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Bela Vista-MS Terça-Feira, 23 de Junho de 2026
Com aval de Itaipu, projeto de construção de nova ponte entre o Mato Grosso do Sul e PR avança

Com aval de Itaipu, projeto de construção de nova ponte entre o Mato Grosso do Sul e PR avança

O governador Reinaldo Azambuja foi recebeu a notícia oficial do governador Carlos Massa “Ratinho” Júnior  (PR) que a direção de Itaipu Binacional vai liberar recursos para a realização dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para a construção de uma ponte sobre o Rio Paraná ligando a BR-376 entre Paranavaí e Taquarussu, em Mato Grosso do Sul.

As tratativas sobre a nova ponte tiveram inicio no ano passado entre o Governo do Estado, por meio da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), e diretoria da Itaipu em projetos relacionados à logística e à conservação do solo e da água em Mato Grosso do Sul. Os projetos devem ampliar a atuação da Itaipu Binacional em território sul-mato-grossense.

As solicitações foram entregues pelo governador Reinaldo Azambuja e pelo secretário da Semagro Jaime Verruck, em reunião com o diretor-geral brasileiro de Itaipu, General João Francisco Ferreira, que contou com a participação do governador do Paraná, Ratinho Júnior e do secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel em junho do ano passado.

Verruck afirma que a ligação é de vital importância para Mato Grosso do Sul

De acordo com o titular da Semagro Jaime Verruck, a ligação é de vital importância para Mato Grosso do Sul pois criará um novo corredor de transporte para o escoamento da produção agrícola entre os dois estados, encurtando  o caminho até o Porto de Paranaguá, que é feito atualmente via Maringá.

Conforme oficio encaminhado ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, a Itaipu Binacional está formalizando o Convênio que propiciará a execução do estudo da Ponte sobre o Rio Paraná ligando os Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, nas regiões de Paranavaí e Taquarussu. Respectivamente, o Estado do Paraná elaborou orçamento, que inclui como objeto do estudo, a referida Ponte, bem como as ligações rodoviárias necessárias em ambos os estados, de forma a permitir fluidez e trafegabilidade.

A materialização desse importante estudo, que fortalecerá a tomada de decisão quando da execução das obras necessárias, se dará com a formalização de Convênio com Itaipu para o repasse dos recursos, cujo valor orçado é de R$ 3.012.788,00.

Novo corredor produtivo
Atualmente, para se fazer a rota de produção do Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá, é preciso passar por duas Barragens [Primavera e Rosana] e estradas em situações que já chegaram ao colapso, com congestionamentos. A construção da ponte e a ampliação da BR-376 vão trazer um encurtamento do trecho, facilitando a exportação de mercadorias de forma mais eficaz.

Junto com a ponte será realizada a duplicação da rodovia BR-376 que permitirá aos caminhões transitarem por Porto São José, no município de São Pedro do Paraná, o que irá facilitar o transporte de mercadorias do Mato Grosso do Sul.

O custo estimado da obra seria de R$ 850 milhões e inclui a construção de uma ponte sobre o Rio Paraná, com a possibilidade de economia com a utilização de barreiras New Jersey. O projeto contempla 95 quilômetros de duplicação da BR-376 no trecho paranaense e outros 30 quilômetros em pista simples no Mato Grosso do Sul. A ligação pela rodovia seguiria a partir de Paranavaí, que já teve um trecho de 33 quilômetros duplicados, parte de um aditivo acertado pelo Governo do Estado com a Concessionária que administra o trecho.

Rosana Siqueira, Semagro

Prefeito Neco Pagliosa empossou nova secretária de saúde do município

Prefeito Neco Pagliosa empossou nova secretária de saúde do município

O prefeito de Caracol, Neco Pagliosa, empossou nesta sexta-feira, 21 de janeiro, com a presença dos demais servidores da área, a nova secretária de Saúde do município, Cristina Pezzini.

No ato, o Chefe do Executivo destacou o excelente trabalho da saúde em seu primeiro ano de mandato, agradecendo o trabalho realizado sob o comando da ex-secretária Rosineia Assis e ressaltando que a Cristina terá grandes desafios pela frente, com foco na continuidade de sua gestão.

Neco falou também sobre o belo trabalho realizado pelos funcionários da, principalmente na linha de frente contra a COVID-19 e afirmou que continuará oferecendo a valorização merecida aos servidores municipais, esperando a reciprocidade através do brilhante trabalho, agora com a colaboração da nova secretária.

Cristina Pezzini agradeceu ao prefeito Neco pela confiança depositada em sua pessoa e disse que se sente orgulhosa por continuar o trabalho na área que já se dedica há 17 anos fazendo a sua parte na Vigilância Sanitária. “Tenho a certeza que terei um grande desafio pela frente, mas me dedicarei com amor em todas as ações e decisões tomadas, pretendo trabalhar como se fosse uma orquestra, tudo tem que estar perfeito, afinado, e onde não estiver estarei consertando os instrumentos”, afirmou.

Riedel: ‘Vamos investir meio bilhão em escolas até o fim do ano’

Riedel: ‘Vamos investir meio bilhão em escolas até o fim do ano’

Rede Estadual de Ensino terá aulas durante o dia todo em 54 cidades de MS

Os investimentos do Governo do Estado na construção, reforma, readequação e ampliação de escolas devem somar R$ 500 milhões no período 2015-2022. De acordo com a Secretaria de Educação (SED), até o ano passado os investimentos chegaram a R$ 350 milhões. “Com os projetos de 2022, que ampliam de 98 para 132 o número de escolas de ensino integral, além de outras ações na Rede Estadual de Ensino, os investimentos devem totalizar meio bilhão”, disse o secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel. Os investimentos na educação refletiram em todos os indicadores.

O governo comemora a redução da evasão escolar e melhoria na pontuação do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)

Depois de dois anos de dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19, a SED prevê aumento no número de alunos. Até o fim do ano passado eram 205 mil estudantes matriculados nas 347 escolas da Rede Estadual. Para garantir o retorno seguro dos alunos às aulas presenciais, o Estado gastou R$ 3,6 milhões com os protocolos de biossegurança e R$ 139 milhões em equipamentos, materiais e mobiliário. Com a suspensão das aulas presenciais em razão da pandemia, o Governo do Estado acelerou o programa de reformas e adaptação das escolas, incluindo a readequação da rede física para comportar as 34 novas escolas de tempo integral. Até o ano passado a chamada Escola da Autoria atendeu a 22 mil estudantes matriculados em 98 unidades em 46 municípios. Com a ampliação para 133 escolas, mais oito cidades terão ensino integral.

Hoje a Rede Estadual de Ensino é formada por 289 escolas na área urbana e 58 na zona rural, além de 8 Centros de Educação Profissional. Nas Escolas da Autoria, o aumento no número de alunos corresponde a 40%.

Reformas e readequações

De acordo com a SED, entre 2015 e 2021 mais de 270 escolas foram reformadas, ampliadas, readequadas ou receberam alguma obra de melhoria na estrutura. Houve mais de 660 intervenções e muitas das escolas receberam mais de uma intervenção. O governo prevê investir este ano R$ 150 milhões.

O retorno das atividades presenciais na Rede Estadual de Ensino atestou a eficácia dos protocolos de biossegurança adotados pelo Governo. Os alunos retomaram as atividades em salas de aula entre 2 de agosto e 4 de outubro e os casos de Covid-19 representaram menos de 1% das notificações. No período, mais de 65% do público com idades entre 12 e 17 anos estavam vacinados, pelo menos com a primeira dose.

Além dos investimentos na rede física, o Governo do Estado também investiu em recursos humanos, com a abertura de concurso e outros processos seletivos e de formação, para atender à nova configuração da rede de ensino e montar banco de reserva para solução de continuidade.

Entre 2015 e 2020 foram realizados 309 cursos de formação e no ano passado mais de 20 mil profissionais participaram de jornada pedagógica.

Entre os principais projetos da Educação, são destacados o MS Alfabetiza, lançado em outubro de 2021, com adesão dos 79 municípios do Estado. Serão investidos R$ 8,3 milhões, atendendo 88 mil estudantes. Cerca de 3,5 mil profissionais receberão materiais. Haverá impacto em 757 escolas do Ensino Fundamental e 685 escolas da Educação Infantil, além de bolsas de incentivo para coordenadores municipais e formadores locais. Outras ações, como a Psicologia Educacional, para encaminhamentos e orientações e suporte às equipes pedagógicas, lançamento do Aplicativo Educa MS, Carteira Digital de Identificação Estudantil, parcerias com o Google e Microsoft também foram destacadas no balanço geral da Educação relativo aos últimos sete anos.

As pontuações do IDEB nos anos iniciais do Ensino Básico também foram positivas. Houve evolução de três décimos percentuais entre 2015 e 2019 nos anos iniciais, de 5,4 para 5,7 (a meta era 5,2), cinco décimos nos anos finais, de 4,1 para 4,6 nos anos finais (1 décimo abaixo da meta, apenas) e 3,5 para 4,1 no Ensino Médio.

A taxa de aprovação no Ensino Fundamental aumentou de 81,1% em 2015 para 92,8% em 2020. No Ensino Médio, o índice de aprovação subiu de 73,6% em 2015 para 85,6% em 2020. Já a taxa de reprovação caiu de 15,4% para 7% no Ensino Fundamental e de 16,3% para 13,7% no Ensino Médio, considerando as estatísticas do mesmo período de seis anos (2015-2020. Houve avanços também na redução das estatísticas de evasão escolar. A taxa caiu de 3,5% para 0,2% no Ensino Fundamental e de 10,1% para 0,7% no Ensino Médio.

Bela Vista vira referência Estadual em Controle de Vetores

Bela Vista vira referência Estadual em Controle de Vetores

A Coordenadoria Estadual de Controle de Vetores afirmou essa semana que atualmente Bela Vista é considerada referência em Mato Grosso do Sul no combate às endemias e no controle de vetores. “E aqui faço um agradecimento ao coordenador municipal, Ivo Sorrilha, por sua dedicação e seu compromisso com esse controle. Um profissional de excelência e que tem uma equipe muito competente também”, diz Mauro Lucio Rosario, Coordenador estadual do Controle de vetores.

“Bela Vista já é nossa referência para o trabalho de controle de vetores nos outros municípios do Estado. Um exemplo de que trabalho sério e comprometido dão bons resultados. E tenho certeza que o trabalho que o Ivo e sua equipe realizam, acontece porque tem o apoio do prefeito Reinaldo PIti e da secretária de Saúde, Cleusa Chucarro. Eles são administradores dedicados e que oferecem todas as condições para esse excelente trabalho”, finaliza Mauro Lucio.

 

De grãos a celulose, retorno da malha ferroviária vai movimentar cadeias produtivas de MS

De grãos a celulose, retorno da malha ferroviária vai movimentar cadeias produtivas de MS

Mato Grosso do Sul vive um processo de retomada da malha ferroviária com investimentos que vão escoar grãos, minério, carne a celulose em um cenário de desenvolvimento. Isso será possível graças as parcerias firmadas entre o Governo do Estado e do Paraná e de empresas privadas. Pelo menos seis projetos estão tramitando hoje no Ministério da Infraestrutura que vão garantir 560 quilômetros de malha ferroviária.

De acordo com o Ministério da Infraestrutura (MInfra), os pedidos se referem a Ferroeste, ligando Maracaju a Dourados, que está em andamento; um da Eldorado Brasil Celulose, para construir ferrovia entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado no montante de R$ 890 milhões; um da empresa MRS com objetivo de interligar Três Lagoas a Panorama no total de R$ 1 bilhão e mais cerca de R$ 3 bilhões da Suzano, saindo de Ribas do Rio Pardo a Inocência e de Três Lagoas a Aparecida do Taboado. Considerando que o valor médio para implantar cada quilômetro de ferrovia é de R$ 10 milhões, as solicitações podem garantir investimentos de R$ 6 bilhões.

Ferroeste

Mais avançada, Nova Ferroeste já está em processo de licenciamento ambiental e prevê a construção de uma estrada de ferro entre o Mato Grosso do Sul e o litoral do Paraná

A mais avançada delas é a Nova Ferroeste que já está em processo de licenciamento ambiental. A ferrovia prevê a construção de uma estrada de ferro entre o Mato Grosso do Sul e o Litoral do Paraná. Ao todo, 1.304 quilômetros de trilhos vão conectar Maracaju (MS) a Paranaguá (PR), além de um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu. Os investimentos somente no trecho de MS que terá inicialmente 76 km e já está em andamento superam R$ 1,2 bilhão. Mas o projeto é grandioso e vai levar de grãos a carnes dos principais polos produtivos de MS até o Porto de Paranaguá e até Santa Catarina.

Secretário Jaime Verruck (Foto: Chico Ribeiro)

“No caso da Nova Ferroeste, já entregamos o EIA Rima. Então a Ferroeste é a que tem a tecnologia mais adequada, porque já é uma ferrovia existente no Paraná e está incorporada no projeto que vai de Paranaguá até Maracaju. Recentemente nós tivemos a autorização da ligação de Dourados a Maracaju que passa a compor a ferrovia com um prazo aí de concessão de 99 anos. Isso é extremamente positivo em termos de prazo”, salientou o secretário de Meio Ambiente e Produção, Jaime Verruck.

Ele atribui este avanço na reativação da malha ferroviária estadual ao regime de autorização que foi aprovado recentemente como novo marco regulatório das ferrovias. “Esse foi um grande avanço no Brasil desregulamentando e criando o novo marco relatório da ferrovia. A lei foi amplamente discutida. Então isso foi extremamente positivo para o desenvolvimento ferroviário e um dos primeiros trechos autorizados foi exatamente de Dourados até Maracaju. Foi um trabalho intenso, que nós fizemos junto ao Congresso Nacional, junto a ministra Tereza, ao ministro da infraestrutura e que culminou com o novo marco regulatório do Brasil”, destacou.

Para se traçar o trecho, Verruck afirma que o licenciamento teve toda uma preocupação de passar longe de unidades de conservação e áreas indígenas. “O projeto buscou preservar os patrimônios naturais, exatamente para evitar que que se tenha aí uma demora na implantação da ferrovia”, admite. Ele lembra que com a Ferroeste serão oito municípios beneficiados passando de Mundo Novo até toda a região produtora. “Então o cenário é nós ainda levarmos para a B3 a leilão, a nova Ferroeste, Mato Grosso, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e Paraná juntamente”, afirmou.

Ferrovia da Celulose
No outro extremo do Estado, a celulose é a locomotiva que puxa os investimentos. O interesse existe porque as empresas do setor buscam alternativas ao transporte rodoviário para exportar a produção de mais de 4 milhões de toneladas de celulose produzidas em Três Lagoas por ano que movimentaram em 2021 mais de R$ 8 bilhões.
E mais a expectativa é que o volume vai quase dobrar com o Projeto Cerrado da Suzano que prevê a instalação de uma unidade em Ribas do Rio Pardo que vai produzir 2,5 milhões de toneladas ano de celulose, com investimentos de R$ 19,3 bilhões, sendo que R$ 4,6 bilhões são para atividades florestais, na estrutura logística e outras iniciativas previstas em projetos.

Por isso foi apresentado no Ministério da Infraestrutura o pedido para construção de trechos Ribas do Rio Pardo a Inocência, e um entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado.
Também a Suzano está viabilizando o acesso à malha férrea da empresa Rumo, que já é ligada ao porto marítimo paulista. Além disso já houve uma homologação e autorização de projetos de retomada de novas malhas na Costa Leste do Estado. “Na verdade, a partir da indústria Eldorado que é um pouco acima de Três Lagoas estão fazendo um ramal até Aparecida do Taboado onde conecta na Ferro Norte.

No local já existem dois terminais um da Suzano e um da Eldorado. E houve os pedidos também da Suzano também conectando na Ferro Norte e esse trecho”, adiantou o secretário. Verruck acrescenta que a Suzano também prevê uma ferrovia no mesmo trecho da Eldorado, de Três Lagoas a Aparecida do Taboado. “Nesse sentido tem uma solicitação também da Suzano de Três Lagoas até Aparecida do Taboado. Então ali acredito que a gente vai ter depois um consenso. Não existirão obviamente duas ferrovias paralelas uma a outra. O que deve ocorrer é um acordo operacional até pelo nível de investimento”, pontuou.

O secretário ainda afirmou que existe um outro pedido também ligando Três Lagoas até o município de Brasilândia. “Do outro lado nós temos uma ferrovia também que é em Panorama onde é a malha paulista para se colocar a produção. Estes trechos devem ser autorizados”, destacou.

Malha Oeste
Após ser desativada em 2014, a outra ferrovia que pode ser reativada em partes no Estado é a Malha Oeste, que liga Mairinque até Corumbá e Campo Grande até Ponta Porã. “Essa malha, ela está em estudo. Foi contratado um consórcio que está fazendo todos os levantamentos, e o Governo está participando ativamente desse processo. Da mesma forma, a previsão é finalizar os estudos agora no primeiro semestre e se estabelecer o processo de religação para o final do segundo semestre. Então esse é o objetivo da Nova Malha Oeste”, enfatizou.

Transporte de minério (Arquivo Subcom)

O secretário destacou, no entanto, que os estudos da Malha Oeste, ainda não tem nenhuma solicitação formal no Ministério da Infraestrutura. “Nós temos o trecho de Campo Grande a Corumbá que é premente que a se viabilize a saída de minério, já que houve crescimento de exportação de minério de 140% no ano passado. Isso trouxe uma enorme pressão em cima das rodovias. Por isso hoje precisamos achar uma saída logística mais viável. E isso pode vir com a retomada da malha ferroviária de Mato Grosso do Sul, que abre um cenário positivo, favorável de revitalização, de trabalho e de uma nova estrutura logística para o Estado”, finalizou.

Rosana Siqueira, Semagro
Fotos: Agência Estadual de Notícias- PR

Nível do Rio Paraguai sobe e transporte hidroviário será retomado em MS

Nível do Rio Paraguai sobe e transporte hidroviário será retomado em MS

Mesmo abaixo da média histórica, o nível do rio Paraguai teve recuperação de mais de 21% e está permitindo a retomada da navegabilidade pela hidrovia. De acordo com dados da Sala de Situação do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), em Ladário a régua de medição do rio está em 107 centímetros, índice 21,5% maior que no mesmo período do ano passado, que estava em 88 cm. Já em Porto Murtinho, a estação apontou que o rio Paraguai está em 187 centímetros ou 7,4% acima do nível registrado em 18 de janeiro de 2021.

A retomada da navegação pela hidrovia foi destacada pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck. “A hidrovia é um eixo logístico de peso para o transporte de mercadorias do Estado. Por isso a importância da retomada da navegabilidade. O Governo teve a missão de transformar a hidrovia como um eixo logístico primordial para Mato Grosso do Sul. Esse era um ponto extremamente importante”, enfatizou, lembrando que a hidrovia do Paraguai permite a conexão tanto com o Paraguai, Argentina, quanto com a Bolívia.

Verruck pontuou que quando se fala em exportação pela hidrovia, é imprescindível salientar a importância dos terminais. “Estamos falando de terminais portuários e da necessidade que nós temos de todo o sistema da estrutura de barcaças. Isso é fundamental. O que nós observamos nos últimos dois anos foi primeiro a paralisação da hidrovia em função de uma seca histórica”, lembrou.

Secretário Jaime Verruck

“Quando observarmos os últimos cinco anos, ela ainda é a mais baixa. Só está acima do ano passado. Mesmo assim precisamos denotar que isso mostra uma recomposição que permitiu a navegabilidade”, explicou, lembrando que o nível ainda está longe da normalidade. Um exemplo disso é o canal do Tamengo, que faz a ligação entre Corumbá e a Bolívia e secou. “O Canal está muito baixo e não se recompôs e isso tem prejudicado o acesso das barcaças até a Bolívia seja na entrada ou saída de mercadorias”, acrescentou.

Para que isso ocorra, seria preciso muito mais chuvas, segundo o secretário. “Nós precisamos que chova muito mais para ter uma recomposição plena dessa régua. O nível hoje é extremamente positivo, mas ainda baixo diante de anos anteriores”, disse.

Pressão nas rodovias

O secretário Jaime Verruck analisou as perdas que a paralisação da hidrovia trouxe a economia estadual e a transporte no ano passado. “Nós tivemos aí em função da paralisação da hidrovia, uma pressão muito grande em relação a todo o sistema rodoviário do Estado, seja da produção de soja, dado que Porto Murtinho também não conseguiu exportar os grãos e por outro lado todo problema que nós tivemos também na questão de exportação de minério”, afirmou.

A soja e o minério de ferro são destaques da balança comercial, liderando um crescimento muito forte das exportações. “Isso criou uma pressão nas rodovias, principalmente caminhões de minério se deslocando a partir de Corumbá pela BR-262 até o estado de São Paulo. Então isso trouxe aumento no nível de acidentes e deterioração do leito rodoviário. Essa era uma preocupação”, admitiu.

Apesar da queda na navegação pela hidrovia, Verruck destacou que as instalações portuárias do Centro-Oeste apresentaram no ano passado uma forte movimentação. No caso específico do Porto Gregório Curvo e do terminal granel química em Mato Grosso do Sul, ambos foram destaque em aumento da produção. O Porto Gregório Curvo em Ladário, por exemplo movimentou de janeiro a novembro 1,8 milhões de toneladas no comparativo com 2020. Já o Terminal Granel Química de Ladário foi responsável pelo transporte de 979 mil toneladas, um crescimento de 164,61% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Muito desta produção foi escoada por caminhões. Então é extremamente importante esse retorno da hidrovia agora no início de janeiro. Não só para a questão de cargas, mas para a movimentação do turismo, o deslocamento de pessoas. Então, a volta a hidrovia acaba tendo um papel importante para toda economia de Mato Grosso do Sul”, concluiu.

Rosana Siqueira, Semagro
Foto: Semagro