Valor é 13,2% maior do que o pago em 2022 aos mais de 7,5 milhões de associados de instituição financeira cooperativa
O Sicredi pagará mais de R$ 1,1 bilhão em remuneração sobre o capital social dos seus mais 7,5 milhões de associados em 2023. O valor é 13,2% superior ao pago no ciclo anterior e está sendo depositado nas contas capitais das pessoas e empresas associadas à instituição em todas as regiões do Brasil.
O capital social é composto pelos aportes realizados pelos associados no início do relacionamento, também podendo ser acrescido de outros aportes periódicos ou avulso. A finalidade do aporte é compor patrimônio para que a cooperativa exerça sua atividade e possa expandir o atendimento, mas ao mesmo tempo funciona como uma reserva de recursos, pois os valores continuam sendo dos associados e são remunerados com rendimento atrelado à Selic.
O capital social contribui para o crescimento das cooperativas porque é um de seus principais formadores de patrimônio é fundamental para determinar o montante dos recursos que podem ser emprestados aos associados, possibilitando que ela amplie seu apoio às atividades econômicas da região em que está inserida.
“Trata-se de um ciclo virtuoso que estimula a economia local. O associado investe na cooperativa que se capitaliza e continua crescendo para atender as necessidades da comunidade e levar o cooperativismo para mais pessoas”, explica César Bochi, diretor presidente do Banco Cooperativo Sicredi.
O aporte no capital social pode ser realizado de forma programada por meio das mais de 2,6 mil agências do Sicredi ou pelo atendimento via WhatsApp da instituição, no qual ele é feito com o suporte do assistente virtual do Sicredi, Theo. Para saber mais acesse: www.sicredi.com.br/site/capital-social/
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 7,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.600 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
A merenda que chega na mesa dos alunos da rede estadual de ensino tem suor, dedicação, esforço e até as lágrimas de agricultores familiares, assentados e indígenas, que com muita dedicação, empenho e força de vontade, produzem e levam comida sustentável e de qualidade para as escolas estaduais de Mato Grosso do Sul.
Janise na sua propriedade em Sidrolândia
Na Rede Estadual 30% dos recursos distribuídos às escolas para compra dos produtos da merenda escolar devem ser gastos com a agricultura familiar. Além de ser uma parceria de sucesso, isto ajuda a fomentar o setor e levar produtos saudáveis para o cardápio dos alunos. São frutas, verduras, derivados do leite e até pães, que são produzidos por este ramo tão importante da sociedade.
Mesmo enfrentando dificuldades e obstáculos pela frente, muitas vezes até com as intempéries do tempo, eles conseguem se organizar e fazer as entregas necessárias de seus produtos abastecendo as escolas estaduais e fazendo parte do “maior restaurante” do Estado, que são as merendas escolares nas 79 cidades.
Janise na sua plantação de alface em Sidrolândia
A agricultora Janize Soares da Silva, de 49 anos, é um dos exemplos deste trabalho de sucesso. Há 22 anos morando no Assentamento Terezinha, em Sidrolândia, faz 15 anos que ela vende suas frutas, verduras e hortaliças para escolas estaduais da cidade. Seus produtos são sustentáveis e sua preocupação é contribuir para que a merenda do aluno seja saudável e de qualidade.
“Sempre tive o cuidado de fazer uma produção saudável, agroecológica, respeitando o meio ambiente. Entrego alface, cheiro verde, couve, cenoura, verduras e frutas para as escolas. Faço entrega sempre na segunda-feira, atendendo sempre o que eles precisam, seguindo o cardápio da merenda”, explicou a agricultora.
Na sua propriedade de 15 hectares, Janize atende as escolas estaduais Sidronio Antunes de Andrade e Kopenoti de Professor Lúcio Dias (aldeia), ambas em Sidrolândia. “A entrega para escolas é meu carro chefe, já que é uma venda garantida, ajuda muito na minha rendam, faz a diferença no final do mês. Já em dezembro começo a plantar culturas, que vou entregar em fevereiro”, contou.
A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) foi fundamental para ajudar em toda documentação, para ela participar das chamadas públicas. “No dia vou lá pessoalmente. Meu diálogo com os diretores é ótimo, quando temos algum problema ou imprevisto na plantação eles entendem e combinam as entregas para outras datas, até por terem outros fornecedores”.
Para fazer as entregas ela conta com dois colaboradores e o que não vai para as escolas, aproveita para vender nas feiras da cidade. “Minha satisfação é produzir algo saudável que vai chegar para as crianças nas escolas. No próximo ano queremos aumentar a produção e chegar a mais lugares, este é o nosso objetivo”, ponderou.
Mulheres terenas mostram a produção de pães
Mulheres terenas
Um grupo de 11 mulheres terenas, que nasceram e foram criadas na aldeia Bananal, em Aquidauana, mostraram que juntas podem fazer a diferença. Elas se organizaram criaram a “Associação das Mulheres Solidárias Indígenas Terena”, que além de desenvolver ações sociais e de ajuda à comunidade, resolveu produzir pães que são entregues nas escolas estaduais da cidade. Assim elas valorizam a cultura local, se tornam protagonistas das suas histórias e geram renda para suas famílias.
Daniele Luiz de Souza, idealizadora da associação
O trabalho social dentro da aldeia começou há quatro anos e a produção de pães desde 2022. Na casa de uma das integrantes, elas fazem pão francês, pão caseirinho e um pão enriquecido de abóbora, que é colhida na região, e traduz toda cultura e força do povo terena.
“O foco principal das mulheres é a renda, mas o nosso objetivo é também levar proteção, segurança, visibilidade a elas, além de ajudar a quem precisa, trabalhar o social de toda aldeia. No começo houve muita desconfiança, até porque pela cultura terena as mulheres ficam em casa e os homens a frente de tudo, com muitas dificuldades, seguimos em frente e geramos renda extra nas casas”, contou Daniele Luiz de Souza, que é a idealizadora da Associação.
Terenas no processo de produção de pães na aldeia Bananal
Ela explica que a produção é feita na casa da sua mãe, que já tinha alguns equipamentos de panificadora, por já ter trabalhado muito tempo no ramo. As meninas começam a fazer os pães a partir das 16h e seguem até a noite. De manhã bem cedo, eles (pães) estão fresquinhos para seguirem para as creches e às escolas estaduais Felipe Orro e Coronel José Alves Ribeiro (Cejar).
“Começamos a atender as creches quase todo dia com a produção de 67 kg de pães. Teve repercussão muito boa nossos produtos, o que nos deu trabalho dobrado. Hoje minha irmã que faz parte da associação faz a entrega com seu carro nas creches e escolas. São oito mulheres produzindo e mais três ajudando em todo processo”, disse ela.
Ivanilda Pereira é uma das integrantes do grupo e coloca a mão na massa. Ela conta que entrou na associação para melhorar a renda da sua casa. “Entrei para aumentar a renda da minha família, até porque penso muito nos meus filhos. Ajudo a fazer os pães e temos este desafio de aumentar a produção, conseguir novos maquinários e ter um local específico para produzir”, destacou.
Ivanilda Pereira
Dalila Luiz
Dalila Luiz também faz parte do projeto e sua função tem os entregar os pães até às 7h nas escolas. “Desde pequeno moro na aldeia e minha mãe criou os filhos dela fazendo pães com muito carinho e dedicação. O maquinário que usamos é o dela. Eu faço a entrega com meu carro na cidade e tenho que chegar bem cedinho nas escolas. Este trabalho está ajudando muitas mulheres, aqui na aldeia não tem nenhuma renda, assim elas podem contribuir com o orçamento da família, em um trabalho comunitário”.
O próximo passo deste grupo é ter um local próprio para produção, criar uma padaria comunitária, com mais equipamentos para expandir a produção e assim incluir mais mulheres neste trabalho. Elas pedem apoio e parceria do poder público para que este sonho se torne realidade. Querem ter sua marca própria, e juntar a cultura, experiência, tecnologia e inovação, mas acima de tudo coragem para fazer diferente.
“Vamos correr atrás deste sonho (padaria comunitária), o trabalho não pode parar. Junto iremos ampliar nossas capacitações, para que além das escolas, levar nossos produtos a empresas, mercados e comércio em geral. Principalmente nossos produtos com diferenciais da nossa cultura. Não queremos o espaço de ninguém, apenas o nosso e vamos crescer juntas”, destacou Daniele Souza.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Bruno Rezende
Últimos dias para preparar a ceia de Natal e pesquisa do Procon/MS (Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor), instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), encontrou variação de preços de até 214,9% em um mesmo item da lista de compras.
É o caso da unidade do abacaxi pérola, que pode ser comprado por R$ 3,49 em rede atacadista na Mata do Jacinto ou R$ 10,99 em supermercado no Santa Luzia.
Foram avaliados no levantamento os valores praticados em 14 estabelecimentos de atacado e varejo, entre os dias 11 e 15 de dezembro, em Campo Grande. Os produtos podem ter sofrido mudanças nos preços em virtude de estoques, demanda e aplicação de descontos, servindo a pesquisa de parâmetro para a orientação aos consumidores.
Bebidas, panetones e proteínas
A sidra, bebida alcoólica preparada com sumo fermentado de maçã, têm variação de preços de até 138,58%. Ela pode ser encontrada por R$ 12,57 em supermercado no Santa Fé, enquanto no Guanandi o produto é vendido a R$ 29,99.
No caso dos panetones, o de frutas cristalizadas pode ser comprado por R$ 20,99 em atacadista no Vilas Boas e R$ 35,99 na Mata do Jacinto. Já na versão com chocolate, os valores partem de R$ 20,79 no Jardim dos Estados a R$ 36,99 no Guanandi.
Entre as proteínas, por sua vez, o quilo do pernil tem a maior diferença. Ela chega a 206,65%, quando comparadas as seis marcas presentes no levantamento. Assim, o consumidor encontra o produto por R$ 13,99 no Guanandi e R$ 42,90 em atacadista na Vila Santo Antônio.
Orientações
Antes de sair às compras, o Procon/MS recomenda que se faça uma lista com todos os produtos necessários para a ceia. “Isso pode evitar compras por impulso e torna o processo de consumo mais consciente e preciso”, diz o secretário-executivo, Antonio José Angelo Motti.
É importante ainda que o consumidor compare os preços entre os estabelecimentos, considerando detalhes como a qualidade, peso, data de validade e tempo de entrega dos itens a serem comprados.
O mesmo vale para compras por sites ou aplicativos, onde é preciso atenção quanto a segurança da plataforma e a descrição do produto.
Em caso de problemas nas relações de consumo, é possível tirar dúvidas ou registrar denúncias pelo telefone 151 em dias úteis, bem como formalizar a qualquer momento uma reclamação online no site do Procon/MS.
As usinas de cana-de-açúcar registraram recuperação no processamento da matéria-prima em Mato Grosso do Sul, com a moagem de 46,3 milhões de toneladas de cana nesta safra. O volume é 3,8% superior a temporada passada.
Em relação ao mesmo período do ciclo anterior (abril a novembro), o processamento da matéria-prima foi 16,6% maior. Os dados são da Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul).
O bom resultado da safra de cana e a previsão de R$ 5 bilhões de investimentos em plantas de etanol de cana e milho no Estado reforça a aposta da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) em contar com a força do setor na busca de obter o status de Estado Carbono Neutro em 2023.
O papel foi destacado pelo titular da pasta Jaime Verruck, que ressaltou uma série de medidas que Governo de Mato Grosso do Sul tem realizado para auxilir no crescimento do setor.
“Por meio de decreto, o Governo de MS autorizou as usinas produtoras de etanol a utilizarem os créditos oriundos do ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços) acumulados a partir das operações de etanol anidro nos últimos anos”, relembrou.
Secretário destaca a importãncia do setor sucroenergético para o Governo
O saldo credor a que se refere faz parte compromissos fiscais entre o Governo Estadual e as indústrias sucroenergéticas que desde o início das suas operações possuem créditos a serem resgatados junto à Secretária de Estado de Fazenda (Sefaz).
No decreto, o Governo do Estado aponta a intenção de valorização dos biocombustíveis produzidos em Mato Grosso do Sul a partir de fontes renováveis, à exemplo da cana-de-açúcar e milho, com baixa pegada de carbono.
Para que seja realizada a transferência do saldo credor de ICMS, as usinas sucroenergéticas poderão, por meio de autorização da Sefaz, utilizar o crédito em estabelecimentos também contribuintes em Mato Grosso do Sul.
Entre as condicionantes, estão novos investimentos que promovam o desenvolvimento econômico e social e a contribuição ao Fundo Estadual de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (PRÓCLIMA) com 1,5% do valor do crédito autorizado para transferência.
“O setor de Bioenergia é fundamental na política de sustentabilidade e desenvolvimento do Governo do Estado. Temos 17 usinas de etanol de cana atuando em MS e uma de milho. Teremos no primeiro semestre de 2024 a inauguração da Neomille em Maracaju e a segunda planta da Inpasa já está em andamento em Sidrolândia. Além disso a Pedra Bonita de etanol de cana deve operar em Paranaíba. Ou seja são R$ 5 bilhoes previstos em investimentos somente no segmento”, salientou Verruck lembrando que o setor é estratégico para a política estadual de agregar valor a produção com sustentabilidade.
Verruck ainda afirma a evolução das usinas na produção de biocombustíveis. “Temos a Raízen que vai produzir etanol de segunda geração e a Adecoagro que investe em hidrogênio verde. Isso mostra que os etor é um dos mais avançados em práticas de sustentabilidade e Carbono Neutro”, acrescentou o secretário.
Para o Diretor-executivo da Biosul, Érico Paredes, as condições climáticas ao longo do ano contribuíram para o resultado positivo.
“É um ciclo de recuperação de produção e produtividade em Mato Grosso do Sul. A boa distribuição de chuvas nos canaviais permitiu que as usinas avançassem nos seus cronogramas de colheita preservando a qualidade da matéria-prima e estendendo os trabalhos nas lavouras”, explica. O ciclo em andamento se encerra em 31 de março de 2024.
Outro destaque da safra é a concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) que registrou 142,50 kg por tonelada de cana, sinalizando melhora na qualidade da matéria-prima com uma média 3,32% acima do ciclo anterior.
Açúcar e Etanol
A produção de açúcar ultrapassou 2 milhões de toneladas, quantidade 55% maior em relação ao mesmo período do ciclo anterior e a maior já registrada no Estado.
“É um importante marca para Mato Grosso do Sul, que já é o 5º maior produtor de açúcar do País, sendo o alimento um dos principais produtos que contribuem para a receita de exportação na balança comercial do Estado”, destacou Paredes.
A produção de etanol somou 3,2 bilhões de litros até 30 de novembro. Desses, são 2,2 bilhões de litros de etanol hidratado e 1 bilhão de litros de anidro a partir da cana-de-açúcar e do milho, volumes 25% maior e 1% menor, respectivamente, em relação ao mesmo período do ciclo anterior.
Bioeletricidade
Com o avanço no processamento da cana, a produção de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar também apresentou aumento.
Conforme dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), compilados pela Biosul, de abril a setembro foram exportados 1,4 milhão de MWh (Megawatt-hora) para o Sistema Interligado Nacional (SIN). A quantidade é 9,7% maior em relação ao mesmo período de 2022.
Reação do setor sucroenergético
A recuperação de produção e produtividade dos canaviais de Mato grosso do Sul vem em um importante momento para o setor, que vive a sua terceira fase de expansão no Estado. Consolidado como o 4º maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, o setor conta com 18 indústrias sucroenergéticas em operação e quatro projetos.
No último ano, o setor contou com o incremento na produção de etanol de milho, até então produzido somente a partir da cana-de-açúcar. Com suas particularidades em termos de capacidade de produção e armazenamento da matéria-prima (milho), a atividade se apresenta cada vez mais relevante para o Estado por se tratar de uma atividade de alto investimento, alinhada nos quesitos de sustentabilidade, que contribui na movimentação de outros elos da cadeia produtiva e reforça a aptidão do Estado como produtor de energia limpa e renovável.
De acordo com a Biosul, os avanços na produção sucroenergética e novos investimentos no Estado impulsionam ainda mais a contribuição do setor na geração de novos empregos, desenvolvimento na região onde as usinas estão instaladas e na participação na receita da balança comercial do Estado.
As operações realizadas contemplam especialmente micro e pequenos empreendimentos, além da agricultura familiar
Seguindo o ritmo de crescimento acelerado dos últimos anos, o Sicredi alcançou R$ 200 bilhões em sua carteira de crédito no mês de outubro. O marco representa um aumento de 21% nos últimos 12 meses e demonstra a expansão da instituição financeira cooperativa, que hoje conta com mais de 7 milhões de associados em todo o Brasil. Do total, 39,4% correspondem à carteira agro e, do crédito comercial, 31,5% foram disponibilizados para associados pessoas jurídicas e 29,1% para associados pessoas físicas.
“Entendemos o crédito como um instrumento fundamental para exercer o nosso propósito de construir uma sociedade mais próspera e, por isso, buscamos as melhores condições. Com soluções responsáveis e atendimento próximo, reforçamos o compromisso com as pessoas e com o desenvolvimento das regiões em que estamos presentes” afirma Gustavo Freitas, diretor executivo de Crédito do Sicredi.
Com o compromisso de fazer o crédito chegar a quem mais necessita, 67% das operações de crédito comercial destinadas a pessoas jurídicas são para micro e pequenas empresas. No crédito comercial para pessoas físicas, 61% das operações para residentes dos centros urbanos são destinadas a associados com renda mensal até R$ 4 mil.
A carteira agro do Sicredi totalizou R$ 79,4 bilhões em outubro, posicionando a instituição como a segunda principal do Brasil em crédito aos produtores. No agro, das mais de 500 mil operações ativas na carteira, 57% foram direcionadas para a agricultura familiar, via PRONAF, e 13% para médios produtores rurais, via PRONAMP. Além disso, 12% das operações correspondem à Cédula do Produto Rural – CPR.
“Cabe destacar que em mais de 200 municípios o Brasil o Sicredi é a única instituição financeira fisicamente presente, o que, além de promover o acesso aos recursos, possibilita um atendimento consultivo e conectado à realidade daquela localidade”, complementa Freitas.
Buscando intensificar a captação de crédito alinhada também à estratégia de sustentabilidade institucional, mais de 17% dos recursos da carteira foram voltados para a Economia Verde, montante que corresponde a mais de R$ 35 bilhões. Essa carteira compreende produtos e serviços financeiros que possibilitam igualdade social, ao mesmo tempo em que reduzem riscos ambientais e escassez ecológica. No portfólio atual, há linhas sustentáveis voltadas para produção rural familiar, que representam 38%, agricultura de baixo carbono, com 22,9%, energia renovável e sustentabilidade ambiental e boas práticas agrícolas, que correspondem a com 16,2% e 7,3% da carteira, respectivamente.
Outro fator relevante para a atuação em todas as regiões do país é a parceria de 25 anos entre o Sicredi e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Até outubro deste ano, o saldo da carteira de crédito do Sicredi com recursos do BNDES contabilizou R$ 20 bilhões, distribuídos em 176 mil operações, sendo que boa parte delas – de 125 mil – apoiaram a agricultura familiar.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 7 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.600 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
Mato Grosso do Sul encontra-se entre as três unidades federativas brasileiras com maior liberdade econômica, segundo o Índice Mackenzie de Liberdade Econômica Estadual (IMLEE) de 2023, publicado no fim de novembro. O levantamento, que compara jurisdições estaduais, coloca o Estado em posição destacada, entre os melhores ambientes de negócios para crescimento e prosperidade, atrás apenas dos estados de São Paulo e Espírito Santo, e à frente de Santa Catarina e Mato Grosso – que fecham o top 5.
Com nota 5,40 em uma variação de 0 (menos liberdade) a 10 (mais liberdade), Mato Grosso do Sul ficou consideravelmente acima da média nacional, que marca 4,38 pontos. De acordo com o índice, o território sul-mato-grossense está entre os que mais avançaram em relação a 2021, junto ao alagoano, mato-grossense e acriano.
A posição de destaque se deve ao constante trabalho do Governo de Mato Grosso do Sul em busca de investimentos, geração de renda e de empregos para a população. A atração de empreendimentos para cá é peça-chave da estratégia de desenvolvimento regional traçada pela gestão pública, beneficiando todo o Estado.
No levantamento, Mato Grosso do Sul também é destaque em “Regulamentação e liberdade nos mercados estaduais de trabalho”, ocupando o topo do ranking com uma pontuação de 9,40. Tal dimensão avalia o mercado de trabalho por meio de leis sobre salário mínimo, emprego do setor público das três esferas na jurisdição e densidade sindical.
A nota média do Brasil aponta melhoria para se empreender na maioria dos estados quando comparada ao relatório anterior, em que a pontuação foi 4,06. Tal mudança surge também devido à subida do país em algumas posições no ranking Economic Freedom of the World 2023 (EFW 2023), que reflete o aumento geral das pontuações das jurisdições. A disseminação da vacinação, o retorno das atividades pós-pandemia e as políticas para lidar com a covid-19 estão entre os principais fatores da alteração.
Vista noturna da fábrica em Ribas do Rio Pardo.
Unidade da Suzano mudou a pequena cidade.
Desenvolvimento se reflete em várias regiões de MS.
Índice Mackenzie de Liberdade Econômica Estadual
O IMLEE é um indicador que avalia as condições de empreendedorismo nos estados brasileiros e o grau de interferência estatal sob os indivíduos. Segundo o estudo, as unidades federativas com maior nível de liberdade econômica possuem maior PIB per-capita e menor informalidade no mercado de trabalho. O índice é calculado a partir da média de três dimensões: o gasto dos governos subnacionais, a tributação nas unidades federativas e a regulamentação e liberdade nos mercados estaduais de trabalho.
Heloisa Duim, Programa de Estágio Supervisionado Fotos: Saul Schramm