A Usina Cedro, inaugurada nesta sexta-feira (12) em Paranaíba, marca a entrada do Grupo Pedra Agroindustrial em Mato Grosso do Sul e reforça o papel do Estado como potência verde na transição energética brasileira. Durante a cerimônia, o governador Eduardo Riedel destacou o impacto regional e ambiental do empreendimento.
Segundo o governador, a nova unidade representa desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade, ampliando a capacidade produtiva do Estado e fortalecendo a bioenergia como vetor estratégico global para o futuro do Brasil. “Estamos trabalhando com uma mudança conceitual, com usinas de capturar carbono, de gerar desenvolvimento, e de sustentabilidade”.
As projeções do setor apontam para uma produção sul-mato-grossense de 4,7 bilhões de litros de etanol (alta de 11%) e 2,6 milhões de toneladas de açúcar (aumento de 30%), reforçando a posição do Estado como um dos principais polos de bioenergia do país.
O superintendente do grupo, Luiz Roberto Kayzel Cruz, enfatizou que o Estado possui enorme potencial e que a usina nasce “com o propósito de produzir energia limpa, gerar desenvolvimento local e contribuir de forma concreta para um futuro mais sustentável”.
Já o prefeito de Paranaíba, Maycon Henrique Queiroz Andrade, garantiu que o sonho se tornou realidade com a implantação da unidade.
Com capacidade para processar 614.229 toneladas de cana-de-açúcar, a unidade, que iniciou a operação em agosto passado, deve produzir 53.284 m³ de etanol hidratado e cogerar 38.602 MWh já na safra 2025/26. A estrutura se apoia em modernas tecnologias agrícolas, uma planta industrial avançada e investimentos em capacitação profissional, reforçando o compromisso com eficiência operacional e sustentabilidade.
Mato Grosso do Sul deve moer 50,5 milhões de toneladas de cana na safra 2025/26, um crescimento de 3,5% em relação ao ciclo anterior, impulsionando a produção de etanol e açúcar no Estado. O executivo da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bionergia (Única), Evandro Gussi, enfatizou que o setor colabora com o aumento da renda e riqueza onde operações se instalam.
A trajetória da Usina Cedro teve início em 2022, mobilizando mais de 1.200 trabalhadores na fase de construção. Atualmente, a unidade gera cerca de 700 empregos diretos, consolidando-se como um motor de oportunidades para Paranaíba e todo o Mato Grosso do Sul.
Fundado em 1931, o Grupo Pedra Agroindustrial soma agora quatro unidades produtoras — três em São Paulo e a recém-inaugurada em Mato Grosso do Sul — consolidando-se como referência nacional na produção de energia renovável.
Participaram ainda da cerimônia, os secretários estaduais Eduardo Rocha (Casa Civil) e Jaime Verruck (Semadesc), a senadora Tereza Cristina, os deputados federais Beto Pereira e Dagoberto Nogueira, o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, o deputado estadual Pedro Carabina, além de autoridades municipais da região e do mercado sucroalcooleiro e sucroenergetico.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS Fotos: Álvaro Rezende/Secom
Mato Grosso do Sul alcançou US$ 7,24 bilhões em exportações entre janeiro e agosto de 2025, crescimento de 3,26% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Carta de Conjuntura do Comércio Exterior (agosto/2025) elaborada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O saldo da balança comercial chegou a US$ 5,53 bilhões, 8,4% superior ao registrado em 2024.
Entre os produtos exportados, a celulose lidera a pauta com 29,9% de participação, seguida da soja em grão (27,2%) e da carne bovina fresca (15,07%). A proteína bovina merece destaque: no acumulado de 2025, o setor registrou alta de 43,7% em relação a 2024, evidenciando a capacidade do segmento frigorífico em ampliar mercados e diversificar destinos, mesmo diante do cenário de tarifas dos Estados Unidos.
Somente no mês de agosto, a China respondeu por US$ 91 milhões em compras de carne bovina de Mato Grosso do Sul, consolidando-se como principal destino. O Chile importou US$ 16,4 milhões, o México US$ 11,8 milhões, enquanto mercados como Israel, Turquia, Filipinas e Itália mantiveram presença expressiva. Os Estados Unidos, que aplicaram a tarifa de 50%, adquiriram US$ 7,6 milhões, ficando atrás de outros parceiros emergentes na lista mensal.
Outros produtos também registraram forte crescimento, como o minério de ferro (alta de 32,8%) e a categoria “outros produtos” (resíduos vegetais, sucatas e desperdícios), que apresentou variação de 806% em valores exportados.
Nas importações, Mato Grosso do Sul registrou retração de 10,79% no acumulado, totalizando US$ 1,66 bilhão. O gás natural manteve-se como principal item importado, respondendo por 33,2% do total, seguido pelo cobre (7,9%) e por máquinas e equipamentos para a indústria de celulose e papel.
Quanto aos destinos, a China absorveu 46,7% das exportações estaduais no acumulado, consolidando-se como o principal parceiro comercial. Em seguida vieram os Estados Unidos (5,4%), a Itália (3,8%) e a Argentina (3,5%). Entre os mercados em expansão, a Argélia registrou crescimento de 44,7% em relação a 2024.
Nos portos, o destaque ficou com Santos (SP), responsável por 39,2% das exportações de Mato Grosso do Sul, seguido por Paranaguá (PR) (32,6%) e São Francisco do Sul (SC) (11,6%). No corredor da Rota Bioceânica, os terminais alfandegados de Corumbá e Porto Murtinho tiveram participação crescente: por Corumbá, até agosto, foram exportadas 6.255,9 toneladas (avanço de 58,16%), enquanto Porto Murtinho registrou avanço de 162% em relação ao ano anterior, totalizando 370,1 toneladas.
O secretário Jaime Verruck, da Semadesc, ressaltou que os números confirmam a força e dinamismo do setor exportador do Estado. “Mesmo em um cenário de incertezas no comércio internacional, Mato Grosso do Sul conseguiu expandir suas vendas externas, com destaque para a carne bovina e para a diversificação de destinos. Esse desempenho reforça nossa competitividade e abre caminho para novos mercados”, afirmou.
A tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, no entanto, já trouxe reflexos em agosto. No mês, as exportações sul-mato-grossenses para o mercado norte-americano recuaram 61% em relação ao mesmo mês de 2024, puxadas pela queda de quase 46% na carne bovina e de 92% na celulose. Ainda assim, os frigoríficos conseguiram redirecionar rapidamente sua produção, mantendo o crescimento no acumulado do ano.
O saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já está disponível para os trabalhadores nascidos em setembro. O saque pode ser feito em até 90 dias, isto é, até 28 de novembro, para os que optaram pela modalidade.
O valor liberado no mês depende do saldo total do FGTS. Para trabalhadores com até R$ 500 na conta, por exemplo, o valor a ser sacado é de 50%, enquanto para aqueles com saldo de R$ 1 mil, a cifra baixa para 40%, e de R$ 1.000,01 até R$ 5 mil, 30%. A quantia referente ao saque pode ser consultada no site ou aplicado do FGTS.
Segundo a Caixa, o saque-aniversário está disponível a todos os trabalhadores que se enquadrem em uma das modalidades de saque previstas em lei e que possuam valor liberado para saque. A migração para a modalidade, que abrange a retirada anual de uma parte do saldo das contas ativas e inativas do FGTS, é opcional e pode ser feita anualmente.
É importante ressaltar que aqueles que optarem pela modalidade ficam sem direito a resgatar o total do FGTS em caso de demissão sem justa causa. Neste caso, o trabalhador terá direito a receber somente a multa rescisória de 40% sobre o saldo da conta.
Caso tenha aderido ao saque-aniversário e não queira mais o serviço, o trabalhador deverá acessar o aplicativo do FGTS e cancelar a adesão ao programa, voltando para a opção “saque-rescisão”. A mudança, no entanto, será efetiva somente depois de 24 meses.
Confira as demais datas de saque para 2025:
Nascidos em setembro – saque de 2 de setembro a 30 de novembro
Nascidos em outubro – saque de 1º de outubro a 29 de dezembro
Nascidos em novembro – saque de 1º de novembro a 31 de janeiro de 2026
Nascidos em dezembro – saque de 2 de dezembro a 28 de fevereiro de 2026
Rico em oportunidades para melhorar a vida das pessoas, Mato Grosso do Sul tem se destacado como um dos mais competitivos do País. Levantamento do CLP (Centro de Liderança Pública), o Ranking de Competitividade mostra que o estado tem o 3º menor percentual de domicílios com renda per capita inferior à linha de pobreza, que é de R$ 218.
Com 100 indicadores em 10 pilares estratégicos para avaliar a qualidade da gestão pública e o ambiente de desenvolvimento nos estados, o Ranking de Competitividade foi divulgado na última quarta-feira (27), em Brasília.
Por trás desses dados, estão programas estruturantes do Governo do Estado de segurança alimentar, qualificação profissional, incentivo ao empreendedorismo e pagamento de bolsas de estudos.
Sem deixar ninguém para trás
De acordo com o levantamento, apenas três estados têm menos de 2% da população abaixo da linha de pobreza definida pelo governo federal, de R$ 218 mensais: Santa Catarina (1,65%), Rio Grande do Sul (1,74) e Mato Grosso do Sul (1,79%).
O desempenho de Mato Grosso do Sul se deve, em parte, ao programa estruturante Mais Social, da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), e à parceria com a Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul) para oferecer aos beneficiários cursos de qualificação gratuitos em diversas áreas com o objetivo de promover oportunidades e melhorar a vida da pessoas.
Alex é de Ponta Porã e também recebe o Mais Social; ele buscou qualificação no Curso de Bolo de Pote
Em Ponta Porã, Alex Divino da Cruz, que recebe o Mais Social, fez o curso Bolo de Pote, do MS Qualifica. Único homem em uma turma com 20 alunos, ele contou que o desejo é se tornar um empreendedor. “Eu decidi fazer esse curso para aprender a fazer bolo e quem sabe no futuro empreender e fazer doces e salgados também. O que eu puder aprender a fazer para ter uma renda, um futuro, estou disposto”, disse.
Com mais de 38 mil famílias, o programa Mais Social paga R$ 450 mês para garantir alimentação adequada e mobilidade social. O cartão do benefício pode ser usado para comprar comida, produtos de higiene e limpeza e gás de cozinha. É proibida a aquisição de bebidas alcóolicas ou de produtos à base de tabaco.
Programa Mais Social atende milhares de famílias em Mato Grosso do Sul; entre elas a de Ana Farias Jose
Outra iniciativa da Sead é a busca ativa de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, que já incluiu mais de 4 mil pessoas no Mais Social. A procura continua nos 79 municípios do Estado com o objetivo de fazer de Mato Grosso do Sul o 1º estado do País a erradicar a extrema pobreza.
Graças ao programa, a indígena Ana Farias Jose, que mora com a filha e o marido na aldeia Água Funda, no Jardim Noroeste, em Campo Grande, agora sabe que não ficará sem comida na mesa. “Só quem mora no barraco é que sabe o quão difícil é ficar sem alimento”.
“Esse cartão vem num momento bom porque a gente precisa bastante. Faz tempo que a gente está tentando pedir o cartão, só que não dava para ir lá longe para a gente ir pedir. Eu agradeço a todos que vieram, se disponibilizaram para vir ajudar a gente porque só quem mora no barraco é que sabe o quão difícil é ficar sem alimento. A gente na semana ficava preocupado em pedir dinheiro emprestado porque ficava sem”.
Outro programa que promove a mobilidade social é o MS Supera, também da Sead, que paga um salário mínimo mensal para 1.856 estudantes de baixa renda fazerem cursos de educação profissional técnica de nível médio ou universitários de instituições públicas ou privadas.
Capital Humano
Ainda em relação ao Ranking de Competitividade, Mato Grosso do Sul teve destaque positivo no pilar Capital Humano, com um salto de 15 posições entre os estados brasileiros, passando de 17º no ranking para a vice-liderança – atrás apenas de Santa Catarina. O Capital Humano avalia o nível educacional da mão de obra, aspectos ligados à inserção no mercado de trabalho e os impactos sobre a produtividade da economia.
Dentro desse pilar, o Estado ficou ainda em 1º em menor número de pessoas desocupadas por longo prazo (2 anos ou mais). Já em relação à população economicamente ativa com Ensino Superior, o estado permaneceu na 6ª posição; e à qualificação dos trabalhadores, subiu duas posições, em 9º no ranking.
Mato Grosso do Sul registrou em julho um saldo positivo de 3.023 postos de trabalho formais, segundo dados do Observatório do Trabalho de MS, divulgados quarta-feira (27) pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e Funtrab, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho.
Foram 36.395 admissões contra 33.372 desligamentos no período. No acumulado de janeiro a julho, o Estado abriu 26.755 novos empregos formais, o que representa um crescimento de 4,2% em relação ao estoque de empregos de 2024 e garante a 13ª posição entre as unidades da federação em empregabilidade.
Nos últimos 12 meses (ago/24 a jul/25), o saldo foi de 16.689 novos empregos, com um total de 697.024 postos formais ocupados em Mato Grosso do Sul. A taxa de rotatividade ficou em 32,69%, dentro da média nacional.
Outro destaque foi o ritmo de admissões em julho de 2025, que apresentou crescimento de 69% em relação a junho e de 4,1% em relação ao mesmo mês de 2024. Já os desligamentos tiveram alta de 6,5% em relação a junho, mas ficaram 1,56% abaixo do registrado em julho do ano passado.
Os setores que mais se destacaram em julho foram a construção civil (+1.191 vagas), o comércio (+675) e os serviços (+603). Entre os municípios, Campo Grande liderou com saldo positivo de 583 empregos, seguido por Inocência (+376), Chapadão do Sul (+343), Nova Alvorada do Sul (+221) e São Gabriel do Oeste (+218). Já as cidades com maiores saldos negativos foram Dourados (-154), Água Clara (-104), Caarapó (-95), Três Lagoas (-92) e Rio Brilhante (-81).
De acordo com o secretário Jaime Verruck, os números confirmam a tendência de crescimento da economia sul-mato-grossense e estão diretamente relacionados aos resultados do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), no qual Mato Grosso do Sul aparece entre os destaques no pilar Capital Humano.
“Ter saldo positivo de empregos com carteira assinada significa fortalecer o nosso Capital Humano, que é um dos pilares que colocaram Mato Grosso do Sul na 9ª posição do ranking de competitividade nacional. Isso mostra que a estratégia do Governo do Estado, de combinar atração de investimentos, diversificação produtiva e qualificação profissional, está dando resultados concretos. O trabalhador sul-mato-grossense encontra hoje mais oportunidades formais e está cada vez mais preparado para os novos desafios do mercado”, destacou o Jaime Verruck.
O secretário lembra ainda dos últimos dados da PNAD Contínua Trimestral do IBGE. “A taxa de desocupação em Mato Grosso do Sul caiu para 2,9% no segundo trimestre de 2025, o menor patamar já registrado desde 2012 e mantendo o Estado na quarta posição entre as menores taxas de desemprego do país e confirmando a solidez do mercado de trabalho sul-mato-grossense”, finalizou o titular da Semadesc.
O Observatório do Trabalho de MS consolida mensalmente os dados de geração de emprego e renda, permitindo que a Semadesc e a Funtrab direcionem políticas públicas para fortalecer ainda mais a inclusão produtiva e a empregabilidade em todo o Mato Grosso do Sul.
Mato Grosso do Sul apresentou oficialmente, nesta quinta-feira (14), um conjunto de medidas que marca um novo capítulo no combate à violência contra a mulher no Estado. O trabalho, fruto da união entre Governo, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Prefeitura de Campo Grande, representa um legado histórico de integração institucional, promovendo mudanças estruturais, operacionais e culturais desde fevereiro deste ano.
O evento reuniu representantes de todas as esferas da rede de proteção, que apresentaram avanços conquistados em 2025, como a modernização de procedimentos, ampliação de atendimentos, uso de inteligência artificial, fortalecimento de políticas públicas e execução de programas de prevenção e acolhimento.
Para o governador em exercício, José Carlos Barbosa (Barbosinha), a mobilização conjunta só foi possível pela compreensão de que não há espaço para protagonismos quando o objetivo é salvar vidas.
“O que vimos hoje é a prova de que, sem união, nada acontece. Passamos de um cenário precário para a era da digitalização, com sistemas integrados entre Governo e Judiciário, atendimentos mais céleres e ações preventivas que já apresentam resultados concretos. Nosso agradecimento vai a todos os poderes e instituições que compreenderam a urgência dessa mudança”, destacou.
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública apresentou números expressivos: entre abril e julho, o atendimento às vítimas quase dobrou — de uma média de 70 para 138 casos por mês. Medidas como a tarja lilás no SIGO, a medida protetiva eletrônica e a tramitação 100% digital de inquéritos e autos de prisão em flagrante reduziram processos que antes levavam até 48 horas para menos de um minuto.
O secretário Antônio Carlos Videira ressaltou que a integração de dados entre Polícia Civil, Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria permite análises de risco mais precisas. “Hoje conseguimos identificar rapidamente o histórico do agressor, acionar as medidas necessárias e evitar que a vítima seja revitimizada”.
Na Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, primeira do país, a parceria entre Estado e Prefeitura garantiu gestão compartilhada, revisão de fluxos e protocolos, criação da Ouvidoria da Mulher e ampliação das equipes psicossociais. Entre as inovações, está a presença de psicopedagogas na brinquedoteca para identificar sinais de violência em crianças, além do Botão da Vida, dispositivo conectado ao sistema de monitoramento da Guarda Civil Metropolitana, com tempo médio de resposta de 3 a 5 minutos.
O Ministério Público implementou o Alerta Lilás, ferramenta virtual que monitora reincidentes em violência doméstica, e criou a 78ª Promotoria de Justiça na Casa da Mulher Brasileira. “Não podemos esperar pela próxima vítima. A integração que construímos é para salvar vidas hoje”, afirmou o promotor Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior.
A Defensoria Pública dobrou o número de equipes e estendeu o atendimento até as 19h, com plantão 24h para casos urgentes. O resultado foi um aumento de 61% nos atendimentos e de 47,7% na distribuição de ações judiciais. “Mais do que orientação jurídica, estamos garantindo que cada mulher tenha seus direitos assegurados de forma humanizada e integrada”, destacou o defensor-público geral Pedro Paulo Gasparini.
O Tribunal de Justiça inaugurou a 4ª Vara de Violência Doméstica, criou o Monitor da Violência contra a Mulher, regulamentou intimações eletrônicas e reduziu o prazo de cumprimento de medidas protetivas para até 48 horas. A integração inédita entre os sistemas SIGO e SAGE já permitiu tramitar 2.687 medidas protetivas de urgência em até três horas.
Proteção social e fortalecimento da autonomia feminina
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos incluiu os primeiros órfãos do feminicídio no programa Recomeços, com auxílio mensal para custeio de moradia, alimentação e acompanhamento psicológico. Já a Secretaria de Cidadania ampliou o CEAMCA para 12 municípios, fortaleceu o Recomeços e o EJA Mulher, e lançou o Programa Protege, que integra prevenção, acolhimento e capacitação profissional.
Um marco para o futuro
As ações apresentadas colocam Mato Grosso do Sul na vanguarda nacional do enfrentamento à violência contra a mulher, unindo tecnologia, prevenção, atendimento humanizado e responsabilização dos agressores.
Barbosinha reforçou o compromisso do Estado de que “Cada vida protegida é uma vitória coletiva. Esse é o legado que estamos construindo: uma rede forte, integrada e comprometida em garantir que nossas mulheres vivam com dignidade, segurança e esperança”, disse.
Próximos passos
O Grupo de Trabalho já projeta medidas para 2026, como a ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de agressores e a implantação de unidades móveis de atendimento especializado em regiões de difícil acesso.
Mais do que respostas emergenciais, o objetivo é consolidar políticas públicas permanentes, capazes de romper o ciclo da violência e fortalecer a autonomia das mulheres. A união de esforços, a transversalidade das ações e a combinação de tecnologia, acolhimento e prevenção transformam Mato Grosso do Sul em referência nacional no enfrentamento à violência contra a mulher — reafirmando o compromisso de construir um Estado mais seguro, justo e inclusivo para todas.
Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom Internas: João Garrigó/Vice-governadoria