mar 13, 2020 | Brasil
Estrutura terá UTI Neonatal, Banco de Leite, Unidade de Cuidados Intermediários e Centro de Diagnóstico por Imagem para atender os municípios de Angélica, Batayporã, Ivinhema, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul e Taquarussu
Com investimentos do Município, Estado e União que ultrapassam R$ 7 milhões, o Hospital Regional “Francisco Dantas Maniçoba”, de Nova Andradina, está recebendo obras de modernização em toda sua estrutura, para atender a população local e dos municípios da região. Para tanto, está sendo construída uma UTI Neonatal, um Banco de Leite, Unidade de Cuidados Intermediários e Centro de Diagnóstico por Imagem, que permitirá à população acesso a exames de Raios-X, tomografia computadorizada e ultrassonografia.
“Trata-se do maior volume de recursos já aplicados na saúde em Nova Andradina, o que vai nos possibilitar a oferta de serviços inéditos na região e colocar nossa cidade no padrão de saúde pública encontrado somente nos grandes centros urbanos”, aponta o prefeito Gilberto Garcia.
Essa estrutura vai beneficiar toda a microrregião de Nova Andradina, compreendida pelos municípios de Anaurilândia, Angélica, Batayporã, Ivinhema, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul e Taquarussu.
“Como médico e entusiasta do Sistema Único de Saúde (SUS) desde a época de universitário, sei da importância de se ofertar atendimento de qualidade aos cidadãos e por isso venho atuando em parceria com a administração municipal na viabilização dos recursos”, explica Geraldo Resende, secretário estadual de Saúde.
Recursos
Para a implantação do complexo, na condição de deputado federal, Geraldo Resende articulou recursos de mais de R$ 3,5 milhões e a prefeitura, como contrapartida, aplicou recursos de mais R$ 3,5 milhões. Esse trabalhou teve início em 2014, quando Geraldo Resende conquistou R$ 468,7 mil junto ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), para aquisição de equipamentos diversos destinados ao Hospital Regional, entre eles, um aparelho de ultrassom.
No mesmo ano, garantiu mais R$ 440 mil para a ampliação da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional (UCINCO), com capacidade para 13 novos leitos e mais R$ 440 mil para a ampliação da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), com previsão de mais nove leitos. Em 2017, viabilizou R$ 900 mil para a construção do Banco de Leite e sala de exames no complexo do Hospital.
A construção do Centro de Diagnóstico por Imagem está sendo possível por meio de uma emenda ao Orçamento Geral da União/2014, no valor de R$ 1,3 milhão. Trata-se de uma estrutura que possibilitará a realização de diagnósticos por meio de exames tomografia computadorizada, ultrassonografia e Raios-X, além de outros exames que deverão ser ofertados pelo município com a compra de novos equipamentos. Por meio de uma emenda ao Orçamento da União/2019, Geraldo Resende garantiu mais R$ 476,7 mil ao Hospital, destinados a custeio de ações da Média e Alta Complexidade.
Banco de Leite
A construção do prédio do Banco de Leite Humano abrange a área de 275,4 metros quadrados, onde será disponibilizado o primeiro espaço em saúde do gênero na região. Terá uma sala de espera com sete lugares, espaço para armazenamento de leite, um consultório, um vestiário, uma sala de coleta para duas poltronas e espaço para preparo das doadoras.
No estágio atual, a obra entrou na etapa de cobertura do teto, com o concretagem da laje. As demais obras (Centro de Diagnóstico, Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional e UTI Neonatal) seguem em construção simultânea. A entrega está prevista para o primeiro semestre deste ano.
Legenda das fotos/divulgação:
Complexo hospitalar irá ofertar serviços inéditos na área de saúde para a pulação de Nova Andradina e região.
mar 12, 2020 | Brasil
A cada dia novos casos de Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, se confirmam no mundo. Até a tarde desta quinta-feira (12), o Brasil registrava 77 casos confirmados da doença e monitorava 1.422 situações suspeitas. Outros 1.163 casos já foram descartados.
Ontem (11), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de coronavírus como uma pandemia. O termo é utilizado quando uma epidemia – grande surto que afeta uma região – se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. Atualmente, há mais de 115 países com casos declarados da infecção.
A Agência Brasil reuniu as principais dúvidas e perguntas sobre a Covid-19. Veja o que se sabe sobre a pandemia e sobre o vírus até agora:
O que é o novo coronavírus?
Coronavírus é uma família de vírus que pode causar danos em animais e em humanos. Em pessoas, pode resultar em infecções respiratórias que vão desde um resfriado até síndromes respiratórias agudas severas. O novo coronavírus (SARS-Cov-2) causa a doença denominada Covid-19, que teve início na China, em dezembro de 2019.
Quais são os sintomas?
Os sintomas do Covid-19 envolvem febre, cansaço e tosse seca. Parte dos pacientes pode apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse e diarreia. Alguns pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, estarem infectados pelo vírus, mas não apresentarem sintomas. O Ministério da Saúde estima que os pacientes mais jovens são os mais passíveis de não apresentar qualquer sinal da doença.
Qual o período de incubação do vírus?
De acordo com a OMS, a estimativa é que o período de incubação seja de 1 a 14 dias. Ou seja, o vírus teria esse tempo para se manifestar. O mais comum é a manifestação por volta de cinco dias. Mas há pessoas que não apresentam sintomas.
Quais são os maiores problemas e os públicos mais vulneráveis?
A OMS calcula que 1 em cada 6 pacientes pode ter um agravamento do quadro, com dificuldades respiratórias sérias. No início de março, a taxa de letalidade era de 3,5%. Mas o Ministério da Saúde suspeita que pode ser menor, em razão de haver subnotificação dos casos em alguns países. Os públicos mais vulneráveis são idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares).
Como ocorre a transmissão?
O contágio ocorre a partir de pessoas infectadas. A doença pode se espalhar desde que alguém esteja a menos de 2 metros de distância de uma pessoa com a doença. A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.
O novo coronavírus pode ser transmitido pelo ar?
O novo coronavírus não é transmitido pelo ar a menos que um indivíduo chegue próximo a um paciente infectado a ponto de as formas de contaminação serem possíveis.
É possível pegar o Covid-19 de alguém sem sintomas?
De acordo com a OMS, as chances são pequenas, pois o vírus é transmitido por saliva, espirro, tosse ou catarro, elementos mais presentes quando uma pessoa está com gripe.
Animais de estimação podem transmitir o novo coronavírus?
Não. Não há evidência de que animais de estimação como gatos e cachorros tenham sido infectados ou possam espalhar o vírus que causa a Covid-19.
Quanto tempo o vírus pode durar em uma superfície?
A OMS informa que não há um tempo determinado, podendo ser de algumas horas a alguns dias. Pode haver diferença também em razão de condições como a temperatura. Por isso, caso alguém suspeite da contaminação de uma superfície ou objeto, a orientação é aplicar desinfetante.
Quais são as medidas de prevenção ao Covid-19?
O Ministério da Saúde explica que não há medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus e indica as seguintes medidas de prevenção:
- lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, ou usar desinfetante para as mãos à base de álcool quando a primeira opção não for possível;
- evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
- evitar contato próximo com pessoas doentes;
- ficar em casa quando estiver doente;
- usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;
- não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
- limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
- manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.
O uso de álcool gel para prevenção ao coronavírus é eficaz?
Sim. De acordo com o Conselho Federal de Química, o álcool gel é “eficiente desinfetante de superfícies/objetos e antisséptico para a pele”. O grau alcóolico recomendado para o efeito é de pelo menos 70%.
Preciso usar máscara para me proteger?
A máscara não tem efeito algum para pessoas sem o vírus. Ela deve ser utilizada por quem apresenta sintomas da doença, pois previne que alguém infectado espalhe o vírus e venha a contaminar outras pessoas. O uso também é recomendado para pessoas que tenham contato com indivíduos com suspeita ou confirmação do novo coronavírus. Máscaras também devem ser usadas por profissionais de saúde que atuem em locais com pacientes com suspeitas ou sintomas. Após o uso, a orientação é descartar a máscara em local adequado e lavar as mãos.
Estou com tosse, febre e dores. Preciso fazer exames para detectar se estou com Covid-19?
Pessoas que apresentem sintomas da doença devem procurar orientação médica, em especial, os postos de saúde. A partir do relato do paciente é que o médico decidirá sobre a necessidade de se fazer o teste para Covid-19. Atualmente, a recomendação das autoridades sanitárias é que sejam testados apenas os pacientes com sintomas respiratórios e que tenham tido contato com alguém infectado ou que tenham viajado para uma região onde há transmissão da doença. O exame só pode ser feito com solicitação médica. Ele é feito por hospitais públicos e privados e confirmado por laboratórios de referência espalhados pelo Brasil. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou que os planos de saúde deverão cobrir os testes realizados na rede privada.
Existe tratamento para a doença?
Segundo a OMS, 80% das pessoas se recuperam sem precisar de tratamento especial. Não há uma medicação que elimine o vírus. Mas há tratamento para mitigar o avanço da doença e diminuir o desconforto.
Antibióticos ou vitamina D previnem ou curam o novo coronavírus?
Não. Antibióticos não atuam contra o vírus. Da mesma forma, não há evidências científicas que atestem qualquer impacto sobre o vírus de doses de vitamina D.
Voltei de uma viagem internacional e visitei um país com casos de coronavírus. O que preciso fazer?
Caso apresente sintomas, procure uma unidade de saúde e informe a situação para receber orientação médica. A recomendação do Ministério da Saúde é esperar pelo menos 14 dias para avaliar a evolução do quadro de saúde.
mar 5, 2020 | Brasil
A dançarina e atriz Sheila Mello, dedicou a manhã desta quinta-feira (05), para cuidar do ‘corpitcho’, e sendo assim aproveitou uma folguinha na agenda e deu um pulo até a uma conceituada clínica de estética, que fica localizada no bairro da Chácara Santo Antônio, na zona sul da capital paulista, para eliminar os pelinhos incômodos no corpo, com uma técnica com maior durabilidade.
Para arrasar no verão, aos 41 anos e em plena forma física e extremamente vaidosa, a eterna loira do “É o Tchan”, procurou a clínica para caprichar na realização da depilação com o equipamento Laser Crystal 3D da Body Health Brasil, que além de ser a tecnologia do momento em depilação, ainda é indolor e o único equipamento que contempla todos os tipos de peles, desde a pele clara, até as bronzeada, morena e negra, que antes não podiam realizar o procedimento estético porque queimava alguns tipos de peles e agora com a chegada deste equipamento atende de forma igualada todos os clientes.
“A minha primeira depilação foi há 17 anos atrás e me lembro que nem cheguei a finalizar as pernas porque não aguentava de tanta dor. Agora com este equipamento no mercado e ainda indolor será uma beleza, poderei fazer o corpo inteiro sem medo de ser feliz”, declarou a beldade.
E por falar na loirinha que é bastante discreta quando se trata da vida pessoal e principalmente à amorosa, Sheila que está separada desde 2018 do ex-nadador Fernando Sherer, foi flagrada recentemente com o tenista João Souza, conhecido como Feijão, o qual está vivendo um romance. O novo casal ficou pela primeira vez no réveillon, na Praia de Carneiros, em Pernambuco e neste Carnaval, o tenista acompanhou a loira no trio elétrico de Tony Salles, no Ceará, onde o próprio Feijão publicou vários vídeos de Sheila no trio e ainda postou pela primeira vez um registro dos dois grudadinhos.
Crédito das Fotos: Roneia Forte / Renato Cipriano – Divulgação
mar 2, 2020 | Brasil

A seleção masculina sub-19 de Mato Grosso do Sul já está em Saquarema-RJ, onde disputará a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de Seleções (CBS) de Voleibol 2020. Os jogos acontecerão de 3 a 7 de março, no Centro de Desenvolvimento do Voleibol (CDV). A competição é organizada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
A equipe sul-mato-grossense está no Grupo B, ao lado de Amazonas, Rio Grande do Sul, Alagoas e Roraima. O Grupo A é formado por Mato Grosso, Bahia, Goiás, Maranhão e Pará. Segundo o regulamento da CBV, os três times no pódio garantem acesso à Divisão Especial em 2021, enquanto os três últimos cairão à Segunda Divisão na próxima temporada.
Mato Grosso do Sul estreia nesta terça-feira (03.02) contra o Rio Grande do Sul, às 11h30 (horário de MS). No mesmo dia, retorna à quadra diante do Amazonas, às 17h30 (de MS).
Na primeira fase, todas as seleções jogam entre si nos grupos, em partidas de três sets obrigatórios. Os dois melhores colocados de cada chave avançam à semifinal. Os confrontos desta fase em diante são de três sets vencedores.
A delegação sul-mato-grossense é formada por:
Levantadores: Sebastião Velasquez (EE Clarinda Mendes de Aquino – CMA/Campo Grande) e Marco Echeverria (Associação Calvoso de Voleibol/Ponta Porã)
Ponteiros: Raphael Soria, Anthony Cáceres (CMA/CG) e Pedro Henrique (Vedacit Vôlei Guarulhos/São Paulo)
Meios: Gabriel Gregorio, Felype Bezerra, Luiz Felipe e Alifer Alves (CMA/CG)
Opostos: Carlos Eduardo (CMA/CG) e Cauã Fernandes (São Caetano/São Paulo)
Técnico: Alexandre Pereira
Chefe de delegação: Oswaldo Ferreira (CMA/CG)
fev 13, 2020 | Brasil
A Senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, lamentou a morte do jornalista, Léo Veras, do site Porã News. Por meio de suas mídias sociais, ela manifestou pesar e solidariedade à família e amigos.
Em sua conta no Twitter, Simone disse que “A execução do jornalista do Porã News, Léo Veras, é mais um capítulo escrito pelo crime organizado. Não pode ficar impune. Ele noticiava o narcotráfico entre MS e o Paraguai. Sinal da urgência em investir na segurança nas fronteiras. Minha solidariedade aos familiares e amigos”
Para a Senadora, a falta de segurança nas fronteiras afeta todo o Brasil e não apenas as regiões fronteiriças, porta de entrada de criminosos, do tráfico e de uma série de outros delitos que impactam nas cidades brasileiras, sejam grandes ou pequenas. “É fundamental manter nossas fronteiras blindadas e seguras do livre trânsito de criminosos, traficantes e assassinos. Foi acatada minha emenda à PEC dos Fundos para destinar mais recursos a programas de segurança nas fronteiras. Pelas fronteiras passam contrabando, tráfico, pirataria, lavagem de dinheiro… Financiam o crime organizado. Aterrorizam as nossas cidades. Impactam todo o Brasil.”, disse via Twitter.
A PEC 187/2019 prevê a extinção dos 248 fundos obrigatórios. Faz parte do pacote de medidas “Mais Brasil”, do Governo Federal. O relatório foi lido na CCJ do Senado nesta quarta-feira e será votado na próxima reunião do colegiado, no dia 19. Os recursos liberados dos fundos devem ser usados em programas segurança de fronteira, conforme determinado por emendas da senadora Simone, mas também em programas de habitação popular, rodovias, ferrovias, revitalização do Rio São Francisco interiorização de gás natural, e projetos de pesquisa científica.
jan 31, 2020 | Brasil
A cada dia, mais jovens estão apresentando perda de audição causada pelo uso irregular de fones de ouvido. O alerta é feito pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). “Os adolescentes usam esse equipamento de som com volume muito alto. A gente vem notando que a audição deles não é tão normal como antigamente, já tem mais perda. E se continuar a usar esse som alto, eles terão uma perda irreversível, não volta mais ao normal”, disse a presidente do CFFa, Thelma Costa.
Segundo ela, as perdas auditivas por causa de ruído estão aumentando entre a população, tanto por ruído industrial, quanto por equipamentos de som. Ela cita como exemplo o caso dos músicos, lembrando que existem protetores auditivos que selecionam o som. “Então, eles conseguem seguir com a profissão e estão se prevenindo, o que não acontece com os adolescentes.
A presidente do CFFa orienta os pais e responsáveis a monitorar o volume dos fones de ouvido. “Se você estiver a 1 metro da pessoa e ouvir o que ela está escutando, ela provavelmente terá uma perda de audição. A 1 metro de distância, você não deve ouvir o que a pessoa está escutando no fone de ouvido”, reforçou Thelma, que é especialista em audiologia.
A orientação é baixar o volume. Segundo ela, já houve uma proposta de projeto de lei no Congresso Nacional para que esses equipamentos tenham controle máximo de volume, mas ele não foi aprovado. Além disso, a fonoaudióloga explicou à Agência Brasil que as escolas precisam pensar melhor na estrutura das salas de aulas, para que sejam construídas em locais mais silenciosos ou com melhor acústica.
Prevenção e tratamento
CFFa alerta que existem várias situação que podem causar problemas de audição e muitos delas são preveníveis. Thelma explica que as causas para a perda de audição dependem da fase da vida. Os bebês, por exemplo, podem nascer com deficiência auditiva por problemas na gestação, quando a mãe é usuária de drogas, teve sífilis ou rubéola durante a gravidez, ou problemas no parto. “Por isso é importante fazer o teste da orelhinha na maternidade, para saber se nasceu surdo ou não e intervir, se necessário”, disse.
No caso das crianças, as otites devem ser tratadas com cuidado e a vacinação deve estar em dia. Doenças como meningite e caxumba podem causar perda de audição, por exemplo, e há vacinas disponíveis na rede pública. No caso dos adolescentes, além do uso irregular dos equipamentos de som, eles podem ter as mesmas patologias das crianças.
Há causas que não são preveníveis, como algumas doenças em adultos, otosclerose e AVC por exemplo, e em casos de AVC, além das perdas progressivas causadas pela idade. “Mas há muitas que se consegue prevenir, principalmente por exposição ao ruído”, enfatizou Thelma.
Segundo a presidente do CFFa, a tecnologia de aparelhos auditivos melhorou muito ao longo do tempo, inclusive sendo implantada dentro do ouvido. Entretanto, mais importante que a amplitude do som é a qualidade desses equipamentos. “Antigamente, se colocava o aparelho e ele aumentava o som. O paciente escutava, mas continuava sem compreender
Hoje é como se aumentasse o volume com um som estereofônico muito melhor. O paciente ouve e tem uma qualidade sonora muito boa”, disse.
Thelma explicou ainda que, antigamente, só usava aparelho quem apresentava uma perda moderada de audição. Hoje, qualquer pessoa com perda leva, dependendo da necessidade, é um paciente em potencial para o uso de aparelho de amplificação. “Mas o uso do aparelho não previne a progressão da perda de audição. A prevenção, no caso de exposição a ruído, é parar de se expor, então aquela perda estaciona, mas não melhora”, ressaltou.
O assunto surdo tem direito a uma educação apropriada e o tema da inclusão deveria ser debatido por todos, inclusive porque o deficiente auditivo faz parte da comunidade escolar, assim como qualquer pessoa com deficiência. “Já os desafios são vários, porque existe a questão da formação do professor. O aluno, seja surdo ou com qualquer deficiência, é colocado na sala de aula, mas não é incluído, muitas vezes porque o professor não não tem formação para incluir. É muito mais fácil incluir pessoas com deficiência física, mas com relação ao surdo, é preciso ter um intérprete e uma maneira diferente de dar aula. É um desafio, sim, e muitos professores terão que saber lidar com a educação do surdo”, disse.
As questões da inclusão e do preconceito devem ser debatidas não só nas escolas, mas em toda a sociedade, pois pessoas com perdas profundas de audição precisam ser compreendidas em todos os lugares. “Muitas vezes, o surdo, que é quem tem perda profunda, se depara com situações onde não consegue compreender e ser compreendido”, explicou Thelma.
O preconceito existe ainda na própria pessoa com deficiência auditiva. “A primeira pergunta que ela faz é se o aparelho vai aparecer. Como se, desaparecendo o aparelho, desaparece o problema. Isso é preconceito da própria pessoa. E a gente pergunta: ‘Mas você usa óculos? Qual é a dificuldade e a diferença?’”, acrescentou a especialista.
Matéria publicada no site http://agenciabrasil.ebc.com.br/