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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 30 de Outubro de 2026
Missa da Páscoa do Senhor e Batizados acontecem neste domingo na Igreja Matriz Santo Afonso

Missa da Páscoa do Senhor e Batizados acontecem neste domingo na Igreja Matriz Santo Afonso

A Paróquia de Santo Afonso convida toda a comunidade para um domingo especial de fé e celebração! No dia 20 de abril, a Igreja Matriz de Santo Afonso realiza a Missa da Páscoa do Senhor com momentos emocionantes de Batizados, em dois horários distintos.

Pela manhã, às 07h00, acontece a Santa Missa com o Batismo das crianças. Já à noite, a partir das 19h00, será celebrada a Santa Missa com o Batismo dos adultos.

Será uma oportunidade linda para todos participarem e também reviverem a graça do próprio batismo, este sacramento que marca o início da vida cristã.

E atenção: também haverá Santa Missa às 6h00, para quem deseja começar o domingo já em oração. Toda a comunidade está convidada! Venha celebrar conosco este momento de fé, renovação e amor.

Redação- Fronteira News – Com informações de Odair de Oliveira

BR-267 Continua Interditada entre trevo de Bonito e Alto Caracol após chuvas.

BR-267 Continua Interditada entre trevo de Bonito e Alto Caracol após chuvas.

PRF mantém bloqueio no trecho e orienta motoristas a evitarem a região

A BR-267 segue interditada neste sábado (19), no trecho entre o km 516, próximo ao trevo de acesso a Bonito, até Alto Caracol. A medida foi mantida em razão da queda de barreiras nos km 533 e 556, provocadas pelas intensas chuvas que atingiram a região ontem (18).

Imagens registradas no local mostram a presença da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que mantém a sinalização e bloqueio da pista. A via foi isolada com cones e há orientação aos motoristas para que não tentem seguir pelo trecho interditado. O tráfego está sendo redirecionado, e não há previsão de liberação.

Equipes da engenharia do DNIT continuam avaliando as condições da estrada e monitorando a estabilidade do solo nos pontos críticos. Até o momento, a situação permanece inalterada, e o alerta para riscos de novos deslizamentos continua vigente.

Motoristas devem buscar rotas alternativas como a BR-060 seguindo por Bela Vista para seguirem a Porto Murtinho. Acompanhe as atualizações das autoridades para evitar transtornos.

Fonte: Jardim MS News

Primeira do Brasil com cotas indígenas em todos os cursos, UEMS promove cidadania e transforma vidas

Primeira do Brasil com cotas indígenas em todos os cursos, UEMS promove cidadania e transforma vidas

Uma sala de sapé foi o palco onde aquele professor leigo, com o Ensino Médio recém completo, iniciou uma carreira que, mais tarde, atravessaria o Atlântico. Nascido em 1971 em uma pequena aldeia indígenas no interior de Mato Grosso do Sul, Tonico Benites só pode estudar até o 5º ano em sua terra e, como era corriqueiro ali, teve que seguir para o corte de cana.

Porém, foi aos 21 anos que a educação começou mudar sua vida e fez despertar uma trajetória marcante, de um homem que saiu do corte de cana, concluiu os estudos com supletivo e começou a dar aulas na aldeia Jaguapiré, onde tinha que ser multifunções: professor, diretor, merendeiro e até vigia da escola, localizada em uma área de pós-conflito.

Foram anos de luta até que, já com magistério de nível médio concluso, ele ingressou no curso Normal Superior da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e começou então a ensaiar seus voos mais altos. Deslocando-se por conta própria de Iguatemi até Dourados, ele deu os primeiros passos para, lá no futuro, chegar ao pós-doutorado na França e na Alemanha.

“Sou filho da UEMS, por onde ando carrego o nome da universidade. Ela faz parte da minha trajetória acadêmica”, declara Benites, um dos muitos exemplos de superação de barreiras a partir das oportunidades geradas pela educação e pela valorização da pesquisa, além do fomento de ações para abrigar as populações mais vulneráveis.

O pioneirismo da UEMS na inclusão e valorização cultural dos povos indígenas fez com que ela fosse a primeira universidade brasileira a conceder reserva de vagas, no quantitativo de 10%, para os povos originários em todos os cursos de graduação da instituição. Em 2024 a instituição teve 615 indígenas matriculados nos cursos de graduação oferecidos ali – sendo 570 no formato de aulas presenciais e 45 no modelo de ensino à distância.

Isto mostra o compromisso da universidade e do Governo de Mato Grosso do Sul em oferecer melhores oportunidades de futuro e educação aos povos que fazem parte da história do Mato Grosso do Sul e seguem contribuindo de maneira relevante para a sociedade como um todo, a partir de riqueza cultural única e da promoção de reflexões sociais importantes.

A educação transforma vidas

As dificuldades de Tonico para concluir a faculdade, claro, eram muitas, mas ele persistiu. Incentivado por professores que o encorajavam e o ajudavam, ele mesmo sem bolsa ou outro auxílio conseguiu se formar e seguir em frente, trazendo holofotes para a educação escolar indígena e educação intercultural em seus estudos até hoje.

“Todo professor que tive na época sempre me encorajou, sempre permitiu didaticamente um espaço para repensar, para refletir sobre a educação, história da educação, a forma que foi introduzida na educação escolar na comunidade indígena e por isso a minha monografia foi sobre educação escolar indígena na comunidade Guarani Kaiowá”, explica Benites.

“Abordo como foi a chegada, qual a dificuldade e qual avanço, tanto do ponto de vista de quem estava levando e na visão indígena também como é como ver a importância da escola, escolarização. Segui até o mestrado e continuo discutindo a educação escolar indígena,ou seja, a educação para indígena, a educação intercultural”, conclui o hoje professor da UEMS.

Além disso tudo, um forte legado está construído: a UEMS se tornou referência para outros indígenas, tonto que a filha de Tonico hoje curso Letras na universidade, e o trabalho de Benites auxiliou no desenvolvimento de sua aldeia, que agora conta com mais de 400 alunos na escola local, reconhecida como Escola Polo, ofertando até o Ensino Médio.

Já a aldeia Jaguapiré cresceu: de 300 habirantes no período em que ali só tinha a escola improvisada de sapé, saltou para atuais para 1 mil moradores.

“Foi uma experiência riquíssima, porque eu vi a transformação acontecer. Isso foi a história da comunidade e eu acompanhei, pois quando comecei dar aula não tinha sala de aula por conta do conflito, mas hoje todos os direitos que a comunidade tem estão sendo respeitados”, finaliza.

É um ledo engano pensar que a história de Tonico é a única. Muitos outros indígenas puderam contar ao longo de praticamente duas décadas com a UEMS para alavancar suas carreiras a partir do Ensino Superior. Desde 26 de dezembro de 2002, a universidade tem implantada por lei a reserva de 100% de vagas aos indígenas em todos os cursos.

Assim, Mato Grosso do Sul o único estado que tem uma legislação que garante o acesso aos povos indígenas à educação pública superior, o que é considerado um grande avanço nas políticas públicas voltadas ao setor. Em 2002, a UEMS ofereceu o primeiro curso específico para indígenas: Curso Normal Superior Indígena, com turmas em Aquidauana (para Terena) e em Amambai (para Guarani e Kaiowá). A Universidade também é protagonista na criação do primeiro Curso de Pedagogia Intercultural (Licenciatura), ofertado na unidade em Amambai.

Essa graduação foi primeiramente ofertada para professores guarani e kaiowá que estejam atuando nas escolas municipais de Amambai e Caarapó.

Já em 2023 foram aprovados o curso de Agroecologia Intercultural para os Povos Indígenas do Pantanal (bacharelado) em Aquidauana, assim como o curso de Agroecologia Intercultural (tecnológico) para Amambai; e de Agroecologia Intercultural (tecnológico) para Indígenas Apenados em Regime Semiaberto e Indígenas não Apenados de Dourados.

Propaganda na TV muda a vida de Leosmar

Um comercial na TV destacando o Vestibular UEMS com cotas para negros e indígenas foi decisivo para que Leosmar Antonio mudasse de vida. Indígena Terena, nascido na aldeia Cachoeirinha em Miranda, ele cresceu em contato com saberes tradicionais e chegou a estudar em internato na Fundação Bradescom durante o Ensino Fundamental.

Já o Ensino Médio foi concluído em escola urbana. Como tantos outros, várias barreiras tiveram que ser superadas por Leosmar, que sem conhecer ninguém em Dourados, sozinho, se mudou para a cidade ao ser aprovado no curso de Ciências Biológicas da UEMS. Para se sustentar, trabalhou até como servente, até conseguir o Vale Universidade Indígena.

“A UEMS foi a pioneira no país a instituir essa política de reserva de vagas, então me interessei e por ter essa afinidade com a pauta ambiental, por essa relação que os povos já têm com a natureza, com a biodiversidade, por ser uma relação intrínseca com essas práticas, não tive muita dificuldade de escolher o meu curso e prestei o vestibular para Ciências Biológicas”, frisa.

Mas a batalha valeu à pena. Durante sua formação ele participou de processos formativos sobre direitos indígenas e conhecimentos tradicionais em programas de permanência e valorização dos saberes indígenas. Depois, foi bolsista da Embrapa, pesquisando sobre bactérias do solo de sua terra para melhorar cultivos tradicionais Terena. Já formado, pode atuar como professor do Ensino Médio em sua aldeia e, depois, na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) na formação de professores indígenas.

O pontapé de transformação que a UEMS deu para Leosmar não parou por aí: ele seguiu se graduando, fez mestrado em Desenvolvimento Local em Contexto de Territorialidade na UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) e depois doutorado na Fiocruz. Esse currículo permitiu que ele trabalhasse como do programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento da ONU (PNUD), assessorando a implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) que foi instituída em 2012.

Convite e ida para Brasília

Foi aí que em 3 de janeiro de 2023 ele recebeu uma mensagem, o convidado a trabalhar no Ministério dos Povos Indígenas, em Brasília (DF). Ele aceitou e no dia 14 de fevereiro já estava em Brasília sendo nomeado, uma das primeiras pessoas a compor a equipe. Leosmar Terena, como também é conhecido, chegou com várias missões urgentes.

A primeira delas foi retomar políticas públicas que estavam desativadas. Uma delas é justamente a PNGATI, e nos últimos seis anos havia sido extinta das estruturas do Governo Federal. Leosmar também participou da construção do Plano Plurianual 2024 a 2027, que é o principal plano que dá subsídio para o Governo Federal atuar, sob o cargo de coordenador-geral de Promoção do Bem Viver Indígena no Ministério dos Povos Indígenas.

Tempestade deixa rastro de destruição em várias cidades de Mato Grosso do Sul

Tempestade deixa rastro de destruição em várias cidades de Mato Grosso do Sul

Uma forte tempestade provocou estragos em diversos municípios de Mato Grosso do Sul na sexta-feira (18). Imagens feitas por moradores mostram os efeitos do temporal, que incluiu ventos intensos, enxurradas e prejuízos em várias regiões. Houve queda de árvores, interdição de estradas e até uma piscina foi arrastada pela força da água em uma das cidades.

Em Guia Lopes da Laguna, a chuva veio acompanhada de uma enxurrada tão forte que uma piscina foi levada até o meio da rua. A estrutura obstruiu parte da via e obrigou motoristas a manobrarem com dificuldade, subindo no canteiro ou recuando com os veículos para não colidirem com o objeto.

Na rodovia entre Guia Lopes e Maracaju, o km 467 ficou coberto pela água por volta das 11h. Vídeos mostram motoristas usando o canteiro central para escapar da correnteza que ameaçava arrastar os carros. Outro município afetado foi Jardim, onde a situação foi crítica.

O trecho da BR-267, no km 520, precisou ser interditado às 13h e só foi liberado duas horas depois. A cidade também teve registros de casas destelhadas, ruas intransitáveis e energia interrompida devido à queda de árvores sobre a fiação elétrica. Equipes da Defesa Civil e da prefeitura estão nas ruas avaliando os danos.

A cidade de Caracol também sofreu com o temporal. A Polícia Rodoviária Federal informou que, no km 556 da BR-267, uma ponte transbordou e o trânsito foi interrompido. Até o momento, não há previsão de liberação do trecho.

Em Dourados, na região sul do estado, a chuva intensa deixou várias ruas alagadas. De acordo com a Embrapa, foram registrados mais de 36 milímetros de chuva desde a madrugada. A temperatura chegou aos 19°C durante a manhã, ampliando a sensação de frio e umidade.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta para todo o estado, apontando perigo potencial devido às chuvas intensas previstas. O aviso inclui risco de alagamentos, queda de galhos e transtornos no trânsito. A orientação é para que a população evite áreas de risco e busque abrigo seguro em caso de rajadas de vento.

Vereador Vanderlei Avelino solicita recapeamento na Vila Áurea e rede de esgoto no Bosque Carandá

Vereador Vanderlei Avelino solicita recapeamento na Vila Áurea e rede de esgoto no Bosque Carandá

Nesta terça-feira, 15 de abril, o Vereador Vanderlei Avelino (PSDB) apresentou duas indicações no Plenário Isaac Borges Capilé da Câmara Municipal de Ponta Porã, voltadas à melhoria da infraestrutura urbana em diferentes bairros da cidade.

A primeira solicitação trata do recapeamento da rua Doze de Outubro, localizada no bairro Vila Áurea. Segundo o Parlamentar, a via encontra-se danificada, com diversos buracos e imperfeições que comprometem o tráfego e a segurança dos motoristas e moradores.

A segunda indicação encaminhada ao Prefeito Eduardo Campos, ao Secretário Municipal de Obras e Urbanismo, Joanilson Zeferino dos Santos, ao Secretário Municipal de Meio Ambiente, Thiago Vedana, e ao Gerente da Unidade Regional da Sanesul em Ponta Porã, Célio Poveda Filho, pede a implantação da rede de esgoto no bairro Bosque Carandá.

De acordo com Vanderlei Avelino, a ausência de saneamento básico na localidade tem causado impacto direto na saúde e na qualidade de vida da população. “Saneamento é questão de dignidade e saúde pública. É preciso agir com urgência”, defendeu.

As indicações foram protocoladas e agora aguardam análise do Executivo Municipal.

 

 

Hospital Nosso Lar busca ampliação de apoio com articulação parlamentar

Hospital Nosso Lar busca ampliação de apoio com articulação parlamentar

Com o objetivo de fortalecer a rede de saúde mental em Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Renato Câmara e o vereador Dr. Jamal Salem intermediaram uma reunião entre representantes do Hospital Nosso Lar e o secretário estadual de Saúde, Dr. Maurício Simões Corrêa. Realizado em Campo Grande, o encontro foi marcado para tratar do pedido de reajuste do convênio que o hospital mantém com o Estado para as internações via SUS, a partir de 2025.

Fundado em 1966, o Hospital Nosso Lar atende pacientes com transtornos mentais e dependência química há quase seis décadas, sendo referência estadual nesse tipo de cuidado. Em 2024, foram 762 internações hospitalares pelo SUS, sendo 60% de Campo Grande e 40% vindos de municípios do interior. A instituição filantrópica solicita a atualização dos valores do convênio estadual, diante da alta demanda e dos custos crescentes para manter a estrutura de atendimento humanizado.

“A saúde mental precisa estar no centro das políticas públicas, especialmente num cenário de crescimento dos casos psiquiátricos e de dependência química. O Hospital Nosso Lar realiza um trabalho histórico e essencial, e nosso papel no Legislativo é garantir que essas instituições tenham o suporte necessário para continuar atendendo com qualidade”, afirmou o deputado Renato Câmara.

Além da assistência hospitalar, o Hospital também cumpre um papel importante na formação de profissionais da saúde, ao abrir espaço para estudos e pesquisas. A instituição oferece estágios nas áreas de Medicina, Psicologia, Terapia Ocupacional, Serviço Social e Enfermagem, contribuindo com a qualificação técnica de estudantes e com o fortalecimento de práticas humanizadas.

O secretário Dr. Maurício Simões Corrêa reconheceu a relevância do hospital e afirmou que a Secretaria de Estado de Saúde avaliará com responsabilidade o pedido de reajuste, respeitando os parâmetros técnicos e orçamentários. A proposta é que o governo possa contribuir com recursos e estrutura para ampliar os serviços, fortalecendo a atenção em saúde mental no estado.

Mantido pelo Centro Espírita Discípulos de Jesus, o Hospital Nosso Lar é uma das entidades filantrópicas mais tradicionais de Mato Grosso do Sul, com reconhecimentos de utilidade pública municipal, estadual e federal. Mesmo diante de dificuldades financeiras, a instituição segue como referência em acolhimento especializado e cuidado humanizado.