Porto Murtinho vai sediar a quarta etapa da 2ª fase da Copa Assomasul um dos maiores eventos esportivos do estado de Mato Grosso do Sul (MS).
O secretário de Esportes, Lazer e Juventude do Município, professor Márcio Albuquerque, se mostrou bastante entusiasmado, uma vez que a equipe murtinhense, em 2011, se sagrou campeã da Copa e se classifica entre as melhores durante a competição, informou que no dia 2 de setembro, Porto Murtinho vai receber as equipes dos municípios de Corumbá, Bela Vista, Bonito e Caracol.
O secretário disse que mais de duzentos atletas estarão na Cidade e que prefeito Nelson Cintra (PSDB) não está medindo esforços para a etapa da Copa Assomasul seja um grande sucesso e que a equipe murtinhense se classifique para a próxima fase da competição.
Nesta edição, 65 Municípios de todas as regiões do Estado disputam a competição, que reúne cerca de 1,5 mil atletas.
O gerente de Esportes, professor Dirquens Guimarães, comentou, que está tudo pronto no que concerne organização da Copa Assomasul, em Porto Murtinho e que além do alto nível das equipes, ele acredita que a população irá comparecer em massa no estádio Walfrido Concha para assistir às partidas e torcer pela equipe anfitriã.
O prefeito Nelson Cintra, solicitou ao secretário de Esportes, Márcio Albuquerque, que intensifique a preparação física dos atletas e reforce o convite junto aos moradores para que os mesmos compareçam e prestigiem o time de Porto Murtinho.
O Campeão da Copa irá ganhar R$ 18 mil, vice-campeão R$ 14 mil, terceiro lugar R$ 10 mil e o quarto lugar R$ 6 mil. O Município campeão também irá ganhar um prêmio, extra que ainda não foi definido. Na edição passada, o prêmio foi uma ambulância.
O Plano de Saneamento Básico de Mato Grosso do Sul, que vai universalizar os serviços até 2031, passou a ser uma ação estratégica no conjunto de obras de infraestrutura, envolvendo os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, no traçado do Corredor Rodoviário Bioceânico.
De acordo com a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), o Governo do Estado trabalha para se antecipar ao marco legal do saneamento básico e prevê atingir a meta de garantir coleta e tratamento de esgoto em todos os domicílios nas 68 das 79 cidades onde a estatal detém a concessão dos serviços públicos.
A meta do marco regulatório é 2033. “Hoje, a área de cobertura do serviço de esgotamento sanitário já chega a 61,75% no total dos municípios sob nossa responsabilidade. Em relação ao sistema de água, a cobertura chega a 100%”, destaca o diretor-presidente da empresa, Renato Marcílio, observando que a universalização do sistema de esgoto é uma das prioridades da gestão municipalista do governador Eduardo Riedel e da diretoria da companhia, dentro do planejamento estabelecido.
Principal articulador da PPP (Parceria Público-Privada) que garantiu aporte de recursos para o saneamento básico no Estado, o governador afirma que Mato Grosso do Sul foi o primeiro a concretizar essa iniciativa dentro do marco regulatório e por conta da operacionalização da PPP saiu de um índice de 36% e já atingiu mais de 61% da área de cobertura da população com serviços de saneamento.
A PPP, formada pela Sanesul e o Grupo Aegea, viabilizou a criação da “Ambiental MS Pantanal”, que opera o Plano de Saneamento Básico. Em pouco mais de 2 anos de operação, completados em maio último, cerca de 5 mil domicílios foram conectados à rede coletora de esgoto.
Para conectar as moradias ao sistema de esgotamento sanitário, são executados serviços de desobstrução até às estações de tratamento, manutenção preventiva da rede coletora e estações elevatórias.
“São grandes investimentos que movimentam uma enorme cadeia da indústria pesada e serviços”, observa Renato Marcílio, que tem atuado em parceria com as prefeituras e câmaras municipais no sentido de levar mais qualidade de vida à população dos municípios atendidos.
Para o governador Eduardo Riedel, que também intensifica a interlocução interna e bilateral com autoridades do Paraguai, Argentina e Chile na viabilização do Corredor Rodoviário Bioceânico, o Plano de Saneamento Básico ganha ritmo em um momento importante, pois os serviços de água e esgoto preparam as cidades que estarão interligadas à rota continental.
O impacto do saneamento básico no desenvolvimento socioeconômico, na saúde e no meio ambiente é enorme e nesse momento é fundamental para a infraestrutura das cidades nas regiões que serão diretamente impactadas pelas obras e pelo fluxo proporcionado pelo processo de integração física, econômica, social e cultural do corredor logístico.
Partindo de Três Lagoas, na divisa com São Paulo, cruzando a região Leste e Central, e seguindo para o Sudoeste, pelas BRs 060 e 267, todas as cidades atendidas pela Sanesul nesse percurso estarão sob influência do Corredor. São elas: Três Lagoas, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Sidrolândia, Nioaque, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Porto Murtinho. Sob influência, interligadas, estão Maracaju, Bonito e Caracol.
RUMO À UNIVERSALIZAÇÃO
De acordo com a Sanesul, das 68 cidades atendidas pela empresa, 46 estão mais avançadas no Plano de Saneamento com investimentos milionários no setor, incluindo recursos próprios como parte do Programa Avançar Cidades e por meio de parcerias institucionais.
No total, foram investidos mais de R$ 369 milhões em obras de água e esgoto nas unidades consumidoras dessas cidades inseridas na Rota Bioceânica, no período de 2015 a 2023, incluindo perfuração de poços, construção de reservatórios e ETA (Estação de Tratamento de Água), ligação de rede coletora e implantação de ETEs (Estação de Tratamento de Esgoto), entre outras obras complementares.
Somente em obras de esgoto durante esta gestão o investimento totaliza de R$ 94.685.342,97, conforme levantamento divulgado pela ADEMAM (Assessoria da Diretoria de Meio Ambiente), da Sanesul.
Entre as cidades da Rota Bioceânica, Três Lagoas, por exemplo, tem 99% de área de cobertura do esgoto, o que pelo novo marco legal o sistema já é considerado universalizado. Lá, a Sanesul investiu, somente na área de esgoto, mais de R$ 111,5 milhões de 2015 até agora, dos quais, R$ 45.161.037,57 somente em 2023.
A cidade turística de Bonito, onde a companhia investiu nesse mesmo período R$ 3.867.619,75 no sistema de esgotamento sanitário, conta atualmente com 96,22% da área de cobertura do esgoto. Somente este ano, os recursos somam R$ 987.532,78.
Igualmente com forte vocação turística, Porto Murtinho atingiu o índice de 92,21% da área coberta. O sistema de abastecimento de água teve R$ 10,8 milhões em obras até agora em 2023.
Impulsionada pelo novo cenário econômico e populacional a partir da chegada da Suzano Papel e Celulose, uma das maiores fábricas de celulose do mundo, Ribas do Rio Pardo, tem 83,70% de cobertura do esgoto. De 2015 até agora as obras somam mais de R$ 6,1 milhões, dos quais, R$ 967.371,00 neste ano.
SEGURANÇA HÍDRICA
Apesar de ter alcançado a universalização dos serviços de fornecimento de água, a Sanesul dedica-se incansavelmente a assegurar a segurança hídrica em todas essas localidades. Desta forma, a empresa empreende esforços contínuos na perfuração de novos poços onde é necessário, garantindo assim uma reservação confiável e sustentável do produto.
Os investimentos no sistema de água já passam de R$ 120 milhões, dos quais, R$ 47,2 milhões somente na atual gestão.
Os serviços incluem construção, ampliação, melhorias e reabilitação de ETAs (Estações de Tratamento de Água).
ROTA BIOCEÂNICA
O planejamento para as obras da rota começou em 2021. No ano seguinte, a ponte que ligará Porto Murtinho à cidade paraguaia de Porto Camelo começou a ser construída. Ela deverá ficar pronta no 1° semestre de 2025, segundo projeção do Governo do Estado.
Importante para o desenvolvimento socioeconômico, o saneamento básico está intrinsecamente ligado à qualidade de vida, por ter reflexo imediato nos indicadores de saúde.
Entre outras relações, o saneamento básico interfere nas cotações do mercado imobiliário, no fluxo de turistas, no trabalho e na educação. Tanto na fase de obras quanto na manutenção, o sistema de esgoto também movimenta os elos de uma enorme cadeia da indústria, do comércio e serviços.
O corredor rodoviário continental que liga Mato Grosso do Sul e grande parte do Brasil aos portos do Chile será uma via de integração, desenvolvimento e crescimento econômico em todas as regiões do percurso e sob a sua influência.
Vários municípios estarão interligados ao corredor, que vai encurtar em mais de 9,7 mil quilômetros de rota marítima à distância para a Ásia. Esse ganho logístico representa incremento de competitividade para os produtos sul-mato-grossenses e brasileiros. Além disso, a rota possibilita o incremento da comercialização entre os quatro países por onde passa: Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, além de promover a integração cultural e o turismo.
No Brasil são 1.519 quilômetros, sendo 1.089 de Santos a Campo Grande e 430 da capital sul-mato-grossense a Porto Murtinho. Depois do trecho em território de Mato Grosso do Sul, o corredor adentra o Paraguai, numa extensão de 559 quilômetros. Na Argentina, a rota tem 977 quilômetros. Após cruzar a Cordilheira dos Andes, passar pelo Deserto do Atacama, chegando a San Pedro do Atacama, pode se optar por descer aos portos de Antofagasta ou subir até os portos de Iquique. No território chileno, o corredor tem um percurso de aproximadamente 430 quilômetros.
COMPETITIVIDADE
Estudo da EPL (Empresa de Planejamento e Logística) e do Ministério das Relações Exteriores aponta que o Corredor provocará uma série de impactos na logística regional, como: estimular a formação de novos fluxos de comércio e investimento; redução dos custos de transporte e de logística, elevando a competitividade e permitindo o acesso a regiões de crescente poder aquisitivo ou ampla oferta de insumos e estímulo a exploração da multimodalidade e a melhoria das vias hidroviária, ferroviária e aérea.
Estudo apontou ainda que o corredor oferecerá diversas oportunidades para Mato Grosso do Sul, como o aumento da competitividade dos produtos, aprofundamento das relações entre os países; possibilidade da exploração do potencial exportador de outros produtos produzidos pelo estado, em especial da agricultura familiar, melhoria na infraestrutura de cada região envolvida, recebimento de novos investimentos públicos e privados; geração de novos empregos; aumento da arrecadação dos municípios por onde o corredor passa em razão da maior demanda por produtos e serviços e incremento no turismo.
Entre as atividades e setores que podem ter grande benefício com a rota, são destacados o de carne e o turismo. Cidades polo, chamadas de cidades eixo, podem receber uma grande demanda de turistas e que têm de estar preparadas para atender esses visitantes.
Entre elas estão, Campo Grande e Porto Murtinho em Mato Grosso do Sul, Mariscal Estigarribia, no Paraguai, San Salvador de Jujuy e Salta, na Argentina, e San Pedro do Atacama, Iquique e Antofagasta, no Chile.
No primeiro semestre do ano foram embarcadas 958 mil toneladas, o que representa aumento de 332,6% na comparação com 2022
Em meio à polêmica sobre a decisão dos argentinos de cobrarem pedágio das embarcações que descem pelo Rio Paraguai com minérios e grãos, dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) mostram que os embarques de soja no terminal de Porto Murtinho dispararam no primeiro semestre deste ano, superando em 332,6% o volume do mesmo período do ano passado e ultrapassando a soma de tudo o que foi embarcado ao longo dos últimos quatro anos inteiros.
De janeiro até o fim de junho de 2023 foram despachadas 957.891 toneladas de soja pelo porto de Murtinho, ante 221.452 em igual período do ano anterior. Isso equivale a cerca de 20 mil carretas bi-trem que deixaram de percorrer as estradas rumo ao porto de Paranaguá ou outros portos brasileiros.
Por outro lado, isso significa que diariamente chega a Porto Murtinho mais de uma centena de carretas. Considerando que toda a soja tenha sido levada em bitrens com capacidade para 50 toneladas, chegaram à cidade diariamente uma média de 106 carretas, inclusive aos sábados, domingos e feriados ao longo de todo o primeiro semestre.
Mas, como boa parte dos caminhões leva volume menor, em torno de 35 toneladas, a quantidade de motoristas na cidade ultrapassa essa média diária. Além, disso, os embarques só começaram em meados de fevereiro e dispararam a partir de abril. Então, levando em consideração somente os embarques do segundo trimestre, a cidade recebeu, em média, 250 carretas por dia.
Empresário montou estrutura para movimento que viria com a rota bioceânica, mas bem antes disso o estacionamento já começou a ficar lotado
E geralmente estas carretas ficam longas horas ou até dias à espera para conseguir descarregar, o que automaticamente faz com que estes caminhoneiros aqueçam a economia da cidade pantaneira, localizada na região sudoeste do Estado, a 440 quilômetros de Campo Grande.
Para ter noção melhor do tamanho do crescimento em 2023 basta comparar com a movimentação dos quatro anos anteriores, cujos dados estão disponíveis no site da ANTAQ. Entre 2019 e 2022 foram embarcadas 863 mil toneladas de soja. Ou seja, o volume do primeiro semestre deste ano superou em 11% todos os embarques dos quatro anos anteriores inteiros.
Do total de 15 milhões de toneladas de soja colhidas neste ano no Estado, quase 7% já saíram por Porto Murtinho e previsão recente feita pelo secretário Jaime Verruck, da Semadesc, é de que o volume possa chegar a dois milhões de toneladas neste ano, o que elevaria esse pertual para perto de 15% da safra passando por esse novo corredor logístico.
EXPLICAÇÕES
Uma das explicações para esta “explosão” nos embarques é a cheia do Rio Paraguai, que desde o final de janeiro está acima dos dois metros e em meados de março chegou a quase seis em Porto Murtinho, conforme dados disponibilizados diariamente pela Marinha.
Neste sábado (19), o rio amanheceu com 4,62 metros. No ano passado, no mesmo dia, estava em 2,84 metros e no ano anterior, apenas 1,67 metro. Naquele ano chegou a ficar com apenas 77 centímetros, acabando com qualquer possibilidade de transporte hidroviário.
E, como o nível também atingiu o maior patamar dos últimos cinco anos em Ladário, alcançando os 4,24 metros, existe a certeza de que ainda tem muita água para descer pelo Pantanal e a navegabilidade tende a se manter pelo menos até o final de outubro entre Corumbá e a região de Buenos Aires, na Argentina.
E está justamente na Argentina uma outra explicação para o repentino sucesso do terminal de Porto Murtinho. A estiagem no país vizinho derrubou drasticamente a produtividade das lavouras e por isso as indústrias argentinas estão sendo obrigadas a importar soja daqui.
O grande movimento surpreendeu até mesmo os operadores do terminal, o Grupo FV Cereais. Até meados de março haviam sido contratadas 650 mil toneladas, o que já era um montante histórico para o terminal. E, a expectativa otimista da empresa era chegar a até um milhão de toneladas. Os embarques ainda estão longe de acabar e essa ambiciosa meta já foi batida em julho.
E para dar conta da demanda, os embarques passaram a ser feitos durante as 24 horas do dia e os espaços para descarga dos grãos tiveram de ser ampliados, já que no local não existem silos para estocagem dos grãos.
MINÉRIOS
E não foi somente o transporte de soja que “explodiu” neste ano. Nos primeiros seis meses do ano também desceram pelo Rio Paraguai 3,4 milhões de toneladas de minério, o que é um volume em torno de 60% superior ao do primeiro semestre do ano passado e o maior já registrado pela ANTAQ.
A não ser que falte água no rio, a tendência é de que os números se mantenham ao longo dos próximos anos. Conforme previsão do secretário Jaime Verruck, as mineradores extraem atualmente em torno de 7 milhões de toneladas por ano e a previsão é de que este total chegue a 14 milhões nos próximos anos.
A sétima edição do Prêmio Piraputanga de Turismo, no dia 21 de setembro, em Bonito, vai homenagear dois ex-presidentes do Brasil e do Paraguai que foram fundamentais no acordo bilateral que resultou no projeto de construção da ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho: Michel Temer e Mário Abdo Benitez (Marito).O evento terá a presença também do ministro do Turismo, Celso Sabino, e do governador de MS, Eduardo Riedel.
Com 30% executada, a ponte é a obra emblemática do corredor bioceânico Brasil-Chile, que vai desenvolver a economia e o turismo no continente, aumentando o fluxo de turistas fronteiriços aos principais destinos de Mato Grosso do Sul, como Serra da Bodoquena e Pantanal. Os ex-presidentes e demais homenageados na noite de gala do importante evento receberão estatuetas com o formato do peixe símbolo de Bonito em madeira esculpidas pelo artesão bonitense Nilson dos Santos.
O Prêmio Piraputanga é uma iniciativa do jornalista Edinho Neves, do Mídia Brasil Associados, com o propósito de reconhecer a contribuição de lideranças políticas, gestores públicos e empresários dos mais diversos segmentos da cadeia produtiva ao desenvolvimento do turismo no Brasil e em Mato Grosso do Sul. Centenas de personalidades já foram homenageadas pelo prêmio, que hoje faz parte do calendário oficial de eventos de Bonito.
Convidados ilustres
O evento é patrocinado pelo Ministério do Turismo e conta com o apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Bonito, por meio da Fundação de Turismo de MS (Fundtur) e Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio. Este ano, o jornalista Edinho Neves anunciou uma inovação nos critérios de escolha dos homenageados, solicitando ao Conselho Municipal de Turismo de Bonito (Comtur) que indicasse as empresas que receberão a honraria nos segmentos de atrativo, gastronomia, agência, hotelaria, serviços e transporte.
Presenças confirmadas no evento, dentre outros convidados especiais, da senadora Simone Tebet; ex-ministro do Governo Temer, Carlos Marun; secretário estadual de Governo, Pedro Arlei Caravina; secretário-adjunto estadual de Educação Edio Antônio e Castro; presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gérson Claro; senador Marcelo Castro, do Piauí; secretários-executivos dos ministérios do Turismo e da Integração, Carlos Henrique Sobral e Hildo Rocha; e o diretor-presidente da Fundtur/MS, Bruno Wendling.
A cerimônia será realizada às 19h do dia 21 de setembro, no salão nobre do Hotel Marruá (um dos principais meios de hospedagem da Capital do Ecoturismo), em jantar show com participação especial do grupo Hermanos Irmãos, integrado pelos músicos sul-mato-grossenses Jerry Espindola, Rodrigo Teixeira e Márcio de Camilo.
Ex-presidente do Brasil Michel Temer será um dos homenageados (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
A estruturação do turismo em Porto Murtinho, cidade portal da Rota Bioceânica situada na fronteira com o Paraguai e a apenas 200 km de Bonito e Jardim, começa pela reativação e fortalecimento do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), que elegeu recentemente a sua nova diretoria. Com o apoio do prefeito Nelson Cintra, a secretaria municipal e Turismo, Cultura e Desenvolvimento Local atuará no fomento do setor e capacitação de mão-de-obra.
A criação da rota rodoviária internacional ligando Mato Grosso do Sul ao Pacífico (Chile), passando pelo Paraguai e Argentina, é um novo nicho de mercado para o turismo fronteiriço, onde Porto Murtinho fica no centro migratório e se potencializa como corredor desse fluxo de visitantes atraído pelo fácil acesso e atratividade dos roteiros liderados por Bonito e Pantanal. Mas, a cidade precisa se preparar e se organizar, criar produtos e qualificar os serviços.
Hoje, o turismo de Porto Murtinho é, basicamente, a pesca esportiva, que pouco agrega à economia local por não haver um ordenamento e poucas empresas regulamentadas. Banhada pelo Rio Paraguai, é o segundo maior município do Pantanal, concentrando uma rica biodiversidade influenciada pelo Chaco paraguaio e com forte vocação para o ecoturismo. Sem falar da expressiva cultura fronteiriça e o centro histórico com seus casarões e monumentos.
Política de fomento
Com larga experiência no turismo adquirida na região de Bonito, onde contribuiu para o desenvolvimento da atividade local como gestor público e empresário, o secretário de Turismo, Cultura e Desenvolvimento Local, Clayton Castilho, está empenhado em mudar o perfil da cidade como destino e agora encontrou no Comtur um grande parceiro para cumprir as metas e ações. Ele está entusiasmado com o envolvimento e comprometimento do trade murtinhense.
“Depois da formação da nova diretoria tivemos uma reunião muito produtiva do Comtur, com a presença maciça dos empresários, e isso nos motiva e cria a expectativa de que consigamos implementar uma nova política de fomento ao turismo”, disse Castilho. “Com certeza, com esse grupo coeso e o apoio do prefeito Nelson Cintra atingiremos nossos objetivos, que é buscar o ordenamento da atividade e a capacitação dos serviços, nossas prioridades”, acrescenta.
Por ocasião da eleição da diretoria do conselho, na última semana de julho, o prefeito murtinhense destacou o papel e a importância do órgão na condução do processo de legitimar o turismo como mais uma atividade econômica e de geração de renda. Ele falou que a prefeitura está investindo na revitalização do porto-geral, um point da cidade que precisa ser estruturado. “Temos que estar preparados também no turismo para a Rota Bioceânica”, disse.
Capacitação: calendário
A reestruturação do turismo conta com a parceria do Sebrae. O consultor Volmir Meneguzzo participou das reuniões do Comtur e apresentou a proposta do programa Agentes de Roteiros Turísticos, que trabalha o fortalecimento da governança local e a implementação de novos produtos turísticos. O objetivo é consolidar o turismo de Porto Murtinho, com produtos diversificados na prateleira das grandes feiras e que atendam as demandas atuais do mercado.
Em reunião no dia 7 de agosto, outros segmentos da cadeia, como a Colônia de Pescadores, participaram com compromisso de somar na implementação das ações. Na oportunidade, o conselho discutiu e aprovou as alterações no regimento interno e definiu um plano de trabalho centrado na qualificação profissional, conforte as demandas. Foi elaborado um calendário com cursos, de outubro a janeiro de 2024, começando com primeiros socorros para piloteiros.
Pesque e solte
“O turismo que queremos começa pela profissionalização”, comenta o novo presidente do Comtur, empresário Alexandre Genes. “Faremos um levantamento do que dispomos de mão-de-obra ativa, em todos os segmentos, e vamos investir na capacitação desse pessoal, aproveitando o período da piracema”, acrescenta, reforçando que outra medida crucial é captar recursos para o Fundo Municipal de Turismo, hoje sem um centavo em caixa.
Genes está apostando na transformação do turismo murtinhense. “Estão todos unidos e contamos com o apoio do prefeito Nelson Cintra e da Câmara de Vereadores”, observa. Ele tem planos de mudar também o perfil da pesca esportiva, com adesão ao pesque e solte, hoje uma tendência mundial em favor da sustentabilidade. “Vamos organizar um grande evento para encerrar a pesca, em novembro, e propor uma discussão ampla sobre o pesque e solte”, anunciou.
A composição da nova diretoria do Conselho Municipal de Turismo ficou assim: presidente, Alexandre Genes; vice-presidente, Omar Heredia; e tesoureiro, o ex-presidente Marco Aurélio Nunes dos Santos.
O prefeito Nelson Cintra, de Porto Murtinho, abriu na manhã de sexta-feira dia (04) a Conferência Regional de Assistência Social, onde participam 11 municípios das regiões do Pantanal e Sudoeste, reafirmando que o setor continuará sendo uma das prioridades de sua administração, onde, além do apoio assistencial, a prefeitura investe em vários projetos de inserção dos jovens à cultura e ao esporte.
“Estamos muito felizes em sediar esse encontro e quero externar o nosso agradecimento ao apoio do Governo do Estado e do Conselho Estadual de Assistência Social às ações que temos desenvolvido para reduzir as desigualdades sociais e a vulnerabilidade de pessoas”, disse Cintra. “Nossa assistência social tem feito a diferença em favor da população carente.”
Tendo à frente da secretaria municipal de Assistência Social, Trabalho e Cidadania a sua esposa e primeira-dama Maria Lucia Ribeiro, presente ao evento, o prefeito parabenizou os agentes da pasta na condução das políticas públicas em favor dos usuários do sistema e destacou os investimentos que o município tem realizado no setor e na saúde dos murtinhense.
Mais recursos federais
“Estamos investindo mais de R$ 6 milhões na ampliação do nosso hospital municipal e concluímos a construção e reforma de centros de saúde, com o apoio do Estado e da bancada federal”, completou. “Temos que ter um olhar diferenciado na assistência social para o futuro, com a implantação da Rota Bioceânica. A população vai aumentar e as demandas também.”
Cintra reforçou as ponderações feitas anteriormente pelo prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes, presente à conferência, e cobrou maior volume de repasses financeiros do governo federal ao SUAS (Sistema Único de Assistência Social). “O governo central manda atribuições aos prefeitos, mas não manda dinheiro, e todos os problemas recaem para os municípios”, reforçou.
Além do prefeito de Corumbá, acompanhado de sua esposa e secretária de Assistência Social e Cidadania, Amanda Cristiane Iunes, a Conferência Regional conta com a presença da secretária estadual de Assistência Social e dos Direitos Humanos, Patrícia Elias Cozzolino de Oliveira, e gestores de todos os 11 municípios participantes. O evento encerra-se às 17h desta sexta-feira.
Participam também do encontro, que está sendo realizado no auditório do Cine Teatro Ney Machado de Mesquita, os vereadores de Porto Murtinho, dentre os quais Sônia Ferreira, representando o Legislativo Municipal, e os presidentes dos conselhos estadual e de Porto Murtinho de Assistência Social, respectivamente Sérgio Wanderley e Ludemila dos Santos Almeida.