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Bela Vista-MS Sábado, 12 de Setembro de 2026
Piso de frentistas de MS  passa a R$ 1,3 mil com adicional de periculosidade

Piso de frentistas de MS passa a R$ 1,3 mil com adicional de periculosidade

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Piso de frentistas de MS passa a R$ 1,3 mil com adicional de periculosidade

O piso salarial de frentistas e demais empregados em postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul terá um reajuste nesses dois primeiros meses de 2016, passando para R$ 1.690,00 para quem ganha, além do piso de R$ 1.000,00 mais R$ 300,00 de adicional de periculosidade (30%) e R$ 390,00 de adicional noturno. No caso dos profissionais que trabalham somente no período diurno, a remuneração vai para R$ 1.300,00 nos meses de janeiro e fevereiro, informa o Sinpospetro/MS (Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso do Sul).

Gilson da Silva Sá, presidente da entidade, explicou que esse reajuste está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho 2015/16. Ele informou que já está trabalhando para a elaboração da pauta da nova convenção, para negociar com a classe patronal, e vigorar a partir de 1º de março.

Os dois novos pisos, para vigorar sobre os salários de janeiro e fevereiro, segundo Gilson Sá, atingem os trabalhadores frentistas, lavadores, atendentes de escritórios, auxiliares de serviços gerais, valeteiros, lubrificadores, caixas internos de posto (escritório), vigias e atendentes de lojas de conveniência.

PARTICIPAÇÃO NO LUCRO – Outro benefício para os trabalhadores em postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul, conquistado pelo sindicato da categoria, segundo Gilson Sá, é a participação no lucro das empresas. Pelo acordo, firmado em 2015, os trabalhadores receberiam R$ 450,00 divididos em duas parcelas: uma em agosto do ano passado, no valor de R$ 225,00 e outra, no mesmo valor, para receber na folha de fevereiro de 2016.

Microempresário deve suspeitar de boletos que chegam pelo correio e evitar golpe

Microempresário deve suspeitar de boletos que chegam pelo correio e evitar golpe

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Para evitar golpe, recomendação de especialistas é que empresários não paguem boletos sem antes saber do que se tratam. Reprodução

Começo de ano é aquela época em que diversas cobranças começam a chegar na sua casa pelo correio. Sabendo disso, golpistas sempre tentam arrancar dinheiro de pequenos empresários desavisados, enviando-lhes boletos falsos como se fossem dívidas reais.

A fraude não é nova, mas ainda assim, continua a fazer vítimas, especialmente pessoas recém-chegadas ao mundo empresarial. Foi o que aconteceu com uma mulher, pequena empresária, que prefere não ser identificada.

Ela explica que, uma semana após abrir o CNPJ como MEI (Microempresário Individual), recebeu pelos correios dois boletos.

— Um [boleto] era da Associação Comercial Empresarial do Brasil, de R$ 299,80, que veio vencido, e outro de R$ 279,98, da Associação Comercial e Empresarial do Estado de São Paulo, que venceria em poucos dias. Procurei na internet, descobri que poderia ser um golpe e não paguei. Mas fico preocupada, pois em tão pouco tempo já tiveram acesso aos meus dados.

A maioria das associações que emitem esses boletos é falsa. Basta uma rápida busca na internet para ver que elas não existem.

Porém, em um caso analisado pela reportagem do R7, os boletos são emitidos pela Aceb (Associação Comercial Empresarial do Brasil), com sede na cidade de São Paulo. A entidade oferece aos membros descontos para consultas ao banco de dados da Serasa, consultorias e assessorias.

No contrato que o associado assina, consta que a “Aceb realiza periodicamente o envio de mala direta postal convidando as empresas em geral a tornarem-se associadas”. Ainda segundo o texto, “o não pagamento do boleto enviado através de mala direta até o seu vencimento é cancelado automaticamente sem causar quaisquer ônus à empresa convidada a se associar”. Mas a correspondência enviada muitas vezes tem isso em letras pequenas.

O presidente do CRC-SP (Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo), Gildo Freire de Araújo, destaca que muitos empresários não sabem que a associação não é obrigatória.

— Essas associações se oportunizam do fato de muitas cobranças chegarem no começo do ano para que o contribuinte fique em dúvida. Ele recebe um boleto com todas as características de uma cobrança regular e paga. Na maioria dos casos, o vencimento é muito em cima, a pessoa não pensa muito.

Estados alertam sobre golpe do IPVA

Araújo ainda destaca que os empresários não são obrigados a se associar.

— A contribuição associativa se dá quando a pessoa julga interessante que aquela associação vai ajudar no dia a dia, seja com cursos, com reuniões de empresários para troca de experiências, consultoria. Quem hoje está no MEI não tem que pagar nem contribuição sindical. A não ser que ele queira.

O Sebrae alerta que “o único pagamento enviado pelo correio a ser feito é o Carnê da Cidadania”. Esse carnê tem 12 vencimentos, com os tributos a serem pagos — INSS/Previdência Social, sendo de 5% sobre o valor do salário mínimo, mais R$ 1 de ICMS para o Estado (atividades de indústria, comércio e transportes de cargas intermuncipal e interestadual) e/ou R$ 5,00 ISS para o município (atividades de Prestação de Serviços e Transportes Municipal).

A Sempe (Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa) alerta que recentemente circularam boatos nas redes sociais sobre a autenticidade dos carnês enviados. Segundo a pasta, se houver dúvidas a respeito da veracidade dos boletos, o empresário deve entrar no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br) e consultar se o número do documento consta no extrato referente a determinado mês.

“O código de barras do boleto que chega com o carnê não será igual ao de um boleto da mesma data gerado no Portal do Empreendedor. Isso não significa que o documento seja falso e ocorre porque, ao criar um novo boleto, o sistema gera um documento atualizado acompanhado de um novo código”, acrescenta a secretaria.

Mais de 5 milhões de brasileiros se tornaram MEIs (Microempreendedores Individuais) em seis anos — o governo instituiu essa modalidade em 2009. O programa beneficia pequenos empresários que tenham faturamento anual de até R$ 60 mil.

O golpe dos boletos falsos é aplicado mesmo antes do MEI ter início. Porém, com cada vez mais pessoas tendo CNPJ, esses bancos de dados se tornaram uma forma de lucro para associações verdadeiras e falsas. O presidente do CRC-SP diz que houve um aumento das fraudes nos últimos cinco anos e admite que a única maneira de não ser vítima é estar ciente de quais cobranças são devidas.

— A gente orienta muito para que se consulte um profissional que vivencie esse tipo de coisa. O profissional da contabilidade vai saber o que é devido e se a cobrança tem respaldo, se é para o sindicato correto, para associação. Porque depois que pagou, perdeu.

R7

Inflação em Campo Grande atingiu 11,4% e ultrapassou o teto da meta de 2015

 

Índice de Preços ao Consumidorencerrou dezembro em 0,84%. Alimentação foi o grupo que mais contribuiu para o resultado
No último mês do ano, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Uniderp, ficou em 0,84%. Apesar de menor em comparação com novembro (1,14%), o indicador, comparado apenas com os meses de dezembro, foi superado apenas em dezembro de 2002, quando a inflação foi de 2,58%.

No acumulado do ano o índice atingiu 11,41%, o que não acontecia desde 2003, quando registrou 11,82%. “O resultado está muito acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5%, e em comparação ao centro da meta que era de 4,5%. Assim, apesar de janeiro historicamente ter inflação alta, a tendência é de que haja queda para os próximos meses”, considera o coordenador do Nepes e pesquisador da Uniderp, Celso Correia de Souza.

Os grupos com maiores percentuais de contribuição para a elevação da inflação na capital foram: Alimentação, com índice de 1,92% e contribuição para a inflação de 0,39%, Transportes 1,60% e contribuição de 0,24%, Habitação 0,40% e contribuição de 0,13%, entre outros. “O grupo Alimentação continua a preocupar, pois em novembro registrou alta de 3,33%. Caso as condições climáticas para os próximos meses sejam favoráveis e a oferta de boi gordo aos frigoríficos melhorar, a tendência é que o grupo não pressione tanto a inflação”.

Inflação acumulada

A inflação acumulada nos últimos doze meses, em Campo Grande, é de 11,41%, acima do teto da meta estabelecida pelo CMN, de 6,5%. As maiores inflações no período, por grupo, foram: Alimentação (15,81%), Habitação (13,59%), Transportes (13,46%). O grupo Vestuário apresentou deflação em 2015 (-0,14%).

Maiores e menores contribuições para a inflação em dezembro

Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação em dezembro foram: etanol, com aumento de 8,20% e contribuição de 0,15%; gasolina, com acréscimo de 2,39% e contribuição de 0,08%; frango congelado, com elevação de 6,05% e contribuição de 0,04%; tomate, com aumento de 20,63% e contribuição de 0,04%; alcatra com aumento de 2,77% e contribuição de 0,03%; refrigerador com reajuste de 5,88 % e colaboração de 0,03%; cebola com elevação de 31,86 % e contribuição de 0,03%; açúcar com alta de 5,56% e participação de 0,03%; aluguel de apartamento, com aumento de 0,57% e colaboração de 0,03%; e o contrafilé com variação de 4,54% e contribuição de 0,03%.

Já os dez itens que ajudaram a reter a inflação no período,o com contribuições negativas foram: presunto, com deflação de -4,15% e contribuição de -0,0003%; limão, com queda de -21,33% e contribuição de -0,003%; chocolate em pó com redução de -2,02% e contribuição -0,003 %; massa de tomate com queda de -1,19% e colaboração de -0,003 %; queijo cremoso com deflação de -1,50% participação de -0,002%; farinha de mandioca com redução de -4,99% e contribuição de -0,002%; melancia com queda de -3,97% e colaboração de -0,002%; lingerie com deflação de -0,42% e contribuição de -0,002%; berinjela com redução de -6,55% e participação de -0,002%; e manga com decréscimo de -14,07% e contribuição -0,002%.

Segmentos

Em dezembro, o grupo Habitação apresentou uma moderada elevação em seu índice, de 0,40% em relação ao mês anterior. Alguns produtos/serviços deste grupo que sofreram majorações de preços foram: vassoura (9,12%), esponja de aço (6,26%), refrigerador (5,88%), entre outros. Quedas de preços foram constatadas com: lâmpada (-0,71%), saponáceo (-0,66%), máquina de lavar roupa (-0,28%), entre outros.

O índice de preços do grupo Alimentação registou alta de 1,92%. Os maiores aumentos de preços que ocorreram em produtos como: cebola (31,86%), tomate (20,63%), alho (15,30%), repolho (15,08%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com: limão (-21,33%), manga (-14,07%), berinjela (-6,55%), entre outros.

O pesquisador da Uniderp explica que esse grupo sofre influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alimentos como verduras, frutas e legumes. “Alguns desses produtos aumentam de preços ao término das safras, outros diminuem de preços quando entram nas safras. Quando o clima é desfavorável há aumentos de preços, e quando é favorável ocorre o feito inverso”, diz Celso Correia.

Dos quinze cortes de carnes bovinas pesquisados pelo NEPES da Uniderp, dez deles tiveram alta de preços. Os maiores aumentos ocorreram com: ponta de peito (5,25%), contrafilé (4,54%), alcatra (2,77%), vísceras de boi (1,92%), patinho (1,87%), costela (1,77%), acém (0,90%), fígado (0,90%), paleta (0,69%) e músculo (0,23%). Já reduções de preços aconteceram com: lagarto (-2,66%), cupim (-1,51%), filé mignon (-1,50%) e coxão mole (-1,29%). A picanha foi o único corte que permaneceu com preço estável.

“Como está havendo uma queda no consumo desse produto, a tendência é que nos próximos meses a carne bovina comece a cair de preço, principalmente, se a oferta de boi gordo aos frigoríficos melhorar. Também, percebe-se que está ocorrendo a migração do consumidor aos cortes de segunda de carne bovina, de menores preços, fazendo com que esses cortes subam de preços de modo mais expressivo. Percebe-se também uma maior procura pela carne suína e de frango, pois seus preços têm sido majorados”, analisa Celso Correia de Souza.

As carnes suína e de frango também ficaram mais caras em novembro. O pernil aumentou 4,05%, a costeleta 1,39% e a bisteca 1,38%. O frango resfriado teve reajuste de 6,05%, como também, os miúdos, com aumento de 1,34%.

Em relação ao grupo Transportes, houve aumento de 1,60% devido, principalmente, aos preços dos combustíveis. Os maiores aumentos ocorreram com: etanol (8,20%), gasolina (2,39%), ônibus interestadual (0,42%), diesel (0,16%) e automóvel novo (0,12%).

O grupo Educação apresentou um pequeno aumento de 0,19%, devido ao reajuste de preços de produtos de papelaria (1,80%).

Seguindo o mesmo comportamento, o grupo Despesas Pessoais registrou ligeira alta, 0,11%. Alguns produtos/serviços desse grupo que tiveram aumentos de preços foram: xampu (8,07%), creme dental (1,84%), papel higiênico (1,59%), entre outros. Queda de preço só ocorreu com absorvente higiênico (-0,06%).

Outra elevação foi constatada com o grupo Saúde, que fechou com índice de 0,42%. Os produtos que tiveram os maiores aumentos de preços foram: material para curativo (3,82%), analgésico e antitérmico (2,28%), vitamina e fortificante (0,82%), entre outros com menores aumentos. As maiores quedas de preços ocorreram com: antialérgico e broncodilatador (-1,10%), anti-infeccioso e antibiótico (-0,53%), antigripal e antitussígeno (-0,40%), entre outros.

O grupo Vestuário também uma pequena inflação em seu índice, 0,24%. Os principais reajustes foram constatados com: camiseta masculina (1,90%), camisa masculina (1,39%), short e bermuda masculina (1,05%), entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com: bermuda e short feminino (-1,01%) e lingerie (-0,42%).

IPC/CG

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC / CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O Índice busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Uniderp divulga mensalmente o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande.

 

Empregados em postos de combustíveis  realizam assembleias para discutir salários

Empregados em postos de combustíveis realizam assembleias para discutir salários

Gilson Sá, pres. Sinpospetro MS

Empregados em postos de combustíveis realizam assembleias para discutir salários

Os empregados em postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul estão sendo convocados na capital e interior do Estado para participarem de assembleia geral extraordinária para discutir, entre outros assuntos, o percentual de reajuste salarial que será reivindicado junto à classe patronal e outros benefícios.

A convocação está sendo feita pelo sindicato da categoria, o Sinpospetro/MS (Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso do Sul). O edital de convocação foi publicado hoje em alguns dos principais jornais diários do Estado.

Gilson da Silva Sá, presidente do Sinpospetro informa que serão realizadas assembleias gerais nos seguintes locais, datas e horários: TRES LAGOAS: dia 24 de Janeiro de 2016, às 09:00 hs, na Avenida Capitão Olinto Mancini nº 558 – sala 02, Centro; COXIM: dia 24 de Janeiro de 2016, às 09:00 hs, na Avenida Virgínia Ferreira nº 51; DOURADOS: dia 31 de Janeiro de 2016, às 09:00 hs, na Rua Hayel Bon Faker nº 3060 – sala 03, Centro; CAMPO GRANDE: dia 31 de janeiro de 2016, às 08:00 hs, na Rua Gal Camilo Comorreto Gall nº 18, Vila Taveirópolis.

Os trabalhadores vão discutir, na Capital e interior, a pauta de Reivindicações a ser encaminhada para o setor patronal, contendo aparte econômica com vigência de 01/03/2016 a 28/02/2017 e parte social com vigência de 01/03/2016 a 28/02/2018.

As assembleias também delegarão poderes para a diretoria do Sinpospetro/MS juntamente com a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo, para negociar por vias administrativas a referida convenção, firmando-a em nome próprio ou em caso de impossibilidade impetrar Dissídio Coletivo no Colendo Tribunal Regional do Trabalho competente. Vão Autorizar também  o exercício do direito de greve na forma da lei 7.783/89, em caso da classe patronal não ceder nas negociações

Wilson Aquino

 

Dilma fixa novo salário mínimo em R$ 880; aumento real é de R$ 7,53 e equivale a 15 banana

Dilma fixa novo salário mínimo em R$ 880; aumento real é de R$ 7,53 e equivale a 15 banana

real_1001Presidente da República e filiada ao Partido dos Trabalhadores, depois de uma temporada no Partido Democrático Trabalhista (PDT), Dilma Vana Rousseff mostra mais uma vez que é pífia no cumprimento de promessas. Uma das promessas feitas pela petista durante a corrida presidencial de 2014 foi a valorização do salário do trabalhador, mas nem de longe isso vem acontecendo.

Na manhã desta terça-feira (29), a presidente da República, por meio de nota distribuída à imprensa, informou o novo valor do salário mínimo, que passará a valar a partir de 1º de janeiro: R$ 880,00. Considerando a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerará o ano em 10,72%, segundo os economistas consultados pelo Banco Central, o aumento do salário mínimo será de míseros R$ 7,53.

No país em que uma banana do tipo nanica custa R$ 0,50, a presidente deu ao trabalhador o direito de consumir uma banana a mais a cada dois dias. Enquanto isso, a “companheirada” continua se esforçando para escapar dos efeitos colaterais da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que, a partir de denúncia feita pelo editor do UCHO.INFO e pelo empresário Hermes Magnus, desmontou o maior esquema de corrupção da história, com direito a desvios de dezenas de bilhões de reais.

Que Dilma Rousseff é incompetente e desprovida de capacidade para cumprir promessas todos sabem, mas trata-se de um deboche dar aumento real de R$ 7,53 ao trabalhador, o que representa 0,955% do salário mínimo atual, que até 31 de dezembro vale R$ 788. Considerando que na capital paulista, a maior cidade brasileira, o aluguel de um barraco na favela não sai por menos de R$ 450, o trabalhador terá de se virar durante o mês com R$ 430, sempre lembrando que um pastel, a mais popular iguaria nacional, custa atualmente R$ 5.

Fonte de inspiração para os protestos petistas durante os tempos de oposição, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) fixou o salário mínimo ideal para o mesmo de novembro em R$ 3.399,22, valor que representa 3,86 vezes o novo piso salarial.

A situação piora sobremaneira quando considerado o fato de que dois terços da população brasileira, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), recebem menos de dois salários mínimos por mês, falar em recuperação da economia é um atentado contra a lógica e o bom senso, pois não se pode empurrar na vala do consumo uma população que bambeia entre a pobreza e a miséria.

A prevalecer o discurso da cúpula petista de que é preciso retomar o crescimento econômico no curto prazo e novamente estimular o consumo interno a qualquer preço, a crise não apenas aumentará e será mais longa, mas transformará o Brasil em um misto de Cuba com Venezuela.

Sendo assim, debelar o caos que se instalou na economia verde-loura e retomar o status anterior à chegada do PT ao poder central exigirá dos brasileiros de bem esforço contínuo e intenso ao longo de muitas décadas, na pior das hipóteses cinco. Como disse certa feita um conhecido e ébrio comunista de boteco, “nunca antes na história deste país”.

Confira abaixo a íntegra da nota da Presidência da República
“NOTA À IMPRENSA

Decreto assinado nesta terça-feira (29/12) pela presidenta da República, Dilma Rousseff, fixa o salário mínimo que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2016: R$ 880,00 (oitocentos e oitenta reais). O decreto será publicado no Diário Oficial da União de quarta-feira (30/12).

Com o decreto assinado hoje pela presidenta Dilma Rousseff, o governo federal dá continuidade à sua política de valorização do salário mínimo, com impacto direto sobre cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados, que atualmente recebem o piso nacional.

O ministro Miguel Rossetto falará à imprensa às 15h na sede do Ministério do Trabalho & Previdência Social.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República”

No MS, trabalho de assistência técnica vem transformando propriedades e a vida das famílias

No MS, trabalho de assistência técnica vem transformando propriedades e a vida das famílias

Terenos (MS) – Os programas e projetos destinados ao fomento da atividade leiteira tem na assistência técnica sua principal força propulsora.

Não é a toa que os produtores dos assentamentos assistidos por projetos Governamentais e instituições como o Senar/MS, parceiro do Governo do Estado, no projeto ‘Leite Forte’, atribuem aos profissionais que os atendem parte da responsabilidade pela melhoria do desempenho da atividade dentro de suas propriedades.

No município de Terenos, no Assentamento Santa Mônica, visitamos uma família que detalhou a relação profissional e de amizade que mantém com a médica veterinária que os atende através do Programa ‘Mais Leite’, do Senar/MS.

Aos 59 anos, Claudenor Pereira da Silva, que desde 2009 deixou a vida dura dos acampamentos para ter seu tão sonhado pedaço de chão, comemora junto da esposa Zila Aguirre da Silva, a chegada da assistência técnica na propriedade. “Mudou tudo”, resume orgulhoso o produtor, ao lembrar a baixa produtividade quando começou a trabalhar com as primeiras vacas.

Diferente de outros produtores, Claudenor não criou resistência à aplicação das técnicas trazidas por Nivaldo Passos de Azevedo Junior, seu primeiro instrutor. “Tudo que ele ensinava a gente lutava pra fazer igual”.

Atualmente, com uma boa casa, pasto formado e tirando uma média de cinquenta litros de leite por dia, Claudenor garante o sustento, dele, a esposa e os dois netos que ajuda a criar, sem grandes dificuldades e comemorando pequenas evoluções a cada visita da técnica Natália Leite, que o atende substituindo Nivaldo, hoje seu supervisor.

De posse dos relatórios diários feitos pela Dona Zila, contando tudo que acontece na propriedade, a médica veterinária Natália – uma apaixonada pela profissão, que escolheu ainda aos seis anos de idade – nos revela mês a mês a evolução das atividades na propriedade do casal pontuando as ações que lhe foram sugeridas, sem deixar de destacar o empenho e força de vontade que os move.

No meio da conversa, é fácil perceber que a relação dos profissionais com os produtores é muito estreita, ao ouvir do Seu Claudenor suas preocupações com as inúmeras atividades que Natália executa além do atendimento a sua propriedade, principalmente com relação aos perigos que a jovem médica veterinária enfrente nas estradas atendendo produtores também no município de Figueirão. “Tem dia que ela vem aqui, passa a manhã atendendo e já segue pra Figueirão no mesmo dia. A gente fica preocupado”.

Natália que no inicio precisava de mapas e muitas vezes se perdia quando vinha para o Assentamento, lembra que hoje, pouco mais de um ano, faz o caminho com tranquilidade e se sente privilegiada pela paisagem, mesmo tendo deixado a família toda em São Paulo para trabalhar no Estado.

Recebendo hoje 0,90 centavos por litro de leite – que armazena num resfriador cedido pelo Governo do Estado, através do programa ‘Leite Forte’, numa propriedade vizinha – Seu Claudenor mantem as sete vacas em sete hectares bem aproveitados, segundo Natália.

Recentemente um sistema de irrigação com 42 aspersores, também cedido pelo Governo do Estado através do mesmo programa, foi instalado o que segundo o produtor deve ajudar a ampliar seus ganhos. “Não posso reclamar da assistência, dos equipamentos, tudo contribui muito, agora, o que está cada vez mais difícil para nós, é conseguir dinheiro do Governo Federal”.

Claudenor reclama que os bons e maus pagadores recebem o mesmo tratamento por parte das instituições financeiras e governamentais e que isso, ao longo dos anos, tem se refletido em prejuízos para os que honram com seus compromissos, como é o seu caso.

O produtor destaca ainda que não percebe o desenvolvimento das ações anunciadas com inúmeras propagandas principalmente nos canais de televisão, destinadas à agricultura familiar. “Eles falam em milhões, bilhões, mas aqui não chega”. Comenta argumentando que, se o tratamento para os bons pagadores fosse diferenciado e os recursos não tivesse destino tão incerto – quanto tem observado com as denuncias e casos cada vez mais numerosos de corrupção – já poderia ter adquirido mais produtos e até mais animais e a vida poderia ser um pouco mais tranquila.

Mesmo com a dura rotina de trabalho, que os põe de pé todos os dias por volta das 4 horas da manhã, e entrando pra dentro de casa já com a novela das oito por começar, como comenta Dona Zila, o casal tem boas expectativas e confiança de que as coisas só tendem a melhorar e o futuro dos netos deverá ter um pouco mais de conforto do que os filhos tiveram. “Passamos anos difíceis na lona, a beira da estrada. Hoje somos muito gratos por tudo que essa terra nos proporciona e por essa pessoa maravilhosa que Deus colocou na nossa vida”. Agradece Claudenor abraçando a instrutora Natália, a beira do fogão de lenha, convidando a todos para o almoço. 

Reportagem – Kelly Ventorim