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Bela Vista-MS Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2026
‘MS Em Ação’ leva saúde, segurança e inclusão para comunidades distantes em Porto Murtinho

‘MS Em Ação’ leva saúde, segurança e inclusão para comunidades distantes em Porto Murtinho

No último sábado (26), a Aldeia Alves de Barros, em Porto Murtinho, recebeu a sétima edição do Programa MS em Ação – Segurança e Cidadania, iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em parceria com a Secretaria de Estado de Cidadania (SEC), que tem transformado a realidade de comunidades indígenas distantes dos centros urbanos.

Além dos moradores da Aldeia Alves de Barros, a ação contou com a participação de indígenas que moram em outras cinco comunidades: Campina, Córrego do Ouro, São João, Barro Preto e Tomázia. A artesã Lídia da Silva, de 49 anos, moradora da Aldeia Barro Preto, percorreu quase cinco horas de ônibus para acessar serviços que, para ela, pareciam distantes.

“A gente que mora na aldeia é muito difícil ter esse serviço. Ir até a cidade é muito longe. Não temos carro e fica difícil. Está sendo muito bom ter esse serviço aqui”, disse, ao buscar o processo de aposentadoria por invalidez em decorrência de complicações de um acidente que sofreu.

Além dos atendimentos sociais e civis, como a emissão de documentos e orientações jurídicas, a ação ofertou serviços de saúde. Foi em uma dessas consultas que a moradora Sofia de Souza, de 66 anos, descobriu que sofria de pressão alta.

“Eu achava que tinha alguma coisa no coração, mas não, é pressão alta. Eu não sabia que tinha. Sentia muita canseira, quando deitava doía muito meu peito”, contou. Ela saiu da unidade com o diagnóstico correto e já com medicação para iniciar o tratamento.

Outro destaque da ação foi a oferta de cursos de qualificação profissional, como o de Reparos Elétricos, promovido pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Adão Fernandes, de 42 anos, viu no curso uma nova chance de voltar ao mercado de trabalho.

“É muito bom para o nosso povo kadiwéu. Isso tem que acontecer em todas as aldeias. Esses cursos pequenos ajudam muito a comunidade”, disse, orgulhoso com seu certificado em mãos.

Acessibilidade e valorização cultural

A inclusão também esteve presente na forma como a comunicação foi realizada. Placas e materiais informativos da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) foram traduzidos para a língua do povo kadiwéu, em um esforço de respeito à identidade e cultura local.

A assessora técnica da Secretaria de Cidadania, Benilda Vergílio, responsável pela tradução, destacou a importância do gesto.

“Quando você chega e vê essa placa na sua língua, você se sente em casa. Nosso maior sonho é colocar a língua indígena nos espaços públicos como banheiros, nas escolas, em tudo.”

Ela também compartilhou a emoção de traduzir a cartilha da DEAM. “Eu estava traduzindo situações que já vi acontecer nas comunidades. Ver esse folder pronto foi mais emocionante ainda”, relatou.

A delegada Elaine Benicasa, do Núcleo Institucional da Cidadania da Polícia Civil, reforçou a importância de traduzir os direitos das mulheres.

“Percebemos o entusiasmo da população ao acessar o material em sua própria linguagem. Aqui, além de palestras, também estamos registrando ocorrências e promovendo rodas de conversa para que as mulheres se tornem multiplicadoras dessas informações dentro da própria comunidade.”

Estado presente

O governador Eduardo Riedel, em mensagem enviada à comunidade, reafirmou o compromisso do Governo do Estado em levar os serviços essenciais a quem mais precisa.

“Essa iniciativa tem um único e exclusivo objetivo: atender você, cidadão e cidadã sul-mato-grossense, comunidade indígena das diferentes aldeias da região. Nosso compromisso é fazer com que o Estado continue se desenvolvendo sem deixar ninguém para trás, estendendo a mão para quem mais precisa”, declarou.

O coordenador do programa e secretário executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, destacou a importância das parcerias para a realização dos atendimentos.

“Os resultados mostram que estamos no caminho certo. Já são mais de 35 mil atendimentos em diversas comunidades indígenas, com serviços fundamentais para garantir segurança e cidadania. Isso só é possível graças ao trabalho conjunto com mais de 30 instituições parceiras, que compartilham o mesmo compromisso de transformar vidas”, disse.

A secretária de Estado de Cidadania, Viviane Luiza, destacou o esforço coletivo envolvido. “Por mais difícil que seja o acesso, estamos levando serviços a toda a população. O Governo do Estado tem trabalhado na união de esforços para levar cidadania a todo o povo sul-mato-grossense”, afirmou.

Prefeito Cintra

O prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, parabenizou a equipe pela realização do evento.

“Quero parabenizar toda a equipe pelo trabalho que vem realizando com esse tipo de ação em todo o Mato Grosso do Sul. Essa ação é de suma importância. Estamos em uma comunidade muito grande, uma área indígena que abrange cerca de 550 mil hectares, com várias aldeias reunidas neste momento. Parabéns ao governador e a todos que estão participando desta grande ação”, disparou.

O cacique da Aldeia Alves de Barros, Ciriaco Ferraz, agradeceu pela escolha da comunidade para a realização do evento.

“Agradecemos ao Governo do Estado por trazer esse programa aqui para nossa aldeia. Esses serviços são muito importantes para nosso povo. Isso fortalece nossa comunidade”.

Desde sua criação, em março de 2023, o MS em Ação já passou por Dourados, Amambai, Paranhos, Miranda, Caarapó, Japorã e, agora, Porto Murtinho, que encerrou a edição com 2.382 atendimentos realizados. O programa já contabiliza mais de 35 mil atendimentos e 6 mil documentos emitidos para indígenas de diversas etnias.

“Arraiá Agostino da Firma” promove encontro exclusivo da classe artística em Campo Grande

“Arraiá Agostino da Firma” promove encontro exclusivo da classe artística em Campo Grande

Campo Grande se prepara para receber, em agosto, uma celebração especial voltada à confraternização da classe artística: o “Arraiá Agostino da Firma”. Idealizado pela representante da Socinpro em Mato Grosso do Sul, Suzy Meire, o evento será exclusivo para convidados e promete reunir cerca de 80 pessoas, entre artistas, colaboradores e representantes do setor cultural.

O objetivo principal, segundo Suzy, é fortalecer os laços da comunidade artística local em um ambiente descontraído e acolhedor. “É uma confraternização com a classe artística, um momento de união e celebração entre aqueles que fazem parte da nossa cultura e da nossa música”, afirmou.

A inspiração para o evento vem de uma iniciativa nacional da Socinpro (Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais), que tem promovido encontros semelhantes em outras regiões do país. Agora, chegou a vez de Mato Grosso do Sul. “A Socinpro vem realizando esse encontro a nível Brasil com todos os seus representantes, filiados e convidados. E agora chegou a vez do MS”, explicou Suzy.

Apesar do nome que remete às tradicionais festas juninas, o Arraiá foge dos clichês e aposta em uma experiência diferenciada. Em vez de comidas típicas e brincadeiras tradicionais, o evento oferecerá petiscos variados, churrasco na brasa e chope gelado, em um ambiente descontraído, com clima de celebração.

A segurança e o conforto dos convidados também são prioridades. Segundo a organização, medidas foram adotadas para garantir uma experiência segura e agradável. A presença deve ser confirmada diretamente pelo número indicado no convite enviado aos convidados. O evento será fechado ao público, restrito a convidados previamente selecionados.

Quando questionada sobre a possibilidade de o “Arraiá Agostino da Firma” se tornar parte fixa do calendário cultural da Socinpro no Estado, Suzy pondera: “Neste primeiro momento estamos focando nesta edição, mas não descartamos a ideia de transformá-lo em um evento fixo no futuro”.

A expectativa é de que a iniciativa fortaleça os vínculos entre os profissionais da área artística e amplie a visibilidade das ações promovidas pela entidade em Mato Grosso do Sul.

Fonte: Jhoseff Bulhões
Acolhimento linguístico e humanitário: UEMS entrega certificados para migrantes internacionais e colaboradores

Acolhimento linguístico e humanitário: UEMS entrega certificados para migrantes internacionais e colaboradores

Programa promove a inserção social de migrantes internacionais no estado de Mato Grosso do Sul

Oferecendo acolhimento linguístico e humanitário, o UEMS Acolhe entrega certificados para migrantes internacionais que concluíram módulos do curso de português ministrado pela UEMS e para os colaboradores voluntários que participaram da ação. O programa institucional ligado a Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (PROEC) teve início em 2017 e já atendeu mais de quatro mil migrantes internacionais de 35 nacionalidades.  

Em 2025 serão entregues um total de 381 certificados, sendo 246 para alunos concluintes e outros 135 para os colaboradores. O número de alunos que receberão os certificados por polo são: 95 em Campo Grande, 74 em Dourados, 6 em Cassilândia, 37 em Corumbá, 15 em Nova Andradina e 19 na modalidade on-line. Ao todo foram 60h/aula, 100% gratuitas, ao longo de 15 semanas. O certificado oficial de proficiência em língua portuguesa pode ser utilizado para fins de naturalização.

As datas para a solenidade da entrega de certificados serão diferentes para cada polo:

– Campo Grande – 30.07  
19h – Auditório da UEMS. Av. Dom Antônio Barbosa, 4.155, Vila Santo Amaro.

– Dourados – 03.08  
8h30 – Salão social da Paróquia São José Operário. Rua Marcelino Pires, n 800, centro.

– Nova Andradina – 05.08  
19h30 – Auditório Letícia Dantas, Centro de Convivência Silvio Ubaldino de Souza. Av. Ant. Joaquim de M. Andrade, 642.

– Corumbá – 13.08  
19h – Auditório do Instituto Federal de MS, rua Pedro de Medeiros, 941, Pop. Velha.

O coordenador do UEMS Acolhe, prof. Dr. João Fábio Sanches Silva, explica que o programa vem se consolidando a cada ano como uma força de inserção social, bastante perceptível pelo aumento da quantidade de turmas. “Parabenizamos todos os formandos por encarar essa jornada de aprendizado, aproveitando a oportunidade de inserção social e ao mercado de trabalho. Aguardamos a todos para continuar o estudo da língua nos próximos módulos. Estamos de portas abertas também para receber novos alunos que desejam se aperfeiçoar. Contem com a UEMS”.

Conforme a pró-reitora da PROEC, profa. Dra. Érika Kaneta Ferri, a universidade reforça seu papel social por meio dos programas de extensão. “O UEMS Acolhe é singular na proposição de ofertar o acolhimento linguístico, humanitário e educacional, por meio dos cursos, atividades e ações desenvolvidas juntos aos migrantes internacionais. Ficamos muito felizes em poder promover a inclusão e a transformação social para cada vez mais pessoas”.

Para o reitor Laércio de Carvalho, o acolhimento oferecido pelo programa vem acompanhado de um leque de oportunidades. “Agradeço imensamente aos nossos voluntários, que por meio do seu trabalho oferecem dignidade e acolhimento, bem como um leque ampliado de oportunidades com inserção no mercado de trabalho, troca de experiências com a população, por meio da oferta do ensino da língua portuguesa. Assim, nossa universidade atende aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e ao contrato de gestão vinculado ao Governo do Estado, se tornando cada vez mais inclusiva, democrática, tecnológica e internacional”.

Dados

O UEMS Acolhe de 2025 está entregando um total de 381 certificados, sendo 246 para alunos concluintes e mais 135 para colaboradores voluntários. O número de alunos por polo são: 95 em Campo Grande, 74 em Dourados, 6 em Cassilândia, 37 em Corumbá, 15 em Nova Andradina e 19 na modalidade on-line.

Do total do público atendido 57% são mulheres e 32% têm entre 25 e 34 anos. Dos alunos participantes, 28% finalizaram o ensino médio e 25% possuem o ensino superior completo. Nesse semestre foram atendidos alunos de 28 diferentes nacionalidades, sendo 52,5% venezuelanos, 22,2% bolivianos, 15,2% haitianos, 6,1% cubanos, entre outros de países como Etiópia, Colômbia, Argentina, República Dominicana, Japão, Sudão, Filipinas, Chile, Togo, Somália, Marrocos, Egito, Paraguai, Burundi e Guatemala.
Boas práticas

Por ter contribuído ao longo dos anos com o Estado de Mato Grosso do Sul para receber e acolher migrantes internacionais, o programa de extensão foi reconhecido em 2024, com menção de boas práticas, pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No relatório nacional sobre o acompanhamento de ações e programas relacionados a pessoas refugiadas no Brasil, foram registradas citações ao UEMS Acolhe, junto a outras entidades nacionais.

Além disso, devido a sua credibilidade, o UEMS Acolhe foi incluído no mesmo ano ao programa de auxílio ao acesso à regularização migratória junto à Polícia Federal para solicitar ou renovar o Registro Nacional Migratório (RNM) e Receita Federal para solicitar o Cadastro de Pessoa Física (CPF), procedimentos importantes, haja vista os desafios linguístico e documental serem os maiores enfrentados por esse público na chegada ao Brasil.

 

Governo de MS inaugura escola para atender 400 alunos com ensino regular e profissionalizante no Jardim Noroeste

Governo de MS inaugura escola para atender 400 alunos com ensino regular e profissionalizante no Jardim Noroeste

Com foco em uma educação de qualidade e inclusiva, o governador Eduardo Riedel inaugurou nesta segunda-feira (28) a Escola Estadual Vereador Cristóvão Silveira, no bairro Noroeste, região leste da Capital. A unidade terá capacidade de atender 400 alunos, ofertando ensino regular e profissionalizante, além de esportes e artes marciais. Ainda vai dispor da primeira quadra climatizada da Rede Estadual.

A implantação da unidade era um pedido antigo dos moradores do Noroeste, que não contavam com uma escola estadual no bairro. Um compromisso que foi entregue à comunidade escolar. Já o nome (unidade) é uma homenagem ao ex-vereador Cristóvão Silveira que faleceu em 2017.

“Dia de alegria e respeito a quem dedicou a vida para melhorar as coisas que estão em volta. A educação sempre teve uma atenção especial na nossa gestão. E vai continuar como prioridade. Ela está no nosso plano de governo, no qual eu não desvio em nenhum milímetro. Temos aqui está nova escola, com um modelo completamente diferente e que vai gerar resultados”, afirmou o governador.

A unidade terá um foco especial o atendimento à Programas Educacionais como EJA e EJA Mulher no período noturno, assim como iniciativas voltadas à prática de esportes, principalmente de lutas, tendo inclusive de defesa pessoal (mulheres). Também está prevista a abertura de turmas de 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e do 1º ao 3º do Ensino Médio, com oferta de Educação Profissional.

O planejamento pedagógico de oferta de turmas para o ano letivo de 2026 está em elaboração pela SED. “Em 2023 recebemos este pedido da comunidade do Noroeste, sobre dispor de uma unidade da Rede Estadual no bairro. Eles esperavam este olhar e atenção do Estado, que conseguimos cumprir”, afirmou o secretário estadual de Educação, Hélio Daher.

Ele destacou que a unidade conta com um modelo diferente e estrutura única, com quadra climatizada. “Teremos o foco no atendimento à mulher, inclusive com lutas marciais, entre elas de defesa pessoal. Enquanto isto as crianças terão uma brinquedoteca disponível. A comunidade merece e ainda conseguimos fazer aqui uma homenagem ao Cristóvão Silveira”.

Mato Grosso do Sul conta agora com 349 unidades escolares neste ano de 2025, sendo 76 na Capital e outras 273 espalhadas por todas as regiões do Estado, atendendo a 190 mil estudantes.

A Rede Estadual de Ensino oferece 68 modalidades de cursos da Educação Profissional, criadas com o objetivo de atender às demandas específicas de cada região. Atualmente, esses cursos estão presentes em todos os municípios do Estado.

Homenagem

Durante a inauguração houve a homenagem ao ex-vereador Cristóvão Silveira, que dá o nome à unidade. O evento contou com a presença de vereadores, deputados estaduais e federais, além da família e amigos do ex-parlamentar, que teve cinco mandatos na Câmara Municipal de Campo Grande.

“Este ato é a materialização de um legado. Com a bandeira número um do meu pai. Ele não era professor, mas sempre soube a importância da educação na vida dele. Nos seus mandatos sempre trabalhou em prol da educação. Projetos sociais sempre voltados para esta área. Agora este reconhecimento é muito emocionante. Sempre falo que enquanto houver memória, haverá vida”, afirmou Filipi Silveira, filho do ex-vereador.

O governador também reconheceu a importância da homenagem. “Temos que destacar o legado do (Cristóvão) Silveira. Só ele poderia reunir tantos amigos e família nesta inauguração. Evento com muita emoção e a família pode se orgulhar do legado que deixou. Ele defendia e falava repetidamente sobre educação”.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende/Secom

Ciência mais próxima das pessoas: pesquisadores rompem barreiras e contam com apoio do Governo de MS

Ciência mais próxima das pessoas: pesquisadores rompem barreiras e contam com apoio do Governo de MS

Silvia, Marinete e André têm trajetórias distintas, mas compartilham um propósito comum: tornar a ciência mais acessível, humana e conectada com a realidade das pessoas. Com atuações marcantes em projetos de pesquisa e divulgação científica, eles fazem parte de uma geração que está transformando a forma de comunicar conhecimento no Brasil.

Silvia Cristina Heredia é farmacêutica, professora e pesquisadora. Em sua fala, carrega a paixão pelo que faz, mas também relata os desafios enfrentados ao longo da carreira.

“O maior desafio da nossa profissão é o trabalho excessivo, a sobrecarga. A gente se desdobra entre dar aulas, escrever projetos, orientar alunos, participar de reuniões e ainda lidar com as responsabilidades da vida pessoal. Cheguei a viver um burnout”, conta.

A escolha pela ciência exigiu renúncias. “Optei pela profissão e abri mão de construir uma família. Terminei meu relacionamento para dar conta das exigências da pesquisa. Foi uma escolha difícil, mas que me trouxe conquistas importantes”.

Marinete Rodrigues, pesquisadora e idealizadora do projeto Gênero e Ciência: A Participação das Mulheres na Carreira Científica em Mato Grosso do Sul, enxerga avanços importantes.

“Vejo o cenário como muito positivo para que as mulheres ocupem espaços dentro da ciência, da tecnologia e da inovação. Hoje são mulheres falando sobre sua atuação, mas também homens reconhecendo nosso protagonismo. A Fundect tem trabalhado nesse objetivo, promovendo mais inclusão e equidade”, afirma.

Segundo ela, o olhar feminino contribui de forma decisiva para o avanço científico. “Nós, mulheres, temos um olhar diferenciado para os problemas. Somos muito determinadas. E a ciência que fazemos é tão técnica, baseada em dados e conhecimento quanto qualquer outra. É ciência feita com método, com critério, com excelência”.

Já o pesquisador André Mazini coordena o projeto e dirige o documentário Mulheres na Ciência, que retrata trajetórias como as de Silvia e Marinete.

Para ele, é essencial que o conhecimento produzido chegue até a população. “Produzir conhecimento não é suficiente. É necessário que esse conhecimento seja compreensível e útil no cotidiano das pessoas. Democratizar o acesso à ciência é essencial para combater desigualdades”, avalia.

Essas vozes representam um movimento crescente em Mato Grosso do Sul, o da ciência que transforma, comunica e inclui.

Um novo jeito de fazer e divulgar ciência

A imagem tradicional do cientista isolado, usando jaleco e vocabulário técnico inacessível, tem dado lugar a profissionais que ocupam também as redes sociais, os documentários, os podcasts e os vídeos curtos como ferramentas de divulgação científica. O objetivo é claro, aproximar a ciência da sociedade.

Esse novo formato de comunicação acompanha o crescimento da presença feminina na ciência. Embora as mulheres sejam maioria na pós-graduação, sua participação como líderes de grupos de pesquisa e como orientadoras ainda enfrenta desafios. Nesse contexto, iniciativas que valorizam e visibilizam o trabalho das cientistas são fundamentais para garantir um ambiente mais equitativo e diverso.

Ações do Governo de MS fortalecem ciência, tecnologia e inovação

Mato Grosso do Sul tem investido de forma consistente em políticas públicas que fortalecem a ciência e a inovação. Por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia), o Governo do Estado tem ampliado recursos, criado programas e fomentado soluções inovadoras com impacto direto na sociedade.

Segundo o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, o Estado aposta na ciência como vetor estratégico para o desenvolvimento.

“Experiências internacionais mostram que o investimento em ciência e inovação requalifica e acelera o desenvolvimento, cria empregos e transforma a economia. Por isso, aprovamos a Lei Estadual nº 6.380, que cria um novo ambiente para o crescimento da ciência e tecnologia em Mato Grosso do Sul. Essa legislação, construída pela Semadesc, já é referência nacional”, afirma.

A nova lei estabelece incentivos à pesquisa científica pura e aplicada, estimula a transferência de tecnologia, apoia processos inovadores e garante orçamento ampliado para bolsas de estudo, capacitação e projetos científicos em áreas estratégicas como bioeconomia, energias renováveis, economia carbono neutro e agronegócio sustentável.

Fundect amplia fomento e consolida protagonismo nacional

Com 27 anos de atuação, a Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia) é o principal órgão de fomento à ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso do Sul. Vinculada à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a fundação lançou em 2024 um volume histórico de investimentos: mais de R$ 66 milhões, beneficiando mais de 400 projetos e garantindo cerca de 1.650 bolsas mensais em diferentes níveis da formação científica, da iniciação científica ao pós-doutorado.

Em parceria com o CNPq, mais de 70 pesquisadores de Mato Grosso do Sul foram contemplados após não serem financiados na chamada nacional, com investimento estadual de R$ 5,4 milhões. Além disso, 92 programas stricto sensu no Estado receberam recursos da fundação, totalizando cerca de R$ 14 milhões entre bolsas e custeio.

Outros destaques incluem:

– Rede Centro-Oeste de Pesquisa, em parceria com a Capes: R$ 16,8 milhões aplicados em quatro grandes projetos nas áreas de bioeconomia, biotecnologia e biodiversidade.
– PICTEC, voltado à iniciação científica de estudantes da rede pública, que em quatro edições, ofertou 2.300 bolsas para professores e estudantes do Ensino Médio, em 500 projetos.
– PIBIC-Fundect, voltado ao ensino superior, com fomento à formação acadêmica e científica.
– Programas como Mais Mulheres na Ciência, MS Carbono Neutro, ODS Humanidades, Centelha MS e Desafio Pantanal Tech, que incentivam projetos sustentáveis, inclusivos e inovadores.

A fundação também apoia missões técnicas, ambientes de inovação, coworkings, incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos, promovendo um ecossistema robusto para o desenvolvimento científico regional.

Investir em ciência é investir em soluções para a sociedade

Para o Governo do Estado, os investimentos em ciência, tecnologia e inovação geram impactos concretos e sustentáveis. “São investimentos que fortalecem o ecossistema de inovação, estimulam a produção científica, tornam empresas mais competitivas e abrem novos mercados. Mais do que isso, são ferramentas para melhorar a vida das pessoas e orientar políticas públicas mais eficazes”, destaca Ricardo Senna.

O apoio à ciência em Mato Grosso do Sul está alinhado com uma visão de futuro, na qual o conhecimento é o principal instrumento de transformação social. “Quanto mais cientistas bem formados o Estado tem, mais soluções surgem para os problemas reais da população”, conclui Marinete.

Taynara Foglia, Comunicação Governo de MS
Fotos: Reprodução/Arquivo Pessoal

Boca da Onça é o segundo melhor atrativo do Brasil, aponta pesquisa entre viajantes

Boca da Onça é o segundo melhor atrativo do Brasil, aponta pesquisa entre viajantes

Um dos mais incríveis passeios turísticos da Rota Bonito Serra da Bodoquena, a Boca da Onça alcançou o segundo lugar no top dos melhores atrativos do Brasil, superando outros lugares impactantes como o Corcovado (Rio de Janeiro) e Dunas de Genipabu (Natal), figurando ainda na terceira colocação em nível de América do Sul.

O ranking de 2025 foi divulgado esta semana pela plataforma Tripadvisor, que anualmente promove a premiação dos melhores dos melhores (Travellers Choice), reconhecendo os destinos, hotéis, restaurantes e atrativos que se destacam pela excelência comprovada, com base na avaliação e opinião espontânea dos viajantes.

Único atrativo do Estado a ser reconhecido pelo prêmio, em 2024 a Boca da Onça ficou em quarto lugar no top nacional e terceiro no sul-americano, mantendo uma avaliação positiva crescente, depois de alcançar a sétima colocação em 2023.

Conhecido por suas trilhas e cachoeiras deslumbrantes, o atrativo fica localizado no município de Bodoquena, a 265 km da Capital e 60 km de Bonito (MS-178).

“Esse reconhecimento é fruto de cada trilha percorrida, cada sorriso trocado e cada experiência vivida por aqui. Nosso muito obrigado a todos os visitantes, equipe e parceiros que fazem parte dessa conquista!”, comemoraram os proprietários nas redes sociais.

Santuário ecológico

Para Marco Antônio Tiago, assessor na área de marketing, o produto tornou-se uma referência de ecoturismo real na América do Sul. “Estamos falando de ambientação, vivência, experiência gastronômica e no meio da natureza, um misto de Mata Atlântica e Cerrado, com qualidade de serviços, gestão de segurança e, sobretudo, gestão participativa, o segredo do nosso sucesso”, disse.

O local oferece diversas opções de passeios, como a trilha Discovery, que inclui 15 pontos de visitação e 9 paradas para banho, e a trilha Adventure, com 8 pontos e 5 paradas para banho. Um dos destaques do passeio é a maior cachoeira do Mato Grosso do Sul, com 156 metros de altura, e o maior rapel de plataforma do Brasil, com 90 metros, no cânion do cênico Rio Salobra.

Há 36 anos proporcionando experiências incríveis a todos que deslumbram com a natureza da Serra da Bodoquena, a história da Boca da Onça começou em 1988 com a aquisição da fazenda para atividade pecuária. Em 1997, os portões foram abertos para visitação com o desenvolvimento do ecoturismo na região de Bonito. A implantação d atrativo se deu em 2001.

Hoje, é mais do que um atrativo turístico; é um santuário que equilibra perfeitamente a pecuária e o ecoturismo em uma área de 2000 hectares de natureza preservada, no entorno do Parque Nacional da Serra da Bodoquena. O lugar destaca-se pela sua biodiversidade impressionante e paisagens deslumbrantes, como o Buraco do Macaco e a Janela para o Céu.

Padrão de excelência

O selo “Travellers’ Choice — Best of the Best” premia destinos, hotéis, restaurantes e experiências que se destacaram como as preferidas dos viajantes, com base em um alto número de avaliações e elogios recebidos ao longo dos últimos 12 meses. O levantamento anual considerou mais de 45 mil avaliações recentes na plataforma.

o prêmio é concedido a menos de 1% dos 8 milhões de perfis do Tripadvisor e celebra os destinos com os mais altos padrões de excelência com base nas experiências reais dos usuários da plataforma. A lista contempla desde destinos urbanos até paisagens naturais exuberantes e atrativos históricos como a Usina de Itaipu e a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Canela (RS).

Mais informações:

www.bcvb.com.br

www.bocadaonca.com.br

(Assessoria de Imprensa da Rota Bonito Serra da Bodoquena)