(67) 99634-2150 |
Bela Vista-MS Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2026
Vereador JT cobra melhorias urgentes nas estradas do Assentamento Caracol

Vereador JT cobra melhorias urgentes nas estradas do Assentamento Caracol

Durante a sessão ordinária desta segunda-feira, dia 22 de setembro, o presidente do Legislativo, vereador Jonathan Torres – JT (Podemos), apresentou pedido verbal endereçado ao secretário municipal de Obras, com cópia ao diretor da Agesul de Bela Vista, Mano Escobar, solicitando uma parceria para execução de cascalhamento e patrolamento no Assentamento Caracol.

Segundo o vereador, as vias da localidade encontram-se intransitáveis, o que tem gerado grande insatisfação e reclamações constantes por parte dos moradores, que enfrentam dificuldades de acesso e locomoção.

A reivindicação recebeu o apoio dos vereadores Fleitas (PSB) e Jeronimo Ferreira (PSDB), que também assinaram o pedido, reforçando a necessidade de uma ação rápida para atender a comunidade rural.

JT destacou que a demanda é urgente, pois a situação compromete não apenas o direito de ir e vir da população, mas também o escoamento da produção e o transporte escolar.

Ademir Mendonça – Assessoria de Imprensa

Com Riedel e Tebet, Paulo Corrêa assina convênio de R$ 51,6 milhões para Ponta Porã

Com Riedel e Tebet, Paulo Corrêa assina convênio de R$ 51,6 milhões para Ponta Porã

O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), participou nesta terça-feira (23) da assinatura do convênio de R$ 51,6 milhões em recursos do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) para execução de obras que vão transformar a infraestrutura de Ponta Porã, na faixa de fronteira com o Paraguai.

O evento reuniu diversas autoridades, entre elas o governador Eduardo Riedel, a ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet, o prefeito Eduardo Campos e o presidente da Câmara Municipal, vereador Agnaldo Miudinho.

Entre as intervenções previstas estão a construção de três novas praças (Flamboyant, São Tomaz e Trevo das Cuias), obras de recapeamento de diversas ruas e avenidas, implantação de ciclovia e sinalização viária, dentro do plano de desenvolvimento da região, aprovado pelo Conselho do Mercado Comum do Mercosul.

Durante a cerimônia, Paulo Corrêa ressaltou a importância da parceria entre o Focem e o Governo do Estado para viabilizar as obras. “Essa união de esforços é o que garante que esses investimentos se transformem em qualidade de vida para a população e em desenvolvimento para toda a região de fronteira”, pontuou Corrêa.

O governador Riedel reforçou que os investimentos representam uma estratégia de fortalecimento econômico e social da fronteira. “Este pacote de obras está alinhado com nossa visão de transformar a faixa de fronteira em um verdadeiro polo de desenvolvimento. Estamos falando de infraestrutura que gera oportunidades, melhora a mobilidade urbana e abre caminho para inovação e empreendedorismo”, destacou Riedel.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, ressaltou o papel estratégico do Mercosul no apoio às cidades fronteiriças. “O Mercosul passa a enxergar as cidades de fronteira não apenas como pontos de passagem, mas como espaços estratégicos de integração econômica, social e cultural. Ponta Porã está no centro desse processo e será beneficiada diretamente com esses investimentos”, afirmou.

Além da assinatura do convênio, a comitiva supervisionou as obras do Parque Tecnológico Internacional (PTIn), do Centro de Empreendedorismo, Inovação e Memória do Tereré (CEIMPP) e da Escola Estadual Professor Adir Teixeira de Oliveira, já em fase final de construção.

Agenda estratégica do Governo de MS em Ponta Porã mobiliza obras, educação e integração regional

Agenda estratégica do Governo de MS em Ponta Porã mobiliza obras, educação e integração regional

Essas ações integram o projeto “Desenvolvimento na Faixa de Fronteira em Ponta Porã/MS”, aprovado pelo Conselho do Mercado Comum (CMC) do Mercosul e financiado com um investimento total de US$ 9,6 milhões (cerca de R$ 51,6 milhões), que combina recursos não reembolsáveis do FOCEM (Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul) e contrapartida do governo estadual.

A iniciativa foi oficializada nesta terça-feira (22), com a assinatura do convênio que reuniu o governador Eduardo Riedel, o prefeito Eduardo Campos, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, além de secretários estaduais e equipe técnica.

O governador Eduardo Riedel destacou as parcerias entre os agentes públicos em benefício da população.

“O Estado entra com orgulho com cerca de 10 milhões de reais, investindo em obras estruturantes. Hoje viemos aqui anunciar esses investimentos, fazer visitas e constatar como as políticas públicas estão se conectando”, frisou.

O aporte garante um conjunto de ações estratégicas voltadas para integração regional, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida da população local.

Entre as intervenções previstas estão o Parque Linear da Fronteira, a revitalização de praças e a recuperação de monumentos culturais, iniciativas que aliam a modernização urbana ao fortalecimento da identidade regional.

O governador enfatizou também que o conjunto de ações consolida Ponta Porã como polo estratégico da fronteira Brasil–Paraguai. “Com o PTIn e o CEIMPP, além da nova escola, estamos investindo em inovação, educação e infraestrutura para transformar a cidade e gerar oportunidades para todos”, afirmou Riedel.

O aporte do FOCEM, somado à contrapartida do governo estadual, permitirá ainda a implantação de obras que transformarão a mobilidade e infraestrutura urbana, ampliando os espaços de convivência e promovendo integração social com Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Entre os principais componentes do projeto estão: requalificação e reordenamento de 5,5 km de vias urbanas, três interseções, pavimentação, recapeamento asfáltico, ciclovias, iluminação pública e novo sistema de sinalização semafórica; implantação de 5,3 km de galerias pluviais no Córrego São Tomaz, canal de contenção em gabião e restauração de 7,4 km de vias; e a criação de espaços públicos de lazer, como o Parque Linear da Fronteira, revitalização de praças (Flamboyant, Jockey Club e Rotatória), implantação do Monumento das Cuias e áreas de convivência com quadras esportivas, pistas de caminhada, academias ao ar livre e espaço para eventos culturais.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que a partir do próximo ano, haverá uma intensificação das atividades técnicas em virtude do convênio estabelecido.
“Entre o final de 2026 e o início de 2027, Ponta Porã se transformará em um grande canteiro de obras. Os recursos estão garantidos e assegurados para o município”, assegurou.

O prazo total de execução é de 42 meses, incluindo elaboração de projetos executivos, licitações, obras e supervisão técnica, ambiental e social, garantindo que os investimentos promovam desenvolvimento sustentável e integração regional.

Mais cedo, a comitiva supervisionou as obras do Parque Tecnológico Internacional (PTIn) e do Centro de Empreendedorismo, Inovação e Memória do Tereré (CEIMPP), projetos que buscam fomentar inovação, pesquisa e empreendedorismo na fronteira com o Paraguai. O PTIn, primeiro parque tecnológico do Centro-Oeste brasileiro, está sendo construído em uma área de cerca de 55 hectares cedida pelo Exército, inspirado no modelo do Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu.

“Este é um exemplo concreto de nossa visão para a política de desenvolvimento, empreendedorismo e inovação, que integra a política pública estadual. Acreditamos que iniciativas dessa natureza devem ser construídas de forma colaborativa, com a participação ativa da população. A parceria entre a Prefeitura Municipal, universidades, sociedade civil e o Estado demonstra justamente esse espírito, voltado à criação de um ambiente propício à criatividade, ao empreendedorismo, ao fortalecimento de empresas, à pesquisa, à formação e à qualificação de pessoas. Essa abordagem expressa uma visão moderna e dinâmica para nossa economia. Vivemos um cenário de pleno emprego, em um mundo cada vez mais veloz e competitivo. Este espaço está alinhado aos nossos esforços em políticas públicas voltadas para a inovação e o empreendedorismo”, complementou o governador.

O CEIMPP, unidade complementar ao PTIn, apoiará iniciativas de inovação e empreendedorismo locais, além de preservar a cultura regional. A obra recebeu recursos da Itaipu Binacional e da Prefeitura Municipal, com investimento superior a R$ 2 milhões, e está em fase de execução juntamente com as obras do parque.

O prefeito Eduardo Campos garantiu que a iniciativa é fruto de parcerias municipais, federais e estaduais.

“Isso é o resultado de parcerias que nos fortalecem. Com oportunidades como que nos enchem de esperança e confiança. O Governo do Estado também tem uma participação essencial, garantindo a contrapartida de aproximadamente 9 a 10 milhões de reais.”

Riedel ainda vistoriou a construção da Escola Estadual Prof. Adir Teixeira de Oliveira, que se encontra na fase final e terá investimento de R$ 15,4 milhões.

A nova unidade será moderna, totalmente acessível e atenderá às normas de segurança, oferecendo espaço adequado para o desenvolvimento dos estudantes da região, podendo receber até 1.500 alunos, incluindo com o EJA Mulher.

Entre os serviços executados estão estrutura de cobertura, impermeabilização, instalações elétricas e hidrossanitárias, drenagem de águas pluviais, revestimentos de pisos, paredes e forros, esquadrias e ferragens, subestação e acessórios, pintura interna e externa, adequação de calçadas, construção de quadra esportiva e demais intervenções para garantir a qualidade e segurança da comunidade escolar.

O governador enfatizou também que o conjunto de ações consolida Ponta Porã como polo estratégico da fronteira Brasil–Paraguai. “Com o PTIn e o CEIMPP, além da nova escola, estamos investindo em inovação, educação e infraestrutura para transformar a cidade e gerar oportunidades para todos”, afirmou Riedel.

Ainda participaram da agenda, os secretários Eduardo Rocha (Civil) e Jaime Verruck (Semadesc), o deputado federal Dagoberto Nogueira e o estadual Paulo Corrêa, e demais autoridades municipais.

Alexandre Gonzaga, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom

Mato Grosso do Sul sai na frente na captura de carbono e no desenvolvimento sustentável

Mato Grosso do Sul sai na frente na captura de carbono e no desenvolvimento sustentável

Mato Grosso do Sul desponta como referência da agenda verde, provando ao País e ao mundo que é possível conciliar crescimento econômico com respeito ao meio ambiente. Alinhado ao programa estadual Carbono Neutro 2030, o Estado não apenas avança, mas serve de exemplo, apontando caminhos concretos para enfrentar os desafios climáticos.

Na UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), em Aquidauana, surgem iniciativas que entrelaçam ciência, inovação e preservação ambiental, promovendo um diálogo harmonioso entre culturas produtivas e natureza. O objetivo é claro e inspirador: recuperar áreas degradadas e impulsionar uma produção sustentável que, ao mesmo tempo, gera riqueza e cultiva um futuro mais verde.

Esses projetos se integram à educação ambiental e ao planejamento sustentável, em sintonia com a celebração do Dia da Árvore (21 de setembro), um momento dedicado à conscientização ecológica e à valorização da conservação do meio ambiente.

Entre os destaques está o PackSeed – Inovação na Dispersão de Sementes, projeto desenvolvido em parceria com a startup EcoSeed, voltado à recuperação de áreas degradadas de forma mais econômica. À frente do projeto estão Allan Motta Couto, docente da UEMS de Aquidauana, engenheiro florestal e doutor em Tecnologia de Produtos Florestais, e Adriana Soares Luzardo Couto, docente do CEPA (Centro Educacional Profissional de Aquidauana), engenheira florestal, engenheira agrônoma e doutoranda em Agronomia.

Segundo Allan Motta Couto, “nosso protótipo performou bem em escala laboratorial e agora vamos validá-lo em situação real de campo ainda este ano. O projeto não tem como foco principal o sequestro de carbono, mas é inevitável que ele contribua para a fixação de carbono atmosférico.”

Adriana Luzardo Couto acrescenta que “o PackSeed busca viabilizar a recuperação de áreas degradadas de forma acessível, tornando a tecnologia aplicável para produtores e instituições que desejam recuperar solos ou reflorestar suas propriedades.”

Outro projeto estratégico é o uso sustentável do Louro-Preto (Cordia glabrata), desenvolvido em conjunto com a EMBRAPA Pantanal, que atua na produção de mudas, arborização de pastagens e melhoria do bem-estar animal.
“Trabalhamos diferentes densidades arbóreas para avaliar o efeito na pastagem e possibilitar ou não a arborização visando a produção pecuária. O foco não é carbono, mas sim proporcionar clima adequado para melhor desempenho na produção e bem-estar do animal”, explica Couto.

O projeto “Sistema ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) no Ecótono Cerrado-Pantanal” é outro destaque da UEMS, avaliando o potencial produtivo e a captura de carbono em áreas de integração, com ênfase no cultivo de eucalipto em ambientes pecuários.

De acordo com Motta, em um sistema ILPF cujo crescimento florestal chega a 20 m³ por hectare ano, estima-se que haja imobilização de 18 toneladas de CO2 ao ano por hectare, isso considerando apenas o tronco das árvores.

Allan Motta Couto, docente da UEMS

“Ou seja, para cada hectare com o sistema ILPF equivale a emissão de nove carros por ano, aproximadamente”, explica.

Ele acrescenta ainda que a ideia é difundir informação e estimular os produtores, demonstrando que a “integração arbórea na produção de carne é viável e sustentável”, observa o pesquisador da UEMS.

“Na região de Aquidauana, praticamente nenhum produtor utiliza eucalipto ou pastagem arborizada para produção de pecuária. Nosso experimento busca mudar essa mentalidade, mostrando que o componente arbóreo pode gerar benefícios ambientais e produtivos.”

Outro ponto relevante é que a produção pecuária apresenta muita emissão de gases do efeito estufa. Estes são mitigados pelas árvores do próprio sistema de produção, tornando a atividade com menor potencial poluidor.

Entre 2022 e 2024, a engenheira agrônoma Larissa Pereira Ribeiro Teodoro, da UFMS, participou de um estudo financiado pela Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) que avaliou a contribuição das florestas plantadas de eucalipto para a meta do Governo de MS de neutralidade de carbono até 2030.

Segundo Larissa Teodoro, após dois anos de pesquisa, realizados em diferentes usos e ocupações do solo nos três biomas do Estado – Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica -, comprovou-se que a cultura do eucalipto apresenta menor emissão de dióxido de carbono (CO₂) pelo solo quando comparada a outros sistemas de cultivo avaliados, como pastagens. Além disso, a espécie demonstrou altos valores de estoque de carbono no solo.

“Este resultado é relevante para estratégias que unem economia e sustentabilidade no Estado, pois evidencia que a silvicultura pode funcionar como um sistema de produção com menor emissão de carbono. Uma estratégia ainda mais eficiente seria o cultivo de eucalipto em sistemas integrados, como pecuária-floresta, que promovem, além da sustentabilidade, maior diversidade de produção e melhor bem-estar animal”, explica a engenheira.

Ela salienta que “o avanço da silvicultura no Estado tende a contribuir não apenas para a economia, mas também para que alcancemos a meta de Estado Carbono Neutro. Entretanto, a estratégia mais interessante é a adoção de sistemas integrados, como a pecuária-floresta, que combinam produção e preservação ambiental de forma eficaz”.

Segundo informações da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), cinco dos dez municípios brasileiros com maiores áreas de florestas plantadas no Brasil estão no Mato Grosso do Sul.

Para o ano de 2025, esses cinco municípios, Ribas do Rio Pardo (463 mil hec), Três Lagoas (331 mil hec), Água Clara (182 mil hec), Brasilândia (151 mil hec) e Selvíria (110 mil hec) juntos somam mais de 1 milhão de hectares de florestas plantadas (SIGA/MS), o que configura o Mato Grosso do Sul como o segundo colocado nacional em área de florestas plantadas.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Arquivo Professor Allan Couto/UEMS

Símbolo da história do Brasil e de MS, Forte Coimbra completa 250 anos e será restaurado

Símbolo da história do Brasil e de MS, Forte Coimbra completa 250 anos e será restaurado

Um dos símbolos históricos de Mato Grosso do Sul, o Forte Coimbra, localizado no Pantanal, completou 250 anos e vai ser totalmente restaurado, com apoio do Governo do Estado.

Para preservar a história e a memória da construção, durante a celebração realizada neste sábado (20) foi lançada a pedra fundamental da obra de restauração do monumento, orçada em R$ 19 milhões.

O governador Eduardo Riedel e o ministro da Defesa, José Múcio, além do comandante do Exército, general Tomás Paiva e o comandante do CMO (Comando Militar do Oeste), general Alcides de Faria, participaram da solenidade militar organizada pelo CMO, na base localizada no Pantanal – na região do Nabileque, em Corumbá.

“Eu estive no Forte Coimbra para conhecer um pouco de toda a história, a gente não pode esquecer, em momento algum da nossa origem, formação, de onde viemos. A gente vive um Estado em pleno desenvolvimento, com talvez os menores índices de desocupação do país, com crescimento de PIB acelerado, e empresas que estão vindo para o Mato Grosso do Sul. Passamos por uma transformação, no eixo de segurança alimentar e de transição energética, e temos na sustentabilidade o grande ativo dessa transformação. E quando associamos sustentabilidade com a nossa história, que é um ativo imaterial, eu não tenho dúvida nenhuma que aqui tem um ativo com potencial fantástico”, disse Riedel.

Importante para a história do Brasil, o Forte de Coimbra – marco da engenharia militar brasileira – desempenhou papel estratégico na defesa do território durante a definição de limites entre Portugal e Espanha.

“A melhor forma de nós projetarmos o futuro é conhecermos a nossa história, respeitarmos os nossos heróis, ter conhecimento de quanto foi difícil a luta por eles. Hoje é difícil chegar aqui, imagine naquela época cuidar das nossas fronteiras . Eu estou assim, extremamente orgulhoso. Eu parabenizo as Forças Armadas por cuidarem das nossas fronteiras, nós temos muito que lutar por uma sociedade melhor, por um país mais justo, para que nossos filhos possam viver com mais dignidade. Eu conversei com o governador (Eduardo Riedel) e ele está entusiasmado em participar, e tem o acesso que também vai continuar pelo Pantanal, que está com metade pronta. Mas o importante é que cada um cuide da sua parte para que nós possamos fazer um projeto único que sirva o povo do Mato Grosso do Sul, que sirva o país e que sirva as futuras gerações”, disse José Múcio, ministro da Defesa.

A construção data de 1775 – na margem direita do Rio Paraguai, próximo à tríplice fronteira com a Bolívia e o Paraguai – e foi tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1974.

“Com esta celebração dos 250 anos do Forte, damos um exemplo para o Brasil de como a gente integra a sociedade, com o Estado e o Exército Brasileiro. Com respeito, continuidade e comprometimento, para preservar esse patrimônio, valorizar a cultura para que as pessoas possam visitar e ver o que aconteceu no passado e como isso foi importante para a integração no Brasil. É uma aula de história e cidadania, com tolerância, respeito, integração”, disse o general Tomás Paiva, comandante do Exército.

Ao longo de sua trajetória, a fortaleza testemunhou diversos conflitos, como a Guerra da Tríplice Aliança, em 1864, e se consolidou como base de apoio em operações das Forças Armadas no combate a ilícitos fronteiriços e na proteção do Pantanal, incluindo ações de prevenção e controle de incêndios florestais.

A propriedade da construção é do Exército, que mantém uma guarnição na área, que tem uma vila de moradores devotos à Nossa Senhora do Carmo, padroeira do local, onde anualmente se comemora sua festa religiosa (16 de julho), uma das mais antigas do Estado.

Com a reforma ampla, o Forte estará apto a pleitear o título de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), fortalecendo sua relevância histórica, cultural e estratégica.

“Estamos com o Governo do Estado nos apoiando. A intenção é que o Forte se torne efetivamente um patrimônio mundial”, disse o general e comandante do CMO, Alcides de Faria Júnior.

Também participaram da solenidade o vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha) e os secretários Antonio Carlos Videira (Sejusp), Jaime Verruck (Semadesc) e Marcelo Miranda (Setesc), além do presidente do TJMS (Tribunal de Justiça de MS), desembargador Dorival Pavan e o presidente da ALEMS (Assembleia Legislativa de MS), deputado estadual Gerson Claro, e outras autoridades militares do país.

A comemoração teve início na sexta-feira (19), em Corumbá, com um concerto da banda do CMO, realizado na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. E no sábado (20) uma cerimônia militar encerrou o evento, com show do cantor sul-mato-grossense Almir Sater, realizado às margens do Rio Paraguai.

Restauração

O Governo do Estado é parceiro da iniciativa garantindo o acesso terrestre ao monumento, por meio da implantação da MS-454, obra de R$ 40 milhões que visa fomentar o potencial turístico sustentável do Forte de Coimbra, promovendo a preservação histórica e cultural, a educação patrimonial, reforçando a imagem de Mato Grosso do Sul e do Brasil no cenário internacional.

“Nós, enquanto poderes constituídos e responsáveis pela condução do Estado, temos obrigação de viabilizar, restaurar o Forte e potencializar para o Brasil e o mundo. A nossa história é importante para o país e para o Mato Grosso do Sul. Fico muito emocionado de estar no Pantanal, e por toda a celebração pelos 250 anos de Forte Coimbra, e a revitalização. E convido a iniciativa privada a participar desse processo, porque é um monumento que certamente vai ser reconhecido pela Unesco, o processo já está avançado, é uma referência global para a história da América do Sul. O Exército Brasileiro tem sido um grande parceiro, no processo como um todo de elaboração do projeto, da empresa que está assessorando, que fez o projeto de revitalização e restauração. Então, é um patrimônio do Brasil que o Exército tem um carinho enorme por ele e nós também. A parceria é mais do que natural e nós seguimos firmes para viabilizar essa restauração e a valorização desse ativo histórico que o Mato Grosso do Sul detém”, disse Riedel.

A restauração foi contratada pelo Iphan e viabilizada por meio de um acordo entre CMO e a APPA (Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes), que fará a captação de recursos por meio da pela Lei de Incentivos.

História

A fundação do Forte começou em 1775, quando o capitão Matias Ribeiro da Costa foi designado pelo Capitão-General da Capitania de Mato Grosso, Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, para erguer uma fortificação estratégica que assegurasse a presença portuguesa e mantivesse os espanhóis afastados.

Inicialmente, o Forte, era modesto, com uma paliçada de troncos de carandá e construções cobertas de palha. Em 1797, o tenente-coronel Ricardo Franco de Almeida Serra assumiu o comando do Forte e projetou uma nova estrutura em pedra e cal, de forma inovadora e estratégica, adaptando a construção às curvas da colina à beira do rio Paraguai.

Em 1801, durante a guerra entre Portugal e Espanha, Ricardo Franco reorganizou as defesas com aproximadamente 50 soldados e 60 civis, enfrentando quatro navios espanhóis com cerca de 900 combatentes. Após nove dias de cerco, o Forte resistiu, consolidando sua importância estratégica.

Décadas depois, em 1864, o Forte voltou a ser atacado por forças paraguaias na Guerra da Tríplice Aliança. Com cerca de 150 militares, 20 indígenas aliados e famílias residentes, a resistência contribuiu para a sobrevivência de todos.

A imagem de Nossa Senhora do Carmo, erguida pelo corneteiro Verdeixas, surpreendeu os atacantes e a desistência do ataque foi atribuída à proteção divina. O Forte permaneceu sob domínio paraguaio por quatro anos e foi reconstruído em 1868 pelos brasileiros, nos moldes no qual se encontra atualmente.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom 

 

Câmara aprova convocação da Chefe do Transporte Escolar para prestar esclarecimentos

Câmara aprova convocação da Chefe do Transporte Escolar para prestar esclarecimentos

Os vereadores aprovaram, durante a sessão ordinária do dia 22 de setembro, requerimento que convoca a Chefe do Transporte Escolar, Jéssica Rios Rojas, para comparecer em sessão do Legislativo Municipal, dentro do prazo regimental.

A convocação tem como objetivo oportunizar à Casa de Leis esclarecimentos sobre a prestação do serviço de transporte escolar no município. O setor é considerado fundamental para garantir o direito à educação, especialmente aos alunos residentes na zona rural e em localidades mais distantes.

Na oportunidade, a responsável deverá apresentar informações detalhadas sobre a atual situação da frota, rotas atendidas, manutenção dos veículos, cumprimento dos contratos, além dos principais desafios enfrentados pela gestão do transporte escolar.

O requerimento é de autoria dos vereadores Johnys Hemory Denis Basso, Flávio Lopes Lemes, Mathaus Lino Duarte, Jeronimo Ferreira, Geferson Vieira e Vinicius Godoy .