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Bela Vista-MS Quinta-Feira, 09 de Julho de 2026
Com direito a sessão extra,  “Até que a Morte nos Repare” estreia com casa cheia no Sesc Cultura

Com direito a sessão extra,  “Até que a Morte nos Repare” estreia com casa cheia no Sesc Cultura

Como um thriller, o espetáculo trouxe uma narrativa cheia de surpresas e suspenses a cada cena, fazendo o público participar da narrativa em que cada pista ou e álibi ajuda a montar o mosaico de um crime.

Produzido pelo diretor Nill Amaral, da Cia OFIT (Associação Cultural Oficina de Interpretação Teatral), o espetáculo “Até que a Morte nos Repare” estreou, com casa lotada, no Sesc Cultura durante os três dias, 9 a 11 de março, em que esteve em cartaz. Prova disso foi a sessão extra, às 18h, que foi preparada para sábado (11) conseguir atender a demanda do público já que as sessões das 19h30 estavam sempre com fila de espera.

“E mesmo com uma sessão extra não conseguimos atender todo mundo. A última sessão de sábado fechou com 30 pessoas na fila de espera. É um misto de alegria, por ver que Campo Grande tem plateia para o teatro, e ao mesmo tempo aquele aperto no coração por não ter como acomodar a todos. Temos normas de segurança, lotação de espaço, que precisamos seguir à risca”, explica a produtora cultural da Cia OFIT, Thays Nogueira.

O espetáculo é o resultado do projeto Amadores II, que foi aprovado em edital do Fomteatro – Programa de Fomento ao Teatro, da Sectur – Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campo Grande, como detalha o idealizador do projeto e diretor do espetáculo, Nill Amaral.

“’Amadores’ completa, agora, a sua segunda edição. A primeira foi no ano de 2017 e apesar de ser algo que decidimos prosseguir, toda estreia é sempre uma experiência nova. Elenco diferente, dramaturgia nova, um trabalho pensado, principalmente, para promover a experiência cênica entre atores iniciantes com artistas experientes. Foram dois meses de estudos e ensaios, um tipo de intercâmbio artístico em que cada artista deu sua contribuição em uma viagem cujo desembarque foi o palco, nesse encontro com a plateia, que foi generosa em cada uma das quatro sessões”.

Como um thriller, o espetáculo traz uma narrativa cheia de surpresas e suspenses a cada cena, em que o público passa a ter contato com pistas e álibis do mosaico de um crime. Esse quebra-cabeça, cujas peças não se encaixam com precisão, é o mote que atravessa a reconstituição de cenas, dúvidas e corpos prestes a explodir. Entre um detalhe e outro, uma sequência de versões sobre o suposto ocorrido cria um ambiente onde todos são suspeitos.

Para quem tem expertise cultural como o escritor e teatrólogo, Américo Calheiros, a peça de teatro trouxe um afinamento de dramaturgia, iluminação, trilha sonora e encenação que nem de longe trouxe no clímax da história a possibilidade do espectador sentir alguma sutileza de  inexperiência entre os artistas novatos.

“O trabalho dos atores foi executado no tempo certo, cada um brilhou na sua vez e, como um grupo brilharam em conjunto, com equidade. A direção do Nill foi cirúrgica, pois ao assistir a gente percebe o equilíbrio dramatúrgico. É o tipo de espetáculo que eu saio com vontade de ver novamente, eu que normalmente me satisfaço com uma sessão, saio inebriado pela força, riqueza, doçura,suspense, tudo que a peça proporciona”, afirma ele que ao final ainda brinca em tom provocativo, “‘Amadores’?, nem de longe, profissionais”.

Qualidade, inclusive, que chamou a atenção até mesmo de quem nem tem tanta intimidade com o teatro, como é o caso de Emily Camilly que foi assistir a peça a convite da avó Elenir Moreno que é frequentadora assídua do Sesc Cultura. “Vim a pedido dela porque é o seu aniversário. A princípio o título me chamou a atenção, porém, ao assistir foi algo surpreendente porque eu esperava algo com começo, meio e fim, mas, não foi assim e a encenação me envolveu, fiquei tensa e gostei muito”.

Quem também saiu surpresa do espetáculo foi a professora Fernanda Pache. “Acho que é uma peça muito interessante, porque Campo Grande precisa desse espaço de arte, cultura. E o legal do Amadores é que ele vem também para  mostrar a cara dos artistas que estão aparecendo na nossa cidade, sem contar que o Sesc Cultura é um espaço que apresenta esse lado cultural da nossa cidade. O Nill fez um bom trabalho em relação ao texto da peça, do começo ao fim, porque a história faz você refletir”, pontua a educadora.

“Até que a Morte nos Repare” conta com os artistas Ligia Prieto, Samir Henrique, Stephanie Verazzi, Bruno Samaniego, Karine Araújo, Melinda Almeida e Vini Willyan no elenco. A direção teatral é de Nill Amaral; consultoria dramaturgica de Éder Rodrigues; coordenação de criação de espaço e visualidade da cena, Gil Esper; iluminação e montagem, Rodrigo Bento; videografia e arte designer Bruno Augusto; produção Cia. Ofit e de Thays Nogueira, Figurino Nill Amaral e fotógrafos Raique Moura e Malcom Carvalho.

Além do Fomteatro, o projeto Amadores II contou ainda com a co-realização do Sesc Cultura, Fecomércio MS, e o apoio da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul, do governo do Estado, e da Dico Panificadora.

Amadores II

Ao todo, o projeto extrapolou o marco de 100 inscritos no processo seletivo. Deste total, 20 candidatos participaram, por dois dias, de uma vivência no Sesc Cultura junto ao diretor Nill Amaral e da atriz Ligia Prieto. Mais do que uma simples audição, os encontros buscaram quebrar a quarta parede entre direção e elenco em potencial.

Em sua segunda edição, o trabalho surgiu do desejo de prosseguir com um dos principais projetos da Cia OFIT: “Amadores: O que você gostaria de dizer através do teatro e não teve a oportunidade?”, concebido em  2017, que resultou na montagem da peça  “Pedra Bruta – Ensaio para colher o provisório das coisas”. Espetáculo que foi apresentado 20 vezes.

Informações de bastidores e outros trabalhos da Cia OFIT podem ser acompanhadas pelo Instagram e Facebook (@ofitcia).

texto: Aline Lira \ Lucas Arruda
Cerca de 12 milhões de brasileiros sofrem com doenças reumatológicas, entre elas a tendinite

Cerca de 12 milhões de brasileiros sofrem com doenças reumatológicas, entre elas a tendinite

Fisioterapeuta fala sobre uma das principais causas de afastamento do trabalho e dá dicas de prevenção

Informações recentes divulgadas pelo Ministério da Saúde apontam que cerca de 12 milhões de brasileiros sofrem atualmente com doenças reumatológicas, enquanto a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que uma em cada 100 pessoas no mundo todo são acometidas pela tendinite, uma condição incluída na lista de LER (Lesão por Esforço Repetitivo), sendo uma das principais causas de afastamento do trabalho e um custo para a Previdência Social e para a Saúde.

A dor relacionada a várias atividades que envolvem movimentos contínuos é descrita desde a Antiguidade, tornando-se mais numeroso o número de casos a partir da Revolução Industrial. O fisioterapeuta Franklin Soares explica que a tendinite é o processo inflamatório que pode afetar um ou mais tendões – as estruturas fibrosas que conectam os músculos aos ossos e servem para transmitir a potência de contração muscular necessária para realização de movimentos funcionais e  laborais do cotidiano.

“Esta condição pode ocorrer em pessoas de todas as idades, envolve com mais frequência os tendões dos ombros, cotovelos, mãos e punhos, tornozelos e pés. Em geral, costuma ser temporária e tem cura, mas se não tratada corretamente, pode se tornar crônica e gerar tendinoses, que é a degeneração dos tendões, podendo levar o indivíduo à incapacidade em executar atividades funcionais que exijam a utilização da parte do corpo afetada pela doença”, evidencia o professor do curso de Fisioterapia da Estácio.

O profissional afirma que a tendinite está relacionada a ocupações do cotidiano, laborais e esportivas, com atividades em que se realizam esforços repetitivos afetando empregadas domésticas, donas de casa, esportistas, operários,  profissionais da saúde, entre outros.

Sinais e diagnóstico

O fisioterapeuta destaca que algumas das principais manifestações da tendinite são: dor, inchaço local, vermelhidão e dificuldade ou incapacidade para efetuar movimentos funcionais articulares. Por exemplo, se a inflamação atinge os tendões dos dedos das mãos, a pessoa pode não conseguir escrever ou digitar com facilidade ou até mesmo girar a maçaneta de uma porta.

“A inflamação muito frequentemente costuma ser decorrente de sobrecargas por esforços repetitivos ou por traumas mecânicos locais, sobretudo se o indivíduo apresenta gestual e posição inadequados e execução de tarefas além de suas capacidades físicas. Pode ser causada por infecção ao redor do tendão, por foco dentário (cáries) e ainda surgir como um problema secundário, consequente de outras doenças como alterações metabólicas, reumatológicas, como a artrite reumatoide, e pode até mesmo estar vinculada à má alimentação”, observa o professor da Estácio.

Franklin acrescenta que o diagnóstico da tendinite  requer uma combinação entre  exames clínico e físico funcional, além do levantamento da história do paciente, que vai evidenciar a prática de movimentos corporais repetitivos, e exames complementares de imagem, como radiografia, ultrassonografia e ressonância magnética da região afetada, que são capazes de apontar exatamente os tecidos acometidos pela inflamação e o grau da lesão.

“Dependendo da gravidade da disfunção, o tratamento pode incluir desde o uso de anti-inflamatórios, fisioterapia e até períodos de repouso temporários com ou sem imobilização da articulação envolvida. Nas tendinites ocasionadas por movimentos repetitivos, a reabilitação, com reeducação dos fatores que a desencadearam, a exemplo do gestual mecânico adequado, é fundamental, orienta o profissional, frisando que ‘a prevenção sempre é a melhor conduta’”, garante.

Como prevenir a tendinite

O fisioterapeuta dá algumas dicas de prevenção que devem ser seguidas por pessoas acometidas pela doença e também pelos responsáveis pela ergonomia em empresas, uma forma de cuidado para que os trabalhadores se tornem menos vulneráveis à tendinite. Segundo  Franklin, avaliações periódicas executadas por profissionais se fazem necessárias, pois cada indivíduo apresenta especificidades únicas.

As medidas destacadas pelo professor do curso de Fisioterapia da Estácio incluem:

“A melhora dos aspectos ergonômicos no ambiente laboral, que implicam a adaptação do mobiliário e do posto de trabalho às necessidades do indivíduo, incluindo modificação dos hábitos e funções. Quem exerce atividades profissionais ou de lazer que exigem movimentos repetitivos deve também fazer intervalos para melhora da circulação e promover melhor oxigenação tecidual, além de refrescar a mente. Até porque a pressão e o estresse do dia a dia contribuem para o aumento de risco de sobrecargas posturais e mecânicas articulares. Alongamentos e exercícios regulares de fortalecimento muscular orientados são necessários, para melhora do metabolismo corporal como um todo”, finaliza o fisioterapeuta.

 

FENAJ e Sindjor-MS alertam para necessidade de cobertura ética e humanizada de assassinato

FENAJ e Sindjor-MS alertam para necessidade de cobertura ética e humanizada de assassinato

O respeito ao exercício ético da profissão e à responsabilidade social dos profissionais da mídia, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) vêm a público solicitar uma cobertura jornalística humanizada do assassinato de Danilo Cézar de Jesus Santos, ocorrido no dia 5 de março deste ano.

É fundamental que os profissionais de comunicação percebam que as pessoas retratadas em conteúdos jornalísticos sofrem diretamente o impacto de generalizações e estigmas. Por isso, é essencial verificar e cruzar informações, estar certo da veracidade das fontes, manter-se atento à linguagem utilizada e ao contexto em que as informações são apresentadas. O uso de terminologia inadequada e comentários imprecisos podem gerar preconceito e intolerância.

Lembramos que, segundo o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, “a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público”. Além disso, “a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do exercício do jornalismo, implica compromisso com a responsabilidade social inerente à profissão”.

O Art. 6º do Código estabelece que é dever do jornalista, entre outros, “respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão”, razão pela qual as ilações sobre as vítimas de crimes não devem figurar na cobertura noticiosa.

O Art. 11º do nosso Código, por sua vez, preconiza que “o jornalista não pode divulgar informações de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes”.

Já o Artigo 12º coloca que o jornalista deve “tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar”. Neste caso, o respeito ao artigo se faz ainda mais necessário, visto que Danilo sequer está vivo para rebater comentários ou inverdades que envolvam sua pessoa.

Por fim, a Fenaj e o Sindjor-MS manifestam solidariedade à família e aos amigos de Danilo  Cézar de Jesus Santos, desejando que o crime seja apurado e o responsável seja punido na forma da lei.

Brasília, 10 de março de 2023

Federação Nacional dos Jornalistas

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul

Governo identifica ‘site dublê’ e alerta contribuintes de MS sobre golpe na internet

Governo identifica ‘site dublê’ e alerta contribuintes de MS sobre golpe na internet

Equipes da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) identificaram nesta terça-feira (7) um “site dublê” que se passa pelo endereço oficial de pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), levando os contribuintes sul-mato-grossenses ao erro, que desatentos acabam caindo em golpes pela internet.

Conforme identificado pela equipe de Tecnologia da Informação fazendária do Governo, o anúncio fraudulento está intitulado como “I P V A 2023 – I P V A – pagedemo.co”. O site falso acessava em segundo plano o site da Sefaz.

Além disso, no endereço mantido pelos criminosos também eram gerados documentos de arrecadação falsos – ou seja, se pagos, o dinheiro dos contribuintes além de não quitar o imposto ainda eram perdidos, ficando de posse dos golpistas.

Para proteger os contribuintes, a secretaria emitiu o alerta e ainda determinou como primeira providência a suspensão temporária do site de pagamento do IPVA 2023. “A Sefaz-MS reafirma seu compromisso com a transparência pública, bem como com os contribuintes sul-mato-grossenses”, explica a nota de alerta.

Além das providências técnicas e administrativas, a pasta fazendária de Mato Grosso do Sul também já acionou a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) para que todas as medidas cabíveis na esfera criminal possam ser tomadas.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Diana Gaúna, Comunicação Sefaz
Foto: Chico Ribeiro/Arquivo

Espetáculo “Até que a Morte nos Repare” estreia com artistas amadores nesta semana

Espetáculo “Até que a Morte nos Repare” estreia com artistas amadores nesta semana

Com entrada franca e classificação de 12 anos, “Até que a Morte nos Repare” estreia na próxima semana, nos dias 9, 10 e 11 de março, às 19h30, no Sesc Cultura. O espetáculo é o produto final do projeto Amadores II, do diretor Nill Amaral, da Cia OFIT.

“Até que a Morte nos Repare” é o nome do novo espetáculo de teatro do diretor Nill Amaral, da Cia OFIT  (Associação Cultural Oficina de Interpretação Teatral) que estreia na próxima semana. Em cartaz no Sesc Cultura, as apresentações serão realizadas nos dias 9, 10 e 11 de março (quinta-feira até sábado) sempre às 19h30. Com entrada gratuita e classificação de 12 anos, os ingressos poderão ser retirados 30 minutos antes de cada sessão na unidade do Sesc Cultura que fica na Avenida Afonso Pena, n.º 2270, centro de Campo Grande.

Como um thriller, o espetáculo traz uma narrativa cheia de surpresas e suspenses a cada cena, em que o público passa a ter contato com pistas e álibis do mosaico de um crime. Esse quebra-cabeça, cujas peças não se encaixam com precisão, é o mote que atravessa a reconstituição de cenas, dúvidas e corpos prestes a explodir. Entre um detalhe e outro, uma sequência de versões sobre o suposto ocorrido cria um ambiente onde todos são suspeitos.

O espetáculo é o resultado do projeto Amadores II e a dramaturgia foi criada a partir de um processo colaborativo, como destaca o diretor Nill Amaral. “A construção do texto contou com a consultoria dramatúrgica de Éder Rodrigues. No decorrer dos ensaios, eu propunha  vários temas para serem improvisados e o tema resultou no texto da peça onde o dramaturgo  fez uma orientação organizando e propondo a escrita das cenas.

Já o elenco é formado por cinco artistas amadores que compartilham o palco com um ator e uma atriz profissionais. ““Em dezembro, iniciamos todo o processo e, no mês seguinte, fizemos a seletiva dos atores amadores”, pontua Nill que no processo de montagem da peça priorizou as experimentações .”Não me preocupei com o resultado final em si, embora, tudo se encaminhou nessa direção.  Ao perceber a densidade cultural do trabalho, dei enfoque ao experimento de diferentes linguagens teatrais para que os atores pudessem encontrar a essência do teatro, a melhor forma de se expressar, revelando assim múltiplas possibilidades de sentidos por meio da fala e dos signos da cena [iluminação, texto, música, etc] que o levem ao contato com o domínio do ofício de ser ator”.

Tanta pesquisa para construção das personagens de “Até a Morte nos Repare” tem desencadeado bons resultados na montagem da peça de teatro e, consequentemente, empolgado o elenco que tem aprendido muito em tão pouco tempo.

“É tudo muito diferente para mim. Estou gostando muito do processo, da dramaturgia que não é linear e, também, da possibilidade de dividir o palco com dois artistas experientes [Ligia Prieto e Samir Henrique], que têm sido generosos em cena, afirma a jovem atriz, Melinda Almeida, de 19 anos, que vê em Amadores II a possibilidade de criar seu networking no Estado. “Vim do interior de São Paulo para o MS e, aqui, está sendo meu recomeço. Não tenho como prever o que vai acontecer, mas, sem dúvida, é uma chance maravilhosa de inserção no cenário cultural”.

Outro que está entusiasmado com a imersão nas técnicas teatrais é o escritor e produtor cultural Viny Almeida, de 28 anos. “Sou do audiovisual, então, meu entendimento sobre atuação vem do cinema. Brinco que é uma oportunidade ‘FULL HD’ dos princípios básicos do teatro, porque a todo tempo o Nill Amaral nos passa referências de técnicas e estilos diferentes de fazer teatral. Há um estímulo para que façamos pesquisas que enriqueçam as personagens”, explica o artista que pretende aplicar o conhecimento adquirido em seus novos trabalhos.

Conhecimento que é potencializado com a colaboração do artista, Gil Esper, cuja missão é captar a sinergia dos atores e a potência do texto criando um diálogo com a  iluminação e o cenário. “A questão da visualidade da cena é a segunda etapa de montagem da peça. Estamos trabalhando com algumas ideias na concepção da luz e das cenas. O elemento cadeira, por exemplo, vai ser trabalhado, em diversos momentos, de forma ressignificada”, revela.

Ligia Prieto, Samir Henrique, Stephanie Verazzi, Bruno Samaniego, Karine Araújo, Melinda Almeida e Vini Willyan compõem o elenco em cena do espetáculo. Enquanto a direção é de Nill Amaral; Consultoria dramaturgica de Éder Rodrigues; coordenação de criação de espaço e visualidade da cena, Gil Esper; iluminação e montagem, Rodrigo Bento; videografia e arte designer Bruno Augusto; assistente de Vídeo Thiago Cunha e produção Cia. Ofit e de Thays Nogueira.

“Até que a Morte nos Repare” é parte do projeto Amadores II que conta com recursos do FOMTEATRO – Programa de Fomento ao Teatro, da Sectur – Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campo Grande. O trabalho tem também a co-realização do Sesc Cultura, Fecomércio MS, e o apoio da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul, do governo do Estado.

Amadores II

Ao todo, o projeto extrapolou o marco de 100 inscritos no processo seletivo. Deste total, 20 candidatos participaram, por dois dias, de uma vivência no Sesc Cultura junto ao diretor Nill Amaral e da atriz Ligia Prieto. Mais do que uma simples audição, os encontros buscaram quebrar a quarta parede entre direção e elenco em potencial.

Em sua segunda edição, o trabalho surgiu do desejo de prosseguir com um dos principais projetos da Cia OFIT: “Amadores: O que você gostaria de dizer através do teatro e não teve a oportunidade?”, concebido em  2017, que resultou na montagem da peça  “Pedra Bruta – Ensaio para colher o provisório das coisas”. Espetáculo que foi apresentado 20 vezes.

Informações sobre o projeto e o andamento da montagem do espetáculo podem ser acompanhadas pelo Instagram e Facebook (@ofitcia).

Serviço:

Estreia do espetáculo de teatro “Até que a Morte nos Repare”

Horários e datas: dia 09,10 e 11 (quinta-feira, sexta-feira e sábado) às 19h30.

Local: Sesc Cultura – Avenida Afonso Pena, n.º 2270, centro de Campo Grande

Entrada Gratuita

Retirada de ingresso será feita com 30 minutos de antecedência

Classificação: 12 anos

Mais informações pelo telefone: (67) 3317-1792

Sujeito a lotação do local

Reportagem: Aline Lira \ Lucas Arruda
Jornalista e advogado Carlos Voges morre aos 56 anos, em Campo Grande

Jornalista e advogado Carlos Voges morre aos 56 anos, em Campo Grande

O jornalista e advogado Carlos Voges, 56 anos, faleceu na noite deste domingo (5) na Santa Casa de Campo Grande, onde estava internado desde o último dia 17 de fevereiro.

O jornalista tinha problemas cardíacos, foi intubado após um infarto, chegou a apresentar melhorar progressiva mas não resistiu. Ele teve uma parada cardiorrespiratória por volta das 21h. Familiares e amigos chegaram a fazer uma corrente nas redes sociais para doação de sangue na semana de sua internação.

Sua trajetória

Voges se formou em Comunicação em 1990 e ficou conhecido no Estado pelos trabalhos na TV Morena, afiliada da Rede Globo em Campo Grande. O jornalista atuou por vários anos nas emissoras exercendo  funções de repórter, editor e apresentador. Além disso trabalhou em afiliadas de outros estados.

Chegou a ser gerente da TV Educativa na gestão do ex-governador André Puccinelli (MDB), sendo nomeado em 2008.

Atuou como coordenador de comunicação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS).

Voges também atuou como radialista e, em seu currículo, constam trabalhos na CBN e Rádio Hora. No ano de 2014 se formou em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

Atualmente era colunista de vários jornais da cidade e mantinha um blog voltado a assuntos políticos (carlosvoges.com.br), além de um canal de entrevistas no Youtube.

O velório será no Cemitério Jardim das Palmeiras, na Avenida Tamandaré, Vila Nasser, mas a família ainda não divulgou informações sobre horários.