mar 25, 2026 | Diversos
Uma ideia nascida na periferia, em meio a desafios sociais e econômicos, está conectando costureiras de diferentes regiões do país e transformando a forma como profissionais e clientes se relacionam. A trajetória da República das Arteiras mostra como o apoio à inovação pode impulsionar negócios, gerar impacto social e oportunidades de renda.
Fundada em 2018 como um coletivo, a iniciativa atualmente é uma fashion tech que conecta costureiras e consumidores. A proposta é simples: aproximar quem precisa de serviços de costura, de diferentes especialidades, permitindo contato direto e negociação sem intermediários, por meio de uma plataforma.
“Não basta ter uma boa ideia, você tem que ter recurso. E a gente empreende a partir da periferia sul de Campo Grande, uma das que tem o maior índice de violência”, afirma Ivani Marques da Costa Grance, fundadora da República das Arteiras.
O apoio chegou com o Programa Centelha 1, que permitiu a transição do modelo presencial para o digital em um momento crítico. “O Centelha foi fundamental para não deixar o negócio morrer na pandemia. Eu perdi todo o chão de fábrica. Eu voltei para casa com minhas coisas debaixo do braço e uma ideia na cabeça”, relata.
A ideia virou uma plataforma que funciona como uma vitrine virtual reunindo profissionais. O cliente pode buscar por localização e especialidade, entrar em contato diretamente com a profissional e negociar valores e prazos de forma simples.
A República das Arteiras já impactou mais de 170 profissionais, ampliando a visibilidade de um trabalho que, muitas vezes, não era notado. Além da conexão entre profissionais e clientes, a iniciativa também atua na capacitação e no fortalecimento das costureiras, promovendo formação técnica e empreendedorismo.
“Participar dos encontros realizados pela República das Arteiras permitiu que eu tivesse trocas importantes. Muitas vezes o cliente precisa de um serviço específico de costura que eu não forneço, mas minha colega sim, assim como elas me indicam também. A partir da influência da Ivani eu quis melhorar minhas técnicas, realizar novos cursos e agora ensino outras meninas e mulheres a costurar também. Nosso trabalho é solitário e invisível na maioria dos casos, por isso a conexão umas com as outras faz toda a diferença”, afirma Sandra Lopes, costureira integrante do coletivo.
Centelha 3
A história da República das Arteiras é um exemplo de como o Programa Centelha contribui para transformar ideias em soluções concretas. A terceira edição do programa será lançada no dia 27 de março. Como nas edições anteriores, o Centelha 3 tem como objetivo apoiar ideias em fase inicial, nos estágios de ideação e prototipação.
A iniciativa é coordenada nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI.
Em Mato Grosso do Sul, o programa é executado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com a parceria de instituições locais como Sebrae MS, Senai-Fiems, Fecomércio-Senac, Ecossistema de Inovação e o Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS), que atuam no fortalecimento do ambiente de inovação e no apoio aos empreendedores.
O edital prevê a seleção de até 47 propostas. Cada projeto poderá receber até R$ 89,6 mil em recursos de subvenção econômica. Além disso, cada iniciativa poderá contar com até R$ 50 mil em Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, concedidas pelo CNPq. O investimento total previsto é de R$ 6,5 milhões.
Podem participar pessoas físicas com ideias inovadoras, como inventores, pesquisadores, professores e empreendedores, além de empresas nascentes com até 12 meses de existência. Todos os participantes devem submeter suas propostas como pessoa física e, caso sejam selecionados, deverão constituir uma empresa com CNPJ em Mato Grosso do Sul para receber os benefícios do programa.
As inscrições estarão abertas até 11 de maio de 2026 e devem ser realizadas por meio do Sigfundect, disponível no site da Fundect. Nas duas edições anteriores, foram selecionadas 79 startups, com mais de R$ 5,9 milhões em investimentos. Ao todo, 809 ideias foram submetidas. Para esta edição, a meta é alcançar mil ideias inscritas.
Comunicação Fundect
mar 23, 2026 | Diversos
Quem nunca associou um dia frio ou chuvoso ao cheiro de bolinho de chuva sendo preparado na cozinha? Esse clássico da culinária brasileira, feito com ingredientes simples e servido quentinho, é uma das receitas que mais despertam memórias afetivas. Não por acaso, de acordo com Ranking divulgado pelo Google, ele aparece entre as receitas mais buscadas pelos brasileiros na internet.
Para o chef de gastronomia da Prática, Rafael Fraga, a popularidade do bolinho de chuva está justamente na combinação entre tradição e praticidade. “É uma receita simples, com ingredientes básicos como farinha, ovos, leite e açúcar, mas que exige alguns cuidados para alcançar a textura ideal. A massa precisa ficar mais pastosa do que líquida, e a fritura deve acontecer entre 160 °C e 180 °C para garantir bolinhos dourados por fora e macios por dentro”, explica.
E para quem quer reproduzir essa experiência, o preparo é mais simples do que parece.
Receita de bolinho de chuva
Ingredientes
• 500 g de farinha de trigo
• 1 xícara de açúcar
• 15 g de fermento químico em pó
• 200 ml de leite
• 2 ovos
Modo de preparo
- Misture os ovos, o leite e o açúcar à farinha até obter uma massa pastosa.
- Com uma colher, coloque pequenas porções da massa em óleo quente, entre 160 °C e 180 °C.
- Quando os bolinhos estiverem dourados, retire, escorra e passe no açúcar com canela.
Além do preparo simples, o bolinho de chuva também se destaca pela versatilidade. Ele pode ser servido em diferentes ocasiões, como no café da manhã ou da tarde, e até ganhar versões personalizadas com ingredientes como banana, chocolate ou especiarias.
“O diferencial do bolinho de chuva está em como ele é feito. Quando bem preparado, ele fica leve, aromático e com uma textura que faz toda a diferença, e é isso que transforma uma receita simples em algo tão especial”, finaliza o chef.
Para mais dicas de empreendedorismo, equipamentos e receitas, você pode acompanhar através do blog da Prática: https://blog.praticabr.com/
Sobre a Prática
A Prática, fundada em 1991, oferece o que há de mais moderno em fornos profissionais, ultracongeladores e máquinas de panificação. Com mais de 800 colaboradores, sendo 55 deles em P&D, a Prática é líder no segmento de equipamentos para o preparo de alimentos no Brasil e atua em mais de 60 países.
Ajudar seus clientes a prepararem comida de qualidade sem desperdícios é o propósito da Prática. Entendemos a importância do nosso papel na cadeia que se inicia nos campos e lavouras até a oferta de alimentos preparados para as pessoas.
Mais do que equipamentos, a Prática oferece soluções integradas e uma rede de suporte pré e pós-venda que permite a seus clientes realmente aprimorar suas operações. Por meio dos seus chefs e nutricionistas, a Prática apoia a implementação de processos de melhoria na qualidade e combate ao desperdício.
mar 19, 2026 | Diversos
A Unimed Campo Grande elegeu o médico otorrinolaringologista Pedro Ricardo Dias como novo presidente do Conselho de Administração da cooperativa para o mandato 2026–2030. A eleição foi realizada nesta segunda-feira (17), durante Assembleia Geral Ordinária, na sede da cooperativa, com ampla participação dos médicos cooperados.
A chapa “É Tempo de União. É Tempo de Avançar”, liderada por Pedro Ricardo, foi a vencedora do pleito. Ao todo, mais de 1.100 cooperados participaram do processo eleitoral, que também definiu os integrantes do Conselho Fiscal da Unimed Campo Grande, um representante da cooperativa para cargo diretivo na Federação Unimed Mato Grosso do Sul e dois representantes para o Conselho Fiscal da Federação.
O novo presidente destacou os desafios e o compromisso com a continuidade da gestão. “Com certeza, teremos grandes desafios na saúde suplementar, não só aqui em Mato Grosso do Sul, mas em todo o país, mas a Unimed Campo Grande tem uma história robusta, que nos dá suporte para decisões estratégicas. O que já está alinhado será seguido, e faremos novos alinhamentos para continuar atendendo às expectativas dos nossos cooperados, assim como dos nossos beneficiários. Seguiremos atuando com dedicação para garantir uma assistência que é referência em Mato Grosso do Sul”, afirmou.
De acordo com o Estatuto Social da cooperativa, haverá um período de transição de até 30 dias entre o atual e o novo Conselho de Administração. Nesse intervalo, as duas gestões atuarão de forma conjunta para garantir continuidade e alinhamento nos processos.
mar 16, 2026 | Diversos
Escrita por especialista em operações de resgate de acidentes aeronáuticos, obra discute descompasso entre o trabalho jornalístico e o de investigação
No dia 9 de agosto de 2024, mais um acidente aéreo parou o Brasil, com vídeos e notícias circulando poucos minutos após o ocorrido. O voo VOEPASS 2283 caiu em Vinhedo (SP), fazendo 62 vítimas, e a investigação oficial sobre as causas do ocorrido segue em curso até hoje. Entre o tempo da investigação técnica e a velocidade da mídia, instala-se um vazio. É sobre isso que trata o livro “VOEPASS 2283: Tragédia e Desinformação”, que será lançado em Campo Grande nesta quinta-feira, dia 19, na Lupland Biergarten.
O autor é Silvio Monteiro Júnior, que acumula três décadas de atuação em operações de resgate de acidentes aeronáuticos e marítimos e mora em MS há mais de 10 anos. Ele foi chefe da divisão de Busca e Salvamento da Força Aérea Brasileira (FAB) e atuou na operação do acidente com o voo Air France 447, tema de seu primeiro livro. Agora, Silvio volta seu foco para a cobertura jornalística de tragédias como essas, que acabam se transformando em “espetáculos”, com opiniões, acusações e certezas provisórias inundando os noticiários.

Equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos no local do acidente_crédito Divulgação
“O livro nasceu de um incômodo de algumas décadas, que é a velocidade com que as informações circulam após um acidente, muito antes que a verdade técnica esteja consolidada. A tragédia com o voo VOEPASS 2283 ocorreu enquanto eu pesquisava sobre o tema… assim, transformou a inquietação em livro”, resume o autor. Fruto de sua pesquisa no Mestrado em Comunicação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a publicação, resultado da combinação entre experiência prática na aviação e pesquisa teórica sobre o comportamento da informação em contextos de crise, coloca o acidente aéreo como ponto de partida, mas fala sobre como a sociedade é exposta a uma avalanche de informações, notícias, opiniões e teses, antes mesmo que a verdade esteja consolidada.
“O primeiro livro, sobre o acidente com o voo Air France 447, teve como foco os bastidores da operação de busca e salvamento e da investigação técnica. Ele parte da minha experiência direta na condução das operações. Já este novo livro desloca o olhar para fora da operação, não analisa os fatores contribuintes do acidente, mas o comportamento da informação e da mídia diante da tragédia”, detalha Silvio.
Para o especialista, acidentes aéreos tendem a atrair grande interesse da sociedade por diversos fatores, inclusive por uma busca por culpados, mas os processos de investigação não se pautam pelos mesmos critérios. “Esses acidentes envolvem uma combinação rara de fatores. A aviação é percebida como o meio de transporte mais seguro, então, quando ocorre um acidente, há uma ruptura simbólica dessa sensação de segurança. Isso gera comoção, curiosidade e uma forte demanda por respostas. Mas as investigações têm como foco a prevenção, não a busca por culpados”, explica.
A obra convida o leitor a revisitar a cobertura jornalística de acidentes aéreos e a refletir sobre os limites da velocidade, a responsabilidade ética da informação e o papel do jornalismo em um ecossistema marcado pela urgência. É voltada para todos aqueles que se interessam por aviação, mas também para jornalistas, comunicadores e aqueles que desejam pensar criticamente o momento atual, marcado pelo excesso de informações, principalmente diante de momentos críticos.
Serviço: O lançamento do livro “VOEPASS 2283: Tragédia e Desinformação”, publicado pela Life Editora, será realizado nesta quinta-feira, dia 19 de março, a partir das 18 horas, na Lupland Biergarten, localizada na Rua Antônio Maria Coelho, nº 3285 – Jardim dos Estados. Evento gratuito e aberto ao público.
mar 9, 2026 | Diversos
A Energisa reafirma seu compromisso com a diversidade e anuncia novas turmas do curso de formação de eletricistas em parceria com o Senai. A iniciativa, que já qualificou dezenas de mulheres em edições anteriores, terá inscrições abertas ainda este ano, contemplando turmas mistas e uma edição exclusiva para o público feminino.
Embora o setor elétrico seja historicamente marcado pela predominância masculina, a presença feminina vem crescendo nas atividades de campo. O programa busca acelerar esse movimento, oferecendo capacitação técnica gratuita e preparando profissionais para atuar em uma das áreas mais estratégicas do país.
Até agora, 30 mulheres concluíram o curso em Dourados e Campo Grande. A turma mais recente se formou em fevereiro, na capital. A meta da companhia é ampliar ainda mais a participação feminina no setor elétrico. “Vamos ofertar novas turmas exclusivas para mulheres ainda este ano. Queremos fortalecer cada vez mais essa presença aqui no MS”, afirma Luciana Marteningue, Consultora BP de RH.
Histórias que inspiram
Entre as formadas está Thaís Oliveira, eletricista de distribuição, que encontrou no curso uma oportunidade de transformação. Prestes a completar um ano de empresa, ela relembra os desafios de conciliar família, estudos e prática para iniciar uma nova carreira. “Foi um período intenso, mas transformador. Eu enxergava no curso uma chance real de mudança para a minha vida e hoje me sinto realizada”, conta.
Atuando diretamente na área operacional e nas ruas, Thaís destaca o reconhecimento que recebe não apenas da empresa, mas também da comunidade “Mulheres me parabenizam por estar na área, e minha filha diz com orgulho que a mãe é eletricista. Para muitos é só uma profissão; para mim, é levar conforto, segurança e qualidade de vida para as pessoas.”
Inclusão como estratégia
A expansão dos programas de qualificação da Energisa integra sua estratégia de promover ambientes de trabalho mais diversos e incentivar a presença feminina em diferentes áreas da companhia. A parceria com o Senai assegura o alinhamento com as exigências técnicas e de segurança da profissão.
As próximas turmas serão anunciadas nos próximos meses, consolidando o compromisso da empresa em abrir caminhos para que mais mulheres ocupem espaço no setor elétrico.
fev 27, 2026 | Diversos
E a comemoração não termina no palco. Desde a meia-noite de quinta (26) para sexta (27), o novo álbum está disponível nas plataformas digitais (Spotify, Youtube, Tidal e Amazon Music).
O Teatro Prosa, no Sesc Horto, ficou pequeno na noite de quinta-feira (26), com casa cheia, público diverso, gerações misturadas e uma plateia que, embora sentada, se deixou levar pela batida da música. Era visível: os corpos buscavam movimento, pés, mãos e vozes marcavam o ritmo e, a cada refrão, a formalidade da cadeira dava lugar à vontade de dançar. Assim foi a noite de celebração dos 43 anos de carreira de Jerry Espíndola, com o show de lançamento do álbum “40 Tons”.
E a comemoração não termina no palco. Desde a meia-noite de quinta (26) para sexta-feira (27), o novo álbum já está disponível pela Orum Sounds (@orumsounds), para o público conferir nas plataformas digitais (Spotify, Youtube, Tidal e Amazon Music).
No palco, Jerry fez questão de anunciar que “À meia-noite o disco já entra no ar, na Orum Sounds. ‘40 Tons’ está disponível pra todo mundo ouvir, compartilhar e viver essas músicas. Esse show é só o começo dessa nova fase”.
O repertório trouxe as canções inéditas do novo trabalho, além de momentos que revisitam a trajetória do artista — como a emblemática “Beijo de Ímã” (Composição de Alzira E, Arruda, Jerry Espíndola e Ney Matogrosso), imortalizada na voz do próprio Ney e lembrada por Jerry “como um dos marcos afetivos da minha caminhada”.
As músicas do EP e do álbum comemorativo embalaram o público. Mesmo acomodada em poltrona, a plateia não permanecia estáticas por muito tempo. A vibração coletiva transformou o teatro em pista simbólica: havia dança contida, palmas no contratempo e vozes que atravessavam o espaço cênico.
Entre os presentes, a servidora pública Rogéria Fonseca, fã de longa data, se emocionou ao falar sobre o reencontro com o artista. “Que saudade dele. Há um tempo que não via um show dele, ainda mais sendo o lançamento de um trabalho novo. Eu acompanho desde o começo. Eu ainda tenho CD em casa. Claro que hoje a gente ouve nas plataformas, mas é diferente. Eu adorei as músicas novas, achei o trabalho muito bonito. E vou conferir nas plataformas, sim. Toda velha guarda vai estar lá ouvindo, mas, eu queria um disco”, brinca.
Referência para quem chega – A noite também foi marcada pelo diálogo entre gerações. Jerry mantém uma característica constante: além de compor, cantar e experimentar sonoridades, ele tem o olhar sensível para os novos talentos, criando pontes e abrindo espaço para vozes mais jovens.
Do duo Vozmecê, o cantor Pedro Fattori destacou essa importância. “Eu já estava ansioso pra ouvir as músicas novas ao vivo. Tive alguns spoilers antes do disco sair e achei incrível. Tem uma com a Tetê, sobre o lixo no oceano, com uma pegada ecológica muito forte. O Jerry transforma o cenário da polca paraguaia, da guarânia, mistura com rock, com sintetizado. É sempre inovador. Pra gente que é músico aqui, ele é referência principal. Ele, Tetê, Geraldo, Alzira estão entre os artistas que são a base do nosso trabalho”.
Com participações especiais na noite, três jovens talentos subiram no palco – Ana Lua, Raphael Vital e Ruschel. Em momentos distintos, os artistas estiveram ao lado de Jerry para celebrar o encontro e a força do projeto, reforçando o caráter colaborativo que marca “40 Tons”.
“Eu tenho cerca de seis anos de carreira e comecei na música pop. Quando o Jerry me chamou pra cantar, senti que era um momento importante. Ter uma música com ele na minha história é um orgulho enorme. Ele mantém as origens, mas faz conexões com outras gerações. Isso deixa a obra dele viva e abre caminhos para quem tá chegando”, afirma o cantor Ruschel.
Ruschel ainda destacou que essa capacidade de renovação ajuda a explicar o teatro lotado. “Ele não ficou parado no passado. Continua inovando, buscando parcerias, se atualizando. Por isso sempre vai lotar. É um artista completo”.
Paisagens que atravessam fronteiras – No discurso e na música, Jerry entrelaça geografias afetivas. As paisagens transfronteiriças do Centro-Oeste e suas adjacências aparecem como referências de estrada, encontros e travessias, dialogando com a sonoridade fronteiriça que marca sua identidade sul-mato-grossense. O resultado é uma música que nasce entre cerrado e pantanal, mas ecoa em outras montanhas, mares e capitais.
Ao revisitar a própria trajetória, ele reforçou no palco. “Nunca vai mudar o prazer e a vontade de fazer música. Enquanto eu tiver essa inquietação, vou continuar compondo, chamando parceiros, misturando sons”.
E ao final do show, Jerry ainda encontrou momento para pontuar a importância de políticas públicas que viabilizam encontros e projetos como “40 Tons”.
O projeto é executado com recursos da Lei Paulo Gustavo, via MinC – Ministério da Cultura, do Governo Federal, por meio de edital da FCMS – Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Setesc e Governo do Estado.
Em tempos de debate sobre políticas públicas, a noite no Teatro Prosa, do Sesc Horto, reafirmou o óbvio necessário que “investir em cultura é investir em memória, inovação e futuro”, pontua Jerry.
E a partir da meia-noite, o que foi visto no palco se transformou em streaming. Embora, a energia de uma casa cheia, de pessoas dançando sentadas, fica como prova de que 43 anos depois, Jerry Espíndola segue em movimento — e levando muita gente junto. Outras informações pelo Instagram (@jerryespindola e @orumsounds).