fev 26, 2026 | Diversos
O anúncio foi realizado pela Energisa, nesta quarta-feira (25) em reunião com o Governador do estado, Eduardo Riedel
Nesta quarta-feira (25) a Energisa anunciou investimentos de R$ 928 milhões que serão empregados na expansão e modernização da rede elétrica em Mato Grosso do Sul em 2026. O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da Energisa MS, Paulo Roberto dos Santos, durante encontro com o governador Eduardo Riedel.
O anúncio reforça a estratégia de crescimento sustentável, modernização da infraestrutura e ampliação do acesso à energia de qualidade no Estado. Segundo divulgado pelo diretor-presidente, uma parcela expressiva dos investimentos, 51%, será destinada à realização de expansão da rede elétrica e novas ligações, ampliando o acesso à energia. Já 41% do montante total será destinado a modernização da rede elétrica, como também a construção de novas subestações e linhas de alta tensão, gerando impacto direto no desenvolvimento regional para indústria, agronegócio e na inclusão social das comunidades
A Energisa MS, que atende cerca de 1,2 milhão de clientes em 74 municípios de Mato Grosso do Sul, vem trabalhando para potencializar a distribuição de energia e fomentar o desenvolvimento econômico e social das localidades onde está presente.
Para este ano, mais de R$ 24,1 milhões serão direcionados para a construção de duas novas subestações na região Sul do Estado, nas cidades de Maracaju e Mundo Novo. O aumento será de 22,5MVA de capacidade instalada na região.
Também estão previstas ampliações das subestações nos municípios de Cassilândia, Caarapó, Miranda, Amambai, Naviraí e Dourados, com investimentos de R$ 40 milhões com incremento de 80 MVA de capacidade instalada. Tudo isso para assegurar a qualidade no fornecimento da energia que chega às milhares de residências, comércios, indústrias, hospitais, escolas, órgãos públicos e privados, nas áreas urbanas e rurais.
Apenas na região central do Estado, que engloba Campo Grande e cidades ao redor, irá receber um aporte de R$ 362 milhões. A regional sul, que abriga Dourados e Ponta Porã, entre outras, será contemplada com investimentos de R$ 433 milhões e a regional norte, área do Pantanal sul-mato-grossense, R$ 133 milhões. Os aportes serão aplicados até dezembro de 2026, em obras, melhorias e ampliação da rede elétrica de cada localidade.
“Nosso compromisso é atuar para impulsionar cada vez mais o crescimento potencial do nosso estado. Projetando investimentos deste porte, buscamos crescer em sintonia com o dinamismo do Mato Grosso do Sul, com investimentos desenhados para acompanhar a expansão econômica e populacional, assegurando que a infraestrutura esteja no lugar certo, no tempo certo e com a capacidade necessária”, reforça o diretor-presidente, Paulo Roberto dos Santos.
Há 11 anos presente em Mato Grosso do Sul, a Energisa se tornou parte da história de um dos estados que mais crescem no País. Desde que assumiu a concessão em 2014, até o último ano, a distribuidora já destinou R$ 4,7 bilhões para ampliar e modernizar a rede elétrica, construir novas subestações e investir em programas de eficiência energética e responsabilidade social.
Social
Além dos investimentos na rede convencional de energia elétrica, a Energisa MS também aposta em projetos de impacto social e ambiental. É o caso do Ilumina Pantanal, que possibilitou o acesso a energia para quase três mil famílias ribeirinhas com a implantação de paineis solares, gerando energia limpa, sem a necessidade de instalação de postes ou a utilização de combustíveis fósseis. possibilitando o desenvolvimento para a região e a preservação do bioma pantaneiro.
Outro exemplo foi a realização da corrida Ilumina Running, ação social que, em parceria com o governo e outras empresas do Estado transformou a energia gerada pelos corredores em doação de pares de tênis para jovens atletas do Mato Grosso do Sul.
Grupo Energisa
Na última semana, o Grupo Energisa anunciou o montante de R$ 6,5 bilhões que serão investidos em 2026 nas empresas do Grupo no país. Do total previsto no planejamento de aportes, cerca de R$ 6,5 bilhões, equivalentes a 92% do investimento, serão direcionados às distribuidoras de energia elétrica do Grupo, transformando energia em conforto e desenvolvimento para mais de 20 milhões de pessoas em 939 municípios de todas as regiões do Brasil, e geramos mais de 20 mil empregos diretos e indiretos.
Os investimentos, conforme estipulado pelas novas diretrizes que regem as concessões, terão como foco a modernização da rede elétrica, resultando em maior qualidade e segurança no fornecimento ao cliente.
O Grupo Energisa é uma empresa que pensa no futuro desde 1905, pois inovação e empreendedorismo sempre estiveram em seu DNA. São 120 anos de histórias e de evolução de relações. Fundada na Zona da Mata mineira, a Energisa é hoje um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, um ecossistema de produtos e serviços que conecta pessoas e empresas às melhores soluções de energia e potencializa o futuro do país. Seu portfólio inclui 9 distribuidoras de energia elétrica, 13 concessões de transmissão, uma usina de geração fotovoltaica centralizada, uma marca inovadora de soluções energéticas – a (re)energisa – que possui um dos maiores parques de geração distribuída fotovoltaica do país, além de comercialização de energia no mercado livre e serviços de valor agregado.
Em julho de 2023, o Grupo passou a atuar no segmento de distribuição e comercialização de gás natural, através da aquisição da ES Gás e, desde novembro de 2024, adquiriu participação nos ativos da Cegás, Copergás, Algás e Potigás. O Grupo atua na produção e comercialização de biossoluções (tratamento de resíduos do setor agro-industrlal, biometano, biofertilizantes) por meio das usinas da Agric, em Santa Catarina, e da Lurean, no Paraná.
fev 24, 2026 | Diversos
O Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS-MS) inaugura, no dia 26 de fevereiro de 2026, às 19h, a exposição “Fotografia e Memória”, homenagem ao fotógrafo Rachid Waqued, um dos principais documentaristas da história sul-mato-grossense. Com entrada gratuita e visitação até 30 de abril, a mostra abre oficialmente o ciclo de comemorações pelos 50 anos de criação do Estado, celebrados em 11 de outubro de 2027, e integra o projeto Rota Cine MS, iniciativa estratégica da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) voltada ao fortalecimento do audiovisual, à democratização do acesso à cultura, ao fomento da economia criativa e à valorização da diversidade regional.
“Essa exposição é um reconhecimento à importância da fotografia para a construção da memória e da identidade sul-mato-grossense. Valorizar os fotógrafos de Mato Grosso do Sul reforça nosso compromisso com a preservação e a difusão da cultura. Que esta imersão na obra de Waqued e de seus contemporâneos inspire a todos nós, fortalecendo o orgulho de pertencermos a este território e o desejo de continuarmos a construir, juntos, uma história de ainda mais realizações culturais e criativas”, frisa Eduardo Mendes Pinto, diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).
Com curadoria de Melly Senna, Cris Freire, Ligia Rocha, Pedro Ortale, Elis Regina e do próprio Rachid Waqued, a mostra reúne dezenas de registros fotográficos. Mais do que uma reverência à trajetória do fotógrafo, a exposição apresenta um recorte expressivo de um dos mais importantes acervos visuais sobre a formação cultural, política, social e urbana de Mato Grosso do Sul. Ao longo de mais de quatro décadas, Waqued consolidou-se como um dos principais documentaristas da história sul-mato-grossense, registrando transformações que hoje ajudam a compreender a identidade do Estado.

O recorte evidencia o olhar documental e sensível de Waqued. Organizadas em eixos como Cultura, Natureza, Indústrias e Infraestrutura, Colaboradores de MS, Coordenadores de MS e Arquitetura Urbana, as imagens traçam um panorama das transformações sociais, políticas e econômicas de Mato Grosso do Sul. Entre retratos históricos, paisagens e cenas do cotidiano, a exposição constrói uma narrativa que entrelaça passado e presente às vésperas do cinquentenário do Estado.
“Ao longo do tempo, meu trabalho foi credenciando meu nome como alguém com vocação para documentar. Sempre atuei com seriedade, compromisso com a história e pesquisa para descobrir e registrar as coisas, ajudando a divulgar o nosso Estado. Sou um documentarista do meu tempo. Minhas fotos são documentos visuais que acompanham as transformações do espaço urbano e das pessoas na nossa região. Eu fotografo Campo Grande há décadas justamente para registrar essas mudanças. Por isso é tão emocionante receber essa homenagem ainda em plena atividade, e se torna ainda mais especial por integrar as celebrações dos 50 anos de Mato Grosso do Sul, em 2027. Eu acompanhei essa trajetória de perto, fui testemunha ocular desse movimento e dessa construção histórica”, frisa Rachid Waqued.

Além das obras de Waqued, o público ainda vai poder apreciar um painel com trabalhos de outros 14 fotógrafos e fotógrafas sul-mato-grossenses, ampliando o diálogo entre gerações e reafirmando a força da produção local. São eles: André Bittar, Alexis Prappas, Bolivar Porto, Denilson Secreta Nantes, Elis Regina Nogueira, Gabriel Gabino, Luiz Felipe Mendes, Marithê Do Céu, Marycleide Vasques, Saul Schramm, Sebastião Guimarães, Vânia Jucá, Wagner Guimarães e Melina Moraes — nomes que evidenciam a diversidade estética e temática da fotografia produzida em Mato Grosso do Sul.
A programação do Rota Cine MS terá continuidade ao longo do ano com outras duas exposições no MIS-MS. Entre maio, junho e julho, o foco será o Audiovisual. Já entre agosto, setembro e outubro, a temática será a Música, ampliando o escopo do projeto e fortalecendo o museu como espaço permanente de difusão cultural.
Pensada para alcançar públicos diversos, a exposição também incorpora recursos de acessibilidade, como piso tátil, intérprete de Libras no vídeo depoimento do homenageado e áudio-descrição das obras, reafirmando o caráter inclusivo da iniciativa.

A execução do Rota Cine MS é objeto do Termo de Fomento (nº 5499/2025) celebrado entre o Governo do Estado, a Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e o Instituto Curumins, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).
Mato Grosso do Sul pelo olhar do fotógrafo
A trajetória de Rachid Waqued ganha forma na exposição a partir de seis eixos temáticos — Cultura, Natureza, Indústrias e Infraestrutura, Colaboradores de MS, Coordenadores de MS e Arquitetura Urbana — que revelam diferentes camadas da construção histórica de Mato Grosso do Sul.
No núcleo Cultura, o visitante encontra registros de manifestações que ajudaram a moldar a identidade regional, como celebrações religiosas, expressões populares e personagens que marcaram a vida artística e social do Estado. Entre os destaques, estão imagens ligadas às tradições pantaneiras, às raízes árabes presentes em Campo Grande e a momentos simbólicos de fé e pertencimento, como a entrega da Bandeira do Divino em Coxim.
Ao avançar para Natureza, o olhar se amplia sobre paisagens emblemáticas, como o Pantanal do Rio Negro, revelando a força ambiental que sustenta o imaginário sul-mato-grossense. A mesma sensibilidade documental aparece em Indústrias e Infraestrutura, onde surgem registros da malha ferroviária e de obras que impulsionaram o crescimento econômico, conectando territórios e consolidando o desenvolvimento estadual.
Em Arquitetura Urbana, as imagens mostram edifícios, praças e transformações na paisagem de Campo Grande, compondo uma narrativa visual da expansão da capital. Já em Colaboradores de MS, a lente de Waqued valoriza trabalhadores, cidadãos e cenas cotidianas — fragmentos de uma história construída coletivamente.
O eixo Coordenadores de MS reúne retratos de todos os governadores do Estado, formando um painel político que atravessa diferentes gestões e momentos decisivos da trajetória sul-mato-grossense. Ao colocar lado a lado essas lideranças, o fotógrafo reforça a dimensão histórica de seu acervo.
Ao percorrer esses seis núcleos, o público acompanha não apenas imagens isoladas, mas uma linha narrativa contínua. São registros que transformam acontecimentos, territórios e personagens em memória visual permanente, consolidando Rachid Waqued como um dos principais cronistas da história de Mato Grosso do Sul.
Rachid Waqued, o cronista visual de Mato Grosso do Sul
Fotógrafo, documentarista e pesquisador, Rachid Waqued transformou a imagem em ferramenta de preservação histórica e identidade cultural. Nascido em Campo Grande (MS), em 1953, filho de pai libanês e mãe corumbaense, filha de sírios, Waqued construiu ao longo de mais de quatro décadas uma trajetória marcada pelo compromisso com o registro das transformações sociais, políticas e econômicas do Estado, tornando-se uma das principais referências da memória imagética sul-mato-grossense.
Formado em Engenharia Civil, História e Artes Visuais, Waqued aliou formação acadêmica sólida ao olhar sensível e atento às mudanças do tempo. Foi pioneiro na introdução da tecnologia digital na fotografia em Mato Grosso do Sul e acompanhou de perto momentos decisivos da consolidação do Estado, registrando desde a expansão urbana até manifestações culturais e acontecimentos políticos.
Parte significativa de sua produção é dedicada à cultura pantaneira e à documentação da malha ferroviária, pesquisa que resultou na obra Paralelas de Aço: o caminho ferroviário para o Oeste, referência para estudiosos da história regional. Ao mesmo tempo, desenvolveu projetos voltados ao resgate dos antigos fotógrafos “lambe-lambes”, contribuindo para a valorização e preservação do patrimônio visual do Estado.
Waqued se define como um “contador de histórias visuais”. A expressão resume uma carreira construída com rigor técnico, espírito investigativo e paixão pelo ofício. Atualmente, amplia sua atuação por meio de produções audiovisuais em plataformas digitais, mantendo ativo o trabalho documental e reafirmando seu papel como guardião da memória cultural sul-mato-grossense.
SERVIÇO
Exposição: Fotografia e Memória
Abertura: 26.02.26, às 19h
Período de visitação: Até 30.04.26
Local: MIS-MS
Entrada: Gratuita
Recursos de acessibilidade:
– Piso tátil
– Intérprete de Libras em vídeo-depoimento
– Áudio descrição das fotografias
Realização: Projeto Rota Cine MS
Parceria: Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e Instituto Curumins
Mais informações:
https://www.instagram.com/fundacaodeculturams/
Foto em destaque: Graciana Goedert
fev 7, 2026 | Diversos
O maior carnaval da fronteira terá animação principal a dupla Bruninho e Davi. O palco será montado em lugar mais frequentado pelos bela-vistenses, a Prainha do Pompilho.
De 13 a 15 de fevereiro, Bela Vista vai pulsar no ritmo da alegria, da música e da energia contagiante que só no Bela Folia 2026 você vai encontrar.
Na sexta-feira (13/02), a noite começa com tudo ao som de Bruninho & Davi, abrindo o carnaval em grande estilo.
No sábado (14/02), o samba toma conta com o grupo Samba 10.
Já no domingo (15/02), a festa é em Samba Pop. E nos três dias de carnaval, quem comanda a vibe é o Maykon Wiliam garantindo animação do começo ao fim.
À noite, a festa começa a partir das 22h, e durante o dia a cidade inteira entra no clima com zumba, boiacross e caiaque no Rio Apa, torneios, som automotivo e uma matinê especial para as crianças no domingo.
Com informações – assessoria da prefeitura
fev 5, 2026 | Diversos
O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Porã, Jelson Bernabé, recebeu na manhã desta quarta-feira, 4 de fevereiro, a Presidente da 5ª Subseção da OAB/MS, Dra. Laura Melo e Dra. Mariana Bretchinaider, Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo. Elas foram pedir o apoio do Poder Legislativo à realização do 2º Congresso Internacional “Autismo Sem Fronteiras”.
Jelson garantiu que a Câmara Municipal estará apoiando a realização do evento, um dos mais importantes para debater o autismo na América Latina. “Trata-se de uma causa nobre. Um grupo de pessoas e instituições envolvidas na realização de um evento que vai trazer para Ponta Porã as principais autoridades no assunto. Por isso, vamos apoiar. Estarei consultando nossa Assessoria para analisarmos de que forma daremos este apoio”.
Dra. Laura Melo solicitou apoio financeiro e também na logística do evento, como auxilio da equipe de cerimonial da Câmara Municipal e da comunicação ampliando a divulgação do evento. Ela explicou que, na próxima semana, dia 10 de fevereiro, estará realizando o pré-lançamento do evento. Também no dia 13 de fevereiro será promovido evento para atrair mais apoiadores.
Outro ponto tratado no encontro foi a autorização para que a OAB/MS e a organização do evento possam utilizar a Tribuna Livre na sessão da Câmara que será realizada na manhã de terça-feira, 10 de fevereiro. O presidente Jelson Bernabé pediu para que fosse oficializada solicitação da Tribuna Livre e colocou a Câmara à disposição para ampliar a divulgação do evento.
O EVENTO
O 2º Congresso Internacional “Autismo Sem Fronteiras”, construindo pontes e criando oportunidades de grandes diálogos, será realizado em Ponta Porã nos dias 14 e 15 de março no Majestic Hall.
De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso do Sul, por meio da 5ª Subseção de Ponta Porã/MS, explicou que “este evento foi idealizado frente ao compromisso institucional com a promoção dos direitos fundamentais, da inclusão social e do fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência. O referido Congresso tem como objetivo fomentar o debate multidisciplinar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reunindo profissionais das áreas do Direito, Saúde, Educação, Psicologia e Serviço Social, bem como acadêmicos, gestores públicos, familiares e a sociedade civil, promovendo a troca de experiências, atualização científica e o fortalecimento de práticas inclusivas, com enfoque nacional e internacional”.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso do Sul, por meio da 5ª Subseção de Ponta Porã/MS OAB ressalta que a participação de palestrantes de reconhecida atuação técnica e científica, oriundos de diferentes localidades, constitui elemento essencial para a qualidade e relevância do evento, sendo o custeio das hospedagens medida indispensável à viabilização de sua realização.
jan 21, 2026 | Diversos
Pesquisadores do Hospital Moinhos de Vento analisaram dados mundiais de 884 jovens e revelam quadro mais complexo e multifacetado do transtorno mental entre jovens
A depressão na adolescência vai além da tristeza descrita nos manuais diagnósticos tradicionais. É o que revela uma revisão sistemática e metassíntese conduzida por pesquisadores do Hospital Moinhos de Vento, que analisou dados de 884 adolescentes e jovens, entre 10 e 24 anos, participantes de 39 dos principais estudos desenvolvidos no mundo. A análise mostra que sentimentos como isolamento social, solidão e raiva apareceram de forma recorrente nos relatos em primeira pessoa, embora não estejam explicitamente contemplados nos critérios diagnósticos do DSM e da CID*.
Segundo a pesquisa, a tristeza foi identificada em 92,3% dos trabalhos analisados, confirmando seu papel central no diagnóstico clínico. No entanto, o isolamento social esteve presente em 78,9% dos estudos e a solidão em 69,2%, configurando-se como elementos estruturais da vivência da depressão entre adolescentes. Emoções como estresse e frustração também surgem com alta frequência, além de sentimentos de inutilidade, baixa autoestima, fadiga persistente e desesperança, compondo um quadro mais complexo e multifacetado do sofrimento psíquico juvenil.
“Muitos adolescentes com depressão descrevem um sentimento intenso de deslocamento, sentindo-se separados do mundo, como se houvesse uma barreira entre eles e as outras pessoas. Quando o cuidado se concentra só em tratar o sentimento de tristeza por si só, essa ‘parede’ continua lá”, explica Christian Kieling, psiquiatra do Hospital Moinhos de Vento e um dos autores do estudo. “Isolamento, solidão e emoções como raiva e frustração aparecem de forma muito consistente nos relatos e precisam ser considerados no cuidado.”
A análise de centenas de dados e relatos dos 16 países – onde foram desenvolvidos os estudos mapeados – resultou em três grandes temas que ajudam a compreender como os adolescentes dão sentido à experiência da depressão.
- O primeiro envolve a dificuldade de nomear o sofrimento, com uso frequente de metáforas e sensação de estranheza ou desconexão.
- O segundo diz respeito à influência de fatores culturais e contextuais, como conflitos familiares, bullying, pressão escolar, estereótipos de gênero e expectativas sociais.
- Já o terceiro aborda o acesso ao cuidado, destacando barreiras como estigma, dificuldade de apoio familiar e desconfiança em relação aos serviços de saúde mental.
De acordo com Anna Carolina Viduani, psicóloga do Hospital Moinhos de Vento, que liderou o estudo, “a classificação tradicional de transtornos mentais captura apenas uma fração da experiência da depressão na adolescência. É preciso ouvir, observar e incorporar as características relatadas pelos próprios jovens. Hoje eles enfrentam contextos e desafios diferentes, os quais precisam ser considerados”, observa a profissional.
Ao evidenciar o desalinhamento entre diagnóstico formal e experiência vivida, o estudo reforça a importância de abordagens mais sensíveis ao contexto social, cultural e relacional dos adolescentes. Para os autores, ampliar a escuta e reconhecer essas vivências é um passo estratégico para qualificar o cuidado em saúde mental e responder de forma mais efetiva às necessidades dessa população.
*DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e CID (Classificação Internacional de Doenças) são os dois principais sistemas de classificação de transtornos de saúde mental. O DSM é focado em critérios detalhados para pesquisa e diagnóstico de transtornos mentais, enquanto a CID, da Organização Mundial da Saúde (OMS), abrange todas as doenças, focando mais na utilidade clínica e na padronização para uso global.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
jan 10, 2026 | Diversos
● O acidente vascular cerebral (AVC) é uma condição que ocorre quando o fluxo sanguíneo é reduzido ou interrompido para uma parte do cérebro, o que pode causar danos ou destruição das células por falta de oxigênio e nutrientes.
● Uma resposta, diagnóstico e tratamento rápidos podem desempenhar um papel decisivo na evolução da doença, evitando sequelas duradouras.
● Atualmente, o AVC é a terceira causa de morte em todo o mundo. Sem dúvida, essa é uma razão pela qual devemos continuar trabalhando para melhorar as intervenções, reforçar a prevenção e ampliar o acesso à saúde para mais pessoas.
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma emergência médica que pode mudar a vida de uma pessoa em questão de minutos. Ele ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido ou reduzido, causando a morte de milhões de neurônios por falta de oxigênio e nutrientes. Em um AVC, cada minuto conta: podem morrer até 1,9 milhão de células cerebrais por minuto, por isso a detecção precoce e o atendimento médico imediato são determinantes para evitar sequelas graves ou até mesmo a morte.
Na América Latina, a cada 40 segundos alguém sofre um AVC. Isso pode ocorrer em casa, no trabalho ou na rua. Por isso, reconhecer os sintomas e agir rápido pode significar a diferença entre uma recuperação completa ou uma deficiência permanente. Para reconhecer os sinais de alerta de um AVC, os especialistas recomendam lembrar a metodologia SAMU, um guia simples que pode fazer a diferença entre a vida e a deficiência.
S – Peça à pessoa para sorrir. Um lado do rosto não se move ou cai?
A – Peça para a pessoa dar um abraço ou abrir os braços.
M – Dificuldade ao murmurar? Tem a fala confusa ou enrolada?
U – Urgência: se notar algum destes sinais, ligue imediatamente para os serviços de emergência. Não espere. Não hesite. Aja!
“80% dos acidentes vasculares cerebrais podem ser prevenidos. A chave está na educação, na detecção precoce e no acesso a tecnologia médica que permita um diagnóstico e tratamento oportunos. Na Siemens Healthineers, trabalhamos para que os equipamentos médicos ofereçam precisão e rapidez, ajudando a salvar vidas e reduzir as sequelas deixadas por esta doença”, explica a Dra. Ana Carolina da Costa, PhD, Gerente de Colaboração Clínica para Tomografia Computadorizada na Siemens Healthineers na América Latina.
Os avanços tecnológicos em imagens diagnósticas, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e angiografia, permitem que os profissionais de saúde visualizem em detalhes as áreas afetadas do cérebro, identifiquem o tipo de AVC e tomem decisões clínicas em questão de minutos. Graças a essas inovações, os médicos podem iniciar tratamentos mais rápidos e eficazes, melhorando as chances de recuperação dos pacientes.
Referências
Organização Mundial da Saúde. As dez principais causas de morte. Disponivel em: Link.
Medline Plus. Accidente Cerebrovascular. Disponível em: Link