abr 5, 2016 | Economia

Criador de MS bate novo recorde na BA e comercializa bezerras nelore por R$ 3.300,00
O preço praticado no mercado baiano, entorno de R$ 900,00 por bezerra na desmama, e a crise climática provocada pela falta de chuvas há cerca de 60 dias, não impediu o criador, Edvaldo Martins dos Anjos, de Macarani (BA) a investir R$ 3,3 mil em bezerras comerciais, da raça nelore, de Mato Grosso do Sul. Comercializadas com oito meses de idade, pesando 268 quilos, cada, o preço por animal, que representa ágio superior a 200% em relação ao valor de mercado, foi atingido em leilão, realizado pelo Sindicato Rural de Macarani, durante o 3º Encontro do Agronegócio, neste domingo (3).
Os animais que atingiram um novo recorde de preço na Bahia, são de Figueirão (MS), e passaram pelo Creep Confinatto 3R, um manejo diferenciado, desenvolvido pelo criador sul-mato-grossense, Rubens Catenacci. “Acreditamos que a ciência está ai para agregar e a utilizamos para um bem coletivo, atendendo um mercado exigente com produção de qualidade. Nesse manejo, em específico, desenvolvemos o rúmen do bovino, por meio de uma ração criada especificamente para satisfazer o mercado da cria, gerando animais mais rentáveis, capazes de fornecer carne de qualidade para indústria frigorífica”, jutifica o proprietário da Fazenda 3R.
Os R$ 3,3 mil por animal, supera o último recorde da Fazenda, atingido no primeiro semestre de 2015, quando comercializaram bezerras por R$ 2,8 mil, a cabeça, em Campo Grande (MS). “Anualmente buscamos aperfeiçoar técnicas e agregar qualidade ao plantel. No último ano somamos dois programas de melhoramento genético, o Geneplus Embrapa e o PMGZ. Com essas instruções técnicas, empenho na nutrição e o manejo criado para atender o mercado da cria, conseguimos atingir preços acima do mercado, como o novo recorde que trazemos da Bahia”, pontua o administrador da Fazenda 3R, Rogério Rosalin.
O leilão, segundo Rosalin, atingiu o seu objetivo que era de liquidez total e passar da casa dos R$ 6,50 por quilo dos animais. “O mercado pecuário de gado magro na Bahia está nas mãos de poucos compradores e os mesmos pagam somente R$ 6,00 por quilo dor bezerro em leilão, e ainda optam por bezerros mais leves, já que esses significam menor custo”, detaca. “O leilão além de pagar a mais no quilo, valoriza animais diferenciados genéticamente e, consequentemente, mais pesados”, finalizou.
Este é o segundo ano consecutivo que Catenacci exporta sua genética de bezerros de qualidade para Bahia. Os animais percorreram 2.100 quilômetros de Figueirão a Macarani, e além do recorde nas bezerras comerciais, atingiram a média de R$ 10,8 mil nos bezerros nelore pintado, com peso de 300 quilos. Já as bezerras, da mesma linhagem, atingiram média de R$ 3,8 mil, e nos reprodutores 3R, de 18 meses, a média foi de R$ 10,5 mil.
Diego Silva – Assessoria de Imprensa
abr 4, 2016 | Economia

Na Bahia criador aplica técnica sul-mato-grossense e bezerros chegam a 280 kg
Depois de conferir uma palestra sobre um sistema de manejo criado em Mato Grosso do Sul, o criador Genildo Borges de Santana Filho, conhecido na região por Doutor Alicate, desafiou clima e tecnologias disponíveis, aplicou a técnica em sua propriedade na Bahia e elevou o peso dos seus animais na desmama e a rentabilidade com os abates. “O resultado foi o esperado. Desmamei bezerros acima de 280 quilos e vou abater os mesmos com menos de 20 meses. Ou seja, é totalmente viável a implantação dessa tecnologia”, confirmou Santana Filho, durante o 3º Encontro do Agronegócio em Macarani (BA), neste sábado (2).
O sistema aplicado foi o Creep Confinatto 3R, desenvolvido em Figueirão (MS) pelo criador Rubens Catenacci, proprietário da Fazenda 3R, que mais uma vez abriu o ciclo de palestras do Encontro do Agronegócio, citando a necessidade de driblar os desafios de cada região brasileira. “A Bahia inteira sofre muito neste momento com a falta de chuvas desde o início deste ano. Isso desanima por completo toda a pecuária, mas é neste momento de crises econômicas e de chuvas que se deve ser criativo e criar oportunidades”.
Para aliviar os impactos da seca no Sudoeste baiano, Catenacci apresentou a experiência da Fazenda 3R, o Sistema Creep Confinatto 3R. “Apartamos os bezerros(as) a partir dos 45 dias de nascido. Esse aparte é feito diariamente, e, por duas horas, esses bezerros são tirados das matrizes e colocados em um cercado com água. Recebem meio quilo de ração por dia, com um investimento de R$180 por bezerro até o desmame”, detalhou o pecuarista.
Durante a palestra, o administrador da Fazenda 3R, Rogério Rosalin, relatou que a primeira apresentação com Rubens Catenacci, aconteceu em Macarani, no ano de 2014, e que após esse marco as portas se abriram, fazendo com que percorressem vários estados brasileiros e outros países. “Mais uma vez retornamos à Macarani com o propósito de mostrar uma tecnologia inovadora e de simples execução. O que tentamos passar é a necessidade de profissionalização da porteira para dentro, que se não ocorrer nos próximos anos, será excluído da atividade. O profissionalismo na pecuária é primordial para obter rentabilidade”, finalizou Rosalin.
Diego Silva – Assessoria de Comunicação
mar 29, 2016 | Economia

Plataforma foi totalmente redesenhada e a visualização se adapta em todos os dispositivos
Plataforma foi totalmente redesenhada e a visualização se adapta em todos os dispositivos
Entre os investimentos em comunicação e marketing realizados pela Premix nos últimos meses também está o novo website, que acaba de ser lançado e pode ser acessado no link www.premix.com.br. “Trata-se de uma importante inovação apresentada ao público da Premix. Totalmente redesenhada, a nova plataforma é responsiva, facilitando a visualização em todos os dispositivos, inclusive tablets e smartphones”, destaca o gerente de marketing da empresa, Fernando Avona.
Além da excelência do conteúdo técnico, a seção Premix@deValor apresenta depoimentos sobre o olhar lucrativo e promissor na pecuária, sobre as formas de sustentar os ciclos de nutrição, a busca de excelência e aperfeiçoamento na atividade, além de depoimentos sobre os ciclos permanentes de criação de valor no campo, que são fontes de inspiração para a evolução da pecuária nacional.
“O novo ambiente possibilita o acesso a todas as notícias da Premix, além de disponibilizar downloads das publicações técnicas, que também podem ser compartilhadas por e-mail. Em breve, mais novidades serão incorporadas”, ressalta Avona.
Sobre a Premix
O Grupo Premix tem como objetivo oferecer soluções em nutrição integradas. Com a missão de contribuir para evolução do agronegócio com um olhar no futuro, por meio de inovação, relacionamento e conhecimento compartilhado, o Grupo reúne as empresas Premix, indústria nacional líder em nutrição animal que atua há 37 anos no mercado, Green Fertilizantes e Sementes Paulista, e possui escritório central em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
A companhia oferece produtos de alta qualidade e consultoria especializada, disponibiliza aos clientes o seu know-how e produtos voltados para a qualidade do pasto, manejo correto e nutrição adequada de bovinos de corte e de leite, equinos, ovinos e caprinos conforme o clima e época do ano em cada região do País, categoria animal e fase de desenvolvimento.
Com moderna estrutura de produção e distribuição, a Premix também possui fábricas próprias em Patrocínio Paulista (SP), Presidente Prudente (SP) e Araguaína (TO), além de centros de distribuição em Juara (MT), Itumbiara (GO), Maringá (PR) e Campo Grande (MS). A companhia investe constantemente em inovação e desenvolvimento tecnológico de novos produtos com pesquisas e parcerias com as mais renomadas instituições de ensino do Brasil.
mar 17, 2016 | Economia
Campo Grande (MS) – O Procon/MS, órgão ligado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), divulgou nesta quarta-feira (16) pesquisa contendo preços de itens de páscoa em estabelecimentos da Capital.
Uma caixa de bombom, com 400 gramas, pode ser encontrada por R$ 7,89. O ovo de páscoa mais barato, também com o peso de 400 gramas, sai por R$ 66,80. Uma diferença de quase nove vezes com produtos do mesmo peso. Estabelecendo uma comparação somente com ovos, o preço pode variar em mais de 90% de uma loja para outra.
Com tamanha alteração de valor entre produtos de mesmo peso a superintendente do Procon/MS, Rosimeire Cecília da Costa, orienta o consumidor a considerar o peso dos ovos ao invés da numeração. “Cada empresa possui uma numeração de seus ovos, mas o peso é único. O consumidor deve ficar atento, pois um ovo número 15 do ano passado, pode estar com menos peso esse ano, ou seja, quem olhar só para o tamanho pode ficar no prejuízo”, alerta.
Dentre os sete locais pesquisados foram colhidos preços dos mesmos produtos em seus diferentes pesos e ainda realizada a comparação com cada estabelecimento constatando o maior e o menor preço.
Peixes
A maior variação entre o pescado é de 203,65% do Bacalhau do Porto com a média de R$ 64,52 o quilo. A menor variação, de 5,35%, foi observada no quilo do salmão inteiro com a média de R$ 30,64. Foram pesquisados mais de 30 itens em 16 estabelecimentos da Capital.
De acordo com o Procon/MS, no caso dos pescados é importante sempre verificar se o peixe apresenta uma carne firme, olhos salientes e brilhantes, guelras avermelhadas e escamas que não soltem facilmente. Já os pescados secos como o bacalhau, não podem ter manchas úmidas ou avermelhadas, nem umidade, o que pode indicar presença de bactérias. Se o sal grosso estiver se desprendendo, isso significa que o bacalhau não está úmido.
As duas pesquisas foram realizadas de 7 a 10 de março e podem ser conferidas nos links abaixo:
Pesquisa de ovos de chocolate
Pesquisa de peixes
mar 9, 2016 | Economia

Após 12 meses, as exportações de industrializados de MS voltam a registrar alta
Passados exatos 12 meses, a receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul registrou, em fevereiro deste ano, alta de 42% em relação ao mesmo período do ano passado, saltando de US$ 170,8 milhões para US$ 242,7 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Já na comparação do acumulado de janeiro e fevereiro de 2016 com o acumulado de janeiro e fevereiro de 2015 o aumento é 8%, saindo de US$ 450,3 milhões para US$ 486,2 milhões.
Em relação ao volume, na comparação de fevereiro deste ano com fevereiro do ano passado, o crescimento foi de 68,76%, saindo de 420.022 toneladas para 708.817 toneladas, enquanto no acumulado do ano de 2016 a alta foi de 12,47% na comparação com o mesmo período de 2015, aumentando de 1.279.122 toneladas para 1.438.620 toneladas. Além disso, nos dois primeiros meses deste ano os produtos industrializados representaram 69% de tudo que foi exportado pelo Estado, enquanto em fevereiro de 2016 esse percentual chegou a 63%.
Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, fevereiro de 2016 registrou o 2º melhor resultado para o mês de toda a série histórica da exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul. “De janeiro a fevereiro de 2016 as maiores evoluções na receita foram registradas nos grupos Papel e Celulose e Óleos Vegetais, que proporcionaram, no comparativo com igual período de 2015, aumentos de US$ 54,8 e US$ 31 milhões, respectivamente”, analisou.
Ele acrescenta ainda que importantes segmentos da exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul continuam com fortes perdas neste início de ano. “Na comparação com o mesmo período de 2015, as vendas ao exterior dos grupos Açúcar e Etanol, Complexo Frigorífico e Extrativo Mineral apresentaram receitas menores em US$ 18,9, US$ 15,6 e US$ 15,1 milhões, respectivamente, totalizando uma queda de US$ 50,9 milhões”, informou.
Desempenho
De janeiro a fevereiro, os principais destaques ficaram por conta do “Papel e Celulose”, “Complexo Frigorífico”, “Óleos Vegetais”, “Açúcar e Etanol”, “Couros e Peles” e “Extrativo Mineral”, que, somados, representaram 97,7% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior. As exportações do grupo “Papel e Celulose” tiveram como principal destaque a celulose, que registrou, de janeiro a fevereiro, receita equivalente a US$ 215,1 milhões ou 98,1% da receita total do grupo, indicando crescimento de 39% em relação ao mesmo período de 2015, quando o valor foi de US$ 154,2 milhões.
Os principais compradores até o momento são China com 45,5% ou US$ 99,7 milhões, Itália com 17,7% ou US$ 38,8 milhões, Holanda com 11,8% ou US$ 25,9 milhões, Estados Unidos com 5,4% ou US$ 11,8 milhões e Coreia do Sul com 4,1% ou US$ 8,9 milhões. No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação de janeiro a fevereiro de 2016 alcançou o equivalente a US$ 123,4 milhões, apontando queda de 11,2% sobre igual período de 2015, quando o total ficou em US$ 139,0 milhões, sendo que a redução observada se deu, principalmente, por conta da forte diminuição das compras em importantes mercados para as carnes de Mato Grosso do Sul, com destaque para Hong Kong, Egito, Arábia Saudita, Venezuela, China, Japão e Rússia, que somados apresentaram uma redução equivalente a US$ 28,9 milhões.
Já o grupo “Óleos Vegetais” fechou o período de janeiro a fevereiro de 2016 com receita equivalente a US$ 47,4 milhões, indicando aumento de 188% sobre o mesmo intervalo de 2015, quando o resultado ficou em US$ 16,5 milhões, tendo como principais destinos Tailândia e Indonésia que, somados, compraram o equivalente a US$ 42,8 milhões ou 90,0% do total. No grupo “Açúcar e Etanol” a receita de exportação de janeiro a fevereiro de 2016 alcançou o equivalente a US$ 46,5 milhões, redução nominal de 28,9% sobre igual período do ano passado, resultado das quedas ocorridas no volume e preço médio de comercialização de 13% e 18%, respectivamente.
Quanto ao grupo “Couros e Peles” a receita de exportação alcançou US$ 23,2 milhões, indicando redução de 5,7% sobre igual período de 2015, resultante da diminuição das aquisições de importantes compradores como os Estados Unidos, Hong Kong e Taiwan, bem como pela redução de 34% no preço médio da tonelada do couro exportado por Mato Grosso do Sul. Por fim, no grupo “Extrativo Mineral” a receita de exportação acumulada alcançou o equivalente a US$ 15,2 milhões, indicando recuo de 49,8% sobre o mesmo período de 2015, quando as vendas foram de US$ 30,2 milhões, resultado fortemente influenciado pela queda de 42% no preço médio da tonelada do minério de ferro, bem como pela redução de 6% no volume comercializado do produto.
Daniel Pedra
mar 9, 2016 | Economia

Programa ‘Terra Boa’ deve incrementar 12 bilhões no valor bruto da produção de Mato Grosso do Sul
Campo Grande (MS) – Centenas de pessoas acompanharam na tarde desta terça-feira, 8 de maio, a apresentação do Programa Estadual de Recuperação de Pastagens Degradadas, que o Governador Reinaldo Azambuja, através da Secretaria de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf), lança objetivando recuperar e manter a capacidade produtiva de áreas com pastagens atualmente degradadas que, incluindo os diferentes graus de degradação, estima-se ser da ordem de 7 a 8 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul.
Para promover o aumento da produção e da produtividade, ampliar a competitividade do agronegócio, fortalecendo as cadeias produtivas, além de reduzir os eventuais passivos ambientais e mitigar a emissão de Gases de Efeito Estufa – GEEs o programa, que leva o nome de ‘TERRA BOA’ tem como meta recuperar, em cinco anos, dois milhões de hectares de pastagens degradadas por meio da integração pecuária-lavoura, pecuária-lavoura-floresta, pecuária-floresta e pela renovação da pastagem pela pastagem.
O Governo do Estado como indutor do processo de desenvolvimento sustentável, atuará direta ou indiretamente, em um conjunto de iniciativas que constituem os componentes do programa: mobilização e capacitação, assistência técnica, financiamento, infraestrutura e logística e incentivos fiscais da ordem de R$250 milhões. Para isso serão aportados recursos financeiros da ordem de R$12,46 milhões ao longo dos cinco anos de execução do programa, estando previsto somente para 2016 recursos da ordem de R$3,23 milhões.
Os impactos econômicos esperados, entre outros, são: aumento da capacidade de suporte das pastagens de 0,8UA para até 2,4UA/ha; incremento da produção de 7,6 milhões de toneladas de grãos e 768 mil toneladas de carne, resultando em um incremento do valor bruto da produção da ordem de 12 bilhões.
Como impactos sociais espera-se a geração de 9.000 empregos e qualificação de mão de obra; aumento da renda nas propriedades rurais; melhoria da qualidade de vida e melhoria do IDH nas regiões de economia deprimida.
Em termos ambientais, espera-se recuperação do potencial produtivo dos recursos naturais; redução, em cinco anos, da emissão de gases de efeito estufa – GEEs da ordem de 20 milhões de toneladas de CO2 equivalente e redução da demanda pelo crescimento horizontal da ocupação das áreas do Estado.
O programa terá dez coordenações regionais que terão, entre outras atividades, o papel de articulação e mobilização de produtores rurais, agentes técnicos, financeiros, fornecedores de insumos e prestadores de serviços de apoio à produção.
O produtor rural interessado em participar do programa, deverá indicar o técnico que elaborará o projeto e que prestará a assistência técnica e, ambos, deverão cadastrar-se, por meio eletrônico, junto à Secretaria de Estado de Fazenda – SEFAZ (ICMS transparente). Outras informações sobre o programa podem obtidas na Sepaf, pelo telefone 3318-5000.
Kelly Ventorim – Assessora de Imprensa