abertura do período de prestação de contas com a Receita Federal sempre traz o mesmo dilema aos contribuintes: correr para entregar a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) ou aguardar os últimos dias do prazo? A escolha interfere diretamente no calendário de restituição e pode impactar até mesmo na rentabilidade do valor a receber.
Para quem precisa de liquidez imediata, a regra é simples: declarar cedo aumenta as chances de receber primeiro. O cronograma de restituições segue, em regra, a ordem de entrega das declarações. Assim, quem envia o documento logo nos primeiros dias costuma ser incluído nos lotes iniciais, tradicionalmente pagos a partir de maio, conforme o histórico dos últimos anos.
Essa alternativa é ideal para contribuintes que contam com o dinheiro da restituição para equilibrar o orçamento, quitar dívidas ou realizar pagamentos programados ainda no primeiro semestre.
Já para quem não tem urgência, esperar pode ser uma estratégia financeira interessante. O valor da restituição é corrigido pela Selic, a taxa básica de juros da economia. Isso significa que, quanto mais tarde o pagamento, maior tende a ser o valor final recebido.
Com projeções indicando a Selic em torno de 12,5% ao longo de 2026, receber nos últimos lotes funciona, na prática, como um investimento conservador e automático. Enquanto o dinheiro permanece com o governo, ele é atualizado mensalmente, garantindo ganho real ao contribuinte.
Como funciona a fila de prioridades
Mesmo declarando logo no início, é importante lembrar que a legislação estabelece grupos com prioridade no recebimento da restituição. A ordem geralmente segue os seguintes critérios:
Idosos com 80 anos ou mais;
Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou com doenças graves;
Contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério;
Quem utilizou a declaração pré-preenchida e/ou optou por receber via Pix;
Demais contribuintes, conforme a data de entrega.
Planejamento evita surpresas
O valor da restituição não costuma ser uma surpresa. Durante o preenchimento da declaração, o próprio programa da Receita Federal informa se há imposto a pagar ou a restituir, apresentando uma simulação. Ainda assim, o resultado pode ser alterado caso o Fisco identifique inconsistências ou dados incorretos.
Antes de decidir quando enviar a declaração, o contribuinte pode usar simuladores oficiais para planejar melhor suas finanças e escolher a estratégia mais vantajosa para o seu perfil.
No fim das contas, declarar cedo ou esperar até o final do prazo não é uma questão de certo ou errado, mas de prioridade financeira. O essencial é respeitar o prazo e garantir que todas as informações estejam corretas para evitar problemas futuros com o “Leão”.
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado nesta sexta-feira (9) pelo Conselho da EU. Com a previsão de ser assinado no dia 17 em Assunção, Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.
Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.
Após a assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu.Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.
Confira os principais pontos do acordo:
1. Eliminação de tarifas alfandegárias
Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
2. Ganhos imediatos para a indústria
Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.
Setores beneficiados:
Máquinas e equipamentos;
Automóveis e autopeças;
Produtos químicos;
Aeronaves e equipamentos de transporte.
3. Acesso ampliado ao mercado europeu
Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.
4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis
Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.
O sucesso dos pequenos negócios também está diretamente ligado ao cumprimento de compromissos e responsabilidades que entram em vigor a partir de 1º de janeiro, quando tem início o calendário empreendedor no país. Com foco na orientação dos Microempreendedores Individuais (MEIs) de Mato Grosso do Sul, o Sebrae/MS apresenta dicas e prazos para 2026, com atenção especial às regularizações e atualizações necessárias ao longo do ano.
Para a coordenadora de atendimento territorial do Sebrae/MS, Andréa Barrera, estar atento aos prazos é essencial para garantir a continuidade dos benefícios da categoria empreendedora. “O MEI regular permanece emitindo notas fiscais, pagando menos tributos e tendo os mesmos benefícios de uma pessoa jurídica. Mas, caso não esteja atento e perca o prazo, a sua empresa fica fora do regime diferenciado, estando sujeita aos tributos e obrigações de uma Microempresa, e, por isso, precisará contratar um contador e arcar com os demais registros e impostos necessários à modalidade empresarial”, destaca a coordenadora, que ressalta ainda que, para as microempresas, a contratação de um contador é uma exigência legal, enquanto o Microempreendedor Individual (MEI) é isento dessa obrigatoriedade.
Confira os prazos:
Reajuste
Até o dia 20 de cada mês, o valor da contribuição mensal do MEI – Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), deve ser recolhido pela guia – que, com o aumento do salário-mínimo para R$1.621, tem variação entre R$81,05 e R$87,05, dependendo da atividade exercida pelo profissional. Para o MEI Caminhoneiro, a contribuição mensal está entre R$194,52 e R$200,52. A primeira guia a considerar essa mudança vence em fevereiro de 2026, pois o recolhimento é sempre com relação ao mês anterior.
Regularização e adesão
Os empreendedores que receberam o Termo de Exclusão do Simples Nacional, pelo Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional, precisam regularizar os débitos em um prazo de 90 dias após a visualização do documento. O prazo para contestação do Termo de Exclusão permanece de 30 dias após a ciência. Essa exclusão resulta em perda de benefícios fiscais para os pequenos negócios que terão dificuldades para emitir notas fiscais, entre outras complicações.
Assim, até 30 de janeiro, os pequenos negócios (MEIs ou empresas ME e EPP) que foram excluídos do Simples Nacional, ou que inclusive estavam em débito com a Receita Federal, podem aderir novamente a esse regime de tributação, regularizando-se. No mesmo período, os MEIs que ultrapassaram o teto de faturamento de R$81 mil serão automaticamente desenquadrados da categoria de Microempreendedor Individual. Nesse caso, devem solicitar a permanência no Simples Nacional.
Declaração Anual
Até 31 de maio, a Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) está disponível para o preenchimento, e mesmo quem não teve faturamento no ano anterior precisa fazer essa declaração. O documento reúne as informações sobre as contribuições e o faturamento da empresa em 2025 e de empregados (se for o caso).
Mutirão do MEI
Para ajudar os microempreendedores individuais a começarem o ano com as pendências resolvidas, o Sebrae/MS promove, entre os dias 12 e 30 de janeiro, o Mutirão do MEI. São 85 pontos de atendimento em todas as regiões de Mato Grosso do Sul, distribuídos entre as unidades do Sebrae e parceiros, como Salas do Empreendedor e Associações Comerciais, abrangendo 59 municípios do estado. Durante o atendimento, são disponibilizados gratuitamente serviços como: regularização de débitos; orientação sobre reenquadramento e permanência no Simples Nacional; informações sobre prazos e obrigações fiscais; emissão de documentos e formalização. Além disso, empreendedores com qualquer tipo de dúvida podem procurar os postos para esclarecimentos.
Entre os pontos de atendimento, algumas opções são as unidades do Sebrae. Em Campo Grande, há a Sede, o Sebrae Parati/Aero Rancho e o escritório localizado no Pátio – o Shopping do Centro, das 8h às 17h. Já nas unidades do interior (Bonito, Corumbá, Coxim, Dourados e Três Lagoas), o atendimento será das 8h às 12h e das 14h às 17h. Dúvidas também podem ser esclarecidas pela Central de Relacionamento do Sebrae, no telefone 0800 570 0800, inclusive, para consultar se a sua cidade tem ponto de atendimento.
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) publicou a Portaria Detran-MS “N” nº 199, que fixa o Calendário Anual de Licenciamento de Veículos para o exercício de 2026.
O calendário foi definido conforme a Resolução nº 110/2000 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e organiza os prazos de licenciamento de acordo com o final da placa, com o objetivo de facilitar o planejamento dos proprietários de veículos em todo o Estado.
O Detran-MS destaca a mudança realizada em agosto do ano passado, que deixou de imprimir e enviar a guia física ao endereço dos proprietários. Na época, levantamentos apontavam que menos de 10% das guias impressas eram efetivamente pagas. A digitalização total representa economia, sustentabilidade e alinhamento com as novas formas de atendimento público.
Manter o licenciamento em dia é obrigatório para todos os veículos em circulação, independentemente do ano de fabricação. O não pagamento pode gerar multa no valor de R$ 293,47 , sete pontos na CNH, e possibilidade de remoção do veículo em caso de fiscalização, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
O adiantamento do exercício 2026 ou regularização do débito de 2025, pode ser feito a qualquer momento pelos canais digitais: aplicativo Meu Detran MS, portal Meu Detran ou pela atendente virtual Glória, no WhatsApp (67) 3368-0500.
O Detran-MS alerta ainda para processo de inscrição dos débitos de licenciamento na Dívida Ativa do Estado, previsto nas Portarias nº 155 e nº 192. Conforme a legislação estadual apenas o exercício atual (2026) e o anterior (2025), podem ser regularizados diretamente com o Detran-MS, seja pelos canais digitais ou nas agências.
Proprietários com pendências de pagamentos do exercício de 2024 para trás devem procurar atendimento na PGE (Procuradoria-Geral do Estado) para regularização. O proprietário deve procurar o setor de Dívida Ativa, localizado na Avenida Afonso Pena, nº 6134, em Campo Grande ou acessar o Portal do Contribuinte.
Outra informação importante é a economia: pagar o licenciamento dentro do prazo pode representar mais de R$ 70 de desconto. Isso porque a tabela de serviços do Detran-MS, regulamentada pela Lei Estadual nº 5.797, estabelece o valor de 4,53 UFERMS para pagamentos em dia. Após o vencimento, o contribuinte perde o benefício de pontualidade e passa a pagar 5,88 UFERMS.
Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com o maior valor de exportações da sua história, alcançando US$ 10,7 bilhões em vendas externas. O resultado supera o recorde anterior, registrado em 2023, quando o Estado exportou US$ 10,6 bilhões e representa crescimento de 7,51% em relação ao ano de 2024.
Os dados estão na Carta de Conjuntura do Comércio Exterior elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com base nas informações do ComexStat, divulgadas pelo Governo Federal.
A pauta exportadora sul-mato-grossense segue concentrada em três grandes cadeias produtivas. A celulose liderou as exportações em 2025, com participação de 28,98%, consolidando-se como principal produto e com perspectiva de crescimento nos próximos anos, impulsionada pelos elevados investimentos industriais em curso.
A soja aparece na sequência, com cerca de 22% do total exportado, seguida pela carne bovina, que respondeu por aproximadamente 17%. “Essas três cadeias são hoje a base das exportações de Mato Grosso do Sul e têm enorme relevância para a geração de renda, empregos e divisas”, ressaltou o secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc.
Na avaliação do secretário, o resultado foi alcançado em um cenário internacional adverso, e a principal boa notícia foi a capacidade de daptação da economia estadual.
“Em 2025 tivemos discussões e restrições comerciais importantes impostas pelos Estados Unidos, nosso segundo principal mercado para a carne bovina, além de impactos sobre a citricultura, ferroligas, café e laranja. Isso trouxe reflexos relevantes para Mato Grosso do Sul, mas conseguimos reagir e superar esse cenário, batendo recorde de exportações. As vendas externas totalizaram US$ 10,7 bilhões em 2025″, revela Verruck, que completa.
“Conseguimos realocar produtos para outros mercados e manter o fluxo normal de produção, inclusive com ajustes na pauta, como no caso da celulose, que deixou de ser direcionada ao mercado americano”, explicou. O principal destino das exportações segue sendo a China, com 48,57% de participação, seguida pelos Estados Unidos.
Melhorias no Rio Paraguai garantiram logística de exportação do minério sul-mato-grossense (Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo)
Na análise por município, Três Lagoas manteve a liderança como maior exportador do Estado, concentrando 19,68% do total, impulsionada pela indústria de celulose. Ribas do Rio Pardo aparece em segundo lugar, com cerca de 11%, ultrapassando Dourados e Campo Grande, também em função da atividade florestal e industrial.
“É importante lembrar que, diferentemente da celulose, a soja tem origem bastante diluída, estando presente em mais de 60% dos municípios do Estado, o que explica essa diferença de concentração regional”, concluiu Jaime Verruck.
Logística apoia aumento das exportações
O desempenho positivo das exportações também foi sustentado pela logística de escoamento da produção. O Porto de Santos foi o principal canal de saída das mercadorias, respondendo por cerca de 38% do total exportado, com forte utilização do transporte ferroviário por meio da Malha Norte.
Paranaguá concentrou aproximadamente 33% das exportações, principalmente via transporte rodoviário de soja, enquanto São Francisco do Sul respondeu por cerca de 12%, com perfil mais voltado às proteínas animais. Já Corumbá participou com cerca de 5% do total exportado.
Nesse contexto, o secretário Jaime Verruck chama atenção para o desempenho do setor mineral. “Com a manutenção do calado do rio ao longo de 2025, foi possível ampliar a produção mineral. O Estado bateu recorde de exportação de minério de ferro, com volume superior a 8 milhões de toneladas, reforçando a importância desse segmento para a economia sul-mato-grossense”.
Importações
Já do lado das importações, o total acumulado em 2025 foi de US$ 2,8 bilhões, o que representa retração de 3,4% em relação ao ano anterior. O principal produto importado foi o gás natural, item estratégico da pauta estadual.
“Houve uma contração no volume importado de gás natural, o que inclusive impactou nossas finanças estaduais”, observou o secretário.
Na sequência, destacam-se as máquinas destinadas à indústria de papel e celulose e o cobre, reflexo da presença de uma indústria consolidada de fios de cobre no Estado.
Com investimentos estimados em R$ 2,4 bilhões e cerca de 35 mil hectares de projetos já prospectados, a citricultura avança de forma acelerada em Mato Grosso do Sul e se consolida como uma das principais apostas do agronegócio estadual para diversificação econômica, geração de renda e atração de novos empreendimentos.
Atualmente, o Estado já conta com mais de 7 milhões de mudas implantadas e a meta de alcançar 50 mil hectares de pomares formados até 2030, ampliando de forma significativa sua participação na produção nacional de laranja.
Embora ainda não figure entre os maiores produtores do país — ranking liderado por São Paulo, responsável por cerca de 78% da produção nacional, seguido por Minas Gerais, Paraná e Bahia — Mato Grosso do Sul vive um processo consistente de expansão da atividade, apoiado em disponibilidade de terras, clima favorável, logística estratégica e segurança jurídica.
Nos últimos anos, grandes grupos citrícolas nacionais passaram a direcionar investimentos robustos para o Estado. Um dos principais exemplos é o projeto da Cutrale, que já possui grande parte dos seus 5 mil hectares plantados em Sidrolândia e tem previsão de atingir até 8 milhões de caixas por safra quando os pomares entrarem em plena produção.
Além da Cutrale, outros importantes empreendimentos vêm ampliando sua presença em Mato Grosso do Sul, como Cambuy, Frucamp, Agro Terena, Citrosuco, Grupo Junqueira Rodas, além de diversos produtores independentes que apostam na diversificação produtiva e no potencial da citricultura sul-mato-grossense.
Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o avanço da citricultura no Estado é resultado de uma estratégia estruturada, que alia investimentos privados a políticas públicas focadas em sanidade, capacitação e ambiente de negócios.
“A citricultura representa uma nova fronteira agrícola para Mato Grosso do Sul. O Estado construiu uma base sólida de segurança jurídica e sanitária, com ações firmes na defesa agropecuária, capacitação de profissionais e parceria com instituições como o Fundecitrus. Isso tem dado confiança aos investidores e criado condições para um crescimento sustentável da atividade”, destacou Verruck.
O fortalecimento da cadeia produtiva conta ainda com ações de apoio técnico e institucional da Semadesc, incluindo a ampliação da defesa agropecuária, capacitações, além da atuação integrada com municípios e o setor produtivo para garantir sanidade e produtividade aos pomares.
Reconhecimento
O potencial do Estado também é reconhecido pelos investidores. Proprietário da Fazenda Paraíso, em Três Lagoas, Eduardo Sgobi ressalta a singularidade da iniciativa governamental e a qualidade do solo sul-mato-grossense.
“Considero essa iniciativa governamental singular. Não conheço outra unidade da federação que esteja implementando algo semelhante. A qualidade do solo é impressionante. São áreas de pastagens com mais de 30 anos, sem uso intensivo de fertilizantes, o que demonstra a vitalidade e o potencial produtivo para a citricultura”, afirmou.
A empresária Sarita Junqueira Rodas, do Grupo Junqueira Rodas, também destaca o ambiente favorável encontrado no Estado. O grupo iniciou o plantio em abril de 2024 e já planeja novos projetos.
“Estamos muito motivados com os investimentos em Mato Grosso do Sul. O Estado tem colaborado de forma decisiva para que os projetos sejam construídos com solidez desde o início, evitando problemas enfrentados em outras regiões. Hoje, nossos principais desafios são energia e mão de obra, mas acreditamos que isso será superado com capacitação”, explicou.
Segundo ela, a formação de mão de obra especializada tem sido construída desde o início, com destaque para a crescente participação feminina na atividade.
“Estamos treinando pessoas do zero, inclusive trabalhadores que nunca atuaram na agropecuária. Temos muitas mulheres interessadas e já contamos com várias tratoristas em nossa propriedade”, completou.
Tendência
O movimento evidencia uma tendência clara: mesmo ainda fora do topo do ranking nacional, Mato Grosso do Sul reúne condições técnicas, econômicas e institucionais para se tornar um dos principais polos citrícolas do país nos próximos anos, fortalecendo a economia regional e ampliando as oportunidades no campo.
“A citricultura já engrenou em MS. E para os próximos dois a três anos, o Estado vai trabalhar ainda mais para manter a sanidade, com a tolerância zero para o greening, retenção de mão de obra indígena, e redução do ICMS que para a saída da laranja é de 2%”, salientou.
Verruck ainda lembrou que o setor tem hoje praticamente 100% da cultura irrigada. “Por isso as linhas do FCO continuarão sendo disponibilizadas para os investimentos no setor, principalmente na irrigação. Tudo isso para que futuramente, assim que o Estado tiver pelo menos 25 mil hectares de pomares em produção trazer a tão sonhada industrialização”, finalizou.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc Fotos: Mairinco de Pauda/Semadesc