out 31, 2022 | Diversos
O Prêmio Cidadania Sul-Mato-Grossense segue com as inscrições abertas até o próximo dia 31 de outubro. A premiação é destinada às Organizações da Sociedade Civil (OSC’s) sem fins lucrativos, que desenvolveram ou desenvolvem ações de cidadania voltadas à melhoria na qualidade de vida da população em situação de vulnerabilidade social.
Poderão concorrer ao prêmio projetos com foco nos 10 eixos ligados diretamente às políticas desenvolvidas pelas Subsecretarias vinculadas à Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura, sendo esses: Políticas Públicas para as Mulheres; Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial; Políticas Públicas para a População Indígena; Políticas Públicas para a Juventude; Políticas Públicas LGBT; Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência; Políticas Públicas para as Pessoas Idosas; Assuntos Comunitários; Políticas Públicas de Cidadania e Políticas Públicas de Cultura.
Serão premiadas as três melhores OSC’s pontuadas em cada eixo, sendo que cada uma receberá o valor correspondente a R$ 20.000,00 (vinte mil reais).
O regulamento completo pode ser acessado através deste LINK. As inscrições são gratuitas e serão realizadas, exclusivamente, pela internet, através do preenchimento do formulário disponível AQUI
Informações através do e-mail: premiocidadania@secic. ms.gov.br ou pelo telefone (67)3316-9338
out 28, 2022 | Diversos
Homens vivem, em média, sete anos a menos do que as mulheres, segundo IBGE
Novembro, que já está logo ali, é um mês que chama a atenção da sociedade para a importância de olhar para a saúde do homem. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os homens vivem, em média, 7 anos a menos do que as mulheres, e um dos fatores que contribuem para isso é a falta de cuidado deles com a própria saúde.
Além disso, segundo o urologista da Unimed Campo Grande, Dr. Ari Miotto, os homens, normalmente, priorizam outros compromissos e deixam o autocuidado para depois.
Para mudar este cenário é preciso estar sempre bem informado, e por isso, Dr. Ari responde a três perguntas muito frequentes, feitas por homens de diferentes idades. Confira!
Com quantos anos preciso me preocupar em ir, periodicamente, ao urologista? (Thiago Arce – designer gráfico, 30 anos)
Dr. Ari Miotto: “Importante lembrar que o urologista atende tanto homens como mulheres, em todas as faixas etárias, mas a orientação em relação aos homens é que eles procurem um urologista assim que entram na puberdade para serem orientados em relação a essa fase da vida, à prevenção de doenças e o início da atividade sexual. Já quando falamos sobre as doenças da próstata, a consulta periódica é indicada a partir dos 45 anos para aqueles que têm histórico de câncer na família e também para os de pele negra. Para pacientes sem histórico de doenças na próstata entre os familiares, a avaliação anual pode ser iniciada a partir dos 50 anos de idade.”
Na minha idade, com tanta carga emocional já vivida, como devo cuidar da minha saúde emocional? Ela pode impactar na minha saúde física? (Jone Pereira da Silva – analista de relacionamento empresarial, 41 anos)
Dr. Ari Miotto: “A resposta é sim. Sabemos que a saúde mental desequilibrada pode ter um impacto no dia a dia, inclusive na saúde física, mas tem algumas medidas que podemos tomar, com o objetivo de prevenir ou melhorar essa situação, dentre elas: priorizar a qualidade do sono, ter uma boa alimentação, organizar o nosso tempo, manter atividade física regular, curtir os momentos de lazer, além de consultar um especialista em saúde mental.”
Existe alguma receita para evitar o câncer de próstata e outras doenças mais comuns nos homens? (Israel Garcia – aposentado, 70 anos)
Dr. Ari Miotto: “Na verdade, não existe uma receita perfeita, mas em relação ao câncer de próstata, por exemplo, sabemos que o principal fator de risco é o genético, a hereditariedade e o próprio envelhecimento. Entretanto, adotar hábitos de vida saudáveis podem ajudar a prevenir essa e outras doenças: reduzir o consumo de bebida alcóolica, assim como o tabagismo, manter o peso adequado para a sua idade e altura, porque homens obesos e com sobrepeso estão mais propensos a desenvolver o câncer de próstata, como eu já disse, ter uma alimentação adequada, praticar atividade física, tudo isso, esses pequenos cuidados ajudam a evitar não somente o câncer de próstata, mas outros problemas de saúde.”
O médico lembra ainda “importante salientar aos homens com alguma doença urológica, especialmente o câncer de próstata, é importante sempre manter a calma. Hoje, a maioria das doenças tem tratamento curativo, principalmente quando diagnosticado precocemente e considerando que o diagnóstico precoce está ligado diretamente a uma avaliação periódica. A gente sempre lembra, portanto, que a prevenção e a avaliação com seu médico de confiança são sempre o melhor caminho”.
out 28, 2022 | Diversos
Dormência, fraqueza e formigamento nas mãos e dedos são reclamações comuns entre as pessoas que procuram consultórios de ortopedistas. Na maioria dos casos, o diagnóstico é o mesmo: síndrome do Túnel do Carpo. Mas afinal, o que é isso?
Segundo o médico ortopedista, especialista em mãos, Felipe Roth, essa é uma patologia prevalente no sexo feminino e que geralmente atinge mulheres a partir dos 50 anos, na fase de pós-menopausa e que, em muitos casos, pode estar ligada a algumas doenças como diabete, hipotireoidismo, assim como lesões decorrentes do esforço repetitivo ou osteoartrose – doença crônica que provoca o desgaste articular.
“Com essa síndrome ocorre a compressão do nervo mediano na estrutura chamada de túnel do carpo, um canal estreito entre a mão e o pulso. Este nervo confere sensibilidade ao polegar, dedo indicador, dedo médio e parte do dedo anelar, e disputa espaço com tendões que também passam pelo canal. Quando acontece uma inflamação, o aumento de uma dessas estruturas ou acúmulo de líquido, o nervo mediano é comprimido, resultando na sensação de dormência.”, explicou.
Claro que o formigamento nas mãos e nos braços pode ter outros motivos como problemas na coluna e até mesmo o alto nível de stress ou ansiedade, mas nesta publicação chamamos a atenção para a síndrome do Túnel do Carpo.
Foi o que aconteceu com a médica, ortopedista, Marina Juliana Pita Sassioto Silveira de Figueiredo. Em seu relato, a médica conta que foi diagnosticada com Síndrome do Carpo por meio de um exame chamado eletroneuromiografia em 2009.
“Fiz o primeiro procedimento em 2011, por via aberta. Em 2020, eu fiz cirurgia bariátrica e com a perda de massa, houve piora do quadro da mão esquerda. Como não melhorou com medicação e fisioterapia, conversei com o especialista, doutor Felipe e fizemos o procedimento por vídeo, devido à recuperação ser mais rápida.”
Marina conta que no início sentia uma dor leve, localizada no local da cicatriz, mas que hoje não apresenta queixas, nem formigamento ou dor.
Foto Raphael Cavaleiro
out 27, 2022 | Diversos
O esporte tem sido ao longo dos anos um profundo indutor da construção civil pelo mundo. A construção de estádios modernos e cada vez mais eficientes tem sido possível graças a avanços no mundo da engenharia.
É que além dos estádios, geralmente em redor dos palcos, são edificadas infra-estruturas de apoio como estabelecimentos comerciais, hotéis e redes de transporte.
Quem sai no lucro com as construções de estádios são as populações dos centros urbanos junto dos palcos esportivos que, desse modo, acabam por ver sua vida melhorada com melhores condições de acessibilidade e serviços.
E não são apenas os grandes palcos mundiais que acabam por ter melhoramentos e inovações. Também ao nível mais local existem avanços muito importantes. Veja-se o caso em nossa região do investimento aplicado na Arena Esportiva por parte do município.
Link: http://fronteiranews.com/prefeitura-de-antonio-realiza-entrega-de-arena-esportiva/
Os melhoramentos acabam por gerar melhores condições e isso agrada aos jogadores e seus técnicos, mas também aos torcedores.
Por isso, a engenharia se preocupa cada vez mais que os estádios sejam sustentáveis e multifuncionais, cumprindo quesitos de conforto, acessibilidade e segurança. Listamos agora 5 estádios inovadores.
Globe Life Field
O Globe Life Field, Arlington, no Texas, nos Estados Unidos, é a casa do time de beisebol Texas Rangers. Seu teto retrátil gigantesco que pode ser aberto ou fechado em 15 minutos.
O estádio é um centro esportivo autêntico onde a comodidade da torcida está sempre presente ao ponto de ter, imagine, 24 elevadores e 13 escadas rolantes.
Estádio do Tottenham
O Estádio do Tottenham é uma tremenda obra de engenharia e arquitetura onde a tecnologia e a sustentabilidade andam de mãos dadas.
Com um campo retrátil, a moderna casa dos “spurs” conta com uma arquibancada com 17.500 assentos em um único nível para criar a imagem de uma “parede” de adeptos.
Seus telões em HD ajudam a visualizar tudo na perfeição e sua estrutura retrátil permite que o palco receba jogos de NFL ou outros eventos.
O próprio gramado pode ser colocado abaixo da arquibancada por 10 dias sem que sua qualidade seja afetada. Os técnicos instalaram um sistema de irrigação e resfriamento capaz de manter o gramado protegido.
Allianz Arena de Munique
A Allianz Arena, na cidade germânica de Munique, é a casa do Bayern e uma das catedrais do futebol europeu.
Profundamente tecnológico, este palco tem uma fachada emblemática pois consegue alterar as cores. Quando o Bayern joga em casa, à noite, o estádio fica com cores vermelhas.
Isto é possível face aos 2.874 painéis infláveis de ETFE em formato de losangos existentes no palco.
A mudança de cores da fachada é muitas vezes usada para passar mensagens ao mundo.
Em fevereiro de 2022, por exemplo, com a guerra na Ucrânia decorrendo, após a invasão da Rússia, os responsáveis do estádio do Bayern estamparam as cores da bandeira da Ucrânia na fachada.
O palco é um dos mais temíveis a nível mundial pela capacidade que o Bayern sempre apresenta no gramado.
A equipe é das mais populares a nível mundial e tida como uma das favoritas nas grandes competições de clubes.
Ano após ano, nas melhores casas de apostas no Brasil, o Bayern é considerado um dos times favoritos para a conquista de competições como a Champions League da UEFA.
Link: https://casa-apostas.org/analises
Shenzhen Universiade Sports Centre Stadium
O Shenzhen Universiade Sports Centre Stadium, na cidade de Shenzhen, na China, é uma das jóias da engenharia moderna.
Usado para futebol e atletismo este estádio conta também com um importante centro aquático.
Além de ter todas as comodidades e ter sido pensado com as regras de sustentabilidade ambiente atuais, tem outras características interessantes.
Sua visão exterior é das coisas que mais chama atenção. A aparência criada ao estilo de cristais muda de cor gerando uma visão extraordinária.
Estádio Nacional de Pequim
O Estádio Nacional de Pequim, na China, foi construído para acolher as Olimpíadas de 2008.
Sua estrutura de aço é tremenda e envolve o palco em todo seu redor, abraçando-o e criando uma imagem poderosa.
A estrutura de aço é envolvida de forma aleatória para ser parecida como um ninho de pássaros.
Foto: Ilustrativa – https://www.smg.edu.br
out 27, 2022 | Diversos
O Programa Cidadania Viva, vinculado à Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura (SECIC), realizará no próximo sábado, dia 29 de outubro, duas oficinas voltadas para a produção cultural, trabalhando com os jovens bolsistas dois dos quatro pilares fundamentais do programa, sendo eles: Vozes Cidadãs e Pontes para Cidadania.
As oficinas que acontecem simultaneamente serão sobre: “Mitologia dos Povos Originários e Danças Circulares” com a ministrante Tatiane de Conto e “Introdução a Percussão Afrolatina”, com os integrantes do Projeto Kzulo. Para cada uma das oficinas estarão sendo disponibilizadas vagas para a sociedade.
A inscrição é gratuita e basta acessar os links para participar. Oficina com Tatiane de Conto e Oficina com Projeto Kzulo.
“A realização das oficinas oportuniza que experiências já aplicadas por meio da educomunicação possam ser multiplicadas para além dos envolvidos diretamente no projeto, pela iniciativa da socialização do conhecimento. Envolvendo a sociedade para com os programas e projetos do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura”, explica a coordenadora executiva do Programa Cidadania Viva, Elisangela Costa.
Após as oficinas os participantes terão o momento “Encontro Cultural Cidadania Viva”, com a apresentação teatral: Lídia Baís, uma mulher à frente do seu tempo” com Tatiane de Conto, às 11h20 e na sequência às 12h20 a apresentação musical da Banda Projeto Kzulo.
Cidadania Viva
O programa Cidadania Viva, conta com jovens bolsistas entre 16 e 29 anos e foi lançado em março deste ano com o objetivo de estimular e de disseminar ações que fomentem o exercício da cidadania incentivando o diálogo por meio da educomunicação. Além de estar sintonizado com a Agenda 2030 da ONU, aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas, para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos. Seu eixo de atuação é com base nos 4 pilares: Vozes Cidadãs, Prosa Cidadã, Pontes para Cidadania e Rota Cidadã.
SERVIÇO
Encontro Cultural Cidadania Viva
Data: 29 de outubro de 2022
Horário: 08h30 às 13h30
Local: Sede do Programa Cidadania Viva
(Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 559, Terraço, Campo Grande/MS)
Programação
08h30 às 11h – Oficina “Mitologia dos Povos Originários e Danças Circulares” com Tatiane de Conto
Inscrição: https://forms.gle/ WaVEnkpqgD717CHM8
08h30 às 11h – Oficina “Introdução a Percussão Afrolatina”, com os integrantes do Projeto Kzulo
Inscrição: https://forms.gle/ AuU54h67NZG9a9wx7
11h20 – Apresentação teatral: Lídia Baís, uma mulher à frente do seu tempo, com Tatiane de Conto.
12h20 – Apresentação musical: Banda Projeto Kzulo
out 22, 2022 | Diversos
Diário de uma repórter: Jornalista Cláudia Gaigher lança livro que traz relatos de um Pantanal profundo e misterioso
Cláudia Gaigher é um nome já conhecido dos brasileiros e, em especial, dos sul-mato- -grossenses, com rosto familiar e voz já gravada na memória de quem já assistiu a reportagens que falam sobre biomas, vida selvagem Brasil afora e que mostram, ainda, a repórter em aventuras de acelerar o coração, em cenários de tirar o fôlego. Agora, a repórter lança, nessa sexta-feira (21), o livro “Diário de Uma Repórter no Pantanal”, que mostra um lado mais sensível e pessoal da jornalista durante expedições das quais participou em vários cantos do país.
“Eu não falo só do Pantanal, foram viagens para a Amazônia, para o Cerrado, para a Mata Atlântica, a Caatinga, ali a gente reuniu 30 textos, tem muito mais – daria até pra gente fazer uma sequência de livros –, mas eu espero que as pessoas conheçam um pouco mais de mim como pessoa, dos meus sentimentos, das minhas impressões.”
Assim, com sensibilidade poética e excelência no fazer jornalístico, Cláudia Gaigher revela, em “Diário de Uma Repórter no Pantanal”, bastidores de 24 anos de comprometimento na defesa e preservação de um dos mais ricos biomas do Brasil. “Eu vi bastante transformação nos biomas, principalmente Cerrado, Pantanal e Amazônia. Eu vi muito desmatamento, mas eu também vi muita coisa boa, as pessoas, os produtores, pesquisadores, as comunidades buscando caminhos de sustentabilidade”, relata.
Nos últimos meses, milhões de brasileiros diariamente faziam do remake global “Pantanal”, novela de Benedito Ruy Barbosa, primeiramente exibida em 1990 na extinta TV Manchete, e adaptada pelo seu neto, Bruno Luperi, para os dias atuais, um fenômeno de audiência. “Com a novela ‘Pantanal’, que veio para cá, e o Brasil e o mundo se encantaram, a gente até criou – eu, o assistente de direção, que é o Tomaz [Cividanes], e também algumas outras pessoas que ficaram próximas – um verbete: que é ‘pantanalizar’. O que é que significa isso? É permitir que a gente tire os tampões dos ouvidos e ouça os sons da vida, ouça os sons da natureza e se integre a esse sistema”, conta Cláudia.
Do ES para MS
Desde 1998, os encantos, mistérios e desafios para a conservação da maior planície alagável do planeta fazem parte do dia a dia da jornalista capixaba Cláudia Gaigher. Trabalhando como repórter de rede nacional e baseada na TV Morena, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso do Sul, Cláudia adotou o Pantanal como a sua casa, local de trabalho e fonte de inspiração e causa. “Eu cheguei a MS em 1998, uma jovem que nunca tinha pisado no centro-oeste do Brasil, não conhecia nada dos biomas, nunca tinha ido ao Pantanal, e ao longo desses anos, em cada reportagem, um aprendizado. Aprendi muito com os meus colegas de trabalho da TV Morena, aprendi muito com os pesquisadores, com os pantaneiros, as comunidades tradicionais, então, em cada viagem era uma novidade”, relembra Gaigher sobre sua chegada a MS, há 24 anos.
Profissão coragem
A profissão de jornalista é tida por muitos como algo glamouroso, já que muitos profissionais – como Cláudia – trabalham viajando país ou mesmo mundo afora. Mas o que poucos imaginam é que ser repórter e mostrar a realidade de certas localidades pode ser algo perigoso por diversos motivos.
Ao longo dos anos, Gaigher apresentou denúncias de crianças sem escolas que, sem alternativa, tinham de capturar iscas para sobreviver no interior do Pantanal. O resultado disso? Dezenas de escolas foram construídas ou reabertas naquela região.
Os incêndios de 2020 também foram tema de reportagens que mostraram ao Brasil e ao mundo a devastação à qual foram submetidos 30% do bioma. E os perigos também podem ser de outra ordem, como quando envolvem conflitos por demarcação de terras. “Tivemos aqui, no início dos anos 2000, uma disputa fundiária que permanece até hoje, com vários assassinatos de lideranças indígenas, e a questão da demora do Poder Judiciário e do Executivo em definir quais são as áreas tradicionais e ancestrais. Essa cultura de impunidade faz com que a nossa flora e a nossa fauna também estejam constantemente pressionadas”, comenta.
Em 2022, os brutais assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips escancararam o elevado grau de risco a que estão expostos profissionais dedicados à defesa e preservação do meio ambiente. Realidade vivenciada por Cláudia há mais de duas décadas.
Documenta Pantanal
A publicação de “Diário de Uma Repórter no Pantanal” foi integralmente financiada pela Documenta Pantanal, uma iniciativa que reúne profissionais de áreas diversas comprometidos com a urgência de tornar as fragilidades e as riquezas do Pantanal sul-mato-grossense conhecidas do grande público. “Sempre que eu voltava, eu sentava e escrevia tudo o que eu conheci, todos os meus sentimentos, as minhas percepções, e ia escrevendo sobre os temas, ia pesquisando, e assim eu fui construindo o meu conhecimento e, aos poucos, criando esse acervo de textos. Foi quando a equipe do Documenta Pantanal me fez esse grande convite: por que não publicar os meus escritos? E assim nasceu o ‘Diário de Uma Repórter no Pantanal’”, explica a jornalista.
Pelo coração Cláudia explica que acredita ser possível conquistar pessoas pela emoção e pelo encantamento. “A partir desse amor pelo bioma, a gente vai encontrar caminhos para que produção e conservação possam ser aliadas, é só desse jeito, quando se apaixona, quando a gente se importa, quando a gente se envolve, é que a gente age em benefício da comunidade, do todo”, comenta.
Para Claúdia, existe a necessidade de que as pessoas vejam o Pantanal – conservado (é importante que se frise bem esse ponto) – como um ativo econômico, desde que isso se dê pelos caminhos da sustentabilidade e do cuidado para com o bioma. “Eu vejo como uma grande oportunidade a gente olhar para o Pantanal conservado e enxergar ali um ativo econômico, uma oportunidade de desenvolvimento para as comunidades que moram no Pantanal, no entorno. Para os proprietários, que podem conseguir selos de sustentabilidade com as suas criações de gado praticamente orgânico, e para quem for produzir lavoura, se houver um zoneamento agroambiental respeitado e pensando na continuidade, na interconectividade dos biomas – que o que você faz na área do Cerrado afeta diretamente a área da Planície – aí, sim, a gente consegue caminhar junto”, assevera Cláudia, com a consciência de que é necessário ter muito cuidado para com aquele pedaço –- quase sagrado – de chão. E a jornalista ainda complementa: “Como eu ouvi de uma pessoa muito querida, ‘os rios são o sangue da terra’ e quando a gente trata bem os nossos rios, o nosso solo, a natureza dá resposta. Então, precisamos disso: olhar o Cerrado e o Pantanal com olhos de encantamento, de respeito e, principalmente, de cuidado. Aí, sim, vai dar tudo certo, e eu acredito!”, finaliza.
SERVIÇO: O lançamento do livro “Diário de uma Repórter no Pantanal”, de Cláudia Gaigher, será realizado no dia 21 de outubro, às 18h, no Polca, na Rua Piratininga, 1.134 C, Jardim dos Estados.
Fonte: O Estado Online