(67) 99634-2150 |
Bela Vista-MS Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2026
Câmara de Vereadores recebe diretor do Instituto “Mais Saúde”, nova gestora do HR

Câmara de Vereadores recebe diretor do Instituto “Mais Saúde”, nova gestora do HR

Legislativo Municipal recepcionou representante de instituto para apresentação oficial das metas e desafios

A Câmara Municipal de Ponta Porã recebeu no final da tarde desta sexta-feira, 22, o diretor do Instituto Mais Saúde, Alex Marques Cruz, marcando a apresentação oficial da Organização Social que desde o dia 08 de agosto está administrando o Hospital Regional “Dr. José de Simone Netto”, em Ponta Porã.

O diretor foi recepcionado pelo presidente da Câmara, vereador Agnaldo Pereira Lima e demais vereadores, recebendo as boas vindas dos parlamentares.

Alex Marques fez uma ampla e detalhada apresentação do Instituto, enfocando as unidades hospitalares administradas pela entidade em todo o país, especialmente na região norte, onde possui várias hospitais sob sua gestão.

Em Ponta Porã, o diretor lembrou que a unidade está atendendo excepcionalmente pelo período de seis meses a gestão do hospital regional, quando nesse prazo terá a responsabilidade de gerir a unidade de atendimento na área de saúde.

“Estamos conhecendo, ouvindo, mas sem que isso represente qualquer prejuízo na continuidade dos serviços prestados à população”, destacou o diretor.

Ele informou que os prestadores de serviços em sua maioria permanecem no hospital. “Poucos pediram a rescisão contratual, mas priorizamos ficar com aqueles que já estão no hospital e assim seguir a atenção especial do atendimento”, afirmou o diretor.

Na apresentação, foram detalhados números relativos aos atendimentos prestados em todas as unidades administradas pelo Instituto “Mais Saúde”. Conforme o diretor, em Ponta Porã a responsabilidade será de garantir o atendimento de excelência e melhorar onde houver necessidade, principalmente no tocante a agilidade no encaminhamento dos pacientes que buscam a unidade hospitalar.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Agnaldo Pereira Lima, enfatizou a importância da presença do representante da nova gestora do hospital regional de Ponta Porã, afirmando que o Poder Legislativo é a caixa de ressonância dos anseios da população e tem a missão de trabalhar em favor da melhor qualidade de vida, neste caso, notadamente na área de saúde.

Agnaldo agradeceu a disponibilidade do diretor do Instituto Mais Saúde em visitar a Câmara e proporcionar aos vereadores conhecer detalhes da nova gestão do hospital regional de Ponta Porã.

 

Festival de Inverno de Bonito é Lixo Zero: tudo se transforma, nada se perde

Festival de Inverno de Bonito é Lixo Zero: tudo se transforma, nada se perde

Pela primeira vez, o Festival de Inverno de Bonito adota integralmente a metodologia Lixo Zero, garantindo que todo o resíduo gerado durante o evento tenha destinação correta. O gerenciamento é de responsabilidade da Ciclo Azul, empresa de Bonito especializada em soluções ambientais, que envolve trabalhadores do próprio município e gera renda local.

Para que o Festival seja, de fato, Lixo Zero, é necessário que todos respeitem as lixeiras e façam o descarte correto. A diretora executiva e sócia-fundadora da Ciclo Azul, Lívia Medeiros Cordeiro, explica que o desafio é transformar a coleta em oportunidade de reciclagem e compostagem.

“Esse ano a empresa está com o desafio de fazer o melhor gerenciamento de resíduos sólidos do Festival, para destinar a maior parte desses resíduos orgânicos à compostagem e os materiais recicláveis serão doados às famílias e às pessoas que são os agentes de reciclagem que trabalham e vivem desse comércio na cidade. Nós estaremos com uma tenda no CMU, na Praça do Peixe e na Praça do Rádio. Nós teremos uma equipe passando em todos os locais, inclusive nos locais onde estão tendo oficinas, para fazer essa sensibilização sobre o descarte correto dos resíduos. A equipe vai estar circulando pelo Festival, esvaziando e coletando esses resíduos, todo o resíduo coletado será pesado e registrado a sua destinação. Então nós já temos uma rede de recicladores que ao final do dia estarão levando essas bags para os seus depósitos”.

O apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Bonito é essencial para complementar a ação, com serviços de varrição, limpeza da praça durante as madrugadas e retirada dos rejeitos, materiais que não podem ser reciclados ou compostados.

“A Prefeitura de Bonito, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ficará responsável pela retirada dos rejeitos — materiais que não podem ser reciclados ou compostados. Já a Ciclo Azul vai instalar bombonas específicas nos pontos de alimentação para o descarte de resíduos orgânicos, garantindo que cada tipo de lixo tenha o destino adequado. O Lixo Zero é uma metodologia para a qual somos credenciados e que tem como princípio básico a separação na fonte. Para que o Festival seja, de fato, Lixo Zero, precisamos que cada pessoa faça a sua parte: respeitar as lixeiras e descartar corretamente seus resíduos. Nossa meta é destinar mais de 70%, 80% e, quem sabe, ultrapassar os 90% de reaproveitamento. Mas esse resultado só será possível com o engajamento de todo o público”, reforça Lívia.

O coletor Jhonathan Sánchez Ferreira, que integra a equipe da Ciclo Azul, destaca a importância da separação. “A gente está separando em três tipos. O não reciclável, reciclável e o orgânico. É bom porque ajuda a direcionar o lixo direito no seu devido lugar, para não acabar com o Bonito, né? Porque o Bonito é muito bonito para ter um acúmulo de lixo, para a natureza”, ressalta.

A fotógrafa Eveline Cássia Larrea Rocha, moradora de Bonito, vê no projeto uma oportunidade de conscientização.

“Eu acho que não tem nada mais legal de mostrar do que o exemplo. Então as crianças verem acontecendo na prática é muito importante. A gente recicla nosso lixo em casa, separa o lixo seco do úmido. No meu bairro passa duas vezes por semana o caminhão que recolhe o reciclado. Então a gente faz esse trabalho em casa, separando plásticos, vidros, papelão. Durante o Festival é ainda mais importante, porque aumenta o volume de pessoas e, consequentemente, o lixo na cidade. Bonito é uma cidade pequena, então ter essa coleta consciente ajuda diretamente o meio ambiente”, enfatiza.

O administrador de empresas Carlos Eduardo Silva, visitante de Cuiabá, acredita que o Lixo Zero tem efeito multiplicador.

“Eu gosto muito desse tema, eu acho que as pessoas precisam ter essa responsabilidade. E o Festival, endossando isso, é maravilhoso. Acho que as pessoas se conscientizam e, se isso puder multiplicar, que Bonito seja o Bonito do Brasil para falar sobre isso. Ter o Lixo Zero durante o Festival é significativo, em primeiro lugar, pela educação das pessoas e por mostrar que é possível a responsabilidade do lixo. Em segundo lugar, e não menos importante, pela possibilidade de retorno financeiro para quem vive da reciclagem. E o lixo orgânico, quando vai para o destino certo, significa menos gastos e menos despesas para a prefeitura. O espaço fica bonito e é benefício para todo mundo. Isso é incrível”, disse.

Já a engenheira civil Isabela Vieira, de Campo Grande, reforça que o Festival pode inspirar mudanças no hábito das pessoas.

“No Brasil ainda temos muito pouco de coleta seletiva. Lá em casa a gente separa o lixo, não tem coleta seletiva, mas levamos em local de coleta. É necessário, porque produzimos muita quantidade de lixo. Durante o Festival essa coleta é muito interessante, faz as pessoas verem com outros olhos. Também é simples, não é nada de outro mundo, todo mundo pode fazer. A cidade fica mais limpa e, futuramente, as pessoas não vão ter essa preocupação. Vai ser algo natural, parte do dia a dia”, conclui.

Descarbonização: legado verde para Bonito

Além da gestão de resíduos, o Festival também assume o compromisso da descarbonização. O objetivo é neutralizar as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo evento, desde transporte, até energia e alimentação.

O processo funciona de forma simples: durante o Festival, o público é convidado a escanear um QR Code disponível nas telas e materiais de comunicação do evento. Cada participação registrada ajuda a contabilizar o número de árvores nativas que serão plantadas em Bonito para compensar as emissões de carbono.

Essa prática não apenas reduz os impactos ambientais do Festival, mas também deixa um legado duradouro para a cidade, fortalecendo a biodiversidade local, contribuindo para a captura de carbono e criando áreas verdes que beneficiam toda a comunidade.

Karina Lima, Ascom FIB 2025
Fotos: Ascom FIB 2025

De Bonito para Bonito: Festival de Inverno fortalece a economia local e garante renda e oportunidades

De Bonito para Bonito: Festival de Inverno fortalece a economia local e garante renda e oportunidades

O Festival de Inverno de Bonito, desde sua primeira edição, contribui para a geração de renda e cria oportunidades dentro da própria cidade. Profissionais de Bonito estão tendo a chance de trabalhar diretamente nos eventos, enquanto empreendedores e empresários locais ampliam vendas e movimentam seus estabelecimentos durante o período do Festival.

É o caso de Kalu Carvalho, morador de Bonito há 16 anos. Ele é um dos idealizadores do projeto Canta Bonito e foi contratado pela Fundação de Cultura para apoio logístico na produção e no palco. Para ele, a contratação de profissionais locais é fundamental.

“A inclusão do bonitense no Festival de Inverno é de suma importância e a gente está conseguindo fazer, está conseguindo trabalhar. Até para algumas coisas que o pessoal de fora não sabe muito bem onde consegue, nós sabemos, temos os contatos certos, a melhor forma de fazer. Então, com certeza, é muito importante termos essa oportunidade”.

Silvio César Soares dos Santos, guia de turismo e morador de Bonito, foi contratado para trabalhar na produção do Palco Sol com a equipe da Fundação de Cultura.

“Quando tem um evento desse porte na cidade, a gente também tem mão de obra para atender. Claro que falta um pouco de especialização, mas temos muita gente para trabalhar. É muito importante na geração de renda e de conhecimento. Eu me sinto prestigiado sim. Gosto de participar da produção de eventos e já trabalho em outros grandes eventos em Bonito e em cidades do Estado. É um orgulho estar no Festival”, disse.

No setor de hospedagem, os reflexos são positivos. Bruno Magalhães Mamédio, gerente de reservas de um grande hotel, afirma.

“O Festival de Inverno é muito bom para a cidade, principalmente para quem atua na hotelaria. Durante o evento, chegamos em torno de 100% de ocupação. Para nós é muito bom, ficamos felizes em receber esse público e esperamos que o Festival continue todos os anos garantindo esse movimento”, ressalta.

No setor de hospedagem, os reflexos são positivos. Bruno Magalhães Mamédio, gerente de reservas de um grande hotel, afirma.

“O Festival de Inverno é muito bom para a cidade, principalmente para quem atua na hotelaria. Durante o evento, chegamos em torno de 100% de ocupação. Para nós é muito bom, ficamos felizes em receber esse público e esperamos que o Festival continue todos os anos garantindo esse movimento”, ressalta.

O empresário Gustavo Diniz Romeiro, proprietário de uma agência de turismo em Bonito, ressalta que o Festival já faz parte do calendário da cidade. “É um evento aguardado todos os anos. A divulgação antecipada dos shows ajudou a atrair turistas e aumentou bastante a procura. Apesar de a maioria do público ser sul-mato-grossense, também recebemos visitantes de fora do Estado. A expectativa é que, no final de semana, o movimento cresça de 40% a 50%”, enfatiza.

No comércio, o impacto também é sentido. Marcio Carvalho, gerente de uma grande farmácia em Bonito, explica. “O Festival atrai um bom público para os shows nacionais e esse público consome na cidade. O movimento sempre é bom para o comércio local. Fortalece o giro de capital e leva o nome de Bonito para todo o país”, afirma.

No setor de moda, os efeitos são percebidos por Elisandra da Silva Leite, responsável por uma loja de roupas. “Acredito que durante o Festival as vendas aumentam em 50%. É ótimo, muda o ambiente e a energia da cidade. Para nós é excelente esse movimento. O Festival é esperado todo ano”, explica.

Na gastronomia, a empresária Veruska Esguissardi, dona de uma pastelaria, reforça.  “O Festival é sensacional. Atrai um público com bom gosto, disposto a usufruir da cidade e respeitar nossos empreendimentos e rios. Para o meu negócio, o reflexo é muito positivo. Agosto é um mês mais calmo e, com o Festival, conseguimos aumentar as vendas em pelo menos 70%”, conclui.

O Festival de Inverno de Bonito reafirma sua vocação de fortalecer a economia local e valorizar sua própria gente, movimentando cultura, turismo e comércio em um dos principais destinos do País.

Karina Lima, Ascom FIB 2025
Fotos: Diego Cardoso e Altair Santos/Ascom FIB 2025

Bela Oyá Pantanal promove a pauta de afroturismo em três estados diferentes

Bela Oyá Pantanal promove a pauta de afroturismo em três estados diferentes

Com agendas em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a primeira agência de afroturismo do Estado impulsiona o reconhecimento da memória, da cultura e da história do povo preto pantaneiro.

O afroturismo pantaneiro ganha visibilidade nacional nesta sexta-feira (22), quando a CEO da Bela Oyá Pantanal, Thayná Cambará, sobe ao palco Sebrae ART para apresentar o Circuito Kaô Corumbá de Xangô, primeiro roteiro estruturado de afroturismo de Mato Grosso do Sul. A estreia acontece no 9º Salão do Turismo – Conheça o Brasil, realizado até sábado (23), no Distrito Anhembi, em São Paulo.

A Bela Oyá Pantanal foi selecionada pelo Sebrae Nacional entre 70 experiências brasileiras – das quais apenas três são de MS. O Circuito Kaô Corumbá de Xangô traz é o resultado de anos de construção coletiva junto às comunidades de terreiro e festeiros do Banho de São João em Corumbá.

Dentro da programação, a CEO da Agência, Thayná Cambará, participa também das ações formativas da Embratur sobre Afroturismo e do atendimento ao público no estande de MS, com a Cesta de Experiências, que reúne produtos e vivências do território.

“Estar no Salão do Turismo é uma chancela ao nosso trabalho durante esses dois anos e meio de operação. É a certeza de que estamos no caminho certo, trazendo transformação, inovação e reconhecimento às nossas comunidades. Essa aprovação não é apenas um reconhecimento, mas também prova de que o afroturismo pantaneiro está ganhando força e espaço no cenário nacional”, afirma Thayná.

Na estrada – Enquanto Thayná representa a agência em São Paulo, a Bela Oyá também marca presença no Ruraltur MS, em Campo Grande nesta sexta-feira (22). A participação acontece por meio da empresa parceira LR Travel Experience, que apresenta os circuitos culturais e as experiências desenvolvidas pela Bela Oyá no Pantanal.

Bela Oyá Pantanal promove a pauta de afroturismo em três estados diferentes

“Vai ser uma participação mais voltada ao estande, mas igualmente importante. O Ruraltur é um evento que se consolidou no Estado e estar presente é reafirmar nosso compromisso com o território pantaneiro, valorizando o turismo cultural e comunitário”, diz a CEO.

E antes mesmo das agendas em Campo Grande e São Paulo, a Bela Oyá Pantanal integrou uma missão técnica em Minas Gerais, entre os dias 28 de julho a 4 de agosto, passando pelas cidades de Lavras, Santa Rita do Sapucaí e Itajubá. A iniciativa, promovida pelo Sebrae Minas e parceiros, reuniu lideranças de 13 cidades sul-mato-grossenses em um intercâmbio de experiências em inovação e desenvolvimento econômico.

“Essa imersão nos permitiu conhecer ecossistemas de inovação mais maduros e entender como a valorização cultural e identitária pode ser vetor de desenvolvimento territorial. Com o suporte da Semadesc e do Sebrae MS, participei representando o ecossistema de inovação de Corumbá e Ladário, e trouxe referências para pensar como o afroturismo pode dialogar com inovação, cidadania e gestão participativa. Essa vivência fortaleceu ainda mais nosso olhar sobre a ancestralidade e a cultura local como caminhos para o futuro”, explica.

Afroturismo como eixo de transformação – De Minas Gerais a Mato Grosso do Sul e, agora, em São Paulo, a trajetória recente da Bela Oyá Pantanal mostra a construção de uma rede articulada em defesa do afroturismo como política de combate ao racismo e de fomento à economia criativa das comunidades negras, sejam elas rurais ou urbanas.

“Para nós, estar nesses espaços é um ato de resistência, protagonismo e futuro. O afroturismo é sobre memória, identidade e desenvolvimento coletivo. É sobre mostrar que nossas histórias e nossos territórios têm potência para transformar o turismo brasileiro e a geração de renda”, conclui Thayná Cambará.

Reportagem: Aline Lira

Aquíferos em MS podem perder até 28% da recarga de água com mudanças climáticas

Aquíferos em MS podem perder até 28% da recarga de água com mudanças climáticas

As mudanças climáticas podem causar impactos ainda pouco discutidos, como a redução das águas subterrâneas armazenadas em aquíferos. Um estudo publicado por cientistas brasileiros no periódico Environ Monit Assess mostra que um dos situados em Mato Grosso do Sul poderá experimentar a alteração mais drástica entre as projetadas até o ano de 2100.

O sistema aquífero Bauru-Caiuá está em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Os pesquisadores estimam que ele sofrerá a redução mais crítica do volume de água recarregado anualmente, chegando a 27,94%. A recarga poderá diminuir até 666 milímetros por ano nas áreas mais afetadas.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Instituto de Geociências da USP (Universidade de São Paulo) e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) a partir da projeção de dados de temperatura, precipitação e escoamento superficial das águas usando o modelo climatológico CMIP6 (Coupled Model Intercomparison Project Phase 6) e considerando um cenário pessimista e outro moderado. O ponto de partida da análise foi 2025, somando 75 anos de mudanças até o fim do século 21.

Outro citado que abrange Mato Grosso do Sul é o sistema aquífero Guarani, além das formações Furnas, Ponta Grossa e Serra Geral. As perdas neles serão substanciais, conforme o estudo. Somente o Guarani pode sofrer de −7,79 a −21,88% de impacto na recarga, sob os diferentes cenários analisados pelo estudo.

Segundo o Mapa Hidrogeológico de Mato Grosso do Sul, publicado pelo SGB (Serviço Geológico do Brasil), são essas as características de cada formação do Estado:

Bauru – Ocupa 12.516 km², ocorre predominantemente na porção nordeste do Estado, na divisa com Goiás e Minas Gerais;

Caiuá – Ocupa 119.703 km², ocorrendo de forma contínua desde o centro-sul até a porção norte, com continuidade no Estado de São Paulo;

Furnas – Em superfície, ocorre em faixa alongada de aproximadamente 4.383 km², estendendo-se desde o município de Aquidauana, ao sul, passando por partes dos municípios de Rio Negro, Rio Verde de Mato Grosso e Coxim, até o município de Sonora, no limite com o Estado de Mato Grosso. Estende-se a leste de forma subjacente ao aquiclude Ponta Grossa e ao aquífero Bauru;

Ponta Grossa – Ocorre como faixa irregular e descontínua, com aproximadamente 1.850 km² na região centro-norte do Estado, em parte dos municípios de Pedro Gomes, Coxim, Rio Verde de Mato Grosso e Rio Negro;

Serra Geral – Ocupa 50.691 km² na região centro-sul do Estado, restrita às calhas dos principais rios da região nordeste. Ocorre nas áreas mais povoadas do Estado, incluindo as regiões de Dourados e Campo Grande.

Sistema Guarani (Botucatu) – Essa unidade aflora em uma ampla faixa da região central do Estado, com cerca de 20.783 km². A faixa tem 18 km de largura na região sudoeste, entre as cidades de Bela Vista e Antônio João, e gradualmente passa para cerca de 90 km no município de Alcinópolis. Áreas de ocorrências menores situam-se na região nordeste, entre as cidades de Chapadão do Sul e Cassilândia, na forma de corpos isolados.

Abastecimento – Os aquíferos são formações geológicas onde águas das chuvas infiltram e se acumulam lentamente no solo para abastecer poços, nascentes, rios e ecossistemas. No Brasil, estima-se que 112 milhões de pessoas (56% da população) sejam abastecidas total ou parcialmente por essa fonte.

Ricardo Hirata, primeiro autor do artigo, explicou à Agência Fapesp como esse processo é importante na época de estiagem. “Temos uma gigantesca reserva de água que é resiliente a variações de recarga. Mesmo em anos de estiagem, o aquífero continua fornecendo água, porque seu armazenamento é muito grande. Foi o que ocorreu na grande estiagem de 2014-2016. As cidades abastecidas por água superficial foram duas vezes mais atingidas pela crise hídrica do que aquelas abastecidas exclusivamente por água subterrânea’, afirma.

Soluções – O estudo propõe soluções como a recarga manejada de aquíferos (MAR, na sigla em inglês para managed aquifer recharge), que emprega técnicas para auxiliar a infiltração da água de chuva ou de águas de esgoto tratadas. A MAR inclui até mesmo a injeção direta no aquífero, como já ocorre em Madri, na Espanha.

Hirata detalha que a recarga manejada pode ser feita com estruturas simples, como bacias de infiltração ou pequenas barragens, até sistemas mais sofisticados de injeção direta no aquífero. “É possível captar a água de chuva ou mesmo o esgoto tratado e conduzir isso a sistemas de infiltração planejados. O solo funciona como um super-reator biogeoquímico, capaz de purificar essa água durante o trajeto até o aquífero’, finaliza.

Ponta Porã: DOF apreende mais de 900 quilos de drogas em entreposto

Ponta Porã: DOF apreende mais de 900 quilos de drogas em entreposto

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam nesta quarta-feira (20), em Ponta Porã, mais de 900 quilos de maconha que estavam armazenados em uma casa utilizada como entreposto. Além dos entorpecentes, dois veículos também foram apreendidos.

Os militares realizavam patrulhamento no perímetro urbano do município, quando ouviram barulho de disparos de arma de fogo, no bairro Jardim das Flores, próximo à Linha Internacional, que separa as cidades de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Durante diligências, os policiais localizaram uma residência, onde os entorpecentes eram armazenados. No imóvel, que estava abandonado, também foram encontradas uma caminhonete Toyota Hilux e um Ford Ká, ambos com placas falsas.

Buscas foram feitas na região, mas nenhum suspeito localizado. Ao todo, foram apreendidos 906 quilos de maconha, avaliados em aproximadamente R$ 2,5 milhões. Os materiais apreendidos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Ponta Porã.