenhuma queda de preço em produtos deste grupo. Os itens com maiores aumentos foram: antidiabético (5,28%), psicotrópico e anorexígeno (3,69%), antimicótico e parasiticida (3,05%), entre outros.
Contrariando o comportamento de queda de junho, o grupo Vestuário, em julho, teve elevação em torno de 0,19%. Aumentos de preços que ocorreram com: sapato feminino (2,67%), blusa (2,37%), short e bermuda masculina (1,33%), entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com: vestido (-6,81%), saia (-2,93%), sapato masculino (-0,78%), entre outros.
O grupo Educação também apresentou uma moderada deflação de -0,02%, devido a pequenas quedas de preços em produtos de papelaria.
IPC/CG – O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC / CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O Índice busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Universidade Anhanguera-Uniderp divulga mensalmente o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande.
Reportagem – Cidiana Pellegrin
jul 21, 2015 | Economia

Exportações de cooperativas crescem no primeiro semestre Mato Grosso do Sul é um dos destaques
Segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC), de janeiro a junho deste ano, as exportações feitas por cooperativas cresceram 4,22% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando um montante de US$ 2,79 bilhões. Em 2014, o total exportado foi US$ 2,68 bilhões.
Ao compararmos os valores das operações de exportação da última década, o resultado é ainda mais significativo: as exportações feitas por cooperativas cresceram em torno de 2,7 vezes entre os anos de 2005 e 2015, nos meses de janeiro a junho. Há 10 anos, a participação das cooperativas no montante global de exportação era de US$ 1,02 bilhão.
Tendo como sua principal fonte de exportação os produtos agropecuários, as cooperativas representaram 6,4% do total exportado pelo setor no período. Vale ressaltar que esses números são das operações de exportação realizadas diretamente pelas cooperativas.
PARCEIROS COMERCAIS – No primeiro semestre, os produtos das cooperativas foram absorvidos, principalmente, pelos mercados da China, Alemanha, Estados Unidos, Emirados Árabes e Japão. Confira abaixo os principais produtos importados por estes países:
– China – 69% do valor global exportado para a China (US$ 528,7 milhões), correspondem a soja (mesmo triturada), seguido pela carne de frango (congelada, fresca ou refrigerada incluindo miúdos), com 22,9%;
– Alemanha – Os alemães importaram do Brasil US$ 224,2 milhões no primeiro semestre deste ano. Deste total, 47,3% foram farelo de soja e 43,3% café (cru em grão);
– Estados Unidos – O volume de produtos de cooperativas exportado no período para a nação americana correspondeu a US$ 219,1 milhões. Os dois principais itens foram café (cru em grão), com 65%, e o etanol, com 32,3% de participação;
– Emirados Árabes – Foram importados pelos Emirados Árabes US$ 194,7 milhões nos seis primeiros meses deste ano. O açúcar refinado ocupa a primeira colocação na lista de produtos mais adquiridos, com 79% do valor global. A segunda posição do ranking ficou com a carne de frango (congelada, fresca ou refrigerada incluindo miúdos), com 19,2%;
– Japão – O principal produto importado do Brasil pelos japoneses foi a carne de frango (congelada, fresca ou refrigerada incluindo miúdos), 52,1% do total de US$ 130 milhões foram deste item. Ao passo que o café, segundo produto mais procurado pelo Japão, foi o responsável por 41,4%.
Na lista de parceiros comerciais também aparecem: Arábia Saudita, Países Baixos, Hong Kong, Índia, Indonésia, Malásia, Reino Unido, Coreia do Sul, Vietnã, África do Sul, dentre outros.
ESTADOS EM DESTAQUE – As unidades da federação que mais se destacaram nos seis primeiros meses deste ano são o Paraná, com 33,6% das operações de exportação, respondendo pelo montante de US$ 940,8 milhões e São Paulo, exportando US$ 596,9 milhões, equivalente a 21,3% do percentual total. Confira outros destaques:
jul 16, 2015 | Economia

Sintest e Sesi promovem 1º Workshop de Segurança, Saúde e Meio Ambiente
O Sintest/MS (Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho de Mato Grosso do Sul) e o Sesi promovem, dias 24 e 25 de julho, no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande (MS), o 1º Workshop de Segurança, Saúde e Meio Ambiente para levar conhecimento aos trabalhadores do transporte de cargas perigosas e representantes de instituições prestadoras de serviços de urgência e emergência. Além disso, o evento contará ainda, no dia 25 de julho, com um exercício simulado de acidente rodoviário, que encenará um acidente rodoviário com produtos perigosos.
O evento tem como público alvo trabalhadores da área de líquidos e combustíveis inflamáveis, da indústria da construção civil e pesada, da indústria sucroenergética e de indústrias diversas. O workshop também busca abranger representantes da PRF, Corpo de Bombeiros, SAMU, Defesa Civil, Grupo de Patrulhamento Aéreo, engenheiros de segurança, técnicos e tecnólogos de segurança no trabalho, ergonomistas, terapeutas ocupacionais, médicos do trabalho, acadêmicos de engenharia e estudantes de cursos técnicos e tecnólogos de segurança no trabalho.
Programação
A programação do 1º Workshop de Segurança, Saúde e Meio Ambiente começa às 8 horas do dia 24 de julho com cursos sobre direção defensiva (prevenção de acidentes) e sobre brigada de incêndio e primeiros socorros, enquanto às 14 horas tem os cursos de legislação MOPP (Movimentação e Operação de Produtos Perigosos) e gerenciamento de CIPA (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes). No período da noite, às 19h30, será realizada a solenidade de abertura e, logo em seguida, tem uma palestra sobre prevenção de acidentes no meio ambiente de trabalho, proferida pela PRF.
No dia 25 de julho, às 8 horas, tem curso sobre NR 33 (Norma Regulamentadora), que trata sobre segurança no trabalho em espaços confinados, e NR 35, que trata sobre segurança no trabalho em altura. Já no período da tarde, a partir das 13h30, será realizado um grande exercício simulado de acidente rodoviário com produtos perigosos, com a participação de todos os envolvidos, desde PRF e Corpo de Bombeiros até os trabalhadores.
Reportagem – Daniel Pedra
jul 14, 2015 | Economia

A potencialidade de comercialização da carne brasileira para a China e Estados Unidos se tornou um desafio para indústria
A potencialidade de comercialização da carne brasileira para a China e Estados Unidos se tornou um desafio para indústria, mas também para o criadores brasileiros que ampliam a responsabilidade de produzir animais, em maior volume e qualidade, na meta de atender mercados cada vez mais criteriosos. Segundo a JBS, dentro deste cenário, a falta de sincronia entre os pecuaristas pode não deve prevalecer e a região Centro-Oeste terá papel imprescindível, por se tratar da região com maior volume de produção e com níveis de qualidade a se elevar.
Segundo Eduardo Krisztán Pedroso, do setor de originação da multinacional, há um processo de produtividade com qualidade a ser superado e que atenda aos desafios. “Temos que mudar a fase da nossa produção de proteína, sair da carne ingrediente para alcançar a culinária e a gourmet. A evolução de mercado requer mudança de modelo mental. Há um longo caminho a ser seguido, ainda que tenhamos projetos de ponta em nossa pecuária, não há sincronia do campo”, sinaliza.
Entre as respostas para a frenética demanda por carne dentro e fora do País, o diretor geral do Grupo Nelore Grendene, Ilson Corrêa, aponta que há estratégias da porteira para dentro, mas concorda quanto à necessidade de sincronia entre os produtores rurais. “Realizamos, anualmente, o maior leilão de touros do mundo, com a finalidade de distribuir genética capaz de desenvolver outros plantéis com a mesma capacidade que a Fazenda Ressaca. Em contrapartida, verificamos que há produtores que não cumprem com o dever de casa e deixam de investir. Isso estimula um decréscimo na qualidade, com impacto para toda classe produtora”, destaca Corrêa. “A busca por qualidade está na base. Cabe ao pecuarista empreendedor optar pela produção de carne de alto padrão e ter valorização do seu produto, ou então se manter em moldes arcaicos, oferecendo ao mercado uma carne sem muitos atributos, ignorando a genética disponível”, completa.
Como todo o mercado, independente do ramo, há o que se melhorar na pecuária nacional e não é diferente no Estado que concentra o maior rebanho do País, Mato Grosso. “Nós, e os pecuaristas, temos a responsabilidade de colocar, na mesa do consumidor, uma carne macia e saborosa, que será apreciada diariamente. A população está crescendo e dispondo de mais renda, isso aumenta o nosso trabalho, pois, a cada dia, haverá mais pessoas demandando um produto melhor, que vem de animais castrados, novilhas gordas ou animais inteiros, com idade máxima de dois anos e acabamento de gordura superior a três milímetros”, afirma Pedroso.
Dados que confirmam o cenário desenhado pelo diretor da Nelore Grendene foram levantados, recentemente, pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), no estudo sobre a imagem da carne brasileira no mercado externo. Das classificações possíveis entre carne ingrediente, culinária ou gourmet, a proteína animal produzida no Brasil ainda está no nível ingrediente, sob a ótica dos importadores, com destino prioritário para produtos industrializados, como embutidos, conservas e carne moída, ou seja, produto regular de mercado, sem valor agregado. “Existem oportunidades para melhoria dos resultados da cadeia produtiva da carne bovina, em geral. Para tanto, é necessário expandir a educação comercial do produtor, com foco na produção de carne de qualidade e atendimento das expectativas do consumidor”, garante Eduardo Krisztán Pedroso.
Há uma barreira a ser derrubada pelos criadores, segundo o JBS, que ao analisar os abates de animais no sudoeste de MT com o Brasil, detecta a oportunidade para reduzir a idade de abate e melhorar o acabamento das carcaças.
O Farol da Qualidade da JBS, matriz que aponta a qualidade das carcaças, considerando parâmetros de sexo, idade, peso e acabamento, revela que apenas 10% dos animais abatidos no Vale do Guaporé têm carcaças que se enquadram no Farol Verde, ou seja, possuem características desejáveis pelo mercado da carne. No Brasil, essa média é de 14%, percentual também considerado baixo. Carcaças no Farol Amarelo, com características toleráveis, são 54% no sudoeste do Estado, contra 53% de média nacional. Já as carcaças no Farol Vermelho, padrão indesejável pelo mercado, somam 36%, três pontos além do indicado na média brasileira, de 33%. Segundo a multinacional, os números mostram uma oportunidade de melhoria genética do rebanho da região, criando bezerros com potencial para maior ganho de peso e precocidade de acabamento. Isso se soma à disponibilidade de grãos, o que é necessário para a intensificação da atividade. Uma porta aberta para a região seguir evoluindo no tripé da produção animal: genética, nutrição e manejo.
Sobre o aumento da rentabilidade do produtor rural, que opta pela qualidade, e confirmando seu papel no potencial da carne consumida no mercado interno e externo, o JBS afirma que, no quesito preço, os protocolos de tipificação estão avançando rapidamente, fazendo com que surjam melhores oportunidades de remuneração ao pecuarista, vinculadas à qualidade das carcaças abatidas. Dentro da porteira, o pecuarista tem ferramentas para capturar tal valor e que estão em suas mãos, como aumento de produtividade, redução da idade de abate (forte impacto na demanda de capital de giro e custo financeiro), carcaças mais pesadas e de maior rendimento (conformação superior e animais precoces com acabamento de três a dez mm de gordura). “Fazendo uma analogia, a carcaça é a embalagem da pecuária e preenchê-la, adequadamente, significa aumento de produtividade e, por consequência, do faturamento por hectare da propriedade rural. Isso é aumentar a renda do produtor economicamente antenado,” enfatiza Pedroso.
Ao considerar o depoimento do representante do JBS, Corrêa se utiliza da Nelore Grendene como exemplo e aponta o que valorizou o plantel administrado por ele. “A inserção da propriedade em programas de melhoramento genético, o acompanhamento técnico-científico, a integração com outras culturas, que aumentam a produção de forma vertical e sustentável, e outras estratégias que podem ser facilmente adotadas por pecuaristas de todas as regiões, elevaram a margem de lucro anual e nos apresenta, atualmente, como referência na produção da raça nelore”, pontua. “Dentro deste mercado internacional, existe a necessidade da união dos pecuaristas brasileiros que prezam por genética de procedência, para que, posteriormente, por meio da indústria frigorífica, possamos apresentar o nelore como uma carne de excelência aos investidores estrangeiros, alcançando mercados ainda maiores, infinitos e valorizados”.
Contudo, apesar das inúmeras barreiras e passos largos a serem dados, o pecuarista brasileiro tem o que se comemorar, pois mercados se abrem e crescem conjuntamente à valorização do seu trabalho e produção. Com o Brasil consumindo 80% da sua produção de carne, o consumo não obedece a proporção natural dos cortes da carcaça, o que faz das exportações um importante regulador de preços de mercado do boi gordo. Nos primeiros meses de 2015, os principais destinos externos da carne brasileira passaram por crise econômica e, consequente, reduziram o poder de compra de suas moedas, como aconteceu com a Rússia, Venezuela e Oriente Médio. Do outro lado, a dificuldade da reposição força a alta dos preços do boi gordo e abate de animais mais pesados, mesmo que tardios.
Relacionando estes aspectos, Pedroso desenha um panorama bastante otimista, não só para os produtores, mas também para os consumidores. “Os preços elevados da carne nas gôndolas estão afetando a régua da demanda do mercado doméstico e a estabilidade do mercado no curto prazo. Mas as projeções são otimistas para o segundo semestre, com a recuperação dos volumes e abertura de novos mercados de exportação e seu equilíbrio com o mercado interno. É indiscutível a vocação brasileira para ocupar espaço na demanda crescente por carne bovina, projetada para as próximas décadas”, finaliza.
jul 13, 2015 | Economia
jul 10, 2015 | Economia

Fiems defende aumento do consumo de diesel para manter alíquota do ICMS em 12%
Ao participar da primeira reunião da Comissão Especial de Acompanhamento dos Resultados da Redução do ICMS do Diesel em Mato Grosso do Sul, realizada nesta quarta-feira (08/07), na Assembleia Legislativa, em Campo Grande (MS), o presidente da Fiems, Sérgio Longen, defendeu o aumento do consumo do combustível para manter a alíquota do ICMS em 12%. A estimativa é de que os postos de combustíveis do Estado tenham um incremento de pelo menos 40% nas vendas de diesel para que o Governo possa evitar perda de receita e, dessa forma, manter a alíquota menor do imposto.
“Para se alcançar o objetivo de manter a alíquota em 12%, é necessário o acompanhamento da comissão em todos os sentidos. Precisamos avaliar os grandes consumidores e buscarmos ganhar volume de produtos consumidos aqui no Estado para que a perda da receita não seja grande e consigamos manter a alíquota”, avaliou Sérgio Longen, reforçando que o setor produtivo estadual deseja a manutenção dessa alíquota competitiva para o diesel.
Ele acrescenta ainda que o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa cederam e, agora, o setor produtivo tem de buscar transferir para a sociedade uma informação clara de que é preciso manter essa redução de pelo menos R$ 0,15 no preço final do combustível. “Assim teremos condições de sermos competitivos”, declarou.
O presidente da Fiems disse também que pontualmente alguns postos já reduziram o valor na bomba, enquanto outros, por terem adquirido o combustível no mês anterior, ainda não o fizeram. “Precisamos primeiro acompanhar em todos os sentidos e buscarmos companhias de petróleo para que elas também compreendam que precisam colaborar para que Mato Grosso do Sul ganhe volume necessário para que a perda de receita não seja um empecilho para manter a alíquota de 12%”, analisou.
Na compreensão do deputado estadual Paulo Corrêa, que preside a Comissão, todos os atores estiveram representados na primeira reunião feita com ata e pauta e que a próxima já ficou agendada para 5 de agosto. “Diante dos números apresentados precisamos de incremento de 40% na venda de diesel e isso não é brincadeira, por isso precisamos nos unir e atrair os grandes consumidores, transportadoras para que abasteçam em nosso Estado e assim poder aumentar a galonagem vendida em Mato Grosso do Sul. Temos números de que Três Lagoas está com R$ 0,50 a menos por litro, Dourados redução de R$ 0,28 por litro e Campo Grande R$ 0,17 a menos. O que queremos é uma grande campanha de conscientização para que aqueles consumidores de diesel também cobre a redução de pelo menos R$ 0,15”, declarou.
Para o secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Fazenda, Jader Julianelli, aumentar o consumo do diesel no Estado é o grande desafio da medida. “O maior desafio para que o Estado possa manter essa medida é justamente esse aumento de consumo, que nós temos que ter um aumento de consumo suficiente para que ele possa dar o mesmo valor de arrecadação esperado em relação à pauta antiga e à alíquota antiga. Os principais caminhos para isso é que esse preço, essa diferença da alíquota seja realmente percebida no preço final de bomba, no preço final de venda ao consumidor e que isso permita que o consumidor, tanto os individuais quanto os grandes consumidores possam adquirir mais o diesel dentro do Estado”, declarou.
Ele lembrou que a própria lei já foi feita e justificada que teria vigência nessa alíquota de 12% até 31 de dezembro deste ano. “Aí sim se verificará que este consumidor adicional foi percebido ou não, em não havendo, provavelmente, automaticamente a alíquota já retorna a 17%. Então isso o governo analisará ano que vem porque a lei ela já foi feita dessa forma, vigência até 31 de dezembro de 2015. Ano que vem o governo irá analisar se os objetivos foram cumpridos”, finalizou.
Reportagem – Daniel Pedra