Dr. Marcos Estevão Moura: Foto Marcos Estevão -crédito Raquel de Souza
Dr. Marcos Estevão Moura reúne em dois volumes parte do conhecimento adquirido em 30 anos de trabalho com dependentes químicos
No mês de junho, desde 1999, é organizada nacionalmente a “Semana Nacional Antidrogas”, com o objetivo de conscientizar os brasileiros nocombate às drogas. Para contribuir na disseminação do conhecimento sobre a dependência química, o psiquiatra Marcos Estevão Moura reuniu em dois livros parte do conhecimento adquirido em 30 anos de trabalho nessa área, e pretende ajudar não só os dependentes químicos, mas também os familiares e a sociedade em geral.O lançamento dos livros “Meu nome é Romualdo” e “Dependência química, uma prisão de ponta cabeça”, será realizado nesta quinta-feira (09), às 19 horas, na Associação Médica de Mato Grosso do Sul.
O livro intitulado “Meu nome é Romualdo” conta a história de um dependente químico que, apesar de vivenciar muitas dificuldades, consegue alcançar um final feliz na luta contra as drogas. “A história de Romualdo é a história de muitos dependentes químicos. Acho que o livro pode ajudar o público em geral a conhecer o que é a dependência química, a encarar isso como uma doença”, explica o especialista. Na luta contra as drogas, o personagem se utiliza de diversas ferramentas como o tratamento médico e psicológico, os grupos de apoio e a religião. “O tratamento da dependência é uma guerra de amplas frentes, então quanto mais ferramentas o dependente utilizar mais fácil é o tratamento”, completa.
No segundo livro, intitulado “Dependência química, uma prisão de ponta cabeça”, o personagem Romualdo aborda diversos aspectos da dependência química, como a abstinência, as recaídas de comportamento, o tratamento, a internação compulsória, na visão de quem já vivenciou todo o processo, evitando a linguagem técnica geralmente utilizada nos livros acadêmicos. “As taxas de sucesso no tratamento da dependência química ainda são baixas, mas com obras como essa podemos contribuir para que os trabalhos com prevenção e tratamento ganhem a importância que merecem”, define Marcos Estevão.“Há 30 ano a OMS (Organização Mundial de Saúde) dizia que menos de 5% dos dependentes conseguiria sair das drogas, hoje já quadruplicamos esse percentual”, comemora o médico.
Sobre o autor: O psiquiatra Marcos Estevão Moura se formou em 1983 no estado do Pará. Chegou a Campo Grande em 1993 e aqui começou a trabalhar mais de perto com dependentes químicos. Foi diretor da Comunidade Terapêutica Arthur Vasconcelos Dias, e um dos responsáveis pela abertura do setor de dependência química da Clinica Carandá. Atualmente além de clinicar é conselheiro do Conselho Estadual Antidrogas de Mato Grosso do Sul, convite que recebeu devido ao consistente trabalho realizado com dependentes químicos por mais de 30 anos. “Eu não escolhi a dependência química, os dependentes químicos é que me escolheram, talvez por eu ter a sensibilidade de estar com eles durante as quedas, durante as recaídas, e estar disposto a acompanha-los nesses momentos”, explica.
Serviço: O lançamento dos livros “Meu nome é Romualdo” e “Dependência química, uma prisão de ponta cabeça”, publicados pela Life Editora, será realizado nesta quinta-feira, dia 09 de junho, às 19 horas, na Associação Médica de Mato Grosso do Sul, localizada na Rua Desembargador Leão Neto do Carmo, 155 – Parque dos Poderes.
Lideranças femininas são homenageadas por Chadid no “Dia do Pastor Evangélico”
As pastoras Roseli Padilha Galesk Clavicu e Rosângela dos Reis Pereira Catócio, da Igreja Palavra de Cristo para o Brasil, foram homenageadas pelo vereador José Chadid, nesta segunda-feira, 06 de junho, durante solenidade em comemoração ao Dia do Pastor Evangélico. A data foi instituída no município pela Lei 4.384 de 2006.
A pastora Roseli é coordenadora de ações sociais para o desenvolvimento das mulheres das quais é líder; Rosângela também é líder e coordena trabalho social e econômico destinado aos jovens.
”Ambas são responsáveis por trabalhos muito importantes, principalmente no atendimento e desenvolvimento das mulheres e jovens”, disse o parlamentar a respeito das homenageadas. Ele destacou a dedicação às ações que realizam e com amplo alcance, atingindo diversas famílias e seus lares.
Foram anos de luta dos servidores do judiciário federal
Servidores do poder judiciário federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul e de todo país estão em festa com a aprovação pelo Plenário da Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 2648/15, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê reajuste de aproximadamente 41,47% para os servidores do Judiciário da União.
A aprovação foi no final da noite de ontem e madrugada de hoje e o aumento será dado de forma escalonada, em oito parcelas, de junho de 2016 a julho de 2019. A matéria agora será enviada ao Senado, para aprovação. “Foi sem dúvida alguma, uma grande vitória. Foram anos e anos de luta para conseguirmos esse benefício que não nos é dado há nove anos”, afirmou José Carlos de Oliveira, coordenador do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul – Sindjufe/MS.
O deputado federal Carlos Marun (PMDB) foi um dos apoiadores dessa proposta. Ele afirmou que ao contrário do que muitos estão dizendo, inclusive por intermédio da mídia, esse reajuste e outros às demais categorias de servidores públicos federais, já estava previsto no orçamento da União e que “o governo não pode e não deve alicerçar um plano de ajuste fiscal num arrocho salarial dos servidores”.
Marun disse também que os servidores precisam trabalhar motivados para exercer bem suas funções e que 8, 9 anos sem reajuste é muito prejudicial para as categorias.
Esta semana em Brasília, os coordenadores do Sindjufe/MS, Antônio César Amaral Medina, Eliezer Inácio de Oliveira e Gabriel Vargas Goulart, trabalharam intensamente nos gabinetes parlamentares, não apenas da bancada de MS, para pedir apoio para a aprovação dos projetos de reajuste salarial às categorias que o sindicato representa.
“Valeu o esforço de cada um nesses últimos anos, para que pudéssemos alcançar essa vitória hoje”, afirmou hoje pela manhã, de Brasília, Gabriel Goulart.
REAJUSTES – O vencimento básico dos cargos de analista, técnico e auxiliar judiciários, por exemplo, terá aumento inicial de 1,5% até chegar a 12%. Já a Gratificação Judiciária, hoje correspondente a 90% do vencimento básico, chegará gradualmente a 140%, em janeiro de 2019.
A proposta tem impacto orçamentário para 2016 de R$ 1,160 bilhão. De acordo com o STF, houve negociação com o Poder Executivo para garantir os recursos para o reajuste a partir de 2016, sendo que o impacto financeiro total ocorrerá apenas a partir de 2020.
O projeto também concede, a partir de janeiro de 2016, reajuste de até 25% para os cargos em comissão, mesmo percentual usado para comissões do Executivo.
Também pela proposta, técnicos judiciários com curso superior receberão 5% como adicional de qualificação. Atualmente, a Lei 11.416/06, que trata das carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União, garante esse adicional só para servidores com mestrado, doutorado ou especialização.
Conforme a justificativa do STF, o projeto visa repor perdas inflacionárias e busca solucionar a defasagem existente em relação a outras carreiras públicas. O Supremo aponta que a remuneração do final da carreira de analista judiciário não chega ao valor inicial de carreiras semelhantes no Legislativo e no Executivo. Essa defasagem estaria induzindo, de acordo com a justificativa, uma alta rotatividade no âmbito do Judiciário, comprometendo a celeridade e a qualidade da prestação jurisdicional.
14 PROJETOS APROVADOS – Ao todo, foram aprovados 14 projetos de lei com recuperação salarial para diversas categorias dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
Esses reajustes foram negociados desde 2015 com o governo da presidente Dilma Rousseff, agora afastada devido ao processo de impeachment, mas foram assumidos pelo presidente interino Michel Temer.
O único projeto que ficou para depois é o PL 7922/14, da Defensoria Pública da União, que estrutura carreiras do órgão. A retirada foi a pedido da própria DPU.
A maior parte dos projetos precisa passar ainda por votação no Senado. O único projeto que irá a sanção é justamente o que aumenta a remuneração dos servidores daquela Casa (PL 4244/15), pois já foi votado lá e não teve mudanças na Câmara.
Com o aumento do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que chegará a R$ 39.293,38 em 2017, esse será o novo teto de remuneração do funcionalismo público.
Campo Grande (MS) – Com fechamento realizado na noite de ontem (31), no teatro Almir Sater, do Centro Universitário Anhaguera/Unaes, na Capital, o Maio da Diversidade divulgou seu balanço final com mais de 380 pessoas atendidas nas regiões de Corumbá, Coxim, Três Lagoas, Nova Andradina e Dourados. O Centro de Referência e Combate à Homofobia (CentrHo), vinculado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), reuniu em suas ações, poder público e sociedade civil com o propósito estimular a educação para a cidadania e uma cultura de paz, com respeito à diversidade, por meio da disseminação de informações sobre os temas da sexualidade e identidade de gênero.
Em sua fala no evento, a secretária da Sedhast, Elisa Cleia Nobre, destacou a grande importância de se debater temas em todos os níveis da sociedade. “As políticas públicas vão ganhar força e se desenvolver com primazia a partir do momento em que ações como essas forem ainda mais ampliadas. Debater e dialogar são sempre uma forma positiva de construção”, disse.
Coordenadora do CentrHo detalhando as ações do Maio da Diversidade
Durante o mês também foram emitidas 35 carteiras de nome social, conforme a coordenadora do CentrHo, Neuza Lima, que acrescentou a grande mobilização, construção dos direitos humanos e a formação de multiplicadores das informações, como fatos positivos nas ações do mês.
Também participou do evento o representante do Ministério Público de MS, Francisco Neves; a coordenadora municipal de Políticas Públicas LGBT, Cris Stefanny; além de representantes do Centro Universitário Anhaguera/Unaes, da Polícia Militar e dos movimentos LGBT.
Maio da Diversidade
O Dia Estadual de Combate à Homofobia é todo o dia 17 de maio e em alusão a esta data, comemora-se internacionalmente o dia contra a homofobia ou a LGBTfobia, data importante, pois no ano de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou o termo homossexualidade de sua lista internacional de doenças mentais.
O Governo Estado do Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria Estadual de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), realiza todo ano neste mês ações informativas e preventivas ao publico LGBT e aos profissionais que atendem este público.
Texto e fotos: Leomar Alves Rosa (Assessoria Sedhast)
Primeira-dama Fátima Azambuja realiza mobilização da Campanha do Agasalho em secretarias
Campo Grande (MS) – A 2° edição da Campanha do Agasalho dos Servidores Públicos de Mato Grosso do Sul teve nesta quarta-feira (1°) a realização de uma série de visitas da 1ª dama, Fátima Azambuja e do secretário de Estado de Administração e Desburocratização (SAD), Carlos Alberto de Assis, as secretarias de Fazenda (Sefaz), Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast) e à Procuradoria Geral do Estado (PGE).
O objetivo foi arrecadar e agradecer aos servidores pelo empenho e pela participação através das doações na campanha. A primeira-dama Fátima Azambuja ressaltou que nesse ano o sucesso da campanha vem se repetindo como em 2015, e anunciou a doação de cerca de 80 mil cobertores para todos os municípios do Estado.
“A ideia de doar cobertores a todos os nossos municípios foi muito bem aceita pelo governador Reinaldo Azambuja, e já estamos trabalhando com esse objetivo, que é de arrecadar o maior número possível de peças para atender as associações e a comunidade”, disse.
Na terça-feira (31), a Campanha do Agasalho dos Servidores Públicos recebeu a doação de 500 mantas de microfibra do Grupo Eldorado Brasil. As doações vão até o próximo dia 9 e todos podem participar doando agasalhos e cobertores para a campanha.
Leandro Ferreira, da Subsecretaria de Comunicação do Governo do Estado
Ontem fui surpreendido com a divulgação de que meu nome foi incluído em denúncia do Ministério Público no que se denomina de Operação Coffe Break.
Minha surpresa decorre do fato de que está havendo equívoco sério da parte do órgão acusador.
Votei pela cassação porque estava (e continuo) convencido de que Alcides Bernal violou a legislação vigente e desatendeu os preceitos legais da probidade.
Conheço bem o assunto, porque fui membro da CPI que levou à instauração do processo de cassação do mandato. Sou da área jurídica e sei compreender quando um chefe do executivo desrespeita suas obrigações legais. Não me arrependo do meu voto (basta ver o caos que virou Campo Grande, na administração atual).
Sempre me antecipei à investigação do Ministério Público. Prestei declarações. Entreguei celular. Forneci documentação bancária. Abri meu sigilo bancário, telefônico e fiscal. Tudo para colaborar, esperando que o órgão, no meu caso, tivesse uma atuação imparcial e isenta, compreendendo a importância do voto democrático que proferi na Câmara de Vereadores.
Não é o que aconteceu. Meus argumentos não foram considerados. As informações que prestei foram ignoradas. Fui envolvido em algo de que não participei.
Sou um jovem político que procura honrar a decência na política.
Esforçarei-me na defesa que logo apresentarei ao Judiciário, que saberá atuar com imparcialidade e independência, como é da sua tradição.
O que espero é que o órgão acusador, após todo esclarecimento, dê a mesma ampla divulgação ao fato novo, reconhecendo seu erro. E que também empregue o mesmo rigor no exame das condutas do prefeito de nossa cidade.
Continuo firme e vigilante às questões importantes de nossa cidade.