out 15, 2018 | Brasil
RIO — Manifestantes que participam da “Marcha das Vadias” na tarde deste sábado quebraram imagens sacras na Praia de Copacabana, onde milhares de peregrinos aguardam o início da vigília da Jornada Mundial de Juventude (JMJ). A ação partiu de um casal que estava pelado, tampando os órgãos sexuais com símbolos religiosos, como um quadro com a pintura de Jesus Cristo.
Esculturas de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima foram destruídas. Em um ponto do protesto, eles juntaram cruzes, jogaram camisinhas em cima e começaram pisar nos artigos religiosos. Um dos manifestantes chegou a botar um preservativo na cabeça de Nossa Senhora.
A Marcha das Vadias seguiu do Posto 5, em Copacabana, para Ipanema. A aproximadamente 2,5 quilômetros da casa do governador Sérgio Cabral, um pequeno grupo tentou convencer manifestantes a caminharem até a residência do governador Sérgio Cabral, no Leblon, mas a passeata acabou voltando para Copacabana. Um grupo chegou a protestar em um local próximo a hospedagem da Comitiva do Vaticano, e seguiu em direção à Avenida Princesa Isabel. Os manifestantes chegaram até o cruzamento da Avenida Prado, e após um acordo com a Força Nacional, terminaram o protesto de maneira pacífica por volta das 23h. Segundo a Polícia Militar, o ato chegou a reunir mil pessoas.
As integrantes do movimento fazem críticas ao Papa Francisco, à Igreja e ao governador do Rio, Sérgio Cabral. Elas gritam frases como “A verdade é dura, Papa Francisco apoiou a ditadura”, “Não é mole não, a igreja apoiou a inquisição”, e “Cabral, chuta que é macumba”. Vestidas de biquini e sutiãs, a maioria das manifestantes utilizavam adornos em forma de diabinhos, enquanto outros usavam máscaras. Quando manifestantes tentaram se aproximar do palco da Jornada Mundial da Juventude, foram impedidos por agentes da Força Nacional, que montaram uma barreira humana nas areias da praia. Os fiéis, do outro lado, respondem, rezam, e alguns até tiram fotos.
— A juventude tem direito de protestar, mas o que está rolando é um desrespeito com o movimento dos outros. Cada um tem seu espaço — reclamou a peregrina Mariana Dutra, de 18 anos, do Mato Grosso.
Pela tarde, ao se deparar com o protesto, peregrinos confrontaram a passeata cantando “Esta é a juventude do Papa”, frase que virou uma espécie de grito de guerra dos jovens. Um grupo de argentinos decidiu passar pelo meio da manifestação. Manifestantes responderam gritando palavras de ordem, como frases a favor da camisinha. Alguns católicos que passavam pelo local criticaram o movimento.
— Acho um desrespeito. Eles poderiam fazer em outro lugar ou em outro momento. A JMJ é um momento nosso — disse Júlia de Moura, de 17 anos.
A passeata deixou o Posto 5, onde estava concentrada, por volta de 15h, com 450 pessoas, que se misturavam aos peregrinos. Bandeiras do movimento LGBT e de partidos políticos podiam ser vistas com o grupo. Algumas manifestantes levavam cartazes com frases como “Meu corpo não pertence à Igreja” e “Sou cristão e apoio a Marcha das Vadias”, enquanto outras exibem os seios nus.
Apesar das imagens quebradas, o clima entre manifestantes e católicos, no entanto, é tranquilo. Muitos peregrinos não se dizem incomodados com a manifestação. Enquanto a passeata seguia, três senhoras rezavam com terços na mão. Eulália Cabral, de 56 anos, chegou a abraçar alguns manifestantes. Ela disse que não estava constrangida com o ato:
— Vim para ver o Papa, acabei vendo a manifestação. Não tenho nenhum constrangimento. Vivemos em país democrático. Eles são livres para se manifestarem. A causa é válida, mas não acho que isso tem que ser feito dessa forma. Continuarei aqui rezando. A minha fé não se abala.
Marco Rocha, que integra o grupo da “Marcha das Vadias”, disse que foi “super bem tratado” pelos peregrinos, que até foto fizeram deles:
— A marcha acontece todos os anos em Copacabana nesta mesma data. Este ano foi cancelada por conta da JMJ. Mas resolvemos vir mesmo assim.
O grupo “Católicas pelo Direito de Decidir”, favorável à “Marcha das Vadias”, distribuía uma carta aberta ao Papa Francisco chamada “Queremos uma nova Igreja”.
— A gente segue o legado de Jesus Cristo, ele pregava a vida. Somos a favor do direito reprodutivo e da vida das mulheres. A maioria das mulheres que sofrem aborto são católicas, temos que preservá-las — afirma Valéria Marques, uma das organizadoras do movimento.
Manifestantes justificaram a passeata bem no momento da realização de um evento católico. Alexia Ferreira, de 27 anos, explica que a intenção do protesto é incentivar o debate:
— Não se prode promover um evento com uma única ideia. O ato é uma tentatativa de diálogo.
Joana Moraes, de 22 anos, também defendeu a “Marcha das Vadias”:
— Não queremos confronto, tanto é que a organização da passeata decidiu ir na direção contrária dos peregrinos.
Princípio de confusão em protesto após a Via Sacra
Nesta sexta-feira, um protesto após o término da Via Sacra, realizada na Avenida Atlântica, teve um princípio de confusão depois de um manifestante, exaltado, discutir com um policial que tentava revistá-lo. O protesto começou por volta das 17h, quando um grupo de 50 pessoas se reuniu em frente à estação Cardeal Arcoverde com faixas e cartazes contra o governador Sérgio Cabral.
À noite, quando o número de manifestantes já tinha subido para cerca de 300 pessoas, o grupo seguiu pela Barata Ribeiro em direção à Avenida Atlântica. Lá, cerca de 70 homens da Força Nacional formaram um cordão de isolamento para impedir a passagem dos manifestantes na orla. Um grupo chegou a tentar invadir a área reservada para a imprensa, mas foi impedido pela polícia.
Sob chuva, o grupo seguiu pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana em direção a Ipanema, mas depois deu meia volta. Eles atravessaram o Túnel Velho e entraram em Botafogo, seguindo em direção à Lapa. Fiéis que assistiram à encenação da Via Sacra na Praia de Copacabana tentam desviar do caminho do protesto, que terminou de forma pacífica.
set 13, 2018 | Brasil

Blogueira Camila Nunes lança primeiro livro para peles negras – ‘A Beleza para todas as cores’
A blogueira do CCB Digital, Camila Nunes realizou na tarde desta quarta-feira (12) uma festa em comemoração ao lançamento do primeiro livro para peles negras, de nome ‘A Beleza para todas as cores’.
Amigos, familiares e diversas blogueiras fizeram questão de prestigiar o evento, que foi realizado no ‘La Carrosse’, um elegante e charmoso espaço para eventos sociais e corporativos, contendo um belo jardim que remete à sensação exclusiva do aconchego rústico em meio a cidade.
Entre os convidados estavam as diretoras e fundadoras da CBB digital, Ana Jacobs e Dani Sanches, que fizeram questão de dar um abraço em Camila.
O livro conta um pouco da história da influenciadora, como tudo começou e, claro, está recheado de dicas de beleza para peles negras. Para Camila, a publicação é um grande marco, pois ele também tem como objetivo inspirar outras meninas e mulheres, por meio da automaquiagem. “Precisamos nos empoderar e reconhecer o quanto somos belas. Publicar esse livro não é uma conquista apenas minha, é nossa”, comenta a autora.
Camila possui um canal no Youtube e também um blog que leva o seu nome. Em ambos os meios de comunicação, é possível conferir diversas dicas que vão desde beleza, maquiagem e moda até organização. “Na internet e também no meu livro eu consigo dividir as minhas experiências com outras pessoas, principalmente, como eu me descobri e me encontrei com a maquiagem”, finaliza Camila.
A autora se orgulha do sucesso que vem alcançando e das oportunidades que surgiram com muita luta e determinação. As leitoras poderão ainda conferir no livro os desafios encontrados por ela no caminho e como foi cada vitória.
Crédito das Fotos: Renato Cipriano / Divulgação
set 11, 2018 | Brasil

Após perder vários papéis em novelas devido a calvície, ator Diego Cristo se submete a transplante capilar
Neste último domingo (09), o ator e modelo Diego Cristo, realizou um de seus maiores sonhos, que foi se submeteu a realização de um transplante capilar na Clínica Ruston, situada no bairro de Cidade Jardim, na zona sul da capital de São Paulo.
Diego se emociona e chora ao lembrar que já fez muito sucesso como modelo internacional e garoto propaganda de vários anúncios em revistas e televisão, além de ter atuado em várias novelas nas principais emissoras, como “Insensato Coração”, “Salve Jorge”, “Além do Horizonte”, além de minisséries como “Louco por Elas” e “Dupla Identidade”, todas exibidas pela Rede Globo e teve a sua última atuação na novela “Carinha de Anjo” exibida no SBT, e se deparou aos 39 anos de idade, perdendo vários papéis importantes na televisão ao ser reprovado nos testes pelo simples fato que estava ficando calvo.
Com poucos médicos que realizam a técnica FUE (extração de unidades foliculares), o procedimento é realizada sem cicatriz linear e sem corte, considerada relativamente nova no Brasil, sendo que a clínica escolhida pelo ator, foi a primeira a realizar esta técnica em nosso país, sendo a segunda no mundo.
É um método de se obter cabelo da área doadora para o transplante capilar no qual as unidades foliculares de 1, 2 e 3 fios são removidas uma a uma diretamente da área doadora, com o uso de punches de 0,7 a 0,8 milímetros de diâmetro, sem a necessidade de incisão, portanto não existe cicatriz linear.
A cirurgia possui o tempo de 9 horas e foi realizada pelo cirurgião plástico Dr.Antonio Ruston.
“Ontem realizei um sonho, me emociono até de falar… Fiz o Transplante Capilar FUE com o Dr.Antonio Ruston, que é o pioneiro na técnica fio a fio sem corte. É extremamente maravilhoso, pois não fica nenhuma cicatriz. Sem dizer que a equipe é top, me tratou com maior cuidado até quando raspou minha cabeça, pois imagina um ator, modelo e empresário perder trabalhos porque estava ficando calvo? Pois é… Isso aconteceu comigo, porém graças a Deus encontrei um anjo que é o Dr Ruston e devo a ele muita gratidão”, declarou Diego Cristo.
O ator que não vê a hora de poder voltar atuar nas novelas, ainda complementou “Muito obrigado Doutor! Mesmo sabendo que será um dia após o outro, já estou extremamente feliz de realizar meu sonho!”.
Crédito das Fotos: Renato Cipriano / Divulgação
ago 29, 2018 | Brasil

Índios e produtores são vítimas do governo federal, diz Mara Caseiro
A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) afirmou nesta terça-feira (28) que tanto indígenas quanto produtores rurais são vítimas do governo federal, que não toma providências para dar fim à guerra no campo. O assunto foi abordado no plenário da Assembleia Legislativa por conta de operação do Batalhão de Choque da Polícia Militar na Fazenda Santa Maria, em Caarapó.
A equipe estava no local desde domingo, quando pelo menos cem índios Guarani-Kaiowá invadiram a propriedade. Os policiais deixaram o local nesta manhã.
Áreas ao redor da fazenda foram queimadas e a sede foi saqueada. Porcos, gêneros alimentícios, móveis e até uma geladeira teriam sido roubados. O Batalhão de Choque foi acionado após funcionários serem feitos reféns e a sede da fazenda ser saqueada.
“Vimos uma grande truculência nessa invasão. Os produtores foram agredidos em seu direito. Vi mãe de família chorando devido ao que aconteceu dentro de sua casa. Temos duas vitimas em potencial, o índio e o produtor rural. É absurdo o que acontece no nosso País, primeiro pela enganação que muitas vezes fazem com o nosso indígena, e depois pelo desrespeito ao nosso trabalhador rural, que trabalha, se dedica, que leva o alimento à nossa mesa”, afirmou Mara Caseiro.
Os indígenas permanecem ocupando a fazenda, que é propriedade de um médico residente em São Paulo. No momento, é esperada a chegada da Força Nacional de Segurança Pública para negociar a saída dos indígenas de forma pacífica.
A deputada defendeu o resgate da ordem, uma vez que já há decisão judicial para que os índios deixem o local, que fica nos fundos da aldeia Tey Kuê.
“Houve uma decisão judicial, e ela tem de ser cumprida. Esse país tem que resgatar a ordem. Estamos em um país com ordenamento jurídico. Seja indígena ou produtor rural, a ordem precisa ser cumprida”, enfatizou.
Para Mara Caseiro, é preciso com urgência que seja iniciada uma reforma agrária indígena no País, para que eles tenham direitos e deveres como todo cidadão brasileiro.
“Hoje o indígena briga por uma causa que nem é dele, porque ele nem é dono das terras. Terra indígena tem que ser do índio, ele precisa ter o titulo da sua terra, como todo e qualquer cidadão brasileiro”, finalizou.
jul 31, 2018 | Brasil

Pai filma estupro da própria filha e diz: ‘ela é esperta’
Um pai tentou responsabilizar a filha de seis anos, vítima de estupro, pelo crime. Luís Carlos da Silva, 32, foi preso no sábado (21) após ser acusado de estuprar a menina e filmar os momentos íntimos com a menor de idade com a câmera de um celular. O crime foi registrado no bairro Jardim Icaraí, em Várzea Grande, no Mato Grosso.
De acordo com informações da Polícia Civil (PJC), o homem já tem passagens criminais na polícia. O caso chegou ao conhecimento da família, depois que a prima do suspeito viu as imagens e encaminhou para a mãe da vítima. Ela rapidamente foi até a delegacia e registrou o estupro
Em depoimento, a mulher contou que se separou do acusado há pelo menos 7 meses.
Em uma entrevista ao programa Cadeia Neles (TV Vila Real), Luís confessou o crime e disse que tem vergonha por ter praticado o ato. Porém, tentou responsabilizar a criança afirmando que ela sabe o que estava fazendo.
“Essa menina é esperta. Ela sabe o que faz. Não sei o que fiz, mas ela que gravou”, disse.
Ainda na entrevista, o homem relatou que a filha foi abusada por um tio alguns meses antes, e, ninguém registrou um boletim de ocorrência contra o acusado.
“Ela é experiente porque presencia as relações sexuais da mãe com o atual namorado”. O caso chocou as autoridades policiais, mesmo diante de tantos casos de violência.
“Por mais acostumados que estamos com esses casos de violência, esse em especial afeta muito o nosso intuito de estar prevenindo, combatendo, ainda mais sendo um caso de família. Revolta tanto a polícia como de modo geral toda a sociedade e não se admite esse absurdo”, disse o investigador da PCJ, Celso Figueiredo.
Luís foi detido e autuado por estupro de vulnerável.
Fonte: Gazeta Digital