dez 10, 2019 | Brasil
Com as festas de final de ano se aproximando, uma das perguntas mais recorrentes às vésperas das comemorações é sobre o que vai ter nas ceias de Natal e de Ano Novo. Entrando no topo das listas de compras nessa época, o frango vem se tornando cada vez mais a pedida certa para essas confraternizações.
De acordo com a gerente comercial da Quimtia Brasil, a veterinária Maria Antoanete Brandalize, empresa especialista na produção de insumos para nutrição animal, além de custar bem mais barato do que as carnes bovina e suína, a carne de ave, ao contrário do que muitas pessoas pensam e falam, é um dos alimentos mais saudáveis atualmente.
Segundo a especialista, quando se é disponibilizado às aves uma nutrição de precisão pode-se produzir mais carne de qualidade, com menor custo ao consumidor e ao meio ambiente.
“O fato de as aves serem desenvolvidas e conhecidas geneticamente, os nutricionistas, através da nutrição de precisão, conseguem ajustar níveis de aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas, dentre outros insumos para que o alimento fornecido ao animal possa ajudar na melhoria do seu potencial genético e a manter sua saúde íntegra, o que consequentemente melhora também a condição da carne”, explica a especialista.
Qualidade
Para Antoanete, é válido ressaltar que o mito de que as aves ingerem hormônios ou quaisquer substâncias para estimular ganho de peso não procede. “O processo de criação de aves é extremamente tecnificado e monitorado. Atualmente, as agroindústrias adotam medidas sanitárias e de biosseguridade intensas para garantir a saúde dos animais, ou seja, uma carne perfeita disponibilizada ao consumidor”, reforça.
Custo benefício
Recentemente, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE-USP) divulgou um estudo em que aponta um aumento nos valores das carnes bovina, suína e de frango. No entanto, dentre elas, segundo a pesquisa, a carne de ave foi a que menos encareceu em 2019.
nov 22, 2019 | Brasil

O apresentador Gugu Liberato morreu nesta sexta-feira, 22, aos 60 anos, em Orlando, na Flórida, onde tinha uma residência. Ele havia sido internado em um hospital após sofrer um acidente na casa onde mora. Segundo comunicado divulgado por sua assessoria de imprensa, Gugu sofreu o acidente na quarta-feira, 20.
Ele caiu de uma altura de quatro metros quando fazia um reparo no ar condicionado do sótão da casa.
Discípulo de Silvio Santos, com quem trabalhou pela primeira vez ainda nos anos 1970, Gugu marcou época na TV brasileira à frente de programas como Viva a Noite (SBT), Sabadão (SBT), Domingo Legal (SBT) e o Programa do Gugu (RecordTV). Atualmente, ele era o apresentador do reality show Canta Comigo, também na Record.
Em 1988, com cada vez mais destaque no SBT, Gugu chegou a assinar contrato para apresentar um novo programa na Rede Globo, mas Silvio Santos foi pessoalmente ao dono da emissora, Roberto Marinho, pedir a rescisão do acordo para que Gugu continuasse no SBT – o que acabou ocorrendo. Quem entrou em seu lugar na emissora carioca foi Fausto Silva.
Especialmente com o Domingo Legal, Gugu foi líder de audiência nas tardes de domingo entre o fim dos anos 1990 e 2003, vencendo o Domingão do Faustão e provocando mudanças na linha editorial do programa global, que deixou de exibir quadros como o “sushi erótico”.
A Justiça também entrou no caminho do Domingo Legal em alguns momentos. Em 2000, proibiu a exibição da “Banheira do Gugu” (quadro em que homens e mulheres seminus brigavam para alcançar um sabonete em uma pequena piscina molhada) antes das 21h. (os advogados do programa recorreram, mas o horário acabou mudando de qualquer forma).
Foi também nessa época que o programa começou a investir mais em reportagens jornalísticas, o que consolidou sua liderança nos domingos no início do século. Mas o investimento gerou outro problema com a Justiça. No dia 7 de setembro de 2003, o Domingo Legal exibiu uma “entrevista” com dois membros do PCC a bordo de um ônibus na capital paulista. Porém, após investigação, a polícia descobriu que a entrevista era falsa. Os responsáveis pela investigação disseram na época que os encapuzados entrevistados não eram integrantes da facção criminosa e receberam R$ 500 cada um para participar do programa. O programa foi proibido pela Justiça Federal de ser exibido no dia 21 de setembro.
O apresentador foi denunciado por crime de ameaça e por dois crimes de imprensa pelo Ministério Público de São Paulo. A Justiça autorizou um indiciamento, mas uma liminar o impediu. O SBT acabou multado em R$ 1,7 milhão (valores da época). Naquele ano, o SBT registrou um prejuízo de R$ 33,6 milhões. Gugu fez um acordo financeiro de R$ 750 mil em 2005 para encerrar o processo.
Gugu também apareceu diversas vezes nos cinemas, principalmente em filmes da Xuxa e dos Trapalhões, como em O Casamento dos Trapalhões (1988) e Xuxa e os Duendes (2001). O apresentador também gravou alguns compactos (discos de vinil com uma música de cada lado). Baile dos Passarinhos e Docinho Docinho fizeram sucesso. Ele também chegou a fazer campanhas políticas para José Serra, do PSDB, nos anos 1990 e 2000.
Em 2009, ele saiu do SBT e foi para a Record TV (os números não oficiais estimavam que ele levaria R$ 3 milhões mensais). Em entrevista ao Jornal da Tarde no dia 30 de agosto de 2009, Gugu explicou sua mudança de emissora: “Minha decisão de ir para a Record foi baseada na oportunidade de trabalho que eles me ofereceram. O contrato envolve um plano de carreira promissor, ótimas oportunidades e condições de produção. Foram várias situações. Um plano de carreira, um contrato de oito anos, que não é comum na televisão, toda a estrutura de jornalismo oferecida, a cobertura internacional que teremos e o talk-show que vou fazer, inicialmente uma vez a por semana, na Record News O próprio Silvio Santos me disse que se tratava de uma proposta irrecusável”.
Gugu havia renovado o contrato com a emissora por mais três anos no início de 2019. “Estou muito feliz em comunicar que hoje renovei meu contrato com a Record TV. Agradeço a confiança de todos, especialmente do vice-presidente artístico e de programação, sr. Marcelo Silva”, escreveu Gugu em seu Instagram na ocasião.
nov 18, 2019 | Brasil

A segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa nesta segunda-feira (18) em todo o país. As pessoas, na faixa etária de 20 a 29 anos de idade, são o alvo desta etapa.
De acordo com o último boletim epidemiológico sobre sarampo do Ministério da Saúde, esta faixa etária é a que mais acumula número de casos da doença. Nos últimos 90 dias de surto ativo, foram confirmados 1.729 casos em pessoas de 20 a 29 anos.
O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que um dos motivos é que esse público não tomou a vacina em nenhuma fase da vida e, se tomou, não voltou para aplicar a 2ª dose, necessária para a proteção.
Para atingir essa faixa etária, o ministério adotou algumas estratégias. Uma delas é a realização da segunda fase da campanha de vacinação em locais de grande circulação dessas pessoas. A ação será realizada em conjunto pelas três níveis de governo: federal, estadual e municipal.
Agência Brasil
nov 7, 2019 | Brasil

O STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou hoje a prisão após a condenação em segunda instância, retornando ao entendimento de que um réu só pode cumprir pena depois que esgotar os recursos na Justiça. Com isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá ser solto.
A decisão foi tomada por 6 votos a 5. Este julgamento do STF não afeta apenas Lula e outros condenados na Operação Lava Jato. Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), no começo de outubro, havia quase 5.000 pessoas presas depois de terem sido condenadas em segunda instância.
A determinação do Supremo não significa que alguém não poderá ser preso em nenhuma circunstância antes do julgamento de todos os recursos, nem que todos os condenados em segunda instância deixarão a prisão automaticamente. Continuam válidas as prisões cautelares (preventiva, temporária e em flagrante).
A decisão do STF também é importante porque representa mais uma mudança de interpretação do Supremo sobre quando um réu passa a ser considerado culpado, e o entendimento da Corte será seguido por toda a Justiça brasileira.
Como votaram os ministros?
Votaram contra a prisão em segunda instância os seguintes ministros:
Dias Toffoli
Gilmar Mendes
Celso de Mello
Ricardo Lewandowski
Rosa Weber
Marco Aurélio de Mello
Votaram a favor da prisão em segunda instância os seguintes ministros:
Cármen Lúcia
Luiz Fux
Luís Roberto Barroso
Alexandre de Moraes
Edson Fachin.
out 25, 2019 | Brasil

Campo Grande (MS) – Com bom desempenho entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul subiu duas posições e alcançou o 5º lugar no ranking geral de competitividade dos estados. Atrás apenas do Distrito Federal que manteve o 3º lugar nacional, MS está entre os 10 estados que subiram na pontuação, enquanto outros nove caíram. Entre os pilares mais significativos nessa retomada do crescimento está a solidez fiscal, com peso de 12 % no ranking final, na qual o Estado subiu oito posições e alcançou o 12º lugar entre os estados, ficando na frente, inclusive, dos três primeiros colocados no ranking geral – SP (14º), SC (16º) e DF (20º), respectivamente.
O Ranking de Competitividade tem o objetivo de alcançar um entendimento mais profundo e abrangente dos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, sendo uma ferramenta de consulta simples e objetiva. A partir do Ranking é possível identificar pontos de melhoria e definir os focos de atuação dos governos estaduais.
Imagem: Reprodução/Relatório CLP.
A solidez fiscal está diretamente ligada ao crescimento econômico dos estados, uma vez que é o que garante segurança aos investidores. Com a gestão estratégica implementada na gestão do governador Reinaldo Azambuja, MS conseguiu manter uma política fiscal sólida mesmo durante a crise econômica nacional iniciada em 2015, quando iniciaram medidas administrativas como redução no número de secretarias, corte de gastos por meio da redução de cargos e revisão de contratos, as quais foram responsáveis por manter os principais gastos do governo sob controle ou estacionados.
O Secretário de Fazenda, Felipe Mattos, explica que, se as receitas ficam continuamente abaixo das suas despesas, o governo incorre em resultados fiscais negativos, os chamados déficits, resultando em aumento do endividamento e baixa capacidade para investir na ampliação e manutenção dos serviços públicos. Um governo que não fecha as contas perde credibilidade e confiança, gera prejuízo aos cidadãos e deixa de atrair investidores privados, ocasionando queda na produção de produtos e serviços, aumento da inflação e do desemprego.
Secretário Estadual de Fazenda, Felipe Mattos
“A duras penas, a equipe econômica do Governo do MS, vêm conseguindo reduzir custos como da folha de pagamento, fornecedores, previdência, tanto é que nossa nota de CAPAG (Capacidade de Pagamento dos Entes Subnacionais) – critério usado pela Secretaria do Tesouro Nacional para avaliação fiscal e financeira dos entes subnacionais – nos permitiu assinar o contrato avaliado em U$ 53 milhões do Profisco II com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), para modernizamos ainda mais o fisco estadual. Essa gestão tem se empenhado e por isso conseguimos manter os pagamentos em dia, assim como nossa capacidade de investimento e a entrega de políticas públicas”, pontuou.
Para mensurar o grau de solidez fiscal dos Estados, a avaliação se baseou em nove indicadores sendo:
1. solvência fiscal (razão entre a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida);
2. resultado primário (diferença entre receita primária realizada e a despesa primária empenhada no ano dividido pelo PIB do Estado);
3. resultado nominal (variação da dívida consolidada líquida de um ano para o outro dividida pelo PIB nominal, de modo que aumentos da dívida equivalem a déficit nominal e vice-versa);
4. sucesso da execução orçamentária (razão entre a despesa liquidada e a despesa total atualizada);
5. capacidade de investimento (razão entre o investimento liquidado e a receita corrente líquida);
6. autonomia fiscal (razão entre receitas correntes próprias sobre a receita corrente total);
7. gasto com pessoal (gasto bruto com pessoal como proporção da receita corrente líquida);
8. índice de liquidez (razão entre obrigações financeiras e disponibilidade bruta de caixa) e
9. poupança corrente (saldo entre receitas e despesas correntes dividido pelas receitas correntes).
Imagem: Reprodução/ Relatório CLP
Os resultados para o pilar de solidez fiscal na edição de 2019 refletem os dados fiscais dos Estados para o ano de 2018. Desenvolvido pelo CLP – Liderança Pública, o Ranking é uma ferramenta de avaliação da gestão pública no Brasil e tem como missão prover diagnósticos de áreas essenciais da administração pública. Para isso, analisa 69 indicadores distribuídos por dez áreas-chave: Solidez Fiscal, Sustentabilidade Ambiental, Capital Humano, Educação, Eficiência da Máquina Pública, Infraestrutura, Inovação, Potencial de Mercado, Segurança Pública e Sustentabilidade Social.
Conforme o CPL, o ranking serve para ser utilizado como ferramenta de avaliação da Administração Pública; sistema de incentivo para os líderes públicos; ferramenta de diagnóstico e de auxílio na escolha das prioridades; e promoção de boas práticas. Além da Solidez Fiscal, outros destaques que contribuíram na melhoria da nota foram aumento de cinco pontos no ranking em Eficiência da Máquina Pública, cinco em Potencial de Mercado e 12 em sustentabilidade ambiental.
Eficiência da Máquina pública
A discussão expressa no pilar da eficiência da máquina pública é uma das motivações centrais para a construção do Ranking de Competitividade dos Estados, ou seja, a criação de mecanismos de incentivos para a construção do bom governo. De acordo com o relatório da CPL, “a profissionalização e o desenvolvimento de canais institucionais para reforçar a meritocracia no interior da administração pública não apenas são centrais na competitividade dos estados, mas partes fundamentais no debate sobre a qualidade da democracia”.
Assim, a análise reforça que a atividade econômica depende de um ambiente positivo ao investimento e a inovação. Quando as instituições governamentais reduzem o custo da transação econômica, a energia dos agentes econômicos se volta para tarefas que reforçam o dinamismo da economia. Neste pilar, com peso de 7,9% no ranking final, foram agregados indicadores de eficiência, custo e transparência do setor público.
Duas UFs que conquistaram ganhos expressivos de posições no pilar de Eficiência da Máquina Pública, nesta edição, foram RN (que saltou da 21ª para a 11ª posição) e MS (da 13ª para a 8ª posição). Enquanto o Rio Grande do Norte beneficiou-se do salto no indicador de Eficiência do Judiciário (que passou da 19ª colocação para a 6ª), o Mato Grosso do Sul apresentou melhora no indicador de Custo do Executivo/PIB (da 16ª para 14ª).
Melhores colocados: ranking geral
Os Estados mais bem posicionados no Ranking de Competitividade dos Estados de 2019 foram São Paulo (1º), Santa Catarina (2º), Distrito Federal (3º), Paraná (4º) e Mato Grosso do Sul (5º). Assim como na edição de 2018, São Paulo segue na primeira colocação no Ranking, como da mesma forma Santa Catarina permaneceu na segunda posição, Distrito Federal, na terceira e Paraná, na quarta.
Imagem: Reprodução/Relatório CLP
As UFs do Centro-Oeste, Sudeste e Sul concentram-se na metade superior do ranking, com os estados do Norte e Nordeste ocupando as últimas posições. Distrito Federal e Mato Grosso do Sul aparecem como os mais bem colocados do Centro-Oeste. Paraíba e Ceará seguem como os representantes do Nordeste mais bem colocados, nas 11ª e 12ª colocações, respectivamente, à frente de Goiás. Já os últimos colocados foram Pará, Maranhão e Acre.
O Ranking de Competitividade dos Estados foi concebido pelo CLP em 2011, com o intuito de gerar diagnósticos e direcionamentos para a atuação dos líderes públicos estaduais. Aliado à vontade política, o Ranking de Competitividade dos Estados é uma poderosa ferramenta para balizar as ações dos governos estaduais. Com ele, o desafio da construção de um Estado com elevados padrões socioeconômicos se mais factível.
Diana Gaúna – Secretaria Estadual de Fazenda
Foto: Chico Ribeiro.
out 24, 2019 | Brasil

A maioria dos pacientes diagnosticados com pressão alta são orientados por seus médicos a tomar a medicação pela manhã. No entanto, um novo estudo indica que os medicamentos para hipertensão funcionam melhor quando tomado antes de dormir. De acordo com a pesquisa, publicada no periódico European Heart Journal, pessoas que ingerem o remédio no período da noite apresentam menor risco de sofre acidente vascular cerebral (49%), ataque cardíaco (44%), insuficiência cardíaca (42%) ou precisar de cirurgia ponte de safena (40%).
“O mesmo medicamento anti-hipertensivo, a mesma molécula, na mesma dose, ingerida em dois momentos diferentes, tem farmacocinética e farmacodinâmica totalmente distintas e, portanto, se comportam como se fossem duas medicações completamente diferentes”, explicou Ramón Hermida, da Universidade de Vigo, na Espanha, a The Guardian.
A maioria dos pacientes diagnosticados com pressão alta são orientados por seus médicos a tomar a medicação pela manhã. No entanto, um novo estudo indica que os medicamentos para hipertensão funcionam melhor quando tomado antes de dormir. De acordo com a pesquisa, publicada no periódico European Heart Journal, pessoas que ingerem o remédio no período da noite apresentam menor risco de sofre acidente vascular cerebral (49%), ataque cardíaco (44%), insuficiência cardíaca (42%) ou precisar de cirurgia ponte de safena (40%).
“O mesmo medicamento anti-hipertensivo, a mesma molécula, na mesma dose, ingerida em dois momentos diferentes, tem farmacocinética e farmacodinâmica totalmente distintas e, portanto, se comportam como se fossem duas medicações completamente diferentes”, explicou Ramón Hermida, da Universidade de Vigo, na Espanha, a The Guardian.
Por que tomar de manhã?
Segundo especialistas, a medicação costuma ser recomendada para o período da manhã por dois motivos principais: o primeiro seria porque é mais fácil para as pessoas se lembrarem de tomar seus remédios pela manhã; já o segundo está relacionado ao fato de que os anti-hipertensivos costumam ter efeito diurético, ou seja, aumentam a vontade de fazer xixi.
“As pessoas provavelmente não querem tomar uma pílula que as faça levantar e fazer xixi no meio da noite”, comentou John A. Osborne, diretor de cardiologia da State of the Heart Cardiology, nos Estados Unidos, à CNN.
Ele destacou, no entanto, que para aqueles que receberem a recomendação médica para alterar o horário da medicação, não precisam ser preocupar com a vontade de ir ao banheiro no meio da noite. “Depois de algumas semanas, isso se torna progressivamente menos problemático, especialmente porque você está ciente dos benefícios”, disse.
Melhor desempenho à noite
A nova descoberta foi feita depois que os pesquisadores analisaram os dados de 19.084 pessoas na Espanha. A equipe dividiu os participantes em dois grupos: aqueles que ingeriam o medicamento à noite e os que tomavam pela manhã. Eles foram acompanhados durante uma média de seis anos, e a pressão arterial era monitorada pelo menos uma vez por ano. Ao final do estudo, os cientistas registraram 1.752 eventos cardiovasculares.
Após descartar outros fatores de riscos para essas doenças, a equipe chegou a conclusão de que tomar a medicação no período noturno pode proteger os pacientes de riscos de problemas cardiovasculares, reduzindo o risco em até 66%. “Esse efeito tão profundo nos eventos cardiovasculares é surpreendente”, comentou Stephen MacMahon, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, a The Guardian.
Para alguns especialistas, esse resultado deve alterar a maneira como os médicos prescrevem os medicamentos para hipertensão. “Acredito que veremos os médicos mudarem seu posicionamento em breve. A hipertensão é um fator de risco importante para doenças cardiovasculares, muito maior que o colesterol e tudo o que nos permite tratá-la de maneira mais eficaz é relevante”, concluiu Barbara Roberts, da Brown University, nos Estados Unidos, à CNN.