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Bela Vista-MS Quinta-Feira, 25 de Junho de 2026
Abertas as inscrições para músicos temporários do CMO

Abertas as inscrições para músicos temporários do CMO

Com seis vagas para atuação em Campo Grande, começa nesta segunda-feira (3) as inscrições para cabos músicos temporários do Exército Brasileiro.

Segundo a publicação, os profissionais precisam ter ensino fundamental, com conhecimento comprovado na área de musical, para ocupar os cargos na Base de Administração e Apoio do CMO (Comando Militar do Oeste).

As vagas são para um músico por instrumento, que são eles: trombone, tarol, caixa surda, clarinete soprano, saxhorne barítono em Sib e horn em Sib, Mib e Fá.

Para os interessados, as inscrições serão recebidas até o dia 17, na Avenida Duque de Caxias, nº 1628, bairro Amambaí, se segunda a quinta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 16h30, nas sextas-feiras das 8h às 11h30.

Os candidatos serão submetidos a pesquisa social, entrevista e verificação dos requisitos, avaliação prática, escrita e oral, inspeção de saúde, teste de aptidão física, conferência de documentação e análises das avaliações, além de mudanças de qualificação militar, convocação e incorporação.

Confira o edital de abertura para mais informações.

Casal de lésbicas mata, degola e esquarteja criança no Distrito Federal

Casal de lésbicas mata, degola e esquarteja criança no Distrito Federal

Casal de lésbicas mata

Duas mulheres são acusadas de matar esfaqueada uma criança de 9 anos, na noite dessa sexta-feira (31), na cidade de Samambaia Norte, no Distrito Federal . Casal de lésbicas mata…

O corpo do menino foi decapitado e apresentava sinais de queimaduras. Uma das suspeitas, Rosana Auri da Silva Candido era mãe da vítima, Rhuan Maycon da Silva Castro. Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa, 28 anos, seria companheira dela. O crime ocorreu por volta das 21h e é investigado pela 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte).

O assassinato teria acontecido enquanto o garoto dormia. Segundo o delegado-chefe adjunto da 26ª DP, Guilherme Sousa Melo, depois de o matarem com golpes de faca, as mulheres o teriam esquartejado e tentado queimar partes do corpo na churrasqueira da residência.

Para se desfazerem do cadáver, elas o teriam colocado em malas. No entanto, ao passarem em um campo de futebol, algumas pessoas teriam desconfiado da cena e chamado a polícia.

Os policiais encontraram as duas em casa com uma menina de 8 anos, filha de Kacyla. Os restos mortais de Rhuan foram localizados em dois endereços: no lote onde moravam, na QR 619, e na via pública da QR 425, em frente à creche Azulão. Parte do corpo estava em duas mochilas.

As duas suspeitas foram presas e estão na delegacia. Durante interrogatório, nenhuma teria demonstrado arrependimento. Elas supostamente admitiram não ter a guarda das crianças e haver fugido do Acre sem conhecimento dos respectivos pais. Para não chamar atenção, os filhos não iam à escola há cerca de dois anos.

De acordo com o Conselho Tutelar da cidade, a menina de 8 anos foi encaminhada a um abrigo.

Segundo as investigações, as mulheres moravam na região há cerca de dois meses, oriundas do Acre, e a residência em que vivem tem aspecto de abandono. Cômodos bagunçados e panelas cheias de mofo foram encontradas pelos policiais. Dentro da casa, as duas ainda teriam pintado trechos de passagens bíblicas nas paredes.

De acordo com o delegado, elas planejaram matar o garoto há um mês. Primeiro, pensaram em envenená-lo, mas deliberaram pela facada no peito. Hoje, em depoimento, disseram que decidiram fazer isso porque pretendiam se mudar para outro endereço.

Rosana afirmou ter ódio do filho pelo vínculo com o próprio pai, que a teria maltratado no passado. Para o delegado, a outra criança provavelmente também seria morta.

Crime brutal

A mãe disse que deu a primeira facada. Rhuan teria, então, se postado de joelhos. Segundo o depoimento, Kacyla chegou por trás e tentou “apagar” a criança com um pano embebido em acetona. Na sequência, Rosana acertou mais três facadas nas costas do menino e o decapitou.

Depois, as duas esquartejaram o corpo com as facas e um martelo. Ainda o colocaram na churrasqueira, mas o cheiro ficou forte, o que as fez desistir. Por isso, puseram os restos mortais nas mochilas escolares e nas malas.

O delegado acredita que a menina de 8 anos tenha acordado durante o assassinato, mas ficado em silêncio. A criança foi descrita como muito inteligente e ajudou a polícia a desvendar a dinâmica do crime.

Após 562 anos de sua morte, corpo de Santa Rita de Cássia não se decompõe

Após 562 anos de sua morte, corpo de Santa Rita de Cássia não se decompõe

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Santa Rita de Cássia, nascida Margherita Lotti (Roccaporena, 1381 — Cássia, 22 de maio de 1457), foi uma monja agostiniana da diocese de Espoleto, Itália. Foi beatificada em 1627 e canonizada em 1900 pela Santa Igreja Católica.

Biografia

Santa Rita nasceu em 1381 na cidade de Roccaporena, um pequeno subúrbio de Cássia (Úmbria, Itália). Seus pais, Antonio e Amata Ferri Lotti, eram conhecidos como pessoas nobres e caridosas, que ganharam o epíteto “Conciliatore di Cristo” (em português: “Pacificadores de Cristo”). Religiosa, ainda jovem, Rita desejava entrar para um convento para entregar sua vida totalmente à Cristo. No entanto, acabou por ceder aos constantes pedidos dos seus pais, casando-se com um jovem nobre chamado Paolo Mancini, filho de Ferdinando Mancini – um dos cavaleiros mais ricos e poderosos da região.

Nos primeiros anos de seu casamento, Rita constatou que Paolo era um homem imoral, violento e irascível, tendo inúmeros inimigos na região de Cássia. A santa, no entanto, não desanimou, mas, por amor a Cristo, suportou seus insultos, abusos e infidelidades por muitos anos, orando a Deus e aos santos (em especial, São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino – a quem tinha especial devoção) por sua conversão. Com o tempo, Paolo acabou por mudar de vida, tornando-se um bom marido e renunciando, por ela, a uma antiga disputa familiar conhecida na época como “La Vendetta”. Com ele, Rita acabou tendo dois filhos, Giangiacomo Antonio e Paulo Maria, os quais pode criar na santa fé católica.

Inesperadamente, no entanto, Paolo foi brutalmente assassinado por um homem chamado Guido, membro da família dos Chiqui, adversária dos Mancini, intensificando o sofrimento de Rita, que muito cedo tornava-se viúva. Mesmo agora estando sozinha agora para cuidar de duas crianças pequenas, Rita deu um perdão público – durante o funeral de Paolo – aos assassinos de seu marido. O irmão de Paolo, Bernardo, no entanto, tentou convencer os filhos de Rita a se vingarem da morte do pai quando estes cresceram, convencendo-os inclusive a aceitá-lo como tutor e a abandonar sua casa com Rita para ir morar na mansão dos Mancini.

Rita, temendo que seus filhos perdessem suas almas, tentou persuadi-los a voltar atrás, mas sem sucesso. Assim, ela pediu fervorosamente a Deus que levasse seus filhos, em vez de submetê-los a possíveis pecados mortais e assassinatos. E Deus o fez, levando ambos os seus filhos algum tempo depois, sem que os mesmos tivessem condenado suas próprias almas.

Após a morte do marido e dos filhos, Rita desejou entrar no mosteiro de Santa Maria Madalena em Cássia, mas foi recusada. Embora o convento reconhecesse o bom caráter e piedade de Rita, as freiras tinham medo de se associar com ela devido ao escândalo da morte violenta de seu marido. Novamente recorrendo a oração, Rita implorou a Deus para que a admitisse no Convento. E assim foi feito: numa noite, Rita foi transportada por seus três santos de devoção para dentro do Convento em Cássia, mesmo com todas as portas fechadas.  Pouco tempo depois, foi admitida pela Madre Superiora.

Uma vez religiosa, Rita entregou-se ainda mais a oração e dedicou-se à tarefa de estabelecer a paz entre as partes hostis de Cássia – tendo conseguido, por exemplo, resolver o conflito entre os Chiqui e os Mancinni, que lhe custara tanto o seu marido, quanto os seus filhos. Através da oração constante, Rita fazia muitos milagres, sendo talvez um de seus mais ilustres, a cura de seu cunhado Bernardo, quando este foi infectado pela Peste Negra que invadia toda a Europa da época.

Exemplo de mãe, esposa e religiosa, Rita permaneceu no mosteiro de Santa Maria Madalena, vivendo pela Regra Agostiniana , até sua morte por tuberculose em 22 de maio de 1457.

 

Outros fenômenos extraordinários da vida de Rita

A chaga de Cristo na testa

Quando Rita tinha aproximadamente sessenta anos de idade, ela estava meditando diante de uma imagem de Cristo crucificado. De repente, uma pequena ferida apareceu em sua testa, como se um espinho da coroa que circundava a cabeça de Cristo tivesse se soltado e penetrado em sua própria carne. Foi considerado um Stigmata parciale pelas autoridades romanas, isto é, um sinal externo de sua união com Cristo até a morte dela em 1457.

Na hora de sua morte, as irmãs do convento banharam e vestiram seu corpo para o enterro. Elas notaram, no entanto, que o ferimento na testa continuava o mesmo, com gotas de sangue refletindo luz.

O milagre das abelhas

No dia seguinte ao batismo de Santa Rita, sua família notou um enxame de abelhas brancas voando ao seu redor enquanto ela dormia em seu berço. No entanto, as abelhas entraram e saíram pacificamente da boca sem causar nenhum dano ou ferimento. Em vez de ficar alarmada por sua segurança, sua família ficou perplexa com essa visão. Isso foi tomado para indicar que a carreira da criança deveria ser marcada pela virtude, amor aos sofrimentos de Nosso Senhor e à vida interior.

O milagre das rosas

Quando Rita já estava acamada no convento, perto do fim de sua vida, foi visitada por uma prima de Roccaporena. Ao chegar lá, a mesma perguntou a Santa Rita se ela desejava ver algo de sua antiga casa. Rita respondeu pedindo uma rosa do jardim. Era janeiro, estação em que não há rosas em Cássia. No entanto, quando seu parente chegou na antiga casa de Rita, uma única flor rosa foi encontrada no jardim, e sua prima trouxe de volta para Rita no convento.

O corpo incorrupto

Após seu enterro, o corpo de Santa Rita foi exumado três vezes. Antes de sua beatificação, em 16 de julho de 1627, por ato do Papa Urbano VIII, o corpo foi cuidadosamente examinado e achado perfeitamente como no dia de sua morte, com a pele apresentando ainda a sua cor natural.Conservados nos arquivos da diocese de Spoleto, na Itália, estão ainda muitos outros relatos impressionantes que se deram ao longo destes séculos: os olhos da santa que se teriam aberto sozinhos, por exemplo, e o seu corpo inteiro que se teria movido, dentro do sarcófago, de um lado para o outro, chegando mesmo a levitar até o topo da urna, na presença de várias testemunhas.

Embora tenha perdido em parte sua coloração natural, mesmo 562 anos depois de sua morte, o corpo de Rita permanece incorrupto e se encontra exposto e disponível ao público na Basílica de Santa Rita em Cássia, na Itália.

Oração a Santa Rita

Rita é considerada a Santa dos casos impossíveis, pois tudo conseguia através da oração. Ora, se em vida tudo Deus lhe dava, agora, mais próxima do que nunca a Deus Nosso Senhor, protege e ora por todos aqueles que imploram sua proteção. Oremos:

Ó Poderosa e gloriosa Santa Rita, eis a vossos pés uma alma desamparada que necessitando de auxílio, a vós recorre com a doce esperança de ser atendida por vós que tem o título de Santa dos Casos Impossíveis e Desesperados.
Ó cara santa interessai-vos pela minha causa, intercedei junto a Deus para que me conceda a graça que tanto necessito (faça o pedido).
Não permitais que tenha de me afastar de vossos pés sem ser atendido.
Se houver em mim algum obstáculo que me impeça de alcançar a graça que imploro, auxiliai-me para que o afaste.
Envolvei o meu pedido em vossos preciosos méritos e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus, em união com a vossa prece. Ó Santa Rita, eu ponho em vós toda a minha confiança. Por vosso intermédio, espero tranquilamente a graça que vos peço.

Santa Rita, Advogada dos Impossíveis, rogai por nós.”

TV Canção Nova supera audiência da Globo durante o Fantástico pela terceira semana seguida

A TV Canção Nova bateu um recorde ao registrar, no último domingo (21), dois dígitos de audiência. Com o programa “Repórter Canção Nova” a emissora fundada por Monsenhor Jonas Abib marcou 28,1 pontos e chegou a superar a TV Globo.

Não é a primeira vez que a Canção Nova supera a Globo, nos últimos três domingos a emissora chegou a ficar na frente durante quase toda programação.O apresentador do Repórter Canção Nova chegou a brincar ao vivo dizendo que após o terceiro domingo no topo da audiência, o canal merece pedir música no Fantástico.

 

VÍDEO: travesti invade culto e expõe sexo com pastor aos gritos de ‘não quer pagar

VÍDEO: travesti invade culto e expõe sexo com pastor aos gritos de ‘não quer pagar

O vídeo em que uma travesti invade uma igreja na hora do culto viralizou nas redes sociais. Na filmagem, é possível ver a mulher dentro do templo, que seria na Assembleia de Deus, em Pernambuco, rasgando o verbo.

A travesti, que não teve seu nome divulgado, entrou na igreja para cobrar uma dívida que o pastor tinha com ela. Aos gritos, ela afirma que o religioso não cumpriu o acordo combinado pelo sexo. “Vai lá, dá o cu e chupa pau e não quer pagar”, afirmou, nervosa.

A confusão foi filmada por fieis que acompanhavam o culto.

Veja o vídeo: 

Hoje católico, ex-pastor conta como venceu a rejeição a Maria e passou a amá-la

Hoje católico, ex-pastor conta como venceu a rejeição a Maria e passou a amá-la

Scott Hahn

Hoje católico, ex-pastor conta como venceu a rejeição a Maria e passou a amá-la

blog do professor Felipe Aquino compartilhou nesta semana um trecho do livro-testemunho “Salve, Santa Rainha“, publicado no Brasil pela Editora Cléofas. O autor é o ex-pastor presbiteriano Dr. Scott Hahn, que relata o seu primeiro “encontro” com Maria, como Mãe de Deus e nossa mãe, superando a rejeição que tinha por ela com base em preconceitos anticatólicos.

Eis o extrato de seu testemunho:

Com toda a minha piedade recém-descoberta, eu tinha ainda quinze anos e era muito consciente da minha “tranquilidade”. Havia apenas alguns meses, eu tinha deixado para trás vários anos de culpa juvenil e aceitado Jesus como meu Senhor e Salvador. Meus pais, que não eram particularmente presbiterianos devotos, notaram em mim uma mudança e, de coração, me aprovaram. Se a religião fosse para me manter fora daquela culpa juvenil, então que assim fosse.

O zelo pela minha nova fé me consumia a maior parte do tempo. No entanto, num dia de primavera, eu estava consciente de que algo mais me inquietava. Tive um problema estomacal com todos os desagradáveis sintomas. Expliquei minha situação para o meu professor na sala de aula, que me mandou para a enfermaria da escola. A enfermeira, depois de verificar minha temperatura, me pediu para deitar, enquanto ligava para minha mãe.

A partir da conversa que ouvi, eu poderia dizer que iria para casa. Senti um alívio imediato e cochilei. Acordei com um som que me golpeou como uma navalha. Era a voz da minha mãe, que estava cheia de piedade materna.

“Ah”, ela me disse quando me viu ali.

Então, de repente, me ocorreu: Minha mãe vai me levar pra casa. O que vão pensar meus colegas ao verem minha mãe saindo comigo daqui? E se ela tentar colocar seu braço sobre mim? Serei motivo de chacota…

A humilhação estava a caminho. Eu já podia ouvir os caras zombando de mim: “Você viu a mãe dele enxugando sua testa?”

Se eu fosse católico, sentiria, nos quinze minutos seguintes, o meu purgatório. Para minha imaginação evangélica, porém, o inferno. Então, olhei fixo para o teto, acima do sofá da enfermeira, e tudo o que eu podia ver era um longo e insuportável futuro como “o filhinho da mamãe”.

Sentei-me para enfrentar aquela mulher se aproximando de mim com a máxima piedade. Na verdade, foi a piedade dela que eu achei mais repugnante; afinal, dentro da compaixão de toda mãe, está a necessidade do seu “pequeno” – e aquela forma de carência e pequenez, definitivamente, não era legal.

“Mãe”, sussurrei antes que ela pudesse dizer uma palavra. “Você não poderia sair daqui antes de mim? Não quero que meus colegas vejam você me levando pra casa”.

Minha mãe não disse uma palavra. Deu meia-volta, saiu da enfermaria e da escola, direto para o carro. De lá, me levou para casa, perguntou-me como eu me sentia e se certificou de que eu fosse para cama com os remédios habituais.

Foi por um triz, mas eu tinha a certeza de ter escapado com tranquilidade. Fui me deitar numa quase perfeita paz.

Naquela noite eu pensei sobre a minha “calma” novamente. Meu pai foi até meu quarto para ver como eu estava me sentindo. “Bem”, respondi. Então, ele me olhou seriamente.

“Scottie”, disse ele, “sua religião não significará muito se tudo não passar de simples palavras. Você tem que pensar sobre a maneira como trata as outras pessoas”. E aí, veio o “puxão de orelha”: “Nunca se envergonhe de ser visto com sua mãe”.

Eu não precisava de explicações; podia ver que papai estava certo, e tive vergonha de mim mesmo por ter me envergonhado de minha mãe.

Adolescentes espirituais

No entanto, não é assim com muitos cristãos? Morrendo pregado à cruz, em seu último testamento e sua última vontade, Jesus nos deixou uma mãe. “Quando Jesus viu Sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que Ele amava, disse a Sua mãe: ‘Mulher, eis aí o seu filho!’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe!’. E dessa hora em diante, o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo 19,26-27).

Nós somos Seus discípulos amados, Seus irmãos mais novos (ver Hb 2,12). Sua casa celeste é a nossa, Seu Pai é nosso e Sua mãe é nossa. Quantos cristãos, porém, a estão recebendo em suas casas?

Além disso, quantas igrejas cristãs estão cumprindo a profecia do Novo Testamento de que “todas as gerações” a chamarão “Bem-aventurada” (Lc 1,48)? Muitos ministros protestantes – e aqui eu falo da minha própria experiência passada – evitam até mesmo mencionar a mãe de Jesus, por medo de serem acusados de “católicos ocultos”. Às vezes, os membros mais zelosos de suas congregações têm sido influenciados por polêmicas anticatólicas incômodas. Para eles, a devoção mariana é uma idolatria que coloca Maria entre Deus e o homem ou que exalta Maria à custa de Jesus. Assim, por vezes, você vai encontrar igrejas protestantes nomeadas como de São Paulo, São Pedro, São Tiago, ou São João, mas dificilmente chamada de Santa Maria. Você vai encontrar frequentemente pastores pregando sobre Abraão ou Davi, antepassados distantes de Jesus, mas praticamente nunca ouvirá um sermão sobre Maria, Sua mãe. Longe de chamá-la de Bem-aventurada, a maioria das gerações protestantes vivem a vida sem nunca a chamar em nada…

Esse não é somente um problema protestante. Muitos católicos e ortodoxos têm abandonado a rica herança das devoções marianas. Foram intimidados pelas polêmicas dos fundamentalistas, envergonhados pelo riso de teólogos dissidentes, ou se envergonharam até de boa intenção, mas estão equivocados na sensibilidade ecumênica. Eles estão felizes por terem uma mãe que reza por eles, prepara suas refeições e mantém suas casas; mas somente desejam que ela fique, com certeza, fora de vista, quando outros estiverem ao redor, pois simplesmente não os entenderiam.

Maria, Maria, muito pelo contrário

Eu também me sinto culpado por essa filial negligência não só com a minha mãe terrena, mas também com minha mãe em Jesus Cristo, a Bem-aventurada Virgem Maria. O caminho da minha conversão me levou para o ministério presbiteriano. Ao longo dessa caminhada, tive meus momentos antimarianos a partir de uma culpa juvenil.

Meu primeiro encontro com a devoção mariana veio quando minha avó faleceu. Ela era a única católica dos dois lados da minha família, uma calma, humilde e santa alma. Como eu era o único praticamente de uma religião na família, meu pai me deu os artigos religiosos de minha avó quando de seu falecimento. De repente, eu olhei para aquilo horrorizado. Segurei seu rosário entre minhas mãos e, à parte, arrebentei-o, dizendo: “Deus, liberte-a das correntes do catolicismo que a prendiam”. Eu quis dizer isso mesmo. Eu via o Rosário e a Virgem Maria como obstáculos que se colocavam entre minha avó e Jesus Cristo.

Mesmo quando lentamente fui me aproximando da fé Católica – atraído inexoravelmente por uma verdade após outra da doutrina –, eu não poderia aceitar para mim mesmo os ensinamentos da Igreja sobre Maria.

A prova de sua maternidade viria para mim somente quando tomei a decisão de me deixar ser seu filho. Apesar de todos os poderosos escrúpulos da minha formação Protestante – lembre-se, havia poucos anos, eu dilacerara as contas do terço de minha avó –, eu mesmo, um dia, peguei o terço e comecei a rezar. Rezei numa intenção bem específica, praticamente impossível de ser atendida. No dia seguinte, peguei o terço e rezei de novo, e no outro dia também, e no outro, e no outro… Meses se passaram antes de eu perceber que minha intenção, uma situação praticamente impossível, tinha sido revertida desde o primeiro dia em que peguei no rosário e comecei a rezar. O meu pedido tinha sido atendido.

A partir desse momento, eu conheci minha mãe. A partir desse momento, acreditei, realmente conheci a minha casa na aliança da família de Deus: sim, Cristo era meu irmão. Sim, Ele me ensinara a rezar o “Pai-Nosso”. Agora, no meu coração, eu aceitava a Sua ordem para “receber” a minha mãe.

O professor Felipe acrescenta ao final do extrato:

Você pode saber um pouco mais sobre esta linda história no livro “SALVE, SANTA RAINHA”. Além disso neste livro, com base nas escrituras e fundações históricas, Hahn apresenta um novo olhar na doutrina Mariana: Sua Concepção Imaculada, Virgindade Perpétua, Assunção e Coroação. Ele guia os leitores modernos através destas passagens cheias de mistérios e poesia, e os ajuda a redescobrir a arte antiga e a ciência da leitura das Escrituras para se adquirir um entendimento mais profundo das veracidades e a relação da fé com a prática da religião no mundo contemporâneo. Vale a pena conhecer este livro!