(67) 99634-2150 |
Bela Vista-MS Sábado, 12 de Setembro de 2026
Crise atinge até mercado do sexo no Distrito Federal; garotas de programa dão descontos

Crise atinge até mercado do sexo no Distrito Federal; garotas de programa dão descontos

È quase fim de tarde, e Sandra ainda não atendeu um cliente. Sentada na escada, ela mexe no celular para passar o tempo. Espera a chuva, o frio e a crise irem embora. Há tempos, a garota de programa não vê o antigo hotel, no centro de Taguatinga, tão vazio. “Está muito difícil. O mercado está parado. Não é mais como antigamente. Estamos até fazendo desconto para ver se o cliente fica”, conta a mulher de 31 anos. Para ela, 2015 foi o ano menos lucrativo desde que entrou para o mercado do sexo, há nove anos. “A crise atingiu a todos”, salienta.

Sandra lembra que, há dois anos, conseguia lucrar, no mínimo, R$ 6 mil por mês. Agora, lamenta: “Se eu faço R$ 3,5 mil é muito”. Segundo a garota de programa, os clientes estão sem dinheiro e pedem descontos. E, para não perder freguês, ela negocia: “Se for cliente antigo, faço mais barato. Por exemplo, normalmente, são R$ 65, com quarto no hotel, por uma hora. Se for uma pessoa antiga, amiga, digamos assim, tenho feito por até R$ 50. O que não dá é para perder os clientes”.

Site de acompanhantes

E na tentativa de não ficar para trás no mercado, Sandra apelou para sites que oferecem acompanhantes. Mas, para ela, não deu certo. “Eu estava em um que nos oferecia só R$ 50. Só que, em site, acaba saindo mais caro, porque tem o táxi, o motel. Mas eles insistiam em dar só R$ 50 . Então, saí de lá, tirei meu perfil”, fala. O jeito foi voltar para as ruas, onde, segundo ela, perde-se menos dinheiro. “Aqui não tem no que gastar. O que vem é só para mim”, diz.

Apesar de não haver dados oficiais revelando o quanto as profissionais desse mercado foram afetadas pela crise econômica, fato é que Sandra não é a única a reclamar. Quem está começando assegura que o mau momento econômico do País está, sim, afetando a libido dos brasileiros. “Os clientes preferem ‘carne nova’ e, mesmo assim, está bem complicado. Faz uns dois meses que comecei e, sinceramente, não sei se vou conseguir juntar dinheiro como queria”, desabafa Letícia, 29 anos.

Natural de Goiás, a garota de programa conta que “Brasília tinha fama de ser um bom lugar para esse serviço”. Mas, por enquanto, a capital não a impressionou. “Esperava mais. Vim para cá achando que tiraria, pelo menos, R$ 5 mil. Meu máximo foram R$ 4 mil”, revela. Diferente de Sandra, ela não faz descontos. “A gente deve ser mais exigente. Ou tem ou não tem”, opina a acompanhante, que oferece seus serviços por meio de sites.

Anúncios em sites e jornais e cartão de crédito

Outra garota de programa, que também trabalha por meio da internet, conta que “a clientela está mais reservada”. Segundo Mariana, de 38 anos, “as pessoas não estão mais querendo gastar com sexo. Querem pechinchar”, conta. Com os descontos, revela, o maior problema é que elas perdem valor de mercado. “Se a gente não ceder, acaba ficando sem. Mas tem cliente que quer descer tão baixo que, se cedermos, fazemos de graça. A crise realmente nos afetou”, completa.

Para competir e não perder clientes, conta Mariana, o jeito foi colocar anúncios em sites e jornais. “Ou passar no cartão de crédito. Isso foi uma opção boa para mim”, revela. Os preços variam de R$ 150 até R$ 1 mil. “ A gente tem que se virar. Antes, eram R$ 2 mil determinado programa. Hoje, é mais barato. Tenho um agente que faz divulgação em sites, pelo Whatsapp. A gente procura diversificar”, ressalta.

Segundo a presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), Cida Vieira, apesar de 2015 ter sido um ano de conquistas para a categoria, a crise atingiu bastante o mercado do sexo. “Enfrentamos desafios e, para superar, investimos em parcerias como o uso da máquina de cartão de crédito. Hoje, um programa pode ser parcelado também, já facilita”, aponta.  Em Minas, ela conta que há semanas promocionais. “A gente orienta as meninas a negociarem. Os dias de desconto atraem mais clientes”, explica. Mas, para ela, não dá para acompanhar a inflação e o aumento de gastos.

Sex shops lançam novos produtos
Uma outra área dentro do mercado do sexo também teve que se reinventar para enfrentar a crise sem perder a margem de lucro: os sex shops. De acordo com a presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), Paula Aguiar, em 2015, o ramo conseguiu ultrapassar, pelo menos, 3% de crescimento, o que é positivo diante do cenário do País.
 “Nós usamos a criatividade em 2015. Foram criados muitos produtos novos, inspirados no filme Cinquenta tons de cinza. Teve ainda a linha evangélica. Essa nova categoria de produtos comestíveis eróticos, com pó, bebidas e gotas, também deu uma reacendida”, conta.
Para ela, justamente por conta da crise, muitos casais precisaram “fazer as pazes” durante o ano. Por isso, o setor investiu na reconciliação dessas pessoas. “Quando tem crise, há muito divórcio. Nós investimos para apoiar os casais nesse momento, preservando a intimidade e os ajudando a esquecer os problemas”, salienta a presidente da associação, Paula Aguiar.
Vendas online
 Para ela, o trabalho na internet também ajudou a salvar o ramo. “As revendedoras dos produtos focaram em vendas online. Isso foi relevante. Tivemos também um importante lançamento do energético erótico. Ele está fazendo muito sucesso e aumentou bastante as vendas do ano passado”, diz.
A linha comestível erótica, destaca, foi a que mais vendeu em 2015. “Tivemos crescimento de 120% entre 2013 e 2015 nessa categoria de produto”, aponta.
Lojistas usam criatividade para crescer
Mesmo com os números oficiais apontando um crescimento na área dos sex shops no Distrito Federal, quem está dentro das lojas assegura que o ano não foi tão fácil assim e que perdeu, em termos de lucro, para 2014.
“Eu esperava mais. No Natal, por exemplo, tinha uma expectativa maior de vendas. Continuamos vendendo, sim, especialmente esses produtos menores, como géis, óleos, entre outros”, afirma Grazi Freire, de 30 anos, proprietária de uma boutique sensual no Sudoeste.
Alternativas
 Segundo a empresária, o jeito foi investir também na criatividade. Aí, começaram as vendas online.
 “Comecei a oferecer os produtos em um site e isso ajudou bastante. Além disso, faço chá de lingerie na própria loja. Comecei a focar mesmo em eventos. E, graças a Deus, deu certo”, comemora.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
McDonald’s lança plataforma Signature com o sanduíche ClubHouse

McDonald’s lança plataforma Signature com o sanduíche ClubHouse

ClubhouseLinhaSignature_7296#PrazerEmCriar um sanduíche feito especialmente para você

O dia 23 de fevereiro marca um novo capítulo na história do McDonald’s no Brasil, pois é a data em que a companhia apresenta ao público uma novidade que amplia sua plataforma de sanduíches e proporciona uma experiência inédita e cheia de sabor a seus consumidores. Essa data marca o lançamento da plataforma de sanduíches Signature com a criação do ClubHouse.

O ClubHouse será servido em um inédito pão tipo brioche. O tomate e a cebola caramelizada dão mais frescor ao sanduíche, já a alface, responsável por um toque a mais de crocância, é proveniente de pequenos produtores hortifrutigranjeiros integrantes de uma cadeia sustentável de produção. Uma nova versão mais suave do queijo cheddar, o favorito de nossos clientes, foi criada para harmonizar perfeitamente com os demais itens. O bacon rústico, mais grosso e com um corte mais artesanal, intensifica o sabor do ClubHouse. A carne, 100% bovina, é acompanhada do icônico e mundialmente famoso molho especial do Big Mac, que acentua os sabores dos demais ingredientes do sanduíche. E com o objetivo de destacar ainda mais a qualidade dos ingredientes, o ClubHouse será o primeiro sanduíche da história do McDonald’s no Brasil a ser servido em uma embalagem aberta.

“Olhamos para o cliente e para os hábitos de consumo e percebemos que esta é uma boa oportunidade para apresentar uma categoria de hambúrgueres mais artesanais, criados especialmente para cada cliente, ressaltando o #PrazerEmCriar. Mas, vamos fazer isso sem perder a atenção em nossos clássicos, como o Big Mac, o Cheddar e o Quarterão, tão queridos por nossos consumidores. Com inclusão da linha Signature em nosso cardápio, vamos dar uma nova opção para quem já tem seu sanduíche clássico favorito, e também atrair o consumidor que busca novidades no mercado de hambúrgueres”, afirma Roberto Gnypek, Vice-Presidente de Marketing do McDonald’s Brasil.

O ClubHouse é o primeiro sanduíche da plataforma Signature, que ao longo de 2016 contará com mais novidades.

Sobre a Arcos Dorados

A Arcos Dorados é a maior franquia McDonald’s do mundo, tanto em vendas totais do sistema como em número de restaurantes. A Companhia é a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe, com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias de restaurantes McDonald’s em 20 países e territórios, incluindo Argentina, Aruba, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, Equador, Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica, México, Panamá, Peru, Porto Rico, St. Croix, St. Thomas, Trinidad & Tobago, Uruguai e Venezuela. A Companhia opera ou franqueia mais de 2.100 restaurantes McDonald’s com mais de 90.000 funcionários e é reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar no América Latina. A Arcos Dorados está listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: ARCO).  Para saber mais sobre a Companhia visite a seção de Investidores de nosso site:www.arcosdorados.com/ir

Pecuária bovina do Estado deve perder R$ 545 milhões neste ano

Rebanho bovino de MS, que tem encolhido nos últimos anos, registrou ligeira variação positiva em 2015, de 0,54%, diz Iagro 
(Foto: KELLY VENTORIM/Iagro-msRebanho bovino de MS, que tem encolhido nos últimos anos, registrou ligeira variação positiva em 2015, de 0,54%, diz Iagro (Foto: KELLY VENTORIM/Iagro-ms

Apesar de sinalizar recuperação, a pecuária bovina de Mato Grosso do Sul ainda deve sentir, neste ano, os impactos da retração do rebanho e da perda de mercado. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estima queda superior a meio bilhão de reais no montante a ser movimentado pela atividade em 2016. O valor bruto da produção (VBP) da pecuária bovina sul-mato-grossense, segundo projeta o Mapa, será de R$ 8,018 bilhões neste ano, recuo de 6,36% na comparação com a cifra de 2015, de R$ 8,563 bilhões. Em números absolutos, o decréscimo é de R$ 545,25 milhões.

Depois de quedas contínuas, o rebanho bovino de Mato Grosso do Sul apresentou leve variação de 0,54% no ano passado, fechando em 20,65 milhões de cabeças, de acordo com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro/MS). Em relação a 2010 (22,135 milhões), a redução é de 6,7%. O Estado chegou a ter um rebanho perto de 25 milhões de bovinos – em 2003, eram 24,983 milhões de animais, pelos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda do rebanho bovino de Mato Grosso do Sul nos últimos anos ocorreu em um cenário de expansão de áreas de outras atividades, como soja e floresta. A área de plantio da oleaginosa cresceu 34% da safra 2009/10 (1,712 milhão de hectares) para a safra 2014/15 (2,3 milhões de hectares), conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já a área de eucalipto mais que dobrou de 2009 a 2014 (de 352.550 para 764.350 hectares na comparação entre as safras de inverno de 2009/10 e de 2013/14), segundo dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga), do Sistema Famasul.

A trajetória de encolhimento do rebanho bovino foi quebrada no ano passado, mas seus efeitos ainda permanecem. O titular da Superintendência Federal de Agricultura no Estado (SFA/MS), Celso de Souza Martins, estima que a recuperação ainda demore de um a dois anos. “Não temos registrado, atualmente, movimentação de queda [do rebanho bovino], mas há uma diminuição da exportação da carne e do [volume de] abate”, afirmou o superintendente. “Há alguns anos, houve redução do rebanho com aumento dos abates de matrizes, mas isso vem caindo e começa a se estabilizar”, acrescentou.

Desemprego deve chegar a 10% em 2016, mas setor de TI continua a abrir novas vagas

Empresas investem cada vez mais em tecnologia modernizando processos e favorecendo o aumento do número de vagas no setor.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2015 teve o pior índice de desemprego desde 1992, o mais alto em 24 anos, resultado de demissões generalizadas em quase todas as áreas da economia. Contudo, enquanto a maioria dos setores promovem cortes, a área de Tecnologia da Informação caminha na direção contrária empregando 1,3 milhão de pessoas.

O crescimento de 44,2% no número de vagas do setor em 2015, conforme pesquisa divulgada pela Catho, confirma a tendência de que cada vez mais as empresas vão substituir processos manuais e papéis por ferramentas digitais.

Assim, cada vez mais a informação fica rápida e barata quando armazenada em computadores, reduzindo espaço e tempo, o que requer conhecimento tecnológico, que nem sempre a empresa possui, gerando a necessidade dos profissionais de TI.

“Em momentos de recessão econômica, as empresas tendem a investir em infraestrutura como forma de se preparem para quando os investimentos recomeçarem, aguardando o crescimento nas vendas e o período de recuperação. E um dos primeiros investimentos costuma ser em tecnologia, afinal, toda organização precisa de soluções para melhorar seus serviços ou vender seus produtos”, avalia Jorge Almoas, Analista de Marketing da DígithoBrasil, empresa especializada em desenvolvimento de softwares.

Conforme revelam os indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a crise está longe de iniciar uma trajetória de reversão e promete continuar provocando o fechamento de vagas, fazendo o índice de desemprego alcançar os 10% já no primeiro trimestre de 2016.

Enquanto o cenário não melhora para todos os setores, a contratação na TI continua e as oportunidades na área de tecnologia são cada vez mais atrativas.

Senai e Prefeitura de Maracaju disponibilizam curso de eletricista instalador residencial

Senai e Prefeitura de Maracaju disponibilizam curso de eletricista instalador residencial

fachada do ciss de maracaju

Senai e Prefeitura de Maracaju disponibilizam curso de eletricista instalador residencial

O Senai de Maracaju, em parceria com a Prefeitura Municipal, inicia, segunda-feira (15/02), o curso gratuito de eletricista instalador residencial para atender uma demanda do mercado local. As aulas serão realizadas na sede do CISS (Centro Integrado Sesi Senai) do município, no período noturno e, ao todo, são 30 alunos, sendo que a previsão para o término do curso está marcada para 19 de abril.

 Segundo o gerente do Senai de Maracaju, Antônio Carlos de Campos Faria, o curso terá 180 horas-aulas, com conteúdo programático que prevê a abordagem de temas como instalações elétricas e atitudes empreendedoras para o mercado de trabalho. “Essa parceria foi firmada em janeiro deste ano e deve oferecer outros cursos gratuitos”, afirmou.

Antônio Carlos ressalta que o curso de qualificação profissional de eletricista instalador residencial tem por objetivo o desenvolvimento de competências relativas à execução e manutenção de rede elétrica de baixa tensão em edificações. O profissional deve executar e manter as instalações elétricas em edificações atendendo aos requisitos técnicos de qualidade, saúde, higiene e segurança, e de meio ambiente.

 “O eletricista instalador residencial tem, atualmente, um leque bem amplo de possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Há boas perspectivas para essa área, pois há uma demanda de eletricistas nos setores de construção civil, manutenções residenciais, telecomunicações e eletrônica”, pontuou o gerente do Senai de Maracaju.

 Serviço – Mais informações no CISS de Maracaju, que fica na Rua Alcides Vieira Matos, 2.200, Bloco A, Centro, ou pelo email ecoelho@ms.senai.br

Daniel Pedra

Centro-Oeste manterá empregos no agronegócio em 2016

Centro-Oeste manterá empregos no agronegócio em 2016

Depois da avaliação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados  (Caged), em que o Ministério do Trabalho divulgou as 466 mil demissões no ano de 2015, pecuaristas e agricultores destacam que desse mal, o agronegócio no Centro-Oeste brasileiro não sofre. Neste ano, o único setor com salto positivo prevê manter os empregos gerados, influenciados pelo avanço na produção, investimento em tecnologia, capacitação, além da taxa de câmbio, que favoreceu o volume das exportações.

Na cidade de Cáceres, em Mato Grosso, o diretor da Nelore Grendene, Ilson Corrêa, fechou o ano passado coordenando uma equipe de 140 trabalhadores rurais, e neste ano, os novos investimentos em lavoura e produção de genética, abrirão cerca de 15 vagas já no primeiro semestre. “Não tenho dúvida que a pecuária continuará firme. Com as oscilações econômicas, mantém necessária a cautela, mas crise não veremos”, destaca Corrêa, que junto a sua equipe, prepara 1000 touros por ano, para colocar no mercado, que no último ano foram comercializados por média de R$ 11.064,25, cada.

Já na agricultura o Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) destaca um cenário que preocupa, mediante ao preço dos insumos e às modestas perspectivas na produção de soja, em relação ao ciclo passado. “O crescimento da safra 2014/15 em relação a 2013/14 foi quase de quinze milhões de toneladas, isso gera mais empregos no campo, aumenta o volume de exportação, apesar de que em receita nós caimos, com um decréscimo de quase cinco bilhões de dólares, em função dos preços internacionais que estão mais baixos. Obviamente que a taxa de câmbio deu competitividade maior para que o Brasil pudesse exportar, e mesmo com esse excedente, em quantidade nas exportações, a receita foi menor devido ao preço ser balizado em dólar, e isso gera incertezas”, afirma o vice-presidente do CESB, Leonardo Sologuren.

Essa precaução, citada por Sologuren, junto a outros fatores, poderá proporcionar um cenário estabilidade, com comemorações mais tímidas. “Esse crescimento da produção primária, acabou impulsionando a cadeia como todo e, consequentemente, geramos mais empregos. Talvez em 2016 o saldo não seja tão positivo, já que a produção não deve crescer tanto, em função de limitantes de crédito, aumento do custo de produção e outros fatores”, enfatiza.

Na estado de Goiás, em que os números locais repetiram as taxas nacionais, com desempregos no ano passado em todos os setores, exceto no campo, o gerente de assuntos técnicos e econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faeg), Edson Novaes, defende que é possível repetir o cenário de empregabilidade rural, mas isso dependerá da parceria público-privada. “Este ano será desafiador, pela questão cambial, taxas elevadas e demanda reprimida. Mantermos os empregos no campo, já será uma vitória, mas para isso será necessário que tanto o Governo Federal, quanto Estadual, cumpram com o papel de incentivar o setor, sem elevação da carga tributária, apoio logístico e assistência técnica. Assim como em Goiás, as Federações dos outros estados terão papel fundamental na formação de mão de obra e na manutenção dos empregos”, acredita Novaes.

As quase 10 mil contratações em 2015 pelo agronegócio brasileiro, foram motivadas pelos elevados números da produção agropecuária e a participação do agro na balança comercial, segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).